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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

RESUMO DE XANGAI 2011

Foi apenas uma semana de natação em Xangai, mas muita água correu nas piscinas.
 Apesar das polêmicas fora d'água, o Brasil cravou sua melhor participação em Mundiais, com quatro ouros.
 Michael Phelps deu lugar a Ryan Lochte como melhor nadador do planeta, um jovem astro chinês surgiu, e até o que parecia impossível aconteceu: dois recordes mundiais caíram, mesmo com a proibição dos supermaiôs.
 Confira abaixo os fatos mais relevantes do Mundial de Esportes Aquáticos.

O Brasil
O Mundial de 2009, em Roma, foi um divisor de águas para o Brasil.
Com um campeão olímpico no elenco, o país entrou definitivamente na elite da natação ao conquistar dois ouros, uma prata e um bronze, além de estar presente em 18 disputas de medalhas.
Em Xangai, os brasileiros reduziram em um terço o número de finais, mas carregaram na tinta dourada: foram quatro subidas ao degrau mais alto do pódio, garantindo pela segunda edição seguida a melhor marca do país na história.
 Todas as medalhas brasileiras foram de ouro: Ana Marcela Cunha na maratona aquática de 25km, Felipe França nos 50m peito e Cesar Cielo nos 50m borboleta e 50m livre.

A superação

Três dias antes do início das disputas da natação em Xangai, Cesar Cielo não sabia se poderia competir.
Absolvido pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) na acusação de doping, o brasileiro foi liberado para competir.
E fez bonito na piscina do Centro Esportivo Oriental. Venceu as provas de 50m livre e 50m borboleta e ficou em quarto lugar nos 100m livre.

A polêmica

Ao se tornar campeão mundial nos 50m borboleta, Cielo teve de enfrentar a resistência de alguns adversários, que não concordaram com a decisão do TAS de manter apenas a advertência imposta pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.
Logo após a prova, o queniano Jason Dunford fez sinal de negativo enquanto o brasileiro chorava com a conquista do ouro.
Dunford logo ganhou apoio do sul-africano Roland Schoeman, campeão olímpico em Atenas-2004, que também esteve no Mundial.
No twitter, Schoeman criticou a decisão do TAS e elogiou a reação do queniano.
O francês Alain Bernard e o americano Jason Lezak também criticaram o tribunal.
O ouro de Felipe França nos 50m peito também foi contestado.
Sites americanos acusaram o brasileiro de fazer um movimento de perna ilegal na hora da chegada.
Como nenhum adversário protestou e a Fina não aceita recursos em vídeo, o resultado foi mantido.

O novo astro
Quem pensou que o desempenho no Pan-Pacífico era apenas fogo de palha se decepcionou.
 Após superar Michael Phelps na competição do ano passado, o americano Ryan Lochte comprovou no Mundial de Xangai o posto de novo astro da natação mundial.
Na piscina do Centro Esportivo, não viu Phelps ou qualquer outro nadador à sua frente.
Faturou cinco ouros, sendo quatro individuais, e um bronze no revezamento 4x100m livre.
Tudo isso sem sequer vibrar, como se fosse apenas uma prévia do que vem por aí em Londres-2012.

Os recordes

Coube também a Ryan Lochte a missão de tirar os recordes mundiais da geladeira.
Desde a proibição dos supermaiôs, em 2009, as marcas estavam congeladas, mas o americano brilhou nos 200m medley e conseguiu o que parecia impossível.
No último dia de competição, outro recorde mundial foi quebrado: o chinês Yang Sun, de apenas 19 anos, baixou a marca dos 1.500m, que por sinal era a única a ter sobrevivido à era dos trajes tecnológicos.

Os donos da casa


Embalada pelo sucesso das Olimpíadas de Pequim-2008, a equipe chinesa fez bonito em casa e, por pouco, não tirou o título das mãos dos americanos.

A disputa pela liderança no quadro de medalhas se arrastou até o último dia da competição em Xangai, mas os americanos acabaram levando a melhor, por apenas dois ouros.
Yang Sun, xodó da torcida, garantiu dois ouros, uma prata e um bronze, para delírio da torcida.

Doping
A Federação Internacional de Natação (Fina) revelou que nenhum caso de doping foi registrado no Mundial de Esportes Aquáticos realizados em Xangai, na China.
Nenhum atleta acabou flagrado nos 362 testes antidoping encomendados pelos organizadores.
Ao todo, a Fina fez 311 exames antidoping de urina e 51 de sangue, reforçando a fiscalização sobre o possível uso de substâncias proibidas.
Também houve um cuidado especial com a presença de clenbuterol, comum nas comidas chinesas e considerado ilegal.
tema doping esteve muito presente no Mundial de Xangai depois que Cesar Cielo testou positivo para o diurético furosemida meses antes e foi liberado para nadar na China.
Já em território chinês, ele viu a Corte Arbitral do Esporte (CAS) manter a advertência aplicada no Brasil.
O resultado  revoltou alguns nadadores de outros países.

O queniano Jason Dunford chegou a fazer gesto com os polegares para baixo após a vitória de Cielo na final dos 50 m borboleta.
O brasileiro também foi campeão mundial nos 50 m livre, sua especialidade.

domingo, 24 de julho de 2011

Xangai 2011

Atual detentor do título mundial nos 50 m e 100 m livre, Cesar Cielo já tem que conviver com o fato de ser o "alvo" em uma nova prova: os 50 m borboleta.
Neste domingo,24/7/11,  o brasileiro avançou à final do evento no Mundial de Xangai com o melhor tempo (23s19); além disso, é dono da melhor marca do ano, conseguida em junho, em Paris (22s98).
 Mesmo assim, não se considera favorito na prova em que não é "especialista".
"Não (sou favorito), nos 50 não tem como prever", disse o velocista após a classificação à decisão.
 "Amanhã (segunda-feira) 25/7/11,  é prova de qualquer um, está todo mundo tão perto, 20 centésimos do primeiro ao oitavo.
E tem atletas que gostam de nadar nas posições em que caíram, como o Fred (Bousquet) na raia 8. Quem acertar a prova vai levar, e espero que eu acerte".
Cielo afirmou também que tem como objetivo bater o tempo alcançado em junho para ficar com a medalha de ouro dos 50 m borboleta, mas não possui uma marca específica em mente. Para o nadador, só depois do término da prova será o momento de se preocupar com os números.
A final dos 50 m borboleta é a chance do segundo ouro para o Brasil no Mundial
A estreia de Michael Phelps no Mundial de Xangai não resultou em ouro.


Com o astro abrindo o revezamento 4x100 m livre, os Estados Unidos ficaram com a medalha de bronze neste domingo, primeiro dia de competições de natação na China.
O ouro foi da surpreendente Austrália, seguida de perto pela França - Alain Bernard, fora da piscina, chegou a comemorar a vitória, para só depois perceber que os australianos haviam chegado na frente.
O resultado foi encarado como decepção por americanos e franceses, vistos como os favoritos para ficar com o primeiro lugar.
 Durante a cerimônia de premiação, foi nítido o desconforto das equipes, enquanto os australianos recebiam sorridentes as medalhas de ouro após o tempo de 3min11s00.
Phelps abriu o revezamento para os Estados Unidos, mas não entregou na primeira posição - ele foi batido pelo australiano James Magnussen, que fez 47s49 contra 48s08 da estrela americana.
Alain Bernard virou logo atrás, com 48s75.
Mesmo com tempos baixos de Jason Lezak e Nathan Adrian nos 200 m finais, os americanos - que não contaram com Ryan Lochte - não conseguiram tirar a diferença e ainda foram superados pelos franceses no final. Fabien Gilot, que vive grande fase nos 100 m livre, fez a melhor parcial da prova, com 47s22. Porém, não foi o bastante para alcançar a Austrália, que fechou muito bem com Eamon Sullivan (47s72).
O campeão olimpíco o sul coreano Park Tae-hwan,   venceu os 400m livres com 3: 42.04 , em segundo bateu o chinês Sun Yang  com 3:43.24, em terceiro o campeão do mundial de 2009 o alemão Paul Biedermann com bronze.
 
    No Feminino não faltaram emoções, a começar pelo primeiro  ouro que veio com as braçadas de Ana Marcela Cunha, campeã dos 25 km na maratona aquática.

    Alta Temperatura influenciou a prova?

    Como previsto muitos nadadores sofreram com a alta temperatura da água e passaram mal durante a maratona aquática dos 25 km masculina, realizada neste sábado, na praia artificial de Jinshan, a cerca de 1h30 de viagem do centro de Xangai.
    Com a temperatura da água chegando aos 31ºC, estipulados como limite máximo pela Fina (Federação Internacional de Natação), os atletas tiveram dificuldades para terminar a prova.
    Edoardo Stochino foi resgatado de barco


    O italiano Edoardo Stochino teve que ser socorrido pelos médicos da organização do Mundial
    Houve outros caso como do  francês Bertrand Venturi também sofreu com a alta temperatura da água e foi socorrido pelos médicos.
    Alguns nadadores  haviam anteriormente questionado a alta temperatura, mesmo antecipando o início da prova a variação de temperatura sem dúvida influenciou boa parte dos resultados.

    sábado, 23 de julho de 2011

    As Águas de Xangai em Chamas - 32graus

    Foi dada a largada para o Mundial de Xangai, China




    Brasileiros decepcionam nos 10km da maratona aquática
    De Bona termina em 45ª lugar e Allan do Carmo, em 50º.
     Prova foi vencida pelo grego Spyros Gianniotis

    Os nadadores brasileiros não foram bem nos 10km da maratona aquática do Mundial que está sendo disputado em Xangai, na China.
     Em prova disputada na manhã desta quarta-feira, 21/07/11, Samuel de Bona e Allan do Carmo terminaram na 45ª e 50ª colocações, respectivamente, muito distantes, portanto, de classificação para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 (somente os dez primeiros garantiram vagas).

    A medalha de ouro foi do grego Spyros Gianniotis, com o tempo de 1h54m24s, somente três segundos à frente de Thomas Lurz-ALE, que perdeu a chance do bi e ficou com a prata.
     Em terceiro lugar chegou o russo Sergey Bolshakov, com o tempo de 1h54m31s.

    Vencedor da Travessia dos Fortes em abril, De Bona completou o percurso em Xangai com o tempo de 2h02m17s, enquanto Allan fechou a prova em 2h05m42s.


    Os resultados no masculino contrastam com os obtidos pelas meninas.
    Na manhã de terça-feira, Poliana Okimoto terminou em 6º e carimbou passaporte para Londres.
    Já Ana Marcela Cunha ficou em 11º, e por muito pouco também não se garante no mais importante evento esportivo.

    Ana Marcela Cunha, de 19 anos, precisou se superar no Mundial de Xangai.

    Na manhã de sábado (23) ela venceu os 32 graus da água da praia de Jinshang para se tornar a primeira mulher brasileira a subir no lugar mais alto do pódio em toda a história do Mundial dos Esportes Aquáticos, depois de ter perdido a chance de classificação para os Jogos Olímpicos de Londres-2012 durante a semana por uma posição.

    Na ocasião, ela terminou a prova de Maratonas Aquáticas dos 10km na 11colocação (a compatriota Poliana Okimoto ficou no sexto lugar).
    Se tivesse terminado uma posição acima, teria garantido a vaga em Londres-2012 automaticamente.
     Ainda lamentando o resultado, ela não deixou de comemorar a marca inédita na história do esporte brasileiro.
    'Tenho consciência de que eu fiz tudo o que podia e o resultado está aí.
    Eu vim pra representar o país da melhor maneira possível.
     Estou muito feliz, o corpo dói, mas a gente até esquece a dor depois de um resultado desses.
     Fui do inferno ao céu.
    Quando perdi a vaga a Olimpíada foi horrível, parecia que as horas não passavam, mas tem uma música que eu gosto muito que diz que 'a vida me ensinou a nunca desistir'.
     Valeu a pena', disse.
    Ricardo Prado, Cesar Cielo e Ana Marcela Cunha são os três únicos atletas do país com o ouro no maior Mundial da Federação Internacional de Natação (Fina).
    O Brasil soma nove medalhas na história da competição (quatro ouros).
    As maratonas aquáticas, no entanto, trazem bons frutos para as atletas brasileiras.
     No Mundial de 2009, Poliana Okimoto ganhou o bronze na prova de cinco quilômetros e foi a primeira mulher do país a ganhar uma medalha na competição.
    Nos 25 quilômetros de Xangai, Ana demorou 5h29m22s9 para vencer, seguida da alemã Angela Maurer (5h29m25s), a campeã da prova em Roma, e pela italiana Alice Franco (5h29m30s8).
    Como participou de todas as provas, Ana nadou ao todo 40 quilômetros na China.
    'Acordei nervosa. Parecia que nunca tinha nadado uma maratona!
     Pensei: no que foi que me meti? Nadar 25 quilômetros, nesse calor', relembrou a atleta, que mudou de opinião logo ao cair na água.
    'Quando comecei achei o ritmo lento e pensei 'tá pra mim'! mais ou menos nos 20 quilômetros bateu um desespero.
    Parecia que não ia acabar nunca.
     Eu e a Ângela chegamos a abrir uma boa distância da terceira. A Ângela ainda tentou me passar umas duas vezes, mas dessa vez não deu pra ela', contou.
    Ana Marcela, baiana de 19 anos, foi escolhida a melhor maratonista aquática do planeta pela Fina em 2010, ano em que se sagrou a mais jovem campeã da história do Circuito da Copa do Mundo.
    A jovem de 1,64m e 70 quilos mostrou que ia dar trabalho neste esporte quando foi vice-campeã da Travessia dos Fortes de 2005, com apenas 13 anos.
    O Ouro de Ana Marcela pôs o Brasil em sexto no quadro geral de medalhas, empatado com Grã-Bretanha, Bulgária e Suíça, e na frente de Austrália, Espanha, Canadá e Itália.
    A natação, maior esperança brasileira de mais pódios, ainda está por começar (na noite deste sábado, no horário de Brasília).
    A prova masculina foi vencida pelo búlgaro Petar Stoychev (5h10m39s8), seguido pelo russo Vladmir Dyatchin (5h11min15s6) e pelo húngaro Casaba Gercsak (5h18m11s1).
     Allan do Carmo foi o sexto colocado (5h11min32s2) e Samuel de Bona, o 16(5h27m38s).
     GLOBOESPORTE.COM
    FINA

    quinta-feira, 21 de julho de 2011

    Jogos Mundiais Militares- Pentatlo Naval

    Com 'braçadas de dragão' e piercing no dente, brasileira rouba a cena


    Carioca Simone Lima deixa o Brasil em primeiro no pentatlo naval dos Jogos Mundiais Militares após a natação. Atleta alemão bate recorde mundial

    Ao sair da água, Simone Lima chamava a atenção na piscina do Cefan.
    Não apenas pela grande tatuagem nas costas.
    O desempenho da carioca de 29 anos superou todas as expectativas na terça-feira e levou o Brasil à liderança no invidual feminino e por equipes na disputa do pentatlo naval nos Jogos Mundiais Militares do Rio de Janeiro.
    Depois de ficar em segundo na natação de salvamento, Simone foi a vencedora da prova de natação utilitária, assumindo o posto de número 1, com 3.776 pontos após três provas.




    A ex-líder Caroline Buunk, da Noruegua, que venceu no primeiro dia a pista de obstáculos, agora ocupa a segunda posição, com 3.738. Ainda faltam as provas de habilidades navais e cross country anfíbio.


    Com a tatugem de um dragão, Simone Lima brilha no pentatlo naval (Foto: André Durão / Globoesporte.com)- Hoje deu tudo certo.
    Consegui ir bem na minha especialidade que é a natação.
    No prova de salvamento até poderia ter ido melhor, mas nadei acima do meu tempo porque a água estava muito fria.
    Mas tô na disputa e quero trazer a medalha de ouro para o Brasil - comemorou Simone.




    Ex-nadadora do Fluminense, a bicampeã brasileira dos 200m e 400m medley (2000 e 2001) tem um estilo um pouco diferente do padrão militar.
    Além da tatuagem de dragão, ela usa um piercing dental.
    - Acho que fica legal. O dragão tem muito a ver comigo. É guerreiro, lutador e traz boas energias e harmonia também - explicou.





    As competições de natação do pentatlo naval também fogem um pouco ao padrão.
    Na prova de salvamento, os atletas nadam 50m, regatam um boneco de 60 kg, para depois carregá-lo por mais 25 metros (confira no vídeo ao lado).
    No caso dos homens, a prova é feita de roupa, que eles têm de trocar debaixo d’água antes de pegar o boneco.
    Já na natação utilitária, os homens nadam 125m e as mulheres, 100m, tendo que ultrapassar obstáculos dentro da piscina.

    - As provas tentam simular um ambiente de combate. Você tem que fazer tudo muito rápido, porque sabe que do seu lado estão os militares mais bem preparados do mundo - disse o alemão Joerg Porschhoefer, que bateu nesta terça-feira o recorde mundial da prova de salvamento, com o tempo de 52s31.



    A equipe brasileira, formada por Simone, Jéssica Lessa (10ª) e Manuella Correa (4ª), lidera o pentatlo naval feminino com 7.459 pontos.
    A Suécia está em segundo entre as oito seleções, com 7.404, e a Noruega, em terceiro, com 7.384.

     
    Já no masculino, o alemão Mathias Wesemann segue na ponta, com 3.767 pontos, seguido por Joerg, com 3.761. Max Santos (7º), Carlos Lourenço (10º), Alex Santana (13º), Dilvan Tribuno (15º) e Vinícius Moraes (23º) não tiveram um dia muito bom e saíram da zona de pódio no individual.
    Entre as 11 equipes do masculino, o Brasil está em terceiro, com 14.625 pontos, atrás de Polônia (14.873) e Alemanha (14.753).


    As disputas do pentatlo naval seguem nesta quarta-feira com as provas de habilidades navais, a partir das 9h.

    Por Breno Dines

     
    Mas Afinal oque é?
    O Pentatlo Naval é uma competição individual e por equipes para competidores homens e mulheres.
     A modalidade é constituída por cinco eventos: Pista de Obstáculos, Natação de Salvamento, Natação Utilitária, Habilidade Naval e Cross Country Anfíbio.


    Foi inventado em 1949, quando integrantes do setor de esportes da Marinha Italiana, preocupados com a aptidão física de seus marinheiros, sentiram a necessidade de um cuidado maior com as tripulações embarcadas.
    A partir daí, foi estabelecido o programa de treinamento. Em 1951, conseguiram reunir em uma competição as cinco provas de técnica naval.
    Seu orientador, o Capitão Giuseppe Vocaturo, propôs ao CISM que a adotasse, já que, a esta altura, já existiam o Pentatlo Militar e o Aeronáutico.

    A primeira competição de Pentatlo Naval foi realizada em 1958, em Atenas.
    O Brasil é tricampeão Mundial de Pentatlo Naval, em 1967, 1972 e 1986.

    CAS mantém advertência, e Cielo está liberado para o Mundial

    Tribunal entendeu que atleta não teve culpa em caso de doping.
    Nicholas Santos e Henrique Barbosa receberam a mesma sentença

    Cesar Cielo escapou de uma punição mais dura no caso de doping por furosemida


    Cesar Cielo escapou da CAS (Corte Arbitral do Esporte) e está liberado para competir no Mundial de Xangai. Atual campeão nos 50m e 100m livre, o nadador teve sua advertência pelo uso da substância furosemida mantida e poderá defender suas conquistas.
    O Tribunal entendeu que o atleta não foi culpado nem negligente no caso de doping.
    Nicholas Santos e Henrique Barbosa receberam a mesma sentença.
    Vinícius Waked foi suspenso por um ano por ser reincidente.
    O resultado pode ser considerado um divisor de água em audiências de doping.
    Até então, todos os atletas flagrados por furosemida haviam recebido pena maiores.
    O exemplo mais recente é o da também nadadora Daynara de Paula.
    Julgada pela Fina (Federação Internacional de Natação) em agosto do ano passado em caso muito semelhante ao atual, ela foi suspensa por seis meses e perdeu o direito de ir às Olimpíadas 2012, em Londres.
     Para Cielo, porém, pesou o fato de se tratar de um campeão olímpico e mundial.


    O veredicto favorável marca ainda mais uma expressiva vitória na carreira do advogado Howard Jacobs.
    O norte-americano é um dos maiores especialistas em doping no mundo e em seu currículo constam clientes como Marion Jones, Tim Montgomery e Jessica Hardy.
    Já em Xangai para a disputa do Mundial, Cielo volta às piscinas no próximo dia 24, primeiro dia do torneio e data da eliminatória dos 50m borboleta.
    Além desta prova, ele irá nadar os 50m e 100m livre, além do revezamento 4x100m livre e 4x100 medley.

    Após tantos casos de doping na natação brasileira a imagem do esporte aquático nacional está desgastada, doping intencional ou não o fato é que os nadadores brasileiros serão vistos apartir de agora com maior atenção.
    O  Prejuízo foi grande, tendo bom ou mal desempenho  no Mundial será  visto com suspeita.

    A nossa torcida é sempre positiva...

    quarta-feira, 20 de julho de 2011

    Resultado sairá no máximo em 48 horas. Brasileiro tem esperança de disputar o Mundial de Xangai 2011

    Depois de quase seis horas, Cielo deixa julgamento do TAS sorrindo

    Foram quase seis horas dentro de uma universidade em Sheshan, a cerca de uma hora - de carro - de Xangai, na China.
    Lá, estava em jogo o futuro de Cesar Cielo e de outros três nadadores brasileiros - Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked - flagrados por doping.
    De terno e gravata, o campeão olímpico e mundial entrou e saiu do local sorrindo, mas sem falar com a imprensa.
    Agora, vai esperar até 48 horas, prazo máximo para que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) divulgue o resultado do julgamento desta quarta-feira. A maior punição possível por uso do diurético furosemida é de dois anos.


    Cielo espera receber no máximo dois meses de suspensão, o que permitiria a ele disputar o Mundial de Xangai.
    A competição de natação começa no domingo (noite de sábado no Brasil).
    Se a punição for de mais de cinco meses, ficará fora dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.



    A pior das hipóteses é pegar mais de seis meses de punição.
    Neste caso, a chamada Regra de Osaka o tiraria automaticamente dos próximos Jogos Olímpicos, em Londres-2012.
     A regra do Comitê Olímpico Internacional (COI), no entanto, será julgada pelo mesmo TAS em setembro. O Comitê Olímpico Americano quer derrubá-la.

    Vinícius Waked é reincidente, mas, se o doping for considerado sem intenção, ele não será banido do esporte.
    Em fevereiro de 2010, o nadador foi punido por dois meses por uso de isometepteno - alegou ter ingerido sem conhecimento ao tomar um remédio para dor de cabeça.

    Julgamento dura 40 minutos a mais por grande quantidade de testemunhas


    Cielo e Waked mostram tranquilidade antes de entrarem no julgamento do TAS (Foto: agência AFP)Sheshan fica longe da agitação do Mundial. Além dos quatro nadadores, participaram do julgamento três árbitros e um consultor do TAS, três advogados - um dos atletas, um da Federação Internacional de Natação (Fina) e um da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) - e pelo menos cinco testemunhas: Coaracy Nunes (presidente da CBDA), Alberto Silva (técnico de Cielo), Gustavo Magliocca (médico de Cielo), Sandra Soldan (ex-triatleta e médica da CBDA) e Ricardo de Moura (superintendente técnico de natação da CBDA).

    A previsão era que o julgamento durasse 5h, mas levou cerca de 40 minutos a mais.
    O motivo, segundo o advogado americano Howard Jacobs - que defende os quatro nadadores -, foi a grande quantidade de testemunhas.
    Ele não quis falar sobre a linha de defesa.

    Jacobs tem no currículo mais de 70 casos de atletas flagrados em doping.
    O de Cielo, segundo ele, é mais simples do que muitos em que já atuou.
    Disse, em entrevista ao SporTV, que possui documentos que comprovam a boa fé do brasileiro.

    Entre os casos de Jacobs está o da jogadora de basquete americana Diana Taurasi, bicampeã olímpica.
     Ele provou que um laboratório da Turquia tinha errado o teste, e garantiu à jogadora uma pena menor do que a esperada.
    Em 2009, conseguiu reduzir pela metade a suspensão da nadadora americana Jessica Hardy, que testou positivo para um anabolizante.

    Equipe brasileira de natação na chegada a Sheshan (Foto: Satiro Sodré / AGIF)


    Entenda o caso

    Cesar Cielo e os três nadadores foram flagrados em exames realizados nos dias 7 e 8 de maio, durante o Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro.
    No início de julho, a CBDA divulgou o caso depois de decidir apenas aplicar advertência e anular os resultados deles no campeonato.
    O painel de controle de doping da entidade levou em conta o "histórico dos atletas".
     Eles teriam explicado como o diurético furosemida entrou no organismo e que não houve aumento de desempenho.

    Cielo comprava os suplementos – à base de cafeína – em uma farmácia de manipulação de Santa Bárbara D'Oeste – sua cidade natal. Segundo ele, o produto foi contaminado.
    A CBDA disse que o estabelecimento enviou um relatório avisando sobre uma suposta contaminação das cápsulas por falta de limpeza no balcão onde as pílulas são produzidas.
    O estabelecimento, no entanto, negou ter assumido o erro pelo doping do nadador, mas admitiu a possibilidade de ter acontecido contaminação pelo ar.

    No dia 8 de julho, o TAS recebeu da Federação Internacional de Natação (Fina) um pedido formal de julgamento do caso de doping dos quatro brasileiros com urgência.
    A entidade sugeriu a troca da advertência dada pela CBDA por uma suspensão, a contar a partir de maio, quando os nadadores atestaram adverso para furosemida.