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sábado, 30 de outubro de 2010

Morte de nadador gera críticas e atletas reivindicam mudança na Copa do Mundo

Morte na água
A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou nesta quinta-feira a criação de um comitê especial para investigar a morte do nadador norte-americano Fran Crippen, que morreu durante a disputa da última etapa da Copa do Mundo de Maratona Aquática, no sábado, em Al Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
Campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, e vice-líder do ranking mundial nesta temporada, Fran Crippen tinha 26 anos, o nadador foi encontrado cerca de três horas após o término da prova.
Ele passou mal durante a prova de 10 quilômetros, que foi disputada em águas muito quentes.
A morte de Francis Crippen durante a última etapa da Copa do Mundo de maratona aquática gerou críticas à organização do evento nos Emirados Árabes.
O falecimento do norte-americano de 26 anos provocou uma mobilização ainda maior e os nadadores se uniram para reivindicar mudanças no regulamento da competição, principalmente em relação à última etapa.
Atualmente, a prova final vale o dobro de pontos e o nadador precisa terminar os 10 km em águas abertas para ter a pontuação do ranking validada.
“A última etapa não tem que valer o dobro e não tem que ser obrigatório terminar para valer a pontuação de toda a temporada.
Os nadadores de todos os países estão se juntando.
O búlgaro Peter Stoychev é nosso representante na Fina [Federação Internacional de Natação] e era muito amigo do Francis. Queremos a mudança”, disse Ana Marcela Cunha.
No ano passado, a brasileira somou pontos suficientes para terminar em terceiro lugar no ranking geral, mas não disputou as duas últimas etapas e ficou sem a classificação final.
“É melhor prevenir uma vida do que um campeonato. O atleta vai competir e sabe que não pode parar na prova para continuar brigando pelo título. Talvez por causa disso o Francis tenha falecido”, falou Ana Marcela.
Na mesma etapa em que o norte-americano morreu durante a prova, a brasileira obteve o bronze e conquistou o título da Copa do Mundo.
Ana Marcela Cunha voltou ao Brasil nesta segunda-feira com o título da Copa do Mundo de maratona aquática. Nem por isso foi alvo do assédio da torcida.
Mas foi recebida pela família e pela imprensa no aeroporto de Guarulhos.
Na verdade, o status de campeã mundial ajudou mesmo a nadadora a driblar o overbooking e a embarcar antes do restante da delegação brasileira.
O comitê especial da Fina terá cinco integrantes, incluindo um especialista em salvamento, um médico, um advogado e dois nomes indicados pela Federação de Natação dos Estados Unidos.
Além disso, a entidade mandou um de seus dirigentes, Gunnar Werner, para acompanhar a investigação em Al Fujairah.
As condições da prova não eram favoráveis.
Ana Marcela afirmou que a temperatura na água era de 33ºC.
O brasileiro Allan do Carmo foi um dos que sofreram com o calor excessivo e terminou a prova em 40º lugar.
Ele sofreu uma desidratação e passou a noite de sábado internado, mas já recebeu alta e retorna ao Brasil nesta terça-feira.“Em 2007, teve uma prova em Portugal que a água estava a 14ºC. Largaram 27 competidoras e só oito terminaram. A partir daí, estabeleceram que o mínimo necessário para realizar uma prova era 16ºC, mas não colocaram um valor máximo. Para nós é melhor nadar no frio e pior no calor, por causa da desidratação”, explicou Ana Marcela.
A nadadora de 18 anos evitou falar em negligência, mas criticou a organização da etapa dos Emirados Árabes. “A reunião para verificar as condições de prova duram 1h. Lá foram 10 minutos. O dinheiro comprou a etapa de lá. O dinheiro compra tudo. Mas eles mostraram que não tem competência para fazer uma prova linda, que era a final”, disse.
Diante do luto pela morte de Crippen, a cerimônia de premiação foi cancelada. Ana Marcela recebeu o bronze e o troféu da etapa discretamente.
O título geral da Copa do Mundo ainda não foi entregue. No masculino a situação é ainda mais complicada.
Allan do Carmo espera decisão da Fina para saber se terminou a temporada em segundo ou terceiro. O norte-americano era o vice-líder.
Enquanto isso Fabiola Molina leva bronze em etapa da Copa do Mundo de Natação nos 50 metros nado costas .
A nadadora Fabiola Molina, faturou medalha de bronze neste sábado (30), no primeiro dos dois dias de disputa da quinta etapa da Copa do Mundo em piscina curta (25 metros), em Berlim, na Alemanha. O maior destaque brasileiro foi Thiago Pereira, com uma medalha de ouro e uma de prata. Fabíola Molina levou bronze nos 50 metros costas com o tempo de 27s50, atrás da australiana Belinda Hocking (26s99) e da russa Anastasia Zueva (27s41).
Thiago venceu os 400m medley (4m02s83) na etapa de Berlim, deixando para trás o húngaro David Verraszto (4m04s62) e o japonês Daiya Seto (4m04s66).
Mas não teve a mesma facilidade nos 100m medley. O alemão Markus Deibler (52s17) teve um melhor final de prova e impôs ao brasileiro a prata (52s59).
O brasileiro Thiago Pereira segue como o principal nadador da Copa do Mundo em piscina curta deste ano.
No segundo dia da etapa alemã do torneio, ele dominou a prova dos 200m medley neste domingo e conquistou sua 15ª medalha de ouro na competição.
Ele começou segurando o ritmo e virou o nado borboleta apenas na quarta colocação, mas acelerou no costas e virou a segunda parte em segundo, apenas 3 centésimos atrás do sul-africano Darian Townsend.
Pereira conseguiu assumir a liderança no nado peito, quando conseguiu virar com uma boa vantagem de 2 segundos, o suficiente para apenas administrar o resultado e fechar a prova com o tempo de 1min52s81.
Completaram o pódio dos 200m medley da etapa de Berlim na Copa do Mundo de natação em piscina curta Darian Townsend, em segundo lugar com tempo de 1min54s91, e o alemão Markus Deibler, conseguindo o bronze com 1min55s85.
A decisão de nadar ou não, pertence individualmente ao atleta e seu responsável técnico, todos os esportes tem riscos, muitos técnicos jamais arriscariam expor seu atleta a temperaturas tão extremas, as condições da prova são de responsabilidade dos organizadores, muitas provas no mundo são suspensas devido fênomenos naturais ou não .
Causa e consequencia... Quem está disposto a pagar o preço?

3 comentários:

Helena disse...

como pode um jovem saudavel sofrer de ataque cardiaco? so pode ser doping.

Anônimo disse...

olá,

quero anunciar colocando um banner em seu blog por favor entre em contato comiago pois não achei seus dados de contato no blog...

abração

Eduardo
softboardbrasil@gmail.com

Mariana disse...

Um jovem saudável que tem tendencias por sua família de sofrer ataques cardíacos tem que ter muito cuidado quando faz atividade física, sua alimentação e a parte de alergia e imunologia