quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

VIRADAS




VIRADAS 4 ESTILOS


VIRADAS DE CRAWL

Viradas olímpicas de crawl são utilizadas desde as Olímpiadas do Mexico em 1968.
Até aquela época, os nadadores eram obrigados a tocar com a mão na parede.
A primeira variação foi anexar após o toque da mão na parede uma pequena cambalhota e uma saída da borda mais rápida. (virada simples)

A FINA modificou a regra e permitiu a nova virada que a partir de então deveria ser um toque de qualquer parte do corpo na parede quando todos passaram somente a executar a cambalhota normal.

Neste artigo vamos sugerir dois itens, o primeiro um processo educativo que é de grande validade para as categorias inferiores no processo de formação e aprendizagem da virada olímpica propriamente dito. O processo leva o nadador a executar a virada de crawl deixando a borda na posição de lado. (\"Todas as saídas das bordas em viradas são lado, em todos os estilos\", por Coach Alex Pussieldi 2001)

O segundo item são exercícios específicos para a melhoria na rapidez da execução da virada e com grandes aplicações para nadadores de qualquer nível ou idade, confira:


1) Faça seu nadador executar a cambalhota simples na piscina ficando no mesmo lugar em pé. Em caso de nadadores iniciantes você pode auxiliar o mesmo na execução do giro estando dentro d'agua com seu nadador e facilitando o giro com a sua ajuda. Execute de forma livre ou na propria raia pois isso ajuda ao nadador entender o processo de giro.


2) Tente ensinar a seu nadador que uma bola de ping pong gira mais rápido do que uma bola de basquete, portanto desde o princípio ensine o giro de forma compacta.


3) Faça seu atleta nadar crawl em direção a borda e executar o giro da virada o mais próximo possível da parede, sem tocar a parede e finalizar o movimento em pé junto a mesma. Fazer isso sob forma de competição vencendo aquele que tiver o rosto o mais próximo da borda sem tocar pés ou qualquer parte do corpo.


4) O próximo passado será executar a virada de crawl na parede e sair da borda na posição de costas apenas deslizando em total streamline. Não usar nenhum movimento propulsivo após a execução da virada apenas a impulsao. Isso ajuda ao nadador entender a importância deste movimento de saida da borda.


5) Executar a virada de crawl, o giro para a posição de costas mas so deixar a parede na posicao de lado. Ou seja, entre após a virada e o toque dos pés na parede na posição de costas so deixa-lá após girar o corpo na posição de lado. Deixar a parede em impulsao na posição de lado em total streamline e deslizando até a perda total da velocidade. A saída de lado da parede é algo fundamental!

6) Executar a virada de crawl, sair de lado da parede e deslizar retornando lentamente a posição ventral no deslize sem qualquer propulsao de braços ou pernas. O streamline deve ser mantido durante toda a execução da saída da borda e a execução do movimento até a perda total de velocidade. Não iniciar o nado neste exercício, apenas deslizar até perder a velocidade.

7) Finalmente, executar todos os processos anteriores e encerrar com o inicio de nado de crawl. Praticar a sequencia sem pular nenhum "degrau" antes que o movimento atinja a total perfeição de execução. Boas viradas!!!


EXERCíCIOS PARA ACELERAÇÃO DO GIRO DA VIRADA DE CRAWL

SUPER GIRO 25
1) Solicitar a seus nadadores que executem um tiro de 25 metros para tempo de crawl de cima do bloco de partida e cronometra-los.
2) Repetir o tiro de 25 metros de crawl alguns minutos depois sendo que agora ao invés dos nadadores finalizarem com a chegada eles deverão executar um giro e chegar com os pés na borda, como se estivessem fazendo a virada de crawl. Nao é necessário a saída da parede, apenas o giro e o toque na borda. Cronometrar o tiro e so parar o cronometro com o toque dos pés na parede
3) A idéia aqui é fazer com que os nadadores consigam aproximar ao maximo ou igualar e até mesmo superar o tempo anterior com a chegada normal.

Obs: Este exercício é perfeito para o desenvolvimento de giros rápidos para seus atletas. Faca-o em forma de competição e estimule a melhora geral do grupo. Em suas series de 25 no treinamento inclua alguns com este tipo de chegada, so ira contribuir para a melhora da velocidade do movimento.

SUPER GIRO PARADO
1) Colocar seus nadadores em uma area afastada da parede e na qual eles estejam afastados uns dos outros.
2) Solicitar o giro completo deles na mesma posicao, com a execucao da cambalhota logo apos o seu sinal e sem sairem do mesmo lugar.
3) Executar o trabalho em forma de competicao e estimular aquele nadador que conseguir executar o giro completo voltando a posicao normal o mais rapido possivel.

VIRADA DE COSTAS



A mudança da regra da virada de costas no final da década de 80 contribuiu na quebra dos recordes das provas de 100 e 200 costas. Ant
es, o nadador de costas tinha de tocar na borda com o braço ou a cabeça antes de executar o giro da virada.

A virada nova, assemelha-se ao do nado livre, aonde o nadador somente tem de tocar os pés na parede não mais sendo necessário o toque da parte mais extrema do corpo (braço ou cabeça).

A virada nova, entretanto, gerou um outro problema, o tal do deslize do nadador para a parede. A FINA determina que após o giro o movimento deve ser "contínuo", ou seja, se o nadador executou o giro para a virada de costas e seu corpo ainda desliza para tocar na parede o nadador deve ser desclassificado.


Esta desclassificação é bastante relativa devido ao fato de que o nadador não tira nenhuma vantagem com isso, pelo contrário ele perde tempo deslizando para a parede. O objetivo desta regra é de impedir que haja extra braçada ou pernada após o giro até o toque na parede pelo nadador.

Nossa dica é a respeito da última braçada a ser executada no nado de costas antes do giro da virada.

Observando várias competições internacionais foi observado que a grande maioria dos nadadores de nível internacional usam o giro cruzado, ou seja, a última braçada seria com o braço direito mas o corpo giraria para o lado esquerdo ou vice versa. Fazendo a análise biomecânica do movimento, observa-se que o movimento cruzado acelera a execução da virada com base no giro do corpo propriamente dito.

Ainda existem nadadores que executam a última braçada no mesmo lado que irão executar o giro, o giro normal. Ou seja, o nadador faz a braçada direita e rola o corpo para o lado direito. Neste caso, a última braçada será a braçada que irá dar velocidade no giro do corpo do nadador.

A diferença é bem clara, no giro cruzado a aceleração da virada será proveniente do movimento de giro cruzado do nadador. No giro normal, o nadador usa a última braçada como o fator de aceleração do giro da virada.

Como citamos acima, o giro cruzado é mais utilizado pelos nadadores de alto nível entretanto existem nadadores que preferem o giro normal. Neste artigo, gostaríamos de salientar que ambos os movimentos são corretos e podem ser utilizados sem qualquer problema, apenas nossa sugestão é de que encontrado aquele que melhor se adaptar a seu nadador, executá-lo em profusão e utilizá-lo somente este movimento selecionado.

A técnica é individual e muitas vezes determinados movimentos, mesmo que cientificamente comprovados pela eficiência biomecânica, não se adaptam a determinados nadadores. Assim, nossa sugestão é:

1) Encontre o movimento que melhor se adapta a seu nadador.

2) Pratique-o em profusão para assimilar a melhor técnica e fixar o movimento propriamente dito.

3) Não alterne as diferentes técnicas após determinar o movimento mais adequado para seu nadador.
Ainda vamos sugerir alguns exercícios e atividades específicas para incrementar o giro da sua virada de costas:

Exercício #1 - Espalhar seus atletas e executar giros no mesmo lugar ao sinal de um apito. Motivá-los para execução explosiva do movimento de giro (cambalhota) no mesmo local.

Exerício #2 - Executar o mesmo exercício anterior, sendo que agora utilizar o giro do braço e não mais somente a cambalhota. Este incremento do exercício anterior, é apenas a inclusão do braço afim de acelerar o giro e que agora passará a ser executado de lado e não mais pelo eixo do corpo.

Exerício #3 - Executar séries de viradas para tempo tentando melhorar a velocidade do giro.

Exercício #4 - Executar tiros de 25 metros para tempo encerrando com uma virada.

Exercício #5 - Executar tiros de 20 metros para tempo encerrando com um giro na altura da bandeirola. Sem medo da borda o nadador terá condição de desenvolver grande explosão no giro do movimento na altura da bandeirola.


Por Coach Alex Pussieldi Head Age Group Coach, Fort Lauderdale Swim Team


VIRADA NADO PEITO



Muita gente pensa que a virada de peito começa quando tocamos a parede... Grande engano! Pelo menos a virada de peito inicia na bandeirola e as vezes até na filipina do outro lado da piscina. Explicando melhor, a idéia de uma boa virada, é tranferir a energia e o ritmo do seu nado para a parede na entrada e saída.

Se o seu último ciclo de braçada antes de tocar a parede foi curto e rápido, ou longo e deslizado, você em ambos os casos perdeu o seu ritmo, e quebrou o padrão do nado. Viradas de peito corretas são preparadas a partir da forma como você irá tocar na parede.

A completa extensão dos braços, combinada com o fechamento do ciclo completo da braçada e pernada seria o movimento ideal de toque na parede antes da virada. Sem qualquer quebra de ritmo e na extensão completa do movimento, a aproximação da borda irá lhe permitir uma execução perfeita da virada.

Para isso você tem duas opções de conseguir alcançar esta chamada “perfeição” de movimentos.

1) A primeira é descobrir o número de braçadas que você precisa executar entre a bandeirola e a parede. A bandeirola não serve apenas para o nado costas, é um indicativo que pode ser utilizado para qualquer nado e no nado peito representa o momento adequado para ajustar as braçadas afim de uma conclusão perfeita na aproximação de borda. Trate de contar e ajustar e comece isso logo no treinamento, hoje mesmo!

2) A segunda é para aqueles que não conseguem de maneira nenhuma fechar de forma adequada a virada e precisam começar a ajustar o nado desde a filipina do outro lado da borda. Isto porque muitas vezes um movimento mais longo ou mais curto na filipina irá dar ao nadador a perfeita conclusão do nado na aproximação da virada do outro lado.

Ajustar a virada, mais precisamente a entrada e aproximação da virada não quer dizer

reduzir a contagem de número de braçadas ou movimentos, a proposta é de fazer com que haja uma otimização dos movimentos finalizando de forma perfeita no toque da borda para a virada.

VIRADA NADO BORBOLETA

Após a saída e na volta, ao nadador é permitido uma ou mais pernadas e uma braçada sob a água que deve traze-Io à superfície. É permitido ao nadador estar completamente submerso até uma distância não maior do que 15 metros após a partida e após cada volta. A braçada deve ser simultânea e os braços devem mover-se para frente por cima d'água. O corpo deve estar sobre o peito a partir do início da primeira braçada após a saída e após cada volta. Os braços se movendo para a frente em baixo d'água é chamado de "recuperação submersa" e não é permitida. Isto acontece quando o nadador julga mal a distância até a parede.

Todo o movimento para cima e para baixo das pernas deve ser simultâneo. A posição das pernas ou dos pés não precisa ser no mesmo nível, mas não podem alternar em relação ao outro. A pernada de peito não é permitida .

Volta e Chegada

Ambas as mãos devem tocar a parede simultaneamente, acima, abaixo ou no nível da superfície d'água, com o corpo sobre o peito.

Principais Ocorrências (desclassificações)

Ø Pernada alternada após a saída, virada (especificar qual) ou no percurso (metragem);

Ø Toque alternado das mãos na borda durante a virada ou chegada do nado (especificar);

Ø Ultrapassar os 15 metros, estando o nadador submerso após a saída ou volta;

Ø Realizar movimentos alternados de braços/pernas no percurso;

Ø Perda do contato dos pés com o bloco antes da partida.


Um comentário:

Anônimo disse...

esse artigo , foi muito util precisava saber mais dessas viradas pois tenho prova na faculdade , muito obrigado