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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

R$ 122 milhões de Investimento para a Natação nos Jogos Rio 2016...E a Medalha virou ÁGUA!

Os Jogos do Rio 2016 pode ter deixado mais uma vez aquela sensação que os nadadores brasileiros podiam mais.

Sim, talvez...
Mas pelos tempos e o nível técnico apresentado não fomos tão mal assim, os demais nadadores e que estavam melhores.
Participamos de muitas provas finais e sinceramente o páreo foi difícil para todos.
Sentimos vontade de perguntar: cadê o Cielo para nos salvar?

 O Brasil deixa a competição sem nenhuma medalha conquistada, algo que não acontecia desde Sydney, em 2004. 
E, pior, isso acontece depois de um investimento histórico no esporte. Um investimento de mais de R$ 122 milhões, para ser mais preciso.

O valor, na verdade, é ainda maior que isso. Isso porque a conta leva em consideração os balanços fiscais de 2013 a 2015, dois dos três anos do período olímpico.
Neste período, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) teve receitas superiores a 122 milhões.
Mais de 10% deste valor veio atrás da Lei Piva, com repasses do governo diretamente ao esporte. 
O restante é de patrocinadores. Mas mesmo esse patrocínio é, quase que em sua totalidade, de uma empresa pública: o Correios é responsável por praticamente 90% do montante.
Vale ressaltar que a CBDA também cuida de outras modalidades, como o polo aquático, os saltos ornamentais, nado sincronizado e a maratona aquática. 
Mas não há muitas dúvidas de que a natação seja o mais importante entre eles - até pelo número de medalhas em disputa.
Com tamanho investimento, a expectativa era de pelo menos repetir o desempenho de Pequim ou Londres, quando o país acabou cada um dos Jogos com duas medalhas.

Para isso, havia pelo menos cinco bons candidatos: 

Thiago Pereira 
 200m medley   7º ( 1:58,02 )






Bruno Fratus 
 50m livre     6º (21,79 s)
100m livre   8º (48,41 s  )





João Gomes 
100m peito 5º 





Felipe França 
100m peito 8º (59,38 s)





O Brasil ainda surpreendeu com mais três finais. 
Marcelo Chiereghini 
100m livre 8° (48,41 s)
Etiene Medeiros 
50m livre 8º (24,69 s)
4 x 100m medley masculino
Tempo  3:32,84   Classificação 6

revezamento 4x100m livre 
Tempo  3:32,96   Classificação 5

Assim, o número de finais até que foi acima do esperado, mas a falta de uma medalha acabou frustrando - e muito - a participação da natação brasileira no Rio 2016.
O curioso é que o momento acaba sendo muito parecido com o de 2004, a última vez que o país ficou sem medalhas em uma Olimpíada. Naquela época, o Brasil vivia a transição entre Gustavo Borges e Fernando Scherer, o Xuxa, para a nova geração. Agora, o país acaba de sair do momento histórico de Cesar Cielo.
Ainda bem que a próxima Olimpíada Será em 2020, do Outro lado do mundo...
Deixará para trás esse gostinho amargo, espero que a natação brasileira seja como um bom vinho, melhore com o tempo.  

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