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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

02/10/2012 -Alemanha vence 1º revezamento misto da natação

A equipe da Alemanha faturou nesta terça-feira a primeira prova de revezamento misto da natação, na etapa de Dubai da Copa do Mundo.
 Com dois homens e duas mulheres, a equipe chegou na frente no 4x50 metros medley, com o tempo de 1min43s21, à frente da Hungria (1min45s31) e da Ucrânia (1min45s89).






O destaque da prova foi Britta Steffen, recordista mundial nos 50 metros livre.
Última a cair na piscina pela equipe alemã, ela manteve a vantagem aberta pelos companheiros e garantiu a vitória.
 A Alemanha contou ainda com a nadadora Jenny Mensing e Marco Koch e Helge Folkert Meeuw, entre os homens.





A etapa de Dubai ainda terá mais uma prova de revezamento misto.
Nesta quarta, homens e mulheres nadarão juntos nas eliminatórias e na final do 4x50 metros livre. A Federação Internacional de Natação (Fina) cogita introduzir o revezamento misto no Mundial de piscina curta, a ser disputado em Istambul, em dezembro.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Natação terá prova mista pela primeira vez na história

Pela primeira vez na história da natação, homens e mulheres competirão entre si. De acordo com informações do jornal britânico The Guardian, a prova de revezamento 4x500m, abertura da etapa de Dubai da Copa do Mundo, nesta terça-feira, será mista.




Dois homens e duas mulheres de cada país competirão, não tendo ordem obrigatória de nadadores por gênero. O Brasil não participa desta fase da Copa do Mundo, mas, segundo a Fina (Federação Internacional de Natação), as oito etapas da competição terão a prova de revezamento misto.



Além da Copa do Mundo, a entidade também aplicará a novidade no próximo Mundial de piscina curta, realizado em dezembro, em Istambul, na Turquia. Cornel Marculescu, diretor-executivo da Fina, afirmou ao The Guardian que o revezamento misto ainda pode se tornar olímpico.



Em Dubai, a atração da prova será a disputa entre Ryan Lochte e Ye Shiwen. Dona de dois ouros nas Olimpíadas de Londres, a chinesa nadou os 50m finais da prova dos 400m medley em um tempo menor do que o americano, que somou cinco medalhas na competição.



 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Natação termina com 34 recordes quebrados em Londres


LONDRES - O esforço para oferecer uma moderna piscina que ajudasse os atletas a quebrar recordes nos Jogos Olímpicos de Londres foi recompensado.
Se esteve longe dos números de Pequim, a natação termina com um saldo positivo de 34 recordes quebrados após as últimas provas realizadas no Centro Aquático.
Foram nove marcas mundiais superadas e 25 olímpicas.
Em Pequim-2008, 91 recordes foram quebrados, sendo 63 olímpicos e 28 mundiais.



O número de recordes mundiais é muito maior do que o que foi superado nos últimos dois anos e meio desde que os supermaiôs foram banidos pela Federação Internacional de Natação (Fina).
Desde a proibição do equipamento que ajudava o nadador a diminuir o atrito com a água e, consequentemente, melhorar as suas marcas, apenas dois recordes tinham sido quebrados: 200m medley e 1.500m. Ambos no masculino.



Dessa vez, os 1.500m também teve sua marca superada.
O chinês Sun Yang cravou 14m31s02.



Agora o moderno Centro Aquático também celebra novos recordes nos 100m e 200m peito masculino e nos 200m peito (duas vezes), 100m borboleta, 400m medley, 200m costa e no revezamento 4x100m medley feminino.



A maior responsável pelo número de recordes foi a delegação dos Estados Unidos.
A equipe que terminou com 30 medalhas, sendo 16 de ouro, oito de prata e seis de bronze, produziu 15 recordes, sendo dez olímpicos e cinco mundiais.



Enquanto superava marcas, um dos seus nadadores fazia história. Com seis medalhas em Londres (quatro de ouro e duas de prata), Michael Phelps encerrou sua carreira olímpica com 22 medalhas (18 de ouro) e se tornou o maior medalhista olímpico de todos os tempos.



Os recordes da natação em Londres:




Mundial:



1- 100m peito masculino - Cameron van der Burgh - 58s46



2- 200m peito masculino - Daniel Gyurta (Hungria) - 2m07s28



3- 1.500m masculino - Sun Yang (China) - 14m31s02



4- 200m peito feminino - Rebecca Soni (EUA) - 2m20s



5- 200m peito feminino - Rebecca Soni (EUA) - 2m19s59



6- 100m borboleta feminino - Dana Vollmer (EUA) - 55s98



7- 400m medley feminino - Shiwen Ye (China) - 4m28s43



8- 200m costa feminino - Missy Franklin (Estados Unidos) - 2m04s06



9- revezamento 4x100m medley feminino - Estados Unidos - 3m52s05



Olímpico:



1- 400m livre masculino - Sun Yang (China) - 3m40s14



2- 100m costa masculino - Matthew Grevers (EUA) - 52s16



3- 200m costa masculino - Tyler Clary (EUA) - 1m53s41



4- 100m peito masculino - Cameron van der Burgh (África do Sul) - 58s83



5- 100m peito masculino - Cameron van der Burgh (África do Sul) - 58s46



6- 200m peito masculino - Daniel Gyurta (Hungria) - 2m07s28



7-1.500m masculino - Sun Yang (China) - 14m31s02



8- 100m livre feminino - Ranomi Kromowidjojo (Holanda) - 53s05



9- 100m livre feminino - Ranomi Kromowidjojo (Holanda) - 53s



10- 200m livre feminino - Allison Schmitt (EUA) - 1m53s61



11-400m livre feminino - Camille Muffat (França) - 4m01s45



12-100m costa feminino - Emily Seebohm (Austrália) - 58s23



13-200m peito feminino - Rebecca Soni (EUA) - 2m20s



14-200m peito feminino - Rebecca Soni (EUA) - 2m19s59



15-100m borboleta feminino - Dana Vollmer (EUA) - 56s25



16-100m borboleta feminino - Dana Vollmer (EUA) - 55s98



17-200m borboleta feminino - Liuyang Jiao (China) - 2m04s06



18-200m medley feminino - Shiwen Ye (China) - 2m08s39



19-200m medley feminino - Shiwen Ye (China) - 2m07s57



20-400m medley feminino - Shiwen Ye (China) - 4m28s43



21-revezamento 4x100m livre feminino - Austrália - 3m33s15



22-revezamento 4x200m livre feminino - Estados Unidos - 7m42s92



23-200m costa feminino - Missy Franklin (Estados Unidos) - 2m04s06



24-50m livre feminino - Ranomi Kromowidjojo (Holanda) - 24s05


25- revezamento 4x100m medley feminino - Estados Unidos - 3m52s05

 E o Brasil Como  foi?
Natação brasileira fica sem ouro e com menos finais que em Pequim
Modalidade apontada como uma das possíveis maiores fontes de medalhas para o Brasil nos Jogos Olímpicos, ao lado de esportes como judô e vôlei, a natação deixa Londres com uma participação abaixo das expectativas. Apesar da prata inédita de Thiago Pereira, o País ficou sem nenhum ouro - favoritíssimo nos 50 m livre, Cesar Cielo levou o bronze - e chegou a menos finais que em Pequim 2008. O investimento no esporte aumentou, mas o cenário empolga pouco para o Rio 2016.




Na Olimpíada da China, as duas medalhas brasileiras foram o ouro e o bronze de Cielo nos 50 m e 100 m livre, respectivamente. O nadador, então com 21 anos, era apontado como promessa e saiu de Pequim coberto de glória. Em Londres, a situação foi inversa: já consolidado como astro, o velocista ficou apenas em sexto nos 100 m livre e perdeu o título nos 50 m. O desempenho inesperado de Cielo faz com que o nadador mais bem-sucedido do Brasil em Londres seja Thiago Pereira, que conseguiu sua primeira medalha olímpica com a prata nos 400 m medley.



Além dos pódios de Cielo e Thiago, outro ponto positivo que sai de Londres é o desempenho de Bruno Fratus. Aos 23 anos, em sua primeira Olimpíada, ele mostrou evolução e terminou em quarto na final dos 50 m livre, alimentando esperanças para 2016. Por outro lado, um nome que chegou carregado de expectativas de medalha e decepcionou foi Felipe França, que nem chegou à final dos 100 m peito.



Atletas jovens que prometiam bons desempenhos, como Leonardo de Deus (200 m costas e 200 m borboleta) e Felipe Lima (100 m peito), também ficaram longe de suas finais. Os revezamentos, que nadaram sem Cielo, também falharam nas tentativas de classificação. E Kaio Márcio, finalista dos 200 m borboleta em Pequim, caiu duas vezes nas eliminatórias, fechando uma participação para ser esquecida em Londres.



No feminino, a situação foi ainda pior: se em 2008 Gabriella Silva alcançou a final dos 100 m borboleta, desta vez o máximo foi a semifinal de Joanna Maranhão nos 200 m medley. A atleta pernambucana ainda ficou sem a chance de nadar os 400 m medley depois de passar mal e desmaiar na manhã da eliminatória. Promessa nas provas de velocidade, a jovem Graciele Herrmann nadou mal e também caiu na classificatória dos 50 m livre.



No balanço geral, a sensação é de que o Brasil ainda não tem novos talentos mundiais. Com exceção de Cesar Cielo e Thiago Pereira - que nadaram bem, mas não o suficiente para um ouro - os velhos nomes decepcionaram, como Felipe França e Kaio Márcio. Já as promessas sentiram a pressão e não mostraram seu potencial. Até que cheguem os Jogos do Rio de Janeiro, o trabalho terá que ser redobrado para causar impacto em 2016.



Pequim 2008



2 medalhas masculinas: ouro nos 50 m livre (Cesar Cielo) e bronze nos 100 m livre (Cesar Cielo)5 finais masculinas: 50 m livre (Cesar Cielo), 100 m livre (Cesar Cielo), 200 m borboleta (Kaio Márcio), 200 m medley (Thiago Pereira) e 400 m medley (Thiago Pereira)1 final feminina: 100 m borboleta (Gabriella Silva)



Londres 2012



2 medalhas masculinas: prata nos 400 m medley (Thiago Pereira) e bronze nos 50 m livre (Cesar Cielo)5 finais masculinas: 50 m livre (Cesar Cielo e Bruno Fratus), 100 m livre (Cesar Cielo), 200 m medley (Thiago Pereira) e 400 m medley (Thiago Pereira)



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sereias em Londres 2012

Um dos principais nomes da natação feminina brasileira nos últimos tempos, Flávia Delaroli não terá a chance de disputar uma última Olimpíada antes de encerrar a carreira no final deste ano.
Ela não conseguiu fazer o índice na prova dos 50 metros livre, nesta quinta-feira, durante a Tentativa Olímpica, no Rio, e não irá aos Jogos de Londres.


Na última chance de conseguir índice para a natação brasileira, Flávia Delaroli teve duas oportunidades nesta quinta-feira para atingir a marca necessária nos 50 metros livre: 25s20.
Durante a manhã, ela cravou 25s63.
Depois, fez 25s43 à tarde. Assim, não poderá ir para a terceira Olimpíada seguida da carreira.



"A minha proposta era fazer o máximo que eu pudesse.
Colocar todo o coração para fora e toda a garra na piscina. E foi o que eu fiz, mas não deu pra mim. Saí de alma lavada. Tentei com o máximo da minha força, com o máximo da minha vontade e com isso estou feliz", afirmou a nadadora de 28 anos, que já anunciou que irá se aposentar em 2012.



"Esse é meu último ano. Vou até o final e quem sabe pego ainda um Mundial (Mundial em piscina curta de Istambul, em dezembro). Estava tentando a cereja do bolo, ir para mais uma (Olimpíada), mas não saio triste de maneira nenhuma, nem guardo arrependimento. Estou feliz", declarou Flávia Delaroli, que tem seis medalhas de Pan no currículo.



Assim como Flávia Delaroli, nenhuma outra nadadora conseguiu fazer o índice nos 50 metros livre durante a Tentativa Olímpica.
Diante disso, a única representante do Brasil nessa prova na Olimpíada será Graciele Herrmann,

 uma das quatro mulheres brasileiras já classificadas para Londres - junto com Daynara de Paula,

Fabíola Molina

e Joanna Maranhão.

Natação brasileira terá 18 atletas nos Jogos de Londres

Com a classificação de Glauber Silva nos 100 metros borboleta e a definição da equipe do revezamento 4x100m livre, a natação brasileira terá 18 atletas nos Jogos Olímpicos de Londres.
A novidade do time do revezamento ficou por conta de Marcelo Chierighini, que terá como companheiros Cesar Cielo, Nicolas Oliveira e Bruno Fratus.


Tanto Glauber Silva quanto Marcelo Chierighini definiram suas vagas na Olimpíada neste sábado, durante o último dia da Tentativa Olímpica, que estava sendo disputada no Parque Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Esta era a última chance para os atletas brasileiros tentarem índice para os Jogos.
Desta forma, o time brasileiro que vai a Londres está definido.

A única novidade pode ficar por conta da inclusão de reservas no time de 4x100m livre masculino com os melhores tempos depois do quarteto principal.
Caso isso aconteça Nicholas Santos deve ficar com a vaga.
O elenco completo e o programa da preparação para os Jogos serão anunciados na próxima quarta-feira pela CBDA.



Confira os nadadores brasileiros garantidos nos Jogos Olímpicos de Londres:


Masculino (14):

Bruno Fratus - 50m livre

Cesar Cielo - 50m livre / 100m livre

Daniel Orzechowski - 100m costas

Felipe França Silva - 100m peito

Felipe Lima - 100m peito

Glauber Silva - 100m borboleta

Henrique Barbosa - 200m peito

Henrique Rodrigues - 200m medley

Kaio Márcio - 100m borboleta / 200m borboleta

Leonardo de Deus - 200m borboleta / 200m costas

Marcelo Chierighini - 4x100m livre

Nicolas Oliveira - 100m livre

Tales Cerdeira - 200m peito

Thiago Pereira - 200m medley / 400m medley



Feminino (4):




Daynara de Paula - 100m borboleta

Fabíola Molina - 100m costas

Graciele Herrmann - 50m livre

Joanna Maranhão - 400m medley

Agora é só aguardar...

Não adianta ficar nervoso...

Se Embora pra Londres!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O peso de uma Medalha Olímpica

Muitos tem problema para controlar sua dieta, como todo mortal a balança é o principal motivo para melhorar seu desempenho.
O paulista Felipe França não se parece com um campeão mundial de natação.
Fora da piscina, ele parece baixo demais para estar entre os melhores do planeta em um esporte cada vez mais dominado por grandalhões.
A estrutura física também não conta pontos a favor.
Felipe parece forte demais, tem os ombros largos, mais característicos de um judoca ou levantador de peso.




Mas, quando cai na piscina, o brasileiro derrota competidores mais altos e esguios. Cada vez mais.

Ele usa a força em seu favor para imprimir uma técnica apurada, que só tem melhorado desde 2008, quando França disputou sua primeira Olimpíada, em Pequim - conseguiu índice nos 100 m peito e caiu nas eliminatórias.


Nos quatro anos do ciclo olímpico, a vida de Felipe França mudou.
 Em 2009, ele foi vice-campeão mundial dos 50 metros peito, em Roma.
Na época, a medalha de prata parecia uma grande conquista - mas França dava mostras de que estava frustrado e queria mais.

Em 2010, ele conquistou o ouro no Mundial de piscina curta em Dubai, na mesma prova.
Além disso, foi bronze nos 100m peito e no revezamento 4x100m medley.
No mesmo ano, França conquistou, também, o Pan-Pacífico, um dos principais campeonatos do calendário.

Mas o ano que mudaria de vez a carreira de Felipe França foi mesmo 2011.
Com acompanhamento de nutriciostas, ele começou uma dieta para perder peso.
 O sacrifício fez efeito já no Mundial e xangai - o resultado foi a medalha de ouro nos 50m peito. No Pan-Americano de Guadalajara, sete quilos mais magro, ele subiu novamente ao pódio nos 100m peito.


Economia - Entre a medalha no Pan e a estreia em Londres, Felipe França teve de adotar um verbo como mantra: economizar.
Primeiro, na hora de comer. "Eu cortei todas as besteiras.
Bolo de chocolate, doces. Pra isso eu tive de fechar a boca", afirmou o nadador. Desde o Pan, ele perdeu mais cinco quilos. Falta mais um para chegar a Londres no auge do preparo físico.

"Não adianta só perder peso. Eu tenho de perder gordura, não força. Pelas medidas dos nutricionistas, é isso que estou fazendo: perdendo gordura e ganhando força. Vou ficar parecendo o Hulk", disse o nadador ao ESPN.com.br.



Transformar-se em super-herói é um passo importante na busca pela medalha em Londres. Mas não é o único. A técnica de Felipe França também teve de ser adaptada. Especialista na prova dos 50 metros - que não é olímpica - França terá aprimorar sua segunda metade de prova para competir com os melhores do mundo nos 100 m peito. E a receita envolve o mesmo verbo: ecomonomizar.



"Eu tenho focado muito na volta. Por minha característica física, não tenho como ganhar resistência em pouco tempo. Então meu foco é melhorar a passagem na volta. E para isso, preciso economizar força na primeira metade e reduzir a frequência de braçadas na parte final", afirma.



Confiança - A mudança no peso, os resultados cada vez melhores e o bom desenvolvimento nos treinos mudaram, também, o discurso de Felipe França. Embora ainda seja tímido, o nadador agora mostra uma assertividade impressionante ao falar dos possíveis adversários em Londres.



"Meu único adversário é a minha mente. Eu já vi e participei junto com esses caras que foram campeões olímpicos e mundiais, e já ganhei deles sem ter forma física nenhuma de atleta, principalmente de nadador. Já venci todos pesando 25 quilos a mais do que eles", disse.





quinta-feira, 29 de março de 2012

Qual a melhor idade pra começar a nadar?

A polêmica continua, a natação para bebes e suas questões eternas : qual a idade para iniciar, qual metodologia, trás benefícios ou não, tem objetivos técnicos ou recreativos (que não deixa de ser válidos), contribuem para o desenvolvimento ?
Alguns atitudes são mais radicais como é o caso da Bélgica que desaconselha natação para menores de 1 ano para diminuir risco de infecções.
 O ministério da Saúde da Bélgica passou a desaconselhar que crianças com menos de 1 ano façam natação, visto que sua imaturidade pulmonar os deixaria mais expostos aos micro-organismos que podem existir, principalmente, em piscinas cobertas e aquecidas, aumentando o risco de infecções.
A partir desta idade, porém, o país recomenda o esporte inclusive para crianças asmáticas.





Em abril de 2001, a pasta pediu a um grupo de especialistas que fizesse uma análise dos riscos de asma derivados do cloro das piscinas. A conclusão do comitê foi de que a natação tem mais benefícios do que riscos, desde que feita depois que o bebê completa um ano.





Em nota à imprensa, o Conselho Superior de Saúde da Bélgica afirmou que os bebês com poucos meses de vida não obtêm benefícios reais da natação, uma atividade que se tornou comum a partir dos anos 1960, com o intuito de familiarizar o bebê com o meio aquático e melhorar sua coordenação. Segundo o jornal belga “Le Soir”, cerca de 15% das crianças belgas pratica o esporte antes de completar 1 ano.



Entre as infecções que os micro-organismos poderiam causar em crianças muito pequenas, estão as dermatites, especialmente naqueles que já têm a pele sensível, e as otites.
Além disso, diz o texto, as inspeções sanitárias em academias e clubes privados não ocorrem em número suficiente para garantir o controle total das condições da água e do ar. Além disso, as crianças não adquirem plenamente suas capacidades de coordenação até os 3 ou 4 anos, o que leva à conclusão de que “os benefícios físicos e psicológicos (oferecidos pela natação a recém-nascidos), como o convívio com seus pais (já que, na maioria das academias, os pais entram na piscina com o bebê), também podem ser obtidos em outras atividades, como dar um banho na criança na banheira, em casa”.





O mesmo documento diz que, depois de 1 ano de idade, a natação está liberada, mesmo para os que sofrem de asma, porque “não há qualquer evidência de que os centros esportivos sejam fonte de asma ou outras infecções”.

Os especialistas belgas fizeram ainda uma série de recomendações básicas para evitar qualquer problema com os pequenos nadadores.
Entre eles, evitar que engulam água, dar-lhes banho com sabão antes e depois da aula (o que vale também para os pais que entram na piscina com os filhos) e não levá-los à natação caso estejam com diarreia.

No Brasil, não há ainda trabalhos atestando os benefícios ou malefícios da natação para crianças de poucos meses de vida.
Mas os pediatras recomendam alguns cuidados básicos.



— Se a mãe optar pela natação, que escolha uma piscina mais salinizada e num lugar em que os profissionais sejam rigorosos, e peçam atestados tanto das crianças quanto do responsável que for entrar na piscina com ela — diz a pediatra Kátia Jerman. — Mas que os responsáveis não achem que ela vai aprender a nadar nesta idade: nesta fase, a piscina é mais um lugar de brincadeiras, de relacionamento com os pais ou cuidadores, o que pode ser obtido também de outras formas, até em casa, e não necessariamente numa aula de natação.

Se os pais preferirem levar o bebê a um clube, recomenda a médica, o ideal é que levem também a piscininha dele. De qualquer forma, ela lembra que o risco de infecção está ligado ao estado geral da criança.


— As crianças até os 6 meses têm os anticorpos maternos e, se a mãe continua amamentando depois, ela está mais protegida de infecções— diz Katia. — Em todo caso, se a criança estiver doente, não se deve levá-la para a natação. E uma criança que costuma ficar resfriada não deve fazer esta atividade.