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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Daniel Dias ? É o Cara!!


Responda Rápido: 
Quem é o maior medalhista  brasileiro da Atualidade?

Cielo? Fratus? Pereira? Borges?


 Michael Phelps  em sua carreira Olímpica conquistou  28  medalhas .


A versão Brasileira de sucesso Olímpico responde pelo nome de...


DANIEL DIAS



Retentor da impressionante marca de 24 medalhas.

O Nadador paralímpico brasileiro e maior medalhista do país com 15 conquistas, sendo 10 de ouro, 4 de prata e 1 de bronze, conquistadas nas Paralimpíadas de Pequim (2008) e Londres (2012),
 Daniel também é dono de 14 títulos e 6 recordes mundiais.




Quem é Daniel Dias

Leia trechos do relato de seus pais...


"Era um sábado como tantos outros, se não fosse por um pequeno sangramento, onde começa uma história de um menino que nasceu com 37 semanas de gravidez, pesando 1,970 kg e com 41 centímetros.

Daniel nasceu no dia 24 de maio de 1988 as 3h30 da madrugada na cidade de Campinas.
Quando Daniel nasceu chorei muito sem saber o porquê. Mais tarde fomos comunicados que nosso filho era um garoto que não tinha os pés e nem as mãos.
Choramos muito e pedimos forças a Deus. Quando pudemos nos levantar e ir ao seu encontro, aqueles corredores da Santa Casa pareciam não ter fim. Ao nos encontrarmos frente ao Daniel e passar a mão em sua pele ele sorriu. Jamais esqueceremos aquele momento emocionante, Daniel ficou uma semana na incubadora.  
Voltamos para nossa cidade de Camanducaia. O tempo foi passando. Comentários surgiram, mas fomos vivendo nossa vida.
Em janeiro de 1991, na AACD – em São Paulo, recebemos a notícia de que ele teria que passar por uma cirurgia para poder usar prótese. Em março do mesmo ano Daniel foi operado em Campinas no Hospital Vera Cruz. E Foi um dos momentos mais difíceis pelos quais nós passamos, nem gostamos de lembrar, pela dor e trauma que isso causou em meu pequenino filho.
Daniel se recuperou e com 3 anos começou a usar uma prótese. Nos primeiros meses foi muito difícil, ele tinha que ir constantemente à AACD em São Paulo para poder se acostumar a usar a prótese, e é como se tivesse de aprender a andar. Foi difícil, mas ele venceu e começou a andar, foram momentos de lágrimas e vitórias.

Daniel é um jovem especial, não por ser deficiente, mas por ser como é.
Daniel, você é nosso orgulho, com você aprendemos cada dia mais.
Deus nos deu a oportunidade de criar e te formar, e hoje agradecemos a ele pela oportunidade que nos dá de vivermos e estarmos ao seu lado, e acima de tudo saber que você é de Deus e que você tem caráter e luta por seus sonhos.

Daniel não tem complexo, vê a vida sempre bela, ama viver e diz que tudo é capaz, basta acreditar nos seus sonhos.
Hoje aprendemos com você que a vida é para ser vivida um dia de cada vez, sem nos preocuparmos com o amanhã, e a noite é para repousar. O amanhã será um novo dia, um novo despertar, uma nova etapa.

Nós te amamos muito, muito, mas muito mesmo.
Parabéns e que Deus continue te abençoando cada vez mais.
Em nossa vida, temos muito que agradecer primeiramente a Deus, pois colocou você em nossas vidas, e também a várias pessoas que foram colocadas em nosso caminho que nos ajudaram e nos deram forças – nossos pais, irmãos, amigos e irmãos da Igreja.

Daniel! Você é uma obra única e especial. Sua vida é preciosa para o Senhor, que o criou.

Março/2008"

Seus pais.


Não é sua excepcionalidade física que  o torna um ótimo nadador, ou sua determinação vencendo barreiras. 

Como os grandes nomes da natação, Phelps, Spitz, Popov e muitas outras estrelas do universo aquático, Daniel brilha e explode ao cair na água.
Feche os olhos, esqueça por um minuto as diferenças físicas de um nadador paraolímpico para um nadador convencional.

Quadro de MedalhasMedalha de ouroMedalha de prataMedalha de bronze
Parapan de Toronto - 2015
Toronto - Canadá
8--
Mundial de Natação - 2015
Glasgow - Escócia
71-
Mundial de Natação - 2013
Montreal - Canadá
62-
Paralimpiadas de Londres - 2012
Londres - Inglaterra
6--
Parapan Guadalajara - 2011
Guadalajara - México
11--
Mundial de Natação - 2010
Eindhoven - Holanda
81-
Paralimpiadas de Pequim - 2008
Pequim - China
441
Parapan Rio - 2007
Rio de Janeiro - Brasil
8--
Mundial de Natação - 2006
Durban - África do Sul
Responda: quem nada mais? 

Phelps ou Daniel Dias?

Phelps é forte!                                                                        Daniel também...







A Velocidade é gerada pelo apoio e Alavancas  
Resulta em Deslocamento...

Braçadas Alongadas, Apoio Palmar com grande área,
 propulsão de Pernas Ritmada e Contínua.
Deslocamento Conquistado pelas leis da Física

Deslocamento conquistado por    Esforço, quase Mágica


 Um atleta Completo Tem Família para Dividir seus Grandes Momentos!




Até Parece que Daniel Dias e Phelps são idênticos...
Ah... Não é bem assim

 Daniel tem Algo  a mais... O  troféu Laureus!
Em 15 de junho de 2009, uma segunda-feira, Daniel Dias recebeu o troféu Laureus, espécie de "Oscar do Esporte", como melhor atleta paraolímpico de 2008. 
Sua indicação teve como motivo as suas nove medalhas conquistadas durante os Jogos Paraolímpicos de Pequim.
 Em 2008, Daniel Dias já havia sido indicado para o mesmo prêmio. 
Até então, apenas três outros brasileiros haviam recebido este prêmio: Pelé (Futebol, 2000) Ronaldo Fenômeno (Futebol, 2003) e Bob Burnquist (Skateboarding, 2002).

Por Esses Motivos que  Daniel Dias é o Cara!!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quem Fez bonito no Rio 2016

Os Jogos do Rio 2016 podem ter acabado deixando aquele ar de "Quero mais..."
Vamos lembrar quem fez bonito nas águas do Rio.
Essa foi os jogos para quebrar paradigmas, dizer adeus a antigos campeões e saudar a nova geração.
Os nossos maiores nadadores medalhistas apresentam diversidade: a maioria é do sexo feminino, há medalhistas com mais de 30 e menos de 18, de etnias variadas e técnicas marcantes (da braçada aberta e longa a curta e rápida).

O primeiro você já deve ter adivinhado...
Maiores medalhistas da natação olímpica do Rio 2016:
6 Michael Phelps, Estados Unidos

5 ouros, 1 prata
Ouro: 200 borboleta, 200 medley, 4×100 livre, 4×200 livre
Prata: 100 borboleta
5 Katie Ledecky, Estados Unidos

4 ouros, 1 prata
Ouro: 200, 400, 800 livre, 4×200 livre
Prata: 4×100 livre
4 Katinka Hosszu, Hungria

3 ouros, 1 prata
Ouros: 200 e 400 medley, 100 costas
Prata: 200 costas


4 Simone Manuel, Estados Unidos

2 ouros, 2 pratas
Ouros: 100 livre, 4×100 medley
Pratas: 50 livre, 4×100 livre
4 Maya Dirado, Estados Unidos

2 ouros, 1 prata, 1 bronze
Ouros: 200 costas, 4×200 livre
Prata: 400 medley
Bronze: 200 medley
4 Nathan Adrian, Estados Unidos

2 ouros, 2 bronzes
Ouros: 4×100 livre, 4×100 medley
Bronze: 50 e 100 livre
4 Emma McKeon, Austrália

1 ouro, 2 pratas, 1 bronze
Ouro: 4×100 livre
Pratas: 4×100 medley, 4×200 livre
Bronze: 200 livre
4 Penny Oleksiak, Canadá

1 ouro, 1 prata, 2 bronzes
Ouro: 100 livre
Prata: 100 borboleta
Bronzes: 4×100 livre, 4×200 livre
3 Ryan Murphy, Estados Unidos

3 ouros
Ouros: 100 e 200 costas, 4×100 medley
3 Kosuke Hagino, Japão

1 ouro, 1 prata, 1 bronze
Ouro: 400 medley
Prata: 200 medley
Bronze: 4×200 livre
3 Sarah Sjostrom, Suécia

1 ouro, 1 prata, 1 bronze
Ouro: 100 borboleta
Prata: 200 livre
Bronze: 100 livre
3 Dana Vollmer, Estados Unidos

1 ouro, 1 prata, 1 bronze
Ouro: 4×100 medley
Prata: 4×100 livre
Bronze: 100 borboleta
3 Kyle Chalmers, Austrália

1 ouro, 2 bronze
Ouro: 100 livre
Bronze: 4×100 livre, 4×100 medley
25 nadadores ganharam 2 medalhas

Torcemos para que um dia algum Brasileiro participe dessa lista seleta.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Lado a Lado! Atletas olímpicos e paralímpicos de natação treinam juntos para os Jogos Olímpicos

Equipes olímpica e paralímpica da natação brasileira treinaram juntos no CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. 
Os atletas elogiaram a estrutura de preparação para a Olimpíada do Rio.

A equipe olímpica comandada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) está treinando no CT desde segunda-feira passada, após parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 
O período de treinamentos serve como testes para os atletas. 
Já o time paralímpico se prepara diariamente no local, recém-inaugurado, com foco na Paralimpíada, que terá início em 7 de setembro/16.



Esta é uma iniciativa muito boa, pois temos a chance de ter contato com os profissionais da CBDA. 
Esta integração nos faz ter a chance de adquirir ainda mais conhecimento.
Em pouco tempo acontecerá a nossa aclimatação, e ter os melhores nadadores do olímpico com os melhores do paralímpico é uma oportunidade ótima — disse Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação paralímpica brasileira.

O grupo dos nadadores olímpicos permanece em São Paulo até  dia 2/08/16, quando partem para o Rio de Janeiro e darão entrada na Vila dos Atletas. 

Uma das principais referências da equipe, Joanna Maranhão elogiou a estrutura do CT Paralímpico e as condições que encontraram na capital paulista para os últimos preparativos.

— Achei esta estrutura sensacional. Agradeço ao Comitê Paralímpico Brasileiro por ter cedido este espaço para nós.
O desporto paralímpico brasileiro é referência no mundo todo.
Somos campeões e estamos no topo há muito tempo no esporte adaptado e devíamos um CT como este aos seus atletas — disse a nadadora.

O elenco brasileiro da natação para os Jogos Paralímpicos contará com 32 atletas (19 homens e 13 mulheres). 
Já em sua versão olímpica, o time verde e amarelo contará com 33 nomes. 
Em ambos os casos, as delegações contam com medalhistas em Jogos e em Mundiais.

Esses Jogos Prometem!!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Natação ParaOlímpica e a História

A natação está presente no programa oficial de competições desde a primeira Paraolimpíada, em Roma (1960). 
Homens e mulheres sempre estiveram nas piscinas em busca de medalhas. 
O Brasil começou a brilhar em Stoke Mandeville (1984), quando conquistou um ouro, cinco pratas e um bronze. 
Nos Jogos Paraolímpicos de Seul (1988) e nos de Atlanta (1996), os atletas trouxeram um ouro, uma prata e sete bronzes. 
Em Barcelona (1992), a natação ganhou três bronzes.
Os Jogos de Sydney foram marcados pelo excelente desempenho da natação, que trouxe um ouro, seis pratas e quatro bronzes para o Brasil. 
Em Atenas, foram sete medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze. 
Em Pequim o Brasil bateu o recorde de medalhas conquistadas em uma única edição dos Jogos Paraolímpicos com um total de 19 medalhas ao todo, com oito medalhas de ouro, sete de prata e quatro de bronze. 
No Parapan do Rio de Janeiro (2007) o Brasil ficou em segundo lugar geral da modalidade, perdendo para o Canadá, mas ficando na frente dos Estados Unidos. 
Foram 39 medalhas de ouro, 30 de prata e 29 de bronze. 
Além da quebra do recorde, 
o Brasil também comemorou as primeiras medalhas femininas na natação paraolímpica, todas de bronze: 
Fabiana Sugimori nos 50 m livre S11, 

Edênia Garcia nos 50 m livre S4 

Verônica Almeida nos 50 m borboleta S7.

O Brasil possui mais medalhistas de destaque internacional na natação. 
Clodoaldo Silva conquistou nas Paraolimpíadas de Atenas em 2004, seis medalhas de ouro e uma de prata, além de quatro recordes mundiais. 
Em Pequim 2008, os destaques foram André Brasil com 5 medalhas sendo 4 de ouro e Daniel Dias com 9 medalhas, sendo 4 de ouro, 4 de prata e uma de bronze.
Na natação, competem atletas com diversos tipos de deficiência (física e visual) em provas como dos 50m aos 400m no estilo livre, dos 50m aos 100m nos estilos peito, costas e borboleta. 
O medley é disputado em provas de 150m e 200m. 
As provas são divididas na categoria masculino e feminino, seguindo as regras do IPC Swimming, órgão responsável pela natação no Comitê Paraolímpico Internacional.
As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas. 
Os nadadores cegos recebem um aviso do tapper, por meio de um bastão com ponta de espuma quando estão se aproximando das bordas.
 A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não conseguem sair do bloco. 
As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência. No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Classificação
O atleta é submetido à equipe de classificação, que procederá a análise de resíduos musculares por meio de testes de força muscular; 
mobilidade articular e testes motores (realizados dentro da água). 
Vale a regra de que quanto maior a deficiência, menor o número da classe. 
As classes sempre começam com a letra S (swimming) e o atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).
  • S1 a S10 / SB1 a SB9 / SM1 a SM10 – nadadores com limitações físico-motoras.
  • S11, SB11, SM11 S12, SB12, SM12 S13, SB13, SM13 – nadadores com deficiência visual (a classificação neste caso é a mesma do judô e futebol de cinco).
  • S14, SB14, SM14 – nadadores com deficiência mental.

Após perder visão em guerra, nadador americano espera 3 ouros na Rio-2016

O norte-americano Brad Snyder perdeu a visão enquanto lutava por seu país no Afeganistão, em 2011, ao pisar em uma mina perto da cidade de Kandahar. 
Encontrou refúgio na natação, que foi seu esporte ainda criança, e, um ano depois do acidente, se tornou bicampeão paraolímpico nos Jogos de Londres. 
Um dos destaques da próxima Paraolimpíada, ele diz estar ainda melhor e espera conquistar três
ouros, em setembro, no Rio.
*
Eu comecei no esporte com 11 anos, muito por influência do meu pai. Ele havia nadado quando jovem e me colocou desde cedo para praticar.
Como eu nunca fui muito bom em esportes com bola, ele mesmo me sugeriu tentar a natação. Foi uma espécie de amor à primeira vista.
Confesso que não demonstrei um grande talento de cara, mas a natação tem uma característica única no sentido de recompensar o trabalho duro. Se trabalhar com afinco, o resultado vem, tempos diminuem, vitórias se acumulam. Com o tempo, entendi que, quanto mais treinasse, mais recompensa teria.
Percorri minha adolescência toda assim e nadei por quatro anos na faculdade, pela Navy Academy, em Maryland [EUA]. Cheguei a ser capitão da equipe.
Porém, como a vida dá voltas, resolvi aposentar minha touca e investir na carreira militar. Me especializei em desarmar e neutralizar bombas. Servi no Iraque, no Afeganistão e em outras partes do mundo.
Eu me lembro de tudo naquele dia. Era uma manhã de setembro de 2011 [dia 7]. Estávamos indo de uma vila para outra em Kandahar [Afeganistão], havia paredes, prédios, campos. As imagens estão marcadas na memória.
Curioso pensar que minha última visão foram as montanhas do Afeganistão e que, a bem da verdade, aquele é um país geograficamente muito bonito.
Uma mina explodiu sob mim. Quando fui atingido, em meio àquele vai e vem de sensações, achei que estava morto. Lembro-me de estar caído ao chão e que era aquilo, era esperar pelo que vinha depois.
O que me manteve vivo foi uma quantidade enorme de drogas, que me deixaram louco, sem brincadeira, por um bom tempo. Quando finalmente tive noção da extensão, me avisaram que eu tinha duas notícias, uma boa e outra ruim.
A boa: seu cérebro, corpo e coração vão se curar.
A ruim: você perdeu a visão.
Hoje, sou 100% cego. Uso próteses no lugar dos olhos porque os perdi. Eles são falsos. E até por isso sou obrigado a usar óculos para que nada os atinja e me lesione.
Houve momentos difíceis, mas surpreendentemente tirei daquilo um lado positivo. Me fez pensar que eu sabia o que precisava ser feito para me recuperar como humano.
BEVERLY HILLS, CA - MARCH 09: Paralympic swimmer Brad Snyder poses for a portrait at the 2016 Team USA Media Summit at The Beverly Hilton Hotel on March 9, 2016 in Beverly Hills, California. Sean M. Haffey/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==
O nadador posa para foto do time olímpico dos EUASean M. Haffey/AFP
E o esporte me ajudou a ganhar confiança depois do acidente. Uma pessoa próxima à minha família me sugeriu: "por que você não tenta ir para os Jogos Paraolímpicos?"
Tomei a decisão e, um ano depois, conquistei três medalhas na Paraolimpíada de Londres [dois ouros e uma prata].
Não há espaço para lamento em minha vida. Podem até achar exagero, mas eu acho que minha vida é melhor do que teria sido com visão.
Tenho uma família que me apoia, viajo pelos EUA e pelo mundo o tempo todo, dou discursos motivacionais, enfim, gosto de pensar que inspiro pessoas a superar desafios.
A próxima etapa desse meu desafio são os Jogos Paraolímpicos do Rio. Pessoalmente, eu gostaria de ganhar a medalha de ouro que perdi em Londres e levar três ouros [nos 50 m, 100 m e 400 m da classe S11, para atletas com completa ou quase completa perda de visão].
Hoje, sou um nadador bem melhor do que era há quatro anos. Além disso, Londres aconteceu muito rapidamente. Eu havia perdido a visão um ano antes e não aproveitei o quanto podia porque não entendia a magnitude daquilo. Agora, nos Jogos do Rio, eu pretendo levar mais numa boa, desfrutar o máximo possível cada momento.
A imagem que projeto do Rio é de calor, de uma cidade elétrica, na qual todos os atletas estarão superempolgados. Me imagino nadando para os tempos mais rápidos de minha vida, sem colidir com as raias –o que, acredite, é muito difícil para um nadador cego–, conquistando medalhas.
BRAD SNYDER
CLASSE
S11 (atletas com cegueira completa ou quase completa)
CONQUISTAS
Ouro nos 100 m livre e 400 m livre e prata nos 50 m livre na Paraolimpíada de Londres-2012; ouro nos 50 m, 100 m e 400 m livre no Mundial de Glasgow-2015