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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Competir nível Internacional...Qual a idade Mínima?

Sem limite... No mundial  na Rússia contou com nove nadadores mirins nascidos a partir de 2002, com no máximo 13 anos. 

Alzain Tareq, de apenas 10 anos, foi a mais jovem



Sem um limite mínimo de idade estabelecido pela Federação Internacional de Natação (Fina), o Mundial de esportes aquáticos em Kazan, na Rússia, contou com nove nadadores mirins nascidos a partir de 2002, ou seja, com no máximo 13 anos
Com apenas 10 anos, a mais jovem nadadora do campeonato, Alzain Tareq, do Bahrein, roubou a cena e ofuscou as principais estrelas
Ela estreou nos 50m borboleta e terminou em último lugar. 
Mas, no penúltimo dia da natação, se despediu da Rússia com seu melhor desempenho nos 50m livre, terminando na frente de oito concorrentes bem mais velhas. 

De acordo com a Reuters, contudo, a situação não deverá se repetir.
 Segundo a agência de notícias, a Fina tentará instituir uma idade mínima para competir em Mundiais. 
- Nós temos regras rigorosas para os atletas da categoria júnior, e em todas as outras disciplinas dos Mundiais (aquáticos), mas, na natação, não temos limites - disse o diretor executivo da Fina, Cornel Marculescu, em uma entrevista à Reuters. 
- Agora que a história veio à tona, provavelmente, vamos olhar isto com cuidado na nossa próxima reunião da Fina em novembro, em Dubai - acrescentou. 
Caçulinha do Mundial, Alzain Tareq terminou em 64º lugar entre 64 nadadores nos 50m borboleta e em 105º entre 113 nos 50m livre. 
A atleta de 1,36m disse que o seu grande objetivo é a classificação para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão. 
Montagem - Alzain Tareq e Missy Franklin (Foto: globoesporte.com)Alzain Tareq e Missy Franklin: atletas de diferentes gerações dividiram a piscina em Kazan (Foto: globoesporte.com)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Natação Melhora o Desempenho Escolar Infantil?



Esta pesquisa teórica tem relevância no âmbito da Educação Física e da Educação Infantil, pois evidencia os benefícios da natação como meio de aprendizagens diversas, viabiliza discussões conceituais e caracteriza o tema proposto sob diferentes abordagens. 
Esse esporte é considerado completo e não deve ser entendido como um simples ato de saber nadar, mas como uma prática esportiva que possibilita a formação sócio-pedagógica e a construção de aprendizagens de vida.

 Assim,  a natação  quando praticada na infância proporciona o desenvolvimento progressivo nos aspectos:
  •  cognitivo
  •  social 
  • e motor.

 A natação é conhecida desde da  pré-história como uma atividade importante para continuidade e sobrevivência da espécie humana.

O registro mais antigo sobre esse esporte encontra-se em pinturas rupestres de cerca de 7.000 anos atrás. 
Nos primórdios da história, o homem já nadava, seja devido as suas necessidades de sobrevivência para recolher alimentos ou em fuga de predadores, lançando-se no meio líquido e nele deslocando-se.

 A evolução do homem faz surgir novos conceitos na utilização da natação. 
Para isso, metodologias são utilizadas conforme a faixa etária e os objetivos.
 Objetivos :
  1.  recreativos
  2.  condicionamento físico
  3.  competitividade
  4.  demonstração
  5.  aprendizagem motora e corporal
  6.  entre outras formas.

 Nesse sentido, a natação infantil não deve se resumir ao fato da criança aprender a nadar, mas sim, contribuir para ativar o processo evolutivo psicomorfológico da criança, auxiliando o desenvolvimento de sua psicomotricidade e reforçando o início de sua personalidade. 
Questionamento:
 Até que ponto a natação contribui para o desenvolvimento e à formação sócio-pedagógica da criança?
Será que as aprendizagens de uma criança que pratica natação proporcionam algo mais que o saber nadar? 

Nesse sentido, temos como objetivos:
 a) identificar as contribuições da natação para o desenvolvimento infantil;
 b) descrever a relação entre a prática da natação e a formação sócio-pedagógica da criança;
 c) analisar as aprendizagens infantis construídas ao longo do processo. 


Além de evidenciar a importância da natação para o desenvolvimento da criança, esse trabalho trata da prática da natação desde o nascimento do bebê até os seus reflexos e comportamentos no meio líquido. 

A partir dessa fase, a criança desenvolve-se na natação conforme sua maturidade e capacidade. 

Esta pesquisa destaca a formação sócio-pedagógica da criança e mostra métodos para um ensino-aprendizagem de qualidade, enfatizando a formação do cidadão.

 A presente pesquisa trata-se de um estudo teórico de grande importância no âmbito da Educação Física e da Educação infantil, pois evidencia a natação como um meio de aprendizagem, uma vez que viabiliza discussões conceituais e ressignificação de conhecimento. 

Além disso, esta pesquisa constitui-se como fonte de consulta que persiste ao logo do tempo e permite o acesso a materiais já produzidos e sistematizados, inclusive servindo de base a diferentes estudos, o que dá mais estabilidade às análises obtidas. 

 CONTRIBUIÇÕES DA NATAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL 

Por meio da natação se pode construir um cidadão, com respeito, educação e valores morais para que possa ter uma vida mais tranquila em sociedade.

 A criança constrói sua própria realidade baseada no que o mundo representa para ela e através de experiência sensorial, visual, auditiva, motora e sinestésica desenvolve esquemas abstratos representativos da realidade. 

De acordo com Piaget (1975), o desenvolvimento da inteligência é definido e conceituado como resultado da eficácia progressivamente maior interação da criança com o meio ambiente. 

Ou seja, ação de uma pessoa sobre o ambiente, transformando e experimentando o desequilíbrio, a assimilação e a acomodação dos acontecimentos. 

Segundo Ramaldes (1987) praticar esporte desde cedo é muito importante para o desenvolvimento da criança e uma das atividades físicas mais indicadas nessa fase é a natação. 

Isso porque seus benefícios podem ser usufruídos até mesmo por bebês. 

Esses benefícios englobam tanto aspectos físicos :
  • fortalece a musculatura do corpo 
  •  trabalhar a flexibilidade das articulações

 Quanto orgânicos:
  • aumenta a resistência cardiopulmonar
  •  vascula
  •  estimular o apetite
  • proporcionar um sono mais tranquilo

 Psicossociais :
  • desenvolver a estabilidade emocional
  • promover a socialização

Terapêuticos:
  •  auxiliar no tratamento de doenças respiratórias  (como bronquite e ninite)

 Além disso, essa modalidade tem efeitos positivos com relação à autoestima, tendo em vista que a criança percebe suas diferenças em relação aos outros, mas ao mesmo tempo sabe que são apenas distinções e não limitações. 

A prática da natação contribui também para o desenvolvimento da disciplina ao estabelecer uma rotina e pode ser um eficiente exercício no desenvolvimento da coordenação motora, isso porque a atividade é caracterizada por movimentos simétricos (PILETTI, 1995). 

Segundo Lima (1999), torna-se imprescindível a prática da natação como modalidade esportiva para o desenvolvimento, quanto mais cedo melhor para a criança, pois é mais fácil aprender. 

Dessa forma, o fim que persegue um método de natação não deve ser unicamente a criança chegar e converter-se em um bom nadador, mas sim, construir experiências que por meio de suas vivências proporcione uma educação integral.

 Sendo assim, um elemento fundamental para as experiências com bebês no meio aquático é a presença da mãe/pai/alguém que lhe seja familiar, junto dele na água, durante todo o processo de estimulação aquática.

 Isto é, a ‘aula’, onde os pais vão proporcionar-lhes segurança afetiva e física, atuando como agentes no auxílio no desempenho. 

As primeiras aulas servem essencialmente para conhecer a criança, para analisar e observar suas reações psicológicas ao contato da água. 

Como o bebê não pode traduzir verbalmente suas sensações, é essencialmente através do ritmo cardíaco que se pode estabelecer um contato objetivo certo entre ele e o professor.  

A curva pessoal das variações das pulsações vai ser o fator primordial e constante de segurança para a evolução da aprendizagem. (DEPELSENEER, 1989, p. 189).

 Não é recomendado substituir os pais, nem mesmo pelo professor altamente especializado. 


Devem-se considerar os aspectos psicológicos de cada criança:
 o bebê ainda tem um círculo muito restrito de seu meio ambiente; 
os adultos que o cercam são os de sua convivência familiar e doméstica.

 Portanto, qualquer pessoa estranha que entre no seu pequeno mundo será motivo de abalo em seu equilíbrio emocional. 

A socialização com outras pessoas (professor e demais alunos) é fundamental para o desenvolvimento da criança. 

O papel do professor deve ser o de interventor intencional, estimulando o aluno a progredir em seus conhecimentos e habilidades através de propostas desafiadoras que o leve a buscar soluções, por intermédio da sua própria vivência e das relações interpessoais. 

Existem quatro aspectos essenciais nesta fase: 
  • o respeito pela fase de desenvolvimento maturacional que o aluno se encontra,
  •  o contato físico,
  •  o contato social 
  • a segurança do mesmo, pois não basta o aluno estar seguro e sim que ele se sinta seguro (BONAMIGO, 1982). 

Damasceno (1997) apud Brandão (1984) afirma que a criança não nasce com a capacidade de saber fazer, mas com condições necessárias para poder fazer e com o potencial para aprender a fazer. 

Brincadeiras e atividades que desenvolvam habilidades nas crianças são 5 elementos relevantes e têm como objetivo transmitir confiança, levando-as à compreensão de seu meio ambiente e disposição à comunicação.
 Isto é possível quando a criança conhece sua própria capacidade de expressão. 

CONHECENDO O MUNDO POR MEIO DA NATAÇÃO 

No período da infância, a criança descobre sua capacidade de interação com o mundo.

 Nessa fase, a natação trabalha com a adaptação e ambientação ao meio líquido 

  • e os bebês desenvolvem relacionamento com outras pessoas fora do círculo familiar, 
  • passam a ter noções de espaço e tempo
  • conhecem diferentes estímulos (cores, texturas, temperaturas, odores, etc.), 
  • aumentam a resistência cardiorrespiratória e muscular.
  • aprendem formas independentes de deslocar-se na piscina
  •  e se preparam psicologica e neurologicamente para o auto salvamento (PIAGET, 1989).

 Xavier (2001) define que os estágios de desenvolvimento do nadar são sensíveis às variações de restrições ambientais, particularmente quando os indivíduos estão em estágios mais avançados. 

A primeira caracterização da sequência de desenvolvimento aquático foi realizada por Myrtle McGraw, pelo final da década de 30.

 McGraw (1939) constatou que, ao nascer, os bebês podem apresentar movimentos coordenados de braços e pernas para se deslocar na água desde que colocados na posição decúbito ventral na água.

 Para o desenvolvimento da criança na natação é fundamental visualizar as características da faixa etária em questão no quesito amadurecimento, tornando necessária uma melhor organização e delimitação de procedimentos, com o objetivo de auxiliar na formulação de aulas mais adequadas.

 O desenvolvimento motor também é o processo pelo qual uma criança adquire padrões de movimento e habilidades. 
É caracterizado pela modificação contínua baseada na interação entre o processo de maturação neuromuscular  que é provavelmente regulado geneticamente, as características de crescimento e a maturação da criança por exemplo, tamanho e composição corporal (ROBERT; BOUCHARD, 2002 apud SILVA, 2005). 
É um período ótimo de desenvolvimento da natação, pois pode-se relacionar os exercícios aos brinquedos. 
Antes o brinquedo era para atrair a atenção da criança e agora o objetivo é de integrá-lo aos exercícios tornando prazerosa a atividade para o bebê. (LIMA, 1999, p. 164). 

A aula de natação pode ser, na maioria das vezes, o primeiro local onde o bebê tem a oportunidade do convívio social, é a sua primeira ‘escolinha’, terá sua primeira professora e seus primeiros coleguinhas de classe. 
O contato com outros bebês será o início da vida social. 

Segundo Damasceno (1986), nas crianças de 2 a 4 anos deve favorecer a adaptação e segurança ao meio líquido, melhorar a capacidade cardiorrespiratória, sobrevivência aquática, domínio da respiração, proporcionar a estimulação psicomotora de acordo com o desenvolvimento motor da criança através das técnicas da natação e atividades lúdicas. 

Nas crianças de 4 a 7 anos favorece a adaptação ao meio líquido com segurança, promove estímulos psicomotores (afetivos, cognitivos, motores e sociais) de acordo com a idade cronológica. 

Assim, faz- necessário a aprendizagem das técnicas rudimentares da natação e atividades lúdicas como mergulhos, flutuação, formas de respiração aquática e deslizes e sobrevivência aquática. 

Nessa faixa etária, a criança tem habilidades motoras já capacitadas para realizar movimentos do crawl e costas. 

Ela também passa por várias experiências corporais para conhecer os limites do seu corpo, nada cachorrinho, sapo e golfinho.
Como a alfabetização está presente nessa fase, o professor também pode estimular sua mente. 
O organismo é capacitado para trabalhar o raciocínio e a conscientização em si. 
Então, são introduzidas nas aulas noções de ritmo (forte e fraco) e tempo (metragens e séries). 
Até os seis anos, os professores devem ficar dentro da água e criar um ambiente lúdico educativo, desenvolvendo temas, enredos etc.  

Ainda seguindo o pensamento de Damasceno (1986), nas crianças de 7 a 12 anos, essa modalidade favorece a aprendizagem e o aperfeiçoamento das habilidades no meio aquático, como braçadas, pernadas, respiração. 

Enfim, o desenvolvimento de toda sua coordenação psicomotora, além de ser possível alternar atividades dentro e fora da piscina, tendo como foco o desenvolvimento e a consciência das técnicas dos nados, saídas e viradas. 
O mais importante é que a atividade física respeite os limites da idade, seja adequada a cada fase da vida da criança para contribuir com o seu desenvolvimento. 

BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO INFANTIL


 O desenvolvimento da personalidade da criança compreende as mudanças ocorridas no organismo durante o processo de crescimento e desenvolvimento 7 (comportamento motor, percepção, construção da inteligência, afetividade, aprendizagem) tem merecido ultimamente uma atenção cada vez maior por parte dos investigadores. (CIRIGLIANO, 1981). 
 Os pais matriculam seus filhos ainda bebês em programas de adaptação ao meio líquido esperando que com isso os mesmos aprendam a nadar. 

Mas muitos não têm em mente os benefícios de um programa de natação infantil, programas esses que vão muito além do saber nadar. 

A natação infantil é um eficaz instrumento de aplicação da Educação Física no ser humano, assim como excelente elemento para iniciar a criança na aprendizagem organizada (FRANCO, 1985 apud Damasceno,1997). 

Nesse sentido, a natação infantil não se detém somente ao fato de que a criança aprenda a nadar, como afirmam Navarro e Tagarro (1980), mas sim, contribui para ativar o processo evolutivo psico morfológico da criança, auxiliando o desenvolvimento de sua psicomotoridade e reforçando o início de sua personalidade. 

A natação torna-se um agente educativo quando aplicada a crianças em idade pré- escolar, assumindo um papel formativo e totalizador que leva essas crianças a participarem de um programa de adaptação ao meio líquido a se desenvolverem melhor e mais rapidamente. 

O que fará do posterior processo de alfabetização algo simples e bem sucedido. 

Pode-se inferir que um programa de natação para primeira infância, quando elaborado e conduzido por um profissional competente, assume o importante papel de educar integralmente a criança, conforme Gomes (1995) explicita:
 a) aquisição do sentimento de ‘confiança básico’, eixo da personalidade e matriz da confiança social;
 b) seleção e gradação dos estímulos sensório motores para obtenção de respostas adaptativas mais adequadas e hierarquicamente úteis para a transferência da aprendizagem;
 c) adequação aos estímulos perceptivos motores no preciso momento evolutivo, tornando irreprodutível se oferecido mais tarde com as mesmas características naturais e nas mesmas condições; 
d) utilização da base reflexa antes de sua extinção para a construção de sistemas funcionais econômicos através de propostas sistemáticas de aprendizagem; 
e) conhecimento e domínio progressivo do corpo, que facilita a formação de imagem corporal integrada e rica através da sensório-percepção; 
f) formação de base  da inteligência, a partir das oportunidades oferecidas, em quantidade e qualidade adequadas, de exercitar sua vontade em realizar experiências; 
g) instauração de um vínculo pedagógico personalizado e cooperativo, 
aberto a mutualidade família e  escola de natação, afim de formar um arquétipo educativo social prospectivamente válido. 

Assim, a importância da natação não está atrelada apenas ao desenvolvimento físico da criança, mas também à formação de sua personalidade e inteligência. 

Crianças iniciadas em um programa de adaptação ao meio líquido em idade pré-escolar têm um rendimento mais satisfatório em seu processo de alfabetização (CATTEAU, 1990). 

Conclusão
Esta pesquisa percebeu que a prática da natação não é limitada e tem características sócio-educacionais. 
Na modalidade de natação, a criança conhece seu corpo e busca desenvolver ao máximo sua capacidade motora, afetiva e cognitiva, explorando e vivenciando suas possibilidades. 

Além disso, melhora seu sistema cardiorrespiratório, tônus muscular, coordenação, equilíbrio, agilidade, força, velocidade, habilidades tais como lateralidade, percepção tátil, auditiva e visual, noção espacial, temporal e ritmo, da sociabilidade e autoconfiança.

 A natação adquire importância na medida em que se estrutura um ambiente facilitador e adequado para a criança, assim, oferece experiências que vão resultar num grande auxílio de seu desenvolvimento motor.  

Vale ressaltar que as crianças nessa faixa etária necessitam de estímulos para um desenvolvimento motor saudável e apropriado. 

O estudo evidenciou também a relevância dessa prática esportiva para a melhoria do desenvolvimento psicomotor e sócio-pedagógico das crianças. 

Portanto, propõe-se que novos estudos sejam realizados para uma abordagem mais direcionada à natação na Educação Infantil ainda restrita. 


REFERÊNCIAS
 BONAMIGO, E. M. R. Como ajudar a criança no seu Desenvolvimento 0 a 5 anos. Universidade, 1982. BRANDÃO, J, S. Desenvolvimento psicomotor da mão. Rio de Janeiro: Enelivros; 1984. CATTEAU, O.G. Ensino da Natação. Manole, 1990. CIRIGLIANO, P, M. Os bebês nadadores: maturação, fundamentos e técnicas para a primeira infância. São Paulo: Manole, 1981. DAMASCENO, Leonardo. A estimulação essencial e a natação para bebês. In: Curso de Natação - A psicomotricidade e a Natação aplicadas a crianças de 0 a 10 anos. Rio de Janeiro:1986. Apostila. DAMASCENO, L. G. Natação para bebês dos conceitos fundamentais à pratica sistematizada. 2º edição, Rio de Janeiro: Sprint, 1997. DEPELSENEER, Y. Os bebês nadadores e a preparação pré-natal aquática. São Paulo: Manole, 1989. FRANCO, P. Programa de aprendizagem de natação em bebês. Universidade, 1985. GOMES, Wagner D. F. Natação, uma alternativa metodológica. Ed. Sprint.1995. LIMA, W. U. Ensinando Natação. São Paulo: Phorte, 1999. NAVARRO; TAGARRO. Natação. São Paulo. Gymuos. 1980 PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. PIAGET, Jean. A Psicologia da Criança. 10 ed.; Rio de Janeiro: Bertrand, 1989. PILETTI, N. Psicologia Educacional. São Paulo, Atica, 1995. RAMALDES, A.M. 100 aulas: bebê a pré-escola. Rio de Janeiro: Sprint, 1987. SILVA, E, N. Natação segundo a psicomotricidade. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Sprint. 2005. XAVIER FILHO, E. O efeito das restrições da tarefa e do ambiente no comportamento de locomoção no meio aquático. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, 2001.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

BÓIAS PARA CRIANÇAS...VILÃS OU HEROÍNAS???

USO DE BOIAS PARA CRIANÇAS ... 



A necessidade de usar boias vai depender muito de quanto a criança está acostumada a nadar.
 Um profissional especializado em natação infantil poderá ajudar a determinar isso. 
Nas aulas de natação, normalmente ocorre uma ambientação aquática de modo que a criança tenha segurança e capacidade de nadar sem a boia, mas isso só acontece com o tempo. 

Usando ou não as boias, é fundamental que os pais fiquem sempre atentos quando as crianças estiverem na praia ou na piscina. 
As crianças devem ser supervisionadas a cada segundo e sempre por um adulto que não tenha medo da água e que saiba como proceder em casos de emergências. 
Há o risco, por exemplo, de a criança com boias nos braços se desequilibrar e ficar com o rosto na água, podendo se afogar.




Atividades na água precisam de coletes e boias salva-vidas

Conheça os tipos de boia e coletes salva-vidas e qual importância deles na proteção dos filhos

Se a sua família gosta de esportes náuticos como canoagem, vela, surf, ski ou de brincadeiras na água, em lagos, rios, córregos e praias verifique se seus filhos usam os coletes salva-vidas corretamente. 
Eles devem fazer parte dessas atividades e torná-las mais seguras.
Muitas crianças e adolescentes pensam que coletes e boias salva-vidas são quentes, volumosas, e feias. 
Isto já não é verdade. 
Os modelos mais recentes são mais confortáveis e proporcionam uma proteção maior. Na hora da escolha, procure saber:
Coletes salva-vidas
Tipo 1: Este colete flutua melhor.

 Ele foi projetado para deixar aquelas pessoas que entram no estado inconsciente na água, na posição com o rosto para cima, na vertical e um pouco para trás.
 É para ser usado em lugares abertos e oceanos. O item está disponível em duas versões: para adultos com mais de 50 quilos e para crianças com menos de 50 quilos.
Tipo 2: Também mantém uma pessoa na posição vertical e um pouco para trás, mas não tanto como o tipo 1. 
Nem sempre pode ajudar quem estiver no inconsciente a flutuar. 
É confortável e vem em diversos tamanhos para crianças.
Tipo 3: Esta jaqueta foi projetada para usuários conscientes, que estão calmos em águas interiores. 

É muito confortável e vem em muitos estilos. 
Este colete salva-vidas é usado para esportes aquáticos e deve ser utilizado somente quando se espera que o resgate seja feito rapidamente.
Boias salva-vidas

Tipo 4: Uma boia salva-vidas é uma almofada ou um anel que é usado para flutuação.
 Ela é projetada para ser usada de duas maneiras: 
pode ser presa e mantida até que a pessoa seja resgatada ou ser jogada com alguém na água até que ele ou ela sejam resgatados. 
Não é um brinquedo e só deve ser usada em uma situação de emergência.
Lembre-se, a menos que seus filhos vistam ou usem coletes e boias salva-vidas, eles não estão protegidos. 
Além disso, estes itens de segurança não devem ser substitutos da supervisão dos adultos.
Dicas de segurança:
  1. Seus filhos devem usar coletes salva-vidas, em todos os momentos, em barcos ou perto da água;
  2. Ensine o seu filho a colocar no colete sua própria vida;
  3. Faça criança ter certeza de que é confortável vestir um colete salva-vidas e saber como usá-lo;
  4. Verifique se o colete salva-vidas é do tamanho certo para seu filho. A jaqueta não deve estar solta; sempre ser usada como ensinado nas instruções, com todas as tiras e com cinto;
  5. Boias de brinquedos e de braços, barcos infláveis e colchões de ar nunca devem ser usados como coletes salva-vidas. Eles não são seguros;
Os adultos também devem usar coletes de salva-vidas para sua própria proteção e para dar um bom exemplo aos filhos.
Fonte: O Programa de Prevenção de Lesões – Academia Americana de Pediatria (Revista 09/05) 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Afogamento Infantil - Cuidado!

Afogamento de crianças é mais comum do que se imagina!


Nunca deixar as crianças sozinhas na banheira é uma das dicas para se evitar o afogamento
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Em um país como nosso, em que a temperatura é amena ou quente boa parte do ano e existem muitos rios volumosos, represas, lagos, lagoas, praias além de que atualmente as piscinas estão em lugares como parques, clubes, condomínios e casas, o cuidado com as crianças que frequentam estes espaços deve ser reforçado.
No Brasil, segundo Ministério da Saúde, em 2005, 1.496 crianças de até 14 anos morreram vítimas de afogamentos, sendo a segunda causa de morte e a oitava de hospitalização, por acidentes, na faixa etária de 1 a 14 anos.
É importante salientar que os perigos estão em ambientes familiares tais como piscinas, baldes, banheiras, poços e não estão apenas nas águas abertas como mares, represas e rios.
 Para uma criança que começou a andar recentemente, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco.
Outro fator que contribui para que o afogamento seja um dos acidentes mais letais para crianças e adolescentes é o que acontece de forma rápida e silenciosa.
Vamos imaginar um banho de banheira de um bebê: 
o pequeno intervalo para se virar e pegar uma toalha é o suficiente para uma criança fique submersa na banheira. 
Se você se afastar por 2 minutos para atender ao telefone, isto pode ser o bastante para ela perder a consciência. 
Se demorar mais do que 4 minutos, a lesão cerebral pode ser permanente.
Como proteger uma criança de um afogamento:
1) Esvaziar baldes, banheiras e piscinas infantis, depois do uso e guardá-los sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças;
2) Despeje a água antes de retirar a criança da banheira e esconda a tampa de modo a que a criança não possa preparar o seu próprio banho;
3) Nunca deixe uma criança com menos de 3 anos sozinha na banheira, mesmo quando ela já se senta bem. Durante o banho, não atenda ao telefone e e nem porta;
4) Conservar a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrado com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou a porta do banheiro trancada;
5) Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”;
6) Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 metro que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos;
7) Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
8 ) Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras.
 Na faixa etária até dois anos, vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. 
Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água;
9) Evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água;

Algumas características do desenvolvimento contribuem para que crianças pequenas fiquem mais vulneráveis a afogamentos, tais como:
1) Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. 
Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou privadas abertas;
2) O processo de afogamento é acelerado pela massa corporal do indivíduo;
3) Elas não têm maturidade, nem experiência para sair de uma situação de emergência;
4) Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos pais. Um mero descuido deles basta para que ocorra um afogamento.

Observação:
O afogamento caracteriza-se pela falta de oxigênio no sangue (hipoxemia), que afeta todos os órgãos e tecidos. 
A intensidade da hipoxemia é determinada pelo tempo em que a pessoa fica submersa, pela quantidade e tipo de líquido que é aspirado para dentro do pulmão e pela resistência individual de cada afogado.
A duração da submersão é fundamental, porque a quantidade de oxigênio nos vasos sanguíneos vai caindo (exponencialmente) durante a asfixia. 
O período máximo, antes de ocorrer lesão irreversível, é incerto, mas provavelmente é de três a cinco minutos.

Fontes: Criança Segura e APSI – Associação para a Promoção de Segurança Infantil, Portugal; A CRIANÇA SEGURA – http://criancasegura.org.br; Aliança Europeia de Segurança Infantil; Programa de Prevenção de Lesões (Copyright © 1994 Academia Americana de Pediatria revista 09/05); http://zonaderisco.blogspot.com