Ainda é um assunto bem delicado, mas não deveria ser.
Na prática Natação Inclusiva exige um pouco mais da equipe e do estabelecimento envolvido.
No aspecto emocional é preciso considerar o potencial de integração social deste aluno na turma de crianças "normais" e as possíveis reações de rejeição que ela pode causar (nos colegas e em seus pais).
Esta possibilidade integração será tanto maior quanto as capacidades do aluno de:
- A) comunicar-se razoavelmente com colegas e professor,
- B) de portar-se com um mínino de disciplina e organização em aula,
- C) não comprometer a qualidade da água (alguns tipos de deficiências podem provocar regurgitações e perda de controle dos esfíncteres bexiga e ânus principalmente).
Preconceito com certeza, você dificilmente verá uma grande rede de academias utilizando em suas campanhas de markenting pessoas com nessecidades especiais.
Daniel Dias
Racionalmente alguns cuidados são necessário para o início da prática aquática:
- 1. A avaliação do potencial de integração destes alunos deve ser feita juntamente com os pais, de forma bem realista e de modo a que fique claro a sua disposição em aceitar a criança, desde que aquelas condições mínimas existam. É preciso que a inclusão da criança tenha um mínimo de possibilidades de sucesso;
- 2. Crianças com necessidades especiais devem ser alocadas, de preferência, apenas uma em cada turma. Dessa forma, além de caracterizar-se uma inclusão de fato, por mais que ela absorva as atenções do professor (o que geralmente ocorre no início dos trabalhos), as demais crianças nunca ficarão abandonadas de todo;
- 3. Deixe claro com os pais e responsáveis pela criança especial que o seu Curso não foi planejado para receber alunos com estas necessidades e que, por isso, muito provavelmente o ritmo e as características do progresso dela serão diferentes das demais. Nas avaliações periódicas esta premissa deve estar sempre em pauta;
- 4. Os profissionais que vão trabalhar com essas crianças devem ter conhecimento a respeito da condição do aluno (físico, psicologico e identificação literária científica), esclarecimentos dos pais, acesso aos exames da criança, etc. No caso dos surdos, por exemplo, noções da linguagem LIBRAS seriam importantes;
- 5. Todos (profissionais de Educação Física, recepcionistas, coordenação) devem ter um discurso bem afinado para rechaçar com elegância e firmeza qualquer reação anacrônica de preconceito, venha ela de quem vier: coleguinhas alunos ou seus pais;
- 6. De início, sempre faça um acordo de um período experimental de pelo menos 30 dias. Depois disso, pais, professores e a Coordenação devem sentar para nova avaliação sobre a pertinência ou não de prosseguir com a iniciativa e para estudar eventuais correções de rumo no trabalho feito até então.
Fabiana Sugimori Parapan Rio 2007
Assim encerro, faço votos para que todos possamos ver muito além das deficiências. Quem sabe um dia enchergaremos apenas os sorrisos vencedores de muitos outros Daniel Dias e Fabiana Sugimori com naturalidade e orgulho.Indicações.
Hospital das Clínicas Rua Diderot, 43, Vila Mariana – São Paulo Tel: (11) 5549-0111 / fax: (11) 5549-0556
fonte:
APS DOWN







Se houvesse uma disputa entre Phelps e Spitz quem venceria?












