Bem vindos a página dedicada a natação.
Informações científicas que possam ser úteis, não apenas para a atividade enquanto esporte competitivo de alto nível , mas principalmente para o indíviduo comum em busca de qualidade de vida.
A natação do Brasil ganhou sete medalhas na primeira das duas etapas do Mare Nostrum que irá disputar.
Em Canet, na França, foram três conquistas douradas, sendo duas delas de Felipe França. Depois de ganhar os 100m peito, o nadador do Corinthians levou também os 50m peito.
Jhennifer Conceição venceu a versão feminina da prova que, vale lembrar, não consta no programa olímpico.
O Mare Nostrum é o principal circuito de natação na Europa, composto por três etapas. Praticamente dois terços da equipe brasileira que estará no Rio-2016 foi levada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para competir tanto em Canet quanto em Barcelona, na Espanha.
Felipe foi um dos destaques brasileiros na França, voltou a vencer Cameron Van der Burgh, da África do Sul, atual campeão olímpico dos 100m peito.
Na prova de 50 metros, venceu com 27s18, deixando para trás o sul-africano (27s44) e o também brasileiro João Gomes Júnior (27s53).
Jhennifer só se garantiu no Rio-2016 no início de junho, quando a Federação Internacional de Natação (Fina) garantiu vaga para o Brasil no revezamento 4x100m medley. Melhor peitista do País, ela então foi convocada. Nesta quinta, venceu os 50m peito com 31s34, sua segunda melhor marca na carreira. Nos 100m, na quarta a brasileira ficou em sétimo.
Outro destaque do Brasil na competição foi Henrique Martins, que levou a prata nos 50m borboleta. Foi superado por um atleta que já é quase brasileiro, o ucraniano Andriy Govorov, treinado em São Paulo pelo técnico Arilson Silva.
Guilherme Guido levou a prata, nos 100m costas, com o tempo de 54s69, superado só pelo alemão Christian Diener. Guido foi bronze nos 50m costas.
Henrique Rodrigues decepcionou nos 200m medley, ficando em sexto com o tempo de 2min02s40. Ele e Thiago Pereira empataram no Troféu Maria Lenk, em abril.
Atual, Thiago fez 1min57s77 para ganhar a etapa de Santa Clara do Pro Swim, nos Estados Unidos.
Em Canet, nesta quinta, o Brasil ainda teve Daynara de Paula em sexto nos 50m borboleta (26s91). Joanna Maranhão também ficou em sexto nos 400m medley (4min43s92) e foi a sétima nos 200m medley (2m10s65), mesma colocação de Manuella Lyrio nos 400m livre (4min15s34) e Larissa Oliveira nos 100m livre (55s34).
Segue um artigo sobre a natação feminina brasileira bastante interessante da ESPN.
Raio-X da natação feminina brasileira: dependência de “geração espontânea”.
Lucas Coelho
A natação feminina brasileira nunca teve grande tradição olímpica. Desde Maria Lenk e seu esforço tremendo para disputar os Jogos de 1932 e 1936 ao lado de outras conterrâneas, sempre foi um esporte que dependeu muito mais da dedicação e paixão das atletas do que de qualquer tipo de apoio externo.
As conquistas e participações inconstantes ao longo da história mostram bem que o Brasil só ganha algum destaque quando, por algum motivo qualquer, surgem algumas nadadoras de talento. Por isso, a psicóloga e professora da Escola de Educação Física e Esporte da USP, Katia Rubio, acredita que os últimos bons resultados do país podem ser explicados através do “criacionismo”.
“Geração espontânea, não vejo outra coisa”, afirma Rubio. “Os projetos de natação que aconteceram neste ciclo olímpico apenas correram atrás de um prejuízo. Nenhum deles foi direcionado para elas em específico.”
Apesar disso, nomes como Etiene Medeiros, Joanna Maranhão, Ana Marcela Cunha e Poliana Okimoto ganharam destaque nos últimos anos. Nos jogos Pan-americanos de 2015, em Toronto, o Brasil conquistou oito medalhas, sendo cinco de bronze, duas de prata e um ouro com Etiene no 100m costas.
“O desempenho tem melhorado, é inegável, tanto nas provas coletivas como individuais. A natação feminina nunca conseguiu grande destaque em Olimpíadas. As políticas públicas para a natação brasileira praticamente não existem. Daí surge uma geração talentosa, e os dirigentes correm atrás para tentar tirar proveito de uma situação”, critica a professora.
Para entender melhor o que Katia Rubio quis dizer com “geração espontânea”, o espnW fez um raio-X da natação feminina brasileira. Especialmente ao longo do século XX, a falta de apoio e investimento fica caracterizada nos resultados e participações das atletas. Veja:
A prova dos 50m livre apareceu pela primeira vez nas Olimpíadas em 1904 e acabou ficando fora das competições até 1988, quando retornou em Seul. O Brasil obteve o 17º lugar com Adriana Pereira e depois amargou 16 anos de ausência. Em 2004, Flávia Delaroli, blogueira especialista em natação do espnW, conseguiu chegar à final, terminando na 8ª posição, e obteve o resultado olímpico mais expressivos das brasileiras na modalidade.
O 100m livre é a prova onde as atletas do país mais tiveram espaço ao longo da história, começando com Maria Lenk em 1932 até as participações seguidas nos últimos anos. Das 14 vezes em que o Brasil conseguiu emplacar nadadoras nos Jogos Olímpicos, os melhores resultados foram de Piedade Coutinho. Ela nadou em Berlim, em 1936, alcançando a 8ª colocação. Após a 2ª Guerra Mundial – e o cancelamento dos jogos de 1940 e 1944 – ela se destacou novamente, chegando em 12º em Londres 1948.
Nos 200m livre feminino, o Brasil só participou de um terço das edições olímpicas. Com a prova entrando no programa em 1968, apenas Lucy Burle (1972), Patrícia Amorim (1988), Mariana Brochado (2004) e Monique Ferreira (2008) se classificaram para a disputa. Após nova ausência em 2012, no Rio de Janeiro as anfitriãs estarão na prova com Larissa Oliveira e Manuella Lyrio.
Depois dos 100m livre, a disputa na qual as brasileiras têm maior presença é nos 400m livre, graças, novamente, a Piedade Coutinho, que, além de nadar em três Jogos seguidos (1936, 1948 e 1952), também conseguiu ótimos resultados com o 5º lugar em Berlim e o 6º em Londres. Após Coutinho, foram mais quatro participações, com destaque para Monique Ferreira, que esteve em 2004 e 2008.
Considerada uma prova de resistência mais do que velocidade, o 800m livre apareceu nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, quando diversas outras modalidades passaram a incrementar a competição feminina. Pelo Brasil, somente Maria Guimarães em Montreal (1976) e Patrícia Amorim em Seul (1988) chegaram a disputar.
Maior esperança de medalha brasileira na natação feminina, a maratona aquática de 10km surgiu apenas na Olimpíada de 2008, e duas atletas nacionais têm tido destaque nos últimos oito anos: Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha. Em Pequim, elas tiveram bom desempenho, chegando em 7º e 5º lugar, respectivamente. Em Londres, apenas Okimoto participou, mas precisou abandonar devido a um quadro de hipotermia. Ambas estarão na água na Rio 2016.
Aparecendo pela primeira vez como modalidade olímpica em 1956, o 100m borboleta só foi contar com brasileiras 20 anos depois, em Montreal, quando Rosemary Ribeiro e Flávia Nadulatti (de apenas 15 anos na época) não passaram da primeira eliminatória. Daynara de Paula foi a única do país que disputou a prova mais de uma vez – 2008 e 2012 -, mas o resultado mais expressivo foi a 7ª colocação de Gabriella Silva na China.
Nos 200m, a história é semelhante. São somente quatro participações em períodos específicos, entre 1972 e 1976, com Maria Isabel Guerra e Rosemary Ribeiro, e depois nas duas últimas Olimpíadas com Joanna Maranhão.
A evidência maior de que a natação feminina brasileira depende de uma “geração espontânea” de talentos são as provas do nado peito. Sem contar com nenhuma anfitriã na Rio 2016, a modalidade teve poucas atletas do país ao longo da história. A dos 200m é mais antiga, sendo disputada desde a Olimpíada de Paris 1924, e teve Maria Lenk como representante verde e amarela em 1932 e 1936 – o 100m peito só foi implementado em 1968. Cristina Teixeira disputou as duas distâncias em 1972 e 1976. Desde então, somente Tatiane Sakemi nadou ambas as provas em Pequim.
O grande nome do medley brasileiro feminino é Joanna Maranhão. Ela já esteve em três jogos olímpicos nos 200m e em dois nos 400m. No Rio de Janeiro, irá para sua quarta Olimpíada seguida e vai nadar as duas provas. O seu resultado mais expressivo foi o 5º lugar na China, disputando o 400m. Maria Isabel Guerra, em 1972, também disputou as duas modalidades, e Gabrielle Rose se classificou para os 200m em 1996.
Assim como o 200m peito e 100m livres, o 100m costas faz parte da história das brasileiras em Olimpíadas por ter sido uma das provas disputadas por Maria Lenk em 1932. Ela acabou desclassificada, mas seu pioneirismo foi importante para sua irmã, Sieglinda Lenk, conseguir o 20º lugar quatro anos depois. Edith de Oliveira, 1948 e 1952, e Fabíola Molina, nos anos 2000, foram as outras únicas atletas do país na prova.
No revezamento 4×100 medley, a única participação aconteceu em Pequim, com um bom 10º lugar. Este ano, o Brasil ainda tenta se classificar. Caso consiga, terá de chamar mais duas nadadoras para compor a equipe e, se isso acontecer, será a primeira vez na história que as brasileiras disputarão os três revezamentos em uma edição dos Jogos Olímpicos.
Nos revezamentos de nado livre, as participações espaçadas são emblemáticas da raridade que é para o Brasil juntar talentos suficientes para compor uma equipe. Agora, com as mulheres conquistando mais espaço no esporte de uma maneira geral, a terceira e inédita participação seguida no 4x100m, além da disputa do 4x200m, sinalizam uma mudança da realidade.
Se os hiatos de presença brasileira feminina na natação realmente ficaram para trás, só será possível saber no futuro. Nas últimas edições dos Jogos Olímpicos, as atletas do país estão mantendo uma continuidade e se classificando em mais provas, mas as críticas em relação à falta de apoio aos diversos esportes aquáticos ainda não cessaram. De qualquer maneira, a participação significativa no Rio de Janeiro já é um marco. Veja abaixo um gráfico das participações totais das brasileiras ao longo da história, e conheça as mulheres que irão representar o país no Rio de Janeiro.
Não sei se teremos medalha já nesta edição, muito difícil, mas ver os resultados , nadadoras como Etiene Medeiros e outras nos trás esperança.
Até pouco tempo atrás não se disputava vaga de nenhuma prova,
Algumas poucas faziam índices sozinhas, sem disputa real (mesmo que muitas fizessem, só os 2 primeiros tempos classificam).
Ainda temos muitas provas femininas sem representantes e pouca disputa. A valorização das individualidades das meninas (ao invés de enquadra-las nos padrões masculinos) como conhecimento complementar para os treinamentos esta ajudando a evoluir o esporte, mesmo que não tão rápido como gostaríamos.
Antes quanto mais a menina se aproximasse da técnica, personalidade e tudo mais masculino, era visto como positivo.
Isso Mudou, os técnicos que tiveram uma visão mais detalhista,e valorizaram as particularidades femininas, obtiveram melhores resultados com suas atletas.
Nossas atletas de 2016
Alguns tempos da natação feminina brasileira estarão disputando finais:
.Revezamentos já classificados, 4 por 100 livre e 4 por 200 livre.
Finais não são comuns para as mulheres na natação, temos somente 4 nomes em finais individuais:
Piedade Coutinho –única com duas individuais- em 1936 (5ª nos 400m livre) e 1948 (6ª nos 400m livre)
Joanna Maranhão em 2004 (5ª nos 400 medley)
Flávia Delaroli – em 2004 (8ª nos 50m livre)
Gabriela Silva em 2008 (7ª nos 100m borboleta).
Dois revezamentos alcançaram finais também, o 4x100m livre de 1948 (6º lugar com Piedade Coutinho, Eleonora Schmidt, Maria da Costa e Talita Rodrigues)
4x200m de 2004 (7º com Joanna Maranhão, Monique Ferreira, Paula Baracho e Mariana Brochado).
Etiene Medeiros e Graciele Herrmann conquistaram vaga e representarão nossa seleção nos 50m livre. (50m livre é uma das provas mais disputadas em termos de quantidade de atletas nadando para tempos expressivos)
Nos 100 metros costas em que a Etiene estará também brigando por uma final. Ela persegue mais um título inédito em sua carreira (ela foi 1º ouro feminino em campeonatos Pan Americanos, nos 100m costas; 1ª medalha feminina –ainda por cima de ouro- em campeonatos Mundiais de piscina curta, no 50m costas; e 1ª medalha, também inédita para as mulheres, em Mundiais de piscina longa, prata na prova dos 50m costas). Infelizmente o 50 costas não acontece em olimpíadas – nenhum 50m, só o livre.
Ela teria que baixar uns 40 centesimos nos 50m livre ou uns 60 centesimos nos 100m costas para disputar uma medalha (que também seria inédita para a natação feminina). Eu achava que nos 100m costas seria um caminho mais fácil (por ter mais distância, tem mais o que melhorar e corrigir). Porém, sua habilidade como velocista fala mais alto, a ponto de investir em outro estilo (o crawl / livre).
A Super Joanna Maranhão
Está indo para sua 4ª Olimpíada. São 16 anos nadando em alto nível. Se considerar à partir da primeira, são 13 anos, mas normalmente ninguém começa a nadar no ano em que se classifica para o maior evento esportivo do mundo.Tudo começa vários anos antes… Ela já igualou o melhor resultado individual de uma mulher em Olímpiadas, 5º.
Coleciona recordes nacionais e sulamericanos . Essa qualidade lhe permite escolher entre varias provas as que irá participar nos Jogos, isso não é pra qualquer um. Precisa melhorar suas marcas se quiser (e ela quer) entrar em outra final. Igualaria Piedade Coutinho com 2 finais individuais, quem sabe até final do revezamento. Mas o conjunto da obra faz da sua participação a coroação de uma carreira de sucesso, com altos e baixos que a levaram a muita maturidade e crescimento, dentro e fora das piscinas. Ela com certeza tem muito a passar a todas as companheiras de equipe.
Larissa Oliveira
Nos 100m e 200m livre, tempos que são necessários para sermos mais competitivos a nível mundial. Os revezamentos também agradecem. E o bom é que ela não é a única isolada, temos um grupo de meninas chegando a tempos significativos. Nos 100m livre a Etiene também estará nadando.
Além de Larissa e Etiene, o revezamento 4x100m livre será completo por Manuela Lyrio e Daynara de Paula e tem hoje uma real possibilidade de disputar uma vaga entre as melhores 8 equipes.
Jessica Cavalheiro e Gabrielle Roncatto, que completam o revezamento 4x200m livre.
Daiene Dias e Daynara de Paula estão na prova de 100m borboleta mas precisam de tempos mais fortes para pensarem em finais.
Revezamentos se classificaram no mundial do ano passado ficando até o 12º lugar. 16 participam dos Jogos. As últimas 4 vagas ficam com os top 4 do mundo.
Em Agosto veremos nossas Meninas Super Poderosas em Ação.
Image copyrightDIVULGACAOImage captionJulgamento de Volkers terminou por falta de provas suficientes
A principal autoridade esportiva da Austrália pediu oficialmente ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que impeça a participação do técnico de natação Scott Volkers nos Jogos Olímpicos do Rio.
Volkers, que treina alguns dos principais nadadores da equipe brasileira, incluindo o vice-campeão olímpico dos 400m medley, Thiago Pereira, foi impedido de trabalhar com crianças e adolescentes na Austrália depois de, no início da década passada, ter sido acusado de abuso sexual por três nadadoras, em episódios que teriam ocorrido durante os anos 1980.
Volkers, que chegou a trabalhar com Cesar Cielo, o nome mais conhecido da natação brasileira, nega as acusações.
A BBC Brasil tentou contato com ele por intermédio de seu clube, mas não teve retorno.
'Voto de confiança'
O treinador já foi levado à Justiça na Austrália, mas um tribunal determinou que não havia provas suficientes para julgá-lo. No entanto, ele viu as portas para seu trabalho se fecharem no país.
Na carta enviada ao presidente do COB e do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o mandatário da principal entidade esportiva da Austrália, John Coates, vai além de pedir que o treinador seja impedido de participar da Olimpíada e recomenda que ele seja banido de trabalhar.
Coates incluiu na carta a cópia de um inquérito em que uma comissão do governo australiano demonstrou preocupação com as alegações e criticou a decisão da Justiça australiana.
Image captionCarta enviada a Nuzman pede exclusão olímpica de Volkers
"Nós acreditamos que ele (Volkers) não deveria estar envolvido de maneira alguma com a Rio 2016", diz o dirigente australiano na carta.
Volkers vive no Brasil desde 2011, trabalhando no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, e na seleção brasileira.
Por ter diversos atletas classificados para a Rio 2016, ele é elegível para uma vaga como treinador olímpico, de acordo com os estatutos da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).
Mas a BBC Brasil apurou que a presença do australiano na delegação olímpica brasileira está ameaçada por conta da polêmica.
Em Belo Horizonte, o australiano trabalha com nadadores de todas as idades. O Minas Tênis disse "ter feito ampla pesquisa e entrevista" sobre Volkers e que também se reuniu com pais de nadadores para discutir a contratação. Segundo o clube, o treinador "recebeu um voto de confiança" dos pais.
Em uma entrevista ao jornal australiano Daily Telegraph, Coates menciona o fato de o técnico não ter sido condenado pela Justiça, mas diz ter conversado sobre o assunto com Nuzman quando os dois se encontraram em Lausanne, na Suíça, durante a cerimônia de passagem da tocha olímpica pela sede do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Image copyrightDIVULGACAOImage captionNo comando da natação do Minas Tênis, Volkers trabalha com crianças e adolescentes
"Nuzman entendeu a seriedade deste assunto. Eu não posso forçar a exclusão dele (Volkers), mas tinha a obrigação de chamar a atenção dos brasileiros", disse o australiano.
Em 2014, Volkers, que treinou algumas das mais bem-sucedidas nadadoras australianas, deu uma entrevista ao jornal australiano The Courier Mail, em que disse "ser uma pessoal normal".
"Não sou um fugitivo. Visito a Austrália todos os anos", declarou.
Naquele mesmo ano, porém, ele foi impedido pelas autoridades do país de participar de um torneio internacional de natação, em Gold Coast, quando teve negado pedido de credenciamento. A CBDA optou por substituí-lo na delegação.
Procurado pela BBC Brasil, o COB, por intermédio de sua assessoria de imprensa, disse que o pedido da entidade australiana ainda não foi analisado. O Minas Tênis não respondeu aos pedidos de entrevista com o Volkers.
O Minas Tênis classificou como “assunto requentado” o pedido das autoridades olímpicas australianas para que o técnico de natação do clube, Scott Volkers, não seja convocado para trabalhar pelo Brasil nas Olimpíadas de 2016.
A solicitação foi feita ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), pelas denúncias de que o treinador, nascido na Austrália, teria abusado sexualmente de três nadadoras na década de 1980 no país.
Volkers está no Minas desde janeiro de 2012 e hoje trabalha com atletas como Thiago Pereira.
A assessoria do Minas Tênis disse ainda que o comportamento do técnico no clube sempre foi exemplar, e que não há motivos para falar sobre possível atuação do técnico pelo Brasil na Olimpíada, já que ainda não houve convocação para os Jogos. Pelos critérios definidos pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), entretanto, ele será um dos treinadores.
Quando chegou ao Minas, Volkers afirmou que seu objetivo no país era ajudar o Minas e o Brasil nos jogos de 2016. O treinador foi o líder da equipe de natação da Austrália em 1992 (Barcelona), 1996 (Atlanta) e 2000 (Sydney).
O treinador chegou a ser levado aos tribunais na Austrália na década passada, mas não houve condenação, por falta de provas. O técnico, no entanto, foi proibido de trabalhar com crianças e adolescentes no país.
No pedido feito pelo comitê olímpico australiano e revelado pela BBC Brasil, as autoridades sugerem ainda que o treinador seja banido do trabalho que desempenha atualmente. Segundo a assessoria do Minas Tênis, Volkers não conversaria com a reportagem por não ter o que falar sobre o assunto.
Fonte :
Fernando DuarteDa BBC Brasil em LondresEstado de SP
Nadar é sempre igual? Quando o assunto é nadar na piscina ou no mar, a técnica do nado deve ser diferente para o ganho de rendimento
Basta entrar na água, escolher o estilo que você quer treinar e aplicar a técnica de nado.
Certo?
Nem sempre.
Quando o assunto é nadar na piscina ou em águas abertas, a técnica do nado é diferente para que você tenha melhor rendimento em cada uma das modalidades.
Pensando no crawl, que é o tipo de nado usado nos mares e lagos, listamos as diferenças entre as duas para que você se saia bem dentro d’água.
Piscina - Os cotovelos devem ficar elevados para dar velocidade à braçada.
- A batida da perna deve seguir a cadência 6 x 1 (seis batidas de perna a cada braçada).
- Olhar para o fundo da piscina proporciona mais velocidade ao nado.
- A postura é a mais horizontal possível em relação à água.
- Cada atleta usa uma raia, não tem ondulações ou contato com outros participantes para interferir no nado.
- Tem viradas no final da piscina, técnica importante e que tem grande influência no resultado das provas.
Águas abertas - Os braços devem ficar esticados para fugir das ondas e voltar rentes à água.
- A batida da perna deve seguir a cadência 1 x 1 (uma batida de perna a cada braçada).
- A cabeça deve ficar mais alta e o olhar, voltado para frente, para manter a orientação do nado.
- Como não existem raias, é comum o contato físico entre participantes, principalmente nas saídas e chegadas.
- Não há viradas. O percurso é constante, a água é mais turva e com maior densidade quando em água salgada, o que exige mais da resistência do atleta.
Mito ou Verdade? Apesar de não ser uma regra, muitas vezes os gordinhos levam vantagem em águas abertas. Como várias provas são realizadas em águas geladas, a gordurinha extra pode ajudar a esquentar o corpo nas competições mais longas. O ideal para quem vai fazer a travessia do Canal da Mancha, por exemplo, é contar com um índice de massa corporal de 19% para homens e de 26% para mulheres.
Para melhorar o nado em águas abertas é preciso apostar em exercícios educativos de visualização
Para nadar em águas a orientação é primordial para fazer uma prova com segurança e com bom desempenho.
Por isso, é preciso fazer exercícios educativos de visualização, que ajudam a manter a direção correta dentro da água.
São seis os principais exercícios educativos de visualização.
Colocando-os na sua rotina de treinos, ao menos duas vezes na semana, você já terá um belo ganho de rendimento na natação em águas abertas.
1. Nado Polo
Nade com a cabeça fora da água, sempre olhando para frente e com respiração frontal.
Dica: não levante muito o pescoço, mas mantenha o rosto fora da água.
2. Frequência de braçadas
Mantenha uma sequência contínua.
Ela é fundamental para conseguir levantar a cabeça e se localizar com as bóias de sinalização.
Cada atleta tem seu próprio ciclo de braçada, por isso, o importante é trabalhar a braçada para manter o ritmo na água.
3. Nado conduzindo bola
Nade com uma bola de borracha, de tamanho médio a pequeno à sua frente, empurrando a bola com uma das mãos de cada vez.
Isso faz com que você sempre procure um ponto de referência fora da água, neste caso, a bola, o que permite que você se acostume a marcar pontos de referência quando está nadando.
4. Nado com marcação
Para este exercício, você pode colocar uma marcação no meio e no final da raia da piscina e observá-la durante o nado.
Isso também ajuda a treinar a visualização na água.
5. Treino sem raia
Entre na piscina sem colocar as raias.
Isso ajuda na sua aprendizagem de nado em linha reta, marcando um ponto de referência.
6. Treino no mar
As características de mar e piscina são totalmente diferentes.
Portanto, treinar em mar aberto para se vivenciar a prova é de grande valia.
Toda periodização de treinamento parte do princípio do seus objetivos.
Quais provas você pretende participar, as datas envolvidas e a estratégia para atingir seus objetivos.
Os treinamentos de base devem der realizados em momentos adequados.
Normalmente na fase em que existem pouquíssimas competições ou pausa das mesmas.
Por este motivo, este mês é o escolhido para retomar a preparação.
Nesse momento ocorre o reinício, reestruturação e correção, preparando assim a "temporada" física e psicologicamente.
É um período de preparação para o treinamento específico.
O que acontece é que na natação a quilometragem acaba sendo maior do que os treinamentos específicos devido as várias séries corretivas dos estilos praticados (crawl, peito, costas e borboleta).
Conteúdo:
baixa intensidade
trabalho cardio-respiratório
corretivos
testes
. Velocidade e força não são trabalhados neste momento.
O período de base sempre têm um início, meio e fim.
O treino de base é um treinamento geralmente feito em inicio de temporada após o período de transição ( férias) e esse tipo de treino tem duração de 6 a 8 semanas e damos ênfase para trabalhos de fortalecimento muscular e volume.
A intensidade é descartada nesse período.
O objetivo é que o atleta finalize esse ciclo com um condicionamento físico ideal para os treinamentos específicos que terá pela frente além algumas correções técnicas realizadas.
Importante lembrar aqui que o condicionamento físico sempre vai variar, de acordo com o objetivo do atleta. O condicionamento de um atleta de longa distancia é totalmente diferente de um atleta de curta distancia. Assim como na construção de um prédio, sem uma bom alicerce, a obra provavelmente terá problemas. No esporte, sem uma boa base, o risco de lesões também aumentará.