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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Natação Melhora o Desempenho Escolar Infantil?



Esta pesquisa teórica tem relevância no âmbito da Educação Física e da Educação Infantil, pois evidencia os benefícios da natação como meio de aprendizagens diversas, viabiliza discussões conceituais e caracteriza o tema proposto sob diferentes abordagens. 
Esse esporte é considerado completo e não deve ser entendido como um simples ato de saber nadar, mas como uma prática esportiva que possibilita a formação sócio-pedagógica e a construção de aprendizagens de vida.

 Assim,  a natação  quando praticada na infância proporciona o desenvolvimento progressivo nos aspectos:
  •  cognitivo
  •  social 
  • e motor.

 A natação é conhecida desde da  pré-história como uma atividade importante para continuidade e sobrevivência da espécie humana.

O registro mais antigo sobre esse esporte encontra-se em pinturas rupestres de cerca de 7.000 anos atrás. 
Nos primórdios da história, o homem já nadava, seja devido as suas necessidades de sobrevivência para recolher alimentos ou em fuga de predadores, lançando-se no meio líquido e nele deslocando-se.

 A evolução do homem faz surgir novos conceitos na utilização da natação. 
Para isso, metodologias são utilizadas conforme a faixa etária e os objetivos.
 Objetivos :
  1.  recreativos
  2.  condicionamento físico
  3.  competitividade
  4.  demonstração
  5.  aprendizagem motora e corporal
  6.  entre outras formas.

 Nesse sentido, a natação infantil não deve se resumir ao fato da criança aprender a nadar, mas sim, contribuir para ativar o processo evolutivo psicomorfológico da criança, auxiliando o desenvolvimento de sua psicomotricidade e reforçando o início de sua personalidade. 
Questionamento:
 Até que ponto a natação contribui para o desenvolvimento e à formação sócio-pedagógica da criança?
Será que as aprendizagens de uma criança que pratica natação proporcionam algo mais que o saber nadar? 

Nesse sentido, temos como objetivos:
 a) identificar as contribuições da natação para o desenvolvimento infantil;
 b) descrever a relação entre a prática da natação e a formação sócio-pedagógica da criança;
 c) analisar as aprendizagens infantis construídas ao longo do processo. 


Além de evidenciar a importância da natação para o desenvolvimento da criança, esse trabalho trata da prática da natação desde o nascimento do bebê até os seus reflexos e comportamentos no meio líquido. 

A partir dessa fase, a criança desenvolve-se na natação conforme sua maturidade e capacidade. 

Esta pesquisa destaca a formação sócio-pedagógica da criança e mostra métodos para um ensino-aprendizagem de qualidade, enfatizando a formação do cidadão.

 A presente pesquisa trata-se de um estudo teórico de grande importância no âmbito da Educação Física e da Educação infantil, pois evidencia a natação como um meio de aprendizagem, uma vez que viabiliza discussões conceituais e ressignificação de conhecimento. 

Além disso, esta pesquisa constitui-se como fonte de consulta que persiste ao logo do tempo e permite o acesso a materiais já produzidos e sistematizados, inclusive servindo de base a diferentes estudos, o que dá mais estabilidade às análises obtidas. 

 CONTRIBUIÇÕES DA NATAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL 

Por meio da natação se pode construir um cidadão, com respeito, educação e valores morais para que possa ter uma vida mais tranquila em sociedade.

 A criança constrói sua própria realidade baseada no que o mundo representa para ela e através de experiência sensorial, visual, auditiva, motora e sinestésica desenvolve esquemas abstratos representativos da realidade. 

De acordo com Piaget (1975), o desenvolvimento da inteligência é definido e conceituado como resultado da eficácia progressivamente maior interação da criança com o meio ambiente. 

Ou seja, ação de uma pessoa sobre o ambiente, transformando e experimentando o desequilíbrio, a assimilação e a acomodação dos acontecimentos. 

Segundo Ramaldes (1987) praticar esporte desde cedo é muito importante para o desenvolvimento da criança e uma das atividades físicas mais indicadas nessa fase é a natação. 

Isso porque seus benefícios podem ser usufruídos até mesmo por bebês. 

Esses benefícios englobam tanto aspectos físicos :
  • fortalece a musculatura do corpo 
  •  trabalhar a flexibilidade das articulações

 Quanto orgânicos:
  • aumenta a resistência cardiopulmonar
  •  vascula
  •  estimular o apetite
  • proporcionar um sono mais tranquilo

 Psicossociais :
  • desenvolver a estabilidade emocional
  • promover a socialização

Terapêuticos:
  •  auxiliar no tratamento de doenças respiratórias  (como bronquite e ninite)

 Além disso, essa modalidade tem efeitos positivos com relação à autoestima, tendo em vista que a criança percebe suas diferenças em relação aos outros, mas ao mesmo tempo sabe que são apenas distinções e não limitações. 

A prática da natação contribui também para o desenvolvimento da disciplina ao estabelecer uma rotina e pode ser um eficiente exercício no desenvolvimento da coordenação motora, isso porque a atividade é caracterizada por movimentos simétricos (PILETTI, 1995). 

Segundo Lima (1999), torna-se imprescindível a prática da natação como modalidade esportiva para o desenvolvimento, quanto mais cedo melhor para a criança, pois é mais fácil aprender. 

Dessa forma, o fim que persegue um método de natação não deve ser unicamente a criança chegar e converter-se em um bom nadador, mas sim, construir experiências que por meio de suas vivências proporcione uma educação integral.

 Sendo assim, um elemento fundamental para as experiências com bebês no meio aquático é a presença da mãe/pai/alguém que lhe seja familiar, junto dele na água, durante todo o processo de estimulação aquática.

 Isto é, a ‘aula’, onde os pais vão proporcionar-lhes segurança afetiva e física, atuando como agentes no auxílio no desempenho. 

As primeiras aulas servem essencialmente para conhecer a criança, para analisar e observar suas reações psicológicas ao contato da água. 

Como o bebê não pode traduzir verbalmente suas sensações, é essencialmente através do ritmo cardíaco que se pode estabelecer um contato objetivo certo entre ele e o professor.  

A curva pessoal das variações das pulsações vai ser o fator primordial e constante de segurança para a evolução da aprendizagem. (DEPELSENEER, 1989, p. 189).

 Não é recomendado substituir os pais, nem mesmo pelo professor altamente especializado. 


Devem-se considerar os aspectos psicológicos de cada criança:
 o bebê ainda tem um círculo muito restrito de seu meio ambiente; 
os adultos que o cercam são os de sua convivência familiar e doméstica.

 Portanto, qualquer pessoa estranha que entre no seu pequeno mundo será motivo de abalo em seu equilíbrio emocional. 

A socialização com outras pessoas (professor e demais alunos) é fundamental para o desenvolvimento da criança. 

O papel do professor deve ser o de interventor intencional, estimulando o aluno a progredir em seus conhecimentos e habilidades através de propostas desafiadoras que o leve a buscar soluções, por intermédio da sua própria vivência e das relações interpessoais. 

Existem quatro aspectos essenciais nesta fase: 
  • o respeito pela fase de desenvolvimento maturacional que o aluno se encontra,
  •  o contato físico,
  •  o contato social 
  • a segurança do mesmo, pois não basta o aluno estar seguro e sim que ele se sinta seguro (BONAMIGO, 1982). 

Damasceno (1997) apud Brandão (1984) afirma que a criança não nasce com a capacidade de saber fazer, mas com condições necessárias para poder fazer e com o potencial para aprender a fazer. 

Brincadeiras e atividades que desenvolvam habilidades nas crianças são 5 elementos relevantes e têm como objetivo transmitir confiança, levando-as à compreensão de seu meio ambiente e disposição à comunicação.
 Isto é possível quando a criança conhece sua própria capacidade de expressão. 

CONHECENDO O MUNDO POR MEIO DA NATAÇÃO 

No período da infância, a criança descobre sua capacidade de interação com o mundo.

 Nessa fase, a natação trabalha com a adaptação e ambientação ao meio líquido 

  • e os bebês desenvolvem relacionamento com outras pessoas fora do círculo familiar, 
  • passam a ter noções de espaço e tempo
  • conhecem diferentes estímulos (cores, texturas, temperaturas, odores, etc.), 
  • aumentam a resistência cardiorrespiratória e muscular.
  • aprendem formas independentes de deslocar-se na piscina
  •  e se preparam psicologica e neurologicamente para o auto salvamento (PIAGET, 1989).

 Xavier (2001) define que os estágios de desenvolvimento do nadar são sensíveis às variações de restrições ambientais, particularmente quando os indivíduos estão em estágios mais avançados. 

A primeira caracterização da sequência de desenvolvimento aquático foi realizada por Myrtle McGraw, pelo final da década de 30.

 McGraw (1939) constatou que, ao nascer, os bebês podem apresentar movimentos coordenados de braços e pernas para se deslocar na água desde que colocados na posição decúbito ventral na água.

 Para o desenvolvimento da criança na natação é fundamental visualizar as características da faixa etária em questão no quesito amadurecimento, tornando necessária uma melhor organização e delimitação de procedimentos, com o objetivo de auxiliar na formulação de aulas mais adequadas.

 O desenvolvimento motor também é o processo pelo qual uma criança adquire padrões de movimento e habilidades. 
É caracterizado pela modificação contínua baseada na interação entre o processo de maturação neuromuscular  que é provavelmente regulado geneticamente, as características de crescimento e a maturação da criança por exemplo, tamanho e composição corporal (ROBERT; BOUCHARD, 2002 apud SILVA, 2005). 
É um período ótimo de desenvolvimento da natação, pois pode-se relacionar os exercícios aos brinquedos. 
Antes o brinquedo era para atrair a atenção da criança e agora o objetivo é de integrá-lo aos exercícios tornando prazerosa a atividade para o bebê. (LIMA, 1999, p. 164). 

A aula de natação pode ser, na maioria das vezes, o primeiro local onde o bebê tem a oportunidade do convívio social, é a sua primeira ‘escolinha’, terá sua primeira professora e seus primeiros coleguinhas de classe. 
O contato com outros bebês será o início da vida social. 

Segundo Damasceno (1986), nas crianças de 2 a 4 anos deve favorecer a adaptação e segurança ao meio líquido, melhorar a capacidade cardiorrespiratória, sobrevivência aquática, domínio da respiração, proporcionar a estimulação psicomotora de acordo com o desenvolvimento motor da criança através das técnicas da natação e atividades lúdicas. 

Nas crianças de 4 a 7 anos favorece a adaptação ao meio líquido com segurança, promove estímulos psicomotores (afetivos, cognitivos, motores e sociais) de acordo com a idade cronológica. 

Assim, faz- necessário a aprendizagem das técnicas rudimentares da natação e atividades lúdicas como mergulhos, flutuação, formas de respiração aquática e deslizes e sobrevivência aquática. 

Nessa faixa etária, a criança tem habilidades motoras já capacitadas para realizar movimentos do crawl e costas. 

Ela também passa por várias experiências corporais para conhecer os limites do seu corpo, nada cachorrinho, sapo e golfinho.
Como a alfabetização está presente nessa fase, o professor também pode estimular sua mente. 
O organismo é capacitado para trabalhar o raciocínio e a conscientização em si. 
Então, são introduzidas nas aulas noções de ritmo (forte e fraco) e tempo (metragens e séries). 
Até os seis anos, os professores devem ficar dentro da água e criar um ambiente lúdico educativo, desenvolvendo temas, enredos etc.  

Ainda seguindo o pensamento de Damasceno (1986), nas crianças de 7 a 12 anos, essa modalidade favorece a aprendizagem e o aperfeiçoamento das habilidades no meio aquático, como braçadas, pernadas, respiração. 

Enfim, o desenvolvimento de toda sua coordenação psicomotora, além de ser possível alternar atividades dentro e fora da piscina, tendo como foco o desenvolvimento e a consciência das técnicas dos nados, saídas e viradas. 
O mais importante é que a atividade física respeite os limites da idade, seja adequada a cada fase da vida da criança para contribuir com o seu desenvolvimento. 

BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO INFANTIL


 O desenvolvimento da personalidade da criança compreende as mudanças ocorridas no organismo durante o processo de crescimento e desenvolvimento 7 (comportamento motor, percepção, construção da inteligência, afetividade, aprendizagem) tem merecido ultimamente uma atenção cada vez maior por parte dos investigadores. (CIRIGLIANO, 1981). 
 Os pais matriculam seus filhos ainda bebês em programas de adaptação ao meio líquido esperando que com isso os mesmos aprendam a nadar. 

Mas muitos não têm em mente os benefícios de um programa de natação infantil, programas esses que vão muito além do saber nadar. 

A natação infantil é um eficaz instrumento de aplicação da Educação Física no ser humano, assim como excelente elemento para iniciar a criança na aprendizagem organizada (FRANCO, 1985 apud Damasceno,1997). 

Nesse sentido, a natação infantil não se detém somente ao fato de que a criança aprenda a nadar, como afirmam Navarro e Tagarro (1980), mas sim, contribui para ativar o processo evolutivo psico morfológico da criança, auxiliando o desenvolvimento de sua psicomotoridade e reforçando o início de sua personalidade. 

A natação torna-se um agente educativo quando aplicada a crianças em idade pré- escolar, assumindo um papel formativo e totalizador que leva essas crianças a participarem de um programa de adaptação ao meio líquido a se desenvolverem melhor e mais rapidamente. 

O que fará do posterior processo de alfabetização algo simples e bem sucedido. 

Pode-se inferir que um programa de natação para primeira infância, quando elaborado e conduzido por um profissional competente, assume o importante papel de educar integralmente a criança, conforme Gomes (1995) explicita:
 a) aquisição do sentimento de ‘confiança básico’, eixo da personalidade e matriz da confiança social;
 b) seleção e gradação dos estímulos sensório motores para obtenção de respostas adaptativas mais adequadas e hierarquicamente úteis para a transferência da aprendizagem;
 c) adequação aos estímulos perceptivos motores no preciso momento evolutivo, tornando irreprodutível se oferecido mais tarde com as mesmas características naturais e nas mesmas condições; 
d) utilização da base reflexa antes de sua extinção para a construção de sistemas funcionais econômicos através de propostas sistemáticas de aprendizagem; 
e) conhecimento e domínio progressivo do corpo, que facilita a formação de imagem corporal integrada e rica através da sensório-percepção; 
f) formação de base  da inteligência, a partir das oportunidades oferecidas, em quantidade e qualidade adequadas, de exercitar sua vontade em realizar experiências; 
g) instauração de um vínculo pedagógico personalizado e cooperativo, 
aberto a mutualidade família e  escola de natação, afim de formar um arquétipo educativo social prospectivamente válido. 

Assim, a importância da natação não está atrelada apenas ao desenvolvimento físico da criança, mas também à formação de sua personalidade e inteligência. 

Crianças iniciadas em um programa de adaptação ao meio líquido em idade pré-escolar têm um rendimento mais satisfatório em seu processo de alfabetização (CATTEAU, 1990). 

Conclusão
Esta pesquisa percebeu que a prática da natação não é limitada e tem características sócio-educacionais. 
Na modalidade de natação, a criança conhece seu corpo e busca desenvolver ao máximo sua capacidade motora, afetiva e cognitiva, explorando e vivenciando suas possibilidades. 

Além disso, melhora seu sistema cardiorrespiratório, tônus muscular, coordenação, equilíbrio, agilidade, força, velocidade, habilidades tais como lateralidade, percepção tátil, auditiva e visual, noção espacial, temporal e ritmo, da sociabilidade e autoconfiança.

 A natação adquire importância na medida em que se estrutura um ambiente facilitador e adequado para a criança, assim, oferece experiências que vão resultar num grande auxílio de seu desenvolvimento motor.  

Vale ressaltar que as crianças nessa faixa etária necessitam de estímulos para um desenvolvimento motor saudável e apropriado. 

O estudo evidenciou também a relevância dessa prática esportiva para a melhoria do desenvolvimento psicomotor e sócio-pedagógico das crianças. 

Portanto, propõe-se que novos estudos sejam realizados para uma abordagem mais direcionada à natação na Educação Infantil ainda restrita. 


REFERÊNCIAS
 BONAMIGO, E. M. R. Como ajudar a criança no seu Desenvolvimento 0 a 5 anos. Universidade, 1982. BRANDÃO, J, S. Desenvolvimento psicomotor da mão. Rio de Janeiro: Enelivros; 1984. CATTEAU, O.G. Ensino da Natação. Manole, 1990. CIRIGLIANO, P, M. Os bebês nadadores: maturação, fundamentos e técnicas para a primeira infância. São Paulo: Manole, 1981. DAMASCENO, Leonardo. A estimulação essencial e a natação para bebês. In: Curso de Natação - A psicomotricidade e a Natação aplicadas a crianças de 0 a 10 anos. Rio de Janeiro:1986. Apostila. DAMASCENO, L. G. Natação para bebês dos conceitos fundamentais à pratica sistematizada. 2º edição, Rio de Janeiro: Sprint, 1997. DEPELSENEER, Y. Os bebês nadadores e a preparação pré-natal aquática. São Paulo: Manole, 1989. FRANCO, P. Programa de aprendizagem de natação em bebês. Universidade, 1985. GOMES, Wagner D. F. Natação, uma alternativa metodológica. Ed. Sprint.1995. LIMA, W. U. Ensinando Natação. São Paulo: Phorte, 1999. NAVARRO; TAGARRO. Natação. São Paulo. Gymuos. 1980 PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. PIAGET, Jean. A Psicologia da Criança. 10 ed.; Rio de Janeiro: Bertrand, 1989. PILETTI, N. Psicologia Educacional. São Paulo, Atica, 1995. RAMALDES, A.M. 100 aulas: bebê a pré-escola. Rio de Janeiro: Sprint, 1987. SILVA, E, N. Natação segundo a psicomotricidade. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Sprint. 2005. XAVIER FILHO, E. O efeito das restrições da tarefa e do ambiente no comportamento de locomoção no meio aquático. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, 2001.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Brasil terá força máxima no evento-teste de natação paralímpica

Estrelas e jovens promessas estarão no Open Internacional Caixa Loterias, no Estádio da Barra, no Rio, entre 22 e 24 de abril

Foto: Daniel Zappe/CPBTalisson Glock é uma das apostas de medalha para o Brasil nos Jogos Rio 2016 e estará no Open Internacional
Talisson Glock é uma das apostas de medalha para o Brasil nos Jogos Rio 2016 e estará no Open Internacional
O Open Internacional Caixa Loterias de Natação Paralímpica, que servirá como evento-teste para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, vai reunir 212 atletas de 19 países entre os dias 22 e 24 de abril. 
As provas serão disputadas nas águas da piscina do Estádio Aquático do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro.
Para receber os nadadores internacionais, a seleção brasileira ingressa com força máxima na competição.

 Além dos atletas da equipe principal, o Brasil contará ainda com os integrantes da seleção de jovens no Open.
 Uma oportunidade tanto para apresentar os principais nadadores à piscina paralímpica quanto para introduzir os mais novos ao alto rendimento.
“O palco é o mesmo dos Jogos Paralímpicos, com uma piscina de altíssima qualidade. Apesar de os nossos atletas ainda estarem fora do pico, o ambiente e a cidade do Rio de Janeiro elevam a motivação deles. Isso é propício para ótimas marcas”, avaliou Rui Meslin, coordenador de natação no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Além do ambiente e do clima paralímpico, a presença de grandes nomes da natação de outros países promete elevar o nível do Open no Rio de Janeiro. “Teremos grandes duelos na piscina no Rio de Janeiro.

 O Daniel Dias terá o norte-americano Roy Perkins como rival, o Talisson Glock enfrentará o colombiano Nelson Crispin, e ainda teremos o duelo entre os brasileiros Andre Brasil e Phelipe Rodrigues na classe S10”, citou Meslin.

Perkins tem em seu currículo seis medalhas paralímpicas, sendo um ouro em Pequim 2008, duas pratas em Londres 2012 e três bronzes, um na China e dois no Reino Unido.
 Já o adversário de Talisson, Nelson Crispin, levou um ouro e duas pratas no Mundial de Glasgow 2015.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Rio rebate críticas da Fina sobre estádio aquático da Olimpíada




RIO DE JANEIRO (Reuters) - Autoridades brasileiras ligadas à Olimpíada do Rio de Janeiro rebateram nesta sexta-feira críticas feitas pela Federação Internacional de Natação (Fina) sobre as características do estádio aquático, que possui capacidade menor que a de outros Jogos e não terá ar condicionado.

Segundo o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Nuzman, e o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, o Estádio Aquático Olímpico, atende bem às necessidades dos atletas e ao orçamento dos Jogos.

"Nós estamos mudando a referência dos Jogos, que tem que cair numa realidade para todo o mundo e aqui é extremamente ventilado mesmo em dia quente", disse Nuzman a jornalistas.

"Entregamos uma arena com uma capacidade superior ao que foi proposto no caderno de encargos que era de 12 mil lugares ...em Londres era tão longe a distância que colocaram televisores para o público ver o nadador."

A capacidade ideal para a Fina seria de 18 mil lugares e o local foi concebido com 16 mil assentos, sendo 12.500 comercializáveis.
 Ao contrário de outros estádios olímpicos, não haverá sistema de ar condicionado.
 O estádio foi construído com vãos para aumentar a circulação de ar natural no interior.

"Hoje que ainda é outono tem uma brisa e a temperatura está agradável.
Na Olimpíada será inverno e vai estar ainda mais ameno", afirmou o ministro do Esporte, acrescentando que a temperatura estará melhor do que nos Jogos da China, em 2008.

"Como a piscina era aquecida em Pequim, havia um choque com o ar num ambiente fechado e a sensação lá era de uns 40 graus."

Segundo Leyser, o projeto do estádio está compatível com a filosofia dos Jogos do Rio de disponibilizar arenas eficientes aos atletas mas sem exageros e luxo de outros Jogos. 
A economia com a simplificação do estádio aquático foi de 100 milhões de reais. A obra está orçada em cerca de 235 milhões de reais.
"Sempre as federações querem elevar em demasia as arenas esportivas, mas isso é ruim para o esporte, porque o custo fica proibitivo....atendemos os requisitos esportivos e técnicos", disse Leyser, lembrando que não haveria demanda no Brasil para um estádio maior e definitivo.

O estádio aquático será desmontado após os Jogos. 
O Rio já conta com o Parque Aquático Maria Lenk, que é vizinho ao olímpico e foi construído para o Pan-Americano de 2007 e também receberá disputas olímpicas este ano. "Existe o perfeito, mas aqui fizemos o ótimo", disse o ministro.

O Estádio Aquático Olímpico receberá, de 15 a 20 de abril, o campeonato Troféu Maria Lenk de Natação, que servirá como evento-teste da modalidade e reunirá nadadores brasileiros em busca da vaga para os Jogos, além de 55 atletas de 11 países.

Depois da Rússia a China.

A Agência Antidoping da China (Chinada) admitiu nesta quinta-feira (24/3) que registrou seis casos recentes de doping na natação do país. 
A confirmação veio depois de o jornal britânico The Times ter reportado que foi procurado por denunciantes da modalidade chinesa que afirmaram que cinco casos de testes positivos foram acobertados pelas autoridades.

Diretor da Chinada, Zhao Jian admitiu à agência The Associated Press que o país teve seis casos recentes de doping. 
Três deles aconteceram no ano passado, todos para o uso de clembuterol, entre agosto e setembro.
 A federação nacional de natação vai definir a punição para estes atletas em breve e, então, os resultados serão divulgados.
Os outros três casos revelados por Jian aconteceram já no início deste ano, em janeiro, e, até por isso, ainda estão sob investigação. Eles serão divulgados até 20 dias depois da definição das punições, de acordo com as regras da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês). Segundo o dirigente, a Wada está sendo informada de todos estes resultados Nenhum dos atletas envolvidos foi revelado.
A história revelada pelo The Times dava conta de que os denunciantes da natação chinesa foram ao jornal para “evitar uma tempestade” antes dos julgamentos olímpicos do país marcados para o mês que vem. Eles inclusive teriam pedido para os jornalistas da publicação delatarem as informações para a Wada, que agora está investigando o caso.
A Chinada, no entanto, garante que não houve qualquer acobertamento de casos de doping na natação local. “Desde o início, a China nunca acobertou nenhum teste positivo de doping. Eu não tenho certeza ao que o jornal se referiu de fato e a reportagem era vaga. Então, não aconteceu nada sensacionalista como o acobertamento, isto não é verdade”, afirmou Jian.
 A China já teve uma geração de nadadores questionados devido ao doping nas décadas anteriores, marcar a natação chinesa como se os   resultados  fossem obtidos devido ao doping e não ao trabalho realizado é injusto.
Mas se a essência do treinamento for a utilização de substâncias ilícitas a história será seu juiz.
 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Anúncio de escola de natação do RS usa foto de bebê sírio e gera polêmica


Propaganda de escola de Esteio foi divulgada em jornal da região.
Diretor justifica que objetivo era chamar atenção para afogamento infantil.
Um anúncio de uma escola de natação de Esteio, no Vale do Sinos, Rio Grande do Sul, gerou polêmica nas redes sociais após ser divulgado em um grupo que reúne publicitários e estudantes no Facebook
A propaganda mostra, em destaque, a foto de um bebê debaixo d'água. Ao lado, menor, está a imagem que abriu a discussão: a do menino sírio-curdo que morreu afogado na Turquia, e tornou-se símbolo da tragédia dos refugiados do Oriente Médio.
Focada na natação para bebês, a propaganda da FitFlex Aquacenter está na página de um jornal impresso.
 Reproduzida na internet, gerou diversos comentários e compartilhamentos. "Isso ai é zueira, não!? Diz que é, diz que é, por favor...", escreveu um internauta. "Puxa a intenção é ótima mas a forma ficou chocante. A foto do menino afogado é aquela dos refugiados...", comentou uma mulher. "Alguém avisa que o bom senso mandou um alô!", publicou outra internauta.
O trecho do texto que se refere ao menino sírio diz: "9 meses para nascer, 3 anos para crescer, e 2 minutos pra ficar sozinha em 1 minuto pode morrer afogada."
Ao ser  contatado pela impressa  por telefone  o diretor da escola, Vinícius Maciel, que confirmou que foi a própria empresa que criou o anúncio, divulgado na edição de 3 de março deste ano do jornal da cidade, que é semanal. Ele se diz surpreso com a repercussão negativa.
"Pensamos em fazer algo para realmente chamar atenção. A gente tem uma preocupação muito antiga com isso (...) O objetivo todo era o problema do afogamento infantil", justificou o diretor, que ressaltou que hoje, após a polêmica, ele não usaria mais tal imagem.
Conforme Maciel, pessoas de outros estados estão ligando para a escola para criticar o anúncio. Já na região do Vale do Sinos, onde fica Esteio, o diretor afirma que nenhuma reclamação foi feita. "Dentro da comunidade não se fala isso."
Confira a nota da escola, na íntegra:
A FitFlex vem a público esclarecer fatos sobre material que está circulando na internet, extraído da edição de 03/03/16, do Jornal Destaque de nossa cidade. É importante inicialmente salientar o respeito da empresa por seus clientes e familiares, em especial por todas as crianças que já aprenderam a nadar em nossas piscinas.
No ano de 2011 aumentamos nossos esforços em divulgar e trabalhar com a conscientização do grave problema de afogamentos, que é uma das principais causas de morte acidental entre crianças.
Reconhecimento deste esforço nos levou ao registro no livro dos recordes em conjunto com a Maior Aula de Natação do Mundo, onde contribuímos com o segundo maior número de participantes, ficando atrás do SeaWorld's Waterpark de Orlando, EUA. O que demostra nosso compromisso com a seriedade e respeito a nossos clientes.
No final de fevereiro, após a trágica perda de uma criança ocorrida com uma família próxima da academia, morta por afogamento, decidimos fazer algo para chamar a atenção para este problema, foi então que se publicou esse anúncio.
Tentou-se mostrar que não só em uma guerra se perdem crianças, que ao nosso lado uma criança pode morrer acidentalmente afogada. No Brasil, a segunda causa de morte acidental de crianças é o afogamento, porém pouco se fala deste grave problema. A cada quatro dias uma criança morre afogada em nosso país.
No caso da polêmica que o anúncio criou, em especial no meio da comunicação social, nossa intenção também era chamar a atenção para o grave e real problema de afogamentos. A repercussão foi maior que nossas fronteiras municipais.
Temos plena consciência que esse anúncio viralizou negativamente, onde praticamente nenhum comentário se fez sobre o problema de afogamento infantil.
Fizemos um material para alertar sobre o problema e erramos, mas ao menos fizemos. Pedimos que aqueles que podem fazer algo, que divulguem formas de preservar vidas em suas cidades.
Em nenhum momento foi a intenção faltar com o respeito a quem quer que seja, tanto que ao recebermos o primeiro feedback negativo, retiramos a foto do anúncio.
Respeitosamente,
Academia FitFlex.
Tragédias humanitárias como a que testemunhamos atualmente não deve ser exploradas para gerar benefícios financeiros... Ainda mais utilizando a vida de uma criança, uma família, um povo e principalmente das consequências da guerra.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Estrela da natação, Efimova também cai no doping, diz agência russa

O Meldonium atingiu mais um grande nome do esporte russo. 

Principal nadadora do País, Yulia Efimova, quatro vezes campeã mundial em provas do nado peito, também foi pega em exame antidoping, de acordo com a fonte da agência de notícias russa TASS. 

Se o doping for confirmado, ela pode ser banida do esporte, uma vez que seria reincidente.

Efimova tem só 23 anos e, em Kazan, no ano passado, ganhou o Mundial de Natação nos 100m peito. Ela também venceu os 50m e os 200m peito em Barcelona, em 2013, e a prova mais curta em Roma, em 2009. 
No total, tem 10 medalhas em Mundiais, sendo nove em provas individuais no estilo peito e uma no 4x100m medley. 
Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, foi medalhista de bronze nos 200m.
Em maio de 2014, foi suspensa por um ano e meio após ser flagrada em exame antidoping pelo uso de um esteroide anabolizante. 
A russa voltou às competições em fevereiro de 2015 e desde então vem brilhando nas provas de 100m peito. Atualmente, lidera o ranking mundial nos 100m e é segunda nos 200m.
O novo resultado adverso foi revelado nesta quarta-feira pela TASS, que citou uma fonte da Federação Russa de Natação (ARSF). 
O Meldonium, também conhecido como Mildronato, é uma substância produzida na Letônia para melhorar fluxo sanguíneo. 
Comum em países do leste da Europa e que fizeram parte da União Soviética, entrou na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada), em 1.º de janeiro.
Na semana passada, a Wada afirmou que já tinha 99 testes positivos neste ano para Meldonium, incluindo da tenista Maria Sharapova, que caiu no doping no Aberto da Austrália, em janeiro. 
Cerca de metade dos nomes já revelados são de atletas russos, incluindo atletas do vôlei, do rúgbi e da patinação em velocidade. Atletas de renome da Ucrânia, da Geórgia e até da Suécia também já estão suspensos.