boo-box

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Maria Emma Hulga Lenk Zigler, você quem é?

Há exatos 100 anos nascia na cidade de São Paulo, Maria Emma Hulga Lenk Zigler, ou simplesmente Maria Lenk. 
A pioneira da natação nacional, que faleceu aos 92 anos em 2007, tem uma bela história no esporte nacional e deixou importantes legados para a modalidade.
Maria Lenk começou a dar suas braçadas aos dez anos de idade no tradicional Clube de Regatas do Tietê. 
Na época não havia piscina no clube e as aulas eram feitas no próprio Rio Tietê, outrora límpido e cristalino. 
O principal motivo para Maria começar a nadar foi uma pneumonia que ela havia contraído na infância. 
Começou e não parou mais. Nadou até o último dia de sua vida.
Maria Lenk em 2007 - Foto: Satiro Sodré
Maria Lenk em 2007 – Foto: Satiro Sodré
Em 1932, ela se tornou a primeira nadadora sul-americana a disputar uma Olimpíada: em Los Angeles. 
E também esteve nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936, quando chegou até as semifinais dos 200m peito revolucionando o mundo ao nadar a distância no estilo borboleta. 
O grande ápice de sua carreira aconteceu em 1939, quando bateu os recordes mundiais dos 200m e 400m peito. 
Maria Lenk era a melhor nadadora do mundo nestas distâncias e era a favorita para ganhar a medalha de ouro na próxima Olimpíada, mas quis o destino que isso jamais acontecesse.
Devido a II Guerra Mundial (1939-1945) as edições olímpicas de 1940 e 1944 jamais aconteceram. Em 1940 Maria Lenk estava no auge da forma física e técnica. Se aqueles Jogos Olímpicos, planejados para acontecer inicialmente em Tóquio, ocorressem poderíamos ver a história coroar Maria Lenk como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica.
Maria Lenk durante sua juventude - Foto: Reprodução
Maria Lenk durante sua juventude – Foto: Reprodução
Maria nunca deixou o esporte e a natação de lado. 
Após parar de nadar competitivamente ela foi importante na implementação do curso de educação física no Brasil e da criação da Escola Nacional de Educação Física. 
Continuou nadando como master, ajudando a implementar esta categoria no Brasil. Em 1988 foi a primeira atleta do Brasil a entrar para o Hall da Fama da Natação e como nadadora master bateu recordes mundiais e conquistou diversos títulos.
Faleceu no dia 16 de abril de 2007, vítima de uma parada cardiorrespiratória logo após se sentir mal durante um treino na piscina do Flamengo, no Rio de Janeiro. Infelizmente não viveu para ver o belo complexo aquático erguido para os Jogos Pan-Americanos daquele ano que leva seu nome, assim como o principal campeonato nacional em uma homenagem póstuma.
Maria Lenk foi a pioneira do nado borboleta - Foto: Reprodução
Maria Lenk foi a pioneira do nado borboleta – Foto: Reprodução
Até hoje, Maria Lenk tem admiração e respeito de toda a comunidade aquática, inclusive por aqueles que não a conheceram pessoalmente ou nem a viram dar suas braçadas em alguma piscina deste mundo. 
Quando se fala em natação aqui no Brasil, seu nome logo vem a mente graças a sua carreira exemplar e pioneira dentro da piscina e aos legados deixados para futuras gerações. 
Tudo isso faz de Maria Lenk uma personagem de suma importância para o esporte olímpico brasileiro. 
Uma mulher forte que não deixou de nadar até o último dia de sua vida.

Ele matou aula de natação no banheiro. Hoje é o juvenil mais veloz do país

César Cielo, Bruno Fratus, Marcelo Chierighini, Matheus Santana. Velocistas de qualidade não faltam para o Brasil brilhar na natação ao longo do próximos anos.
 E na esteira deles, um garoto de apenas 16 anos já começa a chamar a atenção e ser tratado como a nova joia brasileira para as provas de curta distância.

Ele atende pelo nome de Felipe Ribeiro e já detém uma marca de respeito. Foi o primeiro nadador juvenil na história do país a nadar os 100m livre abaixo dos 50 segundos. No Campeonato Brasileiro Juvenil, em novembro, completou a distância em 49s93, algo que nem Cielo nem Santana haviam conseguido com a mesma idade.
"Eu treinei o ano todo só para baixar estes 50 segundos, fiquei muito feliz. Aí eu penso, se eles (Cielo e Matheus) estão em lugar muito bom agora, posso estar em lugar melhor ainda no futuro", disse Felipe .
Mas se hoje Felipe é o atleta mais rápido de sua idade, e a natação é tida como sua profissão, o esporte nem sempre lhe agradou. 
Quando tinha apenas quatro anos de idade e foi colocado pelo seus pais em uma escolinha, o garoto sempre tentava achar uma maneira para matar as aulas. 
Não queria de nenhuma maneira ir para a piscina.
"Comecei a fazer natação quando tinha 4 anos. Eu sofria com bronquite e o médico recomendou o esporte. Meus pais me matricularam em uma academia em Santos, mas eu sempre tentava matar aula, me escondia no banheiro masculino e minha mãe não podia entrar. Aí o professor sempre tinha de ir lá me tirar. Eu ficava morrendo de rir e minha mãe brigava comigo. Só fui pegar o gosto pela natação quando tinha seis ou sete anos. Foi quando disputei minha primeira competição e dei muita distância no segundo colocado. Aí comecei a gostar e não quis largar mais", contou o nadador, que mede 1,84m e pesa 71 quilos.
Talentoso desde pequeno, Felipe ganhou uma bolsa de estudos integral do Colégio Unisanta para representar a escola nas principais competições estaduais e nacionais. 
Foi lá que conheceu Matheus Santana, que é dois anos mais velho. 
Rapidamente criaram um forte laço de amizade, reforçado ainda mais pelo fato de Matheus ser namorado de sua irmã.
"Meus ídolos são o Michael Phelps e o Matheus. Nós treinamos juntos, somos muito amigos e estamos sempre zoando. Ele me ajuda bastante. Daqui a pouco começarei a nadar mais contra ele e vai ter uma rivalidade, mas só dentro d'água", disse Felipe que ao fazer 49s93 superou os 50s25, que Matheus havia feito em 2012.
A expressiva marca lhe valeu o índice para o Mundial Júnior de 2015, que será disputado entre os dias 1º e 6 de setembro de Cingapura.
 Mas este não é o único objetivo do jovem para o próximo ano. Ele disputará entres os adultos o Troféu Maria Lenk (entre 6 e 11 de abril) e espera assegurar índice para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que serão realizados entre os dias 10 e 26 de julho.
Divulgação/Unisanta
Felipe Ribeiro tem apenas 16 anos e defende a Unisanta, de Santos

Nos 100m livre, a marca mínima estabelecida pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) é de 50s05. Já nos 200m livre, prova que também é sua especialidade, o índice é de 1min51s49. No último Brasileiro Juvenil, ele ficou com a medalha de ouro com 1min51s20.
"No ano que vem já nadarei com os adultos. Pelos meus tempos, consigo fazer final A no Maria Lenk. Apesar de ter feito este tempo nos 100m, todos dizem que minha melhor prova são os 200m. Eu acho que o Brasil tem uma carência nela e posso até estar na equipe do revezamento em 2016. Mas seria muito legal se eu já conseguisse disputar o Pan", afirmou Felipe, que defendeu a seleção brasileira em todas as categorias de base, desde a época de infantil.
Por conta do desempenho que teve no Campeonato Brasileiro Juvenil, Felipe foi convidado pela FINA (Federação Internacional de Natação) para acompanhar o Mundial de Piscina Curta de Doha (QAT), realizado no início de dezembro. Ele participou de várias clínicas e acompanhou toda a competição.
"Eu treinava o dia todo e depois ia ver a competição. Fiquei bem perto de campeões que só via pela TV, foi uma experiência muito legal", concluiu. sentiu energia bem positiva, da minha experiência.

Fenômeno australiano supera vício em sonífero e usa natação como terapia

Um ícone da natação mundial está de volta às piscinas. 
Seis anos depois de se aposentar e oito meses após deixar uma clínica de reabilitação, o fenômeno australiano Grant Hackett decidiu cair na água novamente. 
Aos 34 anos, ele diz não focar grandes resultados, mas quer aproveitar a nova fase da vida para reviver bons momentos e fugir do vício que quase o derrubou.

Hackett ficou viciado em Stilnox, um sonífero recomendado para diferentes níveis de insônia. Separado da mulher e com dois filhos para criar, viu o medicamento se tornar uma ameaça. Por isso, no início deste ano, ele pediu ajuda e se internou em uma clínica nos Estados Unidos. 
Ficou quase dois meses lá e saiu cheio de vontade de nadar novamente.

"O que aprendi nesse tempo foi incrível, fiquei em condição de fazer tudo muito melhor. Estava numa situação em que não podia enfrentar a vida da forma correta, por isso precisei pedir ajuda. E me sinto orgulhoso de ter encontrado coragem e força. Quero ser um grande pai e fazer tudo da melhor maneira", disse ele ao deixar a clínica.

E foi a natação quem o manteve nessa nova linha. 
Hackett conta que não se sentia tão bem desde 2004, ano em que ganhou sua terceira medalha de ouro nas Olimpíadas. 
Ele foi campeão olímpico dos 1.500 metros em 2000 e 2004, e ainda faturou o revezamento 4x200 metros livre em Sydney-2000.

É justamente no revezamento que ele está se dedicando atualmente. Sua meta é fazer parte da equipe de seu clube no Campeonato Australiano de 2015. 

Mas se ele surpreender e chegar novamente à seleção, já avisou: "nunca diria nunca para essa oportunidade".

Hackett, no entanto, não quer se precipitar. 
Citando o difícil retorno de Ian Thorpe às piscinas, o maior fundista de todos os tempos ainda testa seus novos limites e evita criar muita expectativa, algo que já sobra entre os australianos a menos de dois anos das Olimpíadas do Rio.
 "Voltei a sentir paixão pela natação, mas por enquanto só quero ajudar meu clube".

Doping é AZAR?? Desde de quando?

Presidente da CBDA diz que antidoping positivo de João Gomes é um 'azar'

O presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes Filho, classificou como "azar" o resultado positivo para o exame antidoping do brasileiro João Gomes Júnior no Mundial de piscina curta de Doha, caso que se tornou público nessa segunda-feira 19/01/2015.
Ele ressaltou que a entidade fará de tudo para defender o nadador de uma punição mais séria.
"A CBDA lamenta profundamente. É um azar incrível. Mas o atleta é primário, sem nenhum caso anterior de doping. Já estamos trabalhando com nosso advogado, especialista na área de doping, e tomaremos todas as providências necessárias... Faremos todos os esforços possíveis para livrar o atelta da punição", declarou Coaracy Nunes nesta terça-feira ( 20/01/15), em entrevista ao "Redação Sportv".


Especialista no estilo peito, João Gomes Júnior teria feito uso de uma substância diurética que pode ser usada para mascarar o uso de um elemento dopante.
No Catar, o capixaba participou de três eliminatórias em revezamentos que o Brasil conquistou o título. 
O nadador João Gomes Júnior apresentou resultado adverso em um exame antidoping no Mundial de Natação de Piscina Curta, realizado em Doha, no Catar, em dezembro. 
O atleta participou das eliminatórias de três provas de revezamento em que o Brasil ganhou medalhas de ouro na competição: 4x50m medley, 4x100m medley e 4x50m medley misto.
Por conta disso, a seleção nacional pode ter os três ouros retirados e cair do primeiro para o terceiro lugar no ranking do Mundial.
Coaracy Nunes destacou o desempenho dos brasileiros na competição e tentou amenizar as consequências do exame antidoping, apesar de admitir que o choque é grande.
"Sem dúvida tem um impacto muito forte porque foi a melhor e mais competente atuação na história da natação brasileira. Estávamos muito felizes com o título. Mas nas Olimpíadas, o Felipe França, que é titular, vai nadar, e tem todas as condições de nos ajudar a repetirmos esse feito. A demonstração de força que demos vai calar os adversários", disse.
Diante do resultado do exame, o Brasil corre o risco de perder os três ouros, o que faria o país cair da primeira para a quinta colocação no quadro de medalhas. 
E o atleta pode ser suspenso por até quatro anos.
O exame, feito durante o Mundial disputado no Catar, indicou a presença no organismo do atleta de um diurético, cujo uso é proibido por ter a capacidade de mascarar a presença de substâncias proibidas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Brasil vence o revezamento e fecha Mundial histórico na liderança


Cesar cai na água em quarto, tira vantagem em cima de campeão olímpico e dá o sétimo ouro ao Brasil, que termina na ponta do quadro de medalhas em Doha

                                                   
Antes da disputa do revezamento 4x100m medley do Mundial de Natação em piscina curta, em Doha, Cesar Cielo havia dito que o Brasil brigaria para levar o bronze. Mal sabia que ele mesmo apagaria sua previsão. Com uma atuação antológica, ele caiu na água na quarta posição, atrás de Estados Unidos, França e Grã-Bretanha, e conseguiu levar o Brasil à medalha de ouro. Cielo mergulhou 0s85 atrás de Ryan Lochte, que fechava a prova para o time americano. Nos metros finais, após deixar para trás o francês Clement Mignon e o britânico Benjamin Proud, o brasileiro superou também o astro americano para coroar uma participação memorável da natação brasileira: o sétimo ouro, a décima medalha do país, líder geral do quadro de medalhas da competição no Catar.
- Não vou dizer que a gente esperava ganhar a competição. Isso é inédito para o Brasil, é uma surpresa muito grande. O (Felipe) França, com cinco medalhas de ouro, deve ser uma das maiores vitórias de um brasileiro. Estou muito contente com os meus 100m livre. Posso comparar com o Mundial de Barcelona, com as Olimpíadas de Pequim. Nadar com eles é uma alegria a mais. Temos um grande time - disse Cielo  após o revezamento.



Para o maior nadador brasileiro de todos os tempos, a conquista em grupo teve sabor especial:
- O pessoal fez um trabalho excepcional. De todas as medalhas que já ganhei, dividir com os amigos é muito bacana. A gente trabalha muito para chegar aqui. Foi um efeito bola de neve. Entrou Etiene, o França e o revezamento agora. Foi superbacana. Espero que a gente continue nesta pegada.
Com sete ouros, uma prata e dois bronzes, o Brasil pulou para a ponta do quadro de medalhas no último dia de provas em Doha, com dez no total. A Hungria ficou em segundo, com seis ouros, três pratas e dois bronzes (11 no total); e a Holanda acabou em terceiro, com cinco ouros, uma prata e seis bronzes (12 no total) - o número de ouros é o critério predominante na classificação.


 
Foi um domingo perfeito para a natação brasileira. Cesar Cielo abriu os trabalhos superando Florent Manaudou nos 100m livre e conquistando o bicampeonato mundial da prova.
 Em seguida, Etiene Medeiros brilhou nos 50m costas, quebrou o recorde mundial e trouxe para o Brasil a primeira medalha individual feminina na história dos mundiais.
Com três ouros já garantidos, Felipe França resolveu encher ainda mais a bagagem, vencendo os 50m peito. E ele não pararia por aí...
Por fim, com Cielo, França, Guilherme Guido e Marcos Macedo, a emocionante vitória no revezamento 4x100m medley para fechar com chave de ouro a melhor participação do país em mundiais.
- Do ano passado para cá, eu perdi 20kg. Foi um peso que tirei das minhas costas (risos). Tenho que agradecer a muitas pessoas. Estamos caminhando juntos rumo ao Mundial de Kazan. Subi mais um degrau para 2016 - disse Felipe França após faturar sua quinta medalha de ouro em Doha.
Com o Rio 2016 no horizonte - e uma distante escala em Kazan para o Mundial de piscina longa no ano que vem - a natação brasileira fecha um 2014 animador, contando também com os títulos de Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo no Circuito Mundial de maratonas aquáticas.
A prova
Guilherme Guido abriu os 100m costas e entregou para Felipe França na terceira posição, atrás de EUA e Austrália. O nadador de peito manteve a posição, mas agora com EUA em segundo e Grã-Bretanha na frente. Era a vez de Marcos Macedo, que começou bem no borboleta, mas cansou no fim e deixou o Brasil em quarto (2m36s47), a 85 centésimos dos EUA, líderes da disputa (2m35s62). E ainda havia França e Grã-Bretanha a alcançar.
Cielo foi para água na raia 1, ao lado do americano Ryan Lochte, maior medalhista da história da competição e que já subiu ao pódio 11 vezes em Olimpíadas. Aos poucos, o brasileiro tirou a vantagem dos demais e, nos últimos cinquenta metros, já aparecia em segundo, 0s50 atrás da equipe americana.
Neste momento, o complexo veio abaixo. Com gritos de brasileiros vindos de todas as partes, Cielo forçou o ritmo e, na batida de mão, garantiu o sétimo ouro do Brasil na competição, terceiro dele. O tempo final foi de 3m21s14, contra 3m21s49 dos americanos e 3m22s26 dos franceses. Quem fechou a prova foi Manaudou, o mesmo que havia vencido Cielo nos 50 e perdido nos 100m.
O troco de Cielo
Maior nadador da história do Brasil, Cesar Cielo estava mordido depois do bronze nos 50m livre. Contra o mesmo rival, Florent Manaudou, o brasileiro conseguiu a medalha de ouro nos 100m livre, com direito a virada nos últimos metros. A vitória veio com o tempo de 45s75, apenas seis centésimos a frente do rival. Foi o décimo título mundial da carreira de Cielo, o terceiro na prova dos 100m livre e o segundo em piscina curta.
A primeira vez


Etiene Medeiros se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha em provas individuais na história do Campeonato Mundial de natação. E não foi qualquer medalha. Etiene venceu os 50m costas, com recorde mundial, batendo à frente da nadadora mais completa da competição, a húngara Katinka Hosszú, que ficou com o bronze.


 O tempo de Etiene foi de 25s67, deixando a australiana Emily Seehbolm em segundo (25s83) e Katinka em terceiro.
Felipe soberano

Antes de completar a quina no revezamento 4x100m medley, Felipe França conquistou sua quarta medalha de ouro no Mundial. Na sua prova mais forte, em que já tinha sido campeão do mundo outras duas vezes (2010 na curta e 2011 na longa), ele venceu com a marca de 25s67, 0s24 à frente dos seus dois maiores rivais, o britânico Adam Peaty e o sul-africano Cameron Van der Burgh, que empataram em segundo.
A forma como título veio foi incontestável. Nos primeiros quinze metros, já era nítida a vitória do brasileiro. No fim, Felipe bateu em primeiro com tranquilidade.
Mais quatro recordes mundiais
O número de recordes mundiais em Doha chegou a 23. Neste domingo, cinco marcas foram baixadas, uma delas com Etiene Medeiros nos 50m costas. A Holanda fez o melhor tempo da história no revezamento 4x50m livre feminino, com 1m33s24.
Nos 100m medley, o alemão Markus Deibles bateu o recorde com 50s66, Mas o dia foi da sueca Sarah Sjostrom, que se tornou recordista do planeta em duas provas: 100m borboleta (54s61) e 200m livre (1m50s78).
Henrique em sexto; Daiene em oitavo
O Brasil ainda disputou duas finais no último dia de provas. Nos 100m medley, prova em que o alemão Markus Deibles quebrou o recorde mundial, Henrique Rodrigues foi o sexto colocado com a marca de 51s33.
Nos 100m borboleta, Daiene Dias foi a oitava colocada com 57s26. O ouro, com recorde mundial, foi para a sueca Sarah Sjostrom (54s61), a prata da chinesa Ying Lu (55s25) e o bronze foi para a dinamarquesa Jeanette Ottesen.


Por

Cielo dá o troco em Manaudou e vence os 100m livre em Doha

O brasileiro César Cielo conquistou a medalha de ouro neste domingo nos 100 metros nado livre (45.75) no Mundial de Piscina Curta em Doha, à frente do francês Florent Manaudou (45.81) e do russo Danila Izotov (46.09).

"Estou muito animado, eu não esperava, para ser honesto", disse Cielo após a prova.

"Brasil e França compartilham uma longa história: Ayrton Senna e Alain Prost, eu e Frederick Bousquet, eu e Alain Bernard e Manaudou. Agora eu espero que tudo continue assim até os Jogos", acrescentou o brasileiro.

Cesão deu o troco em Manaudou, que o derrotou na sexta-feira na prova dos 50 m livre, como nos Jogos Olímpicos de Londres-2012.

Cielo soma cinco medalhas neste mundial: além desse ouro nos 100 m livre, ganhou outros dois, no revezamento 4x50 m livre e 4x100 m masculino, além de dois bronzes, nos 50 m livre individual e no revezamento 4x 50 livre misto.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mundial de Natação começa com quebra de recorde sul-americano em Doha

A Seleção Brasileira teve um bom desempenho no primeiro dia do Campeonato Mundial de Natação em piscina curta, em Doha, no Catar.
Um dos destaques do País foi Etiene Medeiros.

 A nadadora brasileira quebrou duas vezes o recorde sul-americano dos 100 m costas e se classificou para a final da prova.
Nas eliminatórias, Etiene completou a prova em 57s36, superando sua própria marca de 57s53.
Mais tarde, ela voltou à piscina para disputar a semifinal dos 100 m costas.
Com 57s13, Etiene baixou ainda mais a marca e avançou para a final com o sétimo melhor tempo.

Além de Etiene, o Brasil classificou outros três nadadores para finais e participou da decisão no 4x100 m livre.
Sem Cesar Cielo, que só nadou nas eliminatórias, os brasileiros Henrique Martins, João de Lucca, Alan Vitória e Gustavo Godoy ficaram com a 8ª posição na final, com o tempo de 3min08s31.
O ouro foi para a França, com 3min03s78.
O dia ainda teve Felipe França, Marcos Macedo e Guilherme Guido se classificando entre os oito melhores em suas provas.

Felipe cravou 57s21 nos 100 m peito e disputa a final com o sexto melhor tempo. Marcos Macedo foi o quarto mais rápido nas semifinais dos 100 m borboleta, com 50s03. Já Guilherme Guido teve a segunda melhor marca nos 100 m costas, com 50s12.
Etiene, Felipe, Marcos e Guilherme disputam as finais de suas provas no dia 04/12/14.

 Os quatro atletas são contemplados pelo programa Bolsa Atleta. 
Felipe França na categoria olímpica e os outros três na categoria nacional.
Fonte:
Brasil 2016