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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Estudo mostra que nadar abre o apetite e pode não ser útil para emagrecer . Como?

Os efeitos da natação sobre a saúde são de certo modo semelhantes aos ocasionados por atividades aeróbicas terrestres como corrida, caminhada e ciclismo, afirmou Hirofumi Tanaka, diretor do Laboratório de Pesquisas do Envelhecimento Cardiovascular da Universidade de Texas, de Austin.
A natação, assim como esses esportes, é um "exercício aeróbico rítmico que pode ser realizado sem interrupção para melhorar a saúde cardiovascular e muscular", afirmou.
Experimentos realizados por Tanaka e outros pesquisadores descobriram que a natação "é muito eficaz na redução da pressão arterial e na melhora da função vascular", e que a caminhada e outros exercícios de resistência terrestres são tão eficazes quanto.
A única vantagem da natação é que, por ser praticada dentro d'água, oferece flutuação e resfriamento, afirmou Tanaka.
"Por isso, a incidência de lesões ortopédicas e a taxa de doenças relacionadas ao calor são baixas", completou.


Desvantagem
Todavia, a natação possui uma desvantagem considerável. "Ela parece estimular o apetite mais do que exercícios vigorosos realizados no solo, como a corrida", disse Tanaka.
Isso significa que a natação não é particularmente útil para a perda ou a manutenção do peso corporal?
Em um estudo de 2005 sobre o hábito de realizar exercícios e o peso corporal, que envolveu mais de 15 participantes de 53 a 57 anos, as pessoas que caminharam rapidamente, correram ou andaram de bicicleta não ganharam muito peso ao longo de uma década.
Já as pessoas que nadaram estavam predispostas a engordar.
Todavia, "a natação é, sem dúvida, uma atividade benéfica devido a outros fatores, especialmente para a saúde cardiovascular", afirmou Tanaka.
Apenas deixe de lado o bolinho comemorativo após dar suas voltas.

"A Natação tem uma capacidade enorme de promover emagrecimento.
 até potencializá-lo quando associada a outras atividades.


Confira na íntegra a análise das vantagens que a Natação tem para a perda de peso: 

"A prática de qualquer atividade física pode ser responsável pelo emagrecimento além gerar vários outros benefícios à saúde.
Como um exercício aeróbio a Natação tem uma capacidade enorme de promover o emagrecimento e até potencializá-lo quando associada a outras atividades.
 Isso acontece devido ao aumento do consumo do oxigênio pelo organismo quando a atividade é praticada na água.
Em um único treino de Natação sua frequência cardíaca pode apresentar muitas variações, acelerando o processo de emagrecimento com um baixo risco cardiovascular.
Além disso, a pressão que a água exerce sobre o seu corpo (hidrostática) faz com que a sua frequência cardíaca se recupere mais rápido.
É o que chamamos de Bradicardia.
Qualquer exercício aeróbio promove o emagrecimento quanto praticado cerca de 50% a 80% da Frequência Cardíaca máxima, durante mais de 30 minutos, e em uma frequência de 3 a 5 vezes por semana, principalmente, se estiver acompanhada de uma dieta básica regular e hábitos de vida saudável como de 6 a 8 horas diárias de sono, por exemplo.

Porém, existe uma grande vantagem de utilizar o meio líquido como veículo para o emagrecimento:
  • a água é cerca de 800 vezes mais densa que o ar.
Ou seja, a resistência ao deslocamento na água é cerca de 14 vezes superior. 
Isso significa que você tem uma maior perda calórica enquanto nada e maior fortalecimento muscular enquanto tenta vencer a resistência da água.
  •  Por esse motivo, se você é iniciante, deve ter atenção redobrada.
No início é comum sentir-se cansado e ofegante enquanto dá suas primeiras braçadas, principalmente se vem de uma condição de sedentarismo.
  • Mesmo nadando lentamente sua a frequência cardíaca pode se aproximar da Frequência Máxima com mais rapidez. 
Inicialmente, quando treinamos na água, é comum parecer que não estamos fazendo muita força, porém o rendimento e o desempenham aumentam consideravelmente e progressivamente.
  • Logo, se o seu professor de natação utilizar estratégias que fortaleçam os músculos (séries curtas e de alta intensidade) e que aumentem a capacidade aeróbia (séries longas de baixa intensidade), facilitam que o sistema cardiovascular aumente o consumo do oxigênio durante a prática da atividade.

Uma dica para quem busca emagrecer através da Natação é:
procure vivenciar todos os Ciclos do Treinamento, desde um treinamento de Endurance Básico, responsável por promover o condicionamento aeróbio, utilizando em maior proporção o metabolismo de gorduras,
através de exercícios técnicos,
regenerativos ou de resistência muscular localizada;
até treinamentos de potência,
que promoverão o aumento da potência muscular.
Sem dúvida quando associados, promoverão melhores resultados e facilitarão com que atinjam seus objetivos de forma mais dinâmica e com segurança.







fontes:
Gretchen Reynolds
Do The New York Times 03/01/2014

Bárbara Valente.  

Coordenadora Nacional e BT Expert em Atividades Aquáticas 

MIL MOTIVOS PRA VOCÊ VOLTAR A NADAR... OU COMEÇAR AGORA

Cardiologista: 'Nadar traz de volta a memória profunda de uma criança'

Nabil Ghoraeyb explica por que devemos estimular a prática da atividade
física desde cedo, como forma de controlar possíveis doenças no futuro

As dúvidas são parecidas, até mesmo eu, pai de novo e avô, me fiz perguntas, devo estimular esportes?
 Desde quando? 
Qual o melhor esporte?
 Quais os cuidados gerais? 
Será que devo acompanha-lo?
 Posso torcer e até “brigar” por ele?
 Inúmeras pesquisas recentes demostram que as doenças dos adultos tem o início de seu desenvolvimento na infância e uma das principais ações para controla-las é a atividade física regular desde cedo. A mais precoce e interessante delas é a natação! 
Aprender a nadar, além de útil, traz de volta a memória profunda de uma criança, do tempo em que estava na barriga da mãe, num meio líquido e aquecido.
Criança natação euatleta (Foto: Getty Images)

 A mais precoce e interessante atividade física é a natação, afirma Nabil Ghorayeb (Foto: Getty Images)

Devemos estimular a atividade física o mais cedo possível, porém na primeira infância serão práticas lúdicas e livres. 
Nada de competições com cobranças! 
Todos ganham medalhas e se divertem.
Evidente que se faz necessária a consulta prévia com o pediatra, aliás, um atestado médico detalhado é exigência de várias escolas para as aulas de educação física, natação e de escolinhas de iniciação esportiva. 
Os cuidados gerais valem até para o material esportivo. 
Nunca improvisar e dar claras orientações quanto à higiene, principalmente das meninas.


    Em exames rotineiros de jovens atletas, detectamos um numero elevado de infecções urinárias e de fungos genitais, provavelmente por terem o hábito de deixar seus maiôs úmidos no armário do vestiário. 
    A reposição hídrica deve ser basicamente de água ou sucos, nunca utilizar isotônicos para crianças (isso consta no rótulo).
    Acompanhamento e torcida, esse é um assunto difícil de abordar, estar junto é o ideal sempre, até para lhes ensinar a manter um bom comportamento esportivo/social e a maioria adora ver os pais. 
    Nos esportes coletivos a responsabilidade é compartilhada na derrota ou na vitória e isso é ótimo para a sociabilização da criança. 
    Se escolheu esporte individual, é importante agregar um coletivo para sua formação humana e esportiva.
    Agora torcer é um tabu! 
    Raros pais deixam de se empolgar e infelizmente muitos passam a “cobrar” desempenho perfeito do filho(a), qualquer erro vira uma tempestade familiar. 
    O pior exemplo é na decorrência da disputa ocorrer uma falta, por exemplo, não tem sido raro pais virarem feras agressivas contra o faltoso e daí desencadear uma briga na torcida num terrível mal exemplo. 
    Vamos incentivar as nossas crianças para o esporte, mas saudável e com “fair-play”.
     10 RAZÕES PARA VOCÊ NADAR( ou começar hoje)
     
    1) Trabalha o corpo inteiro: nadar mexe com tudo, desde esculpir suas costas a tonificar seus braços – isso tudo sem precisar erguer peso. 
    Melhor do que ter um plano específico para cada musculatura, as batidas na água trabalham para fortalecer o corpo todo.
     
    2) Não prejudica as articulações: se você está se recuperando de uma lesão e está louca para voltar a malhar, considere uma rotina de natação para manter a forma. 
    Se correr é sua paixão, nadar é ótimo para recuperar o ritmo enquanto o joelhos estão machucados.

    3) Alonga os músculos: se você está preocupada em “levantar” tudo, então pense em nadar. O exercício combina resistência com exercícios aeróbicos, construindo músculos esguios e acelerando o metabolismo. Também coloca seu corpo em movimento, ajudando a musculatura a ficar mais flexível.

    4) É bom para quem tem asma: muitos portadores optam pela piscina para aliviar a asma. Isso porque nadar envolve exercícios em ar úmido, reduzindo os sintomas. E porque nadar requer algum controle sobre a respiração, também melhora a capacidade pulmonar.

    5) Não requer muito equipamento: você não precisa gastar centenas de reais para nadar. Tudo que você precisa é um maiô, uma touca e óculos de banho. 
    Mesmo que você queira turbinar o treino com outros materiais, eles não são muito caros e é provável que a academia os tenha.

    6) É ótimo para queimar calorias: uma hora de natação moderada pode queimar cerca de 500 calorias. Isso estimula o metabolismo, continuando a queimar gordura mesmo depois de você sair da raia.

    7) Tem muitas variações: os exercícios são infinitos quando estamos na piscina, além dos quatro movimentos básicos, dá para chutar, puxar ou até usar as bordas para fazer flexões!

    8) É uma forma de cross-training: evite os elípticos e as aulas de ginástica trocando a academia pela piscina. 
    Um treinamento de natação irá melhorar ainda mais sua performance nos aparelhos! 
    Quando estiver treinando para uma maratona ou outra competição, pular na piscina pode oferecer uma vantagem sobre os competidores.

    9) Maximiza os aeróbicos: nadar é a última moda em atividades aeróbicas. Tem mais controle respiratório do que corridas, e ainda aumenta a demanda por oxigênio, fazendo os músculos trabalharem mais. 
     Por causa disso, os resultados são mais rápidos.

    10) É refrescante: pular na piscina refresca! Você não precisa ser uma nadador profissional para colher os benefícios. 
    Divirta-se com isso, e aproveite enquanto está na água. 
    Na pior das hipóteses, você relaxa...

    quarta-feira, 30 de abril de 2014

    Esclerose Múltipla e a Natação


    A atividade física é uma forma de promover a saúde física e mental, desde que seja bem orientada e adaptada às nossas necessidades.

    A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante que afeta adultos jovens e que pode ocorrer sob forma de surtos, onde, neste período, os sintomas poderão estar exacerbados.

    Os sintomas mais comuns são :
    • fraqueza,
    •  espasticidade, 
    • parestesia, 
    • dor, 
    • comprometimento de coordenação e equilíbrio,
    •  fadiga, 
    • disfunção vesical, 
    • alteração sexual 
    • e alteração visual.
    A fadiga é um dos sintomas mais comuns e difícil de ser tratada; 75 a 95% dos pacientes relatam sensação de cansaço físico ou mental profundo, perda de energia ou sensação de exaustão.
    É de fundamental importância que os pacientes mantenham uma atividade física habitual , a natação vem de encontro as necessidades do portador de Esclerose Múltipla, pois pode ter uma intesidade moderada e os impactos músculos esqueléticos  são menores doque em outras atividades dependendo do grau de comprometimento.
    Deve-se valorizar as manifestações clínicas presentes e, mais importante, com adaptação específica e adquirida através de técnicas para a realização da atividade física com o intuito de reabilitação, e conservação de energia, prevenindo-se uma exacerbação dos sintomas e fadiga.



     Esclerose Múltipla e Reabilitação

    Tratando-se de uma doença que potencialmente afeta várias funções neurológicas, a reabilitação para pacientes com Esclerose Múltipla, geralmente, é feita através de uma equipe multidisciplinar, constituída por: médico, fisioterapeuta (motora e respiratória), fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo,nutricionista, educador físico e assistente social.
    Tendo  como seus objetivos:
    • manter ou aumentar as atividades funcionais, 
    • promover melhora na qualidade de vida; 
    • orientar e prevenir posturas viciosas e a utilização de órteses; 
    • estimular atividades físicas adaptadas 
    •  adaptações para facilitar as atividades de vida prática (cozinhar, lavar louça, dirigir, etc).

    A escolha da técnica deverá ser sempre discutida com o paciente, valorizando-se as manifestações clínicas, tais como:
    Fadiga:
     Os exercícios de relaxamento e alongamentos são mais indicados, sendo que exercícios aquáticos poderão trazer maiores benefícios;pois auxília no controle cardio respiratória e melhora do condicionamento físico geral.

    Fraqueza:
    Os exercícios de fortalecimento deverão ser realizados com cuidado para que o paciente não fatigue.
    Parestesia e Dor: 
     Massagem,Eletroterapia, Crioterapia e Hidroterapia.
     Dependendo da intensidade da dor, os recursos que venham promover uma analgesia mais rápida, como a crioterapia e ou a aplicação do T.E.N.S, seriam mais indicados para atuar como método auxiliar na fisioterapia.
    A massagem seria de total importância para analgesia, relaxamento e estimulação proprioceptiva (percepção do músculo e do movimento). A hidroterapia já atua com objetivo de analgesia e relaxamento;

    Ataxia (movimentos involuntários):
     Fisioterapia,Hidroterapia e Esporte Adaptado. A fisioterapia e a hidroterapia atuam no controle do movimento, equilíbrio, coordenação e treino de marcha e, se necessário, a utilização de bengala ou andador, dependendo da dificuldade do paciente.
    O esporte adaptado atua com o controle de movimento, concentração e ritmo;

    Espasticidade:
     O aumento de tônus muscular deverá ser adequado com relaxamento, controle do movimento com poucas repetições de exercícios e sem resistência ou carga e alongamentos; tanto na fisioterapia como na hidroterapia.

    Esclerose Múltipla e Temperatura
    Dentre os fatores desencadeadores de surto desmielinizante, relaciona-se exposição a alta temperatura. São freqüentes relatos de aparecimento de sintomas neurológicos deficitários durante banhos quentes.

    Hidroterapia e Esclerose Múltipla
    A Hidroterapia é um dos recursos da fisioterapia muito utilizado em pacientes neurológicos, a qual atua com os princípios físicos e hidrodinâmicos da água, a fim de facilitar, relaxar e aliviar sintomas como dor, espasticidade e espasmos, paralisias e parestesias, incoordenação e distúrbio de equilíbrio.
    A piscina poderá ser adaptada ou não, mas recomenda-se que tenha: piso anti-derrapante, borda revestida de borracha, profundidade em nível proporcional ao tamanho do paciente e temperatura entre 28° e 31° C.
    Os métodos utilizados deverão ser bem selecionados e, se necessário, poderão ser adaptados dependendo das dificuldades do paciente. Os mais utilizados são os relaxamentos aquáticos. O tempo de cada sessão dependerá a programação e da temperatura da água, mas não deverá ultrapassar de 1 hora/sessão.
    A terapia deverá ser conduzida por profissionais habilitados para as técnicas aquáticas, seguida de avaliações clínicas e fisioterapêuticas constantes e respeitando as queixas de fadiga e dor do paciente.
    Dentre as condições que contra-indicam a realização de hidroterapia destacam-se: infecção urinária, infecção dermatológica, incontinência urinária e ou fecal, paciente em surto ou pós-surto de desmielinização no sistema nervoso central.

    Benefícios da  Àgua:
    • A água favorece liberdade de movimento, alívio de dor e de peso, devido à flutuação.
    • A turbulência da água aumenta a percepção sensorial, favorecendo o equilíbrio, a coordenação e a marcha.
    • A pressão hidrostática favorece o retorno venoso, melhorando a circulação e também mantendo a capacidade respiratória.
    • A resistência da água ajuda no controle de movimentos involuntários.
    • O calor da água alivia a dor e favorece o relaxamento.
    • Os efeitos psicológicos que a água proporciona são: melhora da auto-estima, motivação, criatividade, imagem corporal e integração social.

    Natação:  
    A natação é indicada para todos os pacientes, mas deverá ser orientada por um profissional que conheça os principais sintomas e dificuldades de seu aluno, e que este profissional saiba adaptar a aula, se necessário.
    A temperatura da piscina não deverá ultrapassar os 28° C.
    O tempo poderá ser determinado pelo professor dependendo da fadiga do aluno.
    A competição deverá ser indicada para pacientes que não tenham fadiga.
    Hidroginástica: A hidroginástica deverá ser de baixo impacto e com intervalos de descanso entre um exercício e outro, acompanhada por um profissional que tenha orientação de um fisioterapeuta.
    A indicação é para pacientes que tenham coordenação e equilíbrio.
    A temperatura da piscina não deverá ultrapassar os 30° C.
    O tempo poderá ser de até 45 minutos, com relaxamentos no final da aula.

    Relaxamento Aquático
    Dentre as técnicas aplicadas, destacam-se:
    Watsu: é o Shiatsu adaptado à água, onde o paciente é levado a um relaxamento com alongamentos e movimentos suaves no colo do terapeuta, com temperatura da água de aproximadamente 36° C. Para pacientes com Esclerose Múltipla, a terapia deverá estar com temperatura de no máximo 32° C e com tempo de sessão diminuído.
    Ai – Chi: é a combinação de Tai-Chi e do Qigong. O Ai-Chi trabalha o alongamento e relaxamento progressivo do corpo, integrando mente, corpo e a energia espiritual. Indicado para melhora da coordenação, equilíbrio e postura. Pode ser aplicado em grupos ou individualmente. A temperatura da água deverá estar por volta de 30° C e deverão ser utilizados os movimentos mais básicos no início, para poder evoluir lentamente e com cuidado em relação à fadiga.

    Atividades que deveriam ser evitadas
    Musculação:
     Atividades com pesos levam à fadiga mais rapidamente, piorando ou levando à fadiga os pacientes que não tenham o sintoma.
    Corrida:
    A corrida poderá levar à fadiga, mas se o paciente não tiver o sintoma nem perda de equilíbrio, este, então, deverá ser sempre acompanhado e orientado por um fisioterapeuta.
    Aulas de Alto Impacto
    fora da água ou dentro da água: Deverão ser evitadas pela fadiga e elevação da temperatura corporal, também para prevenir desequilíbrios bruscos.
    Imersão em piscina ou tanques com água com temperatura acima de 32° C.

    Mitos frequentes sobre a esclerose múltipla
    Mito: Não existe cura para a EM, por isso não há nada a fazer.

    Fatos: 
    • Embora seja verdade que não existe cura para a EM, hoje em dia existem terapêuticas disponíveis para ajudar a controlar a EM e os sintomas associados à doença.  
    • As terapêuticas para tratar a EM são conhecidas como terapêuticas modificadoras da doença ou DMT (disease-modifying therapies).
    Mito: Nunca mais serei capaz de voltar a trabalhar ou realizar as tarefas do dia-a-dia
    Fatos:
    •  A maior parte dos doentes com EM consegue encontrar formas de impedir que a EM condicione aquilo que podem fazer ou não. 
    • A maioria continua a ser capaz de fazer as mesmas actividades de sempre e de executar as tarefas diárias. 
    • Claro que os efeitos da EM são diferentes para cada doente e o seu curso pode ser imprevisível.
    •  No entanto, se for uma pessoa proactiva, optimista e empenhada em enfrentar a sua doença.
    Mito: Mais cedo ou mais tarde irei ficar com um grau de incapacidade elevado.

    Fatos:
    • A EM é uma doença com tratamento, e a maioria dos doentes consegue controlá-la com recurso à terapêutica.
    •  Atualmente, existem muitas terapêuticas modificadoras da doença com ação comprovada no abrandamento da progressão da doença e na redução dos surtos. 
    • E provou-se que algumas terapêuticas atrasam a progressão da incapacidade e a necessidade de auxiliares de marcha em doentes com EM.
    •  É importante iniciar a terapêutica numa etapa precoce da doença e segui-la regularmente.
    Mito: As terapêuticas de EM são todas iguais.
    Fatos:
    •  Atualmente, existem várias terapêuticas disponíveis para a EM. 
    • A boa nova é que existe possibilidade de escolha, pelo que pode pesar as vantagens e desvantagens de cada uma das terapêuticas em conjunto com o seu médico, de forma a decidir qual delas satisfaz melhor as suas necessidades a longo prazo. I
    • nvestigue um pouco, determine as diferenças e não se esqueça de falar com o seu médico.
    Mito: Como a EM pode ter uma progressão lenta, não é necessário que comece já a tomar a medicação.
    Fatos:
    •  Os especialistas são unânimes em considerar que escolher e iniciar a terapêutica o mais cedo possível pode fazer uma grande diferença. 
    • A investigação mostra que algumas lesões da EM são irreversíveis, pelo que a sua identificação e tratamento na fase mais precoce possível é a melhor forma de atrasar a progressão da doença e reduzir o número de surtos e ataques. 
    • Apenas o doente, em conjunto com o médico, pode decidir qual a terapêutica mais adequada e qual o momento certo para a iniciar. 
    • No entanto, as investigações demonstram que, quanto mais cedo for iniciada a terapêutica, melhores são as perspectivas do doente.
    Mito: Tenho EM, por isso os meus filhos também irão ter a doença.
    Fatos:
    •  A EM não pertence à classe das doenças hereditárias, o que significa que a transmissão da doença aos seus filhos não é automática. 
    • No entanto, existem estudos que sugerem que os filhos de pais com EM têm uma maior probabilidade de desenvolver a doença. 
    • Se está grávida ou a pensar constituir família, fale com o seu médico, enfermeiros ou equipe médica. 
    Mito: A ocorrência de um surto significa que a medicação não está a funcionar.
    Fatos:
    • A EM é uma doença imprevisível, e os seus efeitos variam de doente para doente. Nalguns casos, os doentes não têm ataques ou surtos, enquanto noutros, estes poderão ocorrer de quando em quando. 
    • A melhor forma de seguir a sua EM e avaliar se o plano de tratamento está a funcionar é fazer exames regulares, como a ressonância magnética, e falar com o seu médico.
    Mito: A EM é uma doença fatal.
    Fatos:
    • Se analisarmos as estatísticas, a esperança de vida dos doentes com EM é sensivelmente igual à da população em geral. 
    • De fato, os doentes com EM têm os mesmos riscos da população geral em relação a cancro, doenças cardíacas e enfarte. A causa de morte dos doentes com EM raramente é apenas a EM.
    • Embora existam formas de EM que progridem rapidamente e que podem encurtar a vida do doente, tratam-se de formas raras da doença. 
    • Existem outras complicações como infecções e depressão grave que podem causar problemas, especialmente se não forem tratadas. 
    • No entanto, em termos gerais, os doentes vivem longas vidas, apesar da EM.
    Mito: A minha EM foi desencadeada por uma infecção.
    Fatos:
    • Apesar de estar identificada há mais de 150 anos, a EM continua a ser uma doença algo misteriosa.
    • A sua causa não é conhecida, embora existam vários fatores que parecem poder desempenhar um papel no seu aparecimento. 
    • Estes incluem a raça, etnia, factores genéticos e fatores ambientais. 
    • As mulheres têm maior probabilidade de desenvolver EM, tal como as populações com ascendência norte-europeia.
    • Alguns estudos sugerem que existem vírus, por exemplo, a papeira, o herpes e a varicela, que poderão contribuir para o desenvolvimento da EM, mas ainda não foi estabelecida uma ligação conclusiva a uma causa viral.


    Fonte: AquaBrasil
    Material elaborado pela equipe de Fisioterapeutas e Médicos do Setor de Doenças Neuromusculares UNIFESP-EPM
     1. Isaksson A-K, Ashlström G. From symptom to diagnosis: illness experiences of multiple sclerosis patients. J Neurosci Nurs. 2006;38:229-237.
    2. Healthy living with multiple sclerosis. Web Site da National Multiple Sclerosis Society. http://nmss.org/living-with-multiple-sclerosis/healthy-living/index.aspx. Acedido a 11 de Fevereiro de 2011.
    3. Heesen C, Shäffler N, Kasper J, Mühlhauser I, Köpke S. Suspected multiple sclerosis: What to do? Evaluation of a patient information leaflet. Mult Scler. 2009;15:1103-1112.
    4. Lövblad K-O, Anzalone N, Döfler A, et al. MR imaging in multiple sclerosis: review and recommendations for current practice. Am J Neuroradiol. 2010;31:983-989.
    5. National Clinical Advisory Board of the National Multiple Sclerosis Society: Treatment Recommendations for Physicians. Expert Opinion Paper: Disease management consensus statement. National Multiple Sclerosis Society: Nova Iorque, NY; 2007.
    6. Who gets Multiple Sclerosis? Web Site da National Multiple Sclerosis Society. http://www.nationalmssociety.org/about-multiple-sclerosis/what-we-know-about-ms/who-gets-ms/index.aspx. Acedido a 11 de Fevereiro de 2011.
    7. Dangond F. Multiple sclerosis. Web site da Medscape. http://emedicine.medscape.com/article/1146199-overview. Acedido a 11 de Fevereiro de 2011.
    8. Rolak LA. The History of MS. National Multiple Sclerosis Society: Nova Iorque, NY; 2009.
    9. A to Z of MS Causes of MS. Web site da MS Trust. http://www.mstrust.org.uk/atoz/cause.jsp. Acedido a 11 de Fevereiro de 2011.

    terça-feira, 29 de abril de 2014

    condromalácia


    Condromalácia é uma degeneração da superfície da cartilagem localizada na parte posterior da rótula resultado da fricção do côndilo femoral na mesma, ou pelo crescimento anormal da cartilagem.  
    Também chamado de "joelho de corredor", pois é muito comum entre os corredores no atletismo (Dryburgh, 1988).
    • Condição, resultante de desgaste, que se sofreu especialmente em crianças e adolescentes que cresceram rapidamente num curto espaço de tempo, atletas e pessoas sedentárias que a tensão da articulação do joelho e pessoas com músculos extensores do joelho com deficite de força, como nos quadríceps. 
      • Mais comum em mulheres que em homens (Haspl et al, 2001).
    • Sintomas externos são ranger ou sensação de moagem, quando o joelho é estendido e dor na parte da frente do joelho (o que é pior depois de se sentar por longos períodos ou subir escadas (DeHaven, 1980). Também pode ser acompanhado por crackling ou popping ao toque (Shahady e Petrizzi, 2004).
    Quando o joelho está em um ângulo de 90 º de flexão é quando a patela, conseqüentemente, sofrem mais desgaste. 
     Não é na extensão total ou flexão completa que se verifica maior compressão contra o apófise femoral como nesta posição em que o tendão do quadríceps absorve a carga entre o trocânter femoral (Hans-Uwe Hinrichs, 1999).
    Condroma
    Figura 1. A imagem é observada como na posição sentada (joelho de 90 graus), há uma erosão da cartilagem que está localizado a apenas atrás da rótula. Isto causa dor e encaixando no joelho em ações como em pé ou andando (ADAM, 2008).
    Mas há sempre o resultado de desgaste e esforço em ângulos de flexão. 
     Às vezes, é porque
    1. Desequilíbrio entre vasto medial e vasto lateral, o que faz com que o joelho rode para dentro, a rotula em movimento e, finalmente, desencadeia o desgaste.
    2. Outra causa é devido a ancas largas, tendo o sujeito que rodar o fêmur para dentro, para andar com os pés alinhados, causando o deslocamento da patela. E assim, por sua vez maior desgaste da cartilagem. A condromalácia é mais comum em mulheres que em homens.

    Reabilitação da condromalácia patelar
    A origem da condromalácia é o enfraquecimento dos músculos extensores do joelho (Haspl et al, 2001).  
    No início dos anos 80 em academias convencionais, a recuperação conseguia-se trabalhando os músculos com exercícios isométricos, mantendo um ângulo do joelho por um determinado tempo e uma carga adicional com excesso de peso (Zentralbl Chir, 1983).
    Mas o avanço da eletrônica e tecnologia da informação faz com que hoje as máquinas isocinéticas são as mais recomendadas (Figura 2). 
     Estas máquinas são capazes de contração muscular tem a mesma intensidade, independentemente do ângulo do joelho. 
     Assim, ganha força em todos os ângulos do mesmo movimento.
    condro5.jpg
    Figura 2 . Máquina isocinético extensor do joelho
    Isto é demonstrado em diversos estudos que trabalharam com ganhos de força isocinética em pessoas com essa síndrome, como Hazneci et al. (2005) que determina a progressão de intensidade em velocidades angulares: 
    Nos primeiros dias de reabilitação: baixa velocidades angulares (60 graus por segundo) e no final da recuperação: alta velocidade (180 graus por segundo).
    Também recomendou exercícios proprioceptivos para as articulações da anca, joelho e tornozelo por parte do terapeuta (Lowry, Cleland & Dyke, 2008). Na mesma linha, Brukner (2006) demonstra, através de testes de ressonância magnética, que alem de problemas no joelho, também problemas que afetam as costas e anca, e desalinhamento de membros e descompensação muscular.
    Um estudo muito interessante feito por Stathopulu e Baildam em 2003, acompanhou as 22 pessoas que tinham condromalácia patelar com idades entre (4-18 anos), considerando que das 22 pessoas: 8 continuou com problemas diários irritantes, 2 semanais e 10 às vezes. Apenas 2 pessoas neste estudo disseram não terem tido mais aborrecimentos.
    Talvez esse estudo deveria ter sido feito em uma grande população de pessoas com essa síndrome, e não tão poucos.  
    Mas esses dados nao devem ser tomados com ceticismo, pois vamos mostrar que em muitos casos, a recuperação é inteiramente satisfatória. 
     Isto é de importância vital na recuperação do paciente.
    Quanto à cirurgia, num relatório de Haven, Dolan & Mayer (2003) nas suas pesquisas, apenas 8 em cada 100 pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica. 
     Este autor refere-se àqueles pacientes apareceram na consulta com problemas, e que agora não tem problemas.


    Condromalácia e exercício
    Aqueles que sofrem esta lesão, vão para um ginásio indicado por um especialista hospitalar ou um centro de fisioterapia.  
    Muitos desses pacientes eram atletas ativos que não conseguem realizar seu esporte para se recuperar desta doença. 
     Mas é possível realizar este tipo de treino fora da fisioterapia ou hospital, tendo em mente certas considerações.
    Uma das primeiras considerações a ter em mente é que o exercício tem de visar a população em geral, especialmente as pessoas com condromalácia, é um exercício que deve ser saudável .  
    Equilibrado em termos de músculos agonistas e antagonistas funcionou.
    Seguintes Professor Manuel López Becerro (2000): "Qualquer programa de exercícios físicos que objective ganho de saude, deve consistir de tonificação, alongamento e atividades cardiovasculares."
    Então, vamos mostrar o que seria uma proposta para o exercício saudável para pacientes com condromalácia patelar, reunidos estes três campos.
    Na natação o maior inimigo da condromalácia é o nado de peito, especificamente devido a pernada na qual há maior exigência articular.
    Porém basta adaptar o nado e ajustar o angulo do movimento.


    Tonificação
    Na sala de musculação. 
     Fortalecimento da parte superior do corpo e fáscia abdominal (músculos lombares e abdominais) de acordo com métodos e sistemas utilizados por outras pessoas.  
    Treino padronizado.
    No caso da parte inferior do corpo:
    A. Quadríceps máquina. 
     ATENÇÃO: Não iniciar o exercício do "bottom", como fazem outros usuários do ginásio. Ele colocou a máquina para iniciar o exercício de extensão, com o joelho em extensão quase completa. Faça a contração isométrica por 15 segundos. 3 x sessão. 1 minuto entre as séries. Progressão quinzenal. Semanal: 3 dias / semana. (Figura 4).
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    Figura 4 . Contração isométrica do quadríceps. O exercício começa quase em extensão completa
    B. Quadríceps máquina. A máquina será colocada na mesma posição como na figura anterior (Figura 4). Haverá deslocamento de 10° para extensão completa.  
    No final, o joelho é girado para dentro, para ativar o vasto medial. 3 x 12 repetições. Um minuto de descanso entre as séries. Aumento progressão quinzenal. Semanal: 3 dias / semana.
    C. Isquiotibiais máquina (Figura 5). Realizar uma flexão isométrica de joelho de apenas 5 seg., 3 x 12 repetições. Um minuto de descanso entre as séries. 
     Aumento progressivo quinzenal. Semanal: 3 dias / semana.  
    Quando se sentir melhor, pode ir progredindo ate aos 10º de flexão.
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    Figura 5 . Contração isométrica dos músculos isquiotibiais. 
     O exercício começa quase em extensão completa
    Nota: É comum nos atletas com condromalácia usarem uma banda elastica no joelho, a patela (um tipo de luva neoprene no joelho com um furo no centro para libertar a rótula).  
    Este tipo de protetor é muito útil para andar, e também para treinamento de força na academia.  
    Um estudo realizado por Van Tiggele et al.(2005) comprova isso. 167 soldados belgas divididos em grupo controle, sem nenhum tipo de protetor, e outro grupo experimental com protetor de rotula, após seis semanas de treinamento intenso começaram a surgir problemas no joelho em indivíduos que não usavam protetores. Portanto, parece que o uso desses protetores de colocar a rotula no lugar é vantajoso.

    Na piscina .
      Faça crawl com frutuador entre as pernas (Figura 6). 
     Dessa forma, não irá dobrar o joelho, os músculos vão estar trabalhando de forma isométrica e consegue-se o objectivo de melhorar a qualidade e resistência cardio-pulmonar. 
     Comece com uma série de 25 metros, alternando os dois estilos mencionados acima, de migração gradual para séries mais longas e maior volume de metros em cada treino. 
     Vocês devem ter freqüência cardíaca ea intensidade do exercício aquático nunca deve exceder 85% sua freqüência cardíaca máxima (Lopez, 2007).
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    Figura 6 . Natação não exerce qualquer ação da parte inferior
    Flexibilidade
    Exercite todos os músculos envolvidos em cada sessão de treino. Assim, quando o treino é feito em sala de pesos e piscinas. 
    É vital a felxibilização de músculos como o femoral, isquiotibiais e quadríceps, não se esqueça do tríceps sural, adutores, quadrado lombar.
    É importante lembrar que um desequilíbrio entre a flexibilidade de um agonista e antagonista pode levar-nos de volta à assimetria e, portanto, ao desalinhamento da rótula.
    Alongamento deve ser feito tambem no final da sessão. 
    Manutenção da posição durante 20 segundos. Se alguém ajudar , melhor. Você vai notar melhorias em menos tempo.
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    Figura 7. genéricos exercícios de alongamento

    Treino livre
    No caso em que o joelho foi reforçado e a cartilagem foi regenerada pela ação farmacológica, o atleta pode participar em atividades físicas que não estão relacionados com a reabilitação, que já falamos.
    Um fator importante é a perda de peso através de treinamento aeróbico na piscina. Isso fará com que haja menos stress sobre a rotula. 
    A dieta também tem um papel importante neste processo (Zhelyazkov, 2001).
    Atividades gratuitas que você pode fazer, uma vez que você se sentir melhor, e se o seu médico julgar conveniente podem ser:
    Andar, correr (em superfície macia), ciclismo (aumentando a altura do selim um pouco para evitar a flexão do joelho e usar excessiva força ao pedal , golf, patins em linha ... e todos aquelas atividades que não envolvem stress e pressão para a rótula.
    Por outro lado terá que fugir de todas aquelas atividades que requerem forte ação do quadríceps e isquiotibiais, e onde há mudanças de direção e / ou travagem brusca, futebol de salão, basquetebol, esqui, squash, tênis, paddle, ... 
    Se o atleta com condromalácia decidir realizar essas atividades, é aconselhável fazê-lo com a frequência mínima semanal, eu continuei com as atividades físicas acima aconselhadas para fortalecer o joelho (Chicharro Lopez, 2006).
    Como mencionado acima, esta é apenas uma proposta que deve ser ajustada à sua atividade profissional e / ou medicina do esporte para as características dos pacientes de acordo com sua aptidão, idade, outras doenças, etc ... Mas, em no entanto, ela abre possibilidades para uma recuperação da condição fisica que, em muitos casos provocou o abandono da atividade física.

    Bibliografia
    · Becerro, M. (2000). Atividade física e saúde para o desafio do século XXI. In: Congresso Internacional de Educação Física. Jerez. ISBN: 84-431233-6-6.
    · Brukner PD, Crossley KM, Morris H, Bartold SJ, Elliott B. (2006). Avanços recentes na medicina esportiva. Med J Aust . 20 de fevereiro, 184 (4) :188-93.
    · DeHaven KE, Dolan WA, Mayer PJ (2003). Condromalácia patelar do joelho e dolorosa. Am Fam Physician . Jan, 21 (1) :117-24.
    · Diaz, Petit, J. Carril De Sande, M. ª L., Gabriel Serra, M. ª R. (2003). fisioterapia em traumatologia, ortopedia e reumatologia . Ed: Springer-Verlag Ibérica.
    · Dryburgh, DR (1988). Condromalácia patelar. In: Jornal Teoria Fisiologia Manipulativa . Junho, 11 (3) :214-7.
    · Hans-Uwe Hinrichs (1999). lesões esportivas. Prevenção, primeiros socorros, diagnóstico e reabilitação . Ed: Hispânico-europeu.
    · Haspl M-Simunjak Dubravcić S, Bojanic I, Pecina M. (2001). Dor no joelho anterior associado com esportes e trabalho. In: Arh Hig Rada Toksikol . Dez, 52 (4) :441-9
    · Hazneci B, Yildiz Y, Sekir U, T Aydin, Kalyon TA. (2004). Eficácia do exercício isocinético no senso de posição articular e força muscular na síndrome de dor femoropatelar. In: Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc . Setembro, 12 (5) :434-9. Epub 2004 03 de abril
    · Chicharro Lopez, J. Vaquero & Fernández, A. (2006). Fisiologia do Exercício . Ed: Panamericana.
    · Shahady, J. Edward e Petrizzi, Michael J. (2004). Sports Medicine para técnicos, treinadores e monitores . Ed: octaedro.
    · Lowry CD, Cleland JA, K Dyke, de 2008. Manejo de pacientes com síndrome de dor femoropatelar uma abordagem multimodal usando:. Uma série de casos J Orthop Sports Phys Ther . Novembro, 38 (11) :691-702.
    · Stathopulu E, Baildam E. . (2003) a dor do joelho Anterior: a longo prazo follow-up.1: Reumatologia (Oxford). Fevereiro, 42 (2) :380-2
    · Van Tiggele D, E Witvrouw, Roget P, D Cambier, Danneels L, R Verdonk (2005) Efeito do uso da órtese sobre a prevenção da dor anterior do joelho -. Um estudo prospectivo e randomizado Am J Phys Med Rehabil . Julho, 84 (7) :521-7
    · Zentralbl Chir. (1983) Conceitos atuais da etiologia da condromalácia patelar e tratamento . 108 (19) :1204-10.
    · Zhelyazkov, T. (2001). Fundamentos do treinamento atlético . Paidotribo Ed.

    domingo, 27 de abril de 2014

    Malhação na menopausa: conheça os melhores exercícios para essa fase. Adivinha? Natação


    Especialistas apontam as atividades ideais para fortalecer o esqueleto e blindar o coração durante o climatério - até os fogachos podem sair de cena.

    Para os experts, não há dúvidas: a prática regular de atividade física no climatério (período caracterizado por alterações hormonais que culminam na última menstruação) pode evitar, ou ao menos atenuar, a evolução de problemas capazes de colocar a saúde da mulher em risco. Por causa do déficit de estrogênio, o hormônio que os ovários param de produzir nessa fase, o calorão dos fogachos e as variações de humor e disposição dão as caras.
    Além disso, há uma propensão muito maior a males como diabete, osteoporose e doenças do coração. 
    E não faltam estudos que comprovem os benefícios de uma vida ativa para afastar essas encrencas. "A prática regular e orientada de exercícios é indicada em qualquer fase da vida. No entanto, quanto antes ela for adotada, melhor para a saúde da mulher", reconhece o preparador físico e doutor em ciências da motricidade Ricardo José Gomes, da Universidade Federal de São Paulo.

    Alívio nas ondas de calor
    Um trabalho da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugere que 30 minutos diários de atividade física amenizam os calores da menopausa. 
    Ainda não se sabe quais são os mecanismos por trás dos fogachos, mas o fato é que as mulheres que participaram da pesquisa reportaram uma melhora considerável depois de malhar. “
    O exercício também modula o humor e reduz o estresse, outros fatores ligados ao aparecimento das ondas de calor", diz Steriani Elavsky, especialista em ciência dos movimentos e uma das autoras da pesquisa.


    Saiba quais são as melhores modalidades para quem está no climatério



    Consulte um médico para saber qual atividade é mais apropriada para você.
    1. Hidroginástica
    Amiga do coração, só peca por um fator: falta de impacto, essencial para a prevenção da osteoporose. Por isso, tem de ser combinada a outros esportes. Ou utilizar sobrecarga de equipamentos como halteres e caneleiras.
    2. Natação 
    Nesta atividade os braços e as pernas se movimentam de forma cíclica e contínua, o que leva ao aumento da frequência cardíaca e respiratória.
    Auxiliam na queima de gordura, ajudando a eliminar os quilos extras. 
    São responsáveis por aumentar o pique, já que fortalecem a capacidade pulmonar, elevando a resistência à fadiga.
    Ajudam a diminuir o estresse e a ansiedade, melhoram a qualidade do sono e o humor (devido ao aumento da produção do neurotransmissor serotonina) e fortalecem o sistema imunológico e o sistema cardiorrespiratório.
     
    3. Caminhada
    É a queridinha dos especialistas, sobretudo por não exigir demais do organismo. Pratique de três a seis vezes por semana, durante, no mínimo, 30 minutos.

    4. Dança
    Jazz, dança contemporânea, de salão... Não importa o tipo. Rodopie na pista de duas a cinco vezes por semana, durante, pelo menos, 30 minutos.
    .
    5. Musculação
    Deve ser feita de duas a três vezes por semana e, de preferência, associada a um exercício aeróbico, como corrida ou natação. Carga e intensidade variam caso a caso.


    Os efeitos dos exercícios em cada parte do corpo durante a menopausa


    Se a menopausa desregula, os exercícios ajudam a equilibrar.

    1. Músculos
    Com o passar dos anos, a mulher perde muita massa magra. Fortalecer a musculatura ao redor do joelho, por exemplo, é essencial para manter o equilíbrio e evitar quedas.

    2. Cérebro
    Exercitar-se regularmente auxilia na regulação dos sistemas cerebrais que a depressão desbalança. Melhora, entre outras coisas, a comunicação entre as células nervosas.

    3. Coração
    A deficiência de hormônios femininos é responsável por aumentar o risco de infartos. Invista em exercícios aeróbicos para prevenir o surgimento de placas nas artérias que irrigam o músculo cardíaco.

    4. Abdômen
    A falta do hormônio estrogênio tem sua parcela de culpa, mas o sedentarismo é um dos maiores vilões no quesito barriga. Mexer o corpo é o melhor remédio.

    5. Pâncreas
    Combinar musculação e modalidades aeróbicas dá uma santa ajuda no controle da glicose no sangue porque bota a insulina para trabalhar - daí seu efeito antidiabete.

    6. Ossos
    As atividades físicas de impacto estimulam a formação de células ósseas. Assim, o esqueleto se mantém menos poroso e mais resistente, ou seja, livre da osteoporose.

    7. Vasos
    Sem o estrogênio - de novo! - , a pressão arterial tende a subir. Caminhada, natação e ciclismo aumentam a flexibilidade dos vasos e evitam complicações nas pernas, no coração, no cérebro...

    O ideal é combinar
     
     Para quem quer realizar um programa completo de exercícios, o indicado é praticar tanto as atividades aeróbicas quanto as anaeróbicas. Assim, é possível melhorar a resistência cardiorrespiratória, fortalecer a musculatura e prevenir a perda de massa muscular e óssea. E para um treino saudável, lembre-se de caprichar no alongamento antes e depois dos exercícios, que melhora a flexibilidade muscular e evita lesões.
     
    A orientação e o acompanhamento de um profissional são sempre recomendáveis
     
    Algumas dicas fazem a diferença:
    1. Comece a praticar atividades físicas para prevenir o ganho de peso típico da menopausa – de 3 a 5 quilos. Flutuações hormonais podem contribuir para esse aumento. “É mais difícil de prevenir ou perder aqueles quilinhos a mais se você esperar até a menopausa para começar um programa de exercícios.”
    2. Inicie um programa de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, como exercícios de Kegel – série de exercícios criada nos anos 40 para prevenir problemas como a incontinência urinária – e não apenas do abdômen, das coxas ou das nádegas.
    3. Faça exercícios de levantamento de pesos para manter os ossos fortes e reduzir o risco de fraturas. É prudente buscar orientação específica para adequar o tipo e a carga de exercícios mais adequada para você.
    4. Desafie seu cérebro com exercícios de memória, palavras cruzadas e outros tipos de jogos de raciocínio – isso pode ajudar a diminuir o risco de perda de memória durante a menopausa.
    5. Desenvolva e mantenha bons hábitos de sono, a fim de combater potenciais problemas de sono causados por quedas nos níveis de estrogênio.
    6. Tente dormir o suficiente – falta de sono em si pode contribuir para a confusão mental e baixa libido, problemas frequentemente associados à menopausa.
    7. Pondere com seu médico o uso de um creme tópico de estrogênio para ajudar a tratar a secura vaginal. A prática regular de sexo também aumenta o desejo sexual e faz com que a lubrificação aumente.
    8. Faça todos os exames anuais recomendados pelo médico, incluindo controle de glicemia, colesterol, vitamina D e cálcio, bem como mamografias e exames pélvicos. Os resultados de uma colonoscopia feita aos 50 anos irão determinar a frequência de colonoscopias futuro.
    9. Não negligencie seus dentes. Escove-os duas vezes ao dia e use fio dental diariamente para ajudar a prevenir a doença periodontal (inflamação das gengivas) – ela pode afetar sua saúde cardiovascular.
    10. Limite o consumo de alimentos industrializados e mantenha uma dieta rica em verduras e em gorduras saudáveis como a do salmão, do abacate e do azeite de oliva. Consumi-las ajuda a manter os cabelos e a pele saudáveis.
    11. Mulheres em pré-menopausa devem consumir de 1.000 a 1.200 miligramas de cálcio por dia (os especialistas recomendam tomar o cálcio em duas ou três doses menores ao longo do dia) e em pós-menopausa devem tomar 1.500 mg de cálcio por dia e 500 mg de magnésio e vitamina D, para a absorção máxima do cálcio ingerido.
    12. Discuta com o médico os prós e contras do uso da terapia de reposição hormonal. Ela não é recomendada para mulheres em situação de risco para câncer de mama, trombose ou doença cardíaca.