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domingo, 16 de março de 2014

Natação encerra os Jogos Sul-Americanos 2014 com 37 medalhas


Os nadadores do Brasil encerraram, 10/03/2014, a participação nos Jogos Sul-Americanos do Chile, que segue até o dia 18 deste mês com provas em diversas outras modalidades.  
No total, os atletas conquistaram, na piscina, 37 pódios, sendo que 18 foram de ouro, 6 de prata e 13 de bronze.
o saldo danatação brasileira foi de seis medalhasde ouro, 3 de prata e 2 de bronze. 
Além dos pódios, o time nacional sai do Chile com um patrimônio igualmente rico: uma nova geração pronta para enfrentar os grandes desafios que se apresentarão no caminho que resta até os Jogos Olímpicos Rio 2016.
Matheus Santana, de 17 anos, vai deixando de ser uma promessa para se consolidar entre os melhores velocistas brasileiros.
 Ele venceu os 100m livre, com 49s13, um bom tempo para o período de treinos.  
Em Santiago, ele fechou o 4 x 100m medley que também ganhou medalha de ouro, com 49s09. 
Matheus vem de um período conturbado em que lutou contra um grande adversário: o diabetes.
Também velozes foram Graciele Herrmann (25s26) e Alessandra Marchioro (25s43), ouro e prata nos 50m livre, vencendo a recordista sul-americana da prova, a venezuelana Arlene Semeco (26s19), que ficou com o terceiro posto.
Henrique Barbosa e Tale Cerdeira também fizeram ouro e prata nos 200m peito. 
Henrique marcou 2m15s42 e Tales, 2m16s58.
"Esta prova é um pouco lenta e conta a experiência porque é preciso saber dosar para não 'morrer' no final. A gente está no meio do treinamento então está bem legal e eu gostei bastante. A natação é feita de etapas e está todo mundo focando no Troféu Maria Lenk, que é seletiva para o Pan-Pacífico, e depois, conseguindo a vaga, a meta é chegar lá em condições de brigar pormedalhas também" disse Henrique.
Assim como Henrique e Tales, Thiago Pereira está entre os mais experientes do grupo e não por acaso tem um papel de liderança na equipe.
 No último dia de provas em Santiago, ele venceu os 400m medley, a prova que lhe deu a prata olímpica, com 4m23s15. Um tempo ainda lento para os seus 4m08s86, mas que marca um retorno aos treinos mais pesados. No degrau de bronze estava o “xará” Thiago Simon (4m27s87).
Os revezamentos 4 x 100m medley feminino e 4 x 100m livre masculino fecharam a noite com vitórias para as equipes brasileiras. Etiene Medeiros (1m0414), Beatriz Travalon (1m12s77), Daynara de Paula (59s92) e Larissa Oliveira (54s66) marcaram 4m11s49. O time de Nicolas Nilo Oliveira (50s17),  Matheus Santana (48s99), Fernando Ernesto Santos (50s12) e  Fernando Silva (50s16) somou 3m19s44.
Com os resultados desta segunda-feira, o Brasil segue na liderança no quadro de medalhas nos Jogos Sul-Americanos, com 79 medalhas, das quais 36 são de ouro, 18 de prata e 25 de bronze.
 Em segundo vem a Venezuela, com 54 pódios (19 ouros, 12 pratas e 23 bronzes), seguida pela Argentina, com 58 medalhas (17 ouros, 23 pratas e 18 bronzes). 
O anfitrião Chile aparece na quinta posição, com 53 medalhas (11 ouros, 21 pratas e 21 bronzes).
Confira como ficou o quadro de medalhas desta segunda-feira (10) nos Jogos Sul-Americanos:
Quadro de medalhas - Jogos Sul-Americanos


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ian Thorpe é internado para combater alcoolismo e depressão, diz jornal "Herald Sun"

O nadador australiano Ian Thorpe, dono de 11 títulos mundiais e nove medalhas olímpicas, iniciou um processo de reabilitação em um hospital de Sydney, para combater o alcoolismo, publicou dia 30\01\14 o jornal "Herald Sun".

Diagnosticado com depressão, Thorpe, de 31 anos, "permanece sob o cuidado de especialistas, em sua longa e solitária batalha para assentar sua vida após a carreira e seu fracassado retorno por ocasião dos Jogos Olímpicos de Londres", disseram familiares ao jornal.
O ex-nadador admitiu em sua biografia divulgada em 2012 sofrer de depressão, que o fez pensar até em se suicidar.
"Usei o álcool como uma forma de livrar minha cabeça de pensamentos horríveis. É minha forma de controlar  meu estado de ânimo", escreveu Thorpe na época.

Por ESPN.com.br com agência EFE de espn.com.br

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Natação brasileira viaja para o primeiro compromisso de 2014


A seleção brasileira de natação, com 25 atletas na delegação, já está a caminho da Austrália para a primeira disputa de 2014. 
Trata-se da competição BHP Biliton Aquatic Super Series, com a participação da anfitriã Austrália, Japão, África do Sul, China e Brasil.

A equipe brasileira é formada por 17 nadadores e oito nadadoras. No masculino, viajaram Alan Vitória, Brandonn Almeida, Felipe Lima, Guilherme Guido, Henrique Barbosa, João Gomes Junior, Leonardo de Deus, Luiz Altamir Melo, Marcos Macedo, Nicholas Santos, Marcos Ferrari de Oliveira, Matheus Santana, Nicolas Oliveira, Tales Cerdeira, Thiago Pereira e Vinícius Waked.
O time feminino é formado por Bruna Rocha, Carolina Bilich, Daniele Paoli de Jesus, Graciele Herrmann, Larissa Oliveira, Manuella Lyrio, Nathalia Almeida e Natalia de Luccas.
A competição acontece nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, na cidade de Perth. 

Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 2014


A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou nesta quarta-feira que o Catar foi escolhido para sediar o Mundial de Natação em Piscina Curta de 2014. A entidade explicou que a competição será realizada na cidade de Doha, no mês de dezembro. A edição de 2014 será a 12ª da competição, disputada em piscina de 25 metros.
"Estamos muito satisfeitos com esta decisão, que se encaixa bem com o nosso compromisso com o programa global de eventos da Fina e o desenvolvimento da natação do Catar. Este é um verdadeiro impulso para nossos planos para o esporte aqui no Catar e também uma grande oportunidade para desenvolver a natação na região", disse Khalil Al-Jabir, presidente da Associação de Natação do Catar.
Antes de Doha receber a competição em 2014, ainda será disputada uma outra edição do Mundial de Natação em Piscina Curta. O evento deste ano está programado para a cidade de Istambul, na Turquia, entre os dias 12 e 16 de dezembro. Em 2010, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o Brasil faturou três medalhas de ouro, uma de prata e quatro de bronze. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Natação e o medo....


Nadar é uma habilidade essencial na vida para sobreviver (fato)

Jane E. Brody
A filha de Annalyn Barbier tinha apenas seis anos e não sabia nadar quando foi convidada para passar uma semana na casa de uma amiga, onde havia uma piscina. Annalyn queria que a filha fosse capaz de se salvar, caso caísse na água. Então, Annalyn, nadadora ávida, matriculou a filha em um curso perto de casa, no Brooklyn. Ela não fazia ideia de como a filha tinha medo de água.
- Ela gritou, chorou e se recusou a ir - lembrou a nadadora.  Mas eu disse a ela que havia pago pelas aulas, e que eu iria lá dar uma olhada, e saí porta fora.
Sem nunca ter ficado sozinha em casa antes, a criança a seguiu, gritando "eu te odeio" e insistindo que não entraria na piscina. Mas o treinador, que sabia lidar com casos difíceis, a levou, com outra garota igualmente aterrorizada, para a água enquanto Annalyn sentou em um lugar onde a filha pudesse vê-la.
Ambas as crianças terminaram o curso sem  incidente. Annalyn disse que a filha, hoje com 14 anos, gosta de entrar na água e nada bem o suficiente para se manter nela.
Assim como Annalyn, eu considero nadar uma habilidade essencial na vida, mais importante para sobreviver do que qualquer coisa que as crianças aprendem na escola. Mesmo se os pequenos não costumem nadar, eles devem saber como fazê-lo, porque podem cair na água a qualquer momento. Há perigos relacionados à água em qualquer lugar - não apenas nas praias públicas e privadas, mas também em lagos, lagoas, parques aquáticos e quintais equipados com as piscinas de criança.
Pânico transmitido
Uma criança pequena pode se afogar pouco acima de meio metro de água. A Comissão de Segurança de Produtos do Consumidor relatou que, entre 2004 e 2006, 47 crianças morreram depois de ficarem submersas em piscinas infláveis. Uma criança pequena se apoiando na borda macia de uma dessas piscinas pode, facilmente, cair de cabeça e não ser capaz de se levantar rápido o suficiente.
Mesmo que o afogamento não fosse um problema, nadar é uma atividade que exercita o corpo e pode ser praticada durante toda a vida. Minha tia de 93 anos, Eleanor Diamond, que mal pode andar, ainda dá braçadas várias vezes durante a semana em uma piscina do outro lado da rua do condomínio onde ela mora.
Um grande número de crianças não é capaz de nadar, o que explica porque os afogamentos são a segunda maior causa de mortes de crianças entre um e 19 anos.
Três anos atrás, a Academia Americana de Pediatria atualizou sua política, reforçando seu conselho de que crianças com quatro anos ou mais devem aprender a nadar, mas também acrescentando que crianças entre um e quatro anos têm menos chances de se afogarem se elas tiverem tido aulas formais de natação.
Exemplo olímpico
Cullen Jones, americano medalhista olímpico e recordista na natação, quase se tornou uma estatística de afogamento aos cinco anos quando foi jogado de um tobogã fechado em um parque aquático e permaneceu submerso por 30 segundos. Ele foi salvo por ressuscitação. Depois do episódio, seus pais insistiram que Jones aprendesse a nadar.
Por meio da campanha da USA Swimming, Make a Splash, Jones, que é negro, agora viaja o país encorajando crianças dessa minoria a aprender a nadar e convencendo os pais da importância de proporcionar as aulas. Os pais nem sempre são os melhores professores, especialmente para crianças que têm medo de água, embora um pai deva estar presente e visível para a criança durante as aulas.
A dica é procurar aulas que se adaptem à zona de conforto do seu filho na água. Uma criança que tenha muito medo ou fique muito nervosa perto da água pode se sair mal em turmas grandes. Uma turma pequena - ou, melhor ainda, atenção individual, pelo menos nas primeiras aulas - tem mais chances de funcionar. Certifique-se de que o treinador conheça os limites do seu filho.
As aulas geralmente começam ensinando as crianças a não terem medo da água. Elas aprendem a molhar o rosto, fazer bolhas, levantar o rosto e respirar. Elas, então, aprendem a boiar e a respirar corretamente enquanto fazem movimentos simples.
Não importa se a criança se mostra um exímio nadador, nenhuma delas é "à prova de afogamentos", disse Jeffrey Weiss, principal autor do estatuto da Academia de Pediatria.
Pais de olho
É responsabilidade dos pais estabelecer regras e precauções.Nunca deixar a criança nadar sem supervisão. Um adulto que saiba nadar deve estar sempre presente e prestando atenção, não lendo um livro ou no telefone. Mesmo as crianças mais velhas que são exímias nadadoras devem ser supervisionadas ou, pelo menos, estar sempre com um amigo que seja um bom nadador.
As crianças devem ser ensinadas a nunca segurar outra criança debaixo d'água, não importa por quanto tempo.
A Academia Americana de Pediatria diz que as pessoas que supervisionam as crianças na água devem saber fazer reanimação cardiopulmonar, só para garantir. 
Demora apenas meio minuto para uma criança perder a consciência. As crianças também devem aprender a não alarmar ninguém sem razão - gritar por ajuda para se divertir pode significar que nenhuma ajuda vai chegar quando for realmente necessária.

NEW YORK TIMES SERVICE
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Cielo realizou operação nos joelhos

O nadador brasileiro Cesar Cielo passou por uma operação nos dois joelhos para para retirar gordura inflamada que se localizava abaixo do tendão, segundo o jornal Lance!.
Dez meses se passaram desde a cirurgia que daria a Cesar Cielo a "sobrevida" necessária para voltar ao alto do pódio dos 50m livre, após o bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Durante todo esse período de recuperação da operação nos joelhos, paciência foi a palavra-chave. O velocista brasileiro, que desde criança briga contra o cronômetro, desta vez teve de reaprender a não ter pressa. Até chegar ao Mundial de Barcelona capaz de brigar por medalha, percorreu um longo caminho marcado por sessões diárias de fisioterapia e trabalhos específicos para a reconstrução dos músculos. O nadador e o grupo de profissionais que o acompanha nesse processo sabem que ainda é cedo para dizer que já está 100%. Mas a sonhada conquista do tricampeonato inédito dos 50m livre, no Mundial de Barcelona, neste sábado, pode ser um ótimo indício de que a reabilitação total está logo ali. 
- Nesse campeonato ainda é muito precoce dizer que estamos vendo o Cesar 100%. Ele não está em seu 100%, apesar de o vermos ganhando. Ele pode fazer muito mais do que isso. Ainda tem alguns exercícios que a gente quer progredir. Mas, hoje, ele não tem mais uma limitação para competir. Ele está no caminho certo para disputar medalha em 2016 - disse Gustavo Magliocca, médico responsável pelo tratamento de Cielo.
Cesar Cielo ouro 50m borboleta Mundial (Foto: Agência AP)Cesar Cielo tenta recuperar a largada que tinha antes da lesão nos joelhos (Foto: Agência AP)
Desde 2007, o brasileiro sofria com uma tendinopatia patelar nos dois joelhos. O esforço contínuo, em seguidas competições, foi piorando o problema ao longo dos anos. A dor era constante, e a lesão passou a ameaçar os treinamentos e as performances do nadador. O ápice foi em Londres 2012. Com dificuldades principalmente na hora da largada, o velocista percebeu que não havia outra saída a não ser a cirurgia se realmente quisesse continuar brigando com os mais rápidos do mundo. Em setembro do ano passado, a operação no tendão patelar foi realizada com sucesso.
- Ele tinha um desgaste crônico do tendão patelar. Esse desgaste gerava um processo inflamatório que incomodava bastante. Em Londres, perdeu muito a musculatura da perna em virtude desse processo inflamatório. Ele chegou a perder dois centímetros de circunferência em cada perna em um período de dez dias. A medida que o joelho inflamava, ele perdia a qualidade de saída. Uma saída que antes era a melhor do mundo acabou ficando muito igual a dos seus adversários - explicou Magliocca, que está acompanhando Cielo e os outros nadadores brasileiros em Barcelona.
Cesar Cielo ouro 50m borboleta Mundial (Foto: Satiro Sodré / SSPress)Cielo conquistou o bicampeonato dos 50m
borboleta na Espnha (Foto: Satiro Sodré / SSPress)
No início, a recuperação foi lenta e delicada. Cielo precisou se afastar das piscinas e ficar sem fazer musculação. As sessões de fisioterapia diárias dominaram os seis primeiros meses do trabalho. Com exercícios específicos, a musculatura foi sendo reconstruída aos poucos e de acordo com as necessidades do nadador dentro da piscina.
- Tentamos construir meus músculos do jeito como eles seriam usados na água. Toda a temporada foi focada nisso. Estar aqui e ser campeão é um grande alívio - disse Cielo, após o ouro nos 50m borboleta.
Responsável por esse processo ao lado do fisioterapeuta Natan Cunha, o médico Gustavo Magliocca explicou como os músculos de Cielo estão sendo trabalhados para aguentar novamente a carga necessária.
- Eu preciso trabalhar esse músculo de duas formas. Uma dentro do comprimento normal dele e outra dentro do comprimento do gesto dele. Ele se aproxima e se afasta das fibras musculares. A gente tem que trabalhar isso dentro da necessidade do tendão. Na medida em que o tendão vai evoluindo, vou ganhando amplitude nessa musculatura. Eu coloco o Cesar na água e executo exercícios específicos justamente para o joelho dele ir se adaptando. Esse foi um processo que durou os primeiros seis meses. Depois, ele já estava apto a executar os movimentos nos comprimentos normais desse músculo. Agora, já estamos focando o rendimento.
Confira no infográfico detalhes sobre a lesão de Cielo
info joelho cielo (Foto: arte esporte)

Nado Resistido?? Vale a pena Nadar sem sair do lugar?

A grande maioria dos nados resistidos apresentados  exigem algum aparelho acessório que aumente ou reduza a resistência.

Eles encaixam-se em três categorias gerais:
  • natação de velocidade contra resistência
  • natação de velocidade assistida 
  • treinamento de resistência fora d'água.

Nenhum desses procedimentos pode tomar o lugar dos tiros curtos em  velocidades muito rápidas para melhorar a potência muscular.
Entretanto, alguns são boas atividades suplementares.
Outros têm valor limitado, e ainda  outros apenas são válidos se forem tomadas certas precauções.

TREINAMENTO DE VELOCIDADE CONTRA-RESISTÊNCIA
As formas mais populares de treinamento de velocidade contraresistência  são a natação estacionaria e a natação contra tubo cirúrgico.
A natação em velocidade com palmares, a natação com calçados e roupas  especiais para aumentar a resistência e o reboque de objetos na piscina são  outros métodos de uso popular.
Recentemente, foram lançados no mercado  dois aparelhos que permitem ao nadador efetuar exercícios de levantamento  de peso na água.
São o Power Rack e o Swim Wheel.

A principal vantagem da natação de velocidade contra-resistência é  que ela exige dos atletas o uso de mais força muscular para suplantar a  resistência adicional.
Todos os métodos de treinamento de velocidade contraresistência  têm, porém, um sério problema.
Embora a resistência adicional  incentive os nadadores a dar braçadas com maior força, isso também altera a  mecânica dos movimentos de seus membros e a posição do corpo.
Eles dão  braçadas mais lentas e curtas, pernadas mais profundas e tendem a "sair" do  estilo e ondular lateralmente seu corpo (MAGLISCHO et al, 1984).
Não  surpreende que as pesquisas que estudaram os efeitos desses e outros  métodos de treinamento de velocidade contra-resistência não informaram  progresso nas velocidades de natação (GOOD, 1973; HUTINGER, 1970;  ROSS, 1973).
Apesar disso, certos tipos de treinamento de velocidade contraresistência  podem ser benéficos, caso se dê uma atenção especial à  freqüência e ao comprimento das braçadas.
Se a freqüência das braçadas  permanece próxima ao nível utilizado nas competições e se o atleta tenta  inter seu comprimento de braçadas, a potência das braçadas será elevada ao máximo, ao mesmo tempo que serão reduzidos os efeitos indesejáveis na  mecânica dos movimentos dos membros e na posição do corpo.

O comprimento das braçadas irá declinar um pouco durante a natação de velocidade contra-resistência, mas, habitualmente, há pouco perigo  para que as braçadas de nadadores de elite sofram alguma deterioração em  decorrência dos exercícios desse tipo, desde que eles não tentem nadar do  mesmo modo nas provas.
As braçadas dos nadadores adultos tornam-se "maceteadas" devido à grande quantidade de nado livre que eles praticam durante os quais os nadadores nadarão relaxadamente.
 Recomendo três a seis repetições. Os nadadores não serão capazes de manter uma freqüência de braçadas de competição.
Apesar disso, eles devem tentar atingir a mais rápida  freqüência de braçadas possível durante o período de trabalho.
 Também  devem tentar melhorar a média durante toda a temporada.
 Este é o uso mais  fraco para o treinamento de velocidade contra-resistência, e, na verdade, não é recomendável.
A deterioração das braçadas será mais intensa do que em  qualquer outro tipo de treinamento contra-resistência.
Por outro lado, o nado  livre pode proporcionar o mesmo efeito de treinamento sem o dano potencial à
mecânica dos movimentos.

Tendo em vista que os esforços despendidos na natação estacionaria são muito difíceis e estressantes, essa prática deve ser efetuada  com parcimônia.
 Esse tipo de exercício também deve ser calculado como parte  da metragem de velocidade a cada semana, para que não ocorra qualquer  perturbação no equilíbrio do treinamento.

Natação com Calçados e Roupas

A natação contra-resistência, promovida pelo uso de calçados e  roupas, não tem vez no programa de treinamento.
 Esse tipo de treinamento de velocidade contra-resistência reduz a freqüência e o comprimento das

braçadas, causando uma perda do alinhamento impossível de evitar. Além

disso, as chances de melhorar a potência muscular são mínimas porque os

atletas nadam a velocidades muito baixas. Praticamente, o único benefício

advindo desse tipo de atividade é a sensação de bem-estar e de velocidade

vivenciada depois da remoção dessas peças de vestuário; contudo, esta pode

ser uma falsa sensação por não se traduzir em tempos mais baixos, e, com

muita probabilidade, a atividade não tem qualquer função em termos de uma

melhora na natação de velocidade.

Natação com Palmares

Embora os palmares aumentem a quantidade de resistência da água que deve ser superada pelos nadadores, eles também aumentam a área da superfície da mão, possibilitando aos atletas um nado mais rápido e, em decorrência disso, talvez aumente a potência muscular.
Além disso, os  nadadores podem colher alguns dos benefícios do treinamento de velocidade assistido, que serão detalhados mais adiante neste capítulo.

A natação em velocidade com palmares é um meio auxiliar  potencialmente válido para o aumento da velocidade de tiro.
 Deve, porém, ser   dada uma cuidadosa atenção à freqüência das braçadas.
A freqüência deve  ser, pelo menos, igual à praticada durante as competições.
 As velocidades  devem ser mais rápidas do que quando as mesmas repetições são nadadas  sem os palmares, para garantir que os nadadores estão trabalhando numa  porcentagem máxima, ou quase máxima, da potência das braçadas.
 Uma  velocidade de braçadas mais lenta e um tempo mais baixo significarão que onadador está simplesmente substituindo a área da superfície pela força.
 A  potência muscular não será aumentada por esse tipo de natação.
 Qualquer das  séries sugeridas para o treinamento de aquisição de potência pode ser efetuada com palmares.
A única desvantagem desse tipo de treinamento é a  possibilidade de exacerbar os sintomas de tendinite.
Esta é uma grande  desvantagem.
Os nadadores com uma história de problemas de ombro devem  ter cuidado ao utilizar esse método.
Eles devem deixar de praticá-lo ao primeiro sinal de dor no ombro.

Power Rack e Swim Wheel

 Power Rack

O Power Rack consiste numa pilha de placas de peso que podem ser transportadas (sobre rodas) até a beira da piscina.
O nadador veste um cinto especial e ergue as placas com a ajuda de um sistema de dupla polia ao  nadar em velocidade na piscina.
A distância que ele pode avançar fica limitada  a aproximadamente 11 metros em decorrência da altura que as placas podem atingir.
O Swim Wheel compõe-se de uma polia grande com  uma corda que se conecta a um cinto vestido pelos nadadores.
 Existe um pequeno eixo no interior da polia grande.
A corda, proveniente desse eixo, está conectada a um balde de lastros de mergulho, que o atleta levanta ao nadar

pela piscina.
O balde vai sendo erguido pela corda que opõe resistência e que  está enrolada em torno do eixo, à medida que o nadador traciona a corda que  está amarrada ao cinto e que passa pela polia grande.
A corda da polia grande  é suficientemente longa para possibilitar que os atletas nadem 25 metros antes que o balde seja erguido até sua altura máxima de 2,4 metros.
A vantagem do  Swim Wheel sobre o Power Rack é que aquele aparelho permite que o atleta  nade em velocidade contra-resistência por maior distância .
A vantagem que esses dois métodos têm sobre os métodos de  natação estacionaria e semi-estacionária é sua capacidade de aplicar  sobrecarga e progressão.
A potência pode ser calculada para os nadadores  porque o peso, a distância de levantamento do peso e o tempo necessário para  seu levantamento podem ser medidos com precisão.
 Além disso, essas   variáveis podem ser manipuladas com o passar do tempo, de modo que a   potência  exercida pelos nadadores durante o treinamento possa ser  aumentada progressivamente.
Os dois métodos mais simples de aplicação da  progressão são o levantamento do peso com mais rapidez ou o levantamento  de mais peso sem perder velocidade.

É provável que as séries de treinamento para esses dois aparelhos   devam incluir quatro a dez nados, efetuados em uma a três etapas.
 Os  períodos de repouso entre as repetições devem situar-se perto de um a três minutos, com três a dez minutos de natação relaxada entre as séries.
O  esforço deve ser máximo e a freqüência das braçadas deve ser monitorada  durante essas formas de treinamento.
 Essa freqüência deve ficar próxima à da competição.
 Considerando que algumas pesquisas demonstraram que a potência e a freqüência de aplicação estão intimamente ligadas (Moffroid & Whipple, 1970), seria um engano erguer elevados pesos (grande grau de resistência) com uma baixa freqüência de braçadas.
E o nadador não teria  como adquirir força numa freqüência de braçadas rápida.
Os atletas devem, em primeiro lugar, estabelecer a desejada freqüência de braçadas para suas provas e, em seguida, devem acrescentar suficiente resistência, de modo que quase não possam manter a freqüência escolhida.
 Então, eles devem treinar nesse grau de intensidade até que possam igualar ou ultrapassar de modo consistente a desejada freqüência de braçadas.
 Depois de atingida essa meta,eles devem aumentar a resistência, dando início a um novo ciclo de treinamento.
Embora seja indubitável que a mecânica de nado sofre alguma  alteração pela maior resistência proporcionada pelo Power Rack e pelo Swim  Wheel, o efeito não deve ter á mesma magnitude que o causado pela natação estacionária e semi-estacionária.
 Os nadadores podem avançar pela piscina de forma mais constante porque não são puxa-dos para trás, como ocorreria com o uso do tubo cirúrgico.

O treinamento de velocidade contra-resistência não precisa ser utilizado com uma freqüência superior a três vezes por semana durante quatro a oito semanas de cada temporada.
Ele pode ser utilizado infreqüentemente ao  longo de todo o restante da temporada.
O período de quatro a oito semanas  proporciona bastante tempo para a maximização da potência das braçadas.
Por outro lado, sua prática em excesso leva à saturação e a uma redução de  motivação.

TREINAMENTO DE VELOCIDADE ASSISTIDA

Os métodos de treinamento de velocidade assistida foram  desenvolvidos para contrabalançar as principais desvantagens do treinamento de velocidade contra-resistência - movimentos mais lentos e mudanças  prejudiciais da mecânica de nado.
Eles foram utilizados pela primeira vez em atletismo depois que alguns treinadores descobriram que os métodos de velocidade contra-resistência estavam fazendo com que os corredores encurtassem seus comprimentos e freqüências de passada (Dintiman, 1984).

Os resultados foram tão impressionantes que Eleanor Rowe, Don Lytle (1977) decidiram estudar os efeitos do treinamento de velocidade assistida  com nadadores.
 O uso de nadadeiras foi o melhor método de treinamento de  velocidade assistida que pudemos pensar na época, embora estivéssemos  cientes das possíveis alterações na mecânica e sincronização das braçadas
que poderiam ocorrer quando os nadadores treinassem o novo procedimento.
Como se viu, nossas preocupações eram infundadas.

Programas de NADO ESTACIONÁRIO foram desenvolvidos com o objetivo de aprimorar o correto posicionamento do nadador na piscina.
A utilizaçao do equipamento auxilia na sustentação do quadril contribuindo para a estabilidade do movimento e aprimoramento da performance. Executar braçadas seguidas.

O Campeão Olimpíco de Natação Gustavo Borges assina todos os produtos da Linha Acqua Cepall.



Prós


  • Alguns aparelhos não prejudicam as articulações e a coluna
  • Variações de intensidades para adequar os aparelhos ao seu nível de condicionamento físico
  • permite desenvolver treino de resistência aeróbio e velocidade
  • Segurança para nadadores de águas abertas
  • maior metragem sem interrupções


Contras

  • não indicado para crianças
  • Força a articulação do ombro devido as altas repetições
  • O movimento das braçadas podem se tornar curtos e lentos
  • não permite trabalho de batimento de pernas enfático
  • em alguns nadadores ocorre a queda dos quadris durante o nado


TREINAMENTO DE VELOCIDADE CONTRA-RESISTÊNCIA 


  • Natação Estacionaria, Natação Semi-Estacionária, Reboque e Roupas de
  • Dragagem
  • Natação com Calçados e Roupas 
  • Natação com Palmares
  • Power Rack e Swim Wheel
Há inúmeras formas, estratégias de desenvolver trabalhos resistidos na água, é necessário adequar o treino a  necessidade específica e condição do nadador.
Bom treino!!!



fonte

* . Nadado ainda mais rápido, 1999

Maglischo, Ermest