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domingo, 20 de junho de 2010

NATAÇÃO X EXERCÍCIO FUNCIONAL

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TREINAMENTO
FUNCIONAL PARA A NATAÇÃO
Você está procurando alcançar uma margem competitiva sobre seus oponentes?
O desenvolvimento de uma musculatura central forte junto com um treinamento funcional para a natação, pode ser exatamente o que a seu programa está faltando.
Muitos programas se enfocam somente nos números nas atividades fora da água, esquecendo que a natação é uma atividade tridimensional, pelo quais os lucros em força têm um valor mínimo na melhora da destreza.

O treinamento funcional pode melhorar a habilidade do corpo para gerar potência a partir da musculatura central.
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Freqüentemente ouvirá falar do centro (os músculos abdominais e das costas) descrito como o centro de potência do corpo.
Isto é porque quando se treina corretamente, estes músculos atuam de maneira sinérgica para melhorar dramaticamente seu rendimento esportivo. Isto não significa que você tenha que fazer centenas de abdominais por dia.
A não ser significa que você deve treinar de forma específica, e praticar como se competira.
Estes exercícios lhe ajudassem a transferir a força ganha no ginásio aos movimentos específicos da natação.
Quando se considera um exercício para um esporte específico é importante assegurar-se de que o exercício possa ser transferido à atividade desejada.
Os exercícios a seguir imitam os movimentos da natação com o propósito de transferir as lucros de força ao rendimento.
Sendo que a maioria das pessoas se interessam cada vez mas em seus programas de treinamento, é importante escolher os exercícios sabiamente.
http://www.huffingtonpost.com/huff-wires/20080629/oly-swm-us-trials/images/83c008dc-a31d-4f41-ab4d-df89bdbcbe20.jpg
Há dois problemas comuns entre os nadadores que podem ser minimizados com este tipo de treinamento funcional:

  • os desequilíbrios posturais
  • e as lesões por sobreuso.
Um defeito postural pode provocar que um nadador nade muito mais lento do que em realidade é capaz, ou que se fatigue mas rapidamente tratando de nadar à mesma velocidade.
O alinhamento apropriado do corpo na água pode realmente reduzir a resistência da água e incrementar a potência central, lhe permitindo nadar mas rápido com menos esforço (menor freqüência cardíaca) e com maior eficiência, por um maior período de tempo.
Uma má postura da cabeça e do corpo ou uma musculatura central fraco podem contribuir a dores nas costas baixa tanto durante como depois das sessões de treinamento.

Outra lesão comum é a chamada ombro do nadador.
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Esta é uma lesão por sobre uso causada pela instabilidade da articulação glenoumeral (a articulação do ombro) derivando na inflamação dos músculos rotadores.
Para acautelar este tipo de lesão é importante uma mecânica apropriada da braçada.
podem-se observar defeitos mecânicos com a fadiga ou com uma flexibilidade inadequada, o que incrementa o estresse sobre o ombro, e que podem ser solucionados mediante um treinamento apropriado.
Quanto mas fortes sejam os músculos estabilizadores e com uma técnica apropriada, maior tempo poderá o atleta treinar a uma alta intensidade

Exemplo de programa

Estudos têm demonstrado que mesmo uma pausa no treinamento de quatro semanas pode alterar drasticamente as características metabólicas dos músculos do nadador .

Com uma pausa de quatro semanas de treinamento (compartilhado com nenhum ferimento do uso excessivo), é significativamente reduzida capacidade de produzir energia durante o mergulho, enquanto que a inatividade completa leva a uma redução na capacidade aeróbia, o que pode alterar drasticamente o resultado da temporada.

Seria muito melhor para evitar qualquer lesão que poderá resultar no encerramento do programa de formação.Esse treinamento é projetado para um nadador que concorre para as estações, e deve ser feito em conjugação com o peso da formação tradicional e natação. Estes exercícios são concebidos para melhorar a força local desenvolvidos na academia, e transferir o resultado para a resistência geral, aplicam-se diretamente com os movimentos reais da natação. De acordo com Tudor Bompa , "esportes de resistência deve considerar os exercícios multi-articulares que envolvem vários grupos musculares."

Este tipo de exercício não pode permitir a conclusão de grandes quantidades de trabalho, mas fornecer um componente funcional, gerais e específicos, de qualidade superior.

Este circuito usa medicineballs para realizar os exercícios pliométricos com bandas de borracha que apresenta uma resistência variável para atender às demandas de estabilização, bem como exercícios feitos com o seu próprio peso corporal, utilizando os princípios de Pilates, para fornecer uma equilibrar o trabalho.

Você vai usar os exercícios multi-articulares em múltiplos planos para aumentar a estabilidade, força e flexibilidade do corpo. Os grandes músculos (ex. quadríceps, abdomen) mostram maior resistência, assim como uma força maior para os níveis submáximos de esforço em comparação com os músculos menores (ex. bíceps), de acordo com a proposta por Brooks .

Você vai usar esse programa de treinamento funcional para integrar a sua força de formação tradicional e, assim colher os benefícios dos dois tipos de exercício melhorar o desempenho atlético.

Ao utilizar este programa:

  • Faça um aquecimento e em seguida trabalhe com maior intensidade, permitindo que a atividade seja transferida para a competição.
  • Ao seguir de um exercício para outro, faça uma pausa de menos de um minuto.
  • Mantenha-se em movimento para produzir uma transição suave e contínua. Para melhores resultados, manter o padrão natural do movimento do seu corpo. É quando ela vai contra a tendência natural quando as lesões ocorrem.
  • Todas as articulações devem trabalhar sinergicamente(simultaneamente) em um movimento funcional. Isso ajudará a manter a freqüência cardíaca dentro dos limites adequados de treinamento.
  • Se você é um nadador distância, tente manter a sua freqüência cardíaca entre 60-85% da máxima. Se você for a velocidade de um nadador seria adequado para treinar mais de 85% do máximo e na zona anaeróbia de formação.

PROGRAMA

Este programa deve ser realizada 2-3 dias por semana antes de nadar. Complete este circuito 3-4 vezes, dependendo do tempo que tem disponível.

Três minutos de descanso entre os circuitos. O primeiro circuito deve ser realizada a uma taxa de 75% de certeza de ter feito um bom aquecimento antes de exercícos pliométricos.

1. Ombro imprensa sobre a cabeça com rotação e agachamento.

Use uma esfera de medicina (6-8 quilos para as mulheres e 10-12 libras para os homens). Repita esta atividade alternando direita e esquerda para completar 20 repetições (10 para cada lado)

  • Passo 1: Comece com o pé a bola no peito e fazer a imprensa do ombro (ver Figuras 1a e 1b)
  • Fase 2: Execute uma rotação da coluna à direita, e voltar para a escola (ver Figura 1c)
  • Fase 3: Execute um agachamento com a bola na altura do peito (ver Figura 1d)


Figura 1a. Ombro imprensa sobre a cabeça com rotação e agachamento: posição inicial


Figura 1b. Pressione a cabeça entre os ombros


Figura 1c.
Execute uma rotação da coluna à direita, e voltar para a posição inicial
Figura 1d. Sentar

2. Sentar -Coloque o medicineball nas costas entre os ombros, cotovelos apontando para cima. Execute 20 repetições, sem pausa.

  • Passo 1: Execute o agachamento até os joelhos estão em um ângulo de 90 graus (ver figura 2)
  • Fase 2: Execute explosiva que se estende até um pé (o salto pliométrico opcional na fase 2 para a série 2-4) (ver Figura 2b)

Execute o agachamento até os joelhos estão em um ângulo de 90 graus

Figura 2b. peq. sentada para trás,fase 2

3. Projeção do quadril para trás

Realize 15 reptições sem pausa.

  • Fase 1: apartir da final de "sentadilla", leve o medicineball entre suas pernas na altura dos tornozelos (ver figura 3a)
  • Fase 2: extenda as pernas para a posição de pé, enquanto balançando braços acima da cabeça com o movimento explosivo (não solte a bola) (ver figura 3b)


Figura 3a. Lançado acima retornando volta a fase 1


Figura 3b. Lançado em volta, fase 2

4. Lançado durante o seu impulso para a frente da cabeça (alternando as pernas)Realize 10 repetições com cada perna sem pausa.

  • Fase 1. Realize uma estocada para a frente com a esfera de medicina sobre sua cabeça com os cotovelos flexionados em 90 graus(ver figura 4a)
  • Fase 2. Concomitante com a Fase 1, estender os cotovelos, como se para lançar a bola para a frente (não solte a bola) (ver figura 4b)


Figura 4a. Lançamento para trás sobre a cabeça como arremesso a frente, fase 1.


Figura 4b. Lançamento para trás sobre a cabeça como arremesso a frente, fase 2.

5. Sentada rápida e puxar com os braços estendidos

Use um elástico de força média com duas alças. Gancho da banda em um post e colocar na frente dele. Execute 30 repetições, sem pausa. Tente fazer o exercício o mais rápido possível porque a velocidade determina a intensidade.

  • Fase 1: realizar um agachamento, enquanto simultaneamente puxando a banda para seus quadris, mantendo os cotovelos em linha reta(figura 5a)
  • Fase 2: retorne a posição inicial(figura 5b)


Figura 5a. Agachamento rápido e tração com os braços extendidos, fase 1


Figura 5b. Agachamento rápido e tração com braços estendidos simultâneos, fase 2

6. Estilo livre tração a frente (balançando os ombros [ombro roll])

Use uma faixa de borracha grande de resistência média com duas alças. Gancho da banda em um poste e fique de costas para o mesmo.

Realize 30 trações sem pausa. Asegure se de alternar os braços. Faça movimentos rápidos (quanto possível) potência, a velocidade determinará a intensidade. Você deve se sentir como se estivesse nadando crawl com rolamento de ombros (ver figuras 6a, 6b y 6c).


Figura 6a. Tração crawl a frente, posição inicial


Figura 6b. Tração crawl a frente, fase 1


Figura 6c. Tração crawl a frente, fase 2

7. Rotacão do tronco com extenção dos braços

Utilize uma faixa de borracha de grande resistência média com duas alças. Gancho da banda em um poste e fique perpendicular ao apoio. Execute 30 repetições, sem pausa para o lado. Repita o procedimento para o outro lado.

  • Fase 1: Fique de pé, tendo as alças com ambas as mãos e tal distância que provoca uma leve tensão na banda. Mantenha os braços estendidos e realizar uma rotação do tronco tão grande quanto o seu corpo permite (ver figura 7a)
  • Fase 2: retorne a posição inicial (ver figura 7b)


Figura 7a. Rotacão do tronco com braços extendidos, fase 1


Figura 7b. Rotacão do tronco com braços extendidos, fase 2

8. Elevação de braços e pernas em pronação

Deite-se de barriga para baixo com os braços estendidos acima da cabeça e pernas estendidas, cabeça para baixo. Verifique se o seu pescoço está alinhada com a coluna para eliminar o stress possível. Repita esse exercício duas vezes antes de começar a se mover.

  • Fase 1: levante os braços e pernas como superman , movendo as simultaneamente (abrir e fechar) conte 20 repeticões (ver figura 8a)
  • Fase 2: retorne a posição inicial (ver figura 8b)


Figura 8a. Elevacão de braços e pernas , fase 1


Figura 8b. Elevacão de braços e pernas , fase 2

9. Tesoura

Deite de costas na posição de alongamento dos isquiotibiais com ambas as pernas estendidas em posição de tesoura. A perna abaixo deste não deve tocar o chão. Segure a perna que está de volta com as duas mãos na panturrilha. Execute 20 repetições, sem pausa (10 em cada perna).

  • Fase 1: com os olhos no umbigo e no pescoço em um "C", levante a perna para a cabeça de um alongamento suave. Segure por um segundo. Certifique-se de manter a sua parte inferior das costas coladas ao chão (ver figura 9a)
  • Fase 2: balançar as pernas para mudar de posição, mantendo uma posição estável até a cintura escapular ea pequena porção da parte de trás é suportado. Repita a Fase 1 com a outra perna (ver figura 9b)


Figura 9a. Tesouras, fase 1


Figura 9b. Tesouras, fase 2

Mesmo que não se adote métodos diferentes para auxilia-lo no treinamento e melhoria de sua condição física é importante conhecer alguns trabalhos.
Sempre é possível aproveitar algum elemento metodológico.
Agora ...Caia na água e...Bons Treinos!!!

Fonte:
1. Bompa T. Periodization: Theory and methodology of training (4th ed.). Champaign, IL, Human Kinetics. 1999.

2. Brooks D., Brooks C. Integrated balance training: A programming guide for fitness professionals. Canton, OH:DW Fitness, LLC. 2002.

3. Kammer S., Young C., Niedfelt M. Swimming injuries and illnesses. The physician and Sports Medicine. 27(4): 51-60. 1999.

sábado, 19 de junho de 2010

CERTEZAS ABSOLUTAS EM NATAÇÃO


A técnica de nado em natação é algo que varia (e muito) de um atleta para o outro.
Varia de um programa para o outro, e muito mais ainda de um técnico para o outro.
Determinadas posições de entrada da mão na água, padrão de respiração, ritmo de batimento de pernas, até mesmo posição na saída de bloco, são todas variáveis que se alternam em diferentes opções com várias formas de bons resultados.
Entretanto, existem algumas VERDADES ABSOLUTAS nas técnicas de natação.
São técnicas que se enquadram em qualquer nadador, programa ou treinador.
São questões que mesmo sofrendo adaptações, são aceites e aplicadas nos atletas de alto nível e padrão técnico.

Confira as VERDADES ABSOLUTAS nas técnicas de natação:
1) FLEXIBILIDADE DO TORNOZELO: Nadadores com maior índice de flexibilidade nos tornozelos têm melhores aproveitamentos nos trabalhos de pernas.
2) COTOVELO ELEVADO DURANTE TRAJETO SUBAQUÁTICO: Talvez a mais absoluta e incontestável de todas elas.
Fazer a braçada de qualquer estilo com o cotovelo mais alto do que a mão é uma necessidade.
3) ALINHAMENTO HORIZONTAL: Esta Verdade Absoluta não era tão absoluta alguns anos atrás.
O objetivo de minimizar a resistência sempre existiu, mas nesta última década passaram a intensificar o treino de controlo e balanço corporal, equilíbrio, postura e alinhamento.
4) POSIÇÃO DA CABEÇA RELATIVAMENTE AO CORPO: Com muita freqüência nadadores fazem movimentos desnecessários com a cabeça.
O fator mais importante nesta Verdade Absoluta é entender que movimentos desnecessários só aumentam a resistência e não acrescentam na ação propulsiva.
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Para uma análise biomecânica sobre a flutuação tem que se considerar dois pontos estratégicos:

  1. o centro de empuxo
  2. centro de gravidade.

Quando o centro de gravidade do nadador e o centro de empuxo coincidem, ou estão verticalmente um acima do outro, o corpo manterá a sua posição horizontal.

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Quando o centro de empuxo não coincide com o centro de gravidade ou não está juntamente com ele sobre a mesma linha vertical, quase invariavelmente o centro de empuxo situa-se mais próximo da cabeça do que o centro de gravidade.

Quando isso acontece significa que o peso e a força de empuxo agem como um binário que tende a forçar as pernas e pés em direção para baixo.

Nestes casos os pés caem regularmente até que seja alcançado um ponto em que o centro de gravidade e o centro de empuxo estejam ao longo da mesma linha vertical, de seguida o corpo flutua nesta posição.
A título de curiosidade é provado cientificamente no âmbito da mecânica dos fluidos que o volume máximo de água que uma nadadora pode deslocar é igual ao volume do seu próprio corpo.

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Fonte: www.bestswimming.com.br

Colwin, C. M. (1998). The Crawl Stroke. Swimming Technique,

Colwin, C. M. (1999). Swimming Dynamics. Winning Techniques and Strategies. Masters Press. Lincolnwood, Illinois.

Costill, D.L.; Maglischo, B.W. e Richardson, A.B. (1992). Swimming. Blackwell Scientific Publications, London.

Vilas-Boas, J.P.; Soares, S. (2003). O ensino-aprendizagem das técnicas de nado. Mariposa, Costas, Bruços e Crol. Textos de apoio da II Acção de Formação do Viana Natação Clube - "O Ensino da Natação no Sistema Educativo". VianaNC, Viana do Castelo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

NATAÇÃO X ESCLEROSE MÚLTIPLA

Por muito tempo pessoas com esclerose múltipla (EM) foram orientadas a reduzir seu nível de atividade física.
Esse tipo de orientação pretendia promover a conservação de energia, evitar o aumento da temperatura corporal e, assim, controlar a fadiga e diminuir o risco de exacerbação dos sintomas da doença.
A implicação da adoção de um estilo de vida sedentário repercutiu em um risco maior de doenças cardíacas e em outras condições associadas a inatividade física e a distúrbios característicos da EM, como espasticidade, ataxia, fraqueza muscular, problemas de equilíbrio e fadiga.
Contrariamente a esse panorama, nos últimos anos grupos de pessoas com EM têm se envolvido em programas com exercícios físicos e alcançado benefícios similares àqueles obtidos por pessoas saudáveis.

Além disso, não foram observados casos de aumento dos sintomas da doença relacionados a prática de exercícios físico.

O conhecimento científico relacionado ao tema exercício físico e EM é fundamental para uma orientação adequada de atividades físicas para pessoas com essa doença.

Desse modo, organizamos nosso trabalho contendo informações sobre as características da EM, a capacidade motora e o nível de atividade física de pessoas com essa doença, além de apresentar indicações de exercícios físicos e orientações básicas para a prática.


Oque é esclerose múltipla

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A EM é uma doença neurológica crônica que afeta a substância branca e, em menor grau, a substância cinzenta do sistema nervoso central .

A perda de mielina observada em lesões na EM leva a falha na propagação de potenciais de ação axonais, sendo a principal causa de sinais e sintomas clínicos característicos da doença. Tais lesões são disseminadas em espaço e tempo, caracterizando períodos de surto e remissão dos sintomas (EM recorrente-remitente) ou, ainda, pela progressão ininterrupta da doença (EM progressiva).

Desse modo, o curso da doença passa a ser imprevisível em cada paciente.

Embora sua origem não seja comprovada, é provável que a EM ocorra em decorrência da combinação:

  • de fatores genéticos
  • infecciosos
  • ambientais
  • e auto-imunes
http://s3.amazonaws.com/pixmac-preview/41345461.jpg.

Ela acomete principalmente mulheres, entre 20 e 40 anos, em seu período de maior produtividade.

A prevalência da doença é variável em diferentes regiões do planeta.

Na Escócia, onde são encontradas as taxas mais elevadas, há 193 casos por 100.000 habitantes.

Em outras regiões, como por exemplo, na China a EM é rara, ocorrendo na proporção de 1 caso por 100.000 habitantes.

No Brasil, dados da última década indicam a prevalência da doença na cidade de São Paulo em 15 casos por 100.000 habitantes (CALLEGARO et al, 2001; PUGLIATTI, SOTGIU e ROSATI, 2002).

Para a avaliação da incapacidade neurológica na EM foram criadas várias escalas, sendo a Expanded Disability Status Scale (EDSS), proposta por Kurtzke, a mais conhecida e amplamente utilizada.

Essa escala é baseada em oito sistemas funcionais (visual, piramidal, sensorial, cerebelar, esfincteriano, cerebral, tronco encefálico e outros) e na capacidade de locomoção. Apresentamos, de forma abreviada, a pontuação dessa escala na Tabela I (KURTZKE, 1983).

Tabela I - Expanded Disability Status Scale (EDSS) (KURTZKE, 1983).

O comprometimento de sistemas funcionais como o piramidal, cerebelar, sensitivo, visual, cognitivo e tronco encefálico é comum em pessoas com EM e pode acarretar o desenvolvimento de várias condições que, por sua vez, influenciam a capacidade funcional e a prática de atividades físicas .

Sintomas

Fadiga: é um sintoma freqüentemente relatado por pessoas com EM. Caracteriza-se por um sentimento incontrolável de apatia, exaustão e falta de energia, sendo considerada uma das principais causas da incapacidade para o trabalho e isolamento social

A origem da fadiga na EM é ainda desconhecida, podendo ser explicada multifatorialmente pela presença de disfunção axonal, falha na condução dos impulsos nervosos no corpo caloso, reação anormal ao calor ou ainda pelo desuso, podendo, nesse último caso, ser reduzida com a prática regular de exercícios físicos .

Espasticidade: trata-se de uma desordem motora caracterizada pelo aumento do tônus muscular, decorrente da hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento velocidade-dependente (SATKUNAM, 2003).

A espasticidade presente em pessoas com EM geralmente está relacionada ao curso da doença, podendo trazer prejuízos à execução de movimentos de membros superior e inferior, reduzir a locomoção, dificultar a execução de habilidades motoras finas e interferir na manutenção da postura, conforto, higiene e em funções da bexiga e intestino.

A espasticidade pode ser exacerbada devido ao uso de medicamentos, por infecções do trato urinário, constipação e em períodos de exacerbação da doença .

Ataxia: origina-se de disfunção cerebelar e causa a diminuição da coordenação muscular em tronco e membros, sendo caracterizada por tremores e diminuição do equilíbrio durante a marcha, levando o indivíduo a andar com os pés afastados a fim de aumentar sua base de sustentação. Não existe medicamento capaz de eliminar a ataxia, no entanto, alguns mostram-se eficientes na diminuição dos tremores.

A fixação ou apoio dos membros possibilita a estabilização e diminuição dos tremores .

Déficit sensorial: diminuição do senso de posicionamento de membros, parestesias e perda de sensibilidade a dor são os sintomas mais comuns.

A presença desses sintomas afeta a coordenação das extremidades dos membros e conseqüentemente a marcha .

Reação anormal ao calor: pessoas com EM, freqüentemente, relatam desconforto, aumento da fadiga e o aparecimento de sintomas oftalmológicos devido ao aumento da temperatura corporal. Essa reação anormal ao calor parece ter origem multifatorial, incluindo o próprio aquecimento corporal, alterações circulatórias e na concentração de substâncias humorais .

No entanto, não foram confirmadas respostas anormais associadas ao aumento da temperatura corporal decorrentes da prática de exercícios físicos.


Características do sistema neuromuscular e das capacidades motoras na esclerose múltipla

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A reduzida eficiência na função motora de pessoas com EM tem sido associada a dois fatores:

1.A redução nos níveis de atividade física parece influenciar o aumento do tempo de resíntese da fosfocreatina, sugerindo deterioração da capacidade oxidativa e o surgimento de, pelo menos, parte da fadiga.
Nesse sentido, Lambert et al (2003) estudaram o efeito da ingestão de creatina monohidratada por pessoas com EM, porém, não encontraram efeito significativo nos estoques de creatina muscular ou na capacidade de exercitar-se em alta intensidade desses indivíduos.
O efeito do sedentarismo pode ainda ser representado pelo menor número de fibras tipo I (oxidativas) e reduzido tamanho e ação enzimática em fibras de todos os tipos, levando as pessoas com EM a depender em grande parte do metabolismo anaeróbico, o que favoreceria a exacerbação da fadiga (KENT-BRAUN et al, 1997).

2.A reduzida eficiência da função motora relaciona-se ao papel do sistema nervoso central (SNC) na ativação das unidades motoras. Por exemplo, Kent-Braun et al (1994b) observaram um grupo de pessoas com EM em situação de esforço físico e não detectaram falha na junção neuromuscular, sugerindo que a falha na ativação seria originária de danos no SNC. Outros estudos vêm corroborar essa hipótese apontando a influência de falha central na diminuição das taxas de acionamento máximo das unidades motoras e no recrutamento inadequado das mesmas .

Em síntese, a presença de déficits de origem intramuscular (possivelmente devido ao sedentarismo) e de origem no SNC (provavelmente devido a deficiência na condução decorrente da desmielinização das fibras nervosas) interferem no funcionamento adequado do sistema neuromuscular.


Atividade física e esclerose múltipla

Em EM, a prática de atividades físicas parece ser influenciada pela diminuída eficiência na ativação das unidades motoras e pelo aumento da fadiga central .

O objetivo de alguns estudos tem sido o de determinar a incidência e a influência dos níveis de atividade física em grupos de pessoas com essa doença.

Esses dados geralmente são obtidos por meio de questionários, pois são de fácil uso, baixo custo e tem caráter não invasivo .

Entretanto, o uso do acelerômetro, aparelho que grava o movimento através da aceleração do corpo, tem sido sugerido como um meio de avaliação eficaz dos níveis de atividade física, pois apresenta maior objetividade na obtenção de dados em relação ao questionário Ng e Kent-Braun (1997) verificaram, através do questionário e acelerômetro, que um grupo com 17 pessoas com EM praticava menos atividade física do que um grupo de 15 controles sedentários saudáveis.

Em outro estudo, Stuifbergen verificou que pessoas com EM são mais sedentárias que adultos saudáveis e adultos com uma variedade de condições crônicas.

Essa pesquisa também identificou que aqueles com a doença e mais ativos fisicamente apresentavam valores mais altos nas medidas de funcionamento físico e saúde em geral.

Em geral pesquisas revelam a tendência à adoção de um estilo de vida sedentário por pessoas com EM.

Como fatores prováveis desta tendência podemos destacar a presença da fadiga característica , distúrbios da marcha e ainda a orientação para conservação de energia e redução de esforços intensos.

Contudo, como para a população saudável, as pessoas com EM parecem beneficiar-se com a obtenção de níveis adequados de atividade física.

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Força muscular

Métodos de avaliação da força muscular, conduzidos a partir de contrações isométricas e isocinéticas, tem demonstrado a reduzida capacidade de produção de força de pessoas com EM, quando comparadas a sujeitos saudáveis.

Por exemplo, Rice, Vollmer, Bigland-Ritchie (1992) encontraram valores de força 30-70% menores nos músculos de pessoas com EM com diferentes graus de acometimento.

Por sua vez, Schwid et al (1999) relatam que indivíduos com EM eram significativamente mais fracos em uma de quatro medidas de membro superior e significativamente mais fracos em oito medidas de membro inferior.

Lambert, Archer e Evans (2001) apóiam esses estudos, indicando que indivíduos com EM foram mais fracos do que controles, em três de quatro medidas de membro inferior.

Há uma particularidade em relação aos níveis de força de membros superiores e inferiores de pessoas com EM.

Parece haver um maior comprometimento de força de membros inferiores, com relativa preservação desta capacidade em membros superiores.

Desta forma, os prejuízos são observados principalmente na habilidade de deambulação (caminhar), que por sua vez, influi diretamente na manutenção de um estilo de vida independente .

Na década de 1980 um estudo pioneiro com exercícios físicos para pessoas com EM impulsionou o desenvolvimento de programas com essa temática.

Esse estudo incluiu 10 indívíduos em um programa de 10 semanas com exercícios calistênicos em meio aquático e natação.

Nesse estudo foram observadas mudanças positivas na força muscular, fadiga, trabalho e potência, sem a ocorrência de surtos da doença em função da participação no programa .

Somente nos últimos anos pesquisadores tem se dedicado ao estudo de programas específicos de fortalecimento muscular para pessoas com EM.

DeBolt e McCubbin (2004) registraram o impacto de um programa domiciliar com exercícios resistidos para membros inferiores a partir de um programa compreendendo a execução de 6 sessões para instrução dos participantes e 8 semanas de treinamento com 3 sessões semanais em ambiente domiciliar.

Participaram do estudo 19 praticantes e 17 controles, todos com EM confirmada e com EDSS entre 1 e 6,5.

Os resultados demonstraram melhora significativa de potência de pernas, com ganhos médios de 37,4% e diminuição de 12,7% no tempo de caminhada.


Capacidade aeróbia

Devido a fatores como a fadiga, fraqueza muscular, espasticidade e equilíbrio, nota-se o comprometimento da execução da marcha e conseqüente aumento do risco de quedas em pessoas com EM .

Desse modo, as pesquisas com exercícios aeróbios desenvolveram-se principalmente através do uso de ciclo ergômetros, pois permitem adequada acomodação e reduzem o risco de lesão proveniente de quedas .

Quando comparados a pessoas saudáveis, indivíduos com EM apresentam déficits na capacidade aeróbia, expressos pelo VO2.

Não obstante, ganhos de condicionamento são verificados, sem que haja indícios de maiores riscos de surto da doença em decorrência do treinamento aeróbio.

É relevante destacar que, apesar das demandas fisiológicas serem adequadas ao exercício, a presença de fatores como fraqueza muscular, espasticidade e fadiga aparecem relacionados a tolerância destas pessoas ao exercício. Sutherland e Andersen (2001) destacam ainda, a associação de déficits na função dos músculos respiratórios com reduções na capacidade cardiorespiratória dessas pessoas.

O impacto do treinamento aeróbio no condicionamento físico e na qualidade de vida de pessoas com EM foi estudado por Petajan et al (1996).

Nessa pesquisa 21 sujeitos (EDSS = 6) completaram um programa de exercícios por 15 semanas com 3 sessões semanais.

Cada sessão de treino consistia de 5 minutos de aquecimento a 30% VO2máx, 30 minutos a 60% do VO2max, seguidos de 5 minutos de resfriamento e alongamento para os membros inferiores e para as costas.

Os exercícios foram realizados em ergômetro de braços e pernas.

Nesse estudo foi observado aumento de 22% no VO2, diminuição de gordura corporal e níveis de triglicérides, além de mudanças favoráveis na força máxima isométrica de todos os grupos musculares.

O treinamento também resultou em um profundo impacto na qualidade de vida, com reduções na depressão, fadiga e melhora na mobilidade e cuidados corporais.

O autor sugere que indivíduos com EM podem obter benefícios com a prática de exercícios aeróbios, similares àqueles alcançados por pessoas sem doença.

Em síntese, como resultado da doença e do sedentarismo, encontramos déficits nas capacidades motoras de pessoas com EM.

Ao compará-las com pessoas saudáveis, verificamos que há redução no desempenho da força muscular e na capacidade aeróbia.

Na última década, uma série de pesquisas apresentou os benefícios de programas com exercícios físicos para esta população.

A ausência de exacerbação dos sintomas da doença e modificações favoráveis da capacidade funcional, em fatores psicosociais e na qualidade de vida dos participantes, destacam o potencial terapêutico de exercícios aquáticos, de fortalecimento muscular e aeróbicos.

O impacto destas atividades no curso da doença permanece incerto, sendo necessários novos estudos que monitorem modificações no curso da doença ao longo do tempo.


Indicações de exercícios físicos para pessoas com esclerose múltipla

O conhecimento científico sobre a prática de exercícios físicos por pessoas com EM avançou significativamente nas últimas duas décadas.

Nesse período, pesquisadores passaram a considerar a participação de pessoas com EM em programas que envolvessem exercícios em meio aquático, com ciclo ergômetros e com exercícios resistidos.

Entretanto, nessa perspectiva, os diferentes tipos de progressão da EM, sua sintomatologia variada e os diferentes graus de incapacidade dificultam a elaboração de guias e padronizações para a orientação de exercícios para essa população.

No entanto, os estudos mostram que indivíduos com leve a moderado grau de acometimento podem beneficiar-se com programas de exercícios físicos similares àqueles existentes para a maioria da população, de acordo com as orientações do American College of Sports Medicine .

Considerando o crescente número de pesquisas com exercícios físicos para pessoas com EM e sua conseqüente indicação para a promoção de saúde e qualidade de vida dessas pessoas, apresentaremos algumas diretrizes básicas que consideramos pertinentes para a orientação de exercícios físicos para essa população.

O primeiro passo, antes de iniciar qualquer programa com exercícios físicos para pessoas com EM consiste em compreender o quadro clínico do aluno. Nesse aspecto seu médico deve ser consultado.

Esse profissional poderá fornecer informações precisas a cerca do estágio de progressão da doença e das especificidades do quadro clínico atual.

Poderá ainda indicar dificuldades e limitações fisiológicas peculiares de cada paciente, o que pode ser fundamental para a determinação de um programa adequado de exercícios.

O contato com o médico deve ser mantido para que a constante troca de informações possa permitir intervenções coerentes ao longo do tempo.

A segunda etapa a considerar é verificar o histórico de atividades físicas e as principais dificuldades decorrentes de incapacidades.

Informações sobre a adaptação de exercícios e preferências do indivíduo por alguma atividade específica são valiosas e devem ser registradas.

A prática de uma atividade prazerosa pode influenciar favoravelmente na adesão ao programa.

Por último, destacamos a necessidade de avaliação da função motora.

Orientações para o treino de Natação Portador de EM

  • A atenção ao progresso da doença é importante para a orientação de exercícios físicos para pessoas com EM.
  • Se houver exacerbação dos sintomas, deve-se interromper o exercício até que ocorra sua completa remissão.
  • Após o retorno, o programa deve ser revisto e adaptado às condições presentes.

Essas orientações geralmente são úteis para pessoas com EM recorrente-remitente.

Na presença de indivíduos com tipo progressivo, ou seja, sem remissão da doença, a meta do programa deverá ser de simplesmente reduzir a deterioração física e otimizar as funções remanescentes .

Considerando as capacidades, limitações e objetivos pessoais de cada indivíduo pode-se estabelecer o programa mais adequado de exercícios físicos.

De maneira geral recomenda-se exercícios de volume e intensidade moderada, com sessões em dias intercalados que permitam sua adequada recuperação.
Exercícios aquáticos

http://www.nycgovparks.org/sub_opportunities/employment/seasonal/images/learning_to_swim_nyc2_lg.jpg

Exercícios aquáticos são apropriados para pessoas com EM.

A flutuabilidade e viscosidade, características do meio aquático, reduzem o impacto da gravidade e conferem maior equilíbrio e amplitude de movimento de músculos muito fracos para desempenhar a mesma tarefa em terra.

Temperaturas entre 27 e 29° C parecem ser ideais, principalmente para pessoas com sensibilidade ao calor, embora, para algumas pessoas, seja tolerável temperatura até 34°C (hidroterapia). Apesar do efeito desejado de dissipação do calor em meio aquático, temperaturas abaixo de 27° não são recomendadas devido ao risco de aumento da espasticidade .

O desenvolvimento das capacidades de força e resistência muscular localizada podem ser alcançados em meio aquático pela participação em aulas conhecidas como hidroginástica ou hidroterapia.

Esse tipo de atividade é freqüentemente ofertado por academias de ginástica e natação, consistindo na aplicação de exercícios específicos.

O incremento da intensidade do esforço pode ser alcançado com a utilização de aparelhos específicos como caneleiras, coletes e halteres.

Já para a melhora do condicionamento aeróbio podem ser administradas sessões de natação, na medida em que essas não signifiquem esforços muito intensos que elevem significativamente a fadiga.
Exercícios aeróbios

Os programas para desenvolvimento da capacidade aeróbia de pessoas com EM, claramente incorporam as orientações do ACSM .

Nos estudos realizados, basicamente encontra-se a seguinte estrutura:

  • Freqüência de treinamento: ao menos 3 dias por semana.

  • Intensidade de treinamento: 65 - 70% da freqüência cardíaca máxima, ou 55-60% do VO2max.

  • Duração do treinamento: 30 minutos de atividade aeróbica contínua ou intervalada.

  • Modalidade de treinamento: ciclo ergômetro horizontal ou vertical de pernas e braços.

Atividades de aquecimento são consideradas importantes, dada a coerência em sua adoção por preparar fisiologicamente o organismo para a tarefa principal.

Apontamos como principais as rotinas de alongamento, atividades lúdicas ou mesmo a realização do exercício principal do programa em menor intensidade.

Medidas de freqüência cardíaca podem ser úteis para o acompanhamento da intensidade do esforço.

Para algumas pessoas com mínimo ou nenhum déficit motor pode-se incluir sessões de caminhada ou até mesmo de corrida.

Como déficits de equilíbrio e coordenação motora são comuns nessa doença, a definição do método a ser adotado deve levar em consideração as possibilidades e interesses de cada participante.


Exercícios de fortalecimento muscular

Conforme fora proposto por Petajan e White , a aplicação de exercícios para desenvolvimento da força muscular deverá seguir uma lógica crescente de funcionalidade onde, para aqueles com maior déficit motor sugere-se a aplicação de movimentos passivos, como lentos alongamentos para os principais grupos musculares.

Para indivíduos com maior nível de força são indicados alongamentos ativos e exercícios resistidos, com ou sem a ação da gravidade e com número de repetições próximo ao nível da fadiga.

Os autores sugerem atividades como Yoga e Tai Chi.

Indivíduos com pouco ou nenhum déficit motor poderão seguir programas similares aos propostos para pessoas saudáveis:

  • Freqüência de treinamento: 2 - 3 sessões semanais.

  • Volume de treinamento:

    • 8 - 10 exercícios resistidos dinâmicos (isotônicos) que envolvam grandes grupos musculares.

    • 1 - 2 séries.

    • 8 - 12 repetições máximas (repetição máxima é o número máximo de vezes que uma carga pode ser levantada antes da fadiga concêntrica e com execução correta da técnica do exercício)

  • Modalidade de treinamento: pesquisadores têm utilizado diferentes e eficazes modos de treinamento de força para pessoas com EM - máquinas e pesos livres ( peso corporal contra a ação da gravidade aliado ao uso de coletes com pesos e faixas elásticas com diferentes graduações .

Considerando as possibilidades de cada aluno, a progressão de um treinamento para desenvolvimento de força em pessoas com EM pode sofrer grande variação no seu planejamento e progressão.

Pessoas com pouco ou nenhum déficit muscular podem necessitar de modelos de periodização que alterem a intensidade e volume de treino ao longo do tempo para otimizar os ganhos de força. Em outros casos, a instalação precoce da fadiga poderá implicar na realização de um volume reduzido de exercícios, porém, configurando-se ainda como um estímulo suficiente para a manutenção ou mesmo o desenvolvimento da força.

Como em alguns casos há redução na velocidade de resíntese de fosfocreatina de pessoas com EM , deve ser permitido um maior tempo de recuperação entre séries e entre exercícios que envolvam grupos musculares similares.

Nesse sentido, o contato entre o profissional responsável pela orientação do programa de exercícios e o aluno será importante para a determinação do esforço e do tempo adequado de recuperação.

http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Marieclaire/foto/0,,33306375,00.jpg
Exercícios de flexibilidade

As orientações básicas do ACSM são de que exercícios de flexibilidade sejam incorporados à rotina de exercícios e permitam o desenvolvimento ou manutenção da amplitude de movimento articular.

Os exercícios deverão incluir os principais grupos musculares, com freqüência de 2 a 3 vezes por semana .

Para pessoas com espasticidade é recomendado o alongamento antes e após a sessão de exercícios.

O alongamento deve ser realizado de maneira lenta e confortável, objetivando a redução do tônus muscular. Cada posição deve ser mantida por 20-60 segundos para máximo benefício (WHITE e DRESSENDORFER, 2004).


Lian Gong e Yoga

Uma outra possibilidade de exercícios físicos para pessoas com EM são as atividades conhecidas como orientais ou alternativas.

Dentre as estudadas para pessoas com essa doença, destacam-se o Lian Gong e Yoga. Tais práticas são caracterizadas por lenta movimentação e manutenção de posturas pré-estabelecidas.

Elas podem ser adaptadas conforme a necessidade de cada aluno, através do apoio em cadeira, parede ou mesmo pela realização das tarefas no solo.

Dentre os benefícios, destacam-se a sensação de relaxamento, descoberta de novas sensações corporais, (USHIROBIRA, SIVIERO e TAVARES, 2005) e redução da fadiga (OKEN et al, 2005).


Orientações para a prática de exercícios físicos por pessoas com esclerose múltipla

Baseados em informações contidas nos diversos estudos divulgados na literatura científica e em nossa experiência com a orientação de exercícios físicos para pessoas com EM, exporemos, a seguir, alguns pontos que consideramos relevantes para uma orientação, segura e eficaz, de exercícios físicos para pessoas com EM:

  • Estabelecer contato com o médico do aluno a fim de obter informações relevantes para a elaboração do programa de exercícios físicos.

  • Cuidados para controle da fadiga.

    • Elaborar o programa contemplando a alternância de períodos de esforço e descanso.

    • Preferir o horário do dia em que o aluno menos sinta os efeitos da fadiga.

  • Cuidados para evitar o aumento da temperatura corporal.

    • Algumas estratégias têm sido sugeridas, incluindo o uso de salas climatizadas ou bem ventiladas, a adoção de práticas no período da manhã, hidratação adequada (MULCARE et al 2001) e imersão do corpo em água fria até a cintura, exceto em situação onde possa ocorrer exacerbação da espasticidade (WHITE, WILSON e PETAJAN, 1997).

  • Cuidados com a espasticidade.

    • Evitar temperatura em meio aquático, inferior a 27º.

    • Evitar exercícios com alta velocidade de contração.

  • Estabelecer o programa de exercícios físicos conforme as preferências do aluno e de acordo com suas capacidades. Em alguns casos, o aluno pode não ser capaz de atingir e manter uma intensidade de esforço suficiente para promover alterações no sistema aeróbio. Nesses casos, a opção por exercícios de fortalecimento muscular pode ser a melhor alternativa.

  • Facilitar o acesso a sanitários. Pessoas com EM freqüentemente apresentam urgência urinária.

  • Manter diálogo constante com o aluno. Esse hábito possibilitará ao profissional o reconhecimento do impacto diário da fadiga e, assim, facilitará o dimensionamento da carga e volume de cada sessão de treino.

  • Embora a prática de atividades em ambiente aquático seja indicada, faz-se necessário evitar temperaturas inferiores a 27°, devido ao risco de exacerbação da espasticidade, e superiores a 29°, pois algumas pessoas apresentam sensibilidade ao calor, podendo ter aumento da fadiga e presença de distúrbios oftalmológicos.

  • Evitar a prática de exercícios físicos em períodos de surto da doença. Após a recuperação do aluno a atividade poderá ser reiniciada e um novo programa deverá ser estabelecido.

O resultado de estudos publicados nos últimos anos tem apontado o aspecto salutar da adoção de um estilo de vida ativo por pessoas com EM.

Desse modo, esperamos que a mudança do antigo paradigma de conservação de energia facilite às pessoas com EM a exploração e reconhecimento de suas capacidades e potencialidades, possibilitando a melhora de aspectos de sua qualidade de vida e em seu desenvolvimento pessoal.

CONCLUSÃO

Finalmente, entendemos como fundamental que o profissional de educação física esteja preparado para o desafio de conduzir propostas de exercício físico para essa população, estando alicerçado pelo conhecimento mais recente de sua área e atento aos novos avanços. A Natação mostra-se como uma grande aliada em diminuir os danos dessa patologia, melhorando a qualidade de vida do portador EM. A única postura inaceitável frente a doença é a ignorância...

Bons Treinos.


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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como Melhorar sua Virada Olímpica

1 Começando do básico
http://info.specialolympics.org/portuguesecoachingguides/rdonlyres_Aquatics/Freestyle+Pivot+Turn+2_sm.jpg

Esqueça por um momento a virada simples e volte a praticar o rolamento ( a cambalhota de frente) na água.

É impressionante como eles podem ser difíceis!

A Prática começa ao voltar a cabeça para baixo rapidamente e tentando rolar todo o caminho sem remar muito com as mãos.

Quando você se sentir confortável, nade crawl e execute um rolo para a frente.

O Objetivo é manter sua cabeça para baixo e girar rapidamente em um só movimento.

2.ponto da virada
Uma vez que você conseguiu girar rapidamente, precisa determinar a melhor distância da parede para o seu turno (rolamento).
Inicialmente, nade até a parede, rolando e levantando-se.

Isto irá permitir que você veja o quão perto da parede pode realmente chegar.

É um meio de encontrar uma distância confortável - há um pouco de ajuste seu corpo ( joelhos, devem procurar terminar horizontal após a capotagem(inversão), caso contrário, você vai empurrar para cima ou para baixo.
É uma distância individual por isso verifique se está confortável que pode iniciar a sua virada no mesmo ponto de cada vez.
Sempre como objetivo iniciar a virada em um nado completo, nunca incompleto ou deslizando apenase, e voltar sua cabeça para baixo rapidamente.
3. planta de seus pés
Certifique-se de receber as bolas dos seus pés firmemente plantados na parede, sobre a largura dos ombros.
Imagine que você está prestes a saltar do chão, se seus pés estão muito juntos você não vai usar seus músculos da coxa eficaz.
http://info.specialolympics.org/portuguesecoachingguides/rdonlyres_Aquatics/Freestyle+Pivot+Turn+4_sm.jpg
4. ricochetear na parede(impulso )

É um movito rápido porém deve ser eficiente, com os pés em contato com a parede.

Uma vez que são plantadas (pés nunca alternados), impulsione (empurre ) com os dois pés como se estivesse pulando.

http://img.youtube.com/vi/19hoI8kNhyE/0.jpg

Não perca tempo, virando na sua frente antes de empurrar, empurrar de volta, se necessário (Michael Klim fez isso visivelmente nos Jogos Olímpicos).

Muitos nadadores de topo têm treinadores especificamente para treiná-los para possuírem excelentes viradas e consequentemente obter vantagem durante o nado com um rápido e forte impulso.

5. streamline
Uma vez que seu corpo está se afastando da borda, em frente ou para trás, entre em uma boa posição hidrodinâmica.
Uma mão em cima da outra, com os ombros e empurrou até o topo de seus braços apertados sobre os lados de sua cabeça.
Mantenha seus pés juntos e apontar seus dedos.

Se você pode sentir o movimento da água ao longo de um par de seu corpo e, em seguida dobrá-la dentro!
Muitas vezes é possível viajar até o dobro da velocidade fora do muro, como você pode nadar para não começar a chutar ou puxar demasiado cedo, e quando você manter a racionalizar, quando você faz sua primeira braçada, mantenha o outro ombro e do braço aninhada em sua cabeça.
Finalmente, não vêm à tona, muito cedo, há mais resistência da água perto da superfície e você vai abrandar mais rapidamente.

No entanto, não nade muito fundo ou você irá desacelerar antes que você possa chegar à superfície e iniciar a natação.
Pratique a encontrar um compromisso confortável para si mesmo.




Erros mais comuns

- virada simples:

  1. diminuir o ritmo do nado antes de se aproximar na borda;
  2. tocar as duas mãos na borda;após tocar na borda,
  3. lançar os braços por fora d'água;
  4. dar impulso na borda, com as pernas estendidas;
  5. dar impulso na borda sem ter os dois braços estendidos atrás da cabeça
  6. dar impulso na borda com os pés muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo
  7. abandonar a borda sem estar na posição do nado
  8. deslize exagerado, após a impulsão na borda, puxar simultaneamente os braços (no costas)e alternar braços no borboleta e peito.

- virada olímpica:

  1. Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da borda;
  2. não tocar a mão na borda;
  3. não exercer suficiente pressão na parede(impulso),
  4. apoiar a mão na borda , sem a profundidade necessária;
  5. efetuar o lançamento das perrnas com a cabeça alta;
  6. fazer o pivotamento(rolamento) do lado contrário ao lado de apoio (dominante)
  7. dar impulso na borda com as pernas estendidas ou pouco fletidas;
  8. puxar um braço , logo após o impulso;
  9. apoiar os pés na borda para o impulso, muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo;
  10. dar impulso com as mãos fora do prolongamento do antebraço (flertidos );
  11. abandonar a borda, sem estar com os braços estendidos (streamline)
  12. dar meia braçada, para efetuar a virada.

Dicas para uma boa Virada:

1Tente não ficar debaixo d'água durante muito tempo , pois você vai perder velocidade! (lembre-se: deslize, ondulação,propulsaõ pernas, braços)

2A volta mais rápida é ditada por dobrar a cabeça mais apertado (aproximar o queixo do peito), e não por tentar trazer as pernas mais rápido.
Se você dobra sua cabeça mais apertado e mais rápido você pode girar seu centro de gravidade muito mais rápido .

3Depois de empurrar racionalizado sempre puxar com o braço do primeiro profundamente e não respirar por pelo menos por duas braçadas.
Quando você fizer isso o impulso para a frente será maior e obterá uma vantagem sobre os demais.


4Nunca chegar muito cedo.
Caso contrário, a onda que estava por trás antes de você virou o baterá causando-lhe a abrandar(resistência).
Para evitar isso você deve ficar sob a água para 'voar' aproximadamente 3 rígido pontapés e, em seguida, quebrar pontapé livre no disco rígido.

5
Finalmente lembre-se que tudo o que você pode começar a praticar giro(rolamento) em isolamento, eles não se tornarão um segundo movimento naturalmente como nadara, lembre-se de executar corretamente cada vez que fizer um movimento - só a prática leva a perfeição!

http://www.sacbee.com/static/weblogs/photos/Beijing%20Olympics%20Swimm(2).jpg

Para gostar de ler:

NATACAO - EXERCICIOS DE TECNICA PARA MELHORA DO NADO Autor: Guzman

domingo, 13 de junho de 2010

Treino com Snorkel frontal para natação

A utilização de um snorkel frontal próprio para natação ajuda a melhorar o equilíbrio corporal na água e a sincronização entre os movimentos das mãos e quadris.
http://www.h2oustonswims.org/images/snorkelhead.jpg
A coordenação requerida, entre expiração, inalação e rotação/torção do corpo, durante a respiração é distração e destrutiva na aprendizagem do equilíbrio corporal na água e da sincronização entre os movimentos das mãos e anca.
A utilização do snorkel frontal para natação na realização dos exercícios indicados em seguida, permite ao nadador focar-se nos objetivos específicos do exercício.

A seguir alguns exercícios utilizando o snorkel frontal de natação.
Os objetivos são variados>
  • Série de 'sculling' (propulsão; remada ; tração) > melhora a posição corporal e o agarre inicial da água.
  • Também melhora a coordenação ( conexão) do tronco e mãos com a água.

Exercicio de 'Sculling' com duplo braço

http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/WristSculling.jpg
Ambos os cotovelos altos e (fixos na água), pontas dos dedos apontadas direcção ao fundo da piscina.
Este exercício isola os antebraços ao manter os ombros e cotovelos fixos.
O nadador propulsiona-se movendo os antebraços em movimentos de 'sculling' mais ou menos acentuados, sobrepostos sobre a fase mais profunda da braçada, enquanto tenta 'esticar' o seu corpo na água (dos cotovelos para os dedos do pé).
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/KCfrontscull.jpg
A posição corporal resultante o quadril elevado (quebrando a superfície da água) e parte superior do tronco baixa (cabeça e ombros levemente submersos abaixo da superfície da água).
Este exercício de 'sculling' é utilizado para aumentar a sensibilidade na água.
O mesmo exercício pode ser utilizado em séries de sprint ou com 'pull buoy' para fortalecer os antebraços.
http://www.active.com/Assets/Swimming/ScullingDrills.jpg
Podem-se utilizar palas para aumentar a resistência, séries de pernas também podem ser adaptadas para utilizar este exercícios para o desenvolvimento simultâneo das pernas e antebraço.

Exercício de 'Sculling' com um braço

Tal como no Exercicio de 'Sculling' com duplo braço, o ombro e cotovelo permanecem fixos enquanto a mão efectua os movimentos de 'sculling' no ponto de agarre da água (i.e. o ponto o ponto onde se inicia a fase propulsiva da braçada).
O nadador pode melhorar a distância por braçada em nado real concentrando-se em esticar o corpo a partir dos cotovelos aos pés
A posição corporal é trabalhada criando uma linha da anca para a cabeça com uma pequena inclinação descendente.
Isto é conseguido, à medida que o nadador alonga a sua braçada, com movimentos de 'sculling' enquanto o antebraço se move para trás e para baixo, sempre mantendo uma posição alta e fixa do ombro e cotovelo na água.
Uma vez dominada a posição do corpo e os movimentos propulsivos do exercício o atleta pode começar a trabalhar a coordenação entre a rotação da anca e a fase de agarre da água do exercício de 'sculling'.
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/022908.snorkel.600.jpg
À medida que a mão se move para trás em direcção ao corpo as pontas dos dedos apontam para o fundo da piscina e o lado oposto da anca move-se para baixo.
Este movimento coordenado da anca e da mão (pensar nas pontas dos dedos) reforça a ligação de força entre os dois pontos (melhorando a eficácia na propulsão).
Desafiam-se os atletas mais avançados a perceberem como uma pernada ascendente na perna oposta (à mão do agarre) ajuda a ancorar parte inferior do corpo à medida que o quadril começa a desempenhar um papel cada vez maior na potência/força desenvolvida na fase de agarre.
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Exercício da 'Pala Humana'
Este é um exercício versátil que trabalha a transmissão da potência gerada no centro do corpo (pelo balançar das ancas) para o movimento de agarre e para o de terminação da braçada.
O atleta aprende a isolar o 'timming' do agarre (ou o de finalização) com o movimento associado do quadril.
Quando se pretende trabalhar a fase inicial (a de agarre) da braçada, o atleta realiza a primeira fase de movimentos da braçada até ao ponto de agarre, mantendo os cotovelos altos na água e os ombros rodados para cima, tal como praticado no Exercicio de 'Sculling' com um braço.
O rolamento dos quadris é sincronizado de modo a que a ligação entre o lado oposto do quadril e a mão transmita potência do centro do corpo para a propulsão.
O nadador agarra e empurra a água do ponto de captura até à parte inferior do tórax e depois solta-a com uma movimento ascendente da mão em direção ao peito.
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A mão retorna então à água e ao ponto de agarre para repetir o ciclo de movimentos.
De início o exercício deve ser realizado de forma deliberadamente lenta, efetuando o agarre com máximo de extensão em profundidade e alcance.
O lado do quadril oposto ao braço que efetua o exercício deve estar bem rodado para cima até que o agarre seja efectuado.
À medida que as pontas dos dedos se movem para o fundo da piscina, e aquando da extensão plena, o quadril rola para o lado oposto e a potência no centro do corpo é libertada.
Uma vez aprendido o movimento e a sincronização, o exercício pode ser acelerado para testar velocidades de rotação do quadril mais rápidas.
Nort Thornton, treinador principal da Universidade da Califórnia-Berkeley, acredita que para os sprinters um ciclo de braçada eficiente apenas pode ser tão rápido quanto o movimento dos quadris.
Para exercitar a terminação da braçada é necessário coordenar o soltar da água com uma última (no ciclo) rotação do quadril.
A mão sai para trás ou para o lado, soltando a água e rompendo a superfície na zona do quadril.
(Debates recentes na Gold Medal Clinic, na Austrália apoiam os méritos de libertar a água e efetuar um movimento lateral antes de puxar para trás e endireitar o cotovelo)
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Eu mantenho que os sprinters devem dominar as duas formas de terminar a braçada e utilizá-las em diferentes fases da prova.)
Quando a mão rompe a superfície é imediatamente conduzida de volta à água seguindo o movimento descendente do mesmo lado do quadrila.
As costas da mão avançam primeiro e continuam para a frente, debaixo de água, aproximadamente até meio do corpo.
Neste ponto o nadador reinicia o exercício restabelecendo rapidamente a coordenação entre movimentos das ancas, centro do corpo e mãos.
O timming da rotação final do quadril determina quando e quanta potência é injetada no final da braçada.
Numa fase mais avançada este exercício pode ser utilizado no treino da sincronização ao longo de toda a braçada.
A ligação do centro do corpo à água, por intermédio da mão, pode ser praticada desde o agarre até ao soltar da água no final da braçada
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Sobre o equipamento: é válido apesar do nadador estranhar um pouco no início acentua o trabalho aeróbio e aumenta o consumo de O2 em uma série regular.
Existem vários modelos e custos diferenciados, é possível adaptar o mais simples ( lateral) e desenvolver uma série bastante variada.

Bons Treinos!

Fonte:
  • DVD 'Nadando Depressa e Divertindo-se' (titulo original "Swimming Fast and Having Fun,") da 'Sprint Team 2000' -Mike Bottom- Universidade da Califórnia-Berkeley
  • FindArticles - Snorkel training Swimming Technique, Jul-Sep 2001, by Bottom, Mike