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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como Melhorar sua Virada Olímpica

1 Começando do básico
http://info.specialolympics.org/portuguesecoachingguides/rdonlyres_Aquatics/Freestyle+Pivot+Turn+2_sm.jpg

Esqueça por um momento a virada simples e volte a praticar o rolamento ( a cambalhota de frente) na água.

É impressionante como eles podem ser difíceis!

A Prática começa ao voltar a cabeça para baixo rapidamente e tentando rolar todo o caminho sem remar muito com as mãos.

Quando você se sentir confortável, nade crawl e execute um rolo para a frente.

O Objetivo é manter sua cabeça para baixo e girar rapidamente em um só movimento.

2.ponto da virada
Uma vez que você conseguiu girar rapidamente, precisa determinar a melhor distância da parede para o seu turno (rolamento).
Inicialmente, nade até a parede, rolando e levantando-se.

Isto irá permitir que você veja o quão perto da parede pode realmente chegar.

É um meio de encontrar uma distância confortável - há um pouco de ajuste seu corpo ( joelhos, devem procurar terminar horizontal após a capotagem(inversão), caso contrário, você vai empurrar para cima ou para baixo.
É uma distância individual por isso verifique se está confortável que pode iniciar a sua virada no mesmo ponto de cada vez.
Sempre como objetivo iniciar a virada em um nado completo, nunca incompleto ou deslizando apenase, e voltar sua cabeça para baixo rapidamente.
3. planta de seus pés
Certifique-se de receber as bolas dos seus pés firmemente plantados na parede, sobre a largura dos ombros.
Imagine que você está prestes a saltar do chão, se seus pés estão muito juntos você não vai usar seus músculos da coxa eficaz.
http://info.specialolympics.org/portuguesecoachingguides/rdonlyres_Aquatics/Freestyle+Pivot+Turn+4_sm.jpg
4. ricochetear na parede(impulso )

É um movito rápido porém deve ser eficiente, com os pés em contato com a parede.

Uma vez que são plantadas (pés nunca alternados), impulsione (empurre ) com os dois pés como se estivesse pulando.

http://img.youtube.com/vi/19hoI8kNhyE/0.jpg

Não perca tempo, virando na sua frente antes de empurrar, empurrar de volta, se necessário (Michael Klim fez isso visivelmente nos Jogos Olímpicos).

Muitos nadadores de topo têm treinadores especificamente para treiná-los para possuírem excelentes viradas e consequentemente obter vantagem durante o nado com um rápido e forte impulso.

5. streamline
Uma vez que seu corpo está se afastando da borda, em frente ou para trás, entre em uma boa posição hidrodinâmica.
Uma mão em cima da outra, com os ombros e empurrou até o topo de seus braços apertados sobre os lados de sua cabeça.
Mantenha seus pés juntos e apontar seus dedos.

Se você pode sentir o movimento da água ao longo de um par de seu corpo e, em seguida dobrá-la dentro!
Muitas vezes é possível viajar até o dobro da velocidade fora do muro, como você pode nadar para não começar a chutar ou puxar demasiado cedo, e quando você manter a racionalizar, quando você faz sua primeira braçada, mantenha o outro ombro e do braço aninhada em sua cabeça.
Finalmente, não vêm à tona, muito cedo, há mais resistência da água perto da superfície e você vai abrandar mais rapidamente.

No entanto, não nade muito fundo ou você irá desacelerar antes que você possa chegar à superfície e iniciar a natação.
Pratique a encontrar um compromisso confortável para si mesmo.




Erros mais comuns

- virada simples:

  1. diminuir o ritmo do nado antes de se aproximar na borda;
  2. tocar as duas mãos na borda;após tocar na borda,
  3. lançar os braços por fora d'água;
  4. dar impulso na borda, com as pernas estendidas;
  5. dar impulso na borda sem ter os dois braços estendidos atrás da cabeça
  6. dar impulso na borda com os pés muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo
  7. abandonar a borda sem estar na posição do nado
  8. deslize exagerado, após a impulsão na borda, puxar simultaneamente os braços (no costas)e alternar braços no borboleta e peito.

- virada olímpica:

  1. Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da borda;
  2. não tocar a mão na borda;
  3. não exercer suficiente pressão na parede(impulso),
  4. apoiar a mão na borda , sem a profundidade necessária;
  5. efetuar o lançamento das perrnas com a cabeça alta;
  6. fazer o pivotamento(rolamento) do lado contrário ao lado de apoio (dominante)
  7. dar impulso na borda com as pernas estendidas ou pouco fletidas;
  8. puxar um braço , logo após o impulso;
  9. apoiar os pés na borda para o impulso, muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo;
  10. dar impulso com as mãos fora do prolongamento do antebraço (flertidos );
  11. abandonar a borda, sem estar com os braços estendidos (streamline)
  12. dar meia braçada, para efetuar a virada.

Dicas para uma boa Virada:

1Tente não ficar debaixo d'água durante muito tempo , pois você vai perder velocidade! (lembre-se: deslize, ondulação,propulsaõ pernas, braços)

2A volta mais rápida é ditada por dobrar a cabeça mais apertado (aproximar o queixo do peito), e não por tentar trazer as pernas mais rápido.
Se você dobra sua cabeça mais apertado e mais rápido você pode girar seu centro de gravidade muito mais rápido .

3Depois de empurrar racionalizado sempre puxar com o braço do primeiro profundamente e não respirar por pelo menos por duas braçadas.
Quando você fizer isso o impulso para a frente será maior e obterá uma vantagem sobre os demais.


4Nunca chegar muito cedo.
Caso contrário, a onda que estava por trás antes de você virou o baterá causando-lhe a abrandar(resistência).
Para evitar isso você deve ficar sob a água para 'voar' aproximadamente 3 rígido pontapés e, em seguida, quebrar pontapé livre no disco rígido.

5
Finalmente lembre-se que tudo o que você pode começar a praticar giro(rolamento) em isolamento, eles não se tornarão um segundo movimento naturalmente como nadara, lembre-se de executar corretamente cada vez que fizer um movimento - só a prática leva a perfeição!

http://www.sacbee.com/static/weblogs/photos/Beijing%20Olympics%20Swimm(2).jpg

Para gostar de ler:

NATACAO - EXERCICIOS DE TECNICA PARA MELHORA DO NADO Autor: Guzman

domingo, 13 de junho de 2010

Treino com Snorkel frontal para natação

A utilização de um snorkel frontal próprio para natação ajuda a melhorar o equilíbrio corporal na água e a sincronização entre os movimentos das mãos e quadris.
http://www.h2oustonswims.org/images/snorkelhead.jpg
A coordenação requerida, entre expiração, inalação e rotação/torção do corpo, durante a respiração é distração e destrutiva na aprendizagem do equilíbrio corporal na água e da sincronização entre os movimentos das mãos e anca.
A utilização do snorkel frontal para natação na realização dos exercícios indicados em seguida, permite ao nadador focar-se nos objetivos específicos do exercício.

A seguir alguns exercícios utilizando o snorkel frontal de natação.
Os objetivos são variados>
  • Série de 'sculling' (propulsão; remada ; tração) > melhora a posição corporal e o agarre inicial da água.
  • Também melhora a coordenação ( conexão) do tronco e mãos com a água.

Exercicio de 'Sculling' com duplo braço

http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/WristSculling.jpg
Ambos os cotovelos altos e (fixos na água), pontas dos dedos apontadas direcção ao fundo da piscina.
Este exercício isola os antebraços ao manter os ombros e cotovelos fixos.
O nadador propulsiona-se movendo os antebraços em movimentos de 'sculling' mais ou menos acentuados, sobrepostos sobre a fase mais profunda da braçada, enquanto tenta 'esticar' o seu corpo na água (dos cotovelos para os dedos do pé).
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/KCfrontscull.jpg
A posição corporal resultante o quadril elevado (quebrando a superfície da água) e parte superior do tronco baixa (cabeça e ombros levemente submersos abaixo da superfície da água).
Este exercício de 'sculling' é utilizado para aumentar a sensibilidade na água.
O mesmo exercício pode ser utilizado em séries de sprint ou com 'pull buoy' para fortalecer os antebraços.
http://www.active.com/Assets/Swimming/ScullingDrills.jpg
Podem-se utilizar palas para aumentar a resistência, séries de pernas também podem ser adaptadas para utilizar este exercícios para o desenvolvimento simultâneo das pernas e antebraço.

Exercício de 'Sculling' com um braço

Tal como no Exercicio de 'Sculling' com duplo braço, o ombro e cotovelo permanecem fixos enquanto a mão efectua os movimentos de 'sculling' no ponto de agarre da água (i.e. o ponto o ponto onde se inicia a fase propulsiva da braçada).
O nadador pode melhorar a distância por braçada em nado real concentrando-se em esticar o corpo a partir dos cotovelos aos pés
A posição corporal é trabalhada criando uma linha da anca para a cabeça com uma pequena inclinação descendente.
Isto é conseguido, à medida que o nadador alonga a sua braçada, com movimentos de 'sculling' enquanto o antebraço se move para trás e para baixo, sempre mantendo uma posição alta e fixa do ombro e cotovelo na água.
Uma vez dominada a posição do corpo e os movimentos propulsivos do exercício o atleta pode começar a trabalhar a coordenação entre a rotação da anca e a fase de agarre da água do exercício de 'sculling'.
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/022908.snorkel.600.jpg
À medida que a mão se move para trás em direcção ao corpo as pontas dos dedos apontam para o fundo da piscina e o lado oposto da anca move-se para baixo.
Este movimento coordenado da anca e da mão (pensar nas pontas dos dedos) reforça a ligação de força entre os dois pontos (melhorando a eficácia na propulsão).
Desafiam-se os atletas mais avançados a perceberem como uma pernada ascendente na perna oposta (à mão do agarre) ajuda a ancorar parte inferior do corpo à medida que o quadril começa a desempenhar um papel cada vez maior na potência/força desenvolvida na fase de agarre.
http://www.finisinc.com/img/technology/snorkel_technology_3.jpg
Exercício da 'Pala Humana'
Este é um exercício versátil que trabalha a transmissão da potência gerada no centro do corpo (pelo balançar das ancas) para o movimento de agarre e para o de terminação da braçada.
O atleta aprende a isolar o 'timming' do agarre (ou o de finalização) com o movimento associado do quadril.
Quando se pretende trabalhar a fase inicial (a de agarre) da braçada, o atleta realiza a primeira fase de movimentos da braçada até ao ponto de agarre, mantendo os cotovelos altos na água e os ombros rodados para cima, tal como praticado no Exercicio de 'Sculling' com um braço.
O rolamento dos quadris é sincronizado de modo a que a ligação entre o lado oposto do quadril e a mão transmita potência do centro do corpo para a propulsão.
O nadador agarra e empurra a água do ponto de captura até à parte inferior do tórax e depois solta-a com uma movimento ascendente da mão em direção ao peito.
http://www.theairtool.com/Bswimmer.jpg
A mão retorna então à água e ao ponto de agarre para repetir o ciclo de movimentos.
De início o exercício deve ser realizado de forma deliberadamente lenta, efetuando o agarre com máximo de extensão em profundidade e alcance.
O lado do quadril oposto ao braço que efetua o exercício deve estar bem rodado para cima até que o agarre seja efectuado.
À medida que as pontas dos dedos se movem para o fundo da piscina, e aquando da extensão plena, o quadril rola para o lado oposto e a potência no centro do corpo é libertada.
Uma vez aprendido o movimento e a sincronização, o exercício pode ser acelerado para testar velocidades de rotação do quadril mais rápidas.
Nort Thornton, treinador principal da Universidade da Califórnia-Berkeley, acredita que para os sprinters um ciclo de braçada eficiente apenas pode ser tão rápido quanto o movimento dos quadris.
Para exercitar a terminação da braçada é necessário coordenar o soltar da água com uma última (no ciclo) rotação do quadril.
A mão sai para trás ou para o lado, soltando a água e rompendo a superfície na zona do quadril.
(Debates recentes na Gold Medal Clinic, na Austrália apoiam os méritos de libertar a água e efetuar um movimento lateral antes de puxar para trás e endireitar o cotovelo)
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/011410.Franpull.jpg
Eu mantenho que os sprinters devem dominar as duas formas de terminar a braçada e utilizá-las em diferentes fases da prova.)
Quando a mão rompe a superfície é imediatamente conduzida de volta à água seguindo o movimento descendente do mesmo lado do quadrila.
As costas da mão avançam primeiro e continuam para a frente, debaixo de água, aproximadamente até meio do corpo.
Neste ponto o nadador reinicia o exercício restabelecendo rapidamente a coordenação entre movimentos das ancas, centro do corpo e mãos.
O timming da rotação final do quadril determina quando e quanta potência é injetada no final da braçada.
Numa fase mais avançada este exercício pode ser utilizado no treino da sincronização ao longo de toda a braçada.
A ligação do centro do corpo à água, por intermédio da mão, pode ser praticada desde o agarre até ao soltar da água no final da braçada
http://www.homeswimmer.com/images/shop_snorkel.jpg
Sobre o equipamento: é válido apesar do nadador estranhar um pouco no início acentua o trabalho aeróbio e aumenta o consumo de O2 em uma série regular.
Existem vários modelos e custos diferenciados, é possível adaptar o mais simples ( lateral) e desenvolver uma série bastante variada.

Bons Treinos!

Fonte:
  • DVD 'Nadando Depressa e Divertindo-se' (titulo original "Swimming Fast and Having Fun,") da 'Sprint Team 2000' -Mike Bottom- Universidade da Califórnia-Berkeley
  • FindArticles - Snorkel training Swimming Technique, Jul-Sep 2001, by Bottom, Mike

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A importância da posição hidrodinâmica

Muito já foi falado a respeito da posição hidrodinâmica, mas afinal oque é isso?

http://sbrfitness.com/images/back%20streamline.jpg
Conhecida pelos americanos como "streamline position", a posição hidrodinâmica é sem dúvida uma posição de suma importância na natação e deve ser trabalhada desde o início da formação do nadador.
Utilizada em todas as saídas e após todas as viradas, tal posição deve ser encarada como um coadjuvante no aumento do rendimento do nadador, seja qual for a sua prova.
http://blogs.mutualofomaha.com/breakoutswimclinic/files/2007/04/josh-streamline2-copy.jpg
Para termos uma posição hidrodinâmica eficiente é necessário:
1. que o nadador tenha pleno conhecimento de seu corpo (propriocepção) para controlar todos os detalhes que envolvem tal posicionamento
2. um certo grau de flexibilidade e alongamento da escápula, musculatura do braço e ante-braço, tronco e coluna.

Descrição
A começar pelas mãos, elas devem estar sobrepostas de tal maneira que a mão de cima cubra totalmente a de baixo, sendo que ambas deverão estar com os dedos estendidos e unidos para que haja um ponto forte de união entre as mesmas é necessário que o polegar da mão superior abrace a mão inferior fixando-se no bordo da mesma.
http://cdn-www.expertvillage.com/showImage.aspx?site=21&fn=freestyle-swimming-streamline.jpg
O braço e o antebraço deverão estar estendidos de tal maneira que pressionem as têmporas e as orelhas do nadador, desta forma a cabeça do nadador deverá ficar entre o braço e o antebraço (membros superiores MS).
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/flybreakout.01.jpg
O nadador nesta posição deverá ter muito cuidado, pois o posicionamento da cabeça fora desta orientação poderá criar forças de elevação ou de afundamento dependendo de sua flexão ou extensão fora do padrão de execução que é de estar totalmente entre os MS no prolongamento do corpo.
Em seguida, temos a posição do tronco que deve ser bem estendida e principalmente com o quadril encaixado, isto quer dizer com diminuição máxima da curvatura lombar que pode fazer com que sejam criadas forças de atrito e afundamento prejudiciais ao deslocamento.
http://www.tyr.com/images/news/20080426.jpg
Em continuidade teremos agora o posicionamento das pernas, que para nós divide-se em: coxa, perna e pé ou seja membro inferior (MI), os mesmos devem estar unidos e estendidos de tal forma a causar o mínimo de resistência ao deslocamento.
Neste ponto, é importante que o nadador sinta que seus pés estão unidos por intermédio do toque de seus tornozelos ou, melhor dizendo, maléolos tibiais.
Os pés, neste contexto, devem se esforçar para ficar com extensão máxima em função do dorso dos pés normalmente causar atrito, ou melhor, arrasto de forma, pela sua própria morfologia.
Quando um nadador assume a posição hidrodinâmica ele tem que ter em mente a importância deste posicionamento e acima de tudo sentir que está fazendo com que seu corpo todo se alongue ao máximo, da ponta dos dedos dos pés à ponta dos dedos das mãos.
http://www.swimmingworldmagazine.com/technique/images/streamline1.jpg
A consciência da importância desta posição faz com que o nadador tente se esmerar cada vez mais em sua execução aumentando seu rendimento no nado.
Quanto à respiração no ato da execução da posição hidrodinâmica, tanto na saída, quanto após as viradas, a mesma deverá ser iniciada em apnéia inspiratória (pulmões cheios de ar com a respiração bloqueada) no momento da largada e ao entrar em contacto com a água.
Logo após, durante o deslize e as esperadas golfinhadas, o ar deverá ser exalado lentamente pelo nariz a fim de evitar que a água penetre por ele, causando uma sensação bastante desagradável é importante que o nadador treine o controle da soltura do ar para ter condições de equilibrar sua respiração durante toda a prova.
http://www.pullbuoy.co.uk/tumble0.jpg
Sendo um dos posicionamentos mais utilizados na natação, em função de ser utilizado em todos os quatro nados Olímpicos, o professor e o treinador de natação deverão trabalhar a posição hidrodinâmica desde a iniciação, aprimoramento e treinamento, não esquecendo que devido à importância deste fundamento, o mesmo tem que ser trabalhado em todas a aulas ou seções de treinamento pois não podemos esquecer que as saídas e viradas principalmente nas provas de 50 100 e 200 metros podem representar até 30% da prova, sendo que após a saída e após as viradas o nadador poderá percorrer 15 metros em nado subaquático.
Atualmente, procura-se explorar o máximo possível tal possibilidade, realizando-se um deslocamento submerso somente com trabalho de pernas tipo golfinhada, estando o restante do corpo do nadador ondulando em posição hidrodinâmica.
http://www.pullbuoy.co.uk/grab-5.jpg
Podemos dizer que as saídas para os nados estão se tornando quase um quinto nado existente
na natação, um exemplo prático é a prova dos 100m nado livre, onde a regra nos permite golfinharmos em posição hidrodinâmica 60% da mesma (incluindo saídas e viradas), logicamente numa piscina semi-olímpica (25m).
Sabendo disso, técnicos e professores precisam rever suas propostas e programas de treinamento.
Para que treinar 10 KM diários para uma prova que dura no máximo 55"(cinqüenta e cinco segundos) e que mais que a metade dela poderemos utilizar somente trabalho de perna do tipo golfinhada, lembrando que em uma prova de 200m nado livre, toda essa dinâmica citada a cima dobraria?
Poucos profissionais utilizam-se desse recurso para treinar seus atletas, pois muitas vezes essa carga de treinamento acaba saturando psicologicamente nossos velocistas.

Após as saídas nas provas de nado livre, Borboleta e Costas, um atleta de alto nível permanece em baixo dágua aproximadamente cinco a seis segundos, executando no máximo de oito a dez pernadas de golfinho (golfinhada).
Haljand,R.(1984) analisou vários atletas de alto nível, propiciando com suas análises melhorias significativas no estudo técnico dos nados, usando análises cinemáticas em baixo da água. Atualmente, um atleta nas provas de 100m, segundo Haljand,R.(2003), em piscina semi-olímpica(25m), realizam tempos que variam de 5,92 segundos a 6,28 segundos com velocidades entre 1,81 à 1,95m/s em deslocamento hidrodinâmico sub aquático.

Para Maglischo(1999), se não houver uma conscientização corpórea do atleta nos seguintes tópicos citados abaixo, dificilmente esse atleta realizará uma boa saída para os nados.
http://www.umpassarinhomecontou.com/wp-content/uploads/2009/11/foto-M%C3%A1rcia-Simas-nata%C3%A7%C3%A3o-2-560x420.jpg
Uma Boa Saída:
1. Evitar arrasto das pernas na água durante o vôo (não batendo as pernas e fazendo com que todo o corpo entre em um mesmo ponto dentro da água)

2. A parte superior do corpo deve permanecer alinhada durante essas pernadas, com a cabeça para baixo entre os braços estendidos

3. Num total de 6 a 8 pernadas, incluindo pernadas de adejamento (manter-se em equilíbrio), devem colocá-lo próximo à superfície

4. Devem começar sua primeira braçada ao se aproximarem da superfície (momento crítico de muita percepção), essa braçada deve ser para trás e para cima, com a cabeça ainda baixa durante a braçada submersa

5. Se possível, retardar a respiração até o final do primeiro ciclo de braçada.
http://raia-quatro-blog.zip.net/images/wall17.JPG
Tais detalhes são importantes e o técnico/professor deverá estar atento a todo o momento durante a sua programação para uma melhora significativa de seu atleta/aluno.

Pesquisas realizadas por Thayer & Hay (1984) mostram que nas provas de 200m em piscina curta, os atletas gastam espantosos 39% do seu tempo dando saídas e viradas e completando as braçadas submersas.
Também reuniram ao longo de vários anos alguns dados importantes com relação à melhoria da técnica das saídas e viradas, podendo as mesmas reduzir os tempos das provas em pelo menos 0,30 segundos.

Tanto o atleta como o técnico devem considerar as velocidades (ritmo e percepção) existentes desde o momento da entrada na água e deslize até o início das braçadas.

Principais recomendações:


01. Velocidade adquirida no salto até os primeiros trabalhos de perna

02. Velocidade iniciada no trabalho de perna até início da primeira braçada

03. Velocidade do início da primeira braçada até o término do primeiro ciclo de braçada (como dito anteriormente, se possível em apnéia respiratória).

O atleta terá que perceber quando iniciar um movimento para não sobrepor a outro, perdendo assim movimentos propulsivos até os primeiros 15m, os quais são importantíssimos em provas curtas no cenário da natação.

Segundo Makarenko(2001), esse deslize ocorrerá em uma profundidade aproximada de 50cm do nível da água.
Para Vilas Boas(1997), o mesmo deve ser realizado a profundidades superiores a 50 cm, em contra partida Lyttle et al.(1999) encontraram o valor de 40cm como o ideal em seus estudos. Já Haljand(2002a) acredita que o deslize deverá ser feito em profundidades de forma a se efetuar longas ações subaquáticas. Cossor & Mason(2001) e Mason & Pilcher(2002) não encontraram diferenças significativas em estudos sobre a profundidade a que deve ser realizado o deslize e inter relações entre o maior tempo despendido e a maior distância percorrida na fase sub-aquática.

Porém, não podemos esquecer que cada nado tem a sua especificidade, havendo variações nas profundidades de deslocamento, tanto em função da prova como também na estratégia e resistência do atleta na competição.

Sabendo que esta posição hidrodinâmica, bem como golfinhadas após saídas e viradas, são um dos movimentos mais rápidos existentes no meio líquido, cabe aos técnicos/professores treinarem esses fundamentos logo no início dos programas de aprendizagem, ou incluírem em seus atuais programas de treinamento uma demanda de tempo maior para essas potencialidades, uma vez que as mesmas interferem diretamente no resultado de seus alunos ou futuros atletas.
http://www.frazierproductions.com/copyrightedimages/ric-frazier-swim-002799.jpg

Fontes Bibliográficas:

1. Maglischo, Ernest W. Nadando Ainda Mais Rápido”. 1999
2. Laughlin, Terry. “ Six Steps To a better Breaststroke Kick “. Total Immerson. 2001
3. Laughlin, Terry. “ Breaststroke Breakthrough “. Fitness Swimmer.1999
4. Salo, David. “ Teaching Breaststroke”. 1998
5. McCauley, Wayne. “ The Modern Breaststroke “. 1999

6.Prof. Dr. Antonio Carlos Mansoldo -Doutorado em Educação - Universidade de São Paulo, USP

7.Prof. Caio Graco Simoni da Silva -Integrante do Laboratório de Comportamento Motor (LACOM) - USP

8.THAYER, A.; HAY, J. (1984). Motivating Start and Turn Improvement.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pés de Pato (Nadadeira), Herói ou vilão?

Muitos Nadadores, mergulhadores e bodyboarders usam pés de pato há anos, mas só a pouco tempo começou-se a estudar as verdadeiras razões do seu prolongado uso.

http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&f=78553097_6980.jpg&v=E

Razões básicas para se usar pés de pato nos treinos de natação:

1-Melhorar a flexibilidade dos tornozelos
Você já reparou que as pessoas sem experiência de natação têm muita dificuldade na batimento de perna?
A principal razão é a flexibilidade dos tornozelos que funcionam como ganchos, o que faz com que as pessoas nadem para trás.

Os bons nadadores, ao contrário, alongam os tornozelos de modo que os artelhos formem uma linha reta com a perna.

Por causa da carga extra com o aumento da superfície dos pés de pato, há um alongamento dos tornozelos ao bater a perna.

Seu uso constante os alonga, aumentando sua flexibilidade para se movimentar em todas as direções, tornando a batida de perna muito maiseficiente.

2-Aumentar a aptidão física e condicionamento cardiovascular
Embora a natação seja considerada um dos melhores exercícios aeróbicos, muitas pessoas esquecem de usar as pernas, onde se localizam os maiores músculos.

Todos sabem que quanto mais músculos do corpo forem usados, maiores serão os benefícios cardiovasculares, (é por isso que o remo e o cross-coutry ski são considerados dois dos esportes mais eficientes) faz sentido que os nadadores que usam os grandes músculos das pernas se beneficiem com um treino mais forte que queima calorias e aumenta o nível de aptidão.

Os pés de pato, ao ajudarem o alongamento das pernas aumentam o trabalho do sistema cardiovascular e como conseqüência, uma melhor aptidão física éalcançada.

3-Aumentar a força de perna
Bater perna com pés de pato é o mesmo que levantar pesos; a resistência da água ao tamanho do pé de pato exige mais dos músculos usados.

Músculos mais fortes puxam mais água, fazendo com que a pessoa nade mais depressa.

É preciso ter em mente que os pés de pato desenvolvem a força muscular das pernas especificamente para a natação do mesmo modo que os corredores, ciclistas, etc... Têm músculos fortes das pernas, porém treinados para estas atividades. A força das pernas adquirida com os pés de pato é uma das maiores, se comparada com os outrosexercícios.

4-Melhorar a posição do corpo e a técnica
Os pés de pato acrescentam propulsão extra à braçada, o que aumenta a velocidade do nadador.

Os bons nadadores deslizam horizontalmente à superfície da água, enquanto os que não nadam bem, arrastam as pernas em posição quase vertical, o que os atrasa.

Um dos objetivos de nadar com velocidade usando pés de pato é nadar também mais rápido ao tirá-lo, transferindo a sensação de nadar mais rápido na superfície com os pés de pato a nadar também mais rápido e mais leve sem eles, o nadador usa um fenômeno conhecido como padrão neuromuscular.

Os músculos e nervos lembram a sensação de nadar mais depressa e tentarão duplicar o padrão na próxima vez.

Quanto mais vezes se repetir o padrão (nadar mais rápido e mais na superfície com os pés de pato), mais fácil será duplicá-lo sem eles.

O resultado será: a técnica do nadador e a coordenação neuromuscular melhoram muito.

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Tipos de pés de pato eficientes
Modernamente o tipo de pés de pato que devem ser usados, precisam apresentar as seguintes características:

1.Devem ser de material bem flexível, para aproveitar os movimentos da água, mantendo a coordenação dosmovimentos;

2.A lâmina deve ter forma curva para imitar o rabo dos peixes e cortar a água com maiseficiência;

3.Devem concentrar a força bem atrás no pé para que todos os músculos da perna sejam utilizados. São os grandes músculos da coxa que precisam ser trabalhados, para que se obtenha uma batida de perna mais forte e mais veloz.

USAR OU NÃO ?

Todos,
treinadores ou atletas já passaram por este dilema.
Mesmo a resposta sendo variada, em nossa opinião o uso é algo que poderá contribuir e muito para o seu programa. Há algumas vantagens e pontos a serem observados no uso do pé de pato além de algumas sugestões de trabalho para serem implementadas.


Duas das maiores vantagens para o uso do pé de pato são:

1a. Força os calcanhares se tornarem mais flexíveis.

2a. Incrementa a força dos ligamentos e tendões que suportam os tornozelos.
Conclusão: Você tem ganho nos dois mundos: Força e Flexibilidade.

Entretanto, a mais importante razão para o uso do pé de pato é o fato do consumo de oxigênio ser aumentado assim como o condicionamento cardio-vascular.

O seu corpo não sabe que você está usando o pé de pato, somente que você está indo mais rápido.

E isso é um grande elemento para elevar o nível do seu condicionamento mais rápido.

Você pode incorporar o pé de pato no seu programa normal incluindo séries de intervalo ou objetivos mais fortes.

Até alguns dias, você pode fazer o treinamento completo de pé de pato, é o "seu tempero" para aquele dia.

Um grande benefício do pé de pato é o uso em séries de velocidade ajudada aonde o nadador tem sua velocidade de nado acelerada com estímulos que resultarão em movimentos mais seguros quando realmente acelerar o seu ritmo de nado.

A técnica é o outro fator muito beneficiado pelo uso do pé de pato.

Nadar com pé de pato, o corpo flue mais fácil, se move com mais leveza e menos esforço. Jovens nadadores e masters são altamente beneficiados pelo trabalho.

http://blog.finisinc.com/wp-content/uploads/2010/04/030910_0358.jpg

Quando não Usar.

Esses acessórios devam ser utilizados de uma maneira consciente, ou seja, sem exageros. Se usados corretamente, auxiliam a técnica, além de oferecerem novos estímulos (dinâmica da aula).

Segundo o técnico Mathew Luebbers em artigo publicado, o pé-de-pato faz aumentar o tamanho dos pés.
E por vir em centenas de tamanhos, formas e cores lhe proporcionam uma série de vantagens no treinamento.

http://blog.finisinc.com/wp-content/uploads/2010/04/030910_0361.jpg

Mas adverte:

1-não deixe que seus atletas fiquem dependentes deles!

2-Quanto aqueles utilizados pelo mergulhadores, não devem ser usados para a natação, porque apesar de serem ótimos para o scuba diving, são muito compridos e fazem os movimentos dos pés ficarem muito curtos e lentos trazendo poucos benefícios no treinamento. Mas eles ainda oferecem benefícios como melhora da flexibilidade, aumento da sobrecarga de trabalho e velocidade, embora não mais que as nadadeiras curtas, rígidas e/ou macias.
Segundo Mathew entre os principais benefícios do uso do pé-de-pato está o aumento da flexibilidade e ganho extra de força muscular nos tornozelos melhorando a performance de ataque no batimento de pernas.

E o melhor benefício, enfim é facilitar o equilíbrio da posição corporal, permitindo ao nadador se fixar mais na técnica, como o rolamento do corpo e o tempo de execução.

Lesões do joelho e o uso constante do pé-de-pato
A nadadeira proporciona um melhor deslocamento com menor gasto energético, por isso alguns alunos ficam dependentes da sua utilização.

Não tenho conhecimento de uma pesquisa específica sobre lesões pela utilização de nadadeiras e não acredito que o uso cause problema, mas sim o uso exagerado causa sobrecarga na articulação e ligamentos principalmente.
O trabalho na natação será benéfico se for programado, dosado e bem fundamentado e isto só será possível se o aluno permitir que o professor comande sua aula.

Caso o nadador "vicie" a melhor solução é tentar que ele utilize a nadadeira menor e mais rígida. É conhecida como "Zumer" .

http://www.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&f=25562268_2207.jpg&v=P

Ela tem uma ação reduzida sobre o joelho além de permitir um maior fortalecimento de membros inferiores.

Como tudo que é divertido, equipamentos como nadadeiras estão aí para facilitar o nobre ato de nadar, basta não exagerar e lembrar das diferenças individuais.

Bons Treinos!

NATAÇÃO PISCINA X ÁGUAS ABERTAS

DIFERENÇAS ENTRE NATAÇÃO DE PISCINA E ÁGUAS ABERTAS
  1. Densidade da água. Nas águas abertas a densidade é maior pela salinidade da água.
  2. Atletas de águas abertas tem composição corporal diferente. O índice de gordura é mais alto. Os atletas de piscina tem maior constituição muscular.
  3. Nas águas abertas existe a possibilidade de contato físico, mesmo que não tolerado pelas regras, é muito comum as mútuas pancadas nas disputas de águas abertas. Estes contatos são mais freqüentes nas largas e chegadas das provas acirradas.
  4. Posição do corpo na água. Na natação de piscina, o nado é mais plano, nadadores procuram alinhar seu corpo com a água. Nas águas abertas, a posição da cabeça é mais alta, e existe uma constante elevação da mesma para a localização do nadador na disputa da prova.
  5. A necessidade da execução das viradas inclui um fator físico de muita importância nas provas de piscina, fator este que não existe nas águas abertas.
  6. A realização de multi provas numa mesma etapa de uma competição de piscina também é outra diferença expressiva em relação as águas abertas. Nadadores de piscina nadam 2, 3, 4 e até mais vezes num mesmo dia, com eliminatórias, finais e revezamentos. Os nadadores de águas abertas nadam uma prova por dia ou em nível internacional com intervalos de dois ou mais dias entre as diferentes provas.
  7. A técnica de nado é também distinta. O nado de águas abertas é mais constante e utiliza em grande escala a dimensão do movimento de braçada. Nas provas de águas correntes ou com ondas, o rolamento do corpo deve ser evitado. Rolamento quando executado em provas com muitas ondas ou correntes faz com que o nadador perca a estabilidade do nado e até a direção.

A decisão da nadadora baiana Ana Marcela Cunha em “oficializar” a sua preferência pelas águas abertas, deixando a natação de piscina em segundo plano, gerou uma discussão na nossa comunidade aquática.

http://esportes.r7.com/blogs/medellin-2010/files/2010/03/ana_marcela_cunha_450x338_20100131.jpg

Entretanto existem vários fatores técnicos e históricos que comprovam que a combinação dos dois esportes não tem sido muito positiva pelos atletas de alto nível de ambas modalidades.

A natação de piscina é mais popular e detém mais espaço na mídia e supera em larga escala no número de participantes. A natação de águas abertas, entretanto, é uma modalidade em franca ascensão, principalmente após o ser declarado esporte olímpico a partir de 2008.

Não é só Ana Marcela Cunha que optou pelas águas abertas em detrimento da natação de piscina. Ídolos da piscina nacional como Luiz Lima e Poliana Okimoto não escondem que as águas abertas passaram a ser suas prioridades desde o ano passado. Outros nadadores de águas abertas do Brasil já nem competem mais nas provas de piscina. Casos de Fábio Lima, Luis Eduardo Oliveira, Pamela Engel, Carlos Eduardo Pavão, Guilherme Bier, entre outros.

A nível internacional o panorama não é diferente.

Bandeira da  Austrália
Grant Hackett Swimming Grant Hackett

O maior nadador de provas de distância da natação mundial, Grant Hackett, nos jogos Olímpicos de 2008, o australiano disputou as provas de 200, 400, 1500 livre e o revezamento 4x200 livre para dois dias depois participou da sua prova “bonus”, os 10 quilômetros de águas abertas.

Hackett na final dos 1500 metros nado livre foi batido pelo tunisiano Oussama Mellouli por 0,69 seg., dizem que final olímpica seus 32 anos pesaram. Enquanto Hackett possui uma medalha de ouro do relé extra (a partir de Sydney), cada um ganhou dois ouros e uma prata sobre a mais longa, mais difícil de eventos na piscina. mas ao anunciar o programa o nadador já indica que a prova das águas abertas será apenas uma adição ao seu programa básico e a prioridade é a conquista do 3o título olímpico dos 1500 metros nado livre. Os 10 quilômetros como disse o Hackett é um “bonus”

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Os super campeões do Circuito Mundial de Águas Abertas nem aparecem nas competições de piscina. Britta Kamrau da Alemanha e Peter Stoychev da Bulgária não disputam eventos nacionais ou internacionais pelos seus países. Neste meio isto é quase que geral. A exceção talvez seja o campeão mundial dos 5 e 10 quilômetros do último Mundial em Nápoles na Itália.

http://www.n24.de/media/_fotos/4sport/2008_3/olympiasonderseite/oly_medaillen_2108/lurz1_dpa_gr.jpg

O alemão Thomas Lurz além de se destacar nas provas de águas abertas também faz parte da Seleção Nacional da Alemanha nas provas de piscina.
Ele venceu no útlimo Campeonato Alemão na prova dos 1500 metros nado livre com um expressivo 15:00:90.
Entretanto, Thomas sofreu com a combinação dos dois esportes.
No Campeonato Europeu disputado em julho 2007 em Budapeste, ele estava balizado com o 3o tempo dos 1500.
Antes disso, venceu os 5 e os 10 quilômetros na prova de águas abertas. Descansou 7 dias e foi para a disputa de piscina. Nadou mal, piorou 17 segundos e terminou em 11o lugar nem chegando as finais.
http://www.thewaterisopen.com/images/uploads/8_Thomas_Lurz.JPG
No 13 º Campeonato Mundial da FINA na praia de Ostia, em Roma (ITA) 2009 Thomas Lurz venceu a prova dos 5 km aberta do e, portanto, defendeu com sucesso seu título mundial de Melbourne o Campeonato de 2007.
Lurz finalizou a prova com 56:26.9, enquanto Spyridon Gianniotis (GRE) bateu em 56:27.2 para recebera medalha de prata.

A medalha de bronze ficou com uma cara nova no cenário mundial em águas abertas - Chad Ho (RSA), que cronometrou 56:41.9.
Luca Itália Ferretti foi quarto em 56:44.3.

Na América do Sul, o venezuelano Ricardo Monastério é um que está tentando disputar as duas modalidades juntas.

http://cache.daylife.com/imageserve/0a8v6onejq8MT/610x.jpgMonastério entretanto, nada apenas em piscina, não faz qualquer treinamento em águas abertas e o máximo que tem feito é participar de algumas provas locais e internacionais. Disputou nos Jogos ODESUR tanto as provas de piscina como nas águas abertas. Ricardo Monastério (400m livre),é dono de dois dos três únicos recordes da Venezuela no sul-americano.

O treinador Carlos Rogério Arapiraca é uma das maiores autoridades entre os técnicos das águas abertas do Brasil.
Arapiraca vive uma situação interessante, pois seu filho, Luis Rogério Arapiraca é o melhor fundista do país na atualidade.

http://www.atarde.com.br/arquivos/2007/07/5324.jpg

Por experiência própria, Arapiraca já constatou que o estilo do seu atleta/filho se altera quando pratica em águas abertas ou até mesmo participa de algumas provas. Desde esta constatação, Luis Rogério tem treinado e competido apenas em piscina.

http://www.portalibahia.com.br/bahiaesporte/wp-content/uploads/2009/05/arapiraca_400.jpg

As diferenças entre as águas abertas e piscina, começam na densidade da água.

A densidade normal da água é de 1 grama por mililitro.
Esta densidade é alterada com mudanças de temperatura, pressão, assim como constituição da água.
Ou seja, água fria e salgada tem maior densidade do que a água normal.
Esta diferença faz importantes alterações na posição do nado do atleta e até mesmo oferece diferentes reações para diferentes constituições físicas.
Atletas mais gordos se posicionam melhor na água salgada do que na água doce e por aí vai.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Natação provoca efeitos antioxidantes que combatem a aterosclerose, diz estudo

A prática regular de atividades físicas pode ajudar no combate a obstrução das artérias - a aterosclerose - ao aumentar os níveis de óxido nítrico no sistema vascular, segundo estudo apresentado esta semana no Congresso de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Europeia de Cardiologia.
Essa substância é associada à expansão e relaxamento das artérias.
"O treinamento com exercícios aeróbicos pode proteger contra o desenvolvimento de aterosclerose.
Entretanto, os mecanismos precisos ainda permaneciam desconhecidos", destacaram os autores em publicação do evento.

http://www.abola.pt/img/fotos/natacao/natacao1.jpg
Para avaliar a hipótese de que os exercícios reduzem a severidade da aterosclerose por causa de seus efeitos antioxidantes, os pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, selecionaram ratos com deficiência de apolipoproteína E (importante no metabolismo das gorduras) para praticarem 45 minutos de natação três vezes por semana e terem uma dieta rica em gordura durante oito e 16 semanas.

Alguns dos ratos fisicamente ativos também receberam um inibidor de síntese do antioxidante óxido nítrico.

Com as análises, os pesquisadores notaram a formação de estrias gordurosas e placas de lipofibromas nos ratos que tiveram dieta rica em gorduras, porém esse efeito foi suprimido nos roedores que participaram das sessões de exercícios na água.

Entre os animais que tomaram o inibidor da síntese de óxido nítrico, os especialistas não notaram os mesmos efeitos protetores dos exercícios, mostrando que a formação de componentes antioxidantes pode ser a explicação para o papel protetor das atividades físicas contra a aterosclerose.

De acordo com os autores, a gravidade das lesões ateroscleróticas estava associada à expressão de uma proteína chamada tioredoxina.

"A expressão de tioredoxina em ratos tratados com exercícios foi suprimida, em comparação com ratos sem exercícios", destacaram os especialistas.

"O treinamento com exercícios suprimem a aterosclerose por efeitos antioxidantes via sistema vascular de óxido nítrico", concluíram.

http://www.medplan.com.br/site/imagens/geral/img_20080215_160224.jpg

Não precisa ser pesquisador para comprovar todos esses benefícios, qualquer nadador sabe que nadar faz bem para o coração, mas é sempre bom comprovações científicas.

Fonte:Heart Failure Congress 2010 2/6/2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NADA BORBOLETA MAS NÃO TREINA BORBOLETA? É POSSÍVEL?

http://comps.fotosearch.com/bigcomps/GLW/GLW359/gwg104025.jpg
Parece até estranho, mas não é.
E mais é algo bastante comum em vários nadadores de nível nacional e até internacional.

A técnica de borboleta é complexa e principalmente requer uma demanda energética muito alta. Minimizar as distâncias de borboleta, ou pelo menos maximizar a qualidade do nado é algo bastante comum nos treinamentos que visam desenvolver o nadador de borboleta.

Ainda acrescidos os problemas de ombro, muitos atletas não conseguem render e nem suportar séries de borboleta durante o treinamento mas quando chegam na competição rendem sem problema.

Saber balancear a distância das séries e o volume total de borboleta é uma arte do técnico mas também um dado muito importante a ser discutido entre o atleta e seu treinador.

Limitações físicas, fisiológicas e técnicas são determinantes para se encontrar uma medida ideal da distância do nado a ser praticada.

Ainda existem as chamadas exceções de atletas que conseguem realizar grandes distâncias em nado borboleta mantendo um bom padrão.

Entre os casos mais famosos está o da americana Mary T. Meagher, que foi recordista mundial dos 100 e 200 borboleta em recordes que ficaram quase 20 anos sem serem batidos.

http://www.smh.com.au/ffximage/2005/07/26/jessicahschipper_wideweb__430x212.jpg

Mary Meagher chegava a fazer séries de 4.000 metros nadando borboleta, muitas vezes ininterruptamente.

Mais recentemente, a atual recordista mundial dos 100 borboleta, Inge de Bruin, chegou a fazer uma série de 10 x 400 de borboleta sob o comando do técnico Paul Bergen.

Obs: Ela nunca nadou os 200 borboleta a nível internacional.

Duas vezes olímpico e um nome forte do México para os Jogos Pan Americanos deste ano, Juan Veloz também é outro que mantém um padrão muito bom de técnico mesmo em séries longas de borboleta.

Na época em que treinava no Mission Viejo Nadadores na Califórnia, Juan Veloz fez uma série de 100 x 100 de borboleta em piscina longa a cada 1:30. A média foi de 1:09, o pior foi 1:12 e o melhor foi o último 1:06!

Isto tudo, até agora, não passa de exceção.

Na verdade, a grande maioria dos atletas de nível internacional não conseguem manter por grandes distâncias a técnica correta e seus técnicos maximizam a execução perfeita limitando as séries de borboleta.

É o caso de Ian Crocker, atual recordista mundial dos 100 borboleta, que faz praticamente 90% do seu treino de crawl e quando nada borboleta nada em pequenas distâncias.

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Até mesmo Michael Phelps, seu maior adversário também não "abusa" do borboleta.

Phelps que é recordista mundial dos 200 borboleta nem gosta de treinar muito o nado.
Bob Bowman, seu técnico, prefere treinar borboleta em piscina de 25 jardas, onde Michael Phelps mantém melhor padrão de nado segurando a técnica por mais tempo.

Natalie Coughlin está entre as melhores americanas na prova dos 100 borboleta e hoje praticamente não faz qualquer série no nado.

Ela, que chegou a universidade como nadadora de 200 borboleta, hoje, faz apenas tiros curtos e de velocidade utilizando o borboleta.

Entre os nadadores brasileiros isto também é bastante comum.

Kaio Márcio Almeida quando era um nadador em formação nas categorias juvenil e júnior praticava muito do seu treinamento em fundo e medley.
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A orientação era da técnica Rosane Carneiro que está de volta agora a trabalhar com o Kaio que sente uma lesão de ombro e que teve de ser forçado a minimizar o seu trabalho no estilo.
Kaio hoje nada apenas 15% do treino em borboleta, e destes 15% grande parte é com o pé de pato.

Thiago Pereira, talvez o mais versátil nadador brasileiro de todos os tempos, também tem uma marca expressiva nos 100 borboleta.

Ele também não responde bem ao treinamento de borboleta em execesso.

Quando esteve nos Estados Unidos, foi uma grande dificuldade que passou pois não está acostumado a fazer grandes distâncias nadando borboleta.

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Na Universidade da Flórida, onde Thiago treinou por alguns meses teve de realizar os chamados "Flyday" numa substituição ao "Friday" que é onde o treinamento de base é feito todo de borboleta nas sextas-feiras.

Muitas vezes um mesmo técnico coloca seus nadadores de borboleta para fazerem trabalhos distintos.

É o que acontece, por exemplo, com os dois atuais campeões mundiais dos 200 borboleta, Otylia Jedrejzack e Pawel Kozerniowski ambos poloneses e que treinam com o mesmo técnico. Otylia faz grande parte do seu treino em borboleta, inclusive séries nadando borboleta com palmar.

Enquanto isso, Pawel faz seu treino praticamente todo de crawl voltado para o fundo.

Esta distinção e a capacidade de identificar qual nadador se adapta e quanto de distância ele se adapta faz parte do trabalho do treinador. O objetivo é sempre priorizar a boa técnica de nado e maximizar a qualidade do trabalho.

Não precisa nem falar dos nadadores de 50 borboleta, casos de Roland Schoeman, recordista mundial, ou Fernando Scherer, recordista sul-americano.

Estes nadadores nem borboleta fazem, e se fizerem somente séries curtíssimas de explosão.

Treinadores devem ser bastante cuidadosos na prescrição de trabalhos muito longos de borboleta.

Não faz sentido manter seu atleta executando uma metragem muito grande sem qualquer qualidade ou eficiência.

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Muitas vezes, séries em demasia do nado borboleta podem ser causadoras de lesões irreparáveis para a carreira do nadador.

Identificar os problemas antes que se tornem graves, é função do treinador.

Um exemplo é a recordista sul-americana dos 100 borboleta, Gabriella Silva que luta há anos contra uma lesão de ombro e sempre teve de balancear o trabalho e minimizar a distância de borboleta afim de não complicar sua lesão.

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Mesmo assim, Gabriella continua a baixar suas marcas e mantém a condição de recordista sula-americana dos 100 borboleta.

Você não precisa eliminar o treinamento de borboleta do seu programa, pelo contrário, apenas discuta a validade da super distância do nado borboleta principalmente quando não executada em uma técnica apropriada.

A real conclusão : É mais importante do que a distância a ser executada, é a técnica adequada e a intensidade desejada.

TÉCNICAS PARA A EXECUÇÃO DO NADO PERFEITO

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Para evitar o supertreinamento e a superdistância do nado borboleta, algumas dicas para maximizar a técnica do nado sem a necessidade do stress do estilo no treinamento:

  • Nadar borboleta sempre em boa técnica.
  • Optar pelas distâncias menores 25 e 50 metros. Em caso de controle da técnica perfeita, isso pode ir sendo incrementado.
  • Fazer séries de borboleta + crawl incentivando o nadador a manter a técnica perfeita no nado borboleta. Ou seja, tiros de 100 nadando borboleta até quando sentir que está perdendo a correta forma de nadar. Isto pode ser por 5 metros ou coisa parecida e ser incrementado com o treinamento e a prática correta.
  • Nadar borboleta com pé de pato para melhorar a técnica e diminuir a sobrecarga.
  • Nadar borboleta com uma braçada e três pernadas, nado que é mais fácil de ser controlado por distâncias maiores.
  • Executar educativos de nado borboleta diariamente para a fixação de uma técnica correta.
  • Aumento do trabalho de pernada e pernada submersa para a melhora do nado.

Para séries de ritmo de competição, muitas vezes o nadador fica exausto se nadar muito borboleta no aquecimento.

Ioan Gherguel nadador da Romênia e que duas vezes foi campeão dos 200 borboleta do NCAA executa uma série de 4 x 50 para ritmo com 15 a 20 segundos de intervalo, sendo que ele alterna um para borboleta e outro para crawl mantendo o mesmo esforço.

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Detalhe:Nadadores que conseguem manter a técnica de borboleta por grandes distâncias sem qualquer prejuízo a forma de nadar e conseguindo boa qualidade no trabalho podem realizar distâncias e até superdistâncias no estilo. Sendo que isso é exceção e não regra.

Técnica do Borboleta

Considerado um estilo de grande dificuldade, o nadador de Borboleta deve ter força para empurrar água e flexibilidade pra tirar os braços para fora da piscina na hora de partir para outra golfinhada.

Posição do corpo

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- Em decúbito ventral, mais plano possível para evitar atritos.
- Cabeça: posicionada em uma atitude "normal" com a linha da superfície da água. Existe um movimento de flexão e extensão.
- Quadril: sofre um movimento ondulatório , que é resultante do trabalho das pernas e movimento de cabeça.
- Pernas: os movimentos são simultâneos e representam forte ação propulsora. As pernas não batem, elas movimentam-se em decorrência da ondulação do corpo.
- Braços: 9 fases (em forma de R).

Entrada

Uma visão lateral do nadador deve mostrar seus braços "mergulhando" simultaneamente na água em um ângulo pequeno; os braços simultâneos ficam estendidos, na largura dos ombros; palma das mãos um pouco voltadas para fora;término desta fase com braços em extensão.

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Deslizamento

Braços na largura dos ombros para iniciantes e quando se nada mais calmo, esta fase é mais acentuada.

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Apoio ou Pegada

O movimento deve ocorrer de forma suave e rápida, evitando a tendência de "espirrar" água; o movimento das mãos é feito para fora da linha média (abdução) e um pouco para baixo; ligeira flexão do punho; inicia-se a flexão do antebraço sobre o braço; rotação medial de braços com elevação do cotovelo.

Tração ou Puxada

Movimento de braços para fora e para baixo; movimento das mãos para a linha média; palmas das mãos ligeiramente voltadas para dentro; aumento da flexão do antebraço sobre o braço.

Dominação

Mãos mais próximas da linha mediana;braços e antebraços foram um ângulo de 90 graus;fase de melhor posicionamento das alavancas; continua a adução dos braços;movimento das mãos para fora (abdução) e para tras.

http://www.wallpaperbase.com/wallpapers/sports/swimming/swimming_2.jpg

Empurrão ou Impulso

Braços em adução (colados lateralmente ao corpo), com os cotovelos elevados;palmas das mãos voltadas para traz; movimento das mãos para traz e um pouco para fora.

Finalização

Mãos no prolongamento dos braços; inicia-se aqui a elevação de mãos.

Recuperação ou Descanso

Cotovelos fletidos e elevados; mãos passam bem próximo do quadril do nadador;elevação dos braços pela lateral; braços estendidos e descontraídos; a completa extensão dos cotovelos no fim da fase de impulsão deve ser evitada;os cotovelos devem sair da água antes das mãos.

Ataque

Braços vão lateralmente para frente;flexão dos antebraços sobre os braços após a linha dos ombros; Palma das mãos voltadas para fora;

http://www.chinadaily.com.cn/olympics/images/attachement/jpg/site1/20080813/0013729e4abe0a0cc29d4c.jpg

Pernas

Movimentos simultâneos; existe maior eficiência na fase descendente;grande participação na propulsão do nada; na fase ascendente, sobe estendida e flexiona-se no final; desce estendida.

Respiração

http://www.estadao.com.br/fotos/phelps_borboleta_roma292.jpg

É realizada ao nível da água sem oscilações exageradas;inspiração pela boca e pelo nariz de forma explosiva (rápida e intensa);bloqueio se faz mais acentuado quando se nada devagar;expiração feita pela boca e nariz.

Coordenação

- Braços e pernas: Duas pernadas por ciclo de braços (estilo típico de competição) Uma pernada quando os braços entram na água e a outra quando a mão está na altura da cintura.As pernas se movem no sentido contrário do quadril: quando elas sobem, ele desce e vice-versa.

- Primeira pernada : término da entrada e início do apoio

- Segunda pernada: término da finalização e início da recuperação

- Braços e respiração: O nadador, pode respirar a cada ciclo de braços ou a cada duas braçadas ; a inspiração é feita no final do empurrão ou impulso e início da recuperação;termina na recuperação; o bloqueio é feito no início do ataque até o início do apoio; a expiração é feita no princípio do apoio até o final do empurrão.

Saídas

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O primeiro tipo de saída era balanceado . Jogavam-se os braços para frente e pra traz.

A primeira saída com bases científicas foi a "Clássica", em seguida a "Graab"ou "agarre". E mais adiante, a saída "scoop", que é de alto nível. No salto , se carpa o corpo, entrando de ponta.

Na parte submersa, eleva-se a cabeça e a força vertical se transforma em horizontal. Portanto, o nadador não vai ao fundo da piscina. Atualmente, é usada a saída "graab"associada ao "scoop". É a que dá melhor resultado.

Virada

Tocam-se as duas mãos na borda acima ou abaixo do nível da água; o toque deve ser simultâneo e simétrico; larga-se uma das mãos e a outra é abaixada em seguida lança-se o braço por cima, dando a impulsão na parede de preferência com os dois pés.

http://graphics8.nytimes.com/images/2008/07/06/sports/06swimming.1.600.jpg

Dicas de Aprendizagem :

O movimento de pernas flui naturalmente quando são dadas corretamente as primeiras braçadas.

Para facilitar o aprendizado o professor deve conduzir os braços dos alunos,acompanhando os contornos traçados na parede (fazer com giz ou outro material).

O aluno então acompanha várias vezes o movimento desenhado até assimilá-lo.

Em seguida , o professor repete o processo no chão, deixando o aluno no plano horizontal e por fim o aluno repete tudo na água.

Após os exercícios de respiração frontal, o aluno está preparado para a primeira golfinhada.

Mas para dar a segunda , precisa aprender a se deslocar.

O professor pede para que dê uma série de saltos à frente, deslizando na água.

Nas primeiras tentativas da segunda golfinhada, o aluno não precisa tirar os braços da água e nem se preocupar com a respiração.

Depois que estiver fazendo todos os movimentos bem, ele pode associar o movimento completo com a respiração e tudo mais. É como se fosse uma coreografia que se ensina passo a passo depois une todas as partes.

Borboleta é um Nado bastante explosivo, com coerência ele pode tornar seu treino mais divertido.

Bons Treinos!!!