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quarta-feira, 2 de junho de 2010

NADA BORBOLETA MAS NÃO TREINA BORBOLETA? É POSSÍVEL?

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Parece até estranho, mas não é.
E mais é algo bastante comum em vários nadadores de nível nacional e até internacional.

A técnica de borboleta é complexa e principalmente requer uma demanda energética muito alta. Minimizar as distâncias de borboleta, ou pelo menos maximizar a qualidade do nado é algo bastante comum nos treinamentos que visam desenvolver o nadador de borboleta.

Ainda acrescidos os problemas de ombro, muitos atletas não conseguem render e nem suportar séries de borboleta durante o treinamento mas quando chegam na competição rendem sem problema.

Saber balancear a distância das séries e o volume total de borboleta é uma arte do técnico mas também um dado muito importante a ser discutido entre o atleta e seu treinador.

Limitações físicas, fisiológicas e técnicas são determinantes para se encontrar uma medida ideal da distância do nado a ser praticada.

Ainda existem as chamadas exceções de atletas que conseguem realizar grandes distâncias em nado borboleta mantendo um bom padrão.

Entre os casos mais famosos está o da americana Mary T. Meagher, que foi recordista mundial dos 100 e 200 borboleta em recordes que ficaram quase 20 anos sem serem batidos.

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Mary Meagher chegava a fazer séries de 4.000 metros nadando borboleta, muitas vezes ininterruptamente.

Mais recentemente, a atual recordista mundial dos 100 borboleta, Inge de Bruin, chegou a fazer uma série de 10 x 400 de borboleta sob o comando do técnico Paul Bergen.

Obs: Ela nunca nadou os 200 borboleta a nível internacional.

Duas vezes olímpico e um nome forte do México para os Jogos Pan Americanos deste ano, Juan Veloz também é outro que mantém um padrão muito bom de técnico mesmo em séries longas de borboleta.

Na época em que treinava no Mission Viejo Nadadores na Califórnia, Juan Veloz fez uma série de 100 x 100 de borboleta em piscina longa a cada 1:30. A média foi de 1:09, o pior foi 1:12 e o melhor foi o último 1:06!

Isto tudo, até agora, não passa de exceção.

Na verdade, a grande maioria dos atletas de nível internacional não conseguem manter por grandes distâncias a técnica correta e seus técnicos maximizam a execução perfeita limitando as séries de borboleta.

É o caso de Ian Crocker, atual recordista mundial dos 100 borboleta, que faz praticamente 90% do seu treino de crawl e quando nada borboleta nada em pequenas distâncias.

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Até mesmo Michael Phelps, seu maior adversário também não "abusa" do borboleta.

Phelps que é recordista mundial dos 200 borboleta nem gosta de treinar muito o nado.
Bob Bowman, seu técnico, prefere treinar borboleta em piscina de 25 jardas, onde Michael Phelps mantém melhor padrão de nado segurando a técnica por mais tempo.

Natalie Coughlin está entre as melhores americanas na prova dos 100 borboleta e hoje praticamente não faz qualquer série no nado.

Ela, que chegou a universidade como nadadora de 200 borboleta, hoje, faz apenas tiros curtos e de velocidade utilizando o borboleta.

Entre os nadadores brasileiros isto também é bastante comum.

Kaio Márcio Almeida quando era um nadador em formação nas categorias juvenil e júnior praticava muito do seu treinamento em fundo e medley.
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A orientação era da técnica Rosane Carneiro que está de volta agora a trabalhar com o Kaio que sente uma lesão de ombro e que teve de ser forçado a minimizar o seu trabalho no estilo.
Kaio hoje nada apenas 15% do treino em borboleta, e destes 15% grande parte é com o pé de pato.

Thiago Pereira, talvez o mais versátil nadador brasileiro de todos os tempos, também tem uma marca expressiva nos 100 borboleta.

Ele também não responde bem ao treinamento de borboleta em execesso.

Quando esteve nos Estados Unidos, foi uma grande dificuldade que passou pois não está acostumado a fazer grandes distâncias nadando borboleta.

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Na Universidade da Flórida, onde Thiago treinou por alguns meses teve de realizar os chamados "Flyday" numa substituição ao "Friday" que é onde o treinamento de base é feito todo de borboleta nas sextas-feiras.

Muitas vezes um mesmo técnico coloca seus nadadores de borboleta para fazerem trabalhos distintos.

É o que acontece, por exemplo, com os dois atuais campeões mundiais dos 200 borboleta, Otylia Jedrejzack e Pawel Kozerniowski ambos poloneses e que treinam com o mesmo técnico. Otylia faz grande parte do seu treino em borboleta, inclusive séries nadando borboleta com palmar.

Enquanto isso, Pawel faz seu treino praticamente todo de crawl voltado para o fundo.

Esta distinção e a capacidade de identificar qual nadador se adapta e quanto de distância ele se adapta faz parte do trabalho do treinador. O objetivo é sempre priorizar a boa técnica de nado e maximizar a qualidade do trabalho.

Não precisa nem falar dos nadadores de 50 borboleta, casos de Roland Schoeman, recordista mundial, ou Fernando Scherer, recordista sul-americano.

Estes nadadores nem borboleta fazem, e se fizerem somente séries curtíssimas de explosão.

Treinadores devem ser bastante cuidadosos na prescrição de trabalhos muito longos de borboleta.

Não faz sentido manter seu atleta executando uma metragem muito grande sem qualquer qualidade ou eficiência.

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Muitas vezes, séries em demasia do nado borboleta podem ser causadoras de lesões irreparáveis para a carreira do nadador.

Identificar os problemas antes que se tornem graves, é função do treinador.

Um exemplo é a recordista sul-americana dos 100 borboleta, Gabriella Silva que luta há anos contra uma lesão de ombro e sempre teve de balancear o trabalho e minimizar a distância de borboleta afim de não complicar sua lesão.

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Mesmo assim, Gabriella continua a baixar suas marcas e mantém a condição de recordista sula-americana dos 100 borboleta.

Você não precisa eliminar o treinamento de borboleta do seu programa, pelo contrário, apenas discuta a validade da super distância do nado borboleta principalmente quando não executada em uma técnica apropriada.

A real conclusão : É mais importante do que a distância a ser executada, é a técnica adequada e a intensidade desejada.

TÉCNICAS PARA A EXECUÇÃO DO NADO PERFEITO

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Para evitar o supertreinamento e a superdistância do nado borboleta, algumas dicas para maximizar a técnica do nado sem a necessidade do stress do estilo no treinamento:

  • Nadar borboleta sempre em boa técnica.
  • Optar pelas distâncias menores 25 e 50 metros. Em caso de controle da técnica perfeita, isso pode ir sendo incrementado.
  • Fazer séries de borboleta + crawl incentivando o nadador a manter a técnica perfeita no nado borboleta. Ou seja, tiros de 100 nadando borboleta até quando sentir que está perdendo a correta forma de nadar. Isto pode ser por 5 metros ou coisa parecida e ser incrementado com o treinamento e a prática correta.
  • Nadar borboleta com pé de pato para melhorar a técnica e diminuir a sobrecarga.
  • Nadar borboleta com uma braçada e três pernadas, nado que é mais fácil de ser controlado por distâncias maiores.
  • Executar educativos de nado borboleta diariamente para a fixação de uma técnica correta.
  • Aumento do trabalho de pernada e pernada submersa para a melhora do nado.

Para séries de ritmo de competição, muitas vezes o nadador fica exausto se nadar muito borboleta no aquecimento.

Ioan Gherguel nadador da Romênia e que duas vezes foi campeão dos 200 borboleta do NCAA executa uma série de 4 x 50 para ritmo com 15 a 20 segundos de intervalo, sendo que ele alterna um para borboleta e outro para crawl mantendo o mesmo esforço.

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Detalhe:Nadadores que conseguem manter a técnica de borboleta por grandes distâncias sem qualquer prejuízo a forma de nadar e conseguindo boa qualidade no trabalho podem realizar distâncias e até superdistâncias no estilo. Sendo que isso é exceção e não regra.

Técnica do Borboleta

Considerado um estilo de grande dificuldade, o nadador de Borboleta deve ter força para empurrar água e flexibilidade pra tirar os braços para fora da piscina na hora de partir para outra golfinhada.

Posição do corpo

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- Em decúbito ventral, mais plano possível para evitar atritos.
- Cabeça: posicionada em uma atitude "normal" com a linha da superfície da água. Existe um movimento de flexão e extensão.
- Quadril: sofre um movimento ondulatório , que é resultante do trabalho das pernas e movimento de cabeça.
- Pernas: os movimentos são simultâneos e representam forte ação propulsora. As pernas não batem, elas movimentam-se em decorrência da ondulação do corpo.
- Braços: 9 fases (em forma de R).

Entrada

Uma visão lateral do nadador deve mostrar seus braços "mergulhando" simultaneamente na água em um ângulo pequeno; os braços simultâneos ficam estendidos, na largura dos ombros; palma das mãos um pouco voltadas para fora;término desta fase com braços em extensão.

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Deslizamento

Braços na largura dos ombros para iniciantes e quando se nada mais calmo, esta fase é mais acentuada.

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Apoio ou Pegada

O movimento deve ocorrer de forma suave e rápida, evitando a tendência de "espirrar" água; o movimento das mãos é feito para fora da linha média (abdução) e um pouco para baixo; ligeira flexão do punho; inicia-se a flexão do antebraço sobre o braço; rotação medial de braços com elevação do cotovelo.

Tração ou Puxada

Movimento de braços para fora e para baixo; movimento das mãos para a linha média; palmas das mãos ligeiramente voltadas para dentro; aumento da flexão do antebraço sobre o braço.

Dominação

Mãos mais próximas da linha mediana;braços e antebraços foram um ângulo de 90 graus;fase de melhor posicionamento das alavancas; continua a adução dos braços;movimento das mãos para fora (abdução) e para tras.

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Empurrão ou Impulso

Braços em adução (colados lateralmente ao corpo), com os cotovelos elevados;palmas das mãos voltadas para traz; movimento das mãos para traz e um pouco para fora.

Finalização

Mãos no prolongamento dos braços; inicia-se aqui a elevação de mãos.

Recuperação ou Descanso

Cotovelos fletidos e elevados; mãos passam bem próximo do quadril do nadador;elevação dos braços pela lateral; braços estendidos e descontraídos; a completa extensão dos cotovelos no fim da fase de impulsão deve ser evitada;os cotovelos devem sair da água antes das mãos.

Ataque

Braços vão lateralmente para frente;flexão dos antebraços sobre os braços após a linha dos ombros; Palma das mãos voltadas para fora;

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Pernas

Movimentos simultâneos; existe maior eficiência na fase descendente;grande participação na propulsão do nada; na fase ascendente, sobe estendida e flexiona-se no final; desce estendida.

Respiração

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É realizada ao nível da água sem oscilações exageradas;inspiração pela boca e pelo nariz de forma explosiva (rápida e intensa);bloqueio se faz mais acentuado quando se nada devagar;expiração feita pela boca e nariz.

Coordenação

- Braços e pernas: Duas pernadas por ciclo de braços (estilo típico de competição) Uma pernada quando os braços entram na água e a outra quando a mão está na altura da cintura.As pernas se movem no sentido contrário do quadril: quando elas sobem, ele desce e vice-versa.

- Primeira pernada : término da entrada e início do apoio

- Segunda pernada: término da finalização e início da recuperação

- Braços e respiração: O nadador, pode respirar a cada ciclo de braços ou a cada duas braçadas ; a inspiração é feita no final do empurrão ou impulso e início da recuperação;termina na recuperação; o bloqueio é feito no início do ataque até o início do apoio; a expiração é feita no princípio do apoio até o final do empurrão.

Saídas

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O primeiro tipo de saída era balanceado . Jogavam-se os braços para frente e pra traz.

A primeira saída com bases científicas foi a "Clássica", em seguida a "Graab"ou "agarre". E mais adiante, a saída "scoop", que é de alto nível. No salto , se carpa o corpo, entrando de ponta.

Na parte submersa, eleva-se a cabeça e a força vertical se transforma em horizontal. Portanto, o nadador não vai ao fundo da piscina. Atualmente, é usada a saída "graab"associada ao "scoop". É a que dá melhor resultado.

Virada

Tocam-se as duas mãos na borda acima ou abaixo do nível da água; o toque deve ser simultâneo e simétrico; larga-se uma das mãos e a outra é abaixada em seguida lança-se o braço por cima, dando a impulsão na parede de preferência com os dois pés.

http://graphics8.nytimes.com/images/2008/07/06/sports/06swimming.1.600.jpg

Dicas de Aprendizagem :

O movimento de pernas flui naturalmente quando são dadas corretamente as primeiras braçadas.

Para facilitar o aprendizado o professor deve conduzir os braços dos alunos,acompanhando os contornos traçados na parede (fazer com giz ou outro material).

O aluno então acompanha várias vezes o movimento desenhado até assimilá-lo.

Em seguida , o professor repete o processo no chão, deixando o aluno no plano horizontal e por fim o aluno repete tudo na água.

Após os exercícios de respiração frontal, o aluno está preparado para a primeira golfinhada.

Mas para dar a segunda , precisa aprender a se deslocar.

O professor pede para que dê uma série de saltos à frente, deslizando na água.

Nas primeiras tentativas da segunda golfinhada, o aluno não precisa tirar os braços da água e nem se preocupar com a respiração.

Depois que estiver fazendo todos os movimentos bem, ele pode associar o movimento completo com a respiração e tudo mais. É como se fosse uma coreografia que se ensina passo a passo depois une todas as partes.

Borboleta é um Nado bastante explosivo, com coerência ele pode tornar seu treino mais divertido.

Bons Treinos!!!



A IMPORTÂNCIA DA CHEGADA NA NATAÇÃO

Você faz tudo direito: Se concentra na partida, impulsiona, entrada " limpa", desliza, perna, braço, respira, vira... e na reta final ...DESLIZA???
Com certeza seu técnico estará com ar frustrado e indignado.
E você apesar de todo esforço foi vítima de uma péssima chegada.
No mar, na piscina ou na represa, não importa onde esteja a chegada é muito importante, com apenas um erro você perderá todo seu trabalho desenvolvido.
Quem esquece Poliana Okimoto na chegada dos 5km no Pan Americano do Rio?
http://4.bp.blogspot.com/_hhREVfG9LpE/Srgr9aqM7_I/AAAAAAAAAb4/g8UviS0O-L4/S240/A+A+A+10+A+A+AAPolianaOkimotoFtMar.bmp
Ficou com prata na batida da mão, isso nas águas abertas.

ERROS MAIS COMUNS DE UMA PÉSSIMA CHEGADA
1) Automatização de máus hábitos em treinamento.
2) Desespero em respirar antes de chegar.
3) Desespero em olhar para o tempo antes de chegar.
4) Braçadas extras em chegadas mal calculadas.
5) Deslizadas na chegada por chegada mal calculada.
6) Chegadas não planejadas.

A DIFERENÇA DAS CHEGADAS APERTADAS EM ROMA 2009

Uma boa chegada pode valer muito, assim como uma péssima chegada vale também.
Analisando o último Mundial de Roma, um total de 16 provas entre individuais e de revezamento foram decididas com menos de três décimos de diferença entre o primeiro e o segundo colocado.
Confira o quanto valeu a diferença do campeão e o medalhista de prata no Mundial nestas provas em que a diferença foi de menos de três décimos:
200 peito masculino – 1 centésimo
50 peito feminino – 2 centésimos
100 costas feminino – 6 centésimos
50 borboleta masculino – 7 centésimos
50 peito masculino – 9 centésimos
4 x 100 livre feminino – 11 centésimos
50 livre masculino – 13 centésimos
100 borboleta masculino - 13 centésimos
200 costas feminino – 13 centésimos
50 livre feminino – 15 centésimos
50 costas feminino – 16 centésimos
100 borboleta feminino – 17 centésimos
50 costas masculino – 20 centésimos
100 livre masculino – 21 centésimos
100 costas masculino – 28 centésimos
http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/arquivos/File/imagens/3educacao_fisica/4nata4.jpg
CHEGADAS ERRADAS FAMOSAS


O famoso final de prova entre Phelps e Cavic em Beijing 2008


Chegadas erradas famosas que entraram para a história.
Feitos registrados pela incapacidade de fechar bem a prova resultando em derrotas inesperadas.
1) Milorad Cavic X Michael Phelps nos 100 borboleta dos Jogos Olímpicos de Beijing
Cavic havia se classificado com o primeiro tempo tanto nas eliminatórias como nas semifinais batendo Phelps por poucos centésimos (50:76 X 50:92 nas eliminatórias, 50:87 X 50:97 nas semifinais).

Na final, ele utilizou a mesma tática das suas provas anteriores, passou forte na frente quase um segundo a frente de Phelps que passou em sétimo lugar mas atacou violentamente no final.
http://e.i.uol.com.br/album/090801mundial_f_025.jpg
Cavic parecia que iria ganhar mas a chegada mal feita deu a chance para Phelps que tocou na frente por um centésimo: 50:58 X 50:59.
A delegação da Sérvia chegou encaminhar um protesto que foi analisado e fez com que a FINA reavalisse o resultado mas acabou confirmando a vitória de Phelps.
Experts dizem que Cavic não teria pressionado com força a placa da chegada permitindo a Phelps com um final melhor levar a medalha de ouro.
http://www.estadao.com.br/fotos/michaelphelps_largada_natacao292.jpg
2) Alex Popov 50 livre nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000
Popov não iria ganhar a prova mas não poderia ter terminado em sexto lugar.
O russo vinha disputando entre o segundo e o terceiro lugar e, sendo o então recordista mundial, se esperava muito mais dele afinal o recorde havia sido batido há poucos meses antes das Olimpíadas.
Popov não fez uma boa prova, nem uma boa competição mas a sua chegada nos 50 livre foi ainda pior.
Ele fez uma pernada de borboleta no final e levantou a cabeça para chegar.
Um movimento totalmente diferente do que fazia antes e que acabou lhe colocando em sexto lugar.
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3) César Cielo 100 livre no Mundial de Melbourne 2007
O primeiro Mundial de Cielo foi uma experiência muito válida.
Mesmo estreando, Cielo foi para cima dos maiores velocistas do mundo disposto a conseguir alguma coisa.
Na prova dos 100 livre, Cielo saiu forte na frente de todo mundo e liderou a prova em grande parte dela.
Os últimos metros de seus 100 livre, entretanto, foram dolorosos de se assistir.
Não só pelo cansaço, a perda da técnica mas acima de tudo a chegada desesperada, não preparada e que lhe custou um lugar no pódium.
Cielo com uma chegada melhor poderia ter levado pelo menos uma prata e com certeza um bronze.
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4) Anthony Nesty X Matt Biondi nos 100 borboleta dos Jogos Olímpicos de Seul
Matt Biondi foi para Seul conquistar seis medalhas de ouro (50 e 100 livre, 100 borboleta e os três revezamentos americanos).
Seu plano deu errado com uma chegada muito mal feita e que acabou propiciando uma vitória histórica para Anthony Nesty do Suriname, a primeira medalha de ouro da natação negra em Olimpíadas. Nesty venceu com 53:00 contra 53:01.
Biondi estava na frente e chegou de forma displicente.
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5) Otylia Jedrejzack X Jessicah Schipper nos 200 borboletea do Mundial de Montreal
Esta talvez seja a mais polêmica das chegadas.
A polonesa Jedrejzack, então campeã olímpica e mundial, nadou quase toda a prova atrás da australiana.
Mesmo avançando no final, Otylia sentia a força da australiana.
Desesperada e na busca da vitória a nadadora polonesa jogou um braço na parede chegando com uma mão, coisa que foi muito bem vista na imagem da TV mas passou despercebida pela arbitragem.
Otylia Jedrejzack nunca reconheceu que chegou com uma só mão.
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6) Jason Lezak X Alain Bernard no revezamento 4 x 100 livre dos Jogos Olímpicos de Beijing
O revezamento mais emocionante de todos os tempos também teve uma das piores chegadas da história.
Alain Bernard não só fracassou na técnica e estratégia da prova mas uma chegada infantil e chegou até a olhar para Jason Lezak antes de bater na parede.
Mesmo largando mais de meio segundo a frente, e sendo o então recordista mundial da prova, Alain Bernard não soube fazer uma boa estratégia e se desesperou com a aproximação fulminante de Lezak no final.
Além de errar a chegada, Bernard ainda deu uma olhadinha submersa coisa jamais vista em competições deste nível e para um nadador de seu quilate.
Os americanos venceram com oito centésimos de vantagem e Lezak fez o melhor parcial da história dos 100 livre em revezamentos.
http://www1.pictures.zimbio.com/gi/Missouri+Grand+Prix+xFFxZTWVAbWs.jpg
7) Eric Shanteau X Daniel Gyurta nos 200 peito do Mundial de Roma
O americano Eric Shanteau fez a sua estratégia de prova nos 200 peito em Roma.
Passou atrás e atacou na hora certa.
Até os primeiros 100 metros estava na quarta posição e só avançou para segundo na altura dos 150 metros.
Ele caminhava para a vitória e não se deu conta do ataque do húngaro Daniel Gyurta. Este, passou a prova toda em oitavo e virou os 150 metros em sexto lugar.
Mas o tal final do Gyurta foi desprezado pelo Shanteau bobeando na chegada acabou perdendo o título mundial por um centésimo: 2:07:64 X 2:07:65.
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Hábitos durante o treino que prejudicam chegada:

1) Chegada incorreta nas séries. Atletas têm de parar antes da borda pela grande quantidade de nadadores que se acumula na chegada.

2) Chegada incorreta nas séries por atletas que querem escutar o tempo dado pelo técnico e acabam levantando a cabeça antes de tocar a parede.

3) Chegada incorreta nas séries por atletas que querem visualizar o tempo no relógio ao invés de se concentrarem numa chegada perfeita.

4)Chegada incorreta de nados diferentes ( ex: virada olímpica no nado peito, bater com apenas uma das mãos no borboleta)

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A diferença entre vencer e perder muitas vezes está em um pequeno detalhe.

RESPIRAÇÃO NO NADO CRAWL

Você pode estar nadando perfeitamente, desenvolvendo uma boa metragem durante o treino mas se tem defeitos na respiração, pode estar perdendo todo o trabalho.
C
ansaço, pouco rendimento e falta de relaxamento durante e após o nado são consequências de uma respiração deficiente.
http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,26741778-EX,00.jpg
PARA TER UMA RESPIRAÇÃO EFETIVA
1.Ritmo respiratório
Encontrar o ritmo adequado a prova, ao nadador, é fundamental para o sucesso da ação respiratória.
2. Velocidade
Aprender a executar o movimento de forma efetiva e rápida, sem afetar a técnica do nado.
3.Volume
Saber respirar de forma adequada deixando algum volume de ar nos pulmões. Este volume pode variar de acordo com a prova, o ritmo e até mesmo durante a própria prova.
4.Variedade
Durante a prova o atleta passa por diferentes momentos. Saber identificar as necessidades de cada destes momentos é fundamental para adequar a sua estratégia de respiração. Tal estratégia pode e deve ser mudada durante a prova e as provas.
5.Relaxamento
Saber respirar de forma tranqüila e efetiva é um grande passo para o nadador tirar proveito da ação respiratória.
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ERROS MAIS COMUNS NA RESPIRAÇÃO DO NADO CRAWL

  • Respirar em demasia.
  • Não respirar o suficiente.
  • Segurar a respiração.
  • Respirar de forma profunda.
  • Exalar de forma forçada.
  • Exalar de forma completa, ficando com o tanque vazio.
  • Exalar muito tarde.
  • Mover a cabeça em demasia para respirar.
  • Inspirar e exalar com a face fora d’água.
  • Respirar antes da virada.
  • Respirar durante a virada.
  • Respirar após a virada.
Estes erros bastante comuns e diversos, afetam a técnica da respiração, a técnica do nadador, a parte fisiológica do atleta. Pelo menos 50% dos nadadores possuem algum problema com a respiração.
http://1.bp.blogspot.com/_KEpNoBRz5x0/SpXzBz9CW9I/AAAAAAAABgo/6f8ODAli4FY/s400/Nata%C3%A7%C3%A3o+2.jpg

TIPOS DE RESPIRAÇÃO NO NADO CRAWL

BILATERAL
Podendo ser a cada 3, 5, ou qualquer número ímpar de braçadas.
Respiração utilizada em grande escala por fundistas que gostam de administrar e visualizar seus adversários durante suas provas.
Dara Torres talvez seja a grande exceção por conseguir nadar os 50 livre em nado bilateral a cada três braçadas.
Muitas vezes, o bilateral é utilizado em treinamento sob a ótica de correção de nado, ou seja, de forma a manter um melhor equilíbrio do nadador ao respirar para ambos os lados.
http://www.michaelphelps.com.br/wp-content/uploads/2009/07/phelps-200livre.jpg
UNILATERAL
Nadadores podem respirar para um só lado durante a prova, ou alternar um lado a cada distância.
A técnica é bastante utilizada mas muitas vezes podendo gerar alguns erros de “mau hábito” deixando o nado manco ou “pendente” para determinado lado.
BILATERAL NO MESMO CICLO
A estratégia foi utilizada na década de 80 por um nadador húngaro, Tamas DArnyi, que chegou a bater o recorde mundial dos 400 medley.
Tamas Darny tinha dificuldades para segurar a respiração e segundo seu técnico seria mais eficiente manter uma boa oxigenação do corpo ao final da prova.
O estilo só foi utilizado por este nadador e jamais foi repetido por qualquer outro atleta.
SEM RESPIRAR
Nada mais fácil e mais simples do que nadar sem respirar.
Muita gente pode até tentar, mas poucos, muito poucos conseguem fazer o trabalho com qualidade.
Normalmente quem segura muito o ciclo respiratório acaba terminando as provas de forma encurtada e com dificuldades de manter a técnica.
Exceções, são poucas mas merecem destaque.
No plano internacional, ninguém faz melhor do que o croata Duje Draganja que venceu a medalha de prata nos 50 livre dos Jogos Olímpicos de Atenas sem respirar uma só vez.
No Brasil, anos atrás, o recordista brasileiro dos 50 livre era Geraldo Moreira que aplicava tal estratégia após oxigenar os pulmões momentos antes da partida.
Ele hiperventilava os pulmões com respirações profundas e nadava a prova com facilidade completando os 50 livre sem qualquer respiração.
http://2.bp.blogspot.com/_4I7DCAJw-Ss/SJsK1rrm_YI/AAAAAAAAFXM/887RLkvMCVc/s320/michael-phelps-1.jpg

RESPIRAÇÃO BALANCEADA




A Swimming World de Outubro trouxe uma matéria especial assinada por Glenn Mills apresentando a forma de respirar sem qualquer ação no movimento natural do corpo durante o nado.
A tese é apresentada com fotos do crawl de Ryk Neethling, sul-africano integrante do revezamento campeão olímpico do 4 x 100 livre em Atenas 2004.

Segundo Glenn Mills, um dos segredos no nado crawl é manter o corpo na completa extensão horizonal durante a respiração.

Mantendo tal posição, o nadador consegue minimizar a resistência e permitir melhor movimento do corpo na água sem qualquer esforço.
Confira a respiração de Ryk Neethling no nado crawl durante a final dos 100 livre do Campeonato Mundial de 2005 em Montreal.

A prova foi vencida pelo italiano Filippo Magnini e Neethling foi bronze.



Tamas Darnyi o húngaro que respirava para os dois lados ao mesmo tempo
Bottomlineaquatics

Duje Draganja celebra prata nos 50 livre sem respirar em Atenas

terça-feira, 1 de junho de 2010

Natação no tratamento da escoliose?

http://imagem.vilamulher.com.br/temp/natacao-exercicio-completo-250408.jpg
Você já ouviu falar a natação atua na correção da curva escoliótica?
Cuidado! Essa afirmação pode ser muito perigosa.
A natação não pode atuar na correção da curva escoliótica por ser uma atividade simétrica.
Ela trabalha o fortalecimento muscular e o alongamento de forma equilibrada utilizando os dois lados com a mesma intensidade.
Para auxiliar na correção da escoliose precisa ser uma atividade que alongue e fortaleça especificamente um grupo enfraquecido ou encurtado pela lesão para proporcionar o equilíbrio. Equilíbrio este que deve ser sempre respeitado, principalmente quando temos a natação terapêutica.
Com certeza que nesta questão a fisioterapia é muito mais eficaz e específicas .
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Escoliose x os nados peito e borboleta
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A escoliose é definida como desvio da coluna vertebral no plano frontal, podendo ser distinguida como escoliose funcional que está associada a hábitos regulares de posturas incorretas que resulta em assimetrias funcionais na musculatura da coluna vertebral.
Existe uma prescrição básica feita pelos ortopedistas que excluem o nado peito e borboleta para quem tem problema de coluna.

Creio que exigir a respiração bi-lateral do aluno que tem escoliose deveria ser prioridade, e esta recomendação deveria ser analisada pelos ortopedistas.
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Quando temos problema na lombar realmente em alguns casos a pernada de peito e a ondulação do borboleta podem agravar o problema e devem ser evitados.
No caso da escoliose nem sempre excluir estes nados é a solução mas sim adapta-los e utilizá-los de forma moderada.
Forma moderada entendo como um trabalho intercalado e compensado, com bom senso e observação constante.
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Nados proibidos
Nenhum nado é proibido, contudo algumas modalidades sobrecarregam e exigem um esforço maior da coluna como citamos acima.
Mas o principal "termômetro" a respeito deste assunto é a tolerância do nadador ao desconforto. Observe se após um nado de uma destas modalidades, algum sintoma aparece.
Caso contrário, apenas aconselho cautela e que dê preferência para nad
o crawl e costas.
A maioria das pessoas apresenta uma pequena escoliose e podemos conviver com ela sem maiores problemas.
Lembre-se que é importante que haja equilíbrio entre a musculatura paravertebral e a musculatura abdominal.
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Ao nadar costas e crawl ocorre uma sensação maior de conforto pois é solicitado alternadamente o trabalho muscular além do nado poder ser facilitado pela utilização da técnica de " rolamento".

Com ou sem Escoliose... Bons Treinos!!¡


domingo, 30 de maio de 2010

Como Pensam Nadadores Campeões?

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Como um nadador campeão Pensa ?
O que se passa pela mente de um nadador campeão antes e durante uma prova, em comparação com um nadador regular?
Quando dois nadadores estão no mesmo nível de habilidade, talento e experiência, isso é o que vai separar as duas no final da prova.
Quantos surgem como promessa na natação e simplesmente não atingem bons resultados no momento crucial.
Falta de maturidade?
Medo? Como dizem popularmente, Amarelou?

Os processos de pensamento são considerados poderosos, hoje em dia considera-se que uma mente pode influenciar o outro nadador,
Por exemplo,
se um excelente nadador se destaca como campeão por tempo suficiente, eles acabarão por assumir que os hábitos do nadador, métodos de treinamento, processos de pensamento e comportamento, que deverá, eventualmente, trazer resultados similares do tipo!

Grandes nadadores parecem possuir uma capacidade quase inata para lidar com a pressão
, porém dúvidas sobre controle e os pensamentos negativos surgem quando muitos são questionados.

Algumas dessas habilidades são inatas, no entanto é possível aprende-las ao longo do caminho.

Estes são os atributos desejados pelos nadadores - aquelas qualidades intangíveis que fazem um verdadeiro campeão.

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Podemos aprender com este tipo de estratégia.
Sempre que você sentir que está começando ficar tenso, ansioso, proporcionando uma distração pode ser uma idéia inteligente para desviar a sua mente da pressão.

Isto poderia incluir uma vasta gama de estratégias, dependendo de quanto tempo dispõe:
- uma leitura de um livro, basta ir lá fora e ter uma ruptura do ambiente
- ouvir alguma música com fones de ouvido (uma escolha popular)
- conversar ou rindo
com os amigos
- um jogo de computador
-ou fazendo alguns exercícios de relaxamento como a meditação ou visualização.
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Distrair-se do nervosismo pode simplesmente mas efetivamente melhorar sua concentração para atingir melhor seu objetivo, tirar o foco da prova e reduzir o estresse (é incrível como muitas pessoas realmente ficam nervosos sobre ser nervoso!)

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As duas técnicas muito utilizadas:
1-Visualizar o nadar perfeito em sua mente
2- no estado mental conhecido como 'zona', limpando a mente de todo pensamento e simplesmente permitindo que o corpo
para operar no instinto puro.
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Uma das maneiras de se tornar um campeão é copiar os seus hábitos positivos, e descobrir quais funcionam melhor para você.
Comece a prestar atenção e aprender com os campeões, eles são a prova viva de que trabalho duro precisa ser feito dentro e fora da água.

Atualmente não basta ser campeão na água, mas também na vida!

sábado, 29 de maio de 2010

Zona Alvo de Treinamento & Frequencia Cardíaca

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Muitas planílias de treino utilizam como nível de intensidade a Frequencia Cardíaca (FC), mas afinal sabemos quanto é 70%, 80% da nossa capacidade?
Para aproveitar melhor seu treino é importante saber oque e como utilizar a sua FC.
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Como Medir sua Pulsação e Calcular a Zona Alvo de Treinamento

Segundo McARDLE e col, 1997," a capacidade aeróbica melhorará se o exercício for de intensidade suficiente para fazer aumentar a frequência cardíaca até pelo menos 70% da FCM". Apesar dos indivíduos pensarem que quanto mais intenso for o exercício melhor será para aprimorar o condicionamento, a idéia é falsa , pois, há um limiar onde o indivíduo não obterá ganhos adicionais.

Por isso estabelece-se uma Zona Alvo de Treinamento com valores mínimos e máximos para melhor aproveitamento tanto cardíaco como no condicionamento físico geral , de acordo com a idade do indivíduo.

Cálculo da Frequência Cardíaca Máxima
(fonte: Guedes, Guedes, 1995 e Filho, José Fernandes,1999)
Frequência Cardíaca Máxima (FCM) = 220 - idade da pessoa (Karvonen e col., 1957) - margem de abrangência (desvio padrão)+ ou - 10 até 25 anos e a partir de 25 permite-se uma abrangência maior de + ou - 12.

Exemplo: FCM =200, abrangência de 210 limite superior e 190 limite inferior . *Conclusão= FCM pode oscilar de 190 a 210.
Frequência Cardíaca de Reserva = FCM - FC Repouso
Frequência Cardíaca Máxima (FCM para indivíduos destreinados - Sheffield e col,1965) = 205 - (0,42 x idade)
Frequência Cardíaca Máxima (FCM para indivíduos treinados- Sheffield e col,1965) = 198 - (0,42 x idade)
Frequência Cardíaca Máxima (FCM - Jones e col,1965) = 210 - (0,65 x idade)
Segundo João Carlos Bouzas Marins, fisiologista do Laboratório de Performance Humana da Universidade Federal de Viçosa, MG. A

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Freqüência Cardíaca Máxima (FCM)

Não depende apenas da idade, mas também do sexo e o tipo de exercício. Dr. Nabil Ghorayeb, responsável pelo setor de Esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia, “a fórmula antiga traz riscos à saúde e estas novas são mais precisas”. Mas ele lembra que o exame ergoespirométrico ainda é a melhor forma para determinar o limite cardíaco.

Portanto ele sugere:

Veja como calcular a sua Freqüência Cardíaca Máxima (FCM):
- Caminhada, corrida e remo (homem e mulher): FCM = 208,75 - (0,73 x idade)
- Ciclismo (homem) : FCM = 202 - (0,72 x idade)
- Ciclismo (mulher) : FCM = 189 - (0,56 x idade)
- Natação (homem e mulher): FCM = 204 - (1,7 x idade)
- (FCT): FC repouso + [(percentual de trabalho) x (FCM - FCrepouso)]

Obs:

FC repouso: Em repouso, conte os batimentos cardíacos de 1 minuto.
Percentual de trabalho: Para queimar gordura, use 0,5 ou 0,65.

Para a capacidade cardiorespiratória, use o valor 0,75.

Zona Alvo de Treinamento
(Karvonen e col., 1957)
(o indivíduo deve procurar controlar seus batimentos entre
a faixa mínima e máxima durante o exercício)
FCM x 0,60 = frequência cardíaca mínima
FCM x 0,70 = frequência ideal na atividade aeróbica
FCM x 0,85 = frequência cardíaca máxima
FCT = [FCM - FCR (FCM - FC Repouso)] x INTENSIDADE (40%, 50%, 60%, 70%, 80%, 85%,90% ou 95% de acordo com o objetivo)+ FCR (medida 5 minutos após repouso)
ou
Zona Alvo de Treinamento
(o indivíduo deve procurar controlar seus batimentos dentro dos limites inferior e superior, durante o exercício)
(ACSM - fonte: Filho, José Fernandes, 1999 )
FCM=210- (0,65 x idade) (Jones e col, 1975)
FCM=FCbasal + 0,6 (FCM - FCbasal) = Limite inferior (LI)
FCM=LI + 0,675 (FCM- LI)= Limite superior (LS)
FCRecuperação= FCbasal + 0,56 (FCmáx - FCbasal)
Legenda:
FCbasal= média da medida ao acordar, ainda na cama, durante 3 dias consecutivos


Tabela comparativa entre FC e FCreserva

FC
FCreserva
100
100%
90
83%
80
70%
70
56%
60
42%
50
28%


Existem 6 zonas diferentes de treinamento que correspondem a diferença de níveis de intensidade de exercício e que correspondem a vários mecanismos de transporte metabólico e respiratório no organismo:
(ACSM - fonte: Filho, José Fernandes, 1999 )
Zona de Frequência
FCM
VO2 máx
Duração
Sistema de trabalho
Ritmo Máximo
Ritmo de Trabalho
Atividade Regenerativa (reabilitação)
40-60%
até 40%
aprox. 20 min

reabilitação cardiorespiratória ou osteomuscular
-
ritmo do paciente
Zona de atividade moderada
50-60%
até 50%
+ de 30 min
queima metabólica
Nadar ritmado
Moderado
ritmo fácil
Zona de controle de Peso
60-70%
até 50% a 60%
+ de 60 min
cardiorespiratória
Nadar ritmado
Contínuo
trabalho base
Zona aeróbica
70-80%
até 60% a 75%
8-30 min
aeróbica
2 km
longo
Zona de limiar anaeróbico
80-90%
75% a 85%
5-6 min
absorção de lactato
3 km a 5 km
tempo
Zona de esforço máximo
90-100%
85% a 100%
1-5 min
anaeróbico
800m a
1500 m
curto


Tempo de Recuperação de Acordo com a Intensidade do Exercício

50% até 85% = de 6 hrs a 24 hrs 85% até 90% = de 12 hrs a 24 hrs 90% até 95% = de 12hrs a 48 hrs 95% até 100% = - 12 hrs a 72 hrs

A medição da pulsação

Deve ser tomada com os dedos indicador e médio abaixo da orelha (qualquer lado) antes, durante e após os exercícios.

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Contando em 10 seg e multiplicando-se em seguida por 6, obtendo o resultado para comparação em sua tabela individual de Zona Alvo de Treinamento.

Na água a recuperação é mais rápida devido ao retorno venoso facilitado (pressão hidrostática)

Objetivos X FC

É de fundamental importância levar em consideração que para cada objetivo é necessário que se observe o que é recomendado pelo ACSM em termos de freqüência da prática esportiva e a freqüência cardíaca a ser implementada.

Para emagrecimento, existe um cálculo específico (veja exemplo).
Esses cálculos e recomendações de períodos valem para todas as práticas esportivas.
Quem quer perder peso:
O ideal durante o exercício é que se fique entre 60% e 65% da capacidade cardiorrespiratória que é calculada assim:

(FCME = Freqüência Cardíaca de Esforço)

(FCR = Freqüência Cardíaca de Repouso, que é medida após ficarmos 10 minutos sentados e sem falar)

(FCRR = Freqüência Cardíaca de Reserva)

220 – idade = FCE (frequencia média a ser mantida durante o nado)

FCE FCR = FCRR (frequencia de margem de segurança)

FCRR x 0,60 = P

FCRR x 0,65 = Y

P + FCR = Limite inferior de trabalho da freqüência cardíaca (mínimo a ser trabalhado)

Y = FCR = Limite superior de trabalho da freqüência cardíaca (màximo a ser trabalhado)

EXEMPLO:

FCE = 220 – 19 anos = 201

FCRR = 201 - 76 = 125

P = 125 x 0,60 = 75

Y = 125 x 0,65 = 81,25 = 81

Limite inferior de trabalho da freqüência cardíaca = P + FCR = 75 + 76 = 151 (nadando tranquilo)

Limite superior de trabalho da freqüência cardíaca = Y = FCR = 81 + 76 = 157 (nadando forte não a 100%)

Conclusão: Assim, um nadador de 19 anos, que tiver freqüência cardíaca de repouso de 76 batidas por minuto deverá trabalhar na natação para que sua freqüência cardíaca fique entre 151 a 157 batidas por minuto.

O tempo de exercício - natação - deve ficar entre 45 e 60 minutos. Podendo a cada 15 dias aumentar 5 minutos progressivamente.

Com a evolução do trabalho corporal, recomenda-se que esse cálculo seja refeito a cada 60 dias. Depois disso, é importante buscar outra atividade complementar ou intensificar com utilização de materiais para continuar evoluindo.

IMPORTANTE: Os dias de exercício devem ser alternados para permitir a recuperação do corpo antes da próxima carga. Caso contrário, podemos entrar em “overtraining”, que é prejudicial à nossa saúde corporal.

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Respeite seu coração, pormais que você deseje você não é o Super Homem.

Quanto mais condicionado, menor será o número de batidas de nosso coração em repouso. A Freqüência Cardíaca de Repouso de um atleta pode chegar à metade da de uma pessoa comum.

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Um frequencímetro pode te auxiliar no aproveitamento seu treino, caso não tenha basta acompanhar sua FC a cada mudança de série ou término de maiores intensidades.

Bons Treinos!!!


Fonte: Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.1, n.6, p.77-85
Fisiologia do Exercício, McARDLE e col, 1997