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| Ficar embaixo da água ou começar a nadar? É bom nadar embaixo da água em piscina curta e não é em longa? Muito cedo para qualquer conclusão, de qualquer forma o que é certo é que a mesma fórmula não se aplica para qualquer nadador e muito menos para qualquer prova. O treinador americano Richard Quick técnico da equipe feminina olímpica das últimas 3 Olimpíadas disse que a mais revolucionária técnica da natação nos últimos anos foi a invenção do 5om : o nado submerso (independente de qualquer outro estilo ele é aplicado em todas as provas). Vamos considerar alguns fatores importantes na aplicação do nado submerso: ![]() 1) Força da impulsão de borda A velocidade que o nadador deixa a borda é o momento mais rápido de toda a sua prova. Um dos fatores importantes é saber o momento exato de quando esta impulsão começa a perder força. Esta fase de transição de desaceleração da impulsão para a pernada, e da pernada para o nado é um grande segredo para o nadador saber tirar proveito. 2) Streamline O nadador mais rápido é aquele que deixa a borda com menor resistência e realmente usa a força de impulsão. Esta posição extrema do nadador ajuda na desaceleração, é importantíssima! ![]() 3) Profundidade O nadador se sair próximo da superfície irá encontrar resistência friccional e turbulência. Se for muito fundo na virada vai ser como escalar para retornar a superfície e retomar o seu nado. Uma ótima profundidade e como encontrá-la é um fator treinável e que irá determinar o "momento" exato e a profundidade correta. ![]() 4) Tipo de perna A pernada submersa de borboleta tornou-se bastante popular nas provas de velocidade, entretanto alguns australianos já a utilizam nas provas de fundo. Este fator deve ser muito bem praticado nos treinamentos e apenas repetido nas competições. 5) Posição do corpo Alguns nadadores ainda gostam de deixar a parede na posição frontal, entretanto os últimos estudos biomecânicos tem demonstrado que a saída na posição lateral é mais eficiente e rápida. ("Toda saída de borda é sempre de lado em todos os estilos, por Coach Alex Pussieldi,2001") 6) Número de pernadas Este fator depende diretamente da habilidade e potência da pernada de cada nadador. Encontrar o número ideal será parte do programa a ser estabelecido. Além disso, o número de pernadas submersa também deve estar relacionado ao tipo de prova, ou seja, nas provas curtas 50-100 e 200 o nadador pode e deve abusar da pernada submersa, entrentato nas provas mais longas 400-800-1500 isso poderá lhe custar um dispêndio de energia muito grande a ser pago durante o desenrolar da prova. ![]() 7) Tamanho da pernada Pernada submersa para as provas curtas: pequena amplitude muita frequênncia, para as provas mais longas o oposto. 8) Tempo exato da pernada Este fator é a parte da sensibilidade do nadador para o início e a entrada da perna ao deixar a borda e começar a desaceleração. Esta habilidade custa ao nadador um bom ganho e principalmente uma economia no gasto energético. 9) Tempo exato do início de nado Da mesma forma que o fator anterior, o início de nado também será outra habilidade para o nadador desenvolver. Se for muito cedo este início de nado, o nadador irá disperdiçar a potência de sua impulsão submersa patinando por alguns instantes na água, se for muito tarde, correrá o risco de perder a velocidade quando vir a superfície. 10) Tamanho da prova Fator que determina outros vários fatores. Não pode ser a mesma tática submersa para a prova dos 50 metros nado livre e 1500 metros nado livre. Assim como o tamanho da piscina também é importante, já que nas piscinas de 25 metros o nado submerso fica mais valorizado e importante.
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Bem vindos a página dedicada a natação. Informações científicas que possam ser úteis, não apenas para a atividade enquanto esporte competitivo de alto nível , mas principalmente para o indíviduo comum em busca de qualidade de vida.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Dicas para melhorar seu Nado
O relógio do corpo, Existe hora para Nadar?
A ciência ajuda a entender por que alguns horários são melhores que outros para se exercitar
O relógio do corpo
Muitos praticantes de atividade física melhoram sensivelmente quando alteram seu horário de malhação.
O horário do dia em que se pratica a atividade física pode ser decisivo tanto para o desempenho como para os objetivos de quem prática.
Os profissionais da área — médicos, fisiologistas, preparadores, técnicos — estão cada vez mais atentos às particularidades dessa questão e já não hesitam em recorrer à cronobiologia para orientar pupilos e clientes.
A ciência, que data de meados dos anos 1960, mas que ganhou fôlego nos anos 1990, examina como os seres vivos se adaptam aos períodos de presença e ausência de luz, o chamado relógio biológico.
É esse relógio, situado em um dos núcleos do hipotálamo, no cérebro, e que funciona para ade quar a função desempenhada de acordo com a hora do dia e da noite, que determina, entre outros, as flutuações de hormônios, as variações de temperatura do corpo e o próprio sono.
QUE PREGUIÇA...
O exemplo mais clássico desse mecanismo é o soninho que toma conta de todos depois do almoço.
Guiado pelo relógio biológico, o organismo deixa de produzir hormônios responsáveis pelo estado de alerta para centrar fogo na produção de substâncias que participam do processo de digestão.
Nesse instante, o corpo baixa a temperatura e envia mais sangue para o aparelho digestivo, fazendo com que, se por um lado sintamos sono, por outro nos deixa mobilizados para o que é importante naquele momento, ou seja, digerir os alimentos.

Alguns Nadadores não tem muita opção quanto o horário para nadar, sendo após o almoço a melhor saída é uma refeição mais leve antes da prática e alimentar-se mais após a atividade.
Segundo Renato Romani, professor de medicina do esporte do Cemafe, Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte, ligado à Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, dois são os fatores que determinam qual o melhor horário para fazer exercício.
Os ambientais
- como a temperatura,
- luz e a umidade do ar,
E os internos
- que estão ligados a processos fisiológicos
- entre eles, por exemplo, a produção de hormônios.
A temperatura é mais amena e, para quem mora em centros urbanos, a poluição é muito menor do que em outros horários do dia.
Entretanto, nas primeiras horas do dia ocorre um aumento na produção do cortisol, o chamado hormônio do estresse.

A substância ajuda a ficar em estado de alerta, ou seja, ajuda a "ligar os motores", mas a liberação dele no corpo provoca uma pequena elevação da pressão arterial.
Por isso nadadores que caem cedo na àgua sentem a sensaçâo de despertar inicial muito mais intensa, não apenas pela termorregulação (diferença da temperatura corporal e o meio), mais pelos hormônios produzidos pela manhã.
Essa situação pode não ser aconselhável aos hipertensos, mas não chega a ser impeditiva. O ideal é consultar um médico, segundo Romani.
Apesar de ressaltar que o melhor momento do dia para se exercitar é uma questão individual, que também depende da disponibilidade de agenda de quem faz esporte , o pesquisador faz res trições à prática de atividade física à noite.
Tanto a adrenalina, liberada durante o esforço, quanto a endorfina, produzida depois dele, são hormônios que podem atrapalhar o sono.
Segundo o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, até o momento não existem comprovações científicas que mostrem que um período do dia seja melhor do que outro quando o assunto é atividade física.
Houve uma época em que se divulgou que, como o maior número de enfartos ocorria entre as 6 e 9 da manhã, este horário seria desaconselhável para malhar.
Mas, na realidade, não existe um aumento na incidência de enfartos relacionados a exercícios físicos, portanto a hora é irrelevante .
O médico acredita que o mais importante - e que deve ser levado em consideração - no momento de escolher um espaço na agenda para atividade física, seja a rotina de trabalho e estudo e, claro, o gosto pessoal. Afinal, cada pessoa conhece seu relógio biológico como ninguém.
Influência do Horário
Para algumas pessoas, fazer exercícios à noite pode tirar o sono , especialmente quando a atividade física é intensa.
Nadar forte, com tiros intensos e velozes, por exemplo, aumentam consideravelmente os níveis de adrenalina no sangue, deixando a pessoa desperta por muitas horas e sem conseguir dormir.
Mesmo que o objetivo seja perder peso, o horário não interfere.
O que realmente conta é fazer um contínuo trabalho aeróbio (nadar contínuamente com intensidade moderada) aliado a exercícios com peso (musculação, flexões de braços, pilates), que aumentam massa muscular e o metabolismo basal, fazendo com que o corpo continue a gastar energia mesmo depois de finalizado o exercício.
A importância de se alimentar antes do exercício físico é o ponto crucial.
Fazer uma atividade física com o estômago vazio pode causar hipoglicemia.
Além disso, como o corpo não tem combustível adequado , mesmo que a pessoa não passe mal, seu rendimento não será o mesmo.

Há quem consiga acordar cedo e ainda ter disposição para nadar independente a temperatura da água.
Outros preferem reservar um tempinho pouco antes do almoço, à tarde (ótimo para quem tem flexibilidade de horário) ou à noite.
Quem gosta de agito, costuma optar pela manhã ou noite, aproveitando assim para fazer um programa social, conversar com amigos e conhecer pessoas.
Essa escolha depende do ritmo individual, por isso é importante prestar atenção na maneira que seu corpo reage .
Antes de decidir-se por um período do dia, pense nos seus compromissos e disponibilidade e experimente diversos horários, até encontrar o que mais tem a ver com o seu dia-a-dia.
A maioria dos nadadores treinam em duas sessões diárias diferenciadas, uma pela manhã outra final da tarde, de acordo com objetivo de cada um, normalmente adaptam-se ao que os clubes podem oferecer, se você pode optar por um horário no qual sinta-se melhor não perca tempo.
Aproveite!
E bons Treinos!

*José Kawazoe Lazzoli, cardiologista, especialista em medicina do esporte. Presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.
Renato Romani, professor de medicina do esporte do Cemafe, Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte, Unifesp, Universidade Federal de São Paulo.
É possível Nadar em Àgua Fria?
Mas o frio não é convidativo.
O circuito mundial de maratonas aquáticas tem uma média de 10 provas anuais e apenas 3 provas tem a temperatura da água acima dos 20oC.
Como exemplo de uma das provas mais frias e por sinal a mais difícil, a travessia de Saint Jean no Canadá, uma travessia de 40Km em lago com temperatura entre 12oC e 16oC.
Mas como nadar em uma água fria?
Treinando, treinando e treinando..., assim como treinamos para terminar ou melhorar a performance em uma travessia, você também treina para suportar temperaturas baixas na água.
Deve-se praticar em água fria.
1.No começo, nadar uma vez por semana de 10 a 20 minutos e ir aumentando gradativamente a frequência e o tempo de permanencia na água.
2.Não é necessário treinar todos os dias em água fria, apenas o suficiente para evitar o choque ao encarar temperaturas baixas.
Sempre que for nadar em águas frias deve-se entrar aos poucos na água.
1.Primeiro coloque os pés e mãos, em seguida molhe o rosto, o peito, e os rins e só depois mergulhe.
2.Em uma prova com água fria, procure nadar um pouco antes da largada, para aquecer a musculatura e sentir melhor a água.
3.Se não tiver oportunidade de fazer um "molha corpo" antes da prova, inicie a prova em um ritmo mais lento e aumente gradativamente.
Obs.Muitos atletas acham que devem iniciar a prova forte para esquentar o corpo, o efeito contrário, devido a baixa temperatura da água a tendência da musculatura é enrijecer, obrigando o atleta a nadar mais lento e consequentemente a sentir mais frio.

4.É recomendado o uso de vaselina e/ou lanolina para reter a temperatura do corpo, normalmente se passa embaixo dos braços e entre as pernas para evitar o atrito.
Para combater o frio costuma-se colocar no peito e na região dos rins.
5.Outra recomendação é o uso da touca, pois perdemos mais de 60% da temperatura do corpo pelas extremidades.
6.Não é recomendado bater muito a perna, pois os membros inferiores não tem um acumulo de gordura tão grande (a gordura é um isolante térmico natural), e a tendência é a contração dessa musculatura, gerando cãibras e fadiga.

Para suportar o frio mentalize.
Quando os técnicos dizem que frio é psicológico, no fundo, é uma verdade, com exercícios de mentalização você pode suportar temperaturas baixas de água.
Após este ano, a Universidade de Quebec iniciou uma pesquisa com vários nadadores, para tentar entender como conseguiam nadar com uma temperatura baixa, pois os livros de medicina estipulam que o ser humano não sobrevive a uma temperatura interna abaixo dos 30oC.
O principal fato foi que, todos os atletas analisados haviam mentalizado o frio que iriam enfrentar e objetivaram terminar a prova.

Oque diz a FINA
Determina para competições em piscinas SW14.13 Água: temperatura mínima ± 24°C ou 75°F. (máxima 28°C)
Em águas abertas determina OWS 5.5 - A temperatura da água deve ser de no mínimo 16º C.
Tenha principalmente Bon senso, nem sempre oque é muito frio para um indivíduo é para outro , respeite as individualidades e principalmente seus limites.
fonte:
FINA-rb 2005-2009
Open Swimming Training
Open Water Swimming-Penny Lee Dean
RECOMENDAQÇÕES NUTRICIONAIS PARA TREINOS LONGOS

Dicas de Charlene Boudreau, Diretora de High Performance Network da USA Swimming
1) Uma bebida eletrólica-carbohidratada durante o treinamento.
Alguns goles a cada 10 a 20 minutos durante o treinamento vai manter a hidratação, além de fornecer eletrólitos e manter os níveis de energia na faixa de 90 minutos.

Gatorade e Powerade são dois dos mais populares utilizados e ambos possuem 6 a 8% de solução no critério de maximização da absorção do combustível, ou seja, sem impedir a absorção normal dos fluídos pelo nosso corpo.
Qualquer produto mais forte do que 6 a 8% causa dores e problemas gastrointestinais.

2) Uma substancial fonte de energia precisa ser consumida após as 2 horas de treinamento e seguindo-se a cada hora.
Isso pode ser alcançado com o consumo de 25 gramas de carbohidratos com PowerGel ou ClifShot ou mesmo outros produtos do gênero.
Nadadores mais velhos e de maior compleição física precisam ainda mais.
Treinamentos de até 3 horas o consumo precisa ser basicamente de carbohidratos.
Treinamentos de mais de 3 horas, a suplementação precisa ser mais 'compreensiva' e específica. Incluindo proteínas, carbohidratos e gorduras.
Sugiro neste caso bebidas de reposição energética automática já que possuem um valor nutritito bem alto com um baixo volume de comida.
Sugestão para o uso de gels e barras energéticas que são fáceis de administração e transporte para a borda da piscina.

3) Um substancial lanche precisa ser feito logo após o treinamento.
Isso pode ser feito no padrão sugestionado no item 2, ou algo como um sanduíche e um copo de suco, bagel com pasta de amendoim, iougurte com frutas, uma lata de Boost ou Ensure.
Isso depende da habilidade do nadador de tolerar diferentes tipos de nutrição.
Mas não deixe de fazer isso com 30 minutos após o encerramento da sua prática.
E outro snack por volta de 1 hora após.
Exercícios deixam o corpo extremamente sensíveis para insulina, que tem como principal papel tirar o açúcar do sangue da corrente sanguínea e armazena-lo.
O efeito dura por aproximadamente 2 horas após o exercício.
Tirando vantagem desta oportunidade nutricional, isso permite ao corpo armazenar energia mais eficientemente onde é necessária (como glicogênio e não gordura), colocando combustível de volta no tanque.
Carbohidrato é o principal foco aqui.
Adicionando proteína irá ajudar com a reparação muscular danificada. Uma proporção de 4 x 1 carbohidrato X proteína é a mistura ideal.

Produtos Nutricionais existem muitos de marcas e formulações diferentes, não vá apenas pela propaganda ou pela velha história de ouvi falar que... Converse com os profissionais especializados e apartir daí busque um solução individual, de acordo com o seu biotipo e metabolismo.
Bons Treinos!!!
quarta-feira, 17 de março de 2010
Posicionamento na água

Quando ensinamos os nossos alunos a nadar, vencidas as etapas iniciais de adaptação ao meio e de aquisição das habilidades básicas na água, entramos no ensino dos nados em si.
E neste ensino, temos sempre muita preocupação em desenvolver a percepção e a técnica das ações propulsivas nos quatro nados.
O que às vezes sinto é que, não só meus colegas como também eu mesmo, nos esquecemos de dar o devido valor ao outro componente da eficiência do nado, que é o da minimização das forças de atrito nas diferentes partes de corpo.
Sim, porque o ganho de eficiência de todo movimento na água possui estes dois componentes básicos: a maximização das forças propulsivas de um lado (concordantes com o sentido do deslocamento), e a minimização das forças de atrito (opostas ao sentido do deslocamento).
A preocupação com a minimização destas forças de atrito se revela de diversas formas: em nossa atenção ao ataque coreto das mãos na água durante as braçadas, com o coreto alinhamento do corpo na água em relação à linha de superfície, etc.
Mas chamo especial atenção à posição que ilustro na foto ao lado, envolvendo braços e cabeça. É o que chamo particularmente de PPD: Posição Principal de Deslize.
Nesta foto temos uma imagem subaquática do supercampeão Michael Phelps em sua entrada na água numa saída de competição. Os norte-americanos chamam esta posição de “streamline”.
Esta posição tem importância capital, pois ela deve ser adotada em várias situações: nas saídas competitivas nos mergulhos (provas de Crawl, Peito e Borboleta), após a largada do bloco e durante as golfinhadas que se seguem nas provas de Crawl, Borboleta e Costas. É ainda a posição de deslize no nado Peito, adotada no início e final da Filipina e nos deslizes após cada pernada.
Três itens caracterizam a PPD: A – mãos sobrepostas com dedos unidos, B – braços rigorosamente estendidos e C – cabeça “escondida” entre os braços.
Qualquer variação, por menor que seja nestes parâmetros aumentará o atrito do nadador com o meio líquido, comprometendo sua eficiência de deslocamento.

De forma geral, percebo que os grandes campeões tem uma marcada preocupação com este posicionamento, tanto quanto tem corretas as alavancas de força e os movimento propulsivos em si. E para quem ainda tem dúvidas do domínio da PPD em atletas de nível internacional, sugiro uma boa olhada na foto abaixo.

Uma imagem fala mais que mil palavras...
Natação Mental

Recebi um artigo muito interessante sobre essa transição de equipamento (regra FINA), algumas das preocupações no artigo não tem muito a ver com nossa realidade causando riso em alguns profissionais brasileiros, mas é interessante quanto a preparação psicológica de nadadores.
A Velocidade Após o Super Maiô
Não há como negar as grandes melhorias no desempenho da natação, quanta a velocidade no ano passado.
Cada anotação de tempo foi re-escrito no ano passado, se era do clube, escola, faculdade ou atleta internacional.
Todo mundo nadou rápido ano passado, mas esse é o ponto:
TODOS FORAM RÁPIDOS!
Treinador David Anderson e o Psicólogo esportivo Dr. Patric Mattek oferecem alguns meios para continuar a nadar rápido , o importante é adaptação rápida as mudanças atuais.
Embora os Super Maiôs realmente ajudaram os atletas a serem mais rápido, a velocidade desenvolvida foi muito além disto.
Quando um atleta vestia um maiô rápido, ele" sabia "que nadaria rápido. Foi como colocar um manto de invencibilidade."
Todos os atletas eliminavam suas preocupações, ansiedades e pensamentos negativos, quando vestiam um maiô rápido no ano passado e estavam apenas querendo saber, " O Quanto serei mais rápido?"
2010 será o ano no qual atletas podem reconquistar a confiança de suas performances reais, dominarão os atletas confiantes e determinados.
Um exemplo é o duelo entre Cesar Cielo e Fred Bousquet em 2010 começou. Na sexta-feira 12/03/2010, o francês venceu o Torneio de Nancy, na França, com 21,95, e se tornou o primeiro atleta do ano a nadar os 50m livre em menos de 22 segundos. De quebra, tirou o nome do brasileiro do topo da lista das melhores performances da temporada.
Na semana anterior, Cielo nadou a prova em 22s13, na final do GP de Austin, nos EUA. Na ocasião, o campeão olímpico superou os 22s22 do australiano Ashley Callus, que era a melhor marca de 2010 até então.

A rivalidade entre Cielo e Bousquet é antiga mesmo sendo companheiros de piscina em Auburn, no Alabama, base norte-americana de Cielo.
O tempo de Bousquet é expressivo, também, por ser o primeiro tempo a baixar dos 22 segundos na nova era da natação. Desde 1º de janeiro, os maiôs de poliuretanos, que ajudavam no desempenho, foram banidos do esporte.

Mesmo assim, os tempos, pelo menos de Cielo, não foram muito alterados. Em seu blog, o brasileiro postou uma comparação de suas performances no GP de Austin em 2009 e 2010.
“O GP de Austin foi muito positivo, dando início à essa nova era das bermudas na natação. Meus tempos não foram tão diferentes dos do ano passado: nos 50m livre, 22 segundos em 2009, contra 22s13 este ano. Nos 100 livre, 48s92 em 2009, contra 49s13 este ano. A diferença foi que em 2009 usei o Arena R-Evo+ (modelo com as placas de poliuretano)”.

Psicológo do esporte Dr. Patric Mattek tem trabalhado com vários nadadores em sua preparação psicológica competitiva, ele sugere que é compreensível que alguns nadadores poderiam ter uma adaptação difícil à proibição do maiô, mas que em última análise se resume a uma questão de confiança.
Segundo ele, "Faz sentido que os nadadores possam estar tendo um pouco de" ansiedade de separação "de seus super maiôs, pois suas performaces com este equipamento é forte.
Embora tenha ajudado atletas nadarem mais rápido, será que ajudaram a nadar melhor?
Recomendações para treinadores e nadadores se "desapegarem":
1. Diminuir ansiedades, ajudando os atletas entendem que os maiôs não os torna comparativamente melhores nadadores. Destacar que a alteração criou uma "situação de igualdade», em que empenho e atitude mental irá fornecer uma vantagem sobre a competição.
2. Incentivar os atletas a "confiar em si mesmo" e desenvolver uma "confiança" interna, em vez de depender de algo externo (por exemplo, um maiô, uma prancha, uma raia específica, etc) para "decidir o seu destino." A confiança para superar os poder do equipamento provavelmente vai dar nadadores uma vantagem competitiva!
3. Pense positivamente e desencoraje pensamentos negativos. Ansiedade desencadeia pensamentos, o que resulta em aumento da tensão muscular, freqüência cardíaca e da respiração. Não é benéfico para o desempenho.
4. Muitos atletas têm usado visualização para ajudá-los a alcançar o sucesso. Usando a visualização de incorporar a "sensação" de como é seu desempenho com equipamento ao nadar sem ele pode ser uma abordagem útil. Dr. Mattek comentou sobre o poder da visualização de alguns atletas olímpicos recentemente ajudou-os a chegar ao ouro, apesar de desvantagem ou circunstâncias difíceis.
5. Incentivar o atleta para dormir, comer bem, beber bastante água, a auto-acalmar, relaxar e olhar para a frente a seu desempenho. Auto-cuidado é enorme, não só física, mas também o desempenho mental.
Atletas e treinadores que encontrarem formas de retornar as condições geradas pelos trajes anteriores se destacarão a partir de agora.
Compare 209 com 2010...
Você não precisa ser um atleta de ponta para utilizar algumas das dicas acima, nadadores livres ou humildes iniciantes todas as oportunidades para evoluir estão em nossas mãos, aproveite-as!
Não é atoa que os norte americanos passam uma idéia de superioridade... Eles acreditam realmente nisso.
Porque não podemos também?
fonte:
David Anderson treinadores de natação do clube na Schroeder Walter Aquatic Center, em Brown Deer, WI.
Dr. Patric Mattek é um psicólogo do esporte no aprimoramento de desempenho em Franklin, WI.
www.swimnetwork.com.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Eu Uso òculos...
Pois ofereciam uma vantagem ao nadador.

Quais vantagens?
Vantagens dos Óculos de natação:
. proteger os olhos do cloro ou do sal
.protege os olhos das bolhas produzidas pelas braçadas e viradas.
.protege os olhos do impacto com meio líquido.
.Aumenta confiança dos iniciantes (quando você enxerga onde está pode dominar o meio).
.Facilita a visualização da prova para os atletas.
. Principalmente é confortável.

Os óculos ainda são polêmicos para muitos educadores físicos , a principal alegação é que não possibilita uma boa adaptação ao meio líquido, baseado nesse fato muitas academias e clubes proíbem a utilização deste material nas primeiras aulas.
Porém é complicado explicar para alguns pais que os olhos vermelhos de seus filhos são necessários para sua melhor aprendizagem aquática.

É preciso ter bom senso, cada indivíduo tem uma sensibilidade maior ou menor, uma resistência individual.
Atualmente nossas piscinas cada vez mais cloradas expõe nosso corpo a uma série substâncias irritantes, o objetivo é evitar a disseminação de bactérias normalmente funciona bem mas cobra o seu preço.

Alguns nadadores gostam ou preferem nadar sem óculos.
Mas nitidamente vemos a diferença quando todos os sentidos funcionam plenamente.
Atualmente não há desculpas físicas para não melhorar sua saúde ocular no meio líquido.

OS DEZ TRABALHOS DE NETUNO...
Como escolher os óculos de natação?
1.Fixação
Os óculos precisam estar o mais firme possível.Os melhores óculos são aqueles que ficam firmes no rosto por mais tempo sem precisar segurar, molhar ou prender de novo o elástico atrás da cabeça. É uma garantia de que não vai entrar água.

2.Visibilidade
Outra opção na hora de comprar os óculos é o escuro, um óculos de sol para natação. Se você nadar durante o dia e tiver muita luz na piscina, o escuro pode ser uma boa opção.
3.Nitidez
Para quem usa óculos de grau, hoje já existem modelos oftálmicos feitos de materiais extremamente resistentes para a prática de qualquer tipo de esporte aquático. Ao nadar seus óculos embaçam? Normalmente o "anti fog" dura algumas semanas quando adquirimos o equipamento, é uma camada que se desgasta gradualmente com o contato, existe no mercado produtos específicos para natação que podem ajudar ou apele para os truques mais comuns: limpa-los com água a cada série, saliva na lente, soro fisiológico, etc..
4.Hastes ( borracha lateral)
Dê preferencia a que fixe melhor seus óculos em mais de um ponto de apoio.
5.Apoio nasal
Sim, é um detalhe, mas faz diferença. Prefira óculos com apoios feitos de silicone, mais confortáveis do que os de plástico, evite contato de hastes pois pode gerar desconforto e ferimentos na pele.
6. Estética
Modelos nem sempre beleza significa desempenho e conforto , o fundamental é estarem de acordo com seu rosto e objetivo.
7. Objetivo
Precisa visualizar todo local no caso de uma travessia, óculos mais abertos são ideais.
Esses óculos facilitam a visão periférica e alguns nadadores se sentem mais seguros...Outros preferem óculos mais fechados com laterais opacas dizem que auxilia na concentração, pois focam apenas uma parte da piscina.
8. Higiene
Seus olhos são vias de entrada para muitas doenças, deixa-los no chão ou apoiados em calçados não é uma boa idéia. Quando você nada seu corpo transpira, é comum acúmulo de gordura em alguns equipamentos, não se intimide lave-os!

9. Manutenção
Cada fabricante normalmente tem indicação quanto aos cuidados com equipamentos basta segui-los, alguns duram mais outros menos, mas se comprou um óculos que está danificado e não atende suas expectativas, busque seus direitos.
10.Moda
Os óculos não se restringem mais às armações feitas para atletas, aqueles que lançam moda. A mesma evolução tecnológica que ocorre com outros equipamentos acontece também com os óculos e com maior velocidade. Cores, desenhos, objetivos... os testes são cada vez mais rigorosos tornando-os mais seguros a cada dia. Oferecem estímulos a todo tipo de nadador desde da menina de 5 anos com o tema infantil até os mais High tech do executivo. Use a moda ao seu favor.
Variam de tamanhos, de objetivos e materiais, por vezes excêntricos...

ESCOLHA O MAIS ADEQUADO AO SEU PERFIL E...
BONS TREINOS!!!
- FONTE:
- BACURAU, Reury Frank – Nutrição e suplementação esportiva – Reury Frank Bacurau; Guarulhos – SP, Phorte, 2000.
- CABRAL, Fernando; SOUZA, Wagner Alves de – Natação: 1000 exercícios – 1ª ed. - Sprint, RJ, 1995.
- ADRIENS JUNIOR, Orival; GIANPAOLI, César Auguto; SANTOS, Eduardo; VANSAN, Vanessa – Natação: Treinamento e técnico – 1ª ed. Manole, SP, 2001.
- THOMAS, David G. – Natação Avançada: Etapas para o sucesso – 1ª ed. SP, 1999.
- LIMA, William Urizzi; BOUDAKIAN, Sérgio; SUCI, Ursula – Natação e liberdade – 1ª ed. Pioneira, SP, 2004.
- FREITAS, Moacyr da Rocha – Aperfeiçoamento em natação – 1ª ed. Phorte, SP, 2002.








