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quarta-feira, 24 de março de 2010

O relógio do corpo, Existe hora para Nadar?

A ciência ajuda a entender por que alguns horários são melhores que outros para se exercitar

O relógio do corpo

Muitos praticantes de atividade física melhoram sensivelmente quando alteram seu horário de malhação.

O horário do dia em que se pratica a atividade física pode ser decisivo tanto para o desempenho como para os objetivos de quem prática.

Os profissionais da área — médicos, fisiologistas, preparadores, técnicos — estão cada vez mais atentos às particularidades dessa questão e já não hesitam em recorrer à cronobiologia para orientar pupilos e clientes.

A ciência, que data de meados dos anos 1960, mas que ganhou fôlego nos anos 1990, examina como os seres vivos se adaptam aos períodos de presença e ausência de luz, o chamado relógio biológico.

É esse relógio, situado em um dos núcleos do hipotálamo, no cérebro, e que funciona para ade quar a função desempenhada de acordo com a hora do dia e da noite, que determina, entre outros, as flutuações de hormônios, as variações de temperatura do corpo e o próprio sono.

http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/02/hora_treino.jpg

QUE PREGUIÇA...
O exemplo mais clássico desse mecanismo é o soninho que toma conta de todos depois do almoço.

Guiado pelo relógio biológico, o organismo deixa de produzir hormônios responsáveis pelo estado de alerta para centrar fogo na produção de substâncias que participam do processo de digestão.

Nesse instante, o corpo baixa a temperatura e envia mais sangue para o aparelho digestivo, fazendo com que, se por um lado sintamos sono, por outro nos deixa mobilizados para o que é importante naquele momento, ou seja, digerir os alimentos.

http://ralfkrause.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/treino-nata%C3%A7%C3%A3o-4a.jpg

Alguns Nadadores não tem muita opção quanto o horário para nadar, sendo após o almoço a melhor saída é uma refeição mais leve antes da prática e alimentar-se mais após a atividade.
Segundo Renato Romani, professor de medicina do esporte do Cemafe, Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte, ligado à Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, dois são os fatores que determinam qual o melhor horário para fazer exercício.

Os ambientais

  • como a temperatura,
  • luz e a umidade do ar,

E os internos

  • que estão ligados a processos fisiológicos
  • entre eles, por exemplo, a produção de hormônios.
Entre 5 horas e 8 horas da manhã, a luz do sol é fraca, e o corpo a absorve melhor.

A temperatura é mais amena e, para quem mora em centros urbanos, a poluição é muito menor do que em outros horários do dia.

Entretanto, nas primeiras horas do dia ocorre um aumento na produção do cortisol, o chamado hormônio do estresse.

http://cesarcielo.blog.terra.com.br/files/2008/08/cielo_touca_mpereira_5141.jpg

A substância ajuda a ficar em estado de alerta, ou seja, ajuda a "ligar os motores", mas a liberação dele no corpo provoca uma pequena elevação da pressão arterial.

Por isso nadadores que caem cedo na àgua sentem a sensaçâo de despertar inicial muito mais intensa, não apenas pela termorregulação (diferença da temperatura corporal e o meio), mais pelos hormônios produzidos pela manhã.

Essa situação pode não ser aconselhável aos hipertensos, mas não chega a ser impeditiva. O ideal é consultar um médico, segundo Romani.

Apesar de ressaltar que o melhor momento do dia para se exercitar é uma questão individual, que também depende da disponibilidade de agenda de quem faz esporte , o pesquisador faz res trições à prática de atividade física à noite.

Tanto a adrenalina, liberada durante o esforço, quanto a endorfina, produzida depois dele, são hormônios que podem atrapalhar o sono.

Segundo o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, até o momento não existem comprovações científicas que mostrem que um período do dia seja melhor do que outro quando o assunto é atividade física.

Houve uma época em que se divulgou que, como o maior número de enfartos ocorria entre as 6 e 9 da manhã, este horário seria desaconselhável para malhar.

Mas, na realidade, não existe um aumento na incidência de enfartos relacionados a exercícios físicos, portanto a hora é irrelevante .

O médico acredita que o mais importante - e que deve ser levado em consideração - no momento de escolher um espaço na agenda para atividade física, seja a rotina de trabalho e estudo e, claro, o gosto pessoal. Afinal, cada pessoa conhece seu relógio biológico como ninguém.
http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/arte/050912_fit_natacao.jpg
Influência do Horário
Para algumas pessoas, fazer exercícios à noite pode tirar o sono , especialmente quando a atividade física é intensa.

Nadar forte, com tiros intensos e velozes, por exemplo, aumentam consideravelmente os níveis de adrenalina no sangue, deixando a pessoa desperta por muitas horas e sem conseguir dormir.

Mesmo que o objetivo seja perder peso, o horário não interfere.

O que realmente conta é fazer um contínuo trabalho aeróbio (nadar contínuamente com intensidade moderada) aliado a exercícios com peso (musculação, flexões de braços, pilates), que aumentam massa muscular e o metabolismo basal, fazendo com que o corpo continue a gastar energia mesmo depois de finalizado o exercício.
A importância de se alimentar antes do exercício físico é o ponto crucial.

Fazer uma atividade física com o estômago vazio pode causar hipoglicemia.

Além disso, como o corpo não tem combustível adequado , mesmo que a pessoa não passe mal, seu rendimento não será o mesmo.

http://4.bp.blogspot.com/_VscsIKS9Nsk/SvR3wLbJfhI/AAAAAAAAAUc/_3j9p4qSp70/S269/nata%C3%A7%C3%A3o.bmp

Há quem consiga acordar cedo e ainda ter disposição para nadar independente a temperatura da água.

Outros preferem reservar um tempinho pouco antes do almoço, à tarde (ótimo para quem tem flexibilidade de horário) ou à noite.

Quem gosta de agito, costuma optar pela manhã ou noite, aproveitando assim para fazer um programa social, conversar com amigos e conhecer pessoas.

Essa escolha depende do ritmo individual, por isso é importante prestar atenção na maneira que seu corpo reage .

Antes de decidir-se por um período do dia, pense nos seus compromissos e disponibilidade e experimente diversos horários, até encontrar o que mais tem a ver com o seu dia-a-dia.

A maioria dos nadadores treinam em duas sessões diárias diferenciadas, uma pela manhã outra final da tarde, de acordo com objetivo de cada um, normalmente adaptam-se ao que os clubes podem oferecer, se você pode optar por um horário no qual sinta-se melhor não perca tempo.

Aproveite!

E bons Treinos!

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-agua/imagens/agua-e-esporte.jpg

*José Kawazoe Lazzoli, cardiologista, especialista em medicina do esporte. Presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

Renato Romani, professor de medicina do esporte do Cemafe, Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte, Unifesp, Universidade Federal de São Paulo.

É possível Nadar em Àgua Fria?

O inverno chegou e você pretende nadar alguma prova em águas abertas, ou simplesmente nadar.
Mas o frio não é convidativo.
O circuito mundial de maratonas aquáticas tem uma média de 10 provas anuais e apenas 3 provas tem a temperatura da água acima dos 20oC.
Como exemplo de uma das provas mais frias e por sinal a mais difícil, a travessia de Saint Jean no Canadá, uma travessia de 40Km em lago com temperatura entre 12oC e 16oC.
A imagem “http://www.roberval2010.com/Image/Roberval2010/InfosBienvenue_FouleRadeStoychev_DSC_7370.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Costumam largar nesta prova entre 22 a 26 nadadores e normalmente abandonam a prova entre 10 ou 12 atletas devido a hipotermia.
Mas como nadar em uma água fria?
Treinando, treinando e treinando..., assim como treinamos para terminar ou melhorar a performance em uma travessia, você também treina para suportar temperaturas baixas na água.
Deve-se praticar em água fria.
1.No começo, nadar uma vez por semana de 10 a 20 minutos e ir aumentando gradativamente a frequência e o tempo de permanencia na água.
2.Não é necessário treinar todos os dias em água fria, apenas o suficiente para evitar o choque ao encarar temperaturas baixas.
Libor Smolka of the Czech Republic and Saleh Mohammad of Syria swim in the Men's 25 Km Open Water Swimming during the 13th FINA World Championships at Ostia Beach on July 25, 2009 in Rome, Italy.

Sempre que for nadar em águas frias deve-se entrar aos poucos na água.
1.Primeiro coloque os pés e mãos, em seguida molhe o rosto, o peito, e os rins e só depois mergulhe.
2.Em uma prova com água fria, procure nadar um pouco antes da largada, para aquecer a musculatura e sentir melhor a água.
3.Se não tiver oportunidade de fazer um "molha corpo" antes da prova, inicie a prova em um ritmo mais lento e aumente gradativamente.
Obs.Muitos atletas acham que devem iniciar a prova forte para esquentar o corpo, o efeito contrário, devido a baixa temperatura da água a tendência da musculatura é enrijecer, obrigando o atleta a nadar mais lento e consequentemente a sentir mais frio.
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4.É recomendado o uso de vaselina e/ou lanolina para reter a temperatura do corpo, normalmente se passa embaixo dos braços e entre as pernas para evitar o atrito.
Para combater o frio costuma-se colocar no peito e na região dos rins.
5.Outra recomendação é o uso da touca, pois perdemos mais de 60% da temperatura do corpo pelas extremidades.
6.Não é recomendado bater muito a perna, pois os membros inferiores não tem um acumulo de gordura tão grande (a gordura é um isolante térmico natural), e a tendência é a contração dessa musculatura, gerando cãibras e fadiga.
A imagem “http://www.lincsquad.co.uk/images/photo/swim_open.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Para suportar o frio mentalize.
Quando os técnicos dizem que frio é psicológico, no fundo, é uma verdade, com exercícios de mentalização você pode suportar temperaturas baixas de água.
Após este ano, a Universidade de Quebec iniciou uma pesquisa com vários nadadores, para tentar entender como conseguiam nadar com uma temperatura baixa, pois os livros de medicina estipulam que o ser humano não sobrevive a uma temperatura interna abaixo dos 30oC.
O principal fato foi que, todos os atletas analisados haviam mentalizado o frio que iriam enfrentar e objetivaram terminar a prova.
A imagem “http://www.getactivetampa.com/Swimming-open-water.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Oque diz a FINA

Determina para competições em piscinas SW14.13 Água: temperatura mínima ± 24°C ou 75°F. (máxima 28°C)
Em águas abertas determina OWS 5.5 - A temperatura da água deve ser de no mínimo 16º C.
Tenha principalmente Bon senso, nem sempre oque é muito frio para um indivíduo é para outro , respeite as individualidades e principalmente seus limites.

fonte:
FINA-rb 2005-2009
Open Swimming Training

Open Water Swimming-Penny Lee Dean

RECOMENDAQÇÕES NUTRICIONAIS PARA TREINOS LONGOS

As seguintes dicas foram enviadas pela USA Swimming aos treinadores membros e dedicada para os nadadores que executam práticas de duas horas ou mais de duração.
http://imagem.vilamulher.com.br/temp/treino-natacao-5semanas-180208.jpg
Dicas de Charlene Boudreau, Diretora de High Performance Network da USA Swimming
1) Uma bebida eletrólica-carbohidratada durante o treinamento.
Alguns goles a cada 10 a 20 minutos durante o treinamento vai manter a hidratação, além de fornecer eletrólitos e manter os níveis de energia na faixa de 90 minutos.
http://3.bp.blogspot.com/_p5eM5ysXu40/SrzWwqdK2VI/AAAAAAAAEaE/DPvf1r6zDQ0/s400/344142-sports+drinks.jpg
Gatorade e Powerade são dois dos mais populares utilizados e ambos possuem 6 a 8% de solução no critério de maximização da absorção do combustível, ou seja, sem impedir a absorção normal dos fluídos pelo nosso corpo.
Qualquer produto mais forte do que 6 a 8% causa dores e problemas gastrointestinais.
http://2.bp.blogspot.com/_51xEM9U3isg/SfRHSTsOLSI/AAAAAAAAAOM/gMi8loTYIQo/s200/hidratacao01.jpg
2) Uma substancial fonte de energia precisa ser consumida após as 2 horas de treinamento e seguindo-se a cada hora.
Isso pode ser alcançado com o consumo de 25 gramas de carbohidratos com PowerGel ou ClifShot ou mesmo outros produtos do gênero.
Nadadores mais velhos e de maior compleição física precisam ainda mais.
Treinamentos de até 3 horas o consumo precisa ser basicamente de carbohidratos.
Treinamentos de mais de 3 horas, a suplementação precisa ser mais 'compreensiva' e específica. Incluindo proteínas, carbohidratos e gorduras.
Sugiro neste caso bebidas de reposição energética automática já que possuem um valor nutritito bem alto com um baixo volume de comida.
Sugestão para o uso de gels e barras energéticas que são fáceis de administração e transporte para a borda da piscina.
http://www.ruadireita.com/info/img/barra-de-cereais-e-sua-importancia.jpg

3) Um substancial lanche precisa ser feito logo após o treinamento.
Isso pode ser feito no padrão sugestionado no item 2, ou algo como um sanduíche e um copo de suco, bagel com pasta de amendoim, iougurte com frutas, uma lata de Boost ou Ensure.
Isso depende da habilidade do nadador de tolerar diferentes tipos de nutrição.
Mas não deixe de fazer isso com 30 minutos após o encerramento da sua prática.
E outro snack por volta de 1 hora após.
Exercícios deixam o corpo extremamente sensíveis para insulina, que tem como principal papel tirar o açúcar do sangue da corrente sanguínea e armazena-lo.
O efeito dura por aproximadamente 2 horas após o exercício.
Tirando vantagem desta oportunidade nutricional, isso permite ao corpo armazenar energia mais eficientemente onde é necessária (como glicogênio e não gordura), colocando combustível de volta no tanque.
Carbohidrato é o principal foco aqui.
Adicionando proteína irá ajudar com a reparação muscular danificada. Uma proporção de 4 x 1 carbohidrato X proteína é a mistura ideal.
http://2.bp.blogspot.com/_aEgTedPqUK4/SrBBVgKFUUI/AAAAAAAAXQo/KcGdRXp54NM/s400/clif+3.jpg
Produtos Nutricionais existem muitos de marcas e formulações diferentes, não vá apenas pela propaganda ou pela velha história de ouvi falar que... Converse com os profissionais especializados e apartir daí busque um solução individual, de acordo com o seu biotipo e metabolismo.

Bons Treinos!!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Posicionamento na água


http://2.bp.blogspot.com/_4I7DCAJw-Ss/SEU1NI9a3kI/AAAAAAAAE-E/6B6kKkNK_Cs/s320/phelps+streamline.jpg

Quando ensinamos os nossos alunos a nadar, vencidas as etapas iniciais de adaptação ao meio e de aquisição das habilidades básicas na água, entramos no ensino dos nados em si.

E neste ensino, temos sempre muita preocupação em desenvolver a percepção e a técnica das ações propulsivas nos quatro nados.

O que às vezes sinto é que, não só meus colegas como também eu mesmo, nos esquecemos de dar o devido valor ao outro componente da eficiência do nado, que é o da minimização das forças de atrito nas diferentes partes de corpo.

Sim, porque o ganho de eficiência de todo movimento na água possui estes dois componentes básicos: a maximização das forças propulsivas de um lado (concordantes com o sentido do deslocamento), e a minimização das forças de atrito (opostas ao sentido do deslocamento).

A preocupação com a minimização destas forças de atrito se revela de diversas formas: em nossa atenção ao ataque coreto das mãos na água durante as braçadas, com o coreto alinhamento do corpo na água em relação à linha de superfície, etc.

Mas chamo especial atenção à posição que ilustro na foto ao lado, envolvendo braços e cabeça. É o que chamo particularmente de PPD: Posição Principal de Deslize.

Nesta foto temos uma imagem subaquática do supercampeão Michael Phelps em sua entrada na água numa saída de competição. Os norte-americanos chamam esta posição de “streamline”.

Esta posição tem importância capital, pois ela deve ser adotada em várias situações: nas saídas competitivas nos mergulhos (provas de Crawl, Peito e Borboleta), após a largada do bloco e durante as golfinhadas que se seguem nas provas de Crawl, Borboleta e Costas. É ainda a posição de deslize no nado Peito, adotada no início e final da Filipina e nos deslizes após cada pernada.

Três itens caracterizam a PPD: A – mãos sobrepostas com dedos unidos, B – braços rigorosamente estendidos e C – cabeça “escondida” entre os braços.

Qualquer variação, por menor que seja nestes parâmetros aumentará o atrito do nadador com o meio líquido, comprometendo sua eficiência de deslocamento.

De forma geral, percebo que os grandes campeões tem uma marcada preocupação com este posicionamento, tanto quanto tem corretas as alavancas de força e os movimento propulsivos em si. E para quem ainda tem dúvidas do domínio da PPD em atletas de nível internacional, sugiro uma boa olhada na foto abaixo.

http://www.popsci.com/files/imagecache/article_image_large/files/articles/suit_swim.jpg

Uma imagem fala mais que mil palavras...

Natação Mental

http://uolesporte.blog.uol.com.br/images/091110phelps.jpg
Recebi um artigo muito interessante sobre essa transição de equipamento (regra FINA), algumas das preocupações no artigo não tem muito a ver com nossa realidade causando riso em alguns profissionais brasileiros, mas é interessante quanto a preparação psicológica de nadadores.

A Velocidade Após o Super Maiô

Não há como negar as grandes melhorias no desempenho da natação, quanta a velocidade no ano passado.
Cada anotação de tempo foi re-escrito no ano passado, se era do clube, escola, faculdade ou atleta internacional.
Todo mundo nadou rápido ano passado, mas esse é o ponto:
TODOS FORAM RÁPIDOS!
http://afp.google.com/media/ALeqM5izfdGzRfWbFHBhyEBFOsQ8pxEl6Q?size=m
Treinador David Anderson e o Psicólogo esportivo Dr. Patric Mattek oferecem alguns meios para continuar a nadar rápido , o importante é adaptação rápida as mudanças atuais.
Embora os Super Maiôs realmente ajudaram os atletas a serem mais rápido, a velocidade desenvolvida foi muito além disto.
Quando um atleta vestia um maiô rápido, ele" sabia "que nadaria rápido. Foi como colocar um manto de invencibilidade."
Todos os atletas eliminavam suas preocupações, ansiedades e pensamentos negativos, quando vestiam um
maiô rápido no ano passado e estavam apenas querendo saber, " O Quanto serei mais rápido?"

2010 será o ano no qual atletas podem reconquistar a confiança de suas performances reais, dominarão os atletas confiantes e determinados.
Um exemplo é o
duelo entre Cesar Cielo e Fred Bousquet em 2010 começou. Na sexta-feira 12/03/2010, o francês venceu o Torneio de Nancy, na França, com 21,95, e se tornou o primeiro atleta do ano a nadar os 50m livre em menos de 22 segundos. De quebra, tirou o nome do brasileiro do topo da lista das melhores performances da temporada.

Na semana anterior, Cielo nadou a prova em 22s13, na final do GP de Austin, nos EUA. Na ocasião, o campeão olímpico superou os 22s22 do australiano Ashley Callus, que era a melhor marca de 2010 até então.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,21521309-EX,00.jpg

A rivalidade entre Cielo e Bousquet é antiga mesmo sendo companheiros de piscina em Auburn, no Alabama, base norte-americana de Cielo.

O tempo de Bousquet é expressivo, também, por ser o primeiro tempo a baixar dos 22 segundos na nova era da natação. Desde 1º de janeiro, os maiôs de poliuretanos, que ajudavam no desempenho, foram banidos do esporte.

http://www.esportesite.com.br/wp-content/uploads/2009/03/20090306230032_natacao.jpg

Mesmo assim, os tempos, pelo menos de Cielo, não foram muito alterados. Em seu blog, o brasileiro postou uma comparação de suas performances no GP de Austin em 2009 e 2010.

“O GP de Austin foi muito positivo, dando início à essa nova era das bermudas na natação. Meus tempos não foram tão diferentes dos do ano passado: nos 50m livre, 22 segundos em 2009, contra 22s13 este ano. Nos 100 livre, 48s92 em 2009, contra 49s13 este ano. A diferença foi que em 2009 usei o Arena R-Evo+ (modelo com as placas de poliuretano)”.

http://3.bp.blogspot.com/_uJDIl3nXZ3w/S1Cl94dp8KI/AAAAAAAAAA0/cu6L2V3lI04/s400/phelps-speedo1-1024x966.jpg
Psicológo do esporte Dr. Patric Mattek tem trabalhado com vários nadadores em sua preparação psicológica competitiva, ele sugere que é compreensível que alguns nadadores poderiam ter uma adaptação difícil à proibição do maiô, mas que em última análise se resume a uma questão de confiança.
Segundo ele, "Faz sentido que os nadadores possam estar tendo um pouco de" ansiedade de separação "de seus super maiôs, pois suas performaces com este equipamento é forte.
Embora tenha ajudado atletas nadarem mais rápido, será que
ajudaram a nadar melhor?
Recomendações para treinadores e nadadores se "desapegarem":

1. Diminuir ansiedades, ajudando os atletas entendem que os maiôs não os torna comparativamente melhores nadadores. Destacar que a alteração criou uma "situação de igualdade», em que empenho e atitude mental irá fornecer uma vantagem sobre a competição.
2. Incentivar os atletas a "confiar em si mesmo" e desenvolver uma "confiança" interna, em vez de depender de algo externo (por exemplo, um maiô, uma prancha, uma raia específica, etc) para "decidir o seu destino." A confiança para superar os poder do equipamento provavelmente vai dar nadadores uma vantagem competitiva!
3. Pense positivamente e desencoraje pensamentos negativos. Ansiedade desencadeia pensamentos, o que resulta em aumento da tensão muscular, freqüência cardíaca e da respiração. Não é benéfico para o desempenho.
4. Muitos atletas têm usado visualização para ajudá-los a alcançar o sucesso. Usando a visualização de incorporar a "sensação" de como é seu desempenho com equipamento ao nadar sem ele pode ser uma abordagem útil. Dr. Mattek comentou sobre o poder da visualização de alguns atletas olímpicos recentemente ajudou-os a chegar ao ouro, apesar de desvantagem ou circunstâncias difíceis.
5. Incentivar o atleta para dormir, comer bem, beber bastante água, a auto-acalmar, relaxar e olhar para a frente a seu desempenho. Auto-cuidado é enorme, não só física, mas também o desempenho mental.

Atletas e treinadores que encontrarem formas de retornar as condições geradas pelos trajes anteriores se destacarão a partir de agora.
Compare 209 com 2010...
Courtney Beidler swims in warm up during day one of the 2009 USA Swimming Austin Grand Prix on March 5, 2009 at the Lee and Joe Jamail Texas Swimming Center in Austin, Texas.  (Photo by Ronald Martinez/Getty Images) *** Local Caption *** Courtney Beidler
2009 USA Swimming Austin

Competitors warm up during day one of the 2009 USA Swimming Austin Grand Prix on March 5, 2009 at the Lee and Joe Jamail Texas Swimming Center in Austin, Texas.
2010 USA Swimming Austin

Você não precisa ser um atleta de ponta para utilizar algumas das dicas acima, nadadores livres ou humildes iniciantes todas as oportunidades para evoluir estão em nossas mãos, aproveite-as!
Não é atoa que os norte americanos passam uma idéia de superioridade... Eles acreditam realmente nisso.
Porque não podemos também?


fonte:
David Anderson treinadores de natação do clube na Schroeder Walter Aquatic Center, em Brown Deer, WI.
Dr. Patric Mattek é um psicólogo do esporte no aprimoramento de desempenho em Franklin, WI.
www.swimnetwork.com.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Eu Uso òculos...

Da mesma forma que atualmente se discute a utilização de maiôs tecnológicos, ouve um tempo não muito distante no qual os óculos de natação causavam polêmica.
Pois ofereciam uma vantagem ao nadador.
http://api.ning.com/files/YMGtVGJYAidrkamdi3hC7ipVDcYKbKjmkUUS89oHjfaqawX4zSGKFSpkoNDV5w0F3f-b-RBgrOt8AOr*qeQ8UWX-tJHEveaW/natao.jpg
Quais vantagens?

Vantagens dos Óculos de natação:
. proteger os olhos do cloro ou do sal
.protege os olhos das bolhas produzidas pelas braçadas e viradas.
.protege os olhos do impacto com meio líquido.
.Aumenta confiança dos iniciantes (quando você enxerga onde está pode dominar o meio).
.Facilita a visualização da prova para os atletas.
. Principalmente é confortável.
http://www.estadao.com.br/fotos/phelps_.jpg

Os óculos ainda são polêmicos para muitos educadores físicos , a principal alegação é que não possibilita uma boa adaptação ao meio líquido, baseado nesse fato muitas academias e clubes proíbem a utilização deste material nas primeiras aulas.
http://4.bp.blogspot.com/_YUmbncD3r4U/Sm-mGQaNOJI/AAAAAAAABbo/nxvyPgTvEYE/s400/bebe.JPG
Porém é complicado explicar para alguns pais que os olhos vermelhos de seus filhos são necessários para sua melhor aprendizagem aquática.

http://oglobo.globo.com/fotos/2006/11/23/23_MHG_crianca_nadando.jpg
É preciso ter bom senso, cada indivíduo tem uma sensibilidade maior ou menor, uma resistência individual.
Atualmente nossas piscinas cada vez mais cloradas expõe nosso corpo a uma série substâncias irritantes, o objetivo é evitar a disseminação de bactérias normalmente funciona bem mas cobra o seu preço.
http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/44013000/jpg/_44013717_pod2.jpg
Alguns nadadores gostam ou preferem nadar sem óculos.
Mas nitidamente vemos a diferença quando todos os sentidos funcionam plenamente.
Atualmente não há desculpas físicas para não melhorar sua saúde ocular no meio líquido.

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/08/186_138-alt-oculos.jpg
OS DEZ TRABALHOS DE NETUNO...
Como escolher os óculos de natação?
1.Fixação
Os óculos precisam estar o mais firme possível.Os melhores óculos são aqueles que ficam firmes no rosto por mais tempo sem precisar segurar, molhar ou prender de novo o elástico atrás da cabeça. É uma garantia de que não vai entrar água.
http://2.bp.blogspot.com/_GavMkwuZLm4/SKNNCDzIcYI/AAAAAAAABQA/DFRrDGv2CZQ/s400/KAIO.jpg

2.Visibilidade

Outra opção na hora de comprar os óculos é o escuro, um óculos de sol para natação. Se você nadar durante o dia e tiver muita luz na piscina, o escuro pode ser uma boa opção.
3.Nitidez

Para quem usa óculos de grau, hoje já existem modelos oftálmicos feitos de materiais extremamente resistentes para a prática de qualquer tipo de esporte aquático. Ao nadar seus óculos embaçam? Normalmente o "anti fog" dura algumas semanas quando adquirimos o equipamento, é uma camada que se desgasta gradualmente com o contato, existe no mercado produtos específicos para natação que podem ajudar ou apele para os truques mais comuns: limpa-los com água a cada série, saliva na lente, soro fisiológico, etc..
4.Hastes ( borracha lateral)
Dê preferencia a que fixe melhor seus óculos em mais de um ponto de apoio.
5.Apoio nasal
Sim, é um detalhe, mas faz diferença. Prefira óculos com apoios feitos de silicone, mais confortáveis do que os de plástico, evite contato de hastes pois pode gerar desconforto e ferimentos na pele.

6. Estética

Modelos nem sempre beleza significa desempenho e conforto , o fundamental é estarem de acordo com seu rosto e objetivo.

7. Objetivo

Precisa visualizar todo local no caso de uma travessia, óculos mais abertos são ideais.http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,15301121-EXH,00.jpg
Esses óculos facilitam a visão periférica e alguns nadadores se sentem mais seguros...Outros preferem óculos mais fechados com laterais opacas dizem que auxilia na concentração, pois focam apenas uma parte da piscina.

8. Higiene

Seus olhos são vias de entrada para muitas doenças, deixa-los no chão ou apoiados em calçados não é uma boa idéia. Quando você nada seu corpo transpira, é comum acúmulo de gordura em alguns equipamentos, não se intimide lave-os!

http://olimpiadasdebeijing.files.wordpress.com/2008/08/oculos-phelps.jpg
9. Manutenção

Cada fabricante normalmente tem indicação quanto aos cuidados com equipamentos basta segui-los, alguns duram mais outros menos, mas se comprou um óculos que está danificado e não atende suas expectativas, busque seus direitos.

10.Moda

Os óculos não se restringem mais às armações feitas para atletas, aqueles que lançam moda. A mesma evolução tecnológica que ocorre com outros equipamentos acontece também com os óculos e com maior velocidade. Cores, desenhos, objetivos... os testes são cada vez mais rigorosos tornando-os mais seguros a cada dia. Oferecem estímulos a todo tipo de nadador desde da menina de 5 anos com o tema infantil até os mais High tech do executivo. Use a moda ao seu favor.
Variam de tamanhos, de objetivos e materiais, por vezes excêntricos...

http://www.estadao.com.br/fotos/michaelphelps_natacao_13082008_2.jpg

ESCOLHA O MAIS ADEQUADO AO SEU PERFIL E...

BONS TREINOS!!!

    FONTE:
    1. BACURAU, Reury Frank – Nutrição e suplementação esportiva – Reury Frank Bacurau; Guarulhos – SP, Phorte, 2000.
    2. CABRAL, Fernando; SOUZA, Wagner Alves de – Natação: 1000 exercícios – 1ª ed. - Sprint, RJ, 1995.
    3. ADRIENS JUNIOR, Orival; GIANPAOLI, César Auguto; SANTOS, Eduardo; VANSAN, Vanessa – Natação: Treinamento e técnico – 1ª ed. Manole, SP, 2001.
    4. THOMAS, David G. – Natação Avançada: Etapas para o sucesso – 1ª ed. SP, 1999.
    5. LIMA, William Urizzi; BOUDAKIAN, Sérgio; SUCI, Ursula – Natação e liberdade – 1ª ed. Pioneira, SP, 2004.
    6. FREITAS, Moacyr da Rocha – Aperfeiçoamento em natação – 1ª ed. Phorte, SP, 2002.

quarta-feira, 3 de março de 2010

NATAÇÃO PARA BEBÊS DE 0 A 2 ANOS - ATIVIDADES PRÁTICAS NA PISCINA

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A maior parte dos profissionais da Educação Física que ministram aulas de natação para bebês de 0 a 2 anos trabalha com os bebês acompanhados das mães (ou dos pais ou pessoas bem próximas) dentro da piscina.

As aulas de natação para este público têm menor duração (entre 30 e 45 minutos) uma vez que o sistema termo-regulador do bebê ainda não se encontra tão bem desenvolvido e, também, pelo fato de sua capacidade de atenção ser pequena, tornando cansativas atividades com grande tempo de duração.
É extremamente importante que o professor de natação para bebês tenha conhecimento sobre psicologia e fisiologia do desenvolvimento infantil, para que possa propor atividades adequadas ao estágio de maturidade física e psíquica dos bebês. Uma vez adquiridos esses conhecimentos, é hora de planejar as aulas práticas.
Diversas atividades estão disponíveis para tornar a aula um momento agradável tanto para os bebês quanto para os seus acompanhantes.

O professor deverá conduzir a aula sempre com um semblante alegre, convidando os alunos para a próxima atividade com muita alegria, evitando dar ordens do tipo: "todos batam as pernas" ou "é hora da imersão".

Todo o trabalho deve ter um caráter lúdico e envolvente e o professor deverá sempre elogiar as conquistas de cada bebê: "Muito bem!", "Parabéns!", "Que mergulho bonito!". http://www.ruadireita.com/info/img/natacao-para-bebes-e-uma-boa-atividade-ou-nao.jpg




Existem diversas metodologias de ensino para natação para bebês, tudo depende das condições (espaço físico) e público a ser trabalhado (faixa etária).

A seguir, relatamos uma seqüência de atividades que poderão ser propostas durante as aulas de adaptação ao meio líquido dos bebês, visando melhorar seu desenvolvimento psico-motor e afetivo.

Exemplo de algumas sequências de aula:

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1. Entrada do bebê na piscina:
Bebê senta-se na borda com a mãe dentro da água, na sua frente, a segurar sua cintura. Ao incentivo do professor o bebê bate as pernas na água enquanto todos cantam a música: "Bate perninha ,bate ./ perninha do meu bebê./ bate perninha ,bate ./ agora é que eu quero ver!"
" Mãe entra na piscina e bebê fica na borda (de pé se conseguir, ou sentado).

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Ao sinal do professor (um, dois , três e tchi bummmmm!)
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o bebê pula na piscina (sem imergir ainda) e a mãe o conduz pela água (segurando o bebê pelas axilas, em decúbito ventral, com cabeça para fora) cantando a música:

"Bom dia, bom dia, bom dia piscina.
o bebê chegou, chegou para nadar,
vamos brincar e nos divertir,
vamos brincar e aprender a nadar".
" Mãe entra com bebê na piscina e o segura de costas pra ela. Todas as mães e seus bebês ficam em círculo com bebês de frente uns para os outros.

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O professor diz: "Oooooiiiiiiiiii" e as mães aproximam seus bebês rumo ao centro do círculo. Depois o professor diz "Tchaaaaaaaaaaaauuuuu", e as mães puxam de volta seus bebês, formando novamente um circulo grande. Repetir esta atividade duas vezes.
" Em círculo, mães seguram os bebês de frente, com as duas mãos abaixo das axilas dele. Cantar a música e virar o bebê de lado, de maneira que molhe a lateral da cabeça e a orelha dele na água. A música é:
"Molha, molha orelhinha. / molha, molha sem parar. / molha, molha orelhinha. / pra bem limpa ela ficar".



2. Atividades da parte principal:
" Bebê em decúbito ventral segurando com as duas mãos no pescoço da mãe. Passeio de um lado a outro da piscina (mãe vai andando de costas) estimulando o movimento de bater as pernas do bebê (a mãe simula o movimento segurando nas perninhas do bebê ou o próprio bebê que já consegue realiza o movimento sozinho).

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Executar este exercício em diferentes momentos da aula variando as músicas:
"Marcha soldado./ cabeça de papel./ quem não marchar direito, vai preso no quartel./ o quartel pegou fogo./ Franciso deu sinal / acode, acode acode, a bandeira nacional".
"Bate a perninha./ bate sem parar ./ bate a perninha ./ pra poder nadar".
" Passeio de um lado a outro da piscina (mãe vai andando de costas), segurando bebê na vertical de frente para a mãe.

Ir cantando e deslocando o bebê de um lado para o outro, até imergir o bebê no momento certo da música: A música é:
"Zig, zag, zum... vou fazer mais um ./ zig, zag, zum.... vou fazer tchi buuuum (imergir o bebê).
" Com a mãe encostada na parede da piscina e um dos joelhos elevados com perna flexionada e calcanhar apoiado no joelho da perna de apoio. Colocar o bebê sentado na perna flexionada, de costas para a mãe. Segurar com uma mão em cada mão do bebê e ajudá-lo a executar movimentos de circundução com os dois braços (2 x para frente e 2 x para trás) enquanto se canta a música:

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"Borboletinha ./ está na cozinha ./ fazendo chocolate./ para a madrinha ./ Potí Potí ./ perna de pau ./ olho de vidro ./ e nariz de pica-pau, pau pau!".
" Com a mãe encostada na parede da piscina e um dos joelhos elevados com perna flexionada e calcanhar apoiado no joelho da perna de apoio. Colocar o bebê sentado na perna flexionada, de costas para a mãe. Segurar com uma mão em cada mão do bebê e ajuda-lo a executar movimentos de abrir e fechar os braços enquanto se canta a música:
"A janelinha abre (abrir os braços) / o sol está aparecendo / a janelinha fecha (fechar os braços) / o sol está se escondendo / Abriu, Fechou / Abriu, Fechou, Abriu / Fechou, Abriu / Fechou, Abriu, Fechou".
" Com a mãe encostada na parede da piscina e um dos joelhos elevados com perna flexionada e calcanhar apoiado no joelho da perna de apoio. Colocar o bebê sentado na perna flexionada, de costas para a mãe. Segurar com uma mão em cada tornozelo do bebê e ajudá-lo a executar movimentos da pernada do nado peito enquanto se canta a música:
"O sapo não lava o pé / não lava porque não quer / ele mora lá na lagoa / não lava o pé porque não quer / mas que chulé (professora cheira o pé de cada bebê e repete - mas que chulé)".
" Todas as mães em círculo segurando seus bebês pelas duas mãos, de costas para elas (o bebê em pé, flutuando, de frente para o centro do círculo e com os bracinhos estendidos acima da cabeça segurando nas mãos da mãe). Balançar o bebê de um lado para o outro 2 x e depois , sem soltar das mãos da mãe, dar um giro no bebê de maneira que o traga para se posicionar atrás da mãe, com a barriga nas costas dela, enquanto cantam a música:


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"Carrapato da mamãe/ vai e volta sem parar / gira e sobe lá atrás / pra bem juntinho brincar".
" Em circulo, mãe e bebê de frente para um para o outro, mãe segurando o bebê abaixo das axilas com as duas mãos. Cantar a música e ir girando em círculo, quando falar "mergulhão", imergir o bebê e voltar, elogiando-o.


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A música:"Pula sapinho ./ pula sapão./ pula bem alto ./ pra dar um mergulhão".
" Em círculo, mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de costas para ela. Professor conduz a atividade cantando e executando os movimentos com os braços a serem imitados pelos bebês.

A música é:"Enrola, enrola, enrola (com dois punhos fechados e cotovelos flexionados, rolar um punho sobre o outro, na água)./ puxa, puxa, puxa (estender os dois braços acima da cabeça e puxar algo com as mãos)./ faz uma bagunçaaaaaaaaaa! (bater com as duas mãos na superfície da água fazendo espuma).
" Em círculo, a mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de frente para ela. Cantar a música enquanto desliza com o bebê de um lado para o outro e no momento certo executa os movimentos de acordo com os versos:
"Eu tenho um patinho lá em casa./ que me ensinou a nadar ./ Um passinho pra lá (bebê para a direita) ./ um passinho pra cá (bebê para a esquerda) ./ bamboleio (mãe faz um círculo na água segurando o bebê) ./ tchá tchá tchá.... quen quen (elevar e descer o bebê)... tchá tchá tchá... quen quen(elevar e descer o bebê) ./ Mas meu patinho eu não dou./ e não empresto pra ninguém ./ Um passinho pra lá (bebê para a direita) ./ um passinho pra cá (bebê para a esquerda) ./ bamboleio (mãe faz um círculo na água segurando o bebê) ./ tchá tchá tchá.... quen quen (elevar e descer o bebê)... tchá tchá tchá... quen quen(elevar e descer o bebê)".


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" Em círculo, a mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de frente para ela. Cantar a música enquanto desliza com o bebê de um lado para o outro e no momento certo executa os movimentos de acordo com os versos:
"Periquito / periquito/ pareces com papai.... (2x) / Pra cima (mãe eleva bebê fora da água) / pra baixo (mãe desce o bebê) / pra frente (mãe leva o bebê para longe do seu corpo) e para trás (mãe trás o bebê pra próximo do seu corpo)... (2x)".
" Em círculo, a mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de frente para ela. Cantar a música enquanto vai passando seu bebê para a colega da esquerda e virando para receber o bebê que vem da colega da direita. Esta atividade só funciona com o professor fazendo parte do círculo ajudando a passar os bebês de mão em mão, e se as mães não são novatas e já têm intimidade entre si e com os bebês (algumas mães podem ter receio de entregar seu bebê a outra pessoa). Promove o desenvolvimento social do bebê.

A música é:"Escravos de jô / jogavam cachangá / Tira / Põe / Deixa ficar / Guerreiros com guerreiros fazem zig zig zá (2x)".
" A mãe passeia pela piscina andando de costas com o bebê em decúbito dorsal e cabeça apoiada no ombro da mãe (mãe apóia o bumbum do bebê com uma das mãos). Cantar a música e estimular a batida de pernas do bebê.

A música é:"Um, dois, feijão com arroz/ três, quatro, feijão no prato / cinco, seis, molho inglês / sete, oito, comer biscoito / nove, dez, comer pastéis".
" Em círculo, mães seguram bebês com as duas mãos embaixo das axilas deles, com bebês de frente para o círculo. Professora dá uma argola pequena para cada bebê e fica com uma para demonstrar o exercício da mágica. Segurando a argola deitada na superfície da água, com a outra mão a professora faz o movimento de misturar algo dentro da argola, dizendo: "Sim salabim bim bim / bom bomromrom bom bom / bum scalabum bum bum / vamos soltar bolinhas pros peixinhos (soprar o ar dentro da água fazendo borbulhas). Estimular que todos os bebês façam o mesmo.
" Vamos pegar a dona aranha? Este exercício precede o exercício a seguir. As mães ficarão a uns dois-três metros distantes da borda da piscina segurando seus bebês em decúbito ventral, com as duas mãos abaixo das axilas dele, de frente para a parede da piscina. Ao sinal "1, 2, 3 e já", as mães imergem seus bebês ajudando-os a ter certa propulsão abaixo da água, e depois os soltam embaixo d'água para que eles sigam sozinhos até conseguirem pegar na parede com as duas mãos.


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" Passeio da dona aranha. Cada mãe segura seu bebê abaixo das axilas, com ele de costas para a mãe e de frente para a borda. Vão cantando a música da dona aranha e os bebês vão se deslocando de lado (seguros pelas mães) e com as duas mãozinhas na borda da piscina. No momento certo da música, fazer a imersão do bebê, girando-o e depois o pegando quando ele subir à superfície. A música é:
"A dona aranha subiu pela parede / veio a chuva forte e a derrubou / ela é teimosa e desobediente / sobe, sobe, sobe, nunca está contente / tchibuummm (nesta hora, a mãe imerge o bebê de costas para ela e antes de soltá-lo abaixo da água, dá um giro na sua cinturinha de maneira que ele fique de frente pra ela e suba sozinho para a superfície, quando a mãe voltará a pegar o bebê).
" Professora coloca plataforma no fundo da piscina para que os bebês pisem sobre ela e consigam ficar em pé sozinhos com a água na altura do peito. Estimular que os bebês peguem os objetos que a professora for jogando na plataforma, fazendo para isso, uma leve imersão.
" Professora coloca uma plataforma no fundo da piscina para que os bebês pisem sobre ela e consigam ficar em pé sozinhos com a água na altura do peito. A professora libera o bebê de um lado da plataforma, ele caminha ao som da música: "Eu vou, eu vou / passear agora eu vou / parará tchibum, parará tchibum / eu vou, eu vou, eu vou" e vai ao encontro da mãe. No final da plataforma o bebê dá um mergulho e mãe o segura quando ele voltar à superfície.

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" Professora coloca um tapete flutuante na superfície da piscina para que os bebês pisem sobre ele e consigam ficar em pé sozinhos. A professora libera o bebê de um lado do tapete e ele vai engatinhando, andando ou correndo até o outro lado, onde se encontra sua mãe. Quando chegar ao fim do tapete, ele dá um mergulho e a mãe o segura quando ele retornar à superfície, elogiando-o.
" Professora coloca um tapete flutuante na superfície da piscina para que os bebês sentem firmes sobre ele e consigam ficar sozinhos nesta posição. Assim, todos os bebês sentados ao mesmo tempo no tapete flutuante e as mães segurando o tapete ao lado dos seus filhos cantando: "A canoa virou / quem deixou ela virar / foi por causa do (nome de um bebê de cada vez) que queria só brincar".
" Vamos brincar com o cavalo marinho!!! Cada mãe fica em cima de um aquatubo (como se fosse uma bicicleta) e coloca seu bebê na sua frente, também em cima do espaguete, com uma perna de cada lado. Sempre deixe a parte da frente do aquatubo (cabeça do cavalo)
mais baixa do que a parte de trás do aquatubo (rabo do cavalo) para que a flutuação seja melhor. A mãe vai empurrando o chão com seus pés e se deslocando pela piscina com o bebê em cima do cavalo marinho.
" Professora segura o bebê abaixo das axilas dele e com ele de frente para sua mãe, que se encontra a uns dois metros de distância. Ao sinal: "1, 2, 3 e já", a professora imerge o bebê (imersão rasa) e o solta, de maneira que ele suba para a mãe sozinho, até chegar à superfície e ser pego por ela.


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" Professora segura o bebê abaixo das axilas dele e com ele de frente para sua mãe, que se encontra a uns dois metros de distância. Ao sinal "1, 2, 3 e já" a professora imerge o bebê (imersão profunda), o segura até que ele consiga pegar uma argola no fundo da piscina, e o solta, de maneira que ele suba para a mãe sozinho, até chegar à superfície e ser pego por ela".
" Com o bebê sentado ou de pé na borda (de frente para a piscina) e a mãe de frente pra ele dentro da piscina, ele e a mãe batem palmas enquanto a mãe canta a música:
"Bate palminha / bate palmão / bate palminha pra dar um mergulhãaaaaaaaaaaao" (bebê mergulha na piscina, a mãe o pega quando ele vier para a superfície da água).


3. Atividades finais:
" Cada bebê escolhe um brinquedo preferido no baú de brinquedos da professora (próximo à piscina) e a mãe arremessa este brinquedo dizendo: "Vamos bater a perninha para buscar o......(nome do brinquedo), conduzindo o bebê até lá. Repetir 2 vezes.
" Mães em círculo segurando seus bebês de costas para elas e de frente para o círculo. Balançando os bebês de um lado para o outro, bem lentamente, vão cantando com voz baixa e suave, a seguinte música:
"Se esta água, se esta água fosse minha / Eu mandava , eu mandava rechear / Com peixinhos, com peixinhos coloridos / Só pro meu, só pro meu bebê nadar".
" Brincadeira livre com a mãe
" Exploração dos brinquedos

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. Estas e muitas outras atividades estão disponíveis para que os professores de natação para bebês preparem suas aulas com muito carinho e de acordo com as necessidades de seus bebês. É recomendável que o professor execute o mesmo plano de aula por no mínimo duas semanas, para que haja tempo para o bebê entender e assimilar todos os estímulos propostos. O professor poderá inventar suas próprias cantigas e atividades, bastando para isso usar a sua criatividade e bom senso.

fonte:
Profa.Ms. Linda Denise Fernandes Moreira Pfrimer/ CDOF