boo-box

sábado, 28 de março de 2009

REVISÃO TÉCNICA

Pense rápido!
Oque todos estilos ou nados tem em comum?
Pensou muito e percebeu que muitos detalhes são parecidos.
Vamos rever as descrições técnicas:
Crawl
O corpo fica na posição horizontal em decúbito ventral (barriga para baixo).
O rosto submerso, com água na altura da testa, olhando para frente e para baixo ao mesmo tempo.
As pernas realizam movimentos alternados, iniciando à partir da articulação coxo-femural, em rítmo ativo e passivo.
No ativo, o movimento é de cima para baixo, com a perna levemente flexionada e, com o pé ligeiramente voltado para dentro e o tornozelo relaxado concentrando a força no peito do pé e; no rítmo passivo é o relaxamento do ativo, com extenção total da perna, até que o calcanhar atinja o nível da água.
Deve-se dar muita importância a pernada de Crawl, pois além da propulsão, ela é responsável pelo equilíbrio e sustentação (flutuação).
Os braços executam movimentos de rotação alternados e diferenciados, divididos em 4 fases. Na Fase de Pegada ou apoio, a mão entra na água, ligeiramente inclinada para fora (± 45º do nível da água) a partir do polegar e indicador, bem á frente da cabeça, na linha dos ombros, alongando em seguida o braço a uma distância máxima.






A Fase de Puxada ou tração, após os braços entrarem na água, tem o padrão de um "S" alongado, realizando um pequeno movimento da mão para lateral (apoio), depois aproximando-se do corpo (altura do quadril), mantendo o cotovelo alto, com o objetivo de "pegar grande quantidade de água em pontos diferentes" (Princípio de Bernoulli) e, acelerando o movimento gradativamente.
A Fase de Finalização, ocorre quando a mão passa próxima à coxa, sendo o cotovelo o primeiro a romper a linha da água.
A Fase de Recuperação é na lateral do corpo, o braço fora da água flexionado tendo o cotovelo como ponto mais alto e relaxando à frente para iniciar a Fase de Pegada. Não esquecer de tirar bem o ombro fora da água, pois além de diminuir a resistência frontal, auxiliam o giro da cabeça no movimento da respiração.
Quanto a respiração, ela ocorre no meio da Fase de Puxada de um dos braços (o lado escolhido pelo aluno), enquanto o outro braço encontra-se no momento final da recuperação e próximo à Pegada.
A cabeça faz um giro lateral (para o lado escolhido), mantendo uma das orelhas submersas e a boca livre para inspiração. A cabeça retorna para água juntamente com o braço do lado escolhido, sendo que ela retornará mais rapidamente que ele e o outro braço estará iniciando a Puxada.

Tipos de respiração do Nado Crawl (nº de braçadas x nº respiração): 2 x 1 e 4 x 1 (respiração unilateral); 3 x 1 e 5 x 1 (respiração bilateral).


Costas

O corpo encontra-se na posição horizontal em decúbito dorsal (barriga para cima), com a cabeça fixa e o rosto fora d´água e as orelhas submersas porém na linha da água.

A pernada é o grande segredo de um nado Costas bem executado.
Uma pernada forte significa um melhor posicionamento horizontal, mantendo o corpo flutuando na linha da água, diminuindo a resistência frontal.
As pernas executam movimentos alternados e diferenciados, partindo da articulação coxo-femural, como no Crawl, porém, muda o rítmo ativo e passivo. No ativo, o movimento da perna é de baixo para cima, levemente flexionada, com o pé voltado para dentro, até atingir o linha da água.

Na passivo, ocorre a extensão total da perna e o movimento se dá de cima para baixo.

Não deve-se esquecer que uma boa força abdominal também auxilia o nadador de Costas a manter o quadril elevado na linha da água.
Os braços executam movimentos de rotação alternados e diferenciados.
Na Pegada, o braço entra totalmente extendido bem à frente da cabeça, na linha do ombro, a palma da mão voltada para fora entrando na água primeiramente com o dedo mínimo para uma melhor posição hidrodinâmica.

A Puxada, tem o padrão de um "S" alongado, iniciando após a entrada da mão na água a mais ou menos uns 20cm da superfície.

A elevação do ombro contrário a braçada, auxilia a mão a afundar.

Caso o nadador não afunde a mão, realizará o movimento na maior distância e empurrando a mesma água, contrariando o Princípio de Bernoulli.


Após afundar a mão o nadador movimenta a mão para lateral ou ligeiramente para cima, empurrando a água para trás e para baixo aproximando-se do corpo na altura do quadril, mantendo o cotovelo baixo e acelerando o movimento, com o auxílio do ombro.


A Finalização, ocorre quando da extensão total do braço próximo ao corpo, ao lado da coxa, com a palma da mão voltada para o fundo da piscina empurrando a água para baixo (força de sustentação - objetivando elevar mais os quadris), com ligeira rotação do corpo.


Inicia-se a fase de Recuperação, dando ênfase na elevação do ombro.

O polegar é o primeiro a romper a linha da água, onde o braço encontra-se estendido, porém relaxado.


Executa-se um movimento de rotação do braço e na altura da cabeça, a mão realiza um giro para que o braço entre estendido no prolongamento do ombro e com o dedo mínimo primeiro (Pegada).


Peito

O nadador encontra-se em decúbito ventral, o corpo levemente inclinado com a cabeça mais alta que as pernas (na maior parte da execução do nado).
Durante a pernada a cabeça fica submersa e queixo próximo ao peito.


As pernas realizam movimentos simultâneos. Primeiramente, há uma flexão das pernas, afundando levemente os joelhos e aproximando os tornozelos e calcanhares do quadril.

Com um pequeno movimento dos pés contraídos para fora, e concentrando a força na planta dos pés, empurra-se a água para o lado e para trás, primeiramente afastando a perna e depois a coxa, ocorrendo em seguida a extensão total das pernas e uma rápida aproximação para diminuir a resistência da água e facilitar o deslize do corpo.



Enquanto isso, os braços ficam estendidos à frente da cabeça, para diminuir a resistência frontal e também facilitar o deslize.


Após a finalização da pernada e o deslize do corpo, inicia-se a fase da Pegada, onde os braços que encontram-se estendidos à frente da cabeça, e com a mão ligeiramente inclinada para fora, realizam a braçada afastando lateralmente os braços (este movimento também é propulsivo), até atingirem a linha dos ombros, onde começa a fase da Puxada, que tem o padrão "ovalado" de tracionar a água para trás e para o lado, mantendo os cotovelos mais altos que os antebraços, até atingirem a linha dos ombros e abaixo do corpo.


Até esse momento, a cabeça permanece na água e as pernas relaxadas.


Ao final da Puxada e início da Finalização, onde ocorre a rápida aproximação dos cotovelos ao corpo, com ligeira rotação dos antebraços, eleva-se a cabeça para o início da respiração, recuperação dos braços e recuperação das pernas.


A fase de Recuperação dos braços poderá ser realizada com as mãos acima da linha da água .


Deve-se estender os braços rapidamente à frente da cabeça, e colocando ao mesmo tempo a cabeça na água.


Durante esse mesmo instante será realizada a pernada.
Uma observação deve ser dada para quem realiza a recuperação com a mão acima da linha da água. O dedo mínimo deverá ficar próximo da àgua e os cotovelos não poderão sair de dentro da água .


Nesse estilo, o atleta que eleva muito as mãos poderá ter problemas quanto ao desgaste fisicológico.



Borboleta


O corpo fica na posição horizontal em decúbito ventral.


Toda a cabeça submersa (a não ser no momento da respiração) e queixo próximo ao peito (osso externo).
A pernada no Borboleta é fundamental, pois além da propulsão, também ajuda na sustentação do corpo no momento da respiração.
Elas realizam movimentos simultâneos, a partir da articulação coxo-femural (com reflexo no restante do corpo - movimento ondulatório), num rítmo ascendente/descendente. As pernas e os pés encontram-se para trás, no movimento descendente e ligeiramente flexionados no movimento ascendente (até que os tornozelos atinjam o nível da água).

O iniciante deve manter o quadril relaxado e concentrar a força no peito dos pés.
Os braços entram simultâneamente na água (fase Pegada), bem à frente da cabeça na linha dos ombros.
As mãos ficam a mais ou menos 45º do nível da água, com sua palma voltada para fora, entrando na água primeiramente com o polegar.

A Puxada tem o padrão do "S" alongado, para cada braço, iniciando-se de forma subaquática, afastando os braços para lateral logo após a entrada na água, aproximando-se do corpo (na altura do quadril), mantendo os cotovelos altos, coincidindo com a elevação da cabeça, respiração e pernada (movimento descendente).


A Finalização ocorre quando as mãos passam próximos às coxas, com a palma voltada para dentro, rompendo a linha da água primeiramente com o cotovelo.
Durante a Recuperação dos braços, primeiramente coloca-se a cabeça na água após a respiração, depois os braços passam pela lateral do corpo por cima da água, flexionados e os cotovelos altos, entrando novamente bem à frente da cabeça para iniciar a fase da Pegada. Quanto a coordenação braço-perna-respiração, inicia-se a braçada com uma pernada, e durante a aproximação das mãos(na altura do quadril), realiza-se outra pernada e a elevação da cabeça para respiração. A respiração ocorre quando as mãos estão próximas do abdome e execução de uma pernada.

Todos os nados tem fases bem parecidas, basta pensar que o objetivo maior é o deslocamento eficiente e econômico.
Para isso os princípios básicos como vencer a resistência, tração, propulsão e hidrodinâmica não podem ser desprezados.
Com maior ou menor enfase o DESLIZE e DESLOCAMENTO estão presentes em todos os estilos.
Um pouco Técnica é muito bom!

quinta-feira, 5 de março de 2009

NATAÇÃO TREINAMENTO


NATAÇÃO TREINAMENTO




Para elaborar bem de forma segura um programa de treinamento, segue abaixo dicas bastante úteis para todos.


O primeiro objetivo dos educadores e treinadores em educação física é construir programas de treinamento e condicionamento mais eficientes, individualizados, para seus alunos e atletas.


Um programa de condiconamento eficiente depende:


- conhecimento dos processos fisiológicos

- capacidade de aplicar aquele conhecimento





As maneiras de se condicionar o corpo para o desempenho máximo depende de entre outros de dois princípios básicos de treinamento:


- especificidade

- sobrecarga

ESPECIFICIDADE
O treinamento verdadeiramente específico envolve todos os processos metabólicos que fornecem energia durante a competição.

Cada um destes deve ser isolado e enfatizado, na prática, de maneira que resultem em seu melhoramento máximo.

Assim, quando falamos de treino específico, devemos considerar mais que a simples natação no ritmo de competição. O conceito de treinamento específico deve ser ampliado para incluir quaisquer ritmos e exercícios que possam ser usados para isolar e treinar as várias funções metabólicas que armazenam e liberam energia e que contribuem para o êxito do nadador em determinada distância.

Atingimos melhor certas adaptações musculares quando nadamos as repetições em velocidades superiores as usadas nas provas de competição, e alcançamos melhor outras adaptações musculares e circulatórias quando nadados repetições em velocidades inferiores as usadas nas provas de competição.

SOBRECARGA





O treinamento é mais eficiente quando ele faz demandas verdadeiramente desafiadoras aos vários processos metabólicos restauradores de energia.

PROGRESSÃO

Quando se sobrecarrega processos metabólicos específicos por vários dias, há uma sensação de esforço reduzido.
Ela indica que ocorreram certas adaptações fisiológicas que aumentaram a capacidade de repor energia e eliminar resíduos, e também que o treinamento já não está mais na zona de sobrecarga.
Se o treinamento prosseguir na mesma intensidade, ele apenas manterá o atual estado de condicionamento, sem melhorá-lo. Para que haja melhora, é preciso aumentar o treinamento até que os processos metabólicos apropriados sejam novamente sobrecarregados.

O número de possíveis planos de progressão é limitado apenas pela criatividade dos treinadores e nadadores.

TREINAMENTO INTERVALADO

Neste século houve uma grande investida contra os recordes. Uma tendência a quebra de recordes é comum em competições esportivas.
Um dos muitos fatores que indubitavelmente tem contribuído para este fenômeno é a melhoria das técnicas e dos métodos de treinamento. O refinamento de um destes métodos, o treino intervalado, provavelmente tem produzido mais vitórias atléticas do que qualquer outro sistema de condicionamento.

Treino intervalado, como diz o nome, é uma série de períodos de repetidos de exercícios alternados com períodos de descanso. Exercícios leves ou moderados, usualmente ocupam este período de descanso.







TERMOS DO TREINAMENTO INTERVALADO

DISTÂNCIA DA REPETIÇÃO: (D) - Quanto maior a distância menor o número de repetições.

INTERVALO DE TRABALHO: (I) - O período de repouso é usualmente expresso em relação ao intervalo de trabalho, ambos formam uma proporção trabalho-repouso e podem ser expressos como segue: 1:1/2, 1:1; 1:2; 1:3....


REPETIÇÕES: (R) - o número de períodos de trabalho dentro de uma série.

TEMPO DE PERCURSO (T): - ritmo com o qual o trabalho é executado.

AÇÃO DURANTE O INTERVADO (A) - O intervalo de repouso pode consistir em: (1) repouso absoluto; (2) atividade leve ou (3) exercício moderado


SÉRIES -

REPETIÇÃO PERÍODO DE TRABALHO TEMPO DE RECUP.

DIST. TREIN. TEMPO DE TREIN.

SÉRIE 1

SEIS VEZES 200 m 33 seg 1:39

6 X 200 - 0:33 (1:39)


FCMAX = 220 - IDADE

FCMAX NATAÇÃO = 220 - IDADE - 13

% TRABALHO AERÓBICO = 70 A 90 % (DIRETO)

KARVONNEN - FCT = (FCMAX - FCR) x % + FCR

KURT WILKE : FCT = 4/5 (FCMAX - FCR) + FCR

SENSAÇÃO SUBJETIVA DE BORG

% DO MELHOR TEMPO

PLANEJAMENTO DO TREINAMENTO

*NO TREINAMENTO CIENTÍFICO NÃO HÁ LUGAR PARA IMPROVISAÇÃO *









FATORES DE TREINAMENTO

1. Muscular

2. Fisiológicos

3. Psicológico

4. Social

5. Político

PARA ALCANÇAR ESTES FATORES

1º Princípio - trabalho individual (cada atleta um caso)


2º Princípio - trabalho de equipe


3º Princípio - organização do trabalho


4º Princípio - modificação no regime de trabalho

5º Princípio - variedade nos meios de trabalho


6º Princípio - controle do trabalho:

  • revisão
  • fiscaliza
  • observação
  • condução

PLANEJAMENTO DA CONDIÇÃO FÍSICA

1. PESQUISA

2. PROGRAMAÇÃO

3. EXECUÇÃO

4. AVALIAÇÃO



1. PESQUISA GERAL

1. locais de treinamento

2. material

3. alimentação

4. locais de concentração

5. sociograma (equipe)

6. calendário

7. tempo para treinamento

8. condições físicas dos atletas

9. vida do atleta (histórico)

10. relacionamento (família/coletas/dirigentes)

11. interesse, grau de aspiração

12. altitude

13. temperatura

14. umidade relativa

15. locais de competição

EXAMES

1. biométrico (cineantropométrico)

2. dentário

3. cardiológico

4. radiológico

5. clínico

6. laboratorial (sangue, urina, fezes)


TESTES
1. força
2. potência
3. velocidade (reação, deslocamento)
4. flexibilidade
5. resistência muscular localizada
6. coordenação
7. resistência geral


PROGRAMAÇÃO

PRAZO:
Curto
Médio
Longo

DIFERENCIAR:
Iniciantes
Em evolução
Experientes

CICLOS DE TREINAMENTO:
Macro

Meso

Micro

EQUIPE: - professores mais de 20 atletas

- técnicos comporta mais professores e técnicos

- médicos

- nutricionista

- psicologo etc...


EXECUÇÃO

Executar o planejamento.


AVALIAÇÃO

A avaliação deve estar presente em todo o período de treinamento, para concluir se:

- houve progresso durante a etapa de condicionamento. Verifica-se através de testes aplicados e os resultados das competições;

- houve progresso, estacionamento ou regressão das condições físicas;

- em caso de estacionamento ou regressão da condição física, avaliar qual o fator ou fatores que estão atuando negativamente;

- prevenir para não haver perigo de estafa;

- fase de testes, pra comparação com os iniciais.

Síndorome do 'Overtraining"

Além do talento individual, faz parte das prerrogativas para a obtenção do sucesso no esporte o treinamento físico planejado.
Atletas, tanto profissionais quanto amadores, dedicam horas de sua preparação aos exercícios físicos e sentem que, com o aprimoramento da forma física, tendem a adquirir um melhor desempenho na sua modalidade esportiva.
relação não é diretamente proporcional, ou seja, muitos atletas que exageram na preparação física, começam a verificar uma redução no seu desempenho atlético.

Este fato concreto, mensurável, é apenas um dos sinais que compõem a síndrome do overtraining.

Algumas causas de fadiga crônica em atletas Comuns:

  • Doenças virais - infecções do trato respiratório superior, mononulceose infecciosa
  • Depleção das reservas de ferro;
  • Ingesta inadequada de proteínas
  • Período de sono insuficiente

Menos comuns:

  • Desidratação
  • Asma induzida pelo exercício
  • Deficiências de magnésio, zinco ou vitamina B12
  • Síndrome de fadiga pós-viral
  • Doenças alérgicas
  • Anemina
  • Estresse psicológico; ansiedade, depressão

Medicações: beta-bloqueadores, ansioliticos, anti-histaminicos

Raras:

  • Tumores malignos
  • Problemas cardíacos
  • Endocardites bacterianas
  • Diabetes
  • Hipotireoidismo
  • Insuficiência renal
  • Desordens neuromusculares
  • Infecções
  • Hepatites A, B e C
  • Aids (entende-se comportamentos de risco)
  • Malária
  • Desordens alimentares
  • Apresentações clínicas do overtraining
  • Sinais e sintomas Redução do desempenho
  • Incapacidade para atingir metas de desempenho previamente estabelecidas
  • Prolongamento do período de recuperação de tolerância da carga de trabalho
  • Redução da força muscular
  • Decréscimo da capacidade máxima de trabalho
  • Perda de coordenação
  • Redução da eficiência/amplitude dos movimentos
  • Ressurgimento de erros já corrigidos
  • Redução na capacidade de diferenciação e correção de falhas técnicas
  • Alterações na pressão sanguinea
  • Alterações na FC de repouso, exercício e recuperação
  • Aumento do VO2 e cargas submáxioas de trabalho Elevação da taxa metabólica basal
  • Lesões musculares
  • Retardo da menarca
  • Amenorréia
  • Emagrecimento
  • Mal-estar generalizado
  • Fadiga crônica
  • Insônia
  • Sede
  • Perda de apetite
  • Dores de cabeça Náuseas
  • Cansaço muscular
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Apatia geral
  • Redução da auto-estima/ sensação de inferioridade
  • Dificuldade de concentração no trabalho e no treinamento
  • Medo de competir
  • Aumento na suscetibilidade e na severidade de resfriados, altergia, etc...
  • Reativação de infecções herpéticas

Alterações mensuráveis por exames complementares

  • Padrão da onta T anormal no eletrocardiograma
  • Desvio da curva de lactato para o eixo x
  • Elevação da proteína C-reativa
  • Variações significativas na relação entre linfócito CD4-Cd8
  • Decréscimo na contagem total de linfócitos
  • Aumento na contagem sanguine de eosinófilos
  • Redução na atividade funcional dos neutrófilos Baixa concentração de glicogênio muscular
  • Decréscimo dos níveis de hemoglobina
  • Decréscimo do conteúdo mineral corporal
  • Elevação dos níveis de cortisol Redução da testosterona livre
  • Aumento na produção de ácido úrico.

FATORES BÁSICOS NA FORMAÇÃO DE UM ATLETA

1FORMAÇÃO TÉCNICA PRIMÁRIA

a) domínio elementar do corpo

b) dominío do corpo e do elemento na realização da técnica

c) domínio do meio

2. APERFEIÇOAMENTO DA TÉCNICA

a) estudo e avaliação das possibilidades do atleta

b) técnica da especialidade
c) aperfeiçoamento da técnica superior e de competição

3. DESENVOLVIMENTO DA POTÊNCIA ORGÂNICA

A) condição funcional (fisiológica)

B) desenvolvimento da resist. Aeróbica e anaeróbica


4. DESENVOLVIMENTO DA POTÊNCIA MUSCULAR

a) básica geral

b) espefícica (da prova)

5. TREINAMENTO COMPLEMENTAR

a) dieta
b) normas de vida

c) descanso

d) psicológico

6. CONTROLE DO TRABALHO

a) carnê de treinamento
b) registro diário

c) controle e análise permanente

d) mudança de orientação quando conveniente


DIVISÃO DO PERÍODO DE TREINAMENTO

Um programa de treinamento pode ser dividido em quatro ou cinco períodos fundamentais:


1) PERÍODO: pré-temporada (1 mês)

2) PERÍODO: inciação ao treinamento e correção do estilo (1-4 meses)

3) PERÍODO: determinação da melhor condição específica do desportista (trabalho básico) (1-4 meses)

4) PERÍODO: polimento (2 semanas a 2 meses)

5) PERÍODO: manutenção (conservação da forma) 1-5 dias em épocas de competição.

PROGRAMA

1) PRÉ-TEMPORADA

- trabalho fora d'água - flexibilidade

- testes

- trabalhos com peso

- water-polo

- nadando solto

- filmes, leituras

- técnicas


2) INICIO DE TEMPORADA (2 MESES)

- 90 minutos diários

- distância sem registro de tempo

- técnica (correção)

- força

- intervalos pequenos

- não é trabalho de qualidade e de quantidade

- entrosamento do grupo é importante

- mais enfase aos nadados






- pouco trabalho de perna muito de braço


3) MEIO DE TEMPORADA (2 meses)

- só competição entre dois times - trabalho social

- maior técnica maior distância no seu estilo (30%) - treinamento especifico (sprinters, medley, distância, técnica do estilo)

- palmar - trab. de braço - trab. de perna

- médias e longas distâncias

- exaustão (stress) - 100 % esforço

4) FINAL DE TEMPORADA - 3 semanas antes

- 10 sec. Sprints

- saidas

- diminui o trabalho

- broken - variado sem nunca dar tempo exato

- meia distância ou distância ou distância

- 2 semanas antes 1 turno só

- treinamento de passagem

- chave do polimento não é o que se faz na última hora

TIPOS DE REPETIÇÕES

É importante que o treinador crie séries de treinamento mais variadas possiveis, sem fugir do objetivo.

1) STRAIGHT SET (série direta) - Distância, intervalo e velocidades constantes, pode-se trabalhar aeróbica ou anaeróbicamente.

Ex: 10 X 50 / 40"
5 X 400 / 5:00

10 x 200 / 2:30


2) DESCENDIG SET (série crescente - diminuindo o tempo) - treinamento progressivo

= aumentando a velocidade a cada tiro.

Obs.: este tipo de série inicia aeróbica e progredi para anaeróbica.

Ex.: 10 x 100 m/ 1:30

20 x 200 m/ 2:30

4 x 400 m/ 5:40 ou

4 x 5 x 50 m

Ex.: melhor tempo de nadador por exemplo é de 30 s. Nadara os primeiros 50 m para 38 s e os tiros seguintes 1 segundo mais rápido. O quinto tiro será para 34 s, e o sexto reiniciará a 38 s.

As séries progressivas oferecem certas vantagens em relação as séries uniformes:

- como o nadador a cada repetição deve nadar a uma velocidade determinada, que aumenta progressivamente a cada um dos tiros, ele se vê obrigado a controlar em cada tiro se as velocidades pré-estabelecidas foram alcançadas.

Desta forma se formará uma alta percepção na aplicação da força necessária, expressada em uma determinada velocidade de nado.

Ou seja, se desenvolve a esta sensibilidade como a percepção do tempo. É importante trocar a velocidade a cada tiro, e também informar o tempo real do tipo para o desenvolvimento desta percepção.

- Com a velocidade variada, a probabilidade de uma grande parte das repetições serem nadadas a uma intensidade correta é muito maior, melhorando assim a resistência de base.

- A intensidade do aumento em forma e essência corresponde aos atuais sistemas táticos da competição em todas as distâncias.

3) NEGATIVE SPLIT SET

Divide a distância da série em dois. A primeira parte é nadado e a segunda parte numa velocidade mais forte.

Trabalho inicial de passagem :

dos 300 tem que ser mais forte (rápido) que a passagem dos 300 m nos 400m, nos 200m .....

10 x 200 / 3:30

4)INCREASING INTERVAL SET

Maior intervalo a cada largada, aumentando cada vez mais a intensidade

EX.: 10 x 100 / 1:20; 1:25; 1:30; 1:35; 1:40; 1:45.......etc)


5) DECREASING INTERVAL SET

Menor intervalo a cada série, diminuindo ou não a intensidade.

5 x 100 (5/1:40, 5/1:35; 5/1:20)

6) VARYING DISTANCE SET

A) LOCOMOTIVE

50 - 100 - 150 - 200 - 200 - 150 - 100 - 50 = 1000 m

Obs: intervalo aumenta a cada largada - Na volta (2º parte) tem que ser mais forte que na 1º parte

B) 400, 300, 200, 100


Obs.: os 300 tem que ser mais forte (rápido) que a passagem dos 300 m nos 400m, nos 200m .....

7) BROKEN - SET

Normalmente utilizado na segunda (meio da temporada) ou última fase (polimento) da temporada, quando se quer maior intensidade. Maior velocidade possível.

Broken 200

4 x 50


2 x 100

8 x 25



Broken 400

4 x 100

8 x 50


8) Aceleração no meio da série

A partir de um nado lendo sobre uma determinada distância (100m), se executará uma aceleração de 5 - 8 metros a uma velocidade máxima, no meio da série.

Ou, numa piscina de 50 m se colocará marcas nos 15 e 35 metros, delimitando os pontos de aceleração



9) Aceleração, volta rápida, aceleração


A aceleração inicia 5 metros antes da virada e finaliza 5 metros após a mesma.

10) Acelerações irregulares

Ao sinal do treinador, realizar aceleração e no outro sinal desacelerar


11) Diferentes "sprints"em séries de quatro


3 x 4 x 50

a) metade da distância velocidade máxima - metade nado suave b) metade da distância nado suave - metade velocidade máxima
c) iniciar nado suave e ir aumentado a cada distância pré-estipulada
d) distância total em velocidade máxima


12) Séries com revezamento

Um número de atletas em cada equipe deverá variar conforme o tempo que eu desejo para o intervalo atividades práticas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Dor de ouvido do nadador

Muitas vezes ao mergulharmos sentimos uma dor no ouvido pode ser leve ou intensa, a questão algo está errado.
A profundindade pode ser excessiva para você ou sua saúde não está perfeita no momento.


Os motivos da dor podem ser diversos, uma causa comum de dor de ouvido é a obstrução da Tuba de Eustáquio (veja desenho).
A imagem “http://www.musicaeadoracao.com.br/images/ouvido.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Esta se estende da parte posterior do nariz até o ouvido médio.
Quando bloqueada, acumula secreção no ouvido provocando dor.
Podem causar otites: infecção do ouvido médio, resfriado, sinusite e alergias.
Outras causas de dor de ouvido incluem: mudança na pressão do ar, como em aviões, mergulhar rapidamente, algo "preso" no ouvido, excesso de cera, problemas dentários e trauma local.



Dor intensa deve ser tratada por um médico.
O tratamento dependerá da causa.
Geralmente inclui analgésicos, antibiótico para a infecção e medidas para limpar e desobstruir o canal do ouvido.
Entretanto, se a dor for leve ou moderada, e sem outros sintomas associados, você pode apenas adotar as medidas de autocuidado.
Um exemplo é a "dor do nadador", que afeta o ouvido externo.


Prevenção

Muito pode ser feito para prevenir as dores de ouvido.




Nunca introduza em seu ouvido objetos como cotonete e grampo de cabelo, ou o seu dedo.

Utilizá-los para coçar ou limpar o ouvido pode machucar o canal e até o tímpano.


Ao assoar o nariz, faça-o suavemente, uma narina de cada vez. Não fume.


O cigarro e o fumo passivo pode aumentar o risco de obstrução da Tuba de Eustáquio.



Perguntas a fazer

Além da dor no ouvido você sente alguns dos sintomas abaixo?

  • - Pescoço duro
  • - tenso
  • - febre
  • - tontura
  • - náusea ou vômito

Em criança:

  • ela não responde a nenhum som, mesmo ao estalo de dedos ou à batida de palmas?

Existe algum dos sinais de infecção:

  1. - febre igual ou acima de 38,9o C;
  2. - saída de secreção do ouvido, espessa, esverdeada ou com sangue;
  3. - dor severa e/ou que aumenta ao balançar ou tocar a orelha.

A criança apresenta alguns dos sinais: (Esses sinais são especialmente importantes após resfriados, gripes, viagens de avião, ou se a criança tiver história prévia de problemas de ouvido)

  • - Febre;
  • - choro prolongado;
  • - ouvido quente e doloroso ao toque;
  • - constantemente toca, puxa ou aperta a orelha/ouvido;
  • - irritação, agitação ou comportamento estranho, principalmente à noite ou quando deitada.

A dor é persistente, intensa ou apareceu após alguma das situações?

  • - Trauma no ouvido;
  • - assoar o nariz com força, várias vezes;
  • - ter colocado qualquer tipo de objeto no ouvido;
  • - gripe, sinusite ou outra infecção das vias aéreas;
  • - nadar com a dor se tornando intensa ao puxar ou tocas a orelha;
  • - exposição a ruídos muito altos (exemplo: concertos de rock).

A dor está associada a perda da audição, zumbido, tontura ou náusea?

Algum objeto pequeno ficou preso em seu ouvido ou algum inseto entrou e você não consegue remove-lo? A dor de ouvido está associada a dor na articulação mandibular, dor de cabeça ou presença de estalo ao abrir/fechar a boca



Dicas de autocuidado




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Para diminuir a dor:

  • Coloque sobre o ouvido uma toalha aquecida ou bolsa térmica (calor baixo) ou bolsa de água quente. Cuidado para não colocar com calor muito intenso e provocar queimaduras na pele.

  • Tome analgésicos comuns
Para desobstruir a Tuba de Eustáquio e facilitar sua drenagem:


  • Sente-se

  • Durma com a cabeça elevada

  • Boceje (movimenta os músculos que abrem a Tuba de Eustáquio)

  • Masque chiclete ou chupe bala dura (não dar para crianças abaixo de 5 anos). Esta medida funciona principalmente em casos de mudança de pressão durante viagens aéreas, mas também é útil quando se acorda no meio da noite com dor de ouvido.

  • Permaneça acordado durante pousos e decolagens de avião

  • Tome um descongestionante, o que ajuda a secar e diminuir a produção da secreção que obstrui o ouvido provocando a dor.

  • Não use descongestionante nasal por mais de três dias sem orientação médica.

  • Use descongestionante:

    - Ao primeiro sinal de gripe, se você costuma ter dor de ouvido quando gripado
    - Uma hora antes da decolagem e do pouso, se você estiver com gripe ou secreção nasal/sinusite.

  • Delicadamente, mas com firmeza, "assoe" o nariz tampando as duas narinas até ouvir um estalo. Isto ajuda a drenagem do ouvido, e pode ser feito várias vezes ao dia exceto quando houver secreção nasal ou dor.

  • Mantenha a criança sentada ao dar a mamadeira

  • Em viagens de avião, dê mamadeira ao bebê durante pousos e decolagens
Tratamento de casos leves de "dor de ouvido do nadador":

  • O objetivo é limpar e secar o canal do ouvido externo sem machucar a pele.

  • Balance a cabeça para expelir a água

  • Seque o canal do ouvido.Pegue um lenço facial limpo, torça sua ponta e introduza-a no canal por 10 segundos. Repita no outro ouvido como um novo lenço.

  • Caso a água não saia, pingar 2 gotas de álcool em cada ouvido

  • Não retire a cera do ouvido. Ela forra e protege o canal.

  • Não use cotonetes
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Para evitar a "dor de ouvido do nadador":

  • Use plugues de ouvido de cera ou silicone, que são macios e podem ser moldados para encaixar no ouvido. São encontrados em farmácias e lojas de artigos esportivos

  • Use touca para evitar a entrada de água nos ouvidos

  • Não nade em águas sujas

  • Nade na superfície da água ao invés de mergulhar Em casos de inseto no ouvido:

  • Ilumine o ouvido. A luz pode provocar a saída do inseto

  • Se o inseto não sair com a iluminação do ouvido, pingue 2 gotas de álcool para matar o inseto e procure um médico para remove-lo do ouvido

  • Não tente retirar o inseto com objetos como pinças, etc.

  • A imagem “http://www.daninatacao.com.br/images/fotos/01/05_big.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Crianças pequenas ao iniciar a natação por estarem em formação e possuírem maior sensibilidade auditiva muitas vezes apresentam otites crônicas.

As dicas acima também valem para esses casos porém se a imunidade não contribui para a prática é aconselhavel diminua a prática aquática ou suspenda totalmente até obter um resultado satisfatório, ou seja a cura.


Mas principalmente ao sinal de dor procure um especialista, ou seja um médico.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Para pensar um pouco...


O negro na natação mundial
29/12/2008




Ossos pesados, falta de atrativos, dificuldades financeiras, seja qual for o motivo, a raça negra ainda está distante das piscinas.


Fomos atrás de números, estatísticas e razões para que isso ocorra não só no Brasil, mas, no mundo inteiro.
Os resultados são poucos e decidimos contar um pouco da história dos nadadores negros.
A USA Swimming faz estatística dos seus membros há anos e, desde 1990, o índice dos chamados “afro-americans” é igual ou inferior a 1%.
Existe um grupo muito grande que se declara 40% “mixed”, mas o certo é que o percentual é realmente inexpressivo.
Nos nadadores hispânicos o índice também não é expressivo.
São apenas 2,5% no volume total de atletas registrados na USA Swimming.
A África do Sul venceu o Troféu Chico Piscina em 2004 com dois nadadores negros na equipe.
Foi a primeira vez que a seleção teve atletas negros na equipe.
Atualmente, dois nadadores negros já fazem parte da Seleção Nacional Absoluta.

Nos Jogos Olímpicos de Atenas, apenas dois negros chegaram às finais.
A francesa Malia Mettella que foi prata nos 50m Livre e quarta colocada nos 100m Livre.













E o brasileiro Gabriel Mangabeira, sexto colocado nos 100m Borboleta.






O Brasil tem incrementado o espaço para os nadadores negros e, a cada ano, vemos mais e mais representantes chegando ao pódio.

Existem pesquisas e estudos científicos na área, mas existe muita suposição baseada nas condições sócio-econômicas da comunidade.



É fato que a raça negra tem estrutura esquelética mais densa do que a raça branca.
Ainda se relaciona o fato de gordura corporal, o que dificultaria o negro de boiar.



Entretanto, esse fator não é comprovado cientificamente.
O fator que tem deixado os negros de fora da Natação são as dificuldades sócio-econômicas que mantém a raça longe das piscinas.

A Natação é reconhecidamente um esporte branco e que requer uma participação econômica que restringe não só pretos, mas brancos ou qualquer outra raça sem poder aquisitivo.




Kaio Márcio e Gabriel Mangabeira



Fora o problema econômico, existe ainda o problema social que, embora não pareça ser efetivo é bastante grande.


Nos Estados Unidos, onde milhões de negros fazem parte da classe média ou alta, não existe o fator atrativo para a raça neste esporte.
Negros se identificam mais com outras modalidades como Futebol americano, Basquete e Atletismo.

Sempre existem as exceções e, mesmo raras, encontramos diversas atuações de destaque.
Anthony Nesty não foi o primeiro negro medalhista olímpico.
Ele foi o primeiro ouro negro dos Jogos Olímpicos.
Aliás, também campeão mundial, pois, em 1991 também derrotou Matt Bioni na prova dos 100m Borboleta.



Anthony Nesty nasceu em Trinidad & Tobago, mas ainda bebê mudou para o Suriname onde é, até hoje, o maior herói do esporte nacional.


Sua vitória histórica foi nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988 na prova dos 100m Borboleta, por apenas 1 centésimo sobre a estrela Matt Biondi: 53:00 contra 53:01.



Nesty tornou-se imbatível no mundo da Natação durante três anos na prova dos 100m Borboleta e voltou a ser medalhista olímpico em 1992 quando ficou em terceiro lugar na prova. Ele esteve em três Jogos Olímpicos: 1984, 1988 e 1992.
Sua carreira ganhou atenção internacional após a medalha de ouro nos 100m Borboleta e bronze nos 200 do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis.


Começou a nadar no Suriname, onde obteve destaque ganhando uma bolsa do governo para estudar na Bolles School, na Flórida, EUA.




De lá, foi para a Universidade da Flórida, onde construiu uma carreira de sucesso com resultados e títulos do NCAA.
Sua vitória olímpica lhe deu condição de herói nacional com selo emitido com sua face, moedas de ouro, músicas, torneios comemorativos e até mesmo o avião presidencial ganhou o nome de Anthony Nesty.
Michael Norment foi medalha de prata no Pan-Pacífico de 1997 na prova dos 100m Peito.

Byron Davis ficou a três décimos de segundos de ser o primeiro negro a fazer o time olímpico americano em 1996.
Ele liderou a prova dos 100m Borboleta por 95 metros mas “pregou” no final e terminou em quarto no Olympic Trials.

Alison Terry foi co-capitã do time americano nas Universíades de 1999 em Palma de Mallorca onde venceu a medalha de ouro no Revezamento 4 x 100m Livre feminino.


Anthony Ervin se tornou o primeiro negro americano a conseguir vaga no time americano para os Jogos Olímpicos.
Ervin é filho de mãe branca com pai mistura de preto e índio, suas feições são bem misturadas. Ele foi ouro nos 50m Livre empatado com Gary Hall em 2000, também esteve no revezamento de prata do 4 x 100m Livre em Sidney.

No ano seguinte, no Mundial de Fukuoka, venceu quatro medalhas de ouro. Se retirou aos 22 anos de idade, mas retornou sem muito compromisso no ano passado.

Também ganhou espaço na mídia ao leiloar sua medalha de ouro olímpica no ano passado as vítimas do Tsunami na Ásia.
A primeira negra no time olímpico americano veio em 2004 com Maritza Correia.

Uma nadadora nascida em Porto Rico, mas que ainda jovem se mudou para os Estados Unidos. Ela foi recordista americano dos 50 e 100m Livre em piscina de jardas quando defendia a Universidade da Geórgia.
No ano passado, mais um negro ganhou espaço na natação americana.


O velocista Cullen Jones que ganhou a medalha de ouro nas Universíades na prova dos 50m Livre com um expressivo 22:17. Este ano, ele venceu a prova no NCAA defendendo a North Carolina State. Sua marca 19:07 em piscina de jardas está a apenas 2 centésimos do recorde americano.


O cubano Neisser Bent venceu medalha de bronze nos 100m Costas dos Jogos Olímpicos de 1996.
Melia Mettela, nasceu na Guiana Francesa, um país na América do Sul entre o Brasil e o Suriname. Sua mãe é marroquina, mas a família morou durante anos na Argélia. Foi lá que Melia começou a nadar, mas teve de parar por conta da guerra. A volta ao esporte foi na Guiana Francesa onde teve o apoio da mãe e da irmã mais velha. Agora francesa, Melia Metella foi prata nos 50m Livre em 2004.
A Grã-Bretanha teve o seu primeiro e único negro na Natação olímpica em 1980 com Paul Marshall, mas nada de medalhas.
Leah Martindale, velocista de Barbados, foi quinta colocada nos 50m Livre em Atlanta 1996.
Mateus Lordelo, baiano, foi o primeiro negro brasileiro a ganhar uma medalha em Copas do Mundo.



Ele fez isso em 1999 na prova dos 200m Borboleta.
A mídia faz o que quer. Cria e destrói heróis. Os Jogos Olímpicos de Sidney tiveram um herói sem sentido.


O negro Eric Moussambani entrou para a história como o negro mais promovido da natação mundial em todos os tempos. E não foi pela sua excelente performance. Pelo contrário. Foi pela falta de performance.


Eric Moussambani nadou os 100m Livre para 1:52:77 ficando em 71º lugar, claro que último, numa prova que foi vencida por mais de 1 minuto a sua frente.



Utilizado pela mídia, o nadador da Guiné Equatorial ganhou o seu Fast Skin da Speedo e virou modelo mundial de determinação ao esporte. Até mesmo o seu traje de banho está no Museu Olímpico em exposição.
As chamadas exceções, ou os chamados sucessos de uma música só, isto porque são talentos fora de série, que apareceram levaram o nome de seu país as alturas mas também foram as exceções na história internacional de sucesso da natação de suas pátrias.
A revista americana Swimming World cometeu uma grande injustiça ao anunciar na sua edição de agosto os nomes dos atletas escolhidos como os Atletas do Ano nos Estados Unidos em High School.


A revista, que é a maior autoridade especializada em natação na mídia internacional desconheceu o fato do nadador de Barbados Bradley Ally ter sido o maior destaque da temporada escolhendo o americano Alex Righi como o destaque masculino. .
Bradley superou o recorde nacional dos 200m Medley quebrando uma marca de mais de 10 anos de idade e superando-a por mais de 1 segundo sobre o recorde anterior. O novo recorde é de 1:46:31. Além disso, Bradley também foi o segundo melhor nadador do país na prova dos 100m Peito quebrando o recorde estadual da Flórida com 54:76.
Bradley Ally, o nadador injustiçado é atleta do treinador brasileiro Alex Pussieldi e representa o St. Thomas Aquinas High School, uma escola que está no ranking nacional americano das Top 10 nos últimos 5 anos.

A revista Sports Illustrated escolheu o St. Thomas Aquinas High School como o terceiro melhor programa esportivo dos Estados Unidos. Bradley Ally é originário de Barbados e um dos poucos destaques negros da natação nos Estados Unidos.
Ele esteve nos Jogos Olímpicos de Atenas e também nos Jogos Pan Americanos de 2003 em Santo Domingo.
Os americanos insistem em dizer que Anthony Ervin, medalha de ouro nos 50m Livre empatado com Gary Hall em 2000 é negro.

Ele mesmo sempre repetiu: “Eu não pareço negro”.
Anthony Ervin que se retirou da natação no ano passado é filho de pai negro e mãe branca mas suas feições não são negras e daí a controvérsia.
Em nível mundial o maior feito da natação negra foi sem dúvida a vitória olímpica de Anthony Nesty do Suriname nos Jogos Olímpicos de Seul contra o então favorito americano Matt Biondi.

Anthony Nesty venceu a prova por apenas um centésimo em prova que já parecia totalmente ganha por Biondi. Anthony Nesty também seria finalista na mesma Olimpíada na prova dos 200m Borboleta terminando em oitavo lugar e voltaria ao pódium nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona ficando com o bronze nos 100m Borboleta.
Nesty também foi o primeiro e único negro a se sagrar campeão mundial. Isto aconteceu em 1991 em Perth na Austrália.
Anthony Nesty virou o maior e mais conhecido herói nacional de seu país em todos os tempos. Depois das conquistas, Nesty virou nome da única piscina olímpica do país, além de dar nome ao DC-8 o avião nacional, tem sua esfinge estampada no dinheiro do Suriname, em moedas e em selos.
Os negros voltaram a subir ao pódium em 1996 em Atlanta. Agora com o cubano Neisser Bent na prova dos 100 costas ficando com a medalha de bronze. Nos mesmos jogos, a velocista Leah Martindale de Barbados chegou em quinto lugar na prova dos 50m Livre.
Fora isso, nem as semi-finais de qualquer outra prova tivemos um nadador negro incluído.

O melhor resultado foi o do brasileiro Edvaldo Valério Silva, o primeiro nadador negro do Brasil a chegar a um pódium olímpico. Este ano, o time olímpico do Brasil terá dois representantes da raça negra: Jáder Souza e Gabriel Mangabeira.
Uma tese apresentada pelo professor paulista Afonso Carlos Lima dos Santos que traz um estudo comparativo do desempenho de performance entre os atletas brancos e “afro-brasileiros”.
O resultado não indica diferenças significativas na pesquisa. Embora o próprio estudo destaque os resultados de estudos anteriores que indicam uma maior densidade máxima óssea dos negros em relação aos brancos.

Um menor percentual de gordura no tecido adipócito também é citado no estudo como outra desvantagem do representante negro em relação ao branco na performance aquática.


Até mesmo na África do Sul, país de maioria absoluta negra (90% da população) alcançou apenas este ano de 2004 os três primeiros nadadores de cor a ingressarem na seleção nacional júnior e estão em treinamentos visando a preparação olímpica para 2008.


Se alguém já entrou no escritório do Fort Lauderdale Swim Team durante estes últimos cinco anos, a primeira coisa que irá ver é uma bandeira imensa do meu querido Brasil. Não há qualquer bandeira americana ou indício de concorrência para a demonstração do meu patriotismo fervoroso.

Não podemos esquecer de Edvaldo Valério (o primeiro e único nadador negro do Brasil em uma Olimpíada).
O assunto é polêmico no Brasil, imagina nos Estados Unidos.

BRONZE SUADO Edvaldo Valério, Carlos Jayme, Gustavo Borges, Fernando Scherer juntaram experiência e sangue novo para manter a tradição de medalha da natação brasileira nas duas últimas Olimpíadas e garantiro bronze no revezamento 4 x 100 livre. A vida dos nadadores brasileiros fica cada dia mais difícil num ambiente em que a quebra de recordes acontece às dezenas

Entretanto a Revista oficial da USA Swimming, Splash na sua edição destacou o assunto em capa e em grande parte das reportagens.
Na capa, está Anthony Ervin, campeão olímpico dos 50m Livre que é filho de pai negro e mão judia.


Ervin é o primeiro descendente de negros a conquistar uma vaga olímpica na equipe americana.
No título da Splash Magazine a respeito de Anthony: “Não o rotule de branco ou negro, apenas rápido”.
O primeiro negro a fazer parte do National Team americano foi Michael Norment, um nadador de peito no ano de 1997, de lá para cá outros já estiveram lá e agora os americanos tentam “forçar a barra” para fazer de Anthony Ervin como representante negro.
Segundo sua família, ele é 75% de origem negra e 25% de origem nativa americana.


Em tempos da eleição de um presidente negro nos EUA, parece até mesmo ultrapassada essas questões étnicas, mas devemos observar se o conhecimento não está sendo utilizado para justificar preconceitos pessoais ou culturais.