
29/12/2008

Fomos atrás de números, estatísticas e razões para que isso ocorra não só no Brasil, mas, no mundo inteiro.
Os resultados são poucos e decidimos contar um pouco da história dos nadadores negros.

A USA Swimming faz estatística dos seus membros há anos e, desde 1990, o índice dos chamados “afro-americans” é igual ou inferior a 1%.
Existe um grupo muito grande que se declara 40% “mixed”, mas o certo é que o percentual é realmente inexpressivo.
Nos nadadores hispânicos o índice também não é expressivo.
São apenas 2,5% no volume total de atletas registrados na USA Swimming.
A África do Sul venceu o Troféu Chico Piscina em 2004 com dois nadadores negros na equipe.
Foi a primeira vez que a seleção teve atletas negros na equipe.
Atualmente, dois nadadores negros já fazem parte da Seleção Nacional Absoluta.
Nos Jogos Olímpicos de Atenas, apenas dois negros chegaram às finais.
A francesa Malia Mettella que foi prata nos 50m Livre e quarta colocada nos 100m Livre.

E o brasileiro Gabriel Mangabeira, sexto colocado nos 100m Borboleta.

Ainda se relaciona o fato de gordura corporal, o que dificultaria o negro de boiar.
O fator que tem deixado os negros de fora da Natação são as dificuldades sócio-econômicas que mantém a raça longe das piscinas.

Kaio Márcio e Gabriel Mangabeira
Negros se identificam mais com outras modalidades como Futebol americano, Basquete e Atletismo.
Anthony Nesty não foi o primeiro negro medalhista olímpico.

Ele foi o primeiro ouro negro dos Jogos Olímpicos.
Aliás, também campeão mundial, pois, em 1991 também derrotou Matt Bioni na prova dos 100m Borboleta.
Sua carreira ganhou atenção internacional após a medalha de ouro nos 100m Borboleta e bronze nos 200 do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis.

De lá, foi para a Universidade da Flórida, onde construiu uma carreira de sucesso com resultados e títulos do NCAA.
Sua vitória olímpica lhe deu condição de herói nacional com selo emitido com sua face, moedas de ouro, músicas, torneios comemorativos e até mesmo o avião presidencial ganhou o nome de Anthony Nesty.
Michael Norment foi medalha de prata no Pan-Pacífico de 1997 na prova dos 100m Peito.
Byron Davis ficou a três décimos de segundos de ser o primeiro negro a fazer o time olímpico americano em 1996.
Ele liderou a prova dos 100m Borboleta por 95 metros mas “pregou” no final e terminou em quarto no Olympic Trials.
Ervin é filho de mãe branca com pai mistura de preto e índio, suas feições são bem misturadas. Ele foi ouro nos 50m Livre empatado com Gary Hall em 2000, também esteve no revezamento de prata do 4 x 100m Livre em Sidney.

No ano seguinte, no Mundial de Fukuoka, venceu quatro medalhas de ouro. Se retirou aos 22 anos de idade, mas retornou sem muito compromisso no ano passado.

A primeira negra no time olímpico americano veio em 2004 com Maritza Correia.
No ano passado, mais um negro ganhou espaço na natação americana.

Melia Mettela, nasceu na Guiana Francesa, um país na América do Sul entre o Brasil e o Suriname. Sua mãe é marroquina, mas a família morou durante anos na Argélia. Foi lá que Melia começou a nadar, mas teve de parar por conta da guerra. A volta ao esporte foi na Guiana Francesa onde teve o apoio da mãe e da irmã mais velha. Agora francesa, Melia Metella foi prata nos 50m Livre em 2004.
A Grã-Bretanha teve o seu primeiro e único negro na Natação olímpica em 1980 com Paul Marshall, mas nada de medalhas.
Leah Martindale, velocista de Barbados, foi quinta colocada nos 50m Livre em Atlanta 1996.
Mateus Lordelo, baiano, foi o primeiro negro brasileiro a ganhar uma medalha em Copas do Mundo.
A mídia faz o que quer. Cria e destrói heróis. Os Jogos Olímpicos de Sidney tiveram um herói sem sentido.
As chamadas exceções, ou os chamados sucessos de uma música só, isto porque são talentos fora de série, que apareceram levaram o nome de seu país as alturas mas também foram as exceções na história internacional de sucesso da natação de suas pátrias.
A revista americana Swimming World cometeu uma grande injustiça ao anunciar na sua edição de agosto os nomes dos atletas escolhidos como os Atletas do Ano nos Estados Unidos em High School.
especializada em natação na mídia internacional desconheceu o fato do nadador de Barbados Bradley Ally ter sido o maior destaque da temporada escolhendo o americano Alex Righi como o destaque masculino. .Bradley superou o recorde nacional dos 200m Medley quebrando uma marca de mais de 10 anos de idade e superando-a por mais de 1 segundo sobre o recorde anterior. O novo recorde é de 1:46:31. Além disso, Bradley também foi o segundo melhor nadador do país na prova dos 100m Peito quebrando o recorde estadual da Flórida com 54:76.
Bradley Ally, o nadador injustiçado é atleta do treinador brasileiro Alex Pussieldi e representa o St. Thomas Aquinas High School, uma escola que está no ranking nacional americano das Top 10 nos últimos 5 anos.
Ele esteve nos Jogos Olímpicos de Atenas e também nos Jogos Pan Americanos de 2003 em Santo Domingo.
Os americanos insistem em dizer que Anthony Ervin, medalha de ouro nos 50m Livre empatado com Gary Hall em 2000 é negro.

Em nível mundial o maior feito da natação negra foi sem dúvida a vitória olímpica de Anthony Nesty do Suriname nos Jogos Olímpicos de Seul contra o então favorito americano Matt Biondi.
Anthony Nesty venceu a prova por apenas um centésimo em prova que já parecia totalmente ganha por Biondi. Anthony Nesty também seria finalista na mesma Olimpíada na prova dos 200m Borboleta terminando em oitavo lugar e voltaria ao pódium nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona ficando com o bronze nos 100m Borboleta.
Nesty também foi o primeiro e único negro a se sagrar campeão mundial. Isto aconteceu em 1991 em Perth na Austrália.
Anthony Nesty virou o maior e mais conhecido herói nacional de seu país em todos os tempos. Depois das conquistas, Nesty virou nome da única piscina olímpica do país, além de dar nome ao DC-8 o avião nacional, tem sua esfinge estampada no dinheiro do Suriname, em moedas e em selos.
Os negros voltaram a subir ao pódium em 1996 em Atlanta. Agora com o cubano Neisser Bent na prova dos 100 costas ficando com a medalha de bronze. Nos mesmos jogos, a velocista Leah Martindale de Barbados chegou em quinto lugar na prova dos 50m Livre.
Fora isso, nem as semi-finais de qualquer outra prova tivemos um nadador negro incluído.
O resultado não indica diferenças significativas na pesquisa. Embora o próprio estudo destaque os resultados de estudos anteriores que indicam uma maior densidade máxima óssea dos negros em relação aos brancos.

Um menor percentual de gordura no tecido adipócito também é citado no estudo como outra desvantagem do representante negro em relação ao branco na performance aquática.
Até mesmo na África do Sul, país de maioria absoluta negra (90% da população) alcançou apenas este ano de 2004 os três primeiros nadadores de cor a ingressarem na seleção nacional júnior e estão em treinamentos visando a preparação olímpica para 2008.
Não podemos esquecer de Edvaldo Valério (o primeiro e único nadador negro do Brasil em uma Olimpíada).
O assunto é polêmico no Brasil, imagina nos Estados Unidos.

BRONZE SUADO Edvaldo Valério, Carlos Jayme, Gustavo Borges, Fernando Scherer juntaram experiência e sangue novo para manter a tradição de medalha da natação brasileira nas duas últimas Olimpíadas e garantiro bronze no revezamento 4 x 100 livre. A vida dos nadadores brasileiros fica cada dia mais difícil num ambiente em que a quebra de recordes acontece às dezenas
Na capa, está Anthony Ervin, campeão olímpico dos 50m Livre que é filho de pai negro e mão judia.
No título da Splash Magazine a respeito de Anthony: “Não o rotule de branco ou negro, apenas rápido”.
O primeiro negro a fazer parte do National Team americano foi Michael Norment, um nadador de peito no ano de 1997, de lá para cá outros já estiveram lá e agora os americanos tentam “forçar a barra” para fazer de Anthony Ervin como representante negro.
Segundo sua família, ele é 75% de origem negra e 25% de origem nativa americana.
















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