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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A TÉCNICA OLÍMPICA-PEQUIM 2008

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A TÉCNICA OLÍMPICA

Agência

Façanhas de Alain Bernard durante Europeu geram polêmica na natação

As façanhas do 'The Flash' Alain Bernard, um atleta que saiu do anonimato para bater três recordes mundias em três dias (duas vezes o dos 100m e o dos 50m) durante o Europeu de Natação, na Holanda, não páram de gerar polêmica. Atual campeão mundial dos 100m, prova que teve a melhor marca superada pelo francês em dois dias consecutivos, o italiano Filippo Magnini disse que o nadador encontrou "as vitaminas certas" para assombrar o mundo do esporte.
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Com " vitaminas" ou sem o que me chamou atenção foi sua técnica de braçada no nado Crawl , já vimos antes nadadores como Ian Torpe com braçadas longas e amplas com pouca elevação do cotovelo, com rítmo quase "lento" comparado com demais nadadores, bater recordes e apresentar desempenho prodigioso.
É claro que o biotipo longilíneo e a envergadura (comprimento entre um braço e outro) influência e muito.
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Mas outros o australiano Eamon Sullivan, recordista anterior dos 50m livre, apresentam a braçada "clássica", executando até mesmo o "S", tem desempenho parecido. Tornando assim a disputa muito mais interessante.

O australiano Eamon Sullivan, com o macacão, bateu duas vezes o recorde dos 50 m livres

O australiano Eamon Sullivan,

Michael Phelps não tem rivais na maioria das provas que irá disputar nos Jogos Olímpicos

Michael Phelps não tem rivais na maioria das provas que irá disputar nos Jogos Olímpicos

Não há como deixar de falar de Phelps.
A expectativa é de que Phelps possa ganhar até sete ouros, igualando Mark Spitz, o maior medalhista de ouro em uma única edição das Olimpíadas. Ainda que não consiga e vença apenas as quatro provas individuais nas quais é o recordista mundial, Phelps terá dez ouros e se tornará o atleta com mais medalhas de ouro na história das Olimpíadas.
Como começou toda essa expectativa quanto ao nadador ?
Tony Avelar, AP /
Phelps vai em busca de recorde em Pequim


Ele preenche todos intens citados acima, talvez o único fator que possa gerar uma quebra das previsões quanto a sua vitória seja o fator psicológico.A imagem “http://www.esportefino.net/wp-content/uploads/2008/04/michael-phelps-recorde-pequim.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

O Brasileiros também fizeram a lição de casa, com seus estilos prometem excelente desempenho, Cesar Cielo é um deles, com um rítmo inegualável de braçadas e muita explosão nas provas curtas não é uma promessa, é uma realidade. Ted S. Warren, AP  / Satiro Sodré/CBDA
César Cielo disputará quatro provas em Pequim, 50m livre, os 100m livre e os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley.
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Flávia Delaroli


E Thiago Pereira ? E nome brasileiro para os principais confrontos com Phelps, nadará
as provas de 200m e 400m medley e o revezamento 4x200m livre. Satiro Sodré/CBDA
Thiago Pereira é a maior esperança de medalha

Também obteve classificação nos 200m livre, 100m e 200m costas e 200m peito, Porém optou por não participar dessas.

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Façam suas apostas!!
Eu não posso acreditar muito em sorte, acredito em trabalho duro.
Ser um nadador talentoso nem sempre é o principal ingrediente para vitória final.
Afinal de acordo Benjamin Franklin, 30 % é talento e o resto muito Suor...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Corrigindo a posição do corpo


Corrigindo a posição do corpo no nado Costas

Uma dificuldade especial que muitos professores de Natação enfrentam é a adequação da posição do corpo de seus alunos na execução do nado Costas.

Antes de tudo, vamos definir qual seria a posição correta.

Bem, além do evidente decúbito dorsal, tronco e pernas devem estar bem alinhados, evitando as posições carpada e selada.
Este alinhamento deve ser ligeiramente oblíquo em relação à horizontal, ficando as pernas do nadador um pouco mais imersas na água do que os seus ombros.


Durante os batimentos alternados de pernas, solicito aos meus alunos que os dedos dos pés apenas toquem a superfície de água por baixo.

O batimento de pernas correto do Costas é, portanto, uma ação motora mais imersa do que a do Crawl, que tende a ser bem mais superficial, com maior produção de espuma e respingos dágua. Este posicionamento biomecanicamente tende a conciliar um mínimo de arrasto para o deslocamento horizontal com o máximo de propulsão pela ação de pernas e pés.

Pode parecer simples, mas para muitos de nossos alunos, esta posição é bastante difícil de ser alcançada.
Em alguns casos o aluno assume uma posição fortemente carpada, com os quadris baixos e pés mais altos (ficando como que sentado na água); em outros consegue manter seu quadril próximo à superfície mas as pernas ficam bem mais fundas; em outros ainda, o corpo até consegue alinhar-se, mas os pés ficam também muito fundos, em certos casos quase no chão da piscina.

Em todos estes os casos o deslocamento fica bastante comprometido, pois o atrito ao avanço horizontal aumenta dramaticamente (o que anula boa parte do esforço propulsivo de braços e pernas), enquanto a eficiência propulsiva de pernas praticamente desaparece, pois o vetor resultante principal aponta ou muito para cima ou muito para baixo.

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Sei que há casos em que as pernas do nadador afundam em demasia por problemas de composição e dimensionamento corporal (afro-descendentes, orientais, atletas com musculatura de pernas bem desenvolvidas, etc.), e há ainda os casos mais simples de nadadores que mantém a cabeça exageradamente alta, o que pó si só provoca o afundamento das pernas.
Mas estes casos via de regra referem-se a alunos adultos, ou a casos de fácil solução.
Mas e quando estes fatores não estão presentes?

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Nestas situações, inúmeros profissionais insistem com seus alunos que batam as pernas mais rápido e com mais força.
Discordo deste encaminhamento do problema (pelo menos primariamente), pois já presenciei nadadores iniciantes executando um batimento de pernas suave, porém correto, muito eficiente e com o corpo bem posicionado.


Na maioria das vezes essas dificuldades de posicionamento não derivam predominantemente de falta de freqüência ou de potência nos batimentos de pernas, mas sim de duas outras origens principais:

1. Dificuldades na propriocepção.
Em decúbito dorsal e preocupados em não inalar água pelo nariz, muitos alunos têm dificuldades de perceberem o real posicionamento de seu corpo.
Percebem-no de uma forma quando ele está de outra; acreditam que estão alinhados e próximos á superfície quando na verdade estão sentados e com os pés quase tocando o chão da piscina.

Neste caso recomendo que se entre na água e, com as mãos, se ajude o nadador a ganhar a posição correta, orientando que ele a perceba da melhor forma possível.
Vivenciar (e sentir) a posição correta em oposição à errada é a única maneira de corrigir esta percepção.
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2. Falta de domínio da manobra de retorno à vertical.
Sem confiança em como recolocará os pés no chão estando de costas, o aluno tensionará sua musculatura e relutará sempre em afastá-los em direção à superfície.
Ele sente-se mais seguro com os pés bem baixos, pois sabe que, em qualquer imprevisto, retomará a vertical mais rapidamente.

Neste caso, independentemente dos nossos objetivos de aula, sempre que necessário, devemos orientar nossos alunos sobre esta manobra de retomada da posição vertical tantas vezes quantas forem necessárias ao seu pleno domínio.
Confiante que conseguirá ficar em pé quando precisar, o aluno tende a relaxar o corpo e soltar o batimento de pernas até que chegue mais próximo à superfície.

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Estes dois cuidados simples, podem resolver grande número de problemas relacionados ao posicionamento do corpo do nadador no nado Costas.

Construíndo um nadador para o COSTAS

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LISTA DOS DETALHES DO NADO COSTAS

Por Bill Sweetenham, extraído do seu livro Championship Swim Training e publicado no boletim da ASCA de Janeiro 2004.

· O nadador deve começar o nado nas séries alternando o braço inicial para desenvolver capacidade de melhores viradas com ambos.

· Os nadadores devem saber quantas pernadas de borboleta submersa devem executar nas saídas e viradas. Tal tipo de execução deve ser diária em todas as séries, aquecimentos, educativos, etc.

· Nadadores de costas precisam nadar o estilo pelo menos 50% do volume total da semana. Isso pode incluir séries de perna, braço e educativos.

· Não deixe de ter as bandeirolas colocadas na piscina e corretamente postadas a 5 metros de distância da borda em todos os treinamentos.

· O nadador de costas precisa fazer mais trabalhos de perna e educativos em costas do que um nadador de crawl precisa. O nadador de costas deve utilizar o ritmo constante de 6 pernadas por ciclo e sempre com os joelhos abaixo da linha d´água. Um erro comum é a ação de "pedalar" e isso pode ser corrigido utilizando pés de pato mais curtos e-ou trabalhar utilizando tênis. (quando usar tênis velhos para nadar, cortar o dedo maior para fora do tênis).

A imagem “http://www1.uol.com.br/olimpiadas/2000/natacao/images/costas.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
· O treinador deve utilizar séries de perna de costas para incrementar a resistência aeróbica.

· O nadador deve fazer algumas séries de velocidade de perna.

· Correta ação da pernada é muito importante. O nadador deve fazer algumas séries de perna na posição de costas e outras na posição de lado.

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· Em provas de piscinas de 25 metros ou jardas, trabalhos bem executados de pernada submersa podem consumir até 60% do volume total da prova.A imagem “http://www.bestswimming.com.br/fotos/underwater.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

O nadador de costas deve utilizar pernada de borboleta de todos os tipos no treinamento. A pernada submersa de borboleta deve ser curta, veloz e potente. A pernada de borboleta submersa é dar a velocidade ao nadador e não a distância a ser percorrida.
O nadador inicia com a pernada mais lenta, aumentando a profundidade da mesma transferindo para mais rasas e mais curtas até que a posição do streamline do nadador cruze a linha da água a frente. Cada nadador deve experimentar e desenvolver sua própria estratégia para este trabalho.

· Nadadores de costas devem ter a habilidade de segurar a técnica do nado durante toda a prova. Alta freqüência de nado é característica das provas de 50 e 100 costas.

· As viradas de costas devem ser encaradas como um movimento contínuo e rolamento da posição de costas para a frente.

· O treinador deve sempre requerer a utilização da pernada de 6 tempos em todos os treinamentos, especialmente em séries de velocidade.

· O nadador deve buscar estar em boa forma de nado e qualidade com eficiência, trabalhando máxima distância por ciclo, e mínima resistência durante o treinamento.

· Um padrão de prova precisa ser desenvolvido tomando em consideração dados como ciclos de nado, freqüência de nado, parciais, tempo de saída, tempo de virada e tempo de chegada.

· Quanto melhor for o streamline, menor será a distância a ser percorrida pelo atleta.

· Toda vez que for possível, fazer o seu nadador de costas nadar no meio da raia.

E o principal, gostar do estilo Costas.

Costas em Pequim 2008


Foto Divulgação

"Sidney e Pequim têm um sabor especial na minha vida”, afirma a atleta.

Fonte - MBPress

A nadadora Fabíola Molina é um exemplo de mulher cheia de garra e vontade de superação. A atleta, de 32 anos, conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, após alcançar o índice na prova dos 100 metros nado costas no Campeonato sul-americano, em março deste ano.
Seu currículo conta com uma medalha de prata e três de bronze em Jogos Pan-Americanos, seis títulos em Campeonatos sul-americanos e 55 títulos em Campeonatos Brasileiros.

Recordistar sul-americana dos 50 e 100 metros nado costas e 100 metros nado borboleta.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Recuperação aérea dos braços no nado Crawl










Recuperação aérea dos braços no nado Crawl





Um detalhe que volta e meia assombra os professores de Natação é o fato de que muitas vezes assistimos algum supercampeão executando uma ação motora que em princípio fere os paradigmas biomecânicos e hidrodinâmicos e, ainda assim, vence a sua prova ou até mesmo estabelece novo recorde mundial.





Seja pelo conflito estritamente pessoal (estarei eu ensinando certo? O que aprendi na Faculdade está errado?), seja pelo fato de que muitas vezes somos questionados por nossos alunos (mas professor, outro dia eu vi o fulano nadar assim e ele venceu a prova!), sempre que um nadador tem sucesso atuando com uma técnica digamos não correta, surge o dilema: devo valorizar mais os estudos físicos e suas conclusões (visão dogmática do problema) ou devo render-me aos fatos e deixar que em muitos casos os alunos nadem como melhor lhes convier (visão mais pragmática).





Um detalhe técnico no qual isso é bastante comum é a recuperação aérea dos braços no nado Crawl.





Frequentemente assistimos a velocistas ganharem provas e medalhas com uma recuperação de braços estendidos acima dágua, e não com o cotovelo sempre mais alto que as mãos como nos ensinam os livros.





Como é que fica? O que devemos ensinar? Abaixo, ilustrações dos dois padrões de movimento:


Bem, este é um assunto muito controverso entre nós, profissionais da área, mas acredito que neste caso há dois aspectos a serem considerados.

O primeiro é o tipo de prova, e consequentemente de movimento, que o atleta está executando.

Notadamente nas provas de velocidade (50 e 100 metros), a tendência é que a recuperação dos braços seja feita tão rapidamente que ela perca a sua característica de movimento conduzido, para tornar-se um movimento lançado.



Isso faz com que o antebraço seja projetado à frente mais alto que o braço e cotovelo. A necessidade de incrementar a freqüência de braçada para ganhar velocidade e deslocamento se sobrepõe à diretriz técnica e a recuperação muitas vezes assume uma configuração estendida e não fletida.



Tanto isso é verdade que este fenômeno é extremamente raro em provas de 400m ou mais, onde a freqüência de braçada é significativamente menor.




Outro aspecto a ser observado é que vitórias e recordes (mundiais ou olímpicos) muitas vezes não são sinônimos de estilos tecnicamente perfeitos.


Muito pelo contrário, o mais principiante dos professores de natação notará sempre que assistir a uma competição de nível internacional que lá há inúmeros nadadores nadando com erros até de certa gravidade.

A imagem “http://www.gswim.com.br/Blog/710929.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Francês Alain Bernard



Cabeças muito elevadas no nado Peito, batimentos de pernas insuficientes ou até inexistentes, ritmos de braçadas inconstantes, oscilações insuficientes de ombros no nado Costas, e assim por diante.










Isso não significa que os erros deixaram de ser erros, mas somente que estes atletas, apesar das incorreções técnicas, conseguiram superar essas deficiências em sua preparação, compensando-as com força, velocidade, determinação, etc.




Se conseguirem um dia, apesar de já estarem onde estão e de serem quem são, corrigir seus nados ou mesmo minimizar os desvios de movimento, nadarão ainda mais rápido.





fonte: Pedagogia da Natação
Escrito por prof. Bona






sábado, 19 de julho de 2008

Rebeca Gusmão sonha com Pequim


Rebeca Gusmão é absolvida de doping
09 de Maio de 2008

Depois de quase dois anos de espera, a nadadora brasileira Rebeca Gusmão foi absolvida nesta sexta-feira por acusação de doping pela Corte Arbitral do Esporte (CAS). Em 2006, a nadadora foi submetida a exames para diagnosticar o nível de testosterona. O resultado do primeiro exame deu positivo, mas a contraprova da amostra foi negativa. Na época, Rebeca, que disputava o Troféu Maria Lenk, contestou os resultados do laboratório.

Em comunicado divulgado hoje, a defesa de Rebeca disse que o painel do CAS concluiu que "não havia jurisdição suficiente para analisar o caso". Mesmo com a decisão positiva, a nadadora ainda não está liberada para voltar às piscinas. Ela ainda precisa aguardar o julgamento da Federação Internacional de Natação (Fina) por outra suspeita de doping. Nos Jogos Pan-Americanos, no ano passado no Rio de Janeiro, outro exame da nadadora teve altos níveis de testosterona.


A absolvição foi considerada muito positiva pela defesa. "Ainda tem mais um julgamento na Fina, mas essa primeira absolvição no CAS era muito importante. Se ela for absolvida pela Fina, vai voltar a competir, inclusive na Olimpíada", disse uma representante da atleta. A Federação deve julgar Rebeca nas próximas semanas. A defesa vai alegar que houve erros de procedimento durante os exames antidoping dos Jogos no Rio

(Com informações da Reuters)




Na segunda-feira, 16/05/08, Rebeca deu uma entrevista sobre a decisão. Com maquiagem leve, par de brincos de argola dourada no pescoço e uma camisa branca com laço na manga, a nadadora chorou ao falar do apoio que tem recebido dos fãs, depois da suspeita de uso de doping. "Todos dizem sentir orgulho, não vergonha."







Mantendo o ritmo de treinos, sem boa parte dos patrocínios, Rebeca afirmou que teve de vender um carro para ajudar a custear as despesas de sua defesa. "Mas não vou deixar ninguém tirar esse sonho de mim", disse, às lágrimas, ao responder sobre a possibilidade de participar das Olimpíadas.

"Quando caio na piscina só penso em Pequim

", completou.

Ela afirmou que a melhor resposta para as acusações feitas contra ela seria uma medalha, que ela poderia trazer para o Brasil.

OUTRO JULGAMENTO
Apesar da batalha ganha semana passada, há ainda outras etapas que a nadadora terá de vencer. A Fina poderá abrir um novo painel sobre a suspeita de 2006. Isso porque a decisão da CAS não levou em conta o mérito do caso, apenas uma falha no procedimento da Fina. Além disso, corre ainda outro processo - aberto para verificar um exame feito em 13 de julho de 2007, véspera do Pan. O resultado, de acordo com o advogado de Rebeca, Breno Tannuri, é esperado para os próximos 15 dias.

Confiante no sucesso dos processos e na sua participação nas Olimpíadas, Rebeca afirmou que nadaria apenas da prova de 50 metros - desistiria, portanto, das provas de 100 metros e revezamento. "Apesar dos comentários, vou dar oportunidade para outros atletas, mesmo para aqueles que falaram e me julgaram sem me conhecer."

Rebeca rebateu os comentários de que seu corpo seria resultado do uso de anabolizantes. "As pessoas não conhecem meu treinamento", disse. "Não poderia ter o mesmo corpo que há 12 anos", completou. Ela fez um paralelo sobre a mudança de seu corpo com a de outro nadador, o americano Michael Phelps . "Ele ganhou a mesma quantidade de massa", disse. "Não é à toa que sou a melhor nadadora do Brasil."

Há ainda outra acusação sobre doping, baseada em um exame de DNA। O advogado de Rebeca, no entanto, disse desconsiderar esse processo. "Não fomos notificados, não apresentamos defesa. Esse é um dos casos mais absurdos que já vi na história do direito desportivo", completou Tannuri.

Médico afirma"Estar Tentando pegar a nadadora Rebeca Gusmão"?

A Transformação no corpo da nadadora Rebeca Gusmão(foto acima) é visível. Ela ganhou muita massa muscular em 6 anos, e passou a ser muito vigiada pela Federação Internacional de Natação.
Fabrício Costa
médico Eduardo de Rose

O médico Eduardo de Rose disse já estar tentando pegar a nadadora Rebeca Gusmão há algum tempo. Em entrevista à Folha de S. Paulo, De Rose afirmou que ele mesmo fez o pedido de exame para a Federação Internacional de Natação, que flagrou o doping da nadadora brasileira.Novembro 16, 2007


Confira a seguir todos os casos de doping na natação brasileira :


Hugo Duppré

O santista Hugo José Drupré ganhou grande destaque quando alcançou o recorde brasileiro dos 100m borboleta no Troféu Brasil de 1997. Mas ele acabou sendo sendo indicado para o exame antidoping, que indicou a existência da substância proibida Nandrolona. Hugo, que foi afastado pela Fina por quatro anos, alegou não ter sido informado por seu médico que as infiltrações que havia recebido no joelho continham a substância. Apesar da suspensão, o santista conseguiu voltar, inclusive, à seleção brasileira.

Laura Azevedo

Desde a categoria infantil, Laura Azevedo se destacou no cenário brasileiro. Em 1999, Laura foi morar e treinar nos Estados Unidos, mas continuava participando das competições nacionais. Em 2003, quando buscava uma vaga na equipe dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, foi indicada para realizar o exame antidoping que deu positivo para várias substâncias proibidas como Stanozolol, Norstrosterone e Metaltestosterone. A carioca foi condenada pela Fina por dois anos, mas nunca aceitou a punição e lutou para voltar a competir. Depois de conseguir autorização para competir apenas dentro do Brasil, a atleta se negou a fazer o exame durante o Estadual do Rio e acabou sendo banida do esporte por reincidência, em 2005. Laura continuou brigando na justiça comum do Brasil, mas a apelação acabou não sendo aceita.

Juliana Bassy Kury

A paulista Juliana Bassy Kury era uma das fortes candidatas a chegar à seleção brasileira de Atenas. Ela chegou a garantir vaga no revezamento 4x100m durante o Troféu Brasil de 2004 e ainda ajudou o grupo a bater o recorde nacional e sul-americano da prova. No entanto, dias depois, o Comitê Olímpico Brasileiro divulgou a presença da substância Stanozolol no exame antidoping realizado na atleta. Juliana, que foi suspensa pela Fina por dois anos, assumiu a ingestão da substância proibida, mas afirmou não saber que os suplementos que estava tomando continham Stanozolol. Em 2007, a paulista voltou a competir e, este ano, participou do Troféu Maria Lenk.

ss


Leonardo Jorge Costa

O baiano Leonardo Jorge Costa surpreendeu ao conquistar duas medalhas de bronze (100m e 200m costas) na Copa do Mundo, em Durban, na África do Sul, em 2004. No entanto, o teste antidoping realizado na competição indicou a presença da substância Stanozolol. Leonardo nunca quis falar muito sobre o caso, mas parece que um remédio para emagrecer seria o motivo do doping. Além da suspensão de dois anos, o nadador teve que devolver as medalhas conquistadas em Durban e o prêmio em dinheiro. Depois disso, o baiano mandou um e-mail de agradecimento aos amigos e informando que estava abandonando as piscinas.


Danilo Brito Carrega

Em 2004, o paulista Danilo Brito Carrega conquistou resultados expressivos. Mas, em 2005, após participar da Copa do Mundo e de um torneio em São Paulo, o nadador foi pego em um exame antidoping também com a Stanozolol. Ele teve uma postura parecida com a do Leonardo e, após a suspensão pela Fina de dois anos, assumiu a responsabilidade pelo doping e anunciou sua aposentadoria.

Renata Burgos

Renata Burgos foi um dos destaques do Troféu Open de 2006 ao vencer os 50m livre e ainda conquistar o índice para o Mundial de Melbourne. No entanto, logo depois, um exame da nadadora deu positivo também para Stanozolol. A nadadora, que ainda cumpre a suspensão por dois anos, alegou que não sabia que o suplemento que tomava tinha essa substância proibida.

Rogério Karfulkenstein
Rogério Karfulkenstein é o caso mais recente de doping entre brasileiros. Um exame realizado logo após a conquista da medalha de bronze na prova dos 50m nado peito do Torneio Open de Natação, em dezembro do ano passado, teve resultado positivo também para a substância Stanozolol.
O nadador assumiu ter tomado uma série de medicamentos em função de seguidas lesões e preferiu nem pedir a contraprova. Rogério, que também levou a suspensão de dois anos, anunciou o fim da carreira no início deste ano.

O caso de Rebeca se soma a vários escândalos recentes envolvendo atletas de elite com doping.

No mês passado, a velocista americana Marion Jones devolveu as cinco medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, depois de confessar que se dopava.







O ciclista dinamarquês aposentado Bo Hamburger acaba de publicar um livro em que declara não apenas que usava doping mas que todos os seus colegas de competição também o faziam.





Segundo uma pesquisa realizada pelo médico americano Mark Brodersen, mais de 50% dos atletas de ponta aceitariam tomar um remédio que diminuísse sua expectativa de vida em troca de melhor DESEMPENHO.


São questões A se pensar, sem dúvida O uso de doping não é ético ou sequer uma prática saudável, sem hipocrisia sabemos que atletas de alta performace EM sua maioria O fazem. Não posso concordar que todos pequem e apenas um seja cruxificado.

A imagem “http://jornale.com.br/adrenalina/wp-content/uploads/2008/03/rebeca-gusmao.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

OS FATOS


Março de 2006 - Antidoping de Rebeca no Troféu José Finkel aponta testosterona além do permitido. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos aceita a explicação de Rebeca de que a alteração foi causada por ovários policísticos. A Federação Internacional de Natação (Fina) não concorda e leva o caso para a Corte Arbitral do Esporte (CAS).

16/5/2008 - CAS alega que não é competente para julgar o caso e devolve processo à Fina.

13/7/2007 - A Fina requisita teste antidoping da nadadora, de novo com resultado positivo para testosterona. Fina divulga caso em 2 de novembro e suspende a atleta provisoriamente.

7/2008 - Painel da Fina anuncia suspensão definitiva de Rebeca até 2 de novembro de 2009.

DNAs diferentes viram caso de polícia

O caso Rebeca Gusmão veio a público em 11 de setembro de 2007, quando O GLOBO informou que a nadadora estava sendo investigada pela Fina por resultado positivo para testosterona exógena, em exame realizado em maio de 2006, em um laboratório no Canadá.

Leia mais: ( Doping de Rebeca Gusmão derruba Argentina no Pan )

Depois de negar o caso, a nadadora mudou sua versão e tentou desqualificar o laboratório.

Rebeca, durante o Pan do Rio - Foto de arquivo

Em 5 de novembro, a Fina divulgou outro resultado positivo para a mesma substância, em exame feito no dia 13 de julho. Rebeca voltou a criticar o laboratório e se disse vítima de complô.

Em 9 de novembro, foi divulgada a existência de dois DNAs diferentes nas amostras coletadas da urina de Rebeca, dos dias 12 e 18 de julho. Devido à repercussão, o Comitê Olímpico Brasileiro resolveu entregar o caso de fraude à polícia.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público denunciou a nadadora por falsidade ideológica, encaminhando o caso para a Justiça, que pode condená-la de um a três anos de reclusão.


Apesar dos danos saiu "barato", ela poderia:
  • ser banida definitivamente do esporte.
  • condenada criminalmente.
  • ter a imagem profissional eternamente marcada pelo doping.
    Foto de arquivo
Espero que Rebeca Gusmão dê a volta por cima, como Mauren Maggi o fez no atletismo, apesar de ser raros os casos de retorno com sucesso, com muito trabalho e dedicação creio que seja posssível.
É isso ... Se cuida menina!