Bem vindos a página dedicada a natação. Informações científicas que possam ser úteis, não apenas para a atividade enquanto esporte competitivo de alto nível , mas principalmente para o indíviduo comum em busca de qualidade de vida.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Nutrição X Natação
Nutrição X Natação
O desempenho na piscina depende de vários fatores, incluindo genética, treino, motivação e dieta. Infelizmente, muitos nadadores não prestam atenção à dieta, e consequentemente, comprometem o desempenho. Fazer escolhas sábias na alimentação proporcionam aos músculos o combustível apropriado e permite que você treine mais tempo e em melhores condições.

Alimentação na natação
Carboidratos: 300 a 500 gramas por dia
Quantidades adequadas de carboidratos são essenciais para o desempenho na natação. Os carboidratos são a fonte mais eficiente de energia para os músculos.
Uma dieta de um nadador deve consistir em pelo menos 60% das calorias totais de carboidratos como pães, cereais, arroz, massa, pães de forma, bolinhos doces, frutas e vegetais.
Nadadores que treinam dias consecutivos devem adotar uma dieta rica em carboidratos, com pelo menos 300 a 500 gramas por dia ou 4 a 5 gramas de carboidratos por 500 gramas de peso corporal.
Nadadores que treinam duas vezes ao dia, freqüentam aulas e participam de outras atividades, podem achar difícil fazer três refeições ao dia. Conseqüentemente, muitos nadadores podem não consumir carboidratos suficientes. Nessas situações, é sempre recomendável um suplemento alimentar alto em carboidrato, com a intenção de fornecer calorias extras.

Antes do treino
Refeições feitas num intervalo de 3 a 4 horas antes do treino devem ser equilibradas e compostas por uma grande variedade de nutrientes. O ideal é a inclusão de alimentos fontes de vitaminas e minerais (vegetais e frutas), proteínas (carnes, ovos) e carboidratos (massas, arroz, batata etc), porém, quando houver pouco tempo entre a última refeição e o treino, deve-se priorizar a ingestão de carboidratos e evitar o consumo de gorduras. Alimentos ricos em carboidratos devem ser consumidos de 1 a 4 horas antes dos treinos.
Durante o treino
A sensação de sede pode ser menos perceptível nos atletas de esportes aquáticos. No entanto, os riscos de desidratação são grandes se não houver uma reposição hídrica constante. Apesar de muitos atletas só consumirem líquidos quando tem sede, uma dica é deixar sempre uma garrafinha na beira da piscina para aumentar a freqüência de consumo. Bebidas esportivas são mais indicadas para a hidratação de um nadador, pois a reidratação acontece de forma mais rápida.
Um nadador deve consumir pelo menos 70 gramas de carboidrato dentro de 30 minutos após o exercício, seguido de um adicional de 75 a 100 gramas (300 a 400 Kcal) a cada 2 a 4 horas, dali para frente. A ingestão de carboidratos pode ser acompanhada por outros alimentos fontes de proteínas, vitaminas e minerais quando coincidir com o horário habitual do almoço ou jantar. Com relação à hidratação, o mínimo indicado para a reposição de líquidos após o treino, é de 3 copos (680ml) para cada 500g de peso perdido, desta forma existe a necessidade de se pesar o atleta antes e depois do treino, promovendo assim uma melhor recuperação.
Isso ajudará a repor níveis de energia muscular (glicogênio) antes do próximo evento ou exercício. Caso contrário, poderá levar 24 horas para reabastecer os músculos.
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Alongamento no treino de Natação
TREINAMENTO
TRABALHO DE ALONGAMENTO E FLEXIBILIDADE
Diferença entre alongamento, flexionamento e flexibilidade:
Alongamento: "Forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição física possível " (DANTAS)
Flexionamento: "forma de trabalho que visa obter uma melhora da flexibilidade através da viabilização de amplitudes de arcos de movimento articular superiores às originais" (DANTAS)
Flexibilidade: "É qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfolóligos, sem risco de provocar lesão." (DANTAS).
![]() | |||
Fazendo o trabalho de alongamento você simplesmente mantém a sua flexibilidade. A flexibilidade só é melhorada com a pratica do flexionamento.
Diferenças em nível fisiológicos entre alongamento e flexionamento:
Alongamento: Não força a articulação, os componentes plásticos são deformados pelo trabalho, os componentes elásticos são estirados ao nível submáximo e os mecanismos de propriocepção e os terminais nervosos da dor não são estimulados.
Flexionamento: A articulação é forçada ao seu limite máximo, os componentes plásticos já se encontram totalmente deformados, os componentes elásticos são estirados até o limite máximo, mecanismos de propriocepção são estimulados e os terminais nervosos da dor podem ser estimulados nos limites máximos
Diferenças quanto ao trabalho:
Alongamento: É utilizado como aquecimento antes da competição, pode ser feito após exercícios de força (como a musculação), evita a nodosidade muscular, pode ser utilizado sem ou como aquecimento. Não tem risco de distensão e não há aumento da mobilidade articular. Tipos de alongamento:
> Estiramento: É o alongamento que pode ser feito, sozinho, com um parceiro ou em equipamento. Deve-se alongar até atingir o limite dos arcos de movimento. Existem três tipos:
- - Passivo: Consiste em manter a amplitude do movimento durante vinte segundos, ou mais, se for relaxando com o tempo. De três a cinco series.
- - Ativo: Consiste em alongar até perto do limite e dar pequenas forçadas( nº de repetições), fazer de duas a três series de 6 repetições. Se fizer muitas repetições o trabalho irá se transformar num flexionamento.
- - Misto: Consiste em forçar até perto do limite, fazer quatro repetições e depois segurar mais quatro segundos no ponto máximo atingido. É a forma de alongamento mais adequada para se usar de alongamento.
> Suspensão: Nesse tipo são trabalhados os músculos e os ligamentos, as articulações não apresentam movimento. Consiste em se pendurar e ficar suspenso, por no máximo vinte segundos. Esse alongamento ajuda a retirar a água e os catabólicos provenientes das contrações musculares.
> Soltura: Consiste em balançar os músculos, muito tradicional em nadadores, que balançam o tríceps. Pode ser feito por um companheiro. É relaxante pois provoca a desconexão das ligações de actina-miosina remanescentes.
Flexionamento: Tem o risco de distensão, aumenta da mobilidade articular, deve ser trabalhado em sessão especial e também evita a formação da nodosidade muscular. Mas não deve ser utilizado como aquecimento nem após exercícios de força (como a musculação). Tipos de flexionamento:
> Método ativo ou dinâmico: Mesmo procedimento do estiramento ativo, mas fazer de dez a vinte repetições, com no máximo de quatro series. Fazendo sempre movimentos de soltura entre as series
> Método passivo ou estático: alongar um pouco a mais do limite, segurar por seis segundos, fazer novo alongamento e segurar por mais dez segundos. Fazer de três a seis series. Esse tipo de flexionamento aumenta a flexibilidade das articulações.
> Método de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP): Esse método foi inicialmente criado para fins terapêuticos, a partir daí, foi criado um método baseado no método Kabat, para aplicar em ginastas, nadadores e bailarinos.
Existem vários processos, entre eles estão:
- - Scientific Stretching for Sports (3S):

-
upper trapezius stretching exercise

levator scapulae stretching exercise

pectoralis major & anterior deltoid stretching exercise
Consiste em três passos: 1º- alongar o músculo até o limite de amplitude. 2º- Contrair o músculo numa contração isométrica por oito segundos. 3º- alongar o músculo um pouco a mais do limite durante o relaxamento do músculo. Os exercícios nesse tipo de flexionamento, devem ser agrupados de tal modo que um exercício seja compensado pelo próximo, exemplo: flexão da coluna, em seguida, hiperextensão da coluna. Realizar três series desse exercício.
- - Hold-Relax:

Este processo é o mais eficaz para a sustentação e o aumento na mobilidade articular. 
Realizado em três passos: 1º- O músculo é alongado passivamente até o limite. 2º- Contrai o músculo agonista por oito segundo, numa contração isométrica. 3º- depois dos oitos segundos, relaxa o músculo e alonga passivamente até o novo limite. Deve-se repetida três vezes.
O treinamento da flexibilidade
Deve ser feito igual a um treinamento de musculação ou o próprio treino da natação. Ele deve ser dividido, como no treino da natação temos os períodos de base, especifico e o polimento, no treinamento da flexibilidade temos esses três períodos.
Período preparatório (dividido em três fases):
Primeira fase: fase em que preparamos o corpo para o flexionamento. O método utilizado é o ativo, onde você pratica o flexionamento sozinho. Nessa fase a ênfase é na elasticidade muscular, nas articulações que necessitam preservar sua estabilidade. Cada posição deve ser segurada de três a quatro series de vinte segundos, forçar até se sentir levemente desconfortável. Pode ser feita todos os dias.
Segunda fase: Esta fase o corpo já não se sente o corpo confortável. A ênfase é na mobilidade muscular, na musculatura que necessita potência e/ou sustentação. Utilizando o método passivo, feito em duplas, força cada posição um pouco além do limite e segurar por seis segundos, realizar novo forçamento e segurar por dez segundos. Repetir quatro vezes essa serie. Nessa fase já deve dar um descanso de 48 horas para o corpo. Deve ser feito um leve alongamento antes e depois.
Terceira fase: Esta fase é especifica. Com a utilização de no máximo 12 posições. O melhor método a ser utilizado o método hold-relax de flexionamento FNP ( facilitação neuromuscular proprioceptiva) que consiste em três passos: Primeiro, o músculo é alongado até sentir um desconforto. Segundo, contrai o músculo agonista por 8 segundo, numa contração isométrica máxima. Terceiro, depois dos 8 segundos, relaxe, e o músculo é alongado novamente ao novo limite. Como na segunda fase, deve ser feito um leve alongamento antes e depois. Esse trabalho é realizado em duplas e deve-se dar um descanso para o corpo de 48 horas. Não deve ser feito após nenhum trabalho de força pois haverá grande risco de lesões nas fibras musculares.
Período Competitivo: Nesse período apenas se faz um alongamento sem forçar, até se sentir levemente desconfortável, fazer duas series de trinta segundos para cada posição. É apenas para manter a flexibilidade obtida sem riscos de lesão e relaxar.
Flexibilidade X Musculação
O trabalho de musculação e flexibilidade e musculação devem ser associados, já que a musculação provoca a nodosidade muscular e diminui os arcos de movimento. Mas como vista anteriormente, o trabalho de flexionamento após uma sessão de musculação representa um serio risco de lesões, por forçar demais as articulações. Durante o período que se trabalha a RML (resistência muscular localizada) pode-se realizar o método passivo, ativo e até mesmo o FNP, após o treino de musculação. Mas durante a fase de hipertrofia e potência o trabalho de flexibilidade deve ser feito antes das sessões de musculação, sempre acompanhados de leves alongamentos antes e depois, principalmente depois, para recuperar os músculos para a sessão de musculação. Assim, tanto o trabalho de flexionamento quanto o de musuclação não serão afetados. Pelo contrario, um irá ajudar a desenvolver o outro.
Idade ideal para o flexionamento
Visto que a flexibilidade tem vários aspectos positivos como a prevenção de lesões, aumento da amplitude dos movimentos, redução no gasto de energia e com isso atrasa a "travada".
Segundo Settineri, a idade ideal seria entre 11 e 14 anos para meninos e 9 a 12 anos para meninas. Mas para o alongamento, leve, sem riscos de lesões pode-se começar antes, já que nessa idade, geralmente eles já são muito flexíveis e o ideal seria manter a flexibilidade.
Bibliografia:
- Dantas, Estélio H. M. , 1950 - Alongamento e flexionamento/ Estélio H. M. Dantas - 5. Ed. - Rio de Janeiro : Shape, 2005.

































