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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Evolução no traje de Natação

O Ataque de Tubarão

A natureza é uma excelente fonte inspiradora para o desenvolvimento de produtos com alto grau tecnológico. O exemplo mais recente é o Fast Skin, um maiô desenvolvido especialmente para competições e que tem seu conceito baseado nas características da pele dos tubarões.

A tecnologia está intimamente ligada à melhoria das marcas e resultados obtidos pelos atletas profissionais.

Entre as inúmeras inovações colocadas em prática nos últimos anos, uma das mais importantes foi o surgimento de novos maiôs para a natação.

Maria Lenk, em 1935

Para apresentar um perfil detalhado da evolução deste produto, e como ele influencia no desempenho dos nadadores, convidamos a Speedo - marca de materiais esportivos especialista em trajes para a natação profissional - detentora da tecnologia que resultou no Fast Skin, a última palavra em maiôs para a natação.
A imagem “http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2004/olimpiada/images/1900-principal.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Evolução

Imagine que em 1900 os maiôs utilizados pelos nadadores pesavam cinco quilos.

Foi a Speedo que fabricou os primeiros maiôs de seda, mudando completamente o conceito da natação.
Na década de 50, a empresa volta a inovar e fabrica o primeiro maiô de nylon lycra.




A nova guinada para a natação de competição acontece na Olimpíada de Barcelona (1992), quando a Speedo muda o conceito dos maiôs, acabando com o conceito de que quanto menos roupa, melhores resultados seriam alcançados.

Gustavo Borges
1992

O modelo revolucionário chamava-se S 2000 e caracterizava-se por ser feito de microfibra e elastano, cobrindo mais o corpo. Passados quatro anos, na Olimpíada de Atlanta (1996) é lançado o maiô Aquablade.
O modelo representava uma novidade, apresentando menor resistência na água, se comparado à pele humana.
Destaque para o fato de o tecido ser listrado, com aplicações de resinas que repelem a água, melhorando a velocidade e reduzindo a resistência, permitindo que o nadador deslize com maior facilidade.
Uma das versões disponíveis recobre o corpo ao máximo, incluindo os joelhos, proporcionando um menor atrito com a água.
Pela primeira vez as pernas são cobertas nas roupas de performance.
O traje da discórdia, da SpeedoA imagem “http://www.geocities.com/yakkoswim/speedo_fastskin_foto.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Surge o Fast Skin
Após quatro anos de trabalho, que contou com o apoio do Museu de Ciências Naturais de Londres, equipes formadas por técnicos especializados em várias áreas e um grupo de elite de nadadores, todos campeões olímpicos e mundiais, desenvolveu-se o novo maiô para competição.
A missão principal era fabricar um produto mais rápido e melhor.
O foco que foi tomado foi partir para a observação da natureza.
Os estudos direcionaram-se para o tubarão, que é a criatura mais rápida na água, apesar de não ser hidrodinâmico assim como o homem.








Decidiu-se então imitar o desenho do tubarão, sendo que o seu segredo são os dentículos parecidos com aerofólios e sulcos com formato em "V", que têm como função reduzir o arrasto e a turbulência ao redor do corpo.
Os dentículos ainda direcionam o fluxo de água sobre o corpo e permitem que a água passe sobre o tubarão de maneira mais eficiente.

O Fast Skin agrega estas características, além de ser um maiô em 3 D (três dimensões).
Por dois anos consecutivos efetuou-se em competições por todo o mundo, o escaneamento dos atletas em 3 D.
A partir destes dados definiu-se que o maiô não poderia ser plano, e sim ter um volume baseado na média dos corpos dos atletas.
O tecido utilizado imita a pele do tubarão e é composto por fibra de nylon com elastano, contando com a máxima elasticidade.
Para isto, utiliza 26 pontos para cada 3 cm de costura, e usa 52 cm de linha por cm de costura que é plana.
Não há qualquer excesso de tecido, tornando a roupa mais agarrada o possí-vel.
O contorno é dinâmico e a mo delagem foi desenvolvida para fazer todos os movimentos. Outras características importantes são o formato que acompanha o movimento do tronco (centro do corpo) e a não alteração na temperatura do corpo humano.

Costuras especiais
Os músculos, quando trabalham vibram.
Este processo natural não pode ser impedido pelo maiô.
A solução foi fazer costuras que imitassem os tendões humanos.
Desta forma, a costura passou a ser superelástica, executada com um sistema exclusivo que utiliza 20 vezes mais linha que a costura normal.
O processo de fabricação de uma peça demora oito vezes mais que uma peça normal.

A australiana Alice Mills ajeita o traje antes da prova, no Mundial de natação de Manchester

A australiana Alice Mills ajeita o traje antes daprova, no Mundial de natação de Manchester


Testes e resultados
Apesar de o produto ter sido lançado um pouco antes da Olimpíada de 2000, em Sydney, o Fast Skin começou a ser testado em 1996.
Os resultados indicaram que o Fast Skin é 7,5% mais rápido do que qualquer outro modelo testado.
O conceito do novo maiô foi totalmente aprovado pela Federação Internacional de Natação (FINA), em novembro de 1999.
Imediatamente os resultados começaram a surgir.
Na Olimpíada de Sydney, 13 dos 5 recordes mundiais foram quebrados por nadadores que utilizavam o Fast Skin, além de 83% do total de medalhas das provas terem sido conquistados por quem usava este maiô.
O sucesso foi repetido novamente no Campeonato Mundial de Natação de 2001, em Furuoka - Japão - quando 87% das medalhas foram conquistadas pelos nadadores que usavam o Fast Skin.

O que vem por aí
Apesar de todo o sucesso do Fast Skin, a Speedo desenvolveu um produto sucessor, que foi lançado próximo da Olimpíada de 2004, em Atenas.

Modelos
O Fast Skin está disponível nas versões corpo inteiro com mangas e sem mangas (são as melhores opções), maiô olímpico, bermudas e legskin.
Destaque para o fato de o produto não está disponível para crianças.
No Brasil, o produto estará disponível em breve.
A dúvida atual está entre o próprio LZR e o Tracer Rise, da TYR
A imagem “http://images.salon.com/tech/machinist/blog/2008/04/10/speedo_suit/story.jpg” contém erros e não pode ser exibida.


Sullivan, recordista dos 50 m livres: maiô aprovado

Polêmica dos maiôs da natação vai parar na Justiça

TYR Sport acusa a Speedo de conspirar com a Federação Norte-Americana de Natação

Mark Baker, AP /

Vestindo o LZR Racer, Libby Trickett bateu o recorde mundial dos 100m livre

Traje desenvolvido pela Nasa empurra os limites dos tempos


O australiano Eamon Sullivan quebrou o recorde mundial dos 50 m livres, a prova mais rápida da natação.
É disputa decidida na explosão. Alguns atletas nem sequer respiram entre as braçadas.
Sullivan percorreu a distância em 21s56 e superou a marca mais antiga da natação, do russo Alexander Popov (21s64, de 2000).
A proeza aconteceu no campeonato de Nova Gales do Sul, em Sydney, na Austrália.


Sullivan, recordista dos 50 m livres: maiô aprovado

Sullivan chamou a atenção pelo traje preto e cinza muito apertado.
É o ultratecnológico LZR Racer, da Speedo.
A roupa foi desenvolvida com ajuda da Nasa, a agência espacial americana seu slogan é a natação entra na era espacial.
Em canais aquáticos e túneis de vento semelhantes aos usados na Fórmula 1, cerca de 400 nadadores e modelos testaram 60 tipos de tecido.
O resultado é um maiô muito leve e sem costuras, apenas com um zíper nas costas. Segundo a Speedo, a roupa tem 5% menos atrito do que a usada anteriormente. A velocidade final pode aumentar em 4%.

francês Alain Bernard conseguiu uma nova marca mundial, com um Maiôs especiais não são novidade na natação, e muitas vezes servem de marketing.
Gustavo Borges lembrou, em entrevista ao jornal Lance!, o uso de uma sunga de papel muito fina e apertada nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992.


Na véspera dos Jogos de Atenas, em 2000, a Speedo lançou a Fast Skin, uma versão anterior da LZR.

Com o novo traje, três nadadores já quebraram recordes mundiais Kisty Coventry, do Zimbábue, nos 200 m costas, e a americana Natalie Coughlin nos 100 m costas, além de Sullivan.
Um brasileiro também já provou a eficiência da roupa.
César Cielo melhorou seu próprio recorde sul-americano nos 100 m livres, durante o Grand Prix de Columbia, nos Estados Unidos.
Satiro Sodré/CBDA

Até agora, Cielo está preferindo modelo da Tyr

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A roupa deverá ser usada em larga escala nos Jogos de Pequim inclusive pelo americano Michael Phelps, o maior nadador da atualidade.

Phelps é um dos favoritos a medalha olímpica

Phelps é um dos favoritos a medalha olímpica


terça-feira, 8 de julho de 2008

Nutrição X Natação


Nutrição X Natação
O desempenho na piscina depende de vários fatores, incluindo genética, treino, motivação e dieta. Infelizmente, muitos nadadores não prestam atenção à dieta, e consequentemente, comprometem o desempenho. Fazer escolhas sábias na alimentação proporcionam aos músculos o combustível apropriado e permite que você treine mais tempo e em melhores condições.
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Alimentação na natação
Carboidratos: 300 a 500 gramas por dia
Quantidades adequadas de carboidratos são essenciais para o desempenho na natação. Os carboidratos são a fonte mais eficiente de energia para os músculos.
Uma dieta de um nadador deve consistir em pelo menos 60% das calorias totais de carboidratos como pães, cereais, arroz, massa, pães de forma, bolinhos doces, frutas e vegetais.
Nadadores que treinam dias consecutivos devem adotar uma dieta rica em carboidratos, com pelo menos 300 a 500 gramas por dia ou 4 a 5 gramas de carboidratos por 500 gramas de peso corporal.
Nadadores que treinam duas vezes ao dia, freqüentam aulas e participam de outras atividades, podem achar difícil fazer três refeições ao dia. Conseqüentemente, muitos nadadores podem não consumir carboidratos suficientes. Nessas situações, é sempre recomendável um suplemento alimentar alto em carboidrato, com a intenção de fornecer calorias extras.

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Antes do treino

Refeições feitas num intervalo de 3 a 4 horas antes do treino devem ser equilibradas e compostas por uma grande variedade de nutrientes. O ideal é a inclusão de alimentos fontes de vitaminas e minerais (vegetais e frutas), proteínas (carnes, ovos) e carboidratos (massas, arroz, batata etc), porém, quando houver pouco tempo entre a última refeição e o treino, deve-se priorizar a ingestão de carboidratos e evitar o consumo de gorduras. Alimentos ricos em carboidratos devem ser consumidos de 1 a 4 horas antes dos treinos.

Durante o treino

A sensação de sede pode ser menos perceptível nos atletas de esportes aquáticos. No entanto, os riscos de desidratação são grandes se não houver uma reposição hídrica constante. Apesar de muitos atletas só consumirem líquidos quando tem sede, uma dica é deixar sempre uma garrafinha na beira da piscina para aumentar a freqüência de consumo. Bebidas esportivas são mais indicadas para a hidratação de um nadador, pois a reidratação acontece de forma mais rápida.

Depois do treino

Um nadador deve consumir pelo menos 70 gramas de carboidrato dentro de 30 minutos após o exercício, seguido de um adicional de 75 a 100 gramas (300 a 400 Kcal) a cada 2 a 4 horas, dali para frente. A ingestão de carboidratos pode ser acompanhada por outros alimentos fontes de proteínas, vitaminas e minerais quando coincidir com o horário habitual do almoço ou jantar. Com relação à hidratação, o mínimo indicado para a reposição de líquidos após o treino, é de 3 copos (680ml) para cada 500g de peso perdido, desta forma existe a necessidade de se pesar o atleta antes e depois do treino, promovendo assim uma melhor recuperação.
Isso ajudará a repor níveis de energia muscular (glicogênio) antes do próximo evento ou exercício. Caso contrário, poderá levar 24 horas para reabastecer os músculos.





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Nutrição durante exercícios ou competição

Pesquisas feitas em sessões de treinamento com duração superior a trinta minutos mostraram que consumir carboidratos podem melhorar o desempenho. Enquanto é inconveniente comer durante a prática de natação, é benéfico consumir uma bebida esportiva que forneça líquidos e carboidratos. Consumir carboidrato durante a prática ou competição adia o cansaço e permite que os nadadores treinem mais tempo e com mais empenho.



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Alimentos ricos em carboidratos
Opções Carboidratos (gramas)
Calda de maçã, 1 xícara
52
Banana, 1 média
27
Suco de frutas silvestres, 1 xícara
37
Passas, 2/3 xícara
79
Pão de forma, 1
31
Torrada, 2
11
Cereal frio, 1 xícara
24
Arroz, 1 xícara
50
Massa, 1 xícara
34
Batata assada, 1 média
32
Gatorade, 900 ml 56


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Líquidos: beba Muito


Apesar de nadadores estarem cercados por água, eles ainda estão vulneráveis à desidratação, especialmente durante o verão. Nadadores que perdem menos de 1% do peso corporal com a transpiração podem ter o desempenho adversamente afetado. Para um nadador que pese cerca de 70 quilos, isto significa uma perda de peso inferior a um quilo e pode causar cansaço e desidratação.
Infelizmente, a maioria dos nadadores só bebe quando tem sede. Convém lembrar que a sede não é um bom indicador da quantidade de líquido necessária ao organismo. Beba muito líquido antes, durante e depois de exercícios e competições. Uma bebida esportiva formulada apropriadamente, como Gatorade, fornece líquido e carboidrato para manter o desempenho. Estudos mostraram que atletas ficam mais hidratados quando consomem bebidas esportivas do que quando consomem somente água.

Dicas de hidratação


  • Mantenha uma garrafa de líquido no deck da piscina, para ser bebido entre repetições e sets.

  • Pese os atletas antes e depois do treino, estimulando-os a beber pelo menos 3 copos (680 ml) de líquido para cada 500 gramas perdidos durante o exercício.

  • Nadadores que habitualmente perdem mais de 1% de peso corporal durante a prática, devem ser incentivados a beber mais, para ficar mais hidratados.

  • Confira a cor da urina dos atletas. Urina de cor escura pode indicar que ele/ela está desidratado e precisa beber líquido.

  • Evite bebidas gasosas que podem causar inchaço e reduzir a quantidade de líquido consumido.

  • Evite bebidas com cafeína e alcoólicas, pois podem fazer o corpo perder líquido.A imagem “http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2007/07/147_1740-JATO.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Alongamento no treino de Natação

TREINAMENTO

TRABALHO DE ALONGAMENTO E FLEXIBILIDADE



Diferença entre alongamento, flexionamento e flexibilidade:

Alongamento: "Forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição física possível " (DANTAS)

Flexionamento: "forma de trabalho que visa obter uma melhora da flexibilidade através da viabilização de amplitudes de arcos de movimento articular superiores às originais" (DANTAS)

Flexibilidade: "É qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfolóligos, sem risco de provocar lesão." (DANTAS).





Fazendo o trabalho de alongamento você simplesmente mantém a sua flexibilidade. A flexibilidade só é melhorada com a pratica do flexionamento.

Diferenças em nível fisiológicos entre alongamento e flexionamento:

Alongamento: Não força a articulação, os componentes plásticos são deformados pelo trabalho, os componentes elásticos são estirados ao nível submáximo e os mecanismos de propriocepção e os terminais nervosos da dor não são estimulados.

Flexionamento: A articulação é forçada ao seu limite máximo, os componentes plásticos já se encontram totalmente deformados, os componentes elásticos são estirados até o limite máximo, mecanismos de propriocepção são estimulados e os terminais nervosos da dor podem ser estimulados nos limites máximos

Diferenças quanto ao trabalho:

Alongamento: É utilizado como aquecimento antes da competição, pode ser feito após exercícios de força (como a musculação), evita a nodosidade muscular, pode ser utilizado sem ou como aquecimento. Não tem risco de distensão e não há aumento da mobilidade articular. Tipos de alongamento:

> Estiramento: É o alongamento que pode ser feito, sozinho, com um parceiro ou em equipamento. Deve-se alongar até atingir o limite dos arcos de movimento. Existem três tipos:

  • - Passivo: Consiste em manter a amplitude do movimento durante vinte segundos, ou mais, se for relaxando com o tempo. De três a cinco series.
  • - Ativo: Consiste em alongar até perto do limite e dar pequenas forçadas( nº de repetições), fazer de duas a três series de 6 repetições. Se fizer muitas repetições o trabalho irá se transformar num flexionamento.
  • - Misto: Consiste em forçar até perto do limite, fazer quatro repetições e depois segurar mais quatro segundos no ponto máximo atingido. É a forma de alongamento mais adequada para se usar de alongamento.

> Suspensão: Nesse tipo são trabalhados os músculos e os ligamentos, as articulações não apresentam movimento. Consiste em se pendurar e ficar suspenso, por no máximo vinte segundos. Esse alongamento ajuda a retirar a água e os catabólicos provenientes das contrações musculares.

> Soltura: Consiste em balançar os músculos, muito tradicional em nadadores, que balançam o tríceps. Pode ser feito por um companheiro. É relaxante pois provoca a desconexão das ligações de actina-miosina remanescentes.

Flexionamento: Tem o risco de distensão, aumenta da mobilidade articular, deve ser trabalhado em sessão especial e também evita a formação da nodosidade muscular. Mas não deve ser utilizado como aquecimento nem após exercícios de força (como a musculação). Tipos de flexionamento:

> Método ativo ou dinâmico: Mesmo procedimento do estiramento ativo, mas fazer de dez a vinte repetições, com no máximo de quatro series. Fazendo sempre movimentos de soltura entre as series

> Método passivo ou estático: alongar um pouco a mais do limite, segurar por seis segundos, fazer novo alongamento e segurar por mais dez segundos. Fazer de três a seis series. Esse tipo de flexionamento aumenta a flexibilidade das articulações.

> Método de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP): Esse método foi inicialmente criado para fins terapêuticos, a partir daí, foi criado um método baseado no método Kabat, para aplicar em ginastas, nadadores e bailarinos.

Existem vários processos, entre eles estão:

  • - Scientific Stretching for Sports (3S):

    Figure 3a

  • upper trapezius stretching exercise

    Figure 3b

    levator scapulae stretching exercise

    Figure 3c

    pectoralis major & anterior deltoid stretching exercise


Consiste em três passos: 1º- alongar o músculo até o limite de amplitude. 2º- Contrair o músculo numa contração isométrica por oito segundos. 3º- alongar o músculo um pouco a mais do limite durante o relaxamento do músculo. Os exercícios nesse tipo de flexionamento, devem ser agrupados de tal modo que um exercício seja compensado pelo próximo, exemplo: flexão da coluna, em seguida, hiperextensão da coluna. Realizar três series desse exercício.

  • - Hold-Relax:









Este processo é o mais eficaz para a sustentação e o aumento na mobilidade articular. Realizado em três passos: 1º- O músculo é alongado passivamente até o limite. 2º- Contrai o músculo agonista por oito segundo, numa contração isométrica. 3º- depois dos oitos segundos, relaxa o músculo e alonga passivamente até o novo limite. Deve-se repetida três vezes.


O treinamento da flexibilidade

Deve ser feito igual a um treinamento de musculação ou o próprio treino da natação. Ele deve ser dividido, como no treino da natação temos os períodos de base, especifico e o polimento, no treinamento da flexibilidade temos esses três períodos.

Período preparatório (dividido em três fases):A imagem “http://www.club22.com.br/images/Foto_natacao.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Primeira fase: fase em que preparamos o corpo para o flexionamento. O método utilizado é o ativo, onde você pratica o flexionamento sozinho. Nessa fase a ênfase é na elasticidade muscular, nas articulações que necessitam preservar sua estabilidade. Cada posição deve ser segurada de três a quatro series de vinte segundos, forçar até se sentir levemente desconfortável. Pode ser feita todos os dias.

Segunda fase: Esta fase o corpo já não se sente o corpo confortável. A ênfase é na mobilidade muscular, na musculatura que necessita potência e/ou sustentação. Utilizando o método passivo, feito em duplas, força cada posição um pouco além do limite e segurar por seis segundos, realizar novo forçamento e segurar por dez segundos. Repetir quatro vezes essa serie. Nessa fase já deve dar um descanso de 48 horas para o corpo. Deve ser feito um leve alongamento antes e depois.

Terceira fase: Esta fase é especifica. Com a utilização de no máximo 12 posições. O melhor método a ser utilizado o método hold-relax de flexionamento FNP ( facilitação neuromuscular proprioceptiva) que consiste em três passos: Primeiro, o músculo é alongado até sentir um desconforto. Segundo, contrai o músculo agonista por 8 segundo, numa contração isométrica máxima. Terceiro, depois dos 8 segundos, relaxe, e o músculo é alongado novamente ao novo limite. Como na segunda fase, deve ser feito um leve alongamento antes e depois. Esse trabalho é realizado em duplas e deve-se dar um descanso para o corpo de 48 horas. Não deve ser feito após nenhum trabalho de força pois haverá grande risco de lesões nas fibras musculares.

Período Competitivo: Nesse período apenas se faz um alongamento sem forçar, até se sentir levemente desconfortável, fazer duas series de trinta segundos para cada posição. É apenas para manter a flexibilidade obtida sem riscos de lesão e relaxar.

Flexibilidade X Musculação

O trabalho de musculação e flexibilidade e musculação devem ser associados, já que a musculação provoca a nodosidade muscular e diminui os arcos de movimento. Mas como vista anteriormente, o trabalho de flexionamento após uma sessão de musculação representa um serio risco de lesões, por forçar demais as articulações. Durante o período que se trabalha a RML (resistência muscular localizada) pode-se realizar o método passivo, ativo e até mesmo o FNP, após o treino de musculação. Mas durante a fase de hipertrofia e potência o trabalho de flexibilidade deve ser feito antes das sessões de musculação, sempre acompanhados de leves alongamentos antes e depois, principalmente depois, para recuperar os músculos para a sessão de musculação. Assim, tanto o trabalho de flexionamento quanto o de musuclação não serão afetados. Pelo contrario, um irá ajudar a desenvolver o outro.

Idade ideal para o flexionamento

Visto que a flexibilidade tem vários aspectos positivos como a prevenção de lesões, aumento da amplitude dos movimentos, redução no gasto de energia e com isso atrasa a "travada".

Segundo Settineri, a idade ideal seria entre 11 e 14 anos para meninos e 9 a 12 anos para meninas. Mas para o alongamento, leve, sem riscos de lesões pode-se começar antes, já que nessa idade, geralmente eles já são muito flexíveis e o ideal seria manter a flexibilidade.

Bibliografia:

- Dantas, Estélio H. M. , 1950 - Alongamento e flexionamento/ Estélio H. M. Dantas - 5. Ed. - Rio de Janeiro : Shape, 2005.