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sábado, 19 de julho de 2008

Rebeca Gusmão sonha com Pequim


Rebeca Gusmão é absolvida de doping
09 de Maio de 2008

Depois de quase dois anos de espera, a nadadora brasileira Rebeca Gusmão foi absolvida nesta sexta-feira por acusação de doping pela Corte Arbitral do Esporte (CAS). Em 2006, a nadadora foi submetida a exames para diagnosticar o nível de testosterona. O resultado do primeiro exame deu positivo, mas a contraprova da amostra foi negativa. Na época, Rebeca, que disputava o Troféu Maria Lenk, contestou os resultados do laboratório.

Em comunicado divulgado hoje, a defesa de Rebeca disse que o painel do CAS concluiu que "não havia jurisdição suficiente para analisar o caso". Mesmo com a decisão positiva, a nadadora ainda não está liberada para voltar às piscinas. Ela ainda precisa aguardar o julgamento da Federação Internacional de Natação (Fina) por outra suspeita de doping. Nos Jogos Pan-Americanos, no ano passado no Rio de Janeiro, outro exame da nadadora teve altos níveis de testosterona.


A absolvição foi considerada muito positiva pela defesa. "Ainda tem mais um julgamento na Fina, mas essa primeira absolvição no CAS era muito importante. Se ela for absolvida pela Fina, vai voltar a competir, inclusive na Olimpíada", disse uma representante da atleta. A Federação deve julgar Rebeca nas próximas semanas. A defesa vai alegar que houve erros de procedimento durante os exames antidoping dos Jogos no Rio

(Com informações da Reuters)




Na segunda-feira, 16/05/08, Rebeca deu uma entrevista sobre a decisão. Com maquiagem leve, par de brincos de argola dourada no pescoço e uma camisa branca com laço na manga, a nadadora chorou ao falar do apoio que tem recebido dos fãs, depois da suspeita de uso de doping. "Todos dizem sentir orgulho, não vergonha."







Mantendo o ritmo de treinos, sem boa parte dos patrocínios, Rebeca afirmou que teve de vender um carro para ajudar a custear as despesas de sua defesa. "Mas não vou deixar ninguém tirar esse sonho de mim", disse, às lágrimas, ao responder sobre a possibilidade de participar das Olimpíadas.

"Quando caio na piscina só penso em Pequim

", completou.

Ela afirmou que a melhor resposta para as acusações feitas contra ela seria uma medalha, que ela poderia trazer para o Brasil.

OUTRO JULGAMENTO
Apesar da batalha ganha semana passada, há ainda outras etapas que a nadadora terá de vencer. A Fina poderá abrir um novo painel sobre a suspeita de 2006. Isso porque a decisão da CAS não levou em conta o mérito do caso, apenas uma falha no procedimento da Fina. Além disso, corre ainda outro processo - aberto para verificar um exame feito em 13 de julho de 2007, véspera do Pan. O resultado, de acordo com o advogado de Rebeca, Breno Tannuri, é esperado para os próximos 15 dias.

Confiante no sucesso dos processos e na sua participação nas Olimpíadas, Rebeca afirmou que nadaria apenas da prova de 50 metros - desistiria, portanto, das provas de 100 metros e revezamento. "Apesar dos comentários, vou dar oportunidade para outros atletas, mesmo para aqueles que falaram e me julgaram sem me conhecer."

Rebeca rebateu os comentários de que seu corpo seria resultado do uso de anabolizantes. "As pessoas não conhecem meu treinamento", disse. "Não poderia ter o mesmo corpo que há 12 anos", completou. Ela fez um paralelo sobre a mudança de seu corpo com a de outro nadador, o americano Michael Phelps . "Ele ganhou a mesma quantidade de massa", disse. "Não é à toa que sou a melhor nadadora do Brasil."

Há ainda outra acusação sobre doping, baseada em um exame de DNA। O advogado de Rebeca, no entanto, disse desconsiderar esse processo. "Não fomos notificados, não apresentamos defesa. Esse é um dos casos mais absurdos que já vi na história do direito desportivo", completou Tannuri.

Médico afirma"Estar Tentando pegar a nadadora Rebeca Gusmão"?

A Transformação no corpo da nadadora Rebeca Gusmão(foto acima) é visível. Ela ganhou muita massa muscular em 6 anos, e passou a ser muito vigiada pela Federação Internacional de Natação.
Fabrício Costa
médico Eduardo de Rose

O médico Eduardo de Rose disse já estar tentando pegar a nadadora Rebeca Gusmão há algum tempo. Em entrevista à Folha de S. Paulo, De Rose afirmou que ele mesmo fez o pedido de exame para a Federação Internacional de Natação, que flagrou o doping da nadadora brasileira.Novembro 16, 2007


Confira a seguir todos os casos de doping na natação brasileira :


Hugo Duppré

O santista Hugo José Drupré ganhou grande destaque quando alcançou o recorde brasileiro dos 100m borboleta no Troféu Brasil de 1997. Mas ele acabou sendo sendo indicado para o exame antidoping, que indicou a existência da substância proibida Nandrolona. Hugo, que foi afastado pela Fina por quatro anos, alegou não ter sido informado por seu médico que as infiltrações que havia recebido no joelho continham a substância. Apesar da suspensão, o santista conseguiu voltar, inclusive, à seleção brasileira.

Laura Azevedo

Desde a categoria infantil, Laura Azevedo se destacou no cenário brasileiro. Em 1999, Laura foi morar e treinar nos Estados Unidos, mas continuava participando das competições nacionais. Em 2003, quando buscava uma vaga na equipe dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, foi indicada para realizar o exame antidoping que deu positivo para várias substâncias proibidas como Stanozolol, Norstrosterone e Metaltestosterone. A carioca foi condenada pela Fina por dois anos, mas nunca aceitou a punição e lutou para voltar a competir. Depois de conseguir autorização para competir apenas dentro do Brasil, a atleta se negou a fazer o exame durante o Estadual do Rio e acabou sendo banida do esporte por reincidência, em 2005. Laura continuou brigando na justiça comum do Brasil, mas a apelação acabou não sendo aceita.

Juliana Bassy Kury

A paulista Juliana Bassy Kury era uma das fortes candidatas a chegar à seleção brasileira de Atenas. Ela chegou a garantir vaga no revezamento 4x100m durante o Troféu Brasil de 2004 e ainda ajudou o grupo a bater o recorde nacional e sul-americano da prova. No entanto, dias depois, o Comitê Olímpico Brasileiro divulgou a presença da substância Stanozolol no exame antidoping realizado na atleta. Juliana, que foi suspensa pela Fina por dois anos, assumiu a ingestão da substância proibida, mas afirmou não saber que os suplementos que estava tomando continham Stanozolol. Em 2007, a paulista voltou a competir e, este ano, participou do Troféu Maria Lenk.

ss


Leonardo Jorge Costa

O baiano Leonardo Jorge Costa surpreendeu ao conquistar duas medalhas de bronze (100m e 200m costas) na Copa do Mundo, em Durban, na África do Sul, em 2004. No entanto, o teste antidoping realizado na competição indicou a presença da substância Stanozolol. Leonardo nunca quis falar muito sobre o caso, mas parece que um remédio para emagrecer seria o motivo do doping. Além da suspensão de dois anos, o nadador teve que devolver as medalhas conquistadas em Durban e o prêmio em dinheiro. Depois disso, o baiano mandou um e-mail de agradecimento aos amigos e informando que estava abandonando as piscinas.


Danilo Brito Carrega

Em 2004, o paulista Danilo Brito Carrega conquistou resultados expressivos. Mas, em 2005, após participar da Copa do Mundo e de um torneio em São Paulo, o nadador foi pego em um exame antidoping também com a Stanozolol. Ele teve uma postura parecida com a do Leonardo e, após a suspensão pela Fina de dois anos, assumiu a responsabilidade pelo doping e anunciou sua aposentadoria.

Renata Burgos

Renata Burgos foi um dos destaques do Troféu Open de 2006 ao vencer os 50m livre e ainda conquistar o índice para o Mundial de Melbourne. No entanto, logo depois, um exame da nadadora deu positivo também para Stanozolol. A nadadora, que ainda cumpre a suspensão por dois anos, alegou que não sabia que o suplemento que tomava tinha essa substância proibida.

Rogério Karfulkenstein
Rogério Karfulkenstein é o caso mais recente de doping entre brasileiros. Um exame realizado logo após a conquista da medalha de bronze na prova dos 50m nado peito do Torneio Open de Natação, em dezembro do ano passado, teve resultado positivo também para a substância Stanozolol.
O nadador assumiu ter tomado uma série de medicamentos em função de seguidas lesões e preferiu nem pedir a contraprova. Rogério, que também levou a suspensão de dois anos, anunciou o fim da carreira no início deste ano.

O caso de Rebeca se soma a vários escândalos recentes envolvendo atletas de elite com doping.

No mês passado, a velocista americana Marion Jones devolveu as cinco medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, depois de confessar que se dopava.







O ciclista dinamarquês aposentado Bo Hamburger acaba de publicar um livro em que declara não apenas que usava doping mas que todos os seus colegas de competição também o faziam.





Segundo uma pesquisa realizada pelo médico americano Mark Brodersen, mais de 50% dos atletas de ponta aceitariam tomar um remédio que diminuísse sua expectativa de vida em troca de melhor DESEMPENHO.


São questões A se pensar, sem dúvida O uso de doping não é ético ou sequer uma prática saudável, sem hipocrisia sabemos que atletas de alta performace EM sua maioria O fazem. Não posso concordar que todos pequem e apenas um seja cruxificado.

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OS FATOS


Março de 2006 - Antidoping de Rebeca no Troféu José Finkel aponta testosterona além do permitido. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos aceita a explicação de Rebeca de que a alteração foi causada por ovários policísticos. A Federação Internacional de Natação (Fina) não concorda e leva o caso para a Corte Arbitral do Esporte (CAS).

16/5/2008 - CAS alega que não é competente para julgar o caso e devolve processo à Fina.

13/7/2007 - A Fina requisita teste antidoping da nadadora, de novo com resultado positivo para testosterona. Fina divulga caso em 2 de novembro e suspende a atleta provisoriamente.

7/2008 - Painel da Fina anuncia suspensão definitiva de Rebeca até 2 de novembro de 2009.

DNAs diferentes viram caso de polícia

O caso Rebeca Gusmão veio a público em 11 de setembro de 2007, quando O GLOBO informou que a nadadora estava sendo investigada pela Fina por resultado positivo para testosterona exógena, em exame realizado em maio de 2006, em um laboratório no Canadá.

Leia mais: ( Doping de Rebeca Gusmão derruba Argentina no Pan )

Depois de negar o caso, a nadadora mudou sua versão e tentou desqualificar o laboratório.

Rebeca, durante o Pan do Rio - Foto de arquivo

Em 5 de novembro, a Fina divulgou outro resultado positivo para a mesma substância, em exame feito no dia 13 de julho. Rebeca voltou a criticar o laboratório e se disse vítima de complô.

Em 9 de novembro, foi divulgada a existência de dois DNAs diferentes nas amostras coletadas da urina de Rebeca, dos dias 12 e 18 de julho. Devido à repercussão, o Comitê Olímpico Brasileiro resolveu entregar o caso de fraude à polícia.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público denunciou a nadadora por falsidade ideológica, encaminhando o caso para a Justiça, que pode condená-la de um a três anos de reclusão.


Apesar dos danos saiu "barato", ela poderia:
  • ser banida definitivamente do esporte.
  • condenada criminalmente.
  • ter a imagem profissional eternamente marcada pelo doping.
    Foto de arquivo
Espero que Rebeca Gusmão dê a volta por cima, como Mauren Maggi o fez no atletismo, apesar de ser raros os casos de retorno com sucesso, com muito trabalho e dedicação creio que seja posssível.
É isso ... Se cuida menina!

terça-feira, 15 de julho de 2008

TREINO OLÍMPICO- com Michael Phelps


TREINO OLÍMPICO

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Um pouco mais do que 5 quilômetros entre a sua casa até o Meadowbrook Aquatic and Fitness Center.
.
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06:50 AM Phelps já está alongando na borda da piscina. Na água apenas a equipe masters que está encerrando o treinamento para a entrada do grupo principal treinado por Bob Bowman.

Mais de 550 vezes ao ano, Phelps e outros membros da equipe de elite do NBAC North Baltimore Aquatic Club realizam treinos por ano, aonde estao 2 piscinas de 50 metros com estrutura removiveis ou seja, adaptaveis para 25 ou 50 metros de acordo com a temporada em disputa.

No total sao 7 treinadores trabalhando em tempo integral, 7 pessoas na administracao e cerca de 100 pessoas que trabalham de forma parcial na estrutura que funciona 12 horas por dia o ano inteiro.



Divisao do programa NBAC:

I - Treinamento do Grupo de Performance (17 nadadores) - Idades entre 13 e 20 anos
II - Treinamento do Grupo de Desenvolvimento (25 nadadores) - Idades entre 12 e 18 anos
III - Grupo de Categorias Inferiores Principal
IV - Grupo de Categorias Inferiores de Desenvolvimento
V - Introducao ao processo competitivo
VI - Processo de formacao



O treino está escrito em um quadro branco ao lado da piscina.

07:35 AM Com o sol já despontando sobre o complexo indoor o treinamento na água está começando.

"Olhe suas viradas' é a primeira observação de Bowan para Phelps. Veja como Kevin está saindo rápido da borda todas as vezes? Veja como os pés deles estão saindo mais rápidos... completa a informação.

08:20 AM O grupo de 4 nadadores sai para uma pequena corrida de 4,5 quilômetros até o Robert Lee Park, um parque próximo. Phelps sofre de um problema de joelho que o impede de fazer esta atividade, substituída por alguns minutos na Stairmaster e mais 20 minutos na bicicleta.

Ele acabou de tirar os pontos alguns dias atrás, e chegou a 90 quilos, agora voltou para os seus normais 84.


09:30 AM café da manhã num local conhecido como Pete's Grille,

inicia com um sanduíche de ovos com queijo, alface, tomate, maionese e cebola. Ele pede outro. Agora seguem-se 3 torradas, um omelete a la oeste cheio de jalapeños e um mingau de milho queimado chamado grits. Ele ainda vai finalizar com 3 panquecas de chocolate que ele com dificuldade acaba comendo apenas parte.

Phelps consume cerca de 4.500 calorias neste café matinal e que isso é todo dia, aliás, às vezes as panquecas são substituídas por um milkshake de morango.

11:15 AM Phelps está de volta a sua casa. "Vejo você em três horas, agora vou tirar um sono".

02:30 PM Pela segunda vez em seis horas, Phelps acorda. Outra vez tem um prato de cereal Basic 4.

A casa está recheada de troféus e placas. Um poster de Atenas 2004 estampa a sala. Na cozinha está uma foto de sua participação em Sidney 2000. Na geladeira, um magnético com o número Toll-Free da Agência Mundial de Anti-Dopagem. Caixas e mais caixas de energéticos e suplementos são entregues na casa de Phelps, a grande maioria nunca solicitados. Sua geladeira está repleta de Reb Bull e ele abre um.

Seu quarto na parte de cima da casa não está todo organizado. Acabou de ser pintado, assim nem todos os seus eletrônicos estão organizados. Uma TV de 47 polegadas de alta definição na frente de um pequeno sofá chama a atenção. A janela está revestida de filme evitando a luz solar. Ele diz que aprendeu isso com Kyle Salyards e Tom Wilkens na viagem para Sidney.

03:45 PM O aquecimento da tarde começa, agora com a adição de 12 nadadores em idade de high school que não participaram do programa da manhã.

Cada estilo é enfatizado pelo menos uma vez por semana no programa neste treino principal da tarde.

Neste dia será peito, o mais fraco de Phelps. 20 x 100 jardas alternados com 5 x 100 100% é a série principal.
Uma segunda série segue0se agora para endurance, e outra série agora de borboleta.
O treino fica em 7.400 jardas, cerca de 7.000 metros. Pela manhã foram 5.000 jardas.

Na saída, Phelps para na secretaria e pega um e vai marcando as suas 4 provas, 100 e 200 borboleta, 200 e 400 medley e os 200 livre, será sua 5a prova individual.

06:30 PM Phelps contacta sua mãe por celular e pede para encontrá-lo no restaurante. Enquanto espera Debbie Phelps (a mãe) chegar, Phelps recebe uma ligação de Diana Munz, uma das grandes fundistas americanas que pergunta a Phelps sobre seu itinerário na Austrália, onde irá participar do Qantas Skins e da Copa do Mundo.
Go to fullsize image

08:00 PM Phelps e sua mãe estão de volta a casa. Cerca de 45 minutos depois estão de saída para visitar a irmã Hillary. Na manhã seguinte ele irá ser homenageado pelo Boys and Girls Clubs of America onde será anunciado como o porta-voz oficial da entidade.

Musculação e uma atenção maior com a alimentação mas isso é para depois da Olimpíada.

EFE, O norte-americano Michael Phelps diz que foco atual é treinamento

A PREPARAÇÃO OLÍMPICA DE MICHAEL PHELPS-2003/2004
por
Bob Bowman publicada na American Swimming Magazine edição de março de 2006

2003

Agosto

  • Início da preparação formal no dia 14 de agosto, 365 dias antes dos 400 medley em Atenas.
  • Trabalho técnico e Planejamento Mental do programa.


    Setembro

  • Alcançado o volume normal no dia 1º de setembro (65.000 metros por semana).
  • Fase de endurance.
  • Início do trabalho de preparação física mais intenso.
Agência/AFP
Outubro
  • Continuação do trabalho de endurance com ênfase nos 4 estilos e pernada.
  • Média de volume 75.000 metros por semana.
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Novembro
    • Training Camp na Nova Zelândia, 10 dias, teste do Fast Skin II.
    • Participação no Qantas Skins em Sidney, 3 dias.
    • Participação na Copa do Mundo em Melbourne, 4 dias.
    • Training Camp em Manley, 6 dias.A imagem “http://amadeo.blog.com/repository/1072345/2577887.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
    • Dezembro
      • Retorno para casa com passagem por Long Beach, local do Trials, (preparação mental).
      • Intensificação do treinamento (80.000 a 90.000 metros por semana).
      • Transição de dificuldade.

        2004

      • Janeiro

        • Recuperar concentração (estabilidade).
        • Redução do volume (60.000 por semana).

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        • Fevereiro
        • US Nationals em Orlando, 7 dias de descanso.
        • Retorno ao programa imediatamente, com 4 dias de training camp em Orlando.
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      • Março mídia e Training Camp em Freeport,
        Abril A imagem “http://www.enciclopedia.com.pt/images/l2446899.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
        Participação no Counsilman Classic em Indianápolis com problemas estomacais.
        Training Camp em Miami, 10 dias, Comercial da Visa.

        Maio
        International Media Weekend e NBAC final do atendimento e formal mídia até a Olimpíadas.
        Concentração no evento específico, preparação e velocidade, média de 60.000 metros por semana.
        Participação no Santa Clara Invitational e viagem direto para Colorado Springs.
        Junho
        Treinamento de altitude em Coiralo Springs, 19 dias, comercial da ATT.
        Participação no Argent Mortgage Invitational em Baltimore.
        Julho
        Seletiva americana em Long Beach.
        Seleção dos eventos para Atenas, segurança, concentração na escolha. Início da fase de recuperação.
        Training Camp em Stanford, 10 dias de trabalho intenso.
        AgostoA imagem “http://www2.uol.com.br/tododia/ano2004/agosto/150804/img/fotos/15esp6a.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
        Chegada em Atenas para registro, 2 dias.
        Olympic Training Camp em Mallorca, Espanha, fase de transição e início do polimento, 8 dias.
        Retorno para Atenas, 3 dias antes da competição.
        Jogos Olímpicos iniciaram em 14 de agosto.
        Training Camp em Freeport, Bahamas, 7 dias, comercial da Argent.
        Estruturado o esquema para atendimento e horários para a mídia e comerciais.
      • A imagem “http://www.enciclopedia.com.pt/images/oJnZeRx3.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
      • Agora é só pagar para ver se deu tudo certo para Pequim.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Evolução no traje de Natação

O Ataque de Tubarão

A natureza é uma excelente fonte inspiradora para o desenvolvimento de produtos com alto grau tecnológico. O exemplo mais recente é o Fast Skin, um maiô desenvolvido especialmente para competições e que tem seu conceito baseado nas características da pele dos tubarões.

A tecnologia está intimamente ligada à melhoria das marcas e resultados obtidos pelos atletas profissionais.

Entre as inúmeras inovações colocadas em prática nos últimos anos, uma das mais importantes foi o surgimento de novos maiôs para a natação.

Maria Lenk, em 1935

Para apresentar um perfil detalhado da evolução deste produto, e como ele influencia no desempenho dos nadadores, convidamos a Speedo - marca de materiais esportivos especialista em trajes para a natação profissional - detentora da tecnologia que resultou no Fast Skin, a última palavra em maiôs para a natação.
A imagem “http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2004/olimpiada/images/1900-principal.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Evolução

Imagine que em 1900 os maiôs utilizados pelos nadadores pesavam cinco quilos.

Foi a Speedo que fabricou os primeiros maiôs de seda, mudando completamente o conceito da natação.
Na década de 50, a empresa volta a inovar e fabrica o primeiro maiô de nylon lycra.




A nova guinada para a natação de competição acontece na Olimpíada de Barcelona (1992), quando a Speedo muda o conceito dos maiôs, acabando com o conceito de que quanto menos roupa, melhores resultados seriam alcançados.

Gustavo Borges
1992

O modelo revolucionário chamava-se S 2000 e caracterizava-se por ser feito de microfibra e elastano, cobrindo mais o corpo. Passados quatro anos, na Olimpíada de Atlanta (1996) é lançado o maiô Aquablade.
O modelo representava uma novidade, apresentando menor resistência na água, se comparado à pele humana.
Destaque para o fato de o tecido ser listrado, com aplicações de resinas que repelem a água, melhorando a velocidade e reduzindo a resistência, permitindo que o nadador deslize com maior facilidade.
Uma das versões disponíveis recobre o corpo ao máximo, incluindo os joelhos, proporcionando um menor atrito com a água.
Pela primeira vez as pernas são cobertas nas roupas de performance.
O traje da discórdia, da SpeedoA imagem “http://www.geocities.com/yakkoswim/speedo_fastskin_foto.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Surge o Fast Skin
Após quatro anos de trabalho, que contou com o apoio do Museu de Ciências Naturais de Londres, equipes formadas por técnicos especializados em várias áreas e um grupo de elite de nadadores, todos campeões olímpicos e mundiais, desenvolveu-se o novo maiô para competição.
A missão principal era fabricar um produto mais rápido e melhor.
O foco que foi tomado foi partir para a observação da natureza.
Os estudos direcionaram-se para o tubarão, que é a criatura mais rápida na água, apesar de não ser hidrodinâmico assim como o homem.








Decidiu-se então imitar o desenho do tubarão, sendo que o seu segredo são os dentículos parecidos com aerofólios e sulcos com formato em "V", que têm como função reduzir o arrasto e a turbulência ao redor do corpo.
Os dentículos ainda direcionam o fluxo de água sobre o corpo e permitem que a água passe sobre o tubarão de maneira mais eficiente.

O Fast Skin agrega estas características, além de ser um maiô em 3 D (três dimensões).
Por dois anos consecutivos efetuou-se em competições por todo o mundo, o escaneamento dos atletas em 3 D.
A partir destes dados definiu-se que o maiô não poderia ser plano, e sim ter um volume baseado na média dos corpos dos atletas.
O tecido utilizado imita a pele do tubarão e é composto por fibra de nylon com elastano, contando com a máxima elasticidade.
Para isto, utiliza 26 pontos para cada 3 cm de costura, e usa 52 cm de linha por cm de costura que é plana.
Não há qualquer excesso de tecido, tornando a roupa mais agarrada o possí-vel.
O contorno é dinâmico e a mo delagem foi desenvolvida para fazer todos os movimentos. Outras características importantes são o formato que acompanha o movimento do tronco (centro do corpo) e a não alteração na temperatura do corpo humano.

Costuras especiais
Os músculos, quando trabalham vibram.
Este processo natural não pode ser impedido pelo maiô.
A solução foi fazer costuras que imitassem os tendões humanos.
Desta forma, a costura passou a ser superelástica, executada com um sistema exclusivo que utiliza 20 vezes mais linha que a costura normal.
O processo de fabricação de uma peça demora oito vezes mais que uma peça normal.

A australiana Alice Mills ajeita o traje antes da prova, no Mundial de natação de Manchester

A australiana Alice Mills ajeita o traje antes daprova, no Mundial de natação de Manchester


Testes e resultados
Apesar de o produto ter sido lançado um pouco antes da Olimpíada de 2000, em Sydney, o Fast Skin começou a ser testado em 1996.
Os resultados indicaram que o Fast Skin é 7,5% mais rápido do que qualquer outro modelo testado.
O conceito do novo maiô foi totalmente aprovado pela Federação Internacional de Natação (FINA), em novembro de 1999.
Imediatamente os resultados começaram a surgir.
Na Olimpíada de Sydney, 13 dos 5 recordes mundiais foram quebrados por nadadores que utilizavam o Fast Skin, além de 83% do total de medalhas das provas terem sido conquistados por quem usava este maiô.
O sucesso foi repetido novamente no Campeonato Mundial de Natação de 2001, em Furuoka - Japão - quando 87% das medalhas foram conquistadas pelos nadadores que usavam o Fast Skin.

O que vem por aí
Apesar de todo o sucesso do Fast Skin, a Speedo desenvolveu um produto sucessor, que foi lançado próximo da Olimpíada de 2004, em Atenas.

Modelos
O Fast Skin está disponível nas versões corpo inteiro com mangas e sem mangas (são as melhores opções), maiô olímpico, bermudas e legskin.
Destaque para o fato de o produto não está disponível para crianças.
No Brasil, o produto estará disponível em breve.
A dúvida atual está entre o próprio LZR e o Tracer Rise, da TYR
A imagem “http://images.salon.com/tech/machinist/blog/2008/04/10/speedo_suit/story.jpg” contém erros e não pode ser exibida.


Sullivan, recordista dos 50 m livres: maiô aprovado

Polêmica dos maiôs da natação vai parar na Justiça

TYR Sport acusa a Speedo de conspirar com a Federação Norte-Americana de Natação

Mark Baker, AP /

Vestindo o LZR Racer, Libby Trickett bateu o recorde mundial dos 100m livre

Traje desenvolvido pela Nasa empurra os limites dos tempos


O australiano Eamon Sullivan quebrou o recorde mundial dos 50 m livres, a prova mais rápida da natação.
É disputa decidida na explosão. Alguns atletas nem sequer respiram entre as braçadas.
Sullivan percorreu a distância em 21s56 e superou a marca mais antiga da natação, do russo Alexander Popov (21s64, de 2000).
A proeza aconteceu no campeonato de Nova Gales do Sul, em Sydney, na Austrália.


Sullivan, recordista dos 50 m livres: maiô aprovado

Sullivan chamou a atenção pelo traje preto e cinza muito apertado.
É o ultratecnológico LZR Racer, da Speedo.
A roupa foi desenvolvida com ajuda da Nasa, a agência espacial americana seu slogan é a natação entra na era espacial.
Em canais aquáticos e túneis de vento semelhantes aos usados na Fórmula 1, cerca de 400 nadadores e modelos testaram 60 tipos de tecido.
O resultado é um maiô muito leve e sem costuras, apenas com um zíper nas costas. Segundo a Speedo, a roupa tem 5% menos atrito do que a usada anteriormente. A velocidade final pode aumentar em 4%.

francês Alain Bernard conseguiu uma nova marca mundial, com um Maiôs especiais não são novidade na natação, e muitas vezes servem de marketing.
Gustavo Borges lembrou, em entrevista ao jornal Lance!, o uso de uma sunga de papel muito fina e apertada nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992.


Na véspera dos Jogos de Atenas, em 2000, a Speedo lançou a Fast Skin, uma versão anterior da LZR.

Com o novo traje, três nadadores já quebraram recordes mundiais Kisty Coventry, do Zimbábue, nos 200 m costas, e a americana Natalie Coughlin nos 100 m costas, além de Sullivan.
Um brasileiro também já provou a eficiência da roupa.
César Cielo melhorou seu próprio recorde sul-americano nos 100 m livres, durante o Grand Prix de Columbia, nos Estados Unidos.
Satiro Sodré/CBDA

Até agora, Cielo está preferindo modelo da Tyr

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A roupa deverá ser usada em larga escala nos Jogos de Pequim inclusive pelo americano Michael Phelps, o maior nadador da atualidade.

Phelps é um dos favoritos a medalha olímpica

Phelps é um dos favoritos a medalha olímpica