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quarta-feira, 16 de abril de 2008

POLÊMICO UNIFORME DE NATAÇÃO

speedo.jpg A Speedo, empresa australiana de artigos esportivos, vive o momento de maior presença de mídia em seus 80 anos de atuação - 30 dos quais também no Brasil - , reflexo da polêmica envolvendo o macacão LZR Racer, que coleciona recordes mundiais e aumentou a visibilidade da natação às vésperas das Olimpíadas de Pequim. A imagem “http://www.smh.com.au/ffximage/2008/02/12/leiseljones_narrowweb__300x429,0.jpg” contém erros e não pode ser exibida.Só se fala no LZR Racer, da Speedo. Bateram 18 recordes mundiais este
ano, em três meses, e a coqueluche da vez é a nova e revolucionária
roupa que faz todo mundo voar. Pelo menos é o que dizem por aí, não tive
a oportunidade de vestir uma para falar por mim mesmo.
Para o diretor de marketing da Speedo no Brasil, Renato Hacker, a repercussão colocou a marca num novo patamar de exposição de mídia. A imagem “http://www.fibre2fashion.com/news/images/speedo_5020017.JPG” contém erros e não pode ser exibida."Sem dúvida a polêmica aumenta as vendas e coloca a natação em evidência, faz que o esporte seja mais praticado, favorecendo o resultado da empresa", comenta Hacker.

In the zone … Nick D'Arcy at the Olympic trials last month.

De acordo com Hacker, a vantagem do traje, que chega às lojas em julho, um mês antes das Olimpíadas, é que ele não tem costura e sim uma solda ultrasônica, desenvolvida em parceria com a NASA. Trinta por cento da roupa é composta de elastano e os demais 70% são mantidos em segredo.
SPEEDO FASTSKIN PRO MALE LEGGING, YOUTH AND ADULTA roupa, que possui 5% menos atrito e 6% mais rendimento de oxigenação do que a terceira geração, dura cerca de oito horas à nível competitivo e custa de US$ 300 a US$ 800.essa vantagem chegue A todos os atletas para que

Torço para que essa vantagem chegue A todos os atletas para que afinal A natação tenha igualdade de condições.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

COSTAS

TÉCNICA de COSTAS

A aprendizagem do estilo costas é relativamente simples.
A técnica consiste basicamente num batimento de pernas e na rotação alternada dos braços com uma fase propulsora subaquática e uma fase de recuperação aérea.
A posição deve ser o mais horizontal possível.

Foto: Satiro Sodré
Thiago Pereira


O nadador deve nadar sobre as suas costas durante a prova.
Sair desta posição implica a sua desclassificação, excetuando a
virada.

Posição do corpo
Numa visão lateral, deve ver-se o peito do nadador numa posição plana e horizontal ao nível da água; Deve ser evitada a tendência de nadar sentado na água; A cabeça alinhada com o corpo, olhar para cima; Visto de trás, os ombros realizam uma rotação na direção do braço de tração; Não deve haver deslocamento lateral do ombro como resultado da ação do braço; A anca faz uma ligeira rotação de reação associada à ação das pernas.
Conclusão: Como em qualquer técnica de nado, a posição do corpo do nadador na água está intimamente relacionada à eficiência de seus movimentos de braços e pernas.

Erros comuns: Cabeça muito alta; movimento de cabeça para os lados, acompanhando a entrada dos braços na água;
cabeça excessivamente para trás; quadril muito baixo.

Pernas
É basicamente semelhante à pernada do crawl, com a inversão do movimento; movem-se alternadamente no plano vertical; parte de sua função é estabilizar e equilibrar o nado; pequena propulsão no batimento para cima (em oposição ao crawl); tornozelos relaxados no batimento para baixo; flexão plantar no pontapear para cima; dedos dos pés voltados para dentro (como no futebol, pontapear com o peito do pé); joelhos devem permanecer o tempo todo abaixo da superfície da água, evitando o movimento de bicicleta; a pernada nas costas é mais eficiente que a do crol em termos de propulsão.

Erros comuns: trabalho das pernas sem rítmo; rigidez no batimento das pernas; pouca amplitude no movimento de pernas; batimento das pernas muito profundo; excessiva elevação no batimento das pernas; flexão exagerado dos joelhos no batimento de pernas; batimento das pernas completamente estendidas e com os pés fletidos; flexão das pernas no início do movimento descendente.

Braços A imagem “http://www.informacao.srv.br/cpb/img/natacao/14-2.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Como no crawl, a acção dos braços é alternada; são propulsores do nado; A sua ação divide-se em duas fases:
Subaquática ou propulsiva
e recuperaçãoImages: 060406lucas.jpg


Propulsiva
Agarre: é a base da fase propulsiva; o movimento começa com o braço dentro da água; mão alinhada à frente do ombro; braço estendido - punho ligeiramente flectido; trajetória da mão é para baixo saindo da linha do ombro; aqui começa a rotação do ombro;

Tração: Braços fletidos ou estendidos? Adloph Kiefer - pai da técnica de costas, nadava com os braços estendidos tendo conseguido bons resultados em 1936 Roland Matheus, em 1972, alcançou-os com braços fletidos.
Alguns autores aconselham na fase de aprendizagem ensinar a braçada com braços estendidos pelo fato de ser mais fácil de executar.

A braçada com os cotovelos fletidos está comprovada cientificamente ser mais eficiente; antebraço e mão voltadas para os pés;
a mão move-se para baixo descrevendo um "
s" alongado;
o ângulo entre o braço e o antebraço diminui quase até um ângulo recto,
ao atingir o nível do ombro;
a força da articulação do ombro dita a amplitude deste movimento;
a tração vai até que o braço e mão atinjam simultaneamente o plano lateral do ombro; neste ponto a mão está mais afastada lateralmente do movimentos .

Empurre: A mão é que conduz o movimento; palma da mão ainda voltada para os pés;
no fim da ação propulsiva, braços estendidos com a palma da mão voltada para baixo.

Recuperação Montreal - Fabíola Molina nadou os 100m costas na manhã desta segunda-feira, 25/07, em 1m03s14. Ficou em 19º lugar e fora da semifinal por três posições.
Recuperação: Rotação axial do braço para dentro; a mão com o polegar para cima, os braços movimentam-se verticalmente para cima, próximo do corpo; rotação do braço para fora da água; no final desta rotação a mão estará voltada para fora; os braços devem ser mantidos numa diferença de 180 graus entre si, durante o ciclo; flexibilidade do ombro é fundamental.

Entrada: entrada pelo dedo mínimo; flexão do punho antes da entrada; o ponto de entrada é a linha do ombro; no momento da estrada, os ombros devem estar posicionados horizontalmente em relação à superfície da água; quanto mais flexíveis forem os ombros, melhor será a entrada.

Erros comuns: Entrada dos braços ultrapassando a linha mediana do corpo, exageradamente afastados e flectidos; não apoiar as mãos no início da braçada; apoio inicial das mãos muito superficial; executar a tração com os braços estendidos (lateralmente e verticalmente); executar movimentos assimétricos de braços, dentro ou fora da água; projetar e elevar o cotovelo na tração, antes do braço; elevação do cotovelo no final da tração; terminar a braçada, com as mãos muito afastadas no corpo; no final da tracção, empurrar a água somente para frente; iniciar a recuperação com os braços flectidos; recuperar os braços sem estarem relaxados; recuperação de braços com os ombros dentro da água.

Respiração
Sem problemas para o nadador, pelo facto de o rosto estar sempre fora da água; respiração natural; ar é inspirado durante a recuperação de um braço e expirado na recuperação do outro.

Erros comuns: respiração sem ritmo

Coordenação dos movimentos
Em regra 6 batimentos de pernas para cada ciclo de braçadas com ritmo suave e fluente.

A imagem “http://www.geocities.com/clubelisnave/costas.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Saída

A imagem “http://www.bestswimming.com.br/2005/back4.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

O nadador dentro da água segurando a parede da piscina, pés totalmente submersos; mãos segurando com firmeza a barra à largura dos ombros; pés na parede e dedos abaixo da superfície.

No voo sair da água o máximo possível; corpo estendido e levemente arqueado com a cabeça para trás.
Foto: ASP
Fabíola Molina

Na entrada os dedos das mãos devem entrar primeiro.

Montreal – As eliminatórias desta quarta-feira (27/07) terão Fabíola Molina e Flávia Delaroli nos 50m costas, a partir das 10h30 de Brasília. Fabíola está com o foco todo concentrado na disputa e, analisando o balizamento, disse que vai fazer o possível para fazer tempo perto ou melhor que o seu recorde sul-americano (29s25), feito no Troféu Brasil-Correios deste ano, em Belo Horizonte, para conseguir a semifinais e depois, a final.Montreal - Na noite de terça-feira (27/07), Fabíola Molina fez 29s39 nos 50m costas na segunda série semifinal e terminou em 14º no geral. Segundo sua interpretação, ela cometeu o mesmo erro que Fernando Scherer nos 50m borboleta.



No deslize, ficar debaixo da água mais ou menos 45 cm, corpohorizontal e batimento de pernas duplo, ondulação do borboleta ou golfinho invertidoA imagem “http://www.bestswimming.com.br/2005/back8.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

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Erros comuns: Na posição inicial, não flectir os braços e pernas; lançar os braços para cima (vertical); saltar exageradamente para cima; não lançar a cabeça para trás; dar impulso na parede, antes dos braços estarem atrás da cabeça; cabeça muito baixa durante o deslize; não estender completamente o corpo; após o deslize, puxar inicialmente os dois braços; puxar um braço, logo após o impulso.

Virada


Tocar com qualquer parte do corpo; a virada mais rápida é de cambalhota; avaliação do momento da viragem; sem perder velocidade, cruzar o braço da recuperação a frente do peito; giro de ombro; cambalhota; braçada submersa; toque; impulso; deslize e movimentos iniciais.

Erros mais comuns: Diminuir o ritmo do nado antes da aproximação à parede; tocar com duas mãos na parede; após tocar na parede, lançar os braços por fora de água; dar impulso na parede, com as pernas estendidas; dar impulso na parede sem ter os dois braços estendidos atrás da cabeça; dar impulso na parede com os pés muito acima ou muito abaixo em relação ao plano do corpo; abandonar a parede sem estar na posição de costas; deslize exagerado, após a impulsão na parede, puxar simultaneamente os braços.

Chegada

Thiago Pereira durante a prova. Foto: Reuters

Erros mais comuns: Diminuir o ritmo do nado, antes de se aproximar da parede; dirigir a vista para a parede, 3 ou 4 braçadas antes; dar uma braçada de mais ou de menos, para chegar.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

BORBOLETA

TÉCNICA BORBOLETAA imagem “http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/natacao/imagens/mergulho-158.jpg” contém erros e não pode ser exibida.




A técnica de borboleta é complexa e principalmente requer uma demanda energética muito alta. Minimizar as distâncias de borboleta, ou pelo menos maximizar a qualidade do nado é algo bastante comum nos treinamentos que visam desenvolver o nadador de borboleta.

A imagem “http://www.ci.grapevine.tx.us/Portals/0/dreamstimeweb_216865%20lap%20swimming%20swimmer.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Afim de evitar o supertreinamento e a superdistância do nado borboleta, algumas dicas para maximizar a técnica do nado sem a necessidade do stress do estilo no treinamento:

  • Nadar borboleta sempre em boa técnica.
  • Optar pelas distâncias menores 25 e 50 metros. Em caso de controle da técnica perfeita, isso pode ir sendo incrementado.
  • Fazer séries de borboleta + crawl incentivando o nadador a manter a técnica perfeita no nado borboleta. Ou seja, tiros de 100 nadando borboleta até quando sentir que está perdendo a correta forma de nadar. Isto pode ser por 5 metros ou coisa parecida e ser incrementado com o treinamento e a prática correta.
  • Nadar borboleta com pé de pato para melhorar a técnica e diminuir a sobrecarga.
  • Nadar borboleta com uma braçada e três pernadas, nado que é mais fácil de ser controlado por distâncias maiores.
  • Executar educativos de nado borboleta diariamente para a fixação de uma técnica correta.
  • Aumento do trabalho de pernada e pernada submersa para a melhora do nado.

Descrição

Durante o nado borboleta, o corpo fica na posição horizontal em decúbito ventral. Toda a cabeça submersa (a não ser no momento da respiração) e queixo próximo ao peito (osso externo).

A pernada no Borboleta é fundamental, pois além da propulsão, também ajuda na sustentação do corpo no momento da respiração. Elas realizam movimentos simultâneos, a partir da articulação coxo-femural (com reflexo no restante do corpo - movimento ondulatório), num ritmo ascendente/descendente.

As pernas e os pés encontram-se para trás, no movimento descendentes e ligeiramente flexionados no movimento ascendentes (até que os tornozelos atinjam o nível da água). O iniciante deve manter o quadril relaxado e concentrar a força no peito dos pés.

Foto: EFE Foto: Satiro Sodré Satiro Sodré
Kaio Márcio

Os braços entram simultaneamente na água (fase Pegada) bem à frente da cabeça na linha dos ombros.
A imagem “http://www.informacao.srv.br/cpb/img/natacao/15-1.jpg” contém erros e não pode ser exibida. A imagem “http://www.academiadeesportes.com.br/natacao_files/image004.jpg” contém erros e não pode ser exibida. A imagem “http://www.ci.grapevine.tx.us/Portals/0/dreamstimeweb_216865%20lap%20swimming%20swimmer.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
As mãos ficam a mais ou menos 45° do nível da água, com sua palma voltada para fora, entrando na água primeiramente com o polegar. A puxada tem o padrão do "S" alongado, para cada braço, iniciando-se de forma subaquática, afastando os braços para lateral logo após a entrada na água, aproximando-se do corpo ( na altura do quadril), mantendo os cotovelos altos, coincidindo com a elevação da cabeça, respiração e pernada (movimento descendente). A finalização ocorre quando as mãos passam próximos às coxas, com a palma voltada para dentro, rompendo a linha da água primeiramente com o cotovelo. Durante a recuperação dos braços, primeiramente coloca-se a cabeça na água após a respiração, depois os braços passam pela lateral do corpo por cima da água, flexionados e os cotovelos, entrando novamente bem à frente da cabeça para iniciar a fase da pegada.

Quanto à coordenação braço-perna-respiração, inicia-se a braçada com uma pernada, e durante a aproximação das mãos (na altura do quadril), realiza-se outra pernada e a elevação da cabeça para respiração. A respiração ocorre quando as mãos estão próximas ao abdome e execução de uma pernada.


domingo, 6 de abril de 2008

PEITO


O nado peito
Foto: Satiro Sodré



Na última década, um dos esportes que mais evoluíram tecnicamente, sem dúvida, foi à nataçã Cada vez mais e mais pessoas, vem buscando a prática da natação como lazer, pela prescrição médica e também por esportAs evoluções vão desde o condicionamento físico dos atletas como também a tecnologia empregada na confecção de roupas que buscam melhorar cada vez mais o desempenho dos nadadores.Dentre os quatro estilos competitivos, o nado de peito é certamente o que mais avançou em técnica e modificação de estilo, mesmo sendo o mais lento dos nados, o peito através de seus nadadores e estudiosos, vem diminuindo progressivamente seus tempos e melhorando seus desempenhos.De acordo com McCauley (1998), podemos dizer que hoje em dia existem três estilos diferentes de nado de peito: o convencional (plano), o ondulado e a onda (moderno).


O estilo convencional (plano) Este estilo era o mais utilizado para o aprendizado de adultos e crianças, mas aos poucos esta sendo mudado; com um deslocamento horizontal forte provocado pela ação da pernada, o corpo desliza sem elevação de ombros no momento da respiração.

O estilo ondulado
com o movimento de tronco semelhante ao da ondulação do golfinho, consiste em um forte movimento de braço buscando a maior elevação possível no momento da respiração e um movimento de perna para trás e para baixo provocando um encaixe de quadril para a execução do deslize e projeção à frente. Este estilo requer de seu praticante extrema flexibilidade.

O estilo onda (moderno)
Atualmente, este estilo inventado pelo treinador húngaro Jozsef Nagy e segundo Santos (1996), aperfeiçoado por Mike Barrowmam (medalhista de ouro olímpico em Barcelona nos 200m, com o tempo de 2:10: 16) é o mais praticado hoje por nadadores de elite de todo o mundo.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o estilo onda (moderno), do nado de peito, não é tão difícil de aprender; tudo que se precisa fazer são mudanças, por exemplo, no ângulo ao qual as mãos são lançadas, a velocidade de execução da pernada, o momento da respiração, e outros.
Para melhor esclarecer estas mudanças e as novas tendências técnicas no estilo do peito moderno, faz-se este artigo.





Alongamento ou Torpedo (Deslize):


Fase dada ao término da pernada onde o corpo alcança sua maior velocidade em projeção horizontal, para frente, acontecendo assim o deslize


















Varredura para Fora:

Segundo Maglischo (1999), esse não é um movimento propulsivo, sua principal finalidade está em posicionar corretamente os braços para a geração de força propulsiva na varredura para dentro


A varredura para fora começa com a movimentação dos braços para fora e para frente





As palmas das mãos estão voltadas para baixo ao começar a varredura, girando-as lentamente para fora ultrapassando a linha dos ombros começam a se movimentar para baixo até o ponto de agarre


Para Salo (1998), esta fase da braçada chamada de Outsweep é a fase de preparação para o momento propulsivo.
De acordo com Laughlin (1999), esta fase da braçada é chamada de Y; Neste momento as mãos não devem sair da água, cada polegada de braçada é movimento Depois de realizado o deslize ou torpedo, o tórax continua a apoiar-se sobre a água e a elevar os quadris, quando se executa uma varredura para fora realizando a posição semelhante à de um Y . Esse momento não requer força, mão, pulso e antebraço, devem trabalhar como um só. É preciso ancorar as mãos na água como se houvessem degraus onde agarrar e puxar o corpo. Importante sempre manter o alinhamento entre a coluna cervical e torácica.

Varredura para Dentro:

Fase onde o nadador sai da posição do Y e pressiona a água para baixo e para dentro. Os cotovelos permanecem elevados, e as mãos e antebraços giram para baixo e para dentro em torno deles, esta fase termina quando as mãos estão se aproximando e unindo-se sobre o peito, conforme Maglischo (1999) e Laughlin (1999).Para Salo (1998), Esta é a fase em que a velocidade do braço vai aumentando, neste momento a parte interna dos braços apóia na água, pela conclusão do mesmo, o nadador começa a unir as mãos quase tocando os cotovelos até o início da fase seguinte, os ombros se elevam durante o deslocamento.

Elevação para respiração:

A cabeça não se ergue na respiração. Durante todo tempo deve-se manter o alinhamento da coluna cervical e coluna torácica, a elevação deve ser feita pela ação de uma braçada eficiente e não por contração dorsal, Laughlin (1999).
Os nadadores devem estar olhando para baixo com sua cabeça encaixada entre os braços, enquanto estes se estendem para frente antes do inicio da braçada. A fase começa a se erguer para a superfície enquanto os braços movimentam-se para fora, a cabeça deve estar na superfície ao ser executado o agarre. Depois que a cabeça atingiu a superfície, o movimento descendente dos braços completará o levantamento da face, de modo que a boca estará acima da superfície enquanto os braços fazem a varredura para dentro. Maglischo (1999)

Recuperação:
Para Maglisho (1999), a recuperação dos braços começa quando as mãos estão aproximadamente a meio caminho em seu movimento para dentro. Os nadadores devem diminuir a pressão contra a água e apertar seus braços para baixo e para dentro abaixo dos ombros. As palmas da mão devem girar para dentro e para cima, e os cotovelos devem aproximar-se um dos outros, por baixo do corpo, enquanto as mãos deslocam-se na direção da superfície. Elas devem ser giradas para baixo, e os cotovelos devem ser mantidos juntos, de modo que os braços assumam a forma de uma seta ao se estenderem para frente.
Para Salo (1998), esta é a fase em que os braços se estendem à frente com os cotovelos próximos e as mãos unidas. Se essa fase deve acontecer sobre ou debaixo da superfície da água não é tão importante como enfatizar que as mãos não devem ser erguidas fora da água. Neste momento as mãos estão a uma posição mais alta que os cotovelos movendo-se adiante por baixo.
Laughlin (1999), define esta fase como Estocada. Neste momento, a cabeça alcança seu ponto mais alto. Os braços seguem a frente em uma linha compacta. Os quadris estão na melhor posição possível onde serão utilizados para lançar o corpo à frente com a execução da pernada (arco e flecha - o corpo se torna um arco que armazena energia nos quadris, em seguida, se torna uma flecha mergulhando a frente e liberando a energia armazenada no quadril).
Laughlin (1999), ainda define a fase seguinte como Mergulho (Entrada), ou seja, no momento de alongamento da estocada, o ângulo de reentrada é o ponto principal onde se tenta criar o maior comprimento possível de onda. O braço deve ser estendido antes da face reentrar na água, enquanto a coroa da cabeça acompanha as pontas dos dedos a diante.
A energia potencial criada que ergue o corpo sobre a água é convertida em energia cinética para a progressão à frente.
Reiniciando o ciclo novamente: Torpedo (Deslize), Varredura para Fora, o Y (Agarre), Varredura para Dentro, Estocada e Mergulho (Entrada).A PERNADA DO NADO PEITO
Entre todas as pernadas, a pernada de peito não tem igual. Em todas as outras pernadas os membros superiores contribuem com 60 a 90% do poder propulsivo, com as pernas fazendo um papel secundário, em alguns casos fazem um pouco mais que estabilizar o corpo ou ajudar na rotação. No nado de peito a relação dos braços com as pernas para peitistas nascidos com uma grande pernada, as pernas podem promover 80% de propulsão, conforme Terry Laughlin (2001).
O estilo de pernada mais utilizado atualmente pela maioria dos nadadores de classe mundial praticantes do nado de peito é, na verdade uma movimentação diagonal das pernas (à semelhança de uma hélice), em que os pés palmateiam para fora, para baixo e para dentro e bem como para traz. As solas dos pés são as superfícies propulsivas principais, deslocando água para trás como fólios, e não empurrando para trás como remos. Há quatro fases: recuperação, varredura para fora, varredura para dentro e sustentação(deslize), de acordo com Maglischo (1999).
A recuperaçãoFoto: Satiro Sodré
Segundo Maglischo (1999), depois de completada a fase propulsiva da braçada, as partes inferiores das pernas são conduzidas para frente até que estejam muito perto das nádegas. Os nadadores devem deixar cair os quadris e inclinar o corpo para baixo, desde a cabeça até os quadris, de modo que possam fazer a recuperação das pernas sem que ocorra flexão dos quadris.
Os pés devem deslocar-se quase diretamente para frente, dentro dos limites dos quadris. Os dedos dos pés devem estar apontados para trás (pés estendidos). Os joelhos devem separar-se durante esta fase a fim de manter as partes inferiores das pernas e os pés dentro dos limites do corpo, mas não devem separar-se mais que a largura dos ombros, ou isso aumentará o arrasto.
Varredura para fora
As pernas fazem movimentos circulares para fora e para frente ao se aproximarem das nádegas para realizar a transição entre a recuperação e a varredura para fora. Depois disso, continua o movimento circular para fora e para trás até a posição de agarre. O agarre é executado no meio do caminho do trajeto do movimento dos pés para fora. A velocidade dos pés deve desacelerar durante a varredura para fora, até que eles sejam impulsionados para frente pelo corpo ao ser executado o agarre. Maglischo (1999).
Varredura para Dentro
Segundo Maglischo(1999) A varredura para dentro e a única fase propulsiva da pernada do nado de peito. As pernas movimentam-se para baixo, para trás e para dentro até que estejam completamente estendidas e praticamente unidas atrás do nadador. As solas dos pés estão giradas para baixo e para dentro até ter-se completado o movimento.

SINCRONIZAÇÃO DO NADO

Há disponível na literatura inúmeros artigos que citam três estilos gerais de sincronização do nado de peito: Continuo, por deslizamento e por superposição. Neste artigo falaremos sobre a sincronização por superposição no qual é defendida por Ernest W. Maglischo no qual esta toda base bibliográfica deste artigo.
Segundo Maglischo (1999), o melhor modo de eliminar, ou de pelo menos, reduzir o período de desaceleração entre o final da fase propulsiva da pernada e o inicio da fase propulsiva do braçada consiste em utilizar a sincronização por superposição. A relação entre a pernada e a braçada deve ser tal que os braços executem seu agarre quase que imediatamente depois de terminar a fase propulsiva da pernada. Essa sincronização é seguida pelo movimento dos braços para fora, quando as pernas estão se movimentando para dentro durante a fase final da varredura para dentro. Embora sua rápida velocidade de movimento vá aumentar o desperdício de energia, provavelmente será mais rápido nadar dessa forma do que guardar energia ao dar menor número de braçadas com uma velocidade média mais baixa por braçada.