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quinta-feira, 10 de abril de 2008

BORBOLETA

TÉCNICA BORBOLETAA imagem “http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/natacao/imagens/mergulho-158.jpg” contém erros e não pode ser exibida.




A técnica de borboleta é complexa e principalmente requer uma demanda energética muito alta. Minimizar as distâncias de borboleta, ou pelo menos maximizar a qualidade do nado é algo bastante comum nos treinamentos que visam desenvolver o nadador de borboleta.

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Afim de evitar o supertreinamento e a superdistância do nado borboleta, algumas dicas para maximizar a técnica do nado sem a necessidade do stress do estilo no treinamento:

  • Nadar borboleta sempre em boa técnica.
  • Optar pelas distâncias menores 25 e 50 metros. Em caso de controle da técnica perfeita, isso pode ir sendo incrementado.
  • Fazer séries de borboleta + crawl incentivando o nadador a manter a técnica perfeita no nado borboleta. Ou seja, tiros de 100 nadando borboleta até quando sentir que está perdendo a correta forma de nadar. Isto pode ser por 5 metros ou coisa parecida e ser incrementado com o treinamento e a prática correta.
  • Nadar borboleta com pé de pato para melhorar a técnica e diminuir a sobrecarga.
  • Nadar borboleta com uma braçada e três pernadas, nado que é mais fácil de ser controlado por distâncias maiores.
  • Executar educativos de nado borboleta diariamente para a fixação de uma técnica correta.
  • Aumento do trabalho de pernada e pernada submersa para a melhora do nado.

Descrição

Durante o nado borboleta, o corpo fica na posição horizontal em decúbito ventral. Toda a cabeça submersa (a não ser no momento da respiração) e queixo próximo ao peito (osso externo).

A pernada no Borboleta é fundamental, pois além da propulsão, também ajuda na sustentação do corpo no momento da respiração. Elas realizam movimentos simultâneos, a partir da articulação coxo-femural (com reflexo no restante do corpo - movimento ondulatório), num ritmo ascendente/descendente.

As pernas e os pés encontram-se para trás, no movimento descendentes e ligeiramente flexionados no movimento ascendentes (até que os tornozelos atinjam o nível da água). O iniciante deve manter o quadril relaxado e concentrar a força no peito dos pés.

Foto: EFE Foto: Satiro Sodré Satiro Sodré
Kaio Márcio

Os braços entram simultaneamente na água (fase Pegada) bem à frente da cabeça na linha dos ombros.
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As mãos ficam a mais ou menos 45° do nível da água, com sua palma voltada para fora, entrando na água primeiramente com o polegar. A puxada tem o padrão do "S" alongado, para cada braço, iniciando-se de forma subaquática, afastando os braços para lateral logo após a entrada na água, aproximando-se do corpo ( na altura do quadril), mantendo os cotovelos altos, coincidindo com a elevação da cabeça, respiração e pernada (movimento descendente). A finalização ocorre quando as mãos passam próximos às coxas, com a palma voltada para dentro, rompendo a linha da água primeiramente com o cotovelo. Durante a recuperação dos braços, primeiramente coloca-se a cabeça na água após a respiração, depois os braços passam pela lateral do corpo por cima da água, flexionados e os cotovelos, entrando novamente bem à frente da cabeça para iniciar a fase da pegada.

Quanto à coordenação braço-perna-respiração, inicia-se a braçada com uma pernada, e durante a aproximação das mãos (na altura do quadril), realiza-se outra pernada e a elevação da cabeça para respiração. A respiração ocorre quando as mãos estão próximas ao abdome e execução de uma pernada.


domingo, 6 de abril de 2008

PEITO


O nado peito
Foto: Satiro Sodré



Na última década, um dos esportes que mais evoluíram tecnicamente, sem dúvida, foi à nataçã Cada vez mais e mais pessoas, vem buscando a prática da natação como lazer, pela prescrição médica e também por esportAs evoluções vão desde o condicionamento físico dos atletas como também a tecnologia empregada na confecção de roupas que buscam melhorar cada vez mais o desempenho dos nadadores.Dentre os quatro estilos competitivos, o nado de peito é certamente o que mais avançou em técnica e modificação de estilo, mesmo sendo o mais lento dos nados, o peito através de seus nadadores e estudiosos, vem diminuindo progressivamente seus tempos e melhorando seus desempenhos.De acordo com McCauley (1998), podemos dizer que hoje em dia existem três estilos diferentes de nado de peito: o convencional (plano), o ondulado e a onda (moderno).


O estilo convencional (plano) Este estilo era o mais utilizado para o aprendizado de adultos e crianças, mas aos poucos esta sendo mudado; com um deslocamento horizontal forte provocado pela ação da pernada, o corpo desliza sem elevação de ombros no momento da respiração.

O estilo ondulado
com o movimento de tronco semelhante ao da ondulação do golfinho, consiste em um forte movimento de braço buscando a maior elevação possível no momento da respiração e um movimento de perna para trás e para baixo provocando um encaixe de quadril para a execução do deslize e projeção à frente. Este estilo requer de seu praticante extrema flexibilidade.

O estilo onda (moderno)
Atualmente, este estilo inventado pelo treinador húngaro Jozsef Nagy e segundo Santos (1996), aperfeiçoado por Mike Barrowmam (medalhista de ouro olímpico em Barcelona nos 200m, com o tempo de 2:10: 16) é o mais praticado hoje por nadadores de elite de todo o mundo.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o estilo onda (moderno), do nado de peito, não é tão difícil de aprender; tudo que se precisa fazer são mudanças, por exemplo, no ângulo ao qual as mãos são lançadas, a velocidade de execução da pernada, o momento da respiração, e outros.
Para melhor esclarecer estas mudanças e as novas tendências técnicas no estilo do peito moderno, faz-se este artigo.





Alongamento ou Torpedo (Deslize):


Fase dada ao término da pernada onde o corpo alcança sua maior velocidade em projeção horizontal, para frente, acontecendo assim o deslize


















Varredura para Fora:

Segundo Maglischo (1999), esse não é um movimento propulsivo, sua principal finalidade está em posicionar corretamente os braços para a geração de força propulsiva na varredura para dentro


A varredura para fora começa com a movimentação dos braços para fora e para frente





As palmas das mãos estão voltadas para baixo ao começar a varredura, girando-as lentamente para fora ultrapassando a linha dos ombros começam a se movimentar para baixo até o ponto de agarre


Para Salo (1998), esta fase da braçada chamada de Outsweep é a fase de preparação para o momento propulsivo.
De acordo com Laughlin (1999), esta fase da braçada é chamada de Y; Neste momento as mãos não devem sair da água, cada polegada de braçada é movimento Depois de realizado o deslize ou torpedo, o tórax continua a apoiar-se sobre a água e a elevar os quadris, quando se executa uma varredura para fora realizando a posição semelhante à de um Y . Esse momento não requer força, mão, pulso e antebraço, devem trabalhar como um só. É preciso ancorar as mãos na água como se houvessem degraus onde agarrar e puxar o corpo. Importante sempre manter o alinhamento entre a coluna cervical e torácica.

Varredura para Dentro:

Fase onde o nadador sai da posição do Y e pressiona a água para baixo e para dentro. Os cotovelos permanecem elevados, e as mãos e antebraços giram para baixo e para dentro em torno deles, esta fase termina quando as mãos estão se aproximando e unindo-se sobre o peito, conforme Maglischo (1999) e Laughlin (1999).Para Salo (1998), Esta é a fase em que a velocidade do braço vai aumentando, neste momento a parte interna dos braços apóia na água, pela conclusão do mesmo, o nadador começa a unir as mãos quase tocando os cotovelos até o início da fase seguinte, os ombros se elevam durante o deslocamento.

Elevação para respiração:

A cabeça não se ergue na respiração. Durante todo tempo deve-se manter o alinhamento da coluna cervical e coluna torácica, a elevação deve ser feita pela ação de uma braçada eficiente e não por contração dorsal, Laughlin (1999).
Os nadadores devem estar olhando para baixo com sua cabeça encaixada entre os braços, enquanto estes se estendem para frente antes do inicio da braçada. A fase começa a se erguer para a superfície enquanto os braços movimentam-se para fora, a cabeça deve estar na superfície ao ser executado o agarre. Depois que a cabeça atingiu a superfície, o movimento descendente dos braços completará o levantamento da face, de modo que a boca estará acima da superfície enquanto os braços fazem a varredura para dentro. Maglischo (1999)

Recuperação:
Para Maglisho (1999), a recuperação dos braços começa quando as mãos estão aproximadamente a meio caminho em seu movimento para dentro. Os nadadores devem diminuir a pressão contra a água e apertar seus braços para baixo e para dentro abaixo dos ombros. As palmas da mão devem girar para dentro e para cima, e os cotovelos devem aproximar-se um dos outros, por baixo do corpo, enquanto as mãos deslocam-se na direção da superfície. Elas devem ser giradas para baixo, e os cotovelos devem ser mantidos juntos, de modo que os braços assumam a forma de uma seta ao se estenderem para frente.
Para Salo (1998), esta é a fase em que os braços se estendem à frente com os cotovelos próximos e as mãos unidas. Se essa fase deve acontecer sobre ou debaixo da superfície da água não é tão importante como enfatizar que as mãos não devem ser erguidas fora da água. Neste momento as mãos estão a uma posição mais alta que os cotovelos movendo-se adiante por baixo.
Laughlin (1999), define esta fase como Estocada. Neste momento, a cabeça alcança seu ponto mais alto. Os braços seguem a frente em uma linha compacta. Os quadris estão na melhor posição possível onde serão utilizados para lançar o corpo à frente com a execução da pernada (arco e flecha - o corpo se torna um arco que armazena energia nos quadris, em seguida, se torna uma flecha mergulhando a frente e liberando a energia armazenada no quadril).
Laughlin (1999), ainda define a fase seguinte como Mergulho (Entrada), ou seja, no momento de alongamento da estocada, o ângulo de reentrada é o ponto principal onde se tenta criar o maior comprimento possível de onda. O braço deve ser estendido antes da face reentrar na água, enquanto a coroa da cabeça acompanha as pontas dos dedos a diante.
A energia potencial criada que ergue o corpo sobre a água é convertida em energia cinética para a progressão à frente.
Reiniciando o ciclo novamente: Torpedo (Deslize), Varredura para Fora, o Y (Agarre), Varredura para Dentro, Estocada e Mergulho (Entrada).A PERNADA DO NADO PEITO
Entre todas as pernadas, a pernada de peito não tem igual. Em todas as outras pernadas os membros superiores contribuem com 60 a 90% do poder propulsivo, com as pernas fazendo um papel secundário, em alguns casos fazem um pouco mais que estabilizar o corpo ou ajudar na rotação. No nado de peito a relação dos braços com as pernas para peitistas nascidos com uma grande pernada, as pernas podem promover 80% de propulsão, conforme Terry Laughlin (2001).
O estilo de pernada mais utilizado atualmente pela maioria dos nadadores de classe mundial praticantes do nado de peito é, na verdade uma movimentação diagonal das pernas (à semelhança de uma hélice), em que os pés palmateiam para fora, para baixo e para dentro e bem como para traz. As solas dos pés são as superfícies propulsivas principais, deslocando água para trás como fólios, e não empurrando para trás como remos. Há quatro fases: recuperação, varredura para fora, varredura para dentro e sustentação(deslize), de acordo com Maglischo (1999).
A recuperaçãoFoto: Satiro Sodré
Segundo Maglischo (1999), depois de completada a fase propulsiva da braçada, as partes inferiores das pernas são conduzidas para frente até que estejam muito perto das nádegas. Os nadadores devem deixar cair os quadris e inclinar o corpo para baixo, desde a cabeça até os quadris, de modo que possam fazer a recuperação das pernas sem que ocorra flexão dos quadris.
Os pés devem deslocar-se quase diretamente para frente, dentro dos limites dos quadris. Os dedos dos pés devem estar apontados para trás (pés estendidos). Os joelhos devem separar-se durante esta fase a fim de manter as partes inferiores das pernas e os pés dentro dos limites do corpo, mas não devem separar-se mais que a largura dos ombros, ou isso aumentará o arrasto.
Varredura para fora
As pernas fazem movimentos circulares para fora e para frente ao se aproximarem das nádegas para realizar a transição entre a recuperação e a varredura para fora. Depois disso, continua o movimento circular para fora e para trás até a posição de agarre. O agarre é executado no meio do caminho do trajeto do movimento dos pés para fora. A velocidade dos pés deve desacelerar durante a varredura para fora, até que eles sejam impulsionados para frente pelo corpo ao ser executado o agarre. Maglischo (1999).
Varredura para Dentro
Segundo Maglischo(1999) A varredura para dentro e a única fase propulsiva da pernada do nado de peito. As pernas movimentam-se para baixo, para trás e para dentro até que estejam completamente estendidas e praticamente unidas atrás do nadador. As solas dos pés estão giradas para baixo e para dentro até ter-se completado o movimento.

SINCRONIZAÇÃO DO NADO

Há disponível na literatura inúmeros artigos que citam três estilos gerais de sincronização do nado de peito: Continuo, por deslizamento e por superposição. Neste artigo falaremos sobre a sincronização por superposição no qual é defendida por Ernest W. Maglischo no qual esta toda base bibliográfica deste artigo.
Segundo Maglischo (1999), o melhor modo de eliminar, ou de pelo menos, reduzir o período de desaceleração entre o final da fase propulsiva da pernada e o inicio da fase propulsiva do braçada consiste em utilizar a sincronização por superposição. A relação entre a pernada e a braçada deve ser tal que os braços executem seu agarre quase que imediatamente depois de terminar a fase propulsiva da pernada. Essa sincronização é seguida pelo movimento dos braços para fora, quando as pernas estão se movimentando para dentro durante a fase final da varredura para dentro. Embora sua rápida velocidade de movimento vá aumentar o desperdício de energia, provavelmente será mais rápido nadar dessa forma do que guardar energia ao dar menor número de braçadas com uma velocidade média mais baixa por braçada.




sexta-feira, 4 de abril de 2008

DOENÇA COMUM PODE SER GRAVE para ATLETAS

Há quatro anos, problema de saúde tirou francês Alain Bernard dos Jogos de Atenas
Novo recordista mundial dos 100 m e 50 m livres, francês Alain Bernard confirma melhor tempo na fial dos 50 m livre

Na carreira dos grandes atletas do esporte mundial, quem nunca viveu um drama ou passou por um momento ruim? Com Alain Bernard, o mais novo fenômeno da natação, não foi diferente.

Se o francês fosse escolher este período negativo, provavelmente elegeria o ano de 2004. O novo recordista mundial nos 50 (21s50) e nos 100m livre (47s50) ficou fora da Olimpíada de Atenas, no mesmo ano, por contrair duas doenças: a mononucleose e a toxoplasmose, enfermidades infecciosas que não são graves, mas prejudiciais para atletas de alta performance.

Desde então, Bernard foi evoluindo e baixando seus tempos, mas nada que o colocasse entre os melhores domundo (confira a evolução das marcas nos gráficos).

Um dos fatores para o crescimento no desempenho de Bernard foi seu mentor, o técnico Denis Auguin. Eles trabalharam juntos no clube CN Marseille. Mas por desentendimentos com outros atletas que achavam que Auguin dava atenção demais para o pupilo , a dupla mudou-se no final de 2006 para o CN Antibes, no Sul da França, onde estão até hoje.

Mas foi apenas no ano passado que o recordista mundial começou a incomodar os nadadores tops nas provas de velocidade.

Em março de 2007, ele nadou seu primeiro Campeonato Mundial, na Austrália, mas não chegou a nenhuma final individual. Ele foi nono colocado tanto nos 50m livre quanto nos 100m livre, onde ele nadou pela primeira vez esta prova abaixo dos 49 segundos (48s89). Seu recorde atual é mais de um segundo melhor (47s50).

Em apenas um ano, ele passou de semifinalista em Mundial a nadador mais rápido do planeta. Mas, novamente, uma doença apareceu no caminho do atleta.

Querendo ser transparente, Bernard disse na última segundafeira que sofre com asma e que por causa disso precisa tomar remédios proibidos de acordo com a lei antidoping, mas autorizados e monitorados pela Federação Internacional de Natação (Fina).

Tal fato, somado com o crescimento corporal de Bernard nos últimos anos, vem causando desconfiança em adversários sobre um possível doping do francês. Mas ele se defende e diz que está limpo.

Até que provem o contrário, Bernard pode dizer que, depois de frustrações e doenças, é o nadador mais rápido do planeta da atualidade.

Há um ano, no Campeonato Mundial, Alain Bernard não conseguiu vaga para finais

As doenças

Mononucleose Surgimento de glóbulos brancos em excesso na corrente sanguínea. Infecção pode ocorrer através de saliva, transfusão de sangue ou contato sexual.

Toxoplasmose Esta doença é causada principalmente pela ingestão de alimentos e água contaminada com protozoários.

Geralmente é transmitida por gatos.


Com a palavra: Essas doenças exigem repouso

Marcelo Simão

MÉDICO INFECTOLOGISTA

A mononucleose e a toxoplasmose são doenças que não possuem relação entre si. A única semelhança entre elas são seus sintomas: febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios linfáticos, aumento do fígado e do baço. Durante a fase aguda destas doenças, um atleta não pode realizar exercícios físicos. Esses males exigem repouso total, em um período médio de 30 dias.

Para a mononucleose, não há tratamento. Para a toxoplasmose, há antiinflamatórios.

Mas para as duas doenças, mesmo se o paciente não fizer tratamento, elas desaparecem. A mononucleose é conhecida também como a doença do beijo, esse nadador deve ser namorador.

http://www.lancedigital.com.br/flip/

quinta-feira, 20 de março de 2008

OSTEOPOROSE x NATAÇÃO

A natação não é o desporto ideal porque estamos a falar de um exercício anti gravítico e o aumento de mineralização óssea pressupõe aumento de tensão no osso e portanto exercícios que utilizem algum impacto como por exemplo andar ou subir escadas.
Deve fazer este tipo de exercício à luz solar ou se o fizer em ginásio deve depois expor-se à luz solar durante uma hora todos os dias e sem óculos. A imagem “http://www.medicinageriatrica.com.br/wp-content/uploads/2007/01/osteoporose7.JPG” contém erros e não pode ser exibida.Quando digo expor-se não estou a referir-me ao corpo mas ao tempo de exposição da sua retina à uma luz de amplo espectro e é exactamente por isso que deve retirar os óculos por alguns instantes (se os usa). A luz é precursora de algumas vitaminas essenciais na construção de certas hormonas implicadas na absorção do material ósseo.


É igualmente essencial não fazer uma alimentação ácida ou seja que diminua o ph do seu corpo para que este não tenha que utilizar material ósseo para manter os níveis de certos minerais no sangue. Em termos práticos não devemos comer grandes quantidades de proteínas e não devemos ingerir alimentos que causem alergias retardadas (leia o que fui escrevendo no blog sobre intolerância para poder perceber melhor o que estou a explicar) e sejam causadores de processos inflamatórios.



.osso com osteoporose osso normal
Coma vegetais verdes escuros e diminua a ingestão de leite ou substitua a ingestão de leite animal por leite vegetal que hoje está igualmente fortalecido em cálcio, oferece-lhe as mesmas garantias e protege-a dos problemas alérgicos.
Daphinis de Lauro, 82, que há 15 anos pratica natação e faz alongamento diariamente
Daphinis de Lauro, 82, que há 15 anos pratica natação e faz alongamento diariamente

Prof. Dra. Isabel Januário Fragoso

Em resumo, faça exercício com impacto, andar é um bom exercício, se possível à luz solar, coma grandes quantidades de vegetais verdes escuros e troque o leite e todos os derivados de leite de vaca por lacticínios vegetais. Talvez este conjunto de alterações possam ajudar na melhoria da osteoporose.


Bursite do OmbroA imagem “http://img.quebarato.com.br/photos/big/6/E/46A6E_1.jpg” contém erros e não pode ser exibida.


O que é a bursite do ombro?

A junção de dois ou mais ossos recebe o nome de articulação. A articulação do ombro é composta pelo úmero, escápula e clavícula.

Ao lado da articulação do ombro, protegendo os tendões, temos uma bolsa sinovial repleta
de fluido que atua como um amortecedor entre os tendões, os ossos e a pele.

A bursite é a inflamação desta bolsa, que pode provocar dor no ombro.



Como ocorre?

Por movimentos repetitivos.

Freqüentemente, acontece em esportes que exijam movimentos do braço por sobre a
cabeça, tais como natação, tênis e arremesso. Também é comum, em atividades como carpintaria e pintura.


Quais são os sintomas?

Dor na parte externa ou na frente do ombro, quando o braço for elevado sobre a cabeça. Pode apresentar pequeno edema e calor.


Como é diagnosticada?

O médico confirmará os sintomas e examinará o ombro.


Como é tratada?

O tratamento pode incluir:

  • Compressas de gelo sobre o ombro, por 20 a 30 minutos, a cada 3 a 4 horas, por 2 a 3 dias ou até que a dor passe,
  • Antiinflamatórios,
  • Injeção de medicamentos para reduzir o edema e a dor,
  • Fisioterapia e exercícios, para ajudar na recuperação.



Quando retornar ao esporte ou atividade?

O objetivo da reabilitação é que o retorno ao esporte ou à atividade aconteça o mais rápido e seguramente possível. Ao retornar muito cedo, existe sempre o risco de piorar a lesão, o que provocaria um dano permanente, ao paciente.

Como cada caso é um caso e cada pessoa tem uma recuperação diferente da outra, o retorno ao esporte ou à atividade será determinado quando:

  • o ombro lesionado estiver com total amplitude de movimento, sem dor;

  • o ombro lesionado tiver recuperado força normal, comparado ao ombro são.

Em esportes de arremesso, aos poucos, reconstruir a tolerância a ele. Isso significa que deve-se começar com lançamentos gentis (mais leves e fracos) e gradualmente, aumentar
a força.

Em esportes de contato, o ombro não poderá estar sensível ao toque e o treino deverá
evoluir do contato mínimo, até o mais intenso.


Como previnir a bursite do ombro?A imagem “http://www.jogoscolegiais.pr.gov.br/arquivos/Image/Natacao_Final_bocao.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Aquecer e alongar o ombro adequadamente, antes de atividades como arremesso, tênis e natação.
O nado Peito é o mais recomendado para auxiliar na recuperação da articulação escápulo umeral. Pois oferece menos impacto e maior proteção articular graças ao meio líquido além de movimentos constantes sem grandes diferenças quanto ao apoio .

Caso o ombro comece a doer durante tais atividades, é importante desacelerar, até que a dor passe.


Exercícios de Reabilitação Para a Bursite do Ombro:

Você pode realizar imediatamente todos esses exercícios:


1 - Amplitude de Movimento Escapular:

Em pé, levar os ombros para cima, comprimir as escápulas, uma de encontro à outra. Depois, empurrá-las para baixo como se estivesse colocando as mãos nos bolsos de trás da calça.

Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.
2 - Exercícios Com Bastão:

A) Flexão do Ombro:

Em pé, segurar um bastão com as mãos, com as palmas para baixo. Levar os braços esticados até a cabeça. Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.


B) Rotação Externa:

Em decúbito dorsal, segurar um bastão com ambas as mãos, palmas para cima. Os braços devem ficar apoiados no chão, ao lado do corpo e os cotovelos flexionados a 90º. Com o braço são empurrar o braço lesionado e afastá-lo do corpo. Os cotovelos devem ficar imóveis. Manter por 5 segundos e repetir 10 vezes.


C) Extensão do Ombro:

Em pé, segurar o bastão com as mãos atrás de seu corpo, afastá-lo das costas. Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.


3 - Isométricos:

A) Rotação Externa:

Em pé, de frente para uma porta aberta, com o cotovelo dobrado a 90º e com o dorso da mão encostado no batente. Aplicar força contra o batente. Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.


B) Rotação Interna:

Em pé, de frente para uma porta aberta, com o cotovelo dobrado a 90º e com a palma da mão encostada no batente da porta. Aplicar força contra o batente.
Manter por 5 segundos, relaxar e repetir 10 vezes.

4 - Exercício de Rotação Externa Com a Faixa Terapêutica (Thera Band):

Em pé e com a mão do lado lesionado em repouso sobre o abdômen, segurar a faixa que deve se encontrar presa a uma maçaneta de porta, do lado oposto ao braço lesionado e puxá-la rodando o braço para fora e afastando a mão da cintura, sem desencostar o cotovelo do corpo.

O cotovelo deve estar dobrado a 90º e o antebraço, paralelo ao chão.

Repetir 10 vezes e evoluir para 3 séries de 10.

5. Exercício de Supraespinhoso:

Em pé, braços descansados na lateral do corpo e polegares apontados para o chão, inclinar levemente o tronco para frente e levantar os braços lateralmente.

Conservar os cotovelos (braços) estendidos.

Levar as mãos até a altura do ombro. Manter por 10 segundos, descansar e repetir 10 vezes.

Gradualmente, adicionar carga ao exercício, segurando pesos com as mãos para aumentar o fortalecimento..

quinta-feira, 13 de março de 2008

DESENVOLVIMENTO X NATAÇÃO

Nadar desde criança pode formar adultos saudáveis, com disciplina e bom relacionamento.







Praticar esporte desde cedo é muito importante para o desenvolvimento da criança e uma das atividades físicas mais indicadas nessa fase é natação. Isso porque seus benefícios podem ser usufruídos até mesmo por bebês. Esses benefícios englobam tanto aspectos físicos (fortalece a musculatura do corpo e trabalha a flexibilidade das articulações), quanto orgânicos (aumenta a resistência cardiopulmonar e vascular, além de estimular o apetite e proporcionar um sono mais tranquilo), psicossociais (desenvolve a estabilidade emocional e promove a socialização) e terapêuticos (auxilia no tratamento de doenças respiratórias, como bronquite e rinite).

A modalidade pode ter inclusive efeitos positivos com relação a auto-estima, tendo em vista que a criança percebe suas diferenças em relação aos outros, mas ao mesmo tempo sabe que são apenas distinções e não limitações.

Criança na natação. Foto de arquivo de Marcelo Theobald
A prática da natação contribui para o desenvolvimento da disciplina ao estabelecer uma rotina, e também pode ser um eficiente exercício no desenvolvimento da coordenação motora, isso porque a atividade é caracterizada por movimentos simétricos.

O mais importante, porém, é que a atividade física respeite os limites da idade, seja adequada a cada fase da vida da criança para que o esporte contribua no seu desenvolvimento.




Desde a gestação

Relaxamento para a mãe e o bebê
As atividades aquáticas promovem sensação de bem-estar e relaxamento para a gestante, sendo a natação indicada quando a mãe já sabe nadar ou praticava o esporte antes de engravidar. Caso contrário, o ideal é optar pela hidroginástica.
A imagem “http://www.fotosearch.com.br/bthumb/IMP/IMP185/1525R-81485.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Na água, a flutuação alivia o peso corporal da gestante, diminuindo as dores lombares e o inchaço. A pressão da água estimula a circulação sanguínea e o funcionamento dos rins, evitando eventuais edemas e desconfortos gerados pelo acúmulo de líquido. Também estimula a atividade gastrointestinal, prevenindo a constipação intestinal e, consequentemente, o aparecimento de hemorróidas.

Entre 0 e 3 anos
A imagem “http://www.hpfitness.com.br/img/imageinfantil.jpg” contém erros e não pode ser exibida. Botão Home


Conhecendo o mundo por meio da natação
É nesse período que a criança está descobrindo sua capacidade de interação com o mundo. Nesta fase, a natação trabalha com a adaptação e ambientação ao meio líquido.

Com as aulas de natação, os bebês desenvolvem relacionamento com outras pessoas fora do círculo familiar, passam a ter noções de espaço e tempo, conhecem diferentes estímulos (cores, texturas, temperaturas, odores, etc.), aumentam a resistência cardiorrespiratória e muscular, aprendem formas independentes de deslocar-se na piscina e se preparam psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento.

Pais e filhos em sintonia

Um dos momentos mais importantes na natação é o exercício realizado com os pais. Esse contato aprimora o desenvolvimento afetivo, já que o controle emocional é basicamente formado aos dois anos de idade.

Dos 4 aos 7 anos

Uso da touca na natação. Foto de arquivo de André Coelho



Aprimorando as habilidades

Dos 4 aos 7 anos, a criança começa a aprender os estilos, pois suas habilidades motoras já estão capacitadas para realizar movimentos do crawl e costas. Ela também passa por várias experiências corporais para conhecer os limites do seu corpo, nada cachorrinho, sapo e golfinho. Como a alfabetização está presente nessa fase, o professor também pode estimular sua mente.


Entre 8 e 10 anos estilo vida,   retrato,  femininas,   criança,  ela,   bóias,  natação.  fotosearch - busca  de fotos, imagens  e clipart

Dominando os estilos
Nessa faixa etária, a criança passa a aprender efetivamente os quatro estilos (crawl, costas, peito e borboleta).
Seu organismo estácapacitado para trabalhar o raciocínio e a conscientização . si. Então, são introduzidas nas aulas noções de ritmo (forte e fraco) e tempo (metragens e séries).


Clique na foto para ampli�-la
Até os seis anos, os professores devem ficar dentro da água e criar um ambiente lúdico-educativo, desenvolvendo temas, enredos.Dos sete aos 12 anos, podem alternar atividades dentro e fora da piscina, pois o foco está no desenvolvimento e consciência das técnicas dos nados, saídas e viradas.
André Luiz Meneghetti conquistou o ouro nos 50m costas, categoria S-11, para deficientes visuais (Foto: Eduardo Merlino/PMSCS)



A partir dos 11 anos
Preparando os campeões de amanhã
Depois que a criança aprende os quatro estilos, muitas começam a participar de torneios e festivais de natação. A competição estimula a disciplina e a concentração, além de a criança aprender a atingir metas e objetivos.


Pensando nos campeões de amanhã, os clubes de natação mantém equipes de base que preparam crianças para começar a competir profissionalmente por volta dos 13 anos.

Não basta ser pai, tem de participar
Para que as crianças continuem motivadas a competir quando mais velhas é importante que os pais estejam atentos ao desenvolvimento da personalidade unilateral, ou seja, criança que só se dedica ao esporte e não tem amigos, não vai a festas, não brinca.

A imagem “http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//b0/97/b2/43467_0008hry1.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
A criança tem de viver todas as fases da sua vida, pois ao entrar na adolescência pode optar em parar com a natação por conta de conflitos da idade ou mudança de interesse. Preferir namorar, sair à noite, assistir televisão ou divertir-se no computador, afirma Benno Becker Junior, autor do livro
Psicologia Aplicada à Criança no Esporte.


Existem três tipos de pais, aqueles que atrapalham, os que ajudam e os que não interferem. O ideal é que o pai e a mãe apóiem a criança participando das competições e, por mais que tenham expectativas, nunca cobrem resultados, completa Becker.


Lembre-se que a criança não deve ser exposta a uma única atividade física em alta intensidade. O ideal é que ela também conheça outras modalidades esportivas nessa fase.


Isso contribuir para seu desenvolvimento motor e proporcionar a ela a liberdade de optar pela atividade que lhe dá maior prazer em praticar!!!