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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

OLIMPÍADA PREVISÕES 2008: NATAÇÃO NAS OLIMPÍADAS Segundo místicos, medalha de ouro é difícil, mas brasileiros podem subir ao pódio

Thiago Pereira será o grande destaque do Brasil
















Thiago Pereira, César Cielo, Kaio Márcio e Poliana Okimoto serão os grandes nomes da natação brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim

NATAÇÃO E A DIABETES



O Que é Diabetes

O diabetes é um distúrbio causado pela falta de uma substância denominada insulina. Ele também pode ser causado pela incapacidade da insulina de exercer seus efeitos, fazendo com que o organismo não consiga obter a energia dos alimentos de forma adequada e aumentando os níveis de glicose (açúcar) no sangue.

O controle da glicose é realizado através de um exame denominado glicemia de jejum.
Nesse exame, é medida a quantidade de açúcar do sangue. Como muitas pessoas com diabetes apresentam a doença sem perceber os sintomas, é recomendado que adultos maiores de 40 anos, realizem testes para diagnosticar o diabetes a cada três anos. Mulheres grávidas com mais de 25 anos, obesas ou com história familiar de diabetes também devem pesquisar o diabetes, pois pode ser prejudicial ao bebê.

Tipos de Diabetes

Existem alguns tipos de Diabetes. O diabetes tipo 1, é quando a pessoa tem pouca ou nenhuma insulina. Ele ocorre quando as células do pâncreas, que produzem a insulina, são destruídas. Essa destruição pode ser causada por fatores genéticos, ambientais (como caxumba, coqueluche ou rubéola congênita), ou por fatores da própria pessoa. Esse tipo de diabetes geralmente aparece de forma súbita em crianças ou em adultos jovens não obesos.

A diabetes tipo 2 é a forma mais comum de diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos apresentam essa forma da doença. Ele é resultado de uma predisposição genética que pode se manifestar ou não de acordo com os fatores ambientais. Os indivíduos com esse tipo de diabetes possuem menor capacidade de liberar insulina do que os indivíduos normais. Ao contrário dos pacientes com diabetes tipo 1, esses pacientes não são dependentes de injeções de insulina, mas usam um tipo de medicação oral para controlar o excesso de açúcar no sangue. Esse tipo de diabetes geralmente aparece após os 40 anos de idade e está associado à obesidade.

A principal diferença entre o diabetes tipo 1 e tipo 2, é que no primeiro, as células do pâncreas não produzem a insulina suficiente e com o tempo, as pessoas desenvolvem uma resistência às ações dessa substância. Já no diabetes tipo 2, existe alguma produção de insulina, mas as ações dessa substância não são tão eficientes.

Outros tipos de diabetes podem ocorrer devido a queimaduras, como conseqüência de outras doenças ou pelo uso de algumas drogas que induzem ao diabetes. Pode ainda ocorrer o diabetes gestacional. Nesse tipo de diabetes, que ocorre pela primeira vez na gestação, há a diminuição da tolerância à glicose, que, pode ou não persistir após o parto.

Complicações

O Diabetes causa vários problemas a longo prazo, entre eles, complicações oculares, nos rins, nos nervos e nos vasos sanguíneos. O diabetes é a principal causa de gangrena, infarto e derrame.

As pessoas com diabetes podem apresentar uma alteração na retina denominada retinopatia diabética. Com o tempo esse distúrbio pode se transformar em cegueira. No mundo, cerca de 15.000 pessoas por ano se tornam cegas devido ao diabetes. Mas as doenças oculares podem ser prevenidas em 90% pelo diagnóstico precoce e pelo tratamento adequado. Os diabéticos devem ser submetidos a exames oculares pelo menos uma vez ao ano.

Outra complicação do diabetes é a neuropatia periférica. Ela é uma alteração nos nervos que pode causar uma perda da sensação, imobilização, reflexos mais lentos, dor ou sensação de formigamento nos pés e nas mãos. A diminuição da sensibilidade pode fazer com que a pessoa machuque sem sentir dor e o ferimento pode infeccionar por falta de cuidados, desenvolvendo um quadro grave que pode levar a amputação. Por isso, é essencial que a pessoa com diabetes esteja sempre atenta a feridas na pele, principalmente nos pés.

Cerca de 86.000 diabéticos são submetidos a amputações a cada ano. As amputações podem ser prevenidas pelos exames freqüentes dos pés e dos calçados.

A doença nos rins também é preocupante e pode ser prevenida em 50% dos casos, pelo controle adequado da pressão sanguínea e dos níveis de glicose do sangue. Essa doença é denominada nefropatia diabética.

Os rins funcionam como "filtros", que eliminam substâncias desnecessárias e/ou tóxicas para o nosso organismo. Quando ocorre a nefropatia diabética, os rins vão perdendo a capacidade de eliminar, de forma adequada, essas substâncias. Assim, ocorre eliminação exagerada de proteínas. Se a nefropatia diabética não for diagnosticada e tratada de forma adequada, pode evoluir para insuficiência renal, precisando de diálise para o controle.

Sem dúvida, a principal complicação do diabetes é a doença cardiovascular. Por isso, as pessoas com diabetes devem tomar alguns cuidados. Uma preocupação importante é manter sempre baixos os níveis de colesterol. Deve-se também controlar a pressão arterial, a obesidade, o nível de glicose no sangue e o fumo. Além disso, é fundamental a realização de exercícios físicos.

Tratamento

O tratamento do diabetes envolve mudanças no modo de vida e requer intervenções farmacológicas como o uso de insulina ou drogas que abaixam o nível de glicose.

Recentemente, foi publicado na revista Science, um estudo em ratos diabéticos que demonstrou que o uso de altas doses de aspirina abaixa o nível de açúcar no sangue. Segundo os autores do estudo, a aspirina, quando usada em altas doses, bloqueia a ação de uma enzima denominada ikB kinase Beta, que faz com que o organismo fique mais sensível à insulina. Esse efeito da aspirina já vem sendo observado desde 1876. No entanto, antes desse estudo, ninguém sabia porque a aspirina tinha esse efeito no diabetes.

Mesmo após essa descoberta, ainda não é recomendado o uso de aspirina por pacientes diabéticos, pois para que a aspirina tenha algum efeito, é preciso usar altas dose da medicação, o que pode ser muito perigoso. A aspirina em excesso pode causar diversos efeitos colaterais como sangramentos intestinais, tonteiras e náuseas.
Os autores do estudo estão agora procurando uma forma de bloquear a ação da ikB kinase, sem causar os efeitos colaterais da aspirina.

Atividade Física em Pacientes Diabéticos

A realização de atividade física é muito importante para pacientes com diabetes. Já foi demonstrado em muitos estudos que a realização de exercícios reduz os níveis de glicose e melhora a ação da insulina. Essas ações reduzem a necessidade de medicamentos orais e a dose de insulina a ser aplicada. Além disso, o exercício queima calorias, o que ajuda no controle de peso e melhora o humor, ajudando a enfrentar os problemas da doença.
A natação por melhorar a vascularização e auxiliar no retorno venoso durante a atividade propicia uma excelente atividade aeróbica, a ausência de atrito com a pele e escoriações é um dos fatores para sua indicação.
Os exercícios físicos são uma ótima maneira de prevenir as doenças cardiovasculares, eles ajudam a diminuir a hipertensão e o colesterol.
Sabe-se que os exercícios físicos são muito benéficos em pacientes com diabetes do tipo 2, mas existem poucas informações sobre o beneficio do exercício físico em pacientes com diabetes do tipo 1.
Mas os estudos já realizados sugerem que as pessoas com diabetes tipo 1, que se exercitam regularmente, tendem a ter menos complicações vasculares, neuropatias ou nefropatias.

É aconselhável que os pacientes com diabetes realizem uma avaliação médica completa antes de iniciar a realização de uma atividade física.

Os indivíduos que desenvolveram a neuropatia devem ter alguns cuidados ao realizar exercício.
Eles podem experimentar problemas durante as mudanças na intensidade do exercício. Assim os diabéticos são aconselhados a mudar a intensidade do exercício de forma gradativa.
As pessoas devem realizar constantemente a avaliação dos pés quanto a feridas, pois elas podem se complicar em pacientes com diabetes.

As doses de insulina devem ser reajustadas.
Isso porque o exercício físico aumenta a sensibilidade das células à insulina, assim a pessoa precisará de menor quantidade de insulina para se obter os mesmos efeitos.
Normalmente esta redução varia cerca de 30 a 50% nas doses subcutâneas de insulina, o que depende do tipo de exercício.

Por isso, antes de realizar exercícios físicos, os diabéticos devem seguir algumas orientações:

  • · Escolha de um tipo de exercício que não entre em conflito com as complicações do diabetes (ex. exercício de braço ou natação para pacientes com ulcerações freqüentes no pé).
  • · Medir a glicose sanguínea antes, durante e depois da atividade física.
  • · Ingerir carboidrato extra quando for realizar um exercício não planejado (de 20 a 30 mg para cada 30 minutos de exercícios).
  • · Ter sempre a mão, durante o exercício, carboidratos facilmente absorvíveis
  • · Ter sempre um plano de exercício.
  • · Realizar o aquecimento adequado.
  • · Nunca terminar o exercício de forma abrupta.
  • · Realizar sempre uma hidratação adequada.
  • · Se possível, realize os exercícios com um companheiro informado de sua situação.
  • · Usar roupas e calçados adequados.
  • · Inspecionar o sapato quanto a corpos estranhos.

Todos os esportes são recomendáveis para as pessoas com diabetes, com exceção daquelas com retinopatia, nefropatia, neuropatia ou com problemas de equilíbrio. Os exercícios mais aconselhados são os esportes aeróbicos com intensidade moderada, como a natação, o ciclismo a caminhada e alguns esportes de equipe.

Alguns esportes como alpinismo, mergulho, ou surf, não são proibidos, mas são menos recomendados, pois possuem maiores riscos no caso de hipoglicemia, perda de equilíbrio, traumatismo dos pés ou retinopatia.

As atividades anaeróbicas de grande intensidade e curta duração, como uma corrida de curta distância, não são recomendadas, pois não levam a perda de peso, não melhoram o condicionamento físico nem controlam os níveis de glicose do sangue. E por isso devem ser evitadas no caso de diabetes.

O ideal é que a atividade seja realizada três vezes por semana ou mais, com duração de pelo menos 40 a 60 minutos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Coração, natação e hidroginástica

Medicina Esportiva/Atividade Física


Coração, natação e hidroginástica

Eis os sinais a beira de um ataque do coração: sensação de opressão no peito, dor no lado esquerdo ou no meio do peito, que pode irradiar para o pescoço e para o braço esquerdo, suor frio e intenso, desconforto acompanhado de tontura, desmaio, sudorese, náuseas e falta de ar.
Não se deve negligenciar esses sinais clínicos, mesmo que
sejam breves, quando se apresentam num período do dia,
principalmente ao despertar, depois da prática de um esforço, de uma atividade esportiva ou após a atividade sexual.
O ataque cardíaco, ou infarto agudo do miocárdio (IAM), é um episódio que chega a acometer 300 mil brasileiros a cada ano
(dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia).
Os homens têm mais que o dobro de chances de sofrer um infarto em relação às mulheres. Entretanto, depois do período da menopausa, as chances se igualam. Além disso, pessoas da raça negra também são mais predispostas a sofrer um ataque do coração.
Os fatores que predispõem a pessoa a sofrer um infarto são hereditariedade, obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, fumo, e altos níveis de colesterol e triglicérides. K.Meyer e colaborador da Universidade de Berna, Suíça, afirmam que não há consenso sobre a influência adequada da natação, e da hidroginástica na
recuperação dos pacientes que tiveram infarto.

Usando um sofisticada técnica de medição os autores constataram:
1) Nos pacientes com infarto do miocárdio moderado e severo, com a imersão da cabeça na água e mesmo na posição supina do corpo boiando na água, os exames mostraram um aumento da atividade cardíaca que resultaram no aumento da pressão pulmonar, nas pressões capilares do pulmão.
Durante a natação de baixa velocidade (20-25 m.min(-1) as pressões assinaladas eram mais elevadas, do que durante o exercício ergométrico com uma carga de sobrecarga ventricular de 100 W;
2) Não houve nenhuma mudança que ocorreu nos pacientes com insuficiência cardíaca severa, para que
m imergia
até o pescoço;
3) O bem estar do paciente foi mantido, apesar da deterioração dessas alterações hemodinâmicas. Os autores recomendam cuidado ao fazer esse tipo de exercício, quem já teve infarto ou insuficiência cardíaca.

IMPORTANTE Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

NATAÇÃO NO VERÃO


O verão finalmente chegou! Porque não iniciar uma nova atividade desafiadora e muito prazerosa?
Porque não Nadar?

Pensando nisso escolhemos 10 razões para começar a nadar:
  • 1- Melhora a postura
  • 2-Melhora o corpo como um todo, alongando e fortalecendo toda a musculatura;
  • 3-Aumenta a capacidade respiratória;(cardio-pulmonar)
  • 4-Aumenta a resistência do organismo;(resistência física)
  • 5-Ajuda na prevenção e recuperação de algumas doenças, como hipertensão, asma, bronquite, problemas ortopédicos...;
  • 6- Activa o sistema neuro-muscular;
  • 7-Estimula sua coordenação;
  • 8- Relaxa e combate o stress;
  • 9-Amplia seu círculo social (novos amigos)
  • 10- Você renova suas energias.
Precisa de mais razões? Não é difícil acha-las, mais o fundamental é praticar uma atividade segura e prazerosa.
Divirta-se!!!
  • Melhora sua auto estima


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

NATAÇÃO NA GRAVIDEZ


A natação melhora a circulação sanguínea, fortalece os músculos e constrói resistência. É um esporte perfeito para ser praticado durante a gravidez pois as chances de você se machucar são quase nulas.
Certifique-se com o seu médico.
Se você sempre praticou a natação anteriormente à gravidez, provavelmente você vai poder continuar relarmente e, se você nunca praticou antes mas quer começar agora, é uma ótima idéia.
Comece devagar, não entre na água sem um aquecimento e não exagere.
Você sabia que durante a gravidez é importante fortalecer os músculos abdominais? Os exercícios ajudam a manter a boa forma e também o pique durante a gestação, porém o cuidado com o abdômen merece atenção especial.
A musculatura abdominal forma uma espécie de prensa, que auxilia na hora da expulsão do feto durante o parto normal, segundo Sidney Tommazi Garzi, pediatra e obstetra.

Nos primeiros três meses de gravidez, não é recomendado atividade física intensa. Nesse período, o feto está começando a se formar e qualquer tipo de contração intramuscular que afete o ovário e até o útero pode forçar um aborto.

NATAÇÃO E A COLUNA VERTEBRAL



ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL

O corpo humano é o melhor exemplo da perfeição da natureza. Se nada de errado acontecer, todos os seus órgãos e sistemas funcionam e interagem entre si com perfeição. Algumas estruturas, no entanto surpreendem por sua engenhosidade.
A coluna vertebral é uma delas.

A coluna vertebral é a viga mestra em balanço do esqueleto, sendo didaticamente dividida em duas porções: anterior, constituída pelo ligamento longitudinal anterior, corpo vertebral, disco intervertebral e o ligamento longitudinal posterior e outra posterior, constituída pelo canal vertebral, ligamento amarelo, as articulações inter-apofisárias, os ligamentos interespinhais e supra-espinhais, pedículos, lâminas, processos transversos e espinhosos.

Função
A flexibilidade é sua principal característica , pois as vértebras apresentam mobilidade entre si. A estabilidade é fornecida por sua estrutura ligamentar e osteomuscular.
Entre suas funções temos:
  • proteção da medula espinhal,
  • sustentação,
  • movimentação
  • e marcha, manutenção da posição ereta, suporte do peso corporal e ligação de todas as suas regiões desde a occipital até o sacro.
Apresenta 4 curvaturas fisiológicas que não ocorrem ao acaso:
lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacra.
A lordose cervical estende-se do atlas à segunda vértebra torácica, a cifose torácica da segunda vértebra torácica à décima segunda, e tem variações individuais.
A lordose lombar é uma curvatura que se estende da décima segunda vértebra torácica até a transição lombosacra.
A sua forma deve-se à adaptação às forças de carga e locomoção, que se inicia a partir do momento em que o indivíduo passa a deambular.
A curvatura sacra, da articulação lombosacra ao cóccix e a sua concavidade anterior direciona-se para frente e para baixo.
Essas curvaturas têm para a coluna uma função muito especial: equilibrar e facilitar a distribuição do peso e das forças compressivas, impedindo a sobrecarga de áreas específicas.
É simples, na ausência dessas curvas, a coluna seria igual a uma tábua, o que dificultaria a sua mobilidade.
No plano frontal a coluna é reta, sendo que alguns desvios laterais discretos podem estar presentes.

Estrutura óssea

Os 33 corpos vertebrais constituem os principais pilares da coluna, todos eles com características próprias, sendo:
7 cervicais,
12 torácicos
5 lombares
5 sacrais
4 coccígeos
Uma vértebra típica se constitui de um corpo, arcos, lâminas, pedículos, articulações posteriores e processos transversos e espinhoso. Cada vértebra tem sua estrutura uma fina camada externa de osso cortical e seu interior preenchido por osso esponjoso.
A disposição e configuração dessas trabéculas ósseas é um fator importante para a sua resistência.
O volume dos corpos vertebrais aumenta progressivamente da região cranial para a caudal, o que demonstra uma adaptação do ser humano às cargas impostas à coluna ao longo do seu eixo.

As vértebras são conectadas entre si pelas articulações posteriores entre os corpos vertebrais e os arcos neurais. Elas se articulam de modo a conferir estabilidade e flexibilidade à coluna, atributos necessários para a mobilidade do tronco, postura, equilíbrio e suporte de peso,e em seu interior o canal vertebral, eixo central que contém a medula espinhal.
Os discos intervertebrais se encontram em toda a coluna vertebral exceto entre a primeira e a segunda vértebra cervical. É importante conhecer sua estrutura e composição, pois permitirá uma melhor compreensão de suas funções. Os dois componentes básicos da estrutura do disco são o anel fibroso (parte externa) e o núcleo pulposo (parte interna). Eles formam uma articulação cartilaginosa.


O núcleo pulposo é um gel que corresponde a 40-60% do disco e se compõe de 70-90% de água e proteoglicanos. O núcleo tem a capacidade de se deformar quando submetido a pressão, com participação nos mecanismos de absorção de choques e distribuição de forças, equilibrando tensões. O anel fibroso é composto por uma série de camadas de fibras colágenas dispostas de forma espiral, encapsulando o núcleo pulposo. Ele auxilia a estabilização da coluna, funcionando como um ligamento.


Ligamentos
Todas as vértebras e discos são conectados entre si pelos ligamentos, sendo os principais: o longitudinal anterior, o amarelo, o interespinhal e supra-espinhal. Eles são compostos por uma faixa ampla de um tecido espesso, com suas fibras longitudinais distribuídas em várias camadas, sendo que as fibras mais profundas unem vértebras adjacentes( próximas) e as superficiais se estendem por duas a quatro vértebras. Entre suas funções: estabilizar, permitir o movimento da coluna e retorno à posição ereta ao flexionar a coluna,em decorrência de sua elasticidade. Nestas tarefas os ligamentos são auxiliados pelos tendões e músculos

Músculos

Os músculos da coluna vertebral desempenham importante função na manutenção de sua estabilidade, equilíbrio , movimentação dos membros e participam dos mecanismos de absorção dos impactos protegendo a coluna de grandes sobrecargas.
Eles atuam na coluna vertebral integrados e em harmonia, porém é necessário compreender a função de cada grupo muscular e sua sincronia durante a realização dos diversos movimentos. Os músculos são divididos em grupos, com funções distintas de acordo com os segmentos da coluna em que estão situados.
Entre as suas importantes funções, além da movimentação proporcionam estabilidade da coluna .Diversos músculos atuam, entre os quais os rotadores, interespinhosos e multifídeos.

Medula espinhal
A medula espinhal encontra-se no interior do canal vertebral estendo-se do cérebro até a primeira vértebra lombar, podendo ocorrer variações anatômicas. Ela é parte essencial do sistema nervoso central. É envolvida por três membranas protetoras de dentro para fora:a pia-máter,a aracnóide e a dura-máter. A pia-máter e a aracnóide são separadas pelo espaço sub-aracnoideo, local onde transita o líquido cérebro-espinhal. A aracnóide termina no nível da segunda vértebra sacra.
O espaço existente entre a dura-máter e a parede do canal vertebral é preenchido por gordura, tecido conectivo e plexo venoso, e é denominado de espaço peridural. As membranas que envolvem a medula alem de proteger o tecido nervoso permitem que os impulsos nervosos sejam transmitidos durante o movimento. A medula espinhal tem forma cilíndrica, com o diâmetro transverso maior do que o ântero-posterior .
Ela tem duas dilatações: uma na região cervical formando o plexo braquial e outra na região lombar o plexo lombo sacro terminando no cone medular ao nível da segunda vértebra lombar. Abaixo dessa região as raízes nervosas lombares e sacras ocupam o canal vertebral, formando um conjunto conhecido como cauda eqüina. Nesta região encontra-se o filum terminale, uma estrutura fibrosa não nervosa, que é uma extensão da pia-máter e envolvida pela dura-máter, que se insere no cóccix.

Nervos espinhais
O nervo espinhal é formado pela fusão de duas raízes, uma ventral e outra dorsal. A raiz ventral possui apenas fibras motoras (eferentes) com seus corpos celulares situados na coluna anterior da substância cinzenta da medula. A raiz dorsal possui fibras sensitívas (aferentes), e seus corpos celulares situados no gânglio sensitivo da raiz dorsal. A fusão das raízes sensitiva e motora resulta no nervo espinhal. O nervo espinhal deixa o forame intervertebral e divide-se em ramo anterior (ventral) e posterior (dorsal). Entre suas funções inervar a pele, articulações posteriores, músculos da coluna, do tórax, do abdome e dos membros superiores e inferiores.

BIOMECÂNICA DA COLUNA VERTEBRAL

O estudo dos movimentos corporais permitiu a constatação do importante papel exercido pela coluna vertebral na espécie humana, pois a sua localização no centro do corpo é estratégica. Quando realizamos um movimento com os membros superiores ou inferiores a coluna fornece estabilidade e amplificação dos mesmos.

A estabilidade pode ser entendida de acordo com a terceira lei de Newton (a cada ação ocorre uma reação no mesmo sentido e em direção oposta). No caso da coluna a reação é absorvida por sua musculatura.

A amplificação (magnificação) dos movimentos pela musculatura da coluna é necessária permitindo melhora do desempenho do indivíduo. Isso explica, em parte, a grande incidência de pessoas com dor na coluna vertebral.

A movimentação da coluna é uma somatória de pequenos movimentos realizados entre os corpos vertebrais, sendo que cada corpo vertebral realiza seis movimentos básicos: deslizamento para frente e para trás, inclinação para frente e para trás, deslizamento lateral no plano frontal, inclinação lateral no plano frontal, tração e compressão e ainda rotação axial.

A essência de um bom exame da coluna encontra-se na aptidão em se observar anormalidades no movimento e relacioná-las primariamente aos sinais e sintomas do paciente e secundariamente ao que seria esperado para este indivíduo quanto à idade, sexo, raça e biótipo.
Quando um corpo vertebral se move, o eixo ou o "centro de rotação" do corpo se modifica a cada instante. Este ponto em torno do qual o movimento ocorre é denominado eixo instantâneo de rotação.

Entre o crânio e o sacro existem 25 níveis nos quais o movimento pode ocorrer. O termo "segmento móvel" é utilizado para descrever duas vértebras adjacentes conectadas pelo disco intervertebral, articulações posteriores e ligamentos.
As curvaturas da coluna são biomecanicamente importantes, porque aumentam a capacidade de absorção de energia e a flexibilidade.

A natação é sempre benéfica para as dores na coluna?

Há uma polêmica a respeito, muitos dizem que a natação é benéfica por reduzir consideravelmente o impacto sobre a coluna vertebral e proporcionar uma atividade relativamente segura.
Porém maiores questionamentos são quanto a execução, caso você nade incorretamente em uma posição não anatômica, apenas irá acentuar seu problema postural, consequentemente as dores e mal estar.
Os nados em si não tem contra indicação, alguns são mais indicados devido ao grau de complexibilidade menor que outros, por exemplo o nado crawl e o costas.
Nados como o borboleta requerem mais da estrutura física, por serem mais vigorosos, errar significa se prejuízo e muitas vezes dor.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Existem Oficialmente quatro estilos na natação


Existem Oficialmente quatro estilos na natação,: Crawl, Costas , Peito e Borboleta

Nado Crawl

Este nado é o mais rápido. O nadador se movimenta com o abdome voltado para a água: a ação das pernas se faz em golpes curtos e alternados, no plano vertical à superfície. O movimento dos braços também é alternado, de tal forma que um comece a puxar a água imediatamente antes que o outro termine de fazê-lo. Quando um dos braços está fora da água, o nadador pode virar a cabeça para respirar desse lado. Quanto maior o número de braçadas, maior o rendimento.

Nado de Costas

Este nado , o nadador permanece todo o percurso com o abdome voltado para fora da água. A batida de pernas é semelhante à do Crawl. Os braços alongam-se por sobre a cabeça alternadamente entram na água passando junto à orelha, com a palma da mão virada para fora, de tal forma que o dedo mínimo seja o primeiro a penetrar na água. Em seus movimento até o quadril, o braço empurra a água e impulsiona o corpo na direção contrária.

Nado de Peito

Este é o mais lento dos estilos, é executado com o corpo e os braços estendidos, as palmas das mãos voltadas para fora e o rosto dentro da água. As pernas são trazidas para junto do corpo, com os joelhos dobrados e abertos , enquanto os braços se abrem e recolhem à altura do peito. em seguida, as pernas são impelidas para traz, para impulsionarem o nadador, num movimento parecido com o da rã,ao mesmo tempo em que os braços são estendidos para frente. A inspiração de ar é feita no final da puxada do braço, quando o nadador ergue a cabeça para fora da água.

Nado Golfinho ou Borboleta

Este estilo surgiu como uma variação do nado de peito, em que os braços eram lançados à frente por cima da água. O estilo foi criado em 1935 pelo americano Henry Myers. A partir de 1952, por determinação da Federação Internacional de Natação Amadora(FINA), passou a ser prova específica,com a adoção de um movimento simultâneo e sincronizado dos pés, no plano vertical, o que aumentou a velocidade e deu origem ao estilo que atualmente é chamado de golfinho.


Ao longo dos anos, o nado crawl vem sofrendo constante adaptação para tornar-se mais eficiente.
Coordenar os movimentos de braços, pernas, respirando e tronco é um desafio que exige muita dedicação. Reconhecido como a técnica mais veloz, influenciada pelos movimentos alternados de braços e pernas, o nado crawl é o primeiro que se costuma ensinar nas escolas de natação. Porém, não é de uma hora para outra que se atinge o ideal.

O aprimoramento das técnicas faz parte do dia-a-dia dos treinos. Perseverança e confiança no treinador são fundamentais.



Segundo os especialistas, vários fatores são essenciais no domínio da técnica do nado. Um bom trabalho, fora da água, de alongamento e flexibilidade, um bom condicionamento físico, uma adaptação e percepção do corpo no ambiente são alguns deles. O uso de equipamentos também traz resultados positivos. Os treinadores possuem outros recursos para ajudar os praticantes a melhorarem a posição do nado, como o extensor, a nadadeira e os espelhos subaquáticos.
Nade devagar. Esse desempenho mais lento auxilia muito o nadador na percepção do movimento.


DICAS PARA NADAR MELHOR
Depois de saber que as técnicas do nado não são assimiladas de uma hora para outra, e, sim, com muito esforço, apresentamos algumas dicas sobre como seria esse nado ideal. As dicas mostram algumas modificações nas idéias estabelecidas nas últimas décadas.

A evolução das técnicas de crawl alterou principalmente a posição da cabeça é mais abaixada do que antes , a posição da mão na entrada da água (o movimento anterior era feito com o dedão entrando primeiro na água. Hoje a mão entra paralela a linha da água) e o braço debaixo da água, que passa muito menos flexionado.

Posicionamento da Cabeça
Atualmente, os técnicos avaliam a melhor posição da cabeça como aquela em que o nadador vê o fundo da piscina e a frente. O ideal é que ele encontre uma posição na qual movendo apenas o olho ele consiga ver estes dois ângulos. Antes, os atletas nadavam com a testa na linha da água, mas os estudiosos observaram que uma cabeça mais baixa eleva o corpo para o nível da água, diminuindo a área de resistência.




A Melhor Recuperação e Entrada da Braçada
Apesar de alguns nadadores terem tido sucesso com diferentes recuperações de braçada, o processo de aprendizado do nado crawl recomenda a utilização da braçada tradicional, em que o cotovelo fica sempre mais alto do que a mão. Esta fica com os dedos juntos, mas sem tensioná-los demais. Este modelo é o que permite ao nadador maior economia de energia. Na hora de entrar com a mão na água, a palma deve estar a 45graus da superfície. Este movimento deve ser alongado, o nadador não deve precipitar o início do novo ciclo.
DICA
para treinar o cotovelo alto, sugerimos um exercício com a ajuda da prancha. O praticante realiza o movimento normal com uma das mãos, enquanto apóia a outra na prancha. Durante o período de recuperação, ele toca com as pontas dos dedos sutilmente na superfície.





Remada
Podemos dividir o movimento dos braços debaixo da água em duas fases: puxada e empurrão. Na primeira, o nadador mantém o braço ligeiramente flexionado, a mão firme, mas não tensionada, e traz o braço até a altura do umbigo. Alinhando a entrada do braço e a puxada na água com a linha dos ombros, chega então o momento do empurrão, no qual o atleta coloca muita velocidade no movimento, que termina na coxa.
DICA
Para perceber a importância do movimento submerso, um exercício comum entre os treinadores pedir ao nadador que realize os movimentos com a mão fechada. A ausência de apoio aumentar a percepção do atleta quando ele retornar ao modo normal.





Rotação do Tronco
O rolamento é um dos pontos mais enfatizados na técnica de nado crawl. Ele permite que o atleta bloqueie menos a água no momento do nado. O ideal é a rotação longitudinal em torno de toda a coluna, movendo, ao mesmo tempo, o quadril e o ombro. Isso diminui a resistência frontal com a água.
DICA
Um exercício que ajuda a visualizar este movimento é a pernada lateral. Com um braço esticado e o outro colado à coxa, o nadador experimenta o que deve ser reproduzido durante o movimento completo. Inclusive a não interrupção da pernada durante o rolamento. É muito comum o praticante parar de bater a perna quando está nesta posição.





Pernada
Em um desempenho ideal, a pernada tem dois momentos: um descendente, com o joelho semiflexionado, fazendo força para baixo (como se fosse um chute), e um movimento ascendente, em que a perna retorna a posição inicial. Este movimento nãã deve ser muito amplo, mantendo-se na extensão do corpo. Primeiro para não perder o ângulo de força, segundo para não dificultar a hidrodinâmica do movimento. Uma característica que pode melhorar o rendimento é posicionar os pés para dentro, aumentando a área de contato com a água.



FIQUE DE OLHO OS PRINCIPAIS ERROS
Repare nos erros que você pode estar cometendo.

Não brigue com a água. Levantar muita água não é um bom sinal
Evite entrar primeiro com o dedão na água. O ideal é colocar a mão a 45 graus da superficie da água
Não pare a perna. Mantenha a atividade da perna mesmo com a rotação do corpo
Não tire muito o pés fora da água. Você está desperdiçando energia
Não dobre demais o joelho
Não inicie a respirando antes de soltar todo o ar debaixo da água. Você corre o risco de demorar muito para soltar e pegar o ar
Não tensione demais a musculatura. Guarde sua força para os momentos certos