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sábado, 17 de abril de 2010

Natação X Treinamento Infantil

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Estudos recentes têm evidenciado que a sofisticação dos treinamentos esportivos possibilita a obtenção de altos níveis de resultados e exige dos atletas, cada vez mais, determinação, tempo e esforços, que podem contribuir para a ocorrência de estresse físico e mental.

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O estresse, entendido como resposta inespecífica do organismo a diferentes agentes estressores (HANS SELYE apud GONÇALVES, 1998), pode gerar respostas psicofisiológicas adaptativas ou não.
Como exemplo destas respostas não adaptativas, podemos citar o “Burnout”1 , que é um dos fatores que interfere no processo de treinamento.
As respostas do organismo ao estresse provocado pelo treinamento esportivo são individualizadas e dependem de como o indivíduo interpreta o agente agressor.

Tal interpretação definirá se o treinamento esportivo é percebido como ameaçador ou revelará ao sujeito estratégias para lidar com o mesmo
(RIBEIRO, 1993).
Estudos mencionados por GONÇALVES (1998) indicam que crianças e adolescentes estressados apresentam sintomas tão graves ou mais que os adultos, por encontrarem-se em plena formação de suas personalidades,
o que os torna mais vulneráveis aos agentes agressores. Tornam-se ansiosos, desanimados, introvertidos, agressivos e deprimidos, além de apresentarem respostas fisiológicas, como perda de peso, falta de energia, diminuição do glicogênio muscular e da potência aeróbia máxima.

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Na pesquisa realizada por DE ROSE Jr. (1997) com 546 sujeitos (406 crianças e jovens na faixa etária de 7 a 16 anos, 171 pais e 68 técnicos), foram identificados 111 diferentes sintomas de estresse précompetitivo, tanto de ordem física quanto mental, em atletas infanto-juvenis de diferentes modalidades esportivas.

Tais sintomas provocam, com freqüência, o fenômeno do Burnout e o abandono precoce do esporte por jovens atletas.
Estudos desenvolvidos em psicofisiologia revelam uma consistente relação entre os níveis de estresse e as alterações nas respostas fisiológicas durante o treinamento, tais como:
  • o aumento das freqüências cardíaca
  • e respiratória,
  • da taxa de hormônios sangüíneos
  • e da concentração do lactato sangüíneo (BARA FILHO, 1999; TOLEDO, 2000).
Esta última merece mais atenção de nossa parte e será o objeto deste estudo, devido aos possíveis prejuízos causados no desenvolvimento global das crianças, como distúrbios do crescimento, da atenção e labilidade emocional, em especial a agressividade,
em virtude da criança possuir uma menor capacidade de obtenção de energia anaeróbia láctica em relação ao adulto (WEINECK, 1991).

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A deficiência na produção de energia em esforços máximos pelo sistema anaeróbio láctico da criança, se dá, entre outros fatores, pela baixa produção no organismo infantil da enzima fosforofrutokinase, que é responsável pela depleção do glicogênio por via anaeróbia, o que leva, após um esforço intenso, a uma pequena produção de lactato (HOLLMANN & HETTINGER, 1989).
Porém, a baixa concentração de lactato sangüíneo no organismo infantil, segundo WEINECK (1991), não deve levar à conclusão de que as crianças são aptas para cargas anaeróbias, pois valores médios de 10 mmol já representam, em relação às suas massas corpóreas, uma carga tão alta quanto representam valores de 20 mmol para os adultos (valores encontrados em treinamentos de tolerância ao lactato).

Quando as crianças são submetidas a cargas de treinamento e competições exaustivas podem apresentar valores bem próximos aos encontrados em adultos, o que é prejudicial.
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Estudos realizados por WILLIAM et al (1990) com jovens de 13 anos, demonstraram que valores de 2,5 mmol/l e 4 mmol/l de concentração de lactato sangüíneo referem-se a uma média de 84% e 93% do VO2 max., respectivamente.

Diferentemente do que ocorre em adultos, o valor referente a 93% do VO2 max exprime características de esforço anaeróbio glicolítico por parte do organismo infantil, pois esses valores de lactato representam para adultos somente trabalhos aeróbios de baixa a média intensidade
(ZAKHAROV, 1992).

O desconhecimento de que a produção de lactato em torno de 4 mmol/l pela Saturação Física e Psicológica provocada por estresse de treinamento administrados acima da capacidade individual do atleta.
Segundo SILVA & RIBEIRO criança corresponde a 93% do VO2 max, acaba levando o treinador ao equívoco de intensificar a carga do treinamento.

O aumento do lactato no organismo infantil, provocado por exigências máximas em treinamentos ou competições, eleva, segundo pesquisas de LEHMANN et al apud BARA (1999), em mais de 10 vezes as taxas de catecolaminas (Adrenalina e
Noradrenalina), hormônios típicos do estresse, que já nessa idade podem levar o atleta a limites máximos de exigências psicofísicas.
Levando em consideração que a baixa capacidade anaeróbia de jovens atletas representa, segundo HOLLMANN (1989), uma forma de proteção do organismo
infantil contra a superacidez e o catabolismo muito alto dos limitados depósitos de glicogênio, poupando-os para órgãos que dependem de glicose, como o cérebro, acredita-se que treinamentos excessivos com características anaeróbias não correspondem à realidade específica dessa faixa etária.
A partir desses pressupostos teóricos acredita se que, em resposta às cargas de treinamento excessivas, o organismo infantil tende a sofrer adaptações negativas que levam a distúrbios do gênero falta de recuperação, queda da performance e labilidade emocional.
Segundo SMITH (1986), a saturação física e mental (“Burnout”), como resposta ao estresse crônico, acabam por contribuir significativamente, e em última instância, para o “Dropout” - processo de abandono do treinamento e da prática de uma modalidade esportiva.
O “Burnout”, segundo SMITH (1986), ocorre com mais freqüência em esportes individuais, como a natação, por serem mais competitivos, de alta exigência
física e psicológica, pela natureza repetitiva e monótona dos treinamentos, além do menor suporte social dos companheiros de treinamento.

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A natação, por ser uma modalidade esportiva na qual as crianças são iniciadas muito cedo, e cujo processo de treinamento é intenso e estressante na busca do alto rendimento, vem sendo recordista em abandono precoce2 entre as diversas modalidades esportivas.
Na busca de aprofundamento no tema, e visando obter elucidações para os problemas acima citados, procuramos investigar na literatura atual possíveis respostas para tais inquietações.
Desta forma, objetivamos contribuir com o processo de treinamento das diversas modalidades esportivas, em especial
a natação, que trabalham com atletas infantis, cujos treinadores freqüentemente deparam-se com problemas de falta de adaptação ao treinamento.
METABOLISMO ANAERÓBIO E A RESPOSTA DO LACTATO SANGÜÍNEO AO EXERCÍCIO

Em função dos pesquisadores estarem altamente interessados no benefício da atividade aeróbia de longa duração para a saúde cardiovascular e pulmonar
e para a segurança no treinamento desportivo de alta intensidade, a atenção das pesquisas em Fisiologia do Exercício tem centrado seu olhar principalmente sobre a resistência aeróbia.
Utilizando-se tradicionalmente o percentual de VO2max. para estimar a capacidade de performance de resistência, a maioria dos programas de treinamento físico é desenvolvida com o intuito de aperfeiçoar tal capacidade.
Inúmeras pesquisas têm demonstrado que a resposta do lactato sangüíneo ao exercício parece estar muito mais relacionada ao resultado da performance de resistência do que ao VO2max, sendo, portanto, mais seguro na predição de programas de treinamento (WELTMAN, 1995).
Dentre as pesquisas citadas por WELTMAN, que respaldam a referida conclusão, destacamos as realizadas por COYLE et al, (1988; 1991), onde estudos com ciclistas com valores similares de VO2max. demonstraram :
1que os atletas com maior Limiar de Lactato (LL) atingiram a fadiga em tempos duas vezes mais longos e puderam trabalhar com percentagens muito mais altas de VO2max. antes de atingirem o LL.

2 Entende-se por precoce o abandono antes do atleta completar o seu estágio de maturidade física e psicológica, quando estaria em tese pronto para uma exigência máxima esportiva.

3 Aqui o LL é considerado o maior VO2 que pode ser alcançado durante exercícios máximos, antes de ser observado a elevação do Lactato Sangüíneo.

Corroborando estes resultados encontramos vários estudos que tem demonstrado um efeito superior da atividade física sobre as respostas do lactato sangüíneo e sobre as alterações musculares locais, quando comparados as alterações cardiovasculares e melhoria do VO2max. (ASTRAND, 1987), o que indica que estas adaptações dependem de mecanismos
diferenciados.
O lactato produzido durante um exercício é removido para o sangue para que seja levado a músculos inativos, ao fígado e ao coração para ser ressintetizado.
Por este motivo a concentração de lactato no sangue tem sido utilizada para determinar a sua produção durante o exercício.
Entretanto, devemos ter claro que a CLS não é unicamente resultado de sua produção no músculo, mas também o intestino, o fígado e a pele, parecem
ser capazes de liberar lactato, sendo a CLS considerada resultado do equilíbrio entre a adição no sangue do lactato produzido e sua remoção do sangue
para os órgãos que o ressintetizam (BROOKS, 1991; ROWLAND, 1996).
Com base nessas novas tendências, os treinadores de diversas modalidades esportivas, em especial a natação, passaram a utilizar a determinação do LL e a Concentração de Lactato Sangüíneo (CLS)4 para determinação da performance e do programa de treinamento de seus atletas, onde um valor de 4 mmol/l de lactato sangüíneo tem sido utilizado para determinar uma razoável aproximação da média de LA.
Quando o indivíduo é submetido a treinamentos de resistência, sabemos que o acúmulo de lactato sangüíneo diminui durante exercícios de mesma intensidade.
Apesar dos mecanismos básicos desta adaptação ainda não estarem completamente definidos, acredita-se que esta resposta do organismo ao treinamento deva-se a uma menor produção de lactato e/ou a uma melhora da eficiência na remoção e ressíntese do mesmo, devido a adaptação enzimática ao exercício, o que leva a uma menor utilização do glicogênio durante sua execução (WELTMAN, 1995).
Paralelamente, quando submetido a treinamentos intensivos o indivíduo desenvolve uma maior suportabilidade a níveis cada vez mais altos de lactato em exercícios máximos (FOX, 1983; McARDLE, 1986).
Corroborando com FOX (1983) e McARDLE (1986), WELTMAN (1995) cita vários estudos que relatam adaptações das respostas do lactato sangüíneo ao treinamento de resistência, onde todos os parâmetros, como o LL, IALS (Início do Acúmulo do Lactato), LAI (Limiar Anaeróbio Individual)5, sofrem modificações para um degrau muito maior em relação à fase pré-treinamento, inclusive para degraus sempre superiores ao ganho sofrido, em função do mesmo treinamento, pelo VO2 max.
Isto reforça ainda mais a tese de que a utilização das respostas do lactato sangüíneo ao exercício é mais adequada para avaliação da performance e prescrição do treinamento do que o VO2 max.

PRODUÇÃO DE LACTATO E TREINABILIDADE DO METABOLISMO ANAERÓBIO EM CRIANÇAS:
Aparentemente, se pouca atenção foi dada pelos estudiosos da área ao metabolismo anaeróbio, em relação à grande produção de conhecimento sobre da resistência aeróbia, pior torna-se a análise quando nos referimos às pesquisas sobre o desenvolvimento da resistência anaeróbia em crianças.
Talvez a escassez de estudos com crianças deva-se à dificuldade para
avaliar esta capacidade sem procedimentos invasivos, dada a inviabilidade de predizer a aptidão anaeróbia por meio da investigação do VO2 max.
No entanto, ao acompanhar uma criança na realização de suas tarefas diárias, é possível perceber que grande parte dos seus movimentos são de curta explosão, como saltos e curtas corridas, e sem que estas atividades intensas sejam mantidas por um longo período, capacidade que melhorará com o passar
dos anos.
Esta observação nos leva a questionar sobre o porque deste fenômeno.
Na busca de explicações, encontramos WEINECK (1991) que afirma que a criança possui uma menor capacidade para obtenção de energia anaeróbia que adulto, chegando próximo ao seu nível somente na puberdade.
Reforçando o pensamento de WEINECK, ROWLAND (1996) cita diversas pesquisas que contribuem para respondermos tal pergunta.
Grande parte de seus estudos apontam uma deficiência na capacidade e Nível de Lactato acumulado no sangue após um esforço físico.
O maior VO2 que pode ser mantido acima do tempo sem um crescimento contínuo no acúmulo do lactato, que é determinado pela capacidade individual.
SILVA & RIBEIRO
A capacidade de gerar energia anaeróbia durante os exercícios intensos por parte da criança. Entretanto, concluem que a capacidade anaeróbia aperfeiçoa-se, progressivamente, com o passar da idade. Dentre as pesquisas apontadas por ROWLAND, destacamos as realizadas por BAR-OR e FALGAIRETTE et al. (1986) que encontraram, em relação à capacidade anaeróbia, valores absolutos dobrados entre as idades de 8 e 14 anos e um aumento progressivo nas medidas relacionadas ao peso corporal e idade, respectivamente.
Corroborando com os estudos apontados por ROWLAND (1996), ASTRAND (1987) confirmou, através de estudo realizado já em 1952, um aumento constante com a idade nos valores máximos de lactato durante exercícios em bicicletas, sem diferenças significativas na CLS em meninas e meninos antes da puberdade.
Estes e outros estudos sugerem que a maturidade sexual possa influenciar na produção de lactato.
Caminhando neste sentido, PRADO (1999) vem apontando alguns estudos que aumentam a evidência entre a relação da produção hormonal que ocorre durante a puberdade e o desenvolvimento do metabolismo anaeróbio, sugerindo que somente a partir desta faixa etária é que o atleta estaria pronto para suportar tais exigências de treinamento.
Uma das grandes e significativas diferenças entre o metabolismo anaeróbio de crianças e adultos que reforçam a nossa preocupação com o problema ora apresentado, encontra-se no fato de que um valor de 4,0 mmol/l de lactato sangüíneo tem sido utilizado para determinar uma razoável aproximação da média de LA, sendo indicado para exercícios submáximos.
Entretanto, os níveis de lactato sangüíneo são mais baixos em crianças na mesma intensidade de exercícios.
Portanto, um valor de 4,0 mmol/l em crianças representa intensidades de trabalhos anaeróbios glicolíticos.

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Dados coletados por WILLIAMS, ARMSTRONG & KIRBY (1990) em um estudo desenvolvido com 103 jovens de 13 anos, demonstraram que concentrações
de lactato sangüíneo a níveis de 2,5 mmol/l e 4 mmol/l correspondem a uma média de 84% e 93% do VO2 max., respectivamente. Estes resultados são
bastante preocupantes quando analisados a luz do que aponta ZAKHAROV (1992), que nos indica que percentuais próximos e/ou superiores a 90% do VO2 max exprimem características de esforço anaeróbio glicolítico, diferente do que ocorre em adultos, pois, para estes, os valores de lactato em torno de 2 a 4 - mmol representam somente trabalhos aeróbios de baixa a média intensidade.
Em um estudo similar, TOLFREY & ARMSTRONG (1995) compararam crianças, adolescentes e adultos, quanto à relação entre o VO2 correspondente às concentrações de 2,5 e 4,0 mmol.l (-1), onde não foi encontrado diferença significativa entre os grupos para a concentração de 2,5 mmol.l (-1), que correspondeu a uma média de 85% do VO2max, para ambos os grupos.
Entretanto, para o valor de 4,0 mmol.l (-1) foi encontrado uma significativa diferença, o qual correspondeu, respectivamente para crianças, adolescentes e adultos, a 94, 92 e 87% do VO2mx.
Estes resultados reafirmam a influência da maturidade sexual na resposta do lactato ao exercício e a inadequação da utilização do valor de 4,0 mmol.l(-1) como parâmetro para o treinamento de jovens atletas.

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Essa incapacidade da criança em produzir energia por via anaeróbia láctica, segundo HOLLMANN & HETTINGER (1989), se dá, entre outros fatores, pela baixa produção da enzima Fosforofrutokinase durante a infância até a adolescência, ocorrendo um aumento gradativo com o avançar da idade, o que acarreta uma baixa produção de Lactato após um esforço intenso.
Paralelamente ao aumento progressivo nos níveis de lactato produzidos com a idade, o ph sangüíneo no exercício máximo também diminui enquanto as crianças crescem (ROWLAND, 1996).
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As mudanças relacionadas ao débito de O2 durante a recuperação de exercícios máximos e a velocidade do restabelecimento da força anaeróbia após os mesmos, que se elevam consideravelmente com a idade, são considerados um outro dado que evidencia ainda mais a limitação das crianças para a resistência anaeróbia. ROWLAND (1996) cita que o valor total de VO2 durante a recuperação de exercícios máximos é considerado um forte indicador de contribuição de energia anaeróbia.
Sintetizando, encontram-se os seguintes dados que reforçam evidências de que o organismo infantil não é capacitado para trabalhos anaeróbios glicolíticos, podendo-se citar que:
• nível de lactato sangüíneo em exercícios submáximos e máximos é menor em crianças do que em adultos e aumenta progressivamente com a idade, chegando próximo aos do adulto somente na puberdade, em virtude da maturidade sexual;
• a produção da enzima Fosforofrutokinase é menor em crianças do que em adultos; o início da manifestação anaeróbia expressa como percentagem de
VO2 max. é maior em crianças do que em adultos;
• o restabelecimento do débito de VO2 ou O2, aumenta com a idade e o ph sangüíneo é inicialmente muito mais alto em crianças do que em adultos, diminuindo seus valores com o passar da idade.
Apesar dos estudos referentes à treinabilidade desta capacidade em crianças serem em pequeno número e, por vezes, contraditórios, evidências tem sido apontadas no sentido de que todos os parâmetros aqui discutidos melhoram ao longo do tempo através de um treinamento sistematizado (PRADO, 1999).
Entretanto, WEINECK nos alerta que: A menor capacidade anaeróbia deve ser levada em consideração durante a execução de cargas de resistência na idade infantil e jovem: a escolha dos métodos e conteúdos de treinamento, assim como a dosagem da intensidade e duração das cargas de treinamento, devem ser adaptadas à realidade fisiológica da idade.

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Deste modo, o treinamento quando administrado em crianças e adolescentes, sem respeitar as características destas faixas etárias, pode tornar-se um fator desencadeador de um alto nível de estresse tanto físico quanto psicológico, provocando adaptações negativas tanto de ordem biológica quanto mental, levando a uma possível saturação (“Burnout”) por parte do atleta, podendo, em uma última análise, contribuir para o processo de abandono da modalidade (“Dropout”), fenômeno muito comum na natação.
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Apesar das transformações tecnológicas e sofisticações do treinamento esportivo, percebe-se que ainda existe muita controvérsia na literatura, no que diz respeito aos benefícios e malefícios do treinamento de rendimento administrado precocemente.
Ainda que exista uma grande necessidade de pesquisas na área, muitas evidências já foram apontadas, por estudos tanto em Fisiologia quanto em Psicologia, no sentido de que as crianças não estão preparadas, seja em função dos seus processos de crescimento e desenvolvimento ou de sua maturidade biológica e psicológica, para a assimilação positiva das altas cargas de treinamento, necessárias para se adquirir a performance esportiva.
Mesmo diante destas evidências, só tem crescido o número de crianças submetidas precocemente a processos sistematizados de treinamento em busca de vitórias e recordes nas mais variadas modalidades esportivas, principalmente na natação.
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Acredita-se que ao se submeter um sujeito a níveis máximos de treinamento, independente do nível e importância da competição, pode-se levar este jovem a acumular lactato sangüíneo acarretando no organismo disfunções psicofisiológicas.
Vale ressaltar que considera-se treinamento de alto nível toda e qualquer situação de competição e treinamento que possa levar o atleta a auto superação física e mental, e não necessariamente os que preparam exclusivamente para as competições de nível internacional.
Outros, com base no estudo realizado por GONÇALVES (1998) com alunos de primeiro grau, onde foi encontrada uma negativa, consistente e significativa correlação dos indicadores dos níveis de estresse com o rendimento escolar, suspeita-se que os altos níveis hormonais, bem como o acúmulo de lactado, considerados agentes agressores ao organismo infantil, podem contribuir para o aumento da agressividade, diminuição dos níveis de atenção e conseqüente redução dos níveis de rendimento do atleta.
Na tentativa de contribuir para solucionar o problema apontado neste breve ensaio, encontramos na psicofisiologia um caminho possível para analisar os efeitos negativos provocados por treinamentos intensivos, administrados a crianças.
Em especial, este trabalho refere-se ao controle da concentração e remoção do lactato sangüíneo.
Segundo RIBEIRO & BENDA (1995), a Psicofisiologia consiste na integração da Psicologia e da Fisiologia, viabilizando meios para a compreensão das respostas psicomotoras e desenvolvendo estudos que demostram uma consistente relação entre os níveis de estresse e as respostas fisiológicas provocadas pelo treinamento, como o aumento das freqüências cardíaca e respiratória, de hormônios sangüíneos liberados durante o estresse e da produção de lactato pelo músculo.
TOLEDO (2000) concluiu em seu estudo desenvolvido com atletas de Futsal da categoria juvenil (16-19 anos), que a Técnica de Relaxamento Progressivo de Jacobson provoca uma significativa redução no acúmulo de lactato em esforços subsequentes à aplicação da técnica, bem como contribui na redução de seus níveis após esforço.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASTRAND, P. O. & RODHAL, K. Tratado de Fisiologia do Exercício. 1987.
BARA FILHO, M. G. (1999). Efeitos Psicofisiológicos do Fenômeno do “Burnout” em nadadores. (Dissertação de Mestrado). Rio de Janeiro: PPGEF/UGF. BROOKS, G. A. Lactate Metabolism, Current Concepts.
Exercise Physiology Laboratory, Department of Human Biodynamics, University of California (mimeo), 1991. DE ROSE JR. D. Sintomas de Stress no Esporte Infanto-Juvenil. Revista Treinamento Desportivo, 3, 2, p.12-20, 1997.
FOX, E. L., MATHEWS, D. K. Bases Fisiológicas da Educação
Física e dos Desportos. Rio de Janeiro: Interamericana, 1983.
GONÇALVES, M. G. (1998). Estresse Infantil: um aspecto do rendimento escolar. (Tese de Livre Docência). Rio de Janeiro: PPGEF/UGF.
HOLLMANN, W. & HETTINGER, Th. Medicina de esporte.
São Paulo: Manole, 1989.
McARDLE, W. D., KATCH, F. I., KATCH, V. L. Fisiologia do
Exercício: energia, nutrição e desempenho humano.
Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
PRADO, S. L. Fisiologia Aplicada ao Treinamento de Crianças:
capacidade anaeróbia. In: Novos Conceitos
em Treinamento Esportivo. Brasília: INDESP, 1999.
RIBEIRO, L., BENDA, R.
ROWLAND, T. W. Developmental Exercise Physiology
Human Kinetics Publishers. Champaign, IL, 1996.
SMITH, R. S. (1986). Toward a cognitive-affective model
of athletic burnout. Journal of Sport Psychology. 8,
36-50.
TOLEDO, H. G. Efeitos da Aplicação da Técnica de Relaxamento
Progressivo de Jacobson na Redução dos
Níveis de Lactato. Dissertação de Mestrado apresentada
ao PPGEF. Rio de Janeiro: UGF, 2000.
TOLFREY, K., ARMSTRONG, N. Child-adult differences in
whole blood lactate responses to incremental
treadmill exercise. Br. J. Sports Med., Vol 29, No. 3,
pp. 196-199, 1995.
WEINECK, J. Biologia do esporte. São Paulo: Manole,
1991.
WELTMAN, A. The Blood Lactate to Exercise. Champaign
IL: Human Kinetics, 1995.
WILLIAMS, JR, ARMSTRONG, N., KIRBY, B.J. The 4 mM
blood lactate level as na index of exercise
performance in 11-13 year old children. J. Sports
Sci, Vol 8, No. 2, pp. 139-47, 1990.
ZAKHAROV, A. Ciência do treinamento desportivo. 1ª.
ed. Rio de Janeiro: Grupo Palestra Sport, 1992.
dos à Execução do Movimento: proposição da teoria
do eixo de respostas psicifisiológicas.
Nádia Souza Lima da Silva
S. J. & COSTA, V. L. M. Cultura Atividade Física e Esporte. Rio de Janeiro: Gama Filho, 1995.

quarta-feira, 3 de março de 2010

NATAÇÃO PARA BEBÊS DE 0 A 2 ANOS - ATIVIDADES PRÁTICAS NA PISCINA

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A maior parte dos profissionais da Educação Física que ministram aulas de natação para bebês de 0 a 2 anos trabalha com os bebês acompanhados das mães (ou dos pais ou pessoas bem próximas) dentro da piscina.

As aulas de natação para este público têm menor duração (entre 30 e 45 minutos) uma vez que o sistema termo-regulador do bebê ainda não se encontra tão bem desenvolvido e, também, pelo fato de sua capacidade de atenção ser pequena, tornando cansativas atividades com grande tempo de duração.
É extremamente importante que o professor de natação para bebês tenha conhecimento sobre psicologia e fisiologia do desenvolvimento infantil, para que possa propor atividades adequadas ao estágio de maturidade física e psíquica dos bebês. Uma vez adquiridos esses conhecimentos, é hora de planejar as aulas práticas.
Diversas atividades estão disponíveis para tornar a aula um momento agradável tanto para os bebês quanto para os seus acompanhantes.

O professor deverá conduzir a aula sempre com um semblante alegre, convidando os alunos para a próxima atividade com muita alegria, evitando dar ordens do tipo: "todos batam as pernas" ou "é hora da imersão".

Todo o trabalho deve ter um caráter lúdico e envolvente e o professor deverá sempre elogiar as conquistas de cada bebê: "Muito bem!", "Parabéns!", "Que mergulho bonito!". http://www.ruadireita.com/info/img/natacao-para-bebes-e-uma-boa-atividade-ou-nao.jpg




Existem diversas metodologias de ensino para natação para bebês, tudo depende das condições (espaço físico) e público a ser trabalhado (faixa etária).

A seguir, relatamos uma seqüência de atividades que poderão ser propostas durante as aulas de adaptação ao meio líquido dos bebês, visando melhorar seu desenvolvimento psico-motor e afetivo.

Exemplo de algumas sequências de aula:

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1. Entrada do bebê na piscina:
Bebê senta-se na borda com a mãe dentro da água, na sua frente, a segurar sua cintura. Ao incentivo do professor o bebê bate as pernas na água enquanto todos cantam a música: "Bate perninha ,bate ./ perninha do meu bebê./ bate perninha ,bate ./ agora é que eu quero ver!"
" Mãe entra na piscina e bebê fica na borda (de pé se conseguir, ou sentado).

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Ao sinal do professor (um, dois , três e tchi bummmmm!)
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o bebê pula na piscina (sem imergir ainda) e a mãe o conduz pela água (segurando o bebê pelas axilas, em decúbito ventral, com cabeça para fora) cantando a música:

"Bom dia, bom dia, bom dia piscina.
o bebê chegou, chegou para nadar,
vamos brincar e nos divertir,
vamos brincar e aprender a nadar".
" Mãe entra com bebê na piscina e o segura de costas pra ela. Todas as mães e seus bebês ficam em círculo com bebês de frente uns para os outros.

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O professor diz: "Oooooiiiiiiiiii" e as mães aproximam seus bebês rumo ao centro do círculo. Depois o professor diz "Tchaaaaaaaaaaaauuuuu", e as mães puxam de volta seus bebês, formando novamente um circulo grande. Repetir esta atividade duas vezes.
" Em círculo, mães seguram os bebês de frente, com as duas mãos abaixo das axilas dele. Cantar a música e virar o bebê de lado, de maneira que molhe a lateral da cabeça e a orelha dele na água. A música é:
"Molha, molha orelhinha. / molha, molha sem parar. / molha, molha orelhinha. / pra bem limpa ela ficar".



2. Atividades da parte principal:
" Bebê em decúbito ventral segurando com as duas mãos no pescoço da mãe. Passeio de um lado a outro da piscina (mãe vai andando de costas) estimulando o movimento de bater as pernas do bebê (a mãe simula o movimento segurando nas perninhas do bebê ou o próprio bebê que já consegue realiza o movimento sozinho).

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Executar este exercício em diferentes momentos da aula variando as músicas:
"Marcha soldado./ cabeça de papel./ quem não marchar direito, vai preso no quartel./ o quartel pegou fogo./ Franciso deu sinal / acode, acode acode, a bandeira nacional".
"Bate a perninha./ bate sem parar ./ bate a perninha ./ pra poder nadar".
" Passeio de um lado a outro da piscina (mãe vai andando de costas), segurando bebê na vertical de frente para a mãe.

Ir cantando e deslocando o bebê de um lado para o outro, até imergir o bebê no momento certo da música: A música é:
"Zig, zag, zum... vou fazer mais um ./ zig, zag, zum.... vou fazer tchi buuuum (imergir o bebê).
" Com a mãe encostada na parede da piscina e um dos joelhos elevados com perna flexionada e calcanhar apoiado no joelho da perna de apoio. Colocar o bebê sentado na perna flexionada, de costas para a mãe. Segurar com uma mão em cada mão do bebê e ajudá-lo a executar movimentos de circundução com os dois braços (2 x para frente e 2 x para trás) enquanto se canta a música:

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"Borboletinha ./ está na cozinha ./ fazendo chocolate./ para a madrinha ./ Potí Potí ./ perna de pau ./ olho de vidro ./ e nariz de pica-pau, pau pau!".
" Com a mãe encostada na parede da piscina e um dos joelhos elevados com perna flexionada e calcanhar apoiado no joelho da perna de apoio. Colocar o bebê sentado na perna flexionada, de costas para a mãe. Segurar com uma mão em cada mão do bebê e ajuda-lo a executar movimentos de abrir e fechar os braços enquanto se canta a música:
"A janelinha abre (abrir os braços) / o sol está aparecendo / a janelinha fecha (fechar os braços) / o sol está se escondendo / Abriu, Fechou / Abriu, Fechou, Abriu / Fechou, Abriu / Fechou, Abriu, Fechou".
" Com a mãe encostada na parede da piscina e um dos joelhos elevados com perna flexionada e calcanhar apoiado no joelho da perna de apoio. Colocar o bebê sentado na perna flexionada, de costas para a mãe. Segurar com uma mão em cada tornozelo do bebê e ajudá-lo a executar movimentos da pernada do nado peito enquanto se canta a música:
"O sapo não lava o pé / não lava porque não quer / ele mora lá na lagoa / não lava o pé porque não quer / mas que chulé (professora cheira o pé de cada bebê e repete - mas que chulé)".
" Todas as mães em círculo segurando seus bebês pelas duas mãos, de costas para elas (o bebê em pé, flutuando, de frente para o centro do círculo e com os bracinhos estendidos acima da cabeça segurando nas mãos da mãe). Balançar o bebê de um lado para o outro 2 x e depois , sem soltar das mãos da mãe, dar um giro no bebê de maneira que o traga para se posicionar atrás da mãe, com a barriga nas costas dela, enquanto cantam a música:


http://fisioterapia-icarai-natacao-niteroi.mfbiz.com/communities/4/004/006/051/114/images/4516823118.jpg

"Carrapato da mamãe/ vai e volta sem parar / gira e sobe lá atrás / pra bem juntinho brincar".
" Em circulo, mãe e bebê de frente para um para o outro, mãe segurando o bebê abaixo das axilas com as duas mãos. Cantar a música e ir girando em círculo, quando falar "mergulhão", imergir o bebê e voltar, elogiando-o.


http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/bilizeus.spaceblog.com.br/images/mn/1241314575/Os-bebes-nascem-sabendo-nadar.jpg

A música:"Pula sapinho ./ pula sapão./ pula bem alto ./ pra dar um mergulhão".
" Em círculo, mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de costas para ela. Professor conduz a atividade cantando e executando os movimentos com os braços a serem imitados pelos bebês.

A música é:"Enrola, enrola, enrola (com dois punhos fechados e cotovelos flexionados, rolar um punho sobre o outro, na água)./ puxa, puxa, puxa (estender os dois braços acima da cabeça e puxar algo com as mãos)./ faz uma bagunçaaaaaaaaaa! (bater com as duas mãos na superfície da água fazendo espuma).
" Em círculo, a mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de frente para ela. Cantar a música enquanto desliza com o bebê de um lado para o outro e no momento certo executa os movimentos de acordo com os versos:
"Eu tenho um patinho lá em casa./ que me ensinou a nadar ./ Um passinho pra lá (bebê para a direita) ./ um passinho pra cá (bebê para a esquerda) ./ bamboleio (mãe faz um círculo na água segurando o bebê) ./ tchá tchá tchá.... quen quen (elevar e descer o bebê)... tchá tchá tchá... quen quen(elevar e descer o bebê) ./ Mas meu patinho eu não dou./ e não empresto pra ninguém ./ Um passinho pra lá (bebê para a direita) ./ um passinho pra cá (bebê para a esquerda) ./ bamboleio (mãe faz um círculo na água segurando o bebê) ./ tchá tchá tchá.... quen quen (elevar e descer o bebê)... tchá tchá tchá... quen quen(elevar e descer o bebê)".


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" Em círculo, a mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de frente para ela. Cantar a música enquanto desliza com o bebê de um lado para o outro e no momento certo executa os movimentos de acordo com os versos:
"Periquito / periquito/ pareces com papai.... (2x) / Pra cima (mãe eleva bebê fora da água) / pra baixo (mãe desce o bebê) / pra frente (mãe leva o bebê para longe do seu corpo) e para trás (mãe trás o bebê pra próximo do seu corpo)... (2x)".
" Em círculo, a mãe segura bebê abaixo das axilas com as duas mãos e de frente para ela. Cantar a música enquanto vai passando seu bebê para a colega da esquerda e virando para receber o bebê que vem da colega da direita. Esta atividade só funciona com o professor fazendo parte do círculo ajudando a passar os bebês de mão em mão, e se as mães não são novatas e já têm intimidade entre si e com os bebês (algumas mães podem ter receio de entregar seu bebê a outra pessoa). Promove o desenvolvimento social do bebê.

A música é:"Escravos de jô / jogavam cachangá / Tira / Põe / Deixa ficar / Guerreiros com guerreiros fazem zig zig zá (2x)".
" A mãe passeia pela piscina andando de costas com o bebê em decúbito dorsal e cabeça apoiada no ombro da mãe (mãe apóia o bumbum do bebê com uma das mãos). Cantar a música e estimular a batida de pernas do bebê.

A música é:"Um, dois, feijão com arroz/ três, quatro, feijão no prato / cinco, seis, molho inglês / sete, oito, comer biscoito / nove, dez, comer pastéis".
" Em círculo, mães seguram bebês com as duas mãos embaixo das axilas deles, com bebês de frente para o círculo. Professora dá uma argola pequena para cada bebê e fica com uma para demonstrar o exercício da mágica. Segurando a argola deitada na superfície da água, com a outra mão a professora faz o movimento de misturar algo dentro da argola, dizendo: "Sim salabim bim bim / bom bomromrom bom bom / bum scalabum bum bum / vamos soltar bolinhas pros peixinhos (soprar o ar dentro da água fazendo borbulhas). Estimular que todos os bebês façam o mesmo.
" Vamos pegar a dona aranha? Este exercício precede o exercício a seguir. As mães ficarão a uns dois-três metros distantes da borda da piscina segurando seus bebês em decúbito ventral, com as duas mãos abaixo das axilas dele, de frente para a parede da piscina. Ao sinal "1, 2, 3 e já", as mães imergem seus bebês ajudando-os a ter certa propulsão abaixo da água, e depois os soltam embaixo d'água para que eles sigam sozinhos até conseguirem pegar na parede com as duas mãos.


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" Passeio da dona aranha. Cada mãe segura seu bebê abaixo das axilas, com ele de costas para a mãe e de frente para a borda. Vão cantando a música da dona aranha e os bebês vão se deslocando de lado (seguros pelas mães) e com as duas mãozinhas na borda da piscina. No momento certo da música, fazer a imersão do bebê, girando-o e depois o pegando quando ele subir à superfície. A música é:
"A dona aranha subiu pela parede / veio a chuva forte e a derrubou / ela é teimosa e desobediente / sobe, sobe, sobe, nunca está contente / tchibuummm (nesta hora, a mãe imerge o bebê de costas para ela e antes de soltá-lo abaixo da água, dá um giro na sua cinturinha de maneira que ele fique de frente pra ela e suba sozinho para a superfície, quando a mãe voltará a pegar o bebê).
" Professora coloca plataforma no fundo da piscina para que os bebês pisem sobre ela e consigam ficar em pé sozinhos com a água na altura do peito. Estimular que os bebês peguem os objetos que a professora for jogando na plataforma, fazendo para isso, uma leve imersão.
" Professora coloca uma plataforma no fundo da piscina para que os bebês pisem sobre ela e consigam ficar em pé sozinhos com a água na altura do peito. A professora libera o bebê de um lado da plataforma, ele caminha ao som da música: "Eu vou, eu vou / passear agora eu vou / parará tchibum, parará tchibum / eu vou, eu vou, eu vou" e vai ao encontro da mãe. No final da plataforma o bebê dá um mergulho e mãe o segura quando ele voltar à superfície.

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" Professora coloca um tapete flutuante na superfície da piscina para que os bebês pisem sobre ele e consigam ficar em pé sozinhos. A professora libera o bebê de um lado do tapete e ele vai engatinhando, andando ou correndo até o outro lado, onde se encontra sua mãe. Quando chegar ao fim do tapete, ele dá um mergulho e a mãe o segura quando ele retornar à superfície, elogiando-o.
" Professora coloca um tapete flutuante na superfície da piscina para que os bebês sentem firmes sobre ele e consigam ficar sozinhos nesta posição. Assim, todos os bebês sentados ao mesmo tempo no tapete flutuante e as mães segurando o tapete ao lado dos seus filhos cantando: "A canoa virou / quem deixou ela virar / foi por causa do (nome de um bebê de cada vez) que queria só brincar".
" Vamos brincar com o cavalo marinho!!! Cada mãe fica em cima de um aquatubo (como se fosse uma bicicleta) e coloca seu bebê na sua frente, também em cima do espaguete, com uma perna de cada lado. Sempre deixe a parte da frente do aquatubo (cabeça do cavalo)
mais baixa do que a parte de trás do aquatubo (rabo do cavalo) para que a flutuação seja melhor. A mãe vai empurrando o chão com seus pés e se deslocando pela piscina com o bebê em cima do cavalo marinho.
" Professora segura o bebê abaixo das axilas dele e com ele de frente para sua mãe, que se encontra a uns dois metros de distância. Ao sinal: "1, 2, 3 e já", a professora imerge o bebê (imersão rasa) e o solta, de maneira que ele suba para a mãe sozinho, até chegar à superfície e ser pego por ela.


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" Professora segura o bebê abaixo das axilas dele e com ele de frente para sua mãe, que se encontra a uns dois metros de distância. Ao sinal "1, 2, 3 e já" a professora imerge o bebê (imersão profunda), o segura até que ele consiga pegar uma argola no fundo da piscina, e o solta, de maneira que ele suba para a mãe sozinho, até chegar à superfície e ser pego por ela".
" Com o bebê sentado ou de pé na borda (de frente para a piscina) e a mãe de frente pra ele dentro da piscina, ele e a mãe batem palmas enquanto a mãe canta a música:
"Bate palminha / bate palmão / bate palminha pra dar um mergulhãaaaaaaaaaaao" (bebê mergulha na piscina, a mãe o pega quando ele vier para a superfície da água).


3. Atividades finais:
" Cada bebê escolhe um brinquedo preferido no baú de brinquedos da professora (próximo à piscina) e a mãe arremessa este brinquedo dizendo: "Vamos bater a perninha para buscar o......(nome do brinquedo), conduzindo o bebê até lá. Repetir 2 vezes.
" Mães em círculo segurando seus bebês de costas para elas e de frente para o círculo. Balançando os bebês de um lado para o outro, bem lentamente, vão cantando com voz baixa e suave, a seguinte música:
"Se esta água, se esta água fosse minha / Eu mandava , eu mandava rechear / Com peixinhos, com peixinhos coloridos / Só pro meu, só pro meu bebê nadar".
" Brincadeira livre com a mãe
" Exploração dos brinquedos

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. Estas e muitas outras atividades estão disponíveis para que os professores de natação para bebês preparem suas aulas com muito carinho e de acordo com as necessidades de seus bebês. É recomendável que o professor execute o mesmo plano de aula por no mínimo duas semanas, para que haja tempo para o bebê entender e assimilar todos os estímulos propostos. O professor poderá inventar suas próprias cantigas e atividades, bastando para isso usar a sua criatividade e bom senso.

fonte:
Profa.Ms. Linda Denise Fernandes Moreira Pfrimer/ CDOF

domingo, 18 de outubro de 2009

Nataçao faz Crescer...Mito ou Verdade?

Natação faz crescer? ??
Quantas vezes ouvimos falar que nadar ajuda a crescer, mas qual verdade por trás dessa história?
A sociedade atual tem valorizado de forma significativa a aparência alta e esbelta.
Essa constituição física tem sido reforçada desde a infância e atinge a população adolescente, que deseja enquadrar-se nos estereótipos, particularmente aqueles veiculados pela mídia.
Nesse sentido, profissionais de saúde são questionados rotineiramente sobre os efeitos positivos que o exercício físico exerce sobre o crescimento longitudinal de crianças e adolescentes.
Procurei revisar a literatura especializada a respeito dos principais efeitos que o exercício físico exerceria sobre a secreção e atuação do hormônio de crescimento (GH) nos diversos
tecidos corporais, durante a infância e adolescência.
Através dessa revisão, foi possível verificar que o exercício físico induz a estimulação do eixo GH/IGF-1.
Embora muito se especule quanto ao crescimento ósseo ser potencializado pela prática de exercícios físicos, não foram encontrados na literatura científica específica
estudos bem desenvolvidos que forneçam sustentação a essa afirmação.
No tocante aos efeitos adversos advindos do treinamento físico durante a infância e adolescência, aparentemente, esses foram independentes do tipo de esporte praticado, porém resultantes da intensidade do treinamento.
A alta intensidade do treinamento parece ocasionar uma modulação metabólica importante, com a elevação de marcadores inflamatórios e a supressão do eixo GH/IGF-1.
Entretanto, é importante ressaltar que a própria seleção esportiva, em algumas modalidades, recruta crianças e/ou adolescentes com perfis de menor estatura, como estratégia para obten-
ção de melhores resultados, em função da facilidade mecânica dos movimentos (fatores genéticos).
Através dessa revisão, fica evidente a necessidade
de realização de estudos longitudinais, nos quais os sujeitos sejam acompanhados antes, durante e após sua inserção nas atividades esportivas, com determinação do volume e da intensidade dos treinamentos, para que conclusões definitivas relativas aos efeitos sobre a estatura final possam ser emanadas.
Nenhum esporte faz crescer diretamente.
O que ocorre é um aumento no estímulo hormonal (GH/IGF-1) e físico que passa a ser mais solicitado além do fator genético que ainda é muito importante, mas como observamos no decorrer da história nem sempre é o fator principal.
Boa forma e saúde que a natação traz, ajuda o organismo a funcionar melhor, assim melhorando o aproveitamento de suas pontencialidades, entre elas a estatura.
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
FAIXAS ETÁRIAS
  • · Criança = 7 aos 11 anos.
  • · Pré-adolescência = 11 aos 13 anos .
  • · Fase da puberdade para adolescência = 14 aos 15 anos .
  • · Adolescência = 13 aos 17 anos.
  • · Adulto = 17 aos 25 anos.
O crescimento acentuado do músculo no treinamento de força pode ocorrer depois da adolescência, quando os perfis hormonais de homens e mulheres ( adultos ) começam a surgir.

Nos homens da puberdade para adolescência há influência da testosterona.

E após a puberdade com o treinamento de força pode ocorrer o aumento da massa muscular além do crescimento normal.
Sabe-se que não são possíveis em crianças pequenas o crescimento além do normal da massa muscular ( Imaturidade do Sistema Hormonal ).
É importante que não seja prescrito hipertrofia muscular como objetivos.
Alguns meninos pequenos ( 7 aos 13 anos ) como fisicamente eles não desenvolvem seus músculos além do normal, por verem os mais velhos ( 14 a 17 anos ) querem também ter mais músculos e definições.
Só que eles precisam ter paciência e à medida que crescem e passam pela puberdade, os aumentos musculares, especialmente nos homens, são biologicamente plausíveis.
Quando uma criança entra na adolescência (em torno dos 14 ou mais anos), ocorrem ganhos em tamanho muscular, tendo que avaliar o objetivo individual, especialmente para os rapazes e moças entre 14 e 15 anos (fase da puberdade para a adolescência) devido às diferenças típicas de amadurecimento.
O crescimento ósseo cessa variando de cada osso, mas geralmente ele termina em torno dos 18, 20 anos de idade. Pois ao término do crescimento as placas se ossificam (endurecem com o cálcio) e desaparecem.
O expressivo crescimento longitudinal durante a puberdade engloba três distintos fenômenos, que se revelam seqüencialmente. São eles:
  1. O estirão do crescimento com duração aproximada de dois a três anos, caracterizado por velocidade de crescimento reduzida durante a fase pré-puberal, crescimento com velocidade acelerada, conhecido como pico máximo de velocidade de crescimento (PHV), e uma fase de cessação do crescimento, os quais contribuem com mais de 20% na estatura final adulta;
  2. A rápida aquisição de conteúdo mineral ósseo, reconhecida como pico de massa óssea, em que o processo de formação sobrepuja o de reabsorção óssea e que se apresenta como um incremento linear durante a infância e exponencial na segunda década de vida, com maior intensidade entre 13 e 17 anos( por isso muitos adolescentes comem em excesso nessa fase), sendo assinalados como anos críticos para o evento aqueles compreendidos entre 14 e 15 anos de idade;
  3. O processo de maturação esquelética, que se encerra com o fechamento epifisário(extremidade ósseas).

O GH, conhecido também como somatotrofina, é o peptídeo produzido em maior quantidade pela hipófise anterior, exercendo papel de destaque no crescimento ósseo e dos tecidos moles.

Esse hormônio é secretado de forma pulsátil, controlado por um mecanismo complexo envolvendo proteínas hipotalâmicas e o hormônio liberador de GH (GHRH), que age estimulando sua secreção, e a somatostatina, de ação inibitória.

Os picos de maior secreção são observados durante o sono profundo e, embora seja produzido durante toda a vida, os maiores pulsos ocorrem durante a puberdade.
Na promoção do crescimento, o GH atua tanto de forma direta como indireta. Diretamente, através da ligação do GH aos seus receptores na placa de crescimento e, indiretamente, agindo sobre o crescimento no processo de diferenciação celular e na síntese do colágeno tipo I. Esses efeitos biológicos do GH são em grande parte mediados pelos fatores de promoção do crescimento similares à insulina, conhecidos como IGFs (insulin-like growth factors), sendo o principal o IGF-1

Basta observar a equipe de revezamento Norte americana, observe que diferentes biotipos presentes, o desenvolvimento se deu de diversas maneiras oque os difere do indíviduo comum é o treinamento.
Embora muito se especule quanto ao fato de o crescimento ósseo ser potencializado pela prática de exercícios físicos, não foram encontrados na literatura científica específica estudos bem desenvolvidos que sustentem esse paradigma. O que se pode afirmar com ampla fundamentação é que as atividades esportivas adequadamente programadas e supervisionadas potencializam a densidade mineral óssea, particularmente durante a adolescência, quando o pico de massa óssea está por ser alcançado. Estudos apresentam a combinação, dieta rica em cálcio associada ao exercício físico, durante a adolescência, como recurso adequado para a maximização do pico de massa óssea e conseqüente redução do risco de osteoporose futura.
Em se tratando dos efeitos adversos gerados pelo treinamento físico durante a infância e adolescência, aparentemente, o tipo de esporte praticado independe, pois, o grande destaque é para a intensidade do treinamento, reconhecida, de forma geral, como de grande volume diário e/ou semanal, elevado número de repetições e alta sobrecarga imposta ao esqueleto. A alta intensidade no treinamento de várias modalidades esportivas, aqui referenciadas, indicou uma modulação metabólica importante, com a elevação de marcadores inflamatórios e a supressão do eixo GH/IGF-1. Entretanto, deve-se salientar que, por vezes, a própria seleção esportiva recruta crianças e/ou adolescentes com perfis de menor estatura(20) como estratégia para obtenção de melhores resultados em função da facilidade mecânica dos movimentos.
Uma vez que as bases científicas na determinação dos níveis "ótimos" de atividade esportiva para crianças e adolescentes não estejam determinadas, é prudente ter cautela na prescrição de exercício para jovens, uma vez que as duas primeiras décadas da vida são únicas e fundamentais para o crescimento ósseo e o amadurecimento biológico.
Aparentemente, o tipo de esporte não gera restrições de sua prática por crianças e adolescentes, mas a intensidade dos esforços deve ser orientada com fundamentação na treinabilidade já adquirida previamente, nas dimensões corporais, no nível maturacional do jovem e, principalmente, no objetivo a ser alcançado.
"A herança genética parece ter muito mais importância na formação dos atletas atualmente
Ricardo Prado foi um dos maiores campeões de natação que o Brasil já teve. Em 1982 ele registrou o recorde mundial dos 400 metros meddley, uma prova complexa e exigente que combina os quatro estilos de nado. Prado tinha apenas 1,65 metro. "Ele possuía um talento imenso para a natação e seria um campeão em qualquer época", diz Ricardo de Moura, diretor técnico da Confederação Brasileira de Natação. Mas diante de um concorrente com igual talento e com 2 metros de altura, como a maioria dos nadadores atuais, Prado ficaria em desvantagem insuperável.
Foi o que aconteceu em 1984, quando perdeu a medalha de ouro na Olimpíada de Los Angeles para o canadense Alex Baumann, que media 30 centímetros a mais do que ele.
Na natação o que se busca é a máxima eficiência dos movimentos do atleta.
A velocidade do nadador depende da rapidez e da amplitude de suas braçadas. Com braços mais compridos ele terá uma braçada mais eficiente. Por isso são cada vez mais raros os Ricardo Prado.



As piscinas pertencem agora a super-homens como Gustavo Borges, com 2,03 metros de altura e uma envergadura espetacular de 2,33 metros.

Em estilos como o nado de peito e o de costas a estatura hoje em dia é fundamental, assegura Moura.
Já nas grandes distâncias sua influência é menor.
O que dizer de César Cielo então?
Com seus 83kg e 1,95m , não é exatamente um gigante , suas últimas participações em torneios internacionais foram brilhantes(ouro e recordes).
Sendo assim essa teoria se contradiz em parte .
De um lado, o aumento na estatura média da população fez com que os gigantes, que antes eram aberrações, se tornassem produtos naturais da raça. Por outro, o recrutamento e o treinamento precoce dos atletas fazem com que eles possam desenvolver normalmente suas habilidades motoras específicas para a prática esportiva.
Bem... vale o conselho dos nossos avós: Comer bem, dormir cedo e principalmente Nadar para crescer!!!
Empírico, mas verdadeiro...
Fonte:
BARBANTI, Valdir J. Dicionário de Educação Física e do Esporte. São Paulo: Manole, 1994.FLECK, Steven J; KRAEMER, William J. Fundamentos do treinamento de força muscular, Porto Alegre: Artes Médicas Sul LTDA, 1999.POWERS, Scott K.; HOWLER, Edward T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho 3.ed. São Paulo: Manole, 1997.SANTARÉM, José Maria. Atualização em exercícios persistidos: o trabalho de força na criança.;www.saudetotal. com.br/exresist.htm
.1. Lima F, Falco V, Baima J, Carazzato JG, Pereira RMR. Effect of impact load and active load on bone metabolism and body composition of adolescent athletes. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1318-23
2. Georgopoulos N, Markou K, Theodoropoulou A, Paraskevopoulou P, Varaki L, Kazantzi Z, et al. Growth and pubertal development in elite female rhythmic gymnasts. J Clin Endocrinol Metab 1999;84:4525-303. Cooper DM. Exercise, growth, and the GH-IGF-I axis in children and adolescents. Curr Opin Endocrinol Diab 1999;6:106-11-Revista IstoÉ , Veja2008/ 2009.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Síndrome de Down na Natação

Ter um parente ou um amigo portador de nescessidades especiais , nos confronta com realidades que normalmente passa desapercebidas por outros.A imagem “http://3.bp.blogspot.com/_p5eM5ysXu40/Sc5YJDDyfpI/AAAAAAAABmc/scnFYj21oqI/s400/NATA%C3%87%C3%83O+2.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
A inclusão social é ainda um grande desafio para as pessoas portadoras de qualquer tipo de necessidade especial e suas famílias.
Mesmo que a legislação brasileira já garanta esse direito, na prática, ele não é exercido de maneira satisfatória.

Quando pensamos em atividade física em geral, ainda é uma grande desafio pelo despreparo de muitos profissionais, preconceito e limitação física de muitos estabelecimentos.

E em alguns casos a própria família subestima o potencial do deficiente, limitando-o.

Por mais obstáculos que existam, ainda é possível praticar natação para boa parte dos portadores de necessidades especiais, o trabalho maior é encontrar locais adequados que se indentifiquem com a sua necessidade e seus objetivos.
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Portadores de necessidades especiais ganham maior visibilidade na mídia, mas ainda há muito preconceito.

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Existem muitas associações, Clubes , academias, Escolas e até centro educacionais Esportivos que desenvolvem trabalhos na área de Natação. Um Exemplo é o Centro Olimpíco que alguns anos tinha uma equipe,

É bom Saber: Dia Mundial da Síndrome de Down (21 de março).
Mas, Oque é SÍNDROME DE DOWN?
A síndrome de Down (SD) é a síndrome genética melhor conhecida. É responsável por 15% dos portadores de atraso mental que frequentam instituições próprias para crianças especiais. Sua primeira descrição clínica foi publicada em 1866 por Langdon Down.

O diagnóstico preciso é feito através do cariótipo que é a representação do conjunto de cromossomos de uma célula.
O cariótipo é, geralmente, realizado a partir do exame dos leucócitos obtidos de uma pequena amostra de sangue periférico.

É também possível realizá-lo, antes do nascimento, depois da décima primeira semana de vida intra-uterina, utilizando-se tecido fetal.


A causa da SD é o excesso de material genético proveniente do cromossomo 21.
Seus portadores apresentam três cromossomos 21, ao invés de dois, por isto a SD é denominada também Trissomia do 21.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

As características clínicas são congênitas e incluem, principalmente:

Aproximadamente cinqüenta por cento de todas as crianças com a síndrome têm uma linha que cruza a palma das mãos (linha simiesca), e há, freqüentemente, um espaço aumentado entre o primeiro e segundo dedos do pé. Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações congênitas maiores.


Alterações


  • As principais são as do coração (30-40% em alguns estudos), especialmente canal atrioventricular, e as mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung.

  • Alguns tipos de leucemia e a reação leucemóide têm incidência aumentada na síndrome de Down. Estimativas do risco relativo de leucemia têm variado de 10 a 20 vezes maior do que na população normal; em especial a leucemia megacariocítica aguda ocorre 200 a 400 vezes mais nas pessoas com síndrome de Down do que na população cromossomicamente normal. Reações leucemóides transitórias têm sido relatadas repetidamente no período neonatal.

  • Entre oitenta e noventa por cento das pessoas com síndrome de Down têm algum tipo de perda auditiva, geralmente do tipo de condução. Pacientes com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce do que indivíduos com Alzheimer e sem a trissomia do 21.
    Cuidados especiais

As crianças com síndrome de Down necessitam do mesmo tipo de cuidado clínico que qualquer outra criança. Contudo, há situações que exigem alguma atenção especial.



A síndrome de Down acontece por um problema na formação de um cromossomo, um dos trechos do nosso DNA.
É uma das ocorrências genéticas mais comuns e acontece com todas as raças. Ela causa dificuldades de desenvolvimento físico, facial e das habilidades de compreensão, o que torna a aprendizagem mais devagar. Por isso, o portador requer mais estímulos nas atividade.
A síndrome não é uma doença.



Portanto, os portadores dela não são pessoas doentes.
A Natação

Existem poucos trabalhos sérios nessa área, mas entretanto um dos disponíveis na Internet conduzido pela professora Rita de Cássia P. P. Homem e Jônatas F. Barros, da Faculdade de Educação Física UnB.

Porém há um consenso entre profissionais da área de saúde e educação sobre os benefícios da natação, crianças com a Síndrome de Down podem ter um bom desenvolvimento, bastando que para isso tenham oportunidade e sejam acompanhadas por profissionais experientes. Como não poderia deixar de ser, essas crianças são classificadas em grupo especial e para fazer atividade física o profissional de Educação Física deve estar alinhado com a equipe multidisciplinar que em princípio já as acompanha desde o nascimento.
Mas cuidado:

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A Síndrome de Down tem algumas características que precisam ser respeitadas, importantes na questão da saúde diretamente relacionadas com a atividade física adequada caso a caso, são elas:


Cardiopatias congênitas Podem estar presentes em 50% dos casos. A criança deve passar, logo ao nascimento, por um minucioso exame cardiológico a fim de detectar qualquer alteração na estrutura e funcionamento do coração e ser corrigido o mais breve possível. Por isso ao iniciar um treino ou aula mais intensa verifique se o aluno fez todos os exames necessários.
Os mais comuns são um defeito do canal atrioventricular, a comunicação interventricular ou inter-atrial e a Tetralogia de Fallot.

Diagrama anomalias cardíacas defeitos presentes latetralogía de Fallot(bastante comum SD): A. Estenose pulmonar, B. Aorta acabalgada, C. Defeito no septo ventricular, C. Defeito do septo ventricular, D. Hipertrofia do ventrículo direito.

Mais tarde alguns sinais podem ser indicadores de problemas não manifestados antes, tais como o baixo ganho de peso, desenvolvimento mais lento quando comparadas a outras crianças com a mesma Síndrome, malformações torácicas, cianose de extremidades e cansaço constante
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Problemas Respiratórios
Quando não existir impedimentos médicos a natação é bastante aconselhada por conta de um trabalho preventivo do sistema respiratório. As crianças com a Síndrome de Down são suscetíveis a constantes resfriados e pneumonias de repetição por causa de uma predisposição imunológica e à própria hipotonia da musculatura do sistema respiratório. Como o uso repetido de antibióticos é desaconselhável os exercícios de sopro, a respiração forçada na água e todos que aumentem a resistência cardiorrespiratória são sugeridos especialmente nos períodos de boa saúde da criança. Como a natação por si só, não é uma atividade natural do ser humano, tendo que aprender a dominar as características físicas da água para flutuar, se deslocar e respirar, para as crianças com Down já representa mais um desafio que elas normalmente se adaptam com facilidade. Além disso, associa-se o cuidado com a higiene nasal e manobras que evitem o acúmulo de secreção. À essas crianças não deve ser imposta regras fixas. Através de brincadeiras na água elas podem exercitar o fundamento específico. No caso da natação, deve-se ter também mais cuidado com as possíveis inflamações de ouvido, uma vez que 60 a 80% dessas crianças apresentam rebaixamento auditivo uni ou bilateral podendo causar desde leves déficits auditivos até aumento de cera no canal do ouvido e acúmulo de secreção.
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Instabilidade Atlanto-Axial (Coluna Cervical) Trata-se de um espaço maior entre a 1ª e 2ª vértebras, respectivamente Atlas e Áxis, que essas crianças podem apresentar por conta de alterações anatômicas e pela hipotonia dos músculos e ligamentos do pescoço. O exame de Raios-X a partir de dois anos e meio a três nas posições de flexão, extensão e neutra tira a dúvida e conduz ao tratamento certo. Em função disso as atividades de impacto e os movimentos bruscos que podem ocorrer no nado golfinho, nas cambalhotas e saídas ou mergulhos brucos que causem impactos são contra indicados. No caso destas atividades as crianças liberadas pelo médico podem e devem praticar, com bons resultados. Muita atenção pois há registros de muitos acidentes devido a instabilidade com portadores SD que levam a tetraplegia ou morte.
As crianças com Síndrome de Down se desenvolvem normalmente se acompanhadas, tratadas e estimuladas cedo. Vários trabalhos mostram que as respostas fisiológicas induzidas pelo exercício físico são semelhantes às não portadoras e a expectativa de vida aumentou a partir do acesso à informação ajudando a quebrar o preconceito.
Para Pensar...
A síndrome de down não impediu Humberto de traçar uma carreira e nem de namorar
O estudante de Educação Física, Humberto Suassuna, de 28 anos, é down e pode servir como exemplo para muitos outros. Morador de Recife, Pernambuco, ele está no último ano da faculdade e já atua na área.
Também faz estágio em um clube há um ano, onde ajuda duas professoras de natação para iniciantes.
"A síndrome nunca me impediu de estudar e trabalhar. Dou aulas de segunda a sexta. Estou com sete turmas, incluindo uma de criancinhas que ainda não sabem nadar e grudam em mim!", conta feliz.

Humberto nunca sofreu preconceito na faculdade e no estágio, mas quando trabalhava no Ministério do Trabalho se sentia discriminado. A sensação só passou quando foi demitido e, então, resolveu se dedicar à educação física. Não é preciso de muito para um down fazer exatamente as mesmas coisas que as outras pessoas fazem.
O portador da síndrome apenas precisa de mais estímulos que as outras pessoas.
E foi com esses estímulos que Humberto criou uma rotina diária atribulada, e ainda arrumou uma namorada, a Rafaela. Os dois estão juntos há oito meses e querem noivar no final do ano. "Pretendemos casar daqui dois anos. Quero ser uma ótima pessoa para ela, respeitando-a e a tratando como ela merece", finaliza entusiasmado.
Para quem acha que as palavras do nobre colega Humberto não tem percepção da realidade.


Rogério Albuquerque


EM FAMÍLIA
Valentina não herdou a deficiência intelectual do pai, Fábio, nem a síndrome de Down da mãe,

O portador da SD que quer praticar natação pode procurar , clubes e associações como : APAE ,AMEI em Marília,
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Caso já seja atleta ou tenha interesse em praticar com mais intensidade como atleta deve procurar a ABDEM, a Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais .



http://www.aleph.com.br/cdi/

ARDEM ASSOCIACAO REG DE DESPORTO E DEFICIENTES MENTAIS EST SP
+55 (11) 6341-3606 R JOAO BATISTA MENDO, 150,
SAO PAULO, SP


ASSOCIAÇÃO REGIONAL DO DESPORTO DE DEFICIENTES MENTAIS
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CEP: 03227-040
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Clubes filiados
ACPD – Associação Capixaba Paraolímpica de DesportoEndereço: Rua Alcides Vianna, 35. Jardim Camburi / Vitória - ES CEP: 29090-530
ADD – Assoc. Campo-Grandense Para-Desportiva Driblando as DiferençasEndereço: Travessa do Touro, 50. Ginásio Avelino dos Reis – Guanandizão. Campo Grande/MSCEP: 79081-130 Telefone: (67) 3325-0386E-mail:
add.ms@ibest.com.br
ADEFU – Associação dos Deficientes Físicos de UberabaEndereço: Rua Francisco Moreira Araújo, 70. Cj. Uberaba 1. Uberaba/MGCEP: 38073-182 Telefone: (34) 3315-7477 / (34) 3338-9799E-mail: jcjeronimo@netsite.com.br
ADFEGO – Associação dos Deficientes Físicos do Estado de GoiásEndereço: Av. Independência, 3026. Vila Nova. Goiânia/GOCEP: 74645-010 Telefone: (62) 2202-3313E-mail: adfego@terra.com.br
ADFISA – Associação dos Deficientes Físicos de SantosEndereço: Rua Dr. Luiz de Faria, 126/03. Gonzaga. Santos/SPCEP: 11060-481 Telefone: (13) 3289-6814 / (13) 3561-6888E-mail: emrodas@uol.com.br
ADFP – Associação dos Deficientes Físicos do ParanáEndereço: Rua XV de Novembro, 2765. Auto da Rua XV. Curitiba/PRCEP: 80050-000 Telefone: (41) 3264-7234E-mail: esporte@adfp.org.br
AETERJ – Associação de Equoterapia / Equitação Terapêutica do Estado do Rio de JaneiroEndereço: Av Bartolomeu de Gusmão, 453. São Cristóvão. Rio de Janeiro/RJCEP: 20941-160
AMDD – Associação Maringaense de Desportos para DeficienteEndereço: Av. Colombo, 5790. UEM – C.A.P (CAIC). Zona 07. Maringá/PRCEP: 87030-121 Telefone: (44) 3222-6810 / (44) 3263-8310E-mail:
dbaroni@wnet.com.br
AMDF – Associação Mogiana de Deficientes FísicosEndereço: Rua Navajas, 616. Shangai. Mogi das Cruzes/SPCEP: 08710-250 Telefone: (11) 4799-0660 / (11) 4798-4531E-mail: amdfmogiana@terra.com.br
ANDEF – Associação Niteroiense dos Deficientes FísicosEndereço: Estrada Velha de Marica, 4830. Rio do Ouro. Niterói/RJCEP: 24330-000 Telefone: (21) 3262-0050E-mail: andef.esportes@terra.com.br
APARU – Associação dos Paraplégicos de UberlândiaEndereço: Rua Juvenal Martins Pires, 281. Jd. Patrícia. Uberlândia/MGCEP: 38414-186 Telefone: (34) 3217-0777E-mail: aparu@aparu.org.br
APBS – Associação Paradesportiva da Baixada SantistaEndereço: Rua das Galhetas, 435. Bl. 9-41. Astúrias. Guarujá/SPCEP: 11420-100 Telefone: (13) 3383-9552E-mail: apbsantista@ig.com.br
APCB – Associação de Paralisia Cerebral do BrasilEndereço: Rua Álvaro Alvim, 37. Sala 604. Centro. Rio de Janeiro/RJCEP: 20031-070 Telefone: (21) 2240-3807E-mail: apcb@apcb.org.br
APDEF – Associação Petropolitana dos Deficientes FísicosEndereço: Rua Chile, 106B. Apt. 7. Alto da Serra. Petrópolis/RJCEP: --- Telefone: (24) 2242-4921E-mail: mcampeao@terra.com.br
APODEC – Associação dos Portadores de Deficiência de CaruaruEndereço: Rua Professor Sérgio Coelho, S/N. Lot. Rosa de Saron. Cedro. Caruaru/PECEP: 55002-971 Telefone: (81) 3722-90638E-mail: apodec.caruaru@ig.com.br
APPD – Associação Paraense das Pessoas com DeficiênciaEndereço: Passagem Alberto Engelhard (Vila Teta), 213. São Brás. Belém/PACEP: 66040-130 Telefone: 3249-4849E-mail: appd.appd@yahoo.com.br
APTS – Associação Paradesportiva em Taboão da SerraEndereço: Rua Olímpia Thomaz de Aquino, 105. Jd. Das oliveiras. Taboão da Serra/SPCEP: 06765-370 Telefone: (11) 4701-9376E-mail: aptstaboao@orolix.com.br
CAD – Clube Amigos dos DeficientesEndereço: Rua Cenobelino de Barros Serra, 1936. São José do Rio Preto/SPCEP: 15030-000 Telefone: (17) 3231-7463E-mail: cadriopreto@yahoo.com.br
CADEF – Centro de Apoio do Deficiente Físico do Rio Grande do NorteEndereço: Av. Nascimento de Castro, 954. Dix. Dept. Rosado. Natal/RNCEP: 59054-180 Telefone: (84) 2223-5594E-mail: cadefrn@uol.com.br
CAIRA – Centro Arco Íris de Reabilitação AlternativaEndereço: Rua Arlindo de Andrade, 67. Centro. Campo Grande/MSCEP: 79008-370 Telefone: (67) 3321-0960E-mail: yarayule@hotmail.com
CLUBE DO OTIMISMOEndereço: Rua Hemengarda, 487. Méier. Rio de Janeiro/RJCEP: 21853-480
CEDE – Clube Esportivo dos DeficientesEndereço: Rua Quinze de Novembro, 2765. Alto da Quinze. Curitiba/PRCEP: 80050-000 Telefone: (41) 3669-5047
CEMDEF – Clube Paradesportivo CEMDEFEndereço: Rua José Passarelli, 37. Belo Horizonte. Campo Grande/MSCEP: 79090-200 Telefone: (67) 3331-5305E-mail:
fut7pantanal@yahoo.com.br
CEPAC – Associação Criança Especial de Pais CompanheirosEndereço: Travessa Catarina Magela Ramos, S/N. Jacareí/SPCEP: 12310-070 Telefone: (12) 3951-1888 / (12) 3951-6032E-mail: cepac@bighost.com.br
CEPE – Centro Esportivo para Pessoas EspeciaisEndereço: Rua Benjamin Constant, 684/404. Bairro América. Joinville/SCCEP: 89210-035 Telefone: (47) 3425-3943E-mail: cepe1@brturbo.com.br
CETEFE – Associação de Centro de Treinamento de Educação Física EspecialEndereço: SAIS – Área 2-A. Edifício ENAP – Ginásio de Esportes. Brasília/DFCEP: 70610-900 Telefone: (61) 3345-0197E-mail: ulisses@ucb.br
CPRJ – Centro de Amparo ao Incapacitado FísicoEndereço: Rua Virgem Peregrina, 146. Piedade. Rio de Janeiro/RJCEP: 21381-070 Telefone: (21) 2218-5709 / (21) 2597-0249
CPSP – Clube dos Paraplégicos de São PauloEndereço: Rua Pedro de Toledo, 1651. Sala 20. Vila Clementino. São Paulo/SPCEP: 04039-034 Telefone: (11) 5575-6675E-mail:
cpsp.sp@terra.com.br
CRFLA – Clube de Regatas do FlamengoEndereço: Avenida Borges de Medeiros, 997. Lagoa. Rio de Janeiro/RJCEP: 22432-040 Telefone: (21) 21590-100E-mail: albere@opelink.com.br
CVI – Centro de Vida IndependenteEndereço: Av. Colombo, 5790. UEM – C.A.P (CAIC). Bl. T14. Maringá/PRCEP: 87030-121 Telefone: (44) 2263-8310E-mail: cvi_mga@wnet.com.br
IBDD – Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa com DeficiênciaEndereço: Rua Artur Bernardes, 26. Loja A. Catete. Rio de Janeiro/RJCEP: 22220-070 Telefone: (21) 3235-9290E-mail: ibdd@ibdd.org.br
INSTITUTO SUPERAREndereço: Rua Victor Civita, 66, bloco 2, ed 04, sala 205. Barra da Tijuca. Rio de Janeiro/RJ.CEP: 22775-040 Telefone: (21) 3535-9473E-mail: julia@institutosuperar.com.br
RCP – Rondônia Clube ParaolímpicoEndereço: Rua Algodoeiro, 5490. Cj. Cohab Floresta. Porto Velho/ROCEP: 78911-250 Telefone: (69) 3227-5832 / (69) 3221-4541E-mails: rcp-rondonia@bol.com.br / silviocubio@bol.com.br
SADEF – Sociedade Amigos do Deficiente Físico do Rio Grande do NorteEndereço: Rua Dr. Luís Antônio, 661. Alecrim. Natal/RNCEP: 59030-070 Telefone: (84) 3231-4783E-mail: sadefrn@terra.com.br
SUZANO – SPEndereço: Rua Expedicionário Abílio Fernandes, 150. Centro. Suzano – SPCEP: 08675-100
TTC – Tijuca Tênis ClubeEndereço: Rua Conde de Bonfim, 451. Tijuca. Rio de Janeiro/RJCEP: 20520-051 Telefone: (21) 3294-9300E-mail:
aquatico@tijucatenis.com.br
TRADEF – Trabalho de Apoio ao DeficienteEndereço: Rua José malozze, 975. Mogilar. Mogi das cruzes/SPCEP: 08773-200 Telefone: (11) 4790-3255 / (11) 4790-1685E-mail: tradef.apoio@ig.com.br
UFPE - PEEndereço: Rua Professor Moraes Rego, 1235. Cidade Universitária. Recife/PECEP: 50670-901Telefone: (81)2126-8461/2126-8462E-mail: aaaufpe@hotmail.com / snefdc@ufpe.br
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Aconteceu, mas com certeza quase ninguém soube(no Brasil)...
Global Games é a maior competição desportiva internacional para pessoas com deficiência intelectual




Aconteceu entre os dias 5 e 14 de julho de 2009.
O Global Games 2009 reuniu cerca de 1400 atletas de 40 países em nove modalidades (Atletismo, Ciclismo, Natação, Basquete, Futsal, Tenis de mesa, Tenis, Remo in Door e o Judo como modalidade de demonstração).
Os Jogos Global 2009 é organizado pela Federação Internacional de Esportes para Pessoas com Deficiência um Intelectual (INAS-FID) e República Checa, através da Associação Desportiva para deficientes Intelectuais (CSAMH)
O Brasil participou com 54 atletas.
A primeira edição dos Global Games aconteceu na Suécia, em 2004.
O Global Games, é a maior competição desportiva internacional para pessoas com deficiência intelectual.
Brasil conquista bons resultados no Global Games
Por mais que nossos atletas e dirigentes se esforcem o Brasil ainda está engatinhando no Desporto para deficientes intelectuais, tivemos excelentes resultados, mas vai demorar um pouco para bandeira verde amarela tremular no primeiro lugar do pódium.

Agora Dê o Primeiro Passo...Dispa-se do seu Preconceito...



Bibliografia
Apego e perda. São Paulo: Martins Fontes.BOWLBY, J. (1993). (2 volumes)- Formação e rompimento dos laços afetivos. São Paulo: Martins Fontes.BOWLBY, J. (1997).- Uma base segura: aplicações clínicas da teoria do apego. Porto Alegre: Artes Médicas.BOWLBY, J. (1989).- Aspectos psicológicos da síndrome de Down. In: J. S. Schwartzman (Ed.). Síndrome de Down. São Paulo: Memnon.CASARIN, S. (1999).- Os vínculos familiares e a identidade da pessoa com síndrome de Down. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, (Dissertação de Mestrado). CASARIN, S. (2001).- A dinâmica do drama é personalidade. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Especial. Integração, Brasília, p. 29-30.CHACON, M. C. (1995).- A máscara e o rosto da instituição especializada. São Paulo: Memnon, p. 35.D’ANTINO, M. E. F. (1998). - Projeto ação conjunta: a importância do trabalho/grupo de famílias de portadores de deficiência mental para a inclusão social. Trabalho desenvolvido pela equipe interdisciplinar da APAE de São Paulo. Temas sobreDesenvolvimento, 10 (57), p. 45-48. GALVANI, C. et. al. (2001).- Orientação familiar. São Paulo: Papirus.KNOBEL, M. (1992).- A criança retardada e a mãe. São Paulo: Martins Fontes, p. 42.MANNONI, M. (1991).- Aprendiendo a conocer a las personas con síndrome de Down. Málaga: Ediciones Aljibe.MELERO, M. L. (1999).- Que he aprendido yo? Mi pensamiento antes y después del Proyecto Roma. Anais del Primeiro Congreso Internacional del Reflexión y Conclusiones. MELERO, M. L. (1997). del Proyecto Roma (p. 35-80). Málaga.- Pensando as dificuldades de aprendizagem à luz das relações familiares, Anais, V Congresso Brasileiro Psicopedagogia/I Congresso Latino-Americano de Psicopedagogia/IX Encontro Brasileiro de Psicopedagogos (p. 131-144).12 a 15 de julho, São Paulo, SP.POLITY, E. (2000).- Família y desarrolo humano. Madri: Alianza Editorial.RODRIGO, M. J. & Palácios, J. (1998).- Síndrome de Down. São Paulo: Memnon.SCHWARTZMAN, J. S. (Ed.) (1999).- O aluno surdo e sua família. Seminário repensando a educação da pessoa surda Rio de Janeiro: INES, Divisão de Estudos e Pesquisa. Rio de Janeiro, p. 68.STELLING, E. (1996).- VYGOTSKY, L. S. (1988). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, p. 99.veja mais em : http://www.down21.org/bibliografia/bibliografia.htm