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quinta-feira, 10 de junho de 2010

A importância da posição hidrodinâmica

Muito já foi falado a respeito da posição hidrodinâmica, mas afinal oque é isso?

http://sbrfitness.com/images/back%20streamline.jpg
Conhecida pelos americanos como "streamline position", a posição hidrodinâmica é sem dúvida uma posição de suma importância na natação e deve ser trabalhada desde o início da formação do nadador.
Utilizada em todas as saídas e após todas as viradas, tal posição deve ser encarada como um coadjuvante no aumento do rendimento do nadador, seja qual for a sua prova.
http://blogs.mutualofomaha.com/breakoutswimclinic/files/2007/04/josh-streamline2-copy.jpg
Para termos uma posição hidrodinâmica eficiente é necessário:
1. que o nadador tenha pleno conhecimento de seu corpo (propriocepção) para controlar todos os detalhes que envolvem tal posicionamento
2. um certo grau de flexibilidade e alongamento da escápula, musculatura do braço e ante-braço, tronco e coluna.

Descrição
A começar pelas mãos, elas devem estar sobrepostas de tal maneira que a mão de cima cubra totalmente a de baixo, sendo que ambas deverão estar com os dedos estendidos e unidos para que haja um ponto forte de união entre as mesmas é necessário que o polegar da mão superior abrace a mão inferior fixando-se no bordo da mesma.
http://cdn-www.expertvillage.com/showImage.aspx?site=21&fn=freestyle-swimming-streamline.jpg
O braço e o antebraço deverão estar estendidos de tal maneira que pressionem as têmporas e as orelhas do nadador, desta forma a cabeça do nadador deverá ficar entre o braço e o antebraço (membros superiores MS).
http://www.goswim.tv/system/uploads/Image/flybreakout.01.jpg
O nadador nesta posição deverá ter muito cuidado, pois o posicionamento da cabeça fora desta orientação poderá criar forças de elevação ou de afundamento dependendo de sua flexão ou extensão fora do padrão de execução que é de estar totalmente entre os MS no prolongamento do corpo.
Em seguida, temos a posição do tronco que deve ser bem estendida e principalmente com o quadril encaixado, isto quer dizer com diminuição máxima da curvatura lombar que pode fazer com que sejam criadas forças de atrito e afundamento prejudiciais ao deslocamento.
http://www.tyr.com/images/news/20080426.jpg
Em continuidade teremos agora o posicionamento das pernas, que para nós divide-se em: coxa, perna e pé ou seja membro inferior (MI), os mesmos devem estar unidos e estendidos de tal forma a causar o mínimo de resistência ao deslocamento.
Neste ponto, é importante que o nadador sinta que seus pés estão unidos por intermédio do toque de seus tornozelos ou, melhor dizendo, maléolos tibiais.
Os pés, neste contexto, devem se esforçar para ficar com extensão máxima em função do dorso dos pés normalmente causar atrito, ou melhor, arrasto de forma, pela sua própria morfologia.
Quando um nadador assume a posição hidrodinâmica ele tem que ter em mente a importância deste posicionamento e acima de tudo sentir que está fazendo com que seu corpo todo se alongue ao máximo, da ponta dos dedos dos pés à ponta dos dedos das mãos.
http://www.swimmingworldmagazine.com/technique/images/streamline1.jpg
A consciência da importância desta posição faz com que o nadador tente se esmerar cada vez mais em sua execução aumentando seu rendimento no nado.
Quanto à respiração no ato da execução da posição hidrodinâmica, tanto na saída, quanto após as viradas, a mesma deverá ser iniciada em apnéia inspiratória (pulmões cheios de ar com a respiração bloqueada) no momento da largada e ao entrar em contacto com a água.
Logo após, durante o deslize e as esperadas golfinhadas, o ar deverá ser exalado lentamente pelo nariz a fim de evitar que a água penetre por ele, causando uma sensação bastante desagradável é importante que o nadador treine o controle da soltura do ar para ter condições de equilibrar sua respiração durante toda a prova.
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Sendo um dos posicionamentos mais utilizados na natação, em função de ser utilizado em todos os quatro nados Olímpicos, o professor e o treinador de natação deverão trabalhar a posição hidrodinâmica desde a iniciação, aprimoramento e treinamento, não esquecendo que devido à importância deste fundamento, o mesmo tem que ser trabalhado em todas a aulas ou seções de treinamento pois não podemos esquecer que as saídas e viradas principalmente nas provas de 50 100 e 200 metros podem representar até 30% da prova, sendo que após a saída e após as viradas o nadador poderá percorrer 15 metros em nado subaquático.
Atualmente, procura-se explorar o máximo possível tal possibilidade, realizando-se um deslocamento submerso somente com trabalho de pernas tipo golfinhada, estando o restante do corpo do nadador ondulando em posição hidrodinâmica.
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Podemos dizer que as saídas para os nados estão se tornando quase um quinto nado existente
na natação, um exemplo prático é a prova dos 100m nado livre, onde a regra nos permite golfinharmos em posição hidrodinâmica 60% da mesma (incluindo saídas e viradas), logicamente numa piscina semi-olímpica (25m).
Sabendo disso, técnicos e professores precisam rever suas propostas e programas de treinamento.
Para que treinar 10 KM diários para uma prova que dura no máximo 55"(cinqüenta e cinco segundos) e que mais que a metade dela poderemos utilizar somente trabalho de perna do tipo golfinhada, lembrando que em uma prova de 200m nado livre, toda essa dinâmica citada a cima dobraria?
Poucos profissionais utilizam-se desse recurso para treinar seus atletas, pois muitas vezes essa carga de treinamento acaba saturando psicologicamente nossos velocistas.

Após as saídas nas provas de nado livre, Borboleta e Costas, um atleta de alto nível permanece em baixo dágua aproximadamente cinco a seis segundos, executando no máximo de oito a dez pernadas de golfinho (golfinhada).
Haljand,R.(1984) analisou vários atletas de alto nível, propiciando com suas análises melhorias significativas no estudo técnico dos nados, usando análises cinemáticas em baixo da água. Atualmente, um atleta nas provas de 100m, segundo Haljand,R.(2003), em piscina semi-olímpica(25m), realizam tempos que variam de 5,92 segundos a 6,28 segundos com velocidades entre 1,81 à 1,95m/s em deslocamento hidrodinâmico sub aquático.

Para Maglischo(1999), se não houver uma conscientização corpórea do atleta nos seguintes tópicos citados abaixo, dificilmente esse atleta realizará uma boa saída para os nados.
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Uma Boa Saída:
1. Evitar arrasto das pernas na água durante o vôo (não batendo as pernas e fazendo com que todo o corpo entre em um mesmo ponto dentro da água)

2. A parte superior do corpo deve permanecer alinhada durante essas pernadas, com a cabeça para baixo entre os braços estendidos

3. Num total de 6 a 8 pernadas, incluindo pernadas de adejamento (manter-se em equilíbrio), devem colocá-lo próximo à superfície

4. Devem começar sua primeira braçada ao se aproximarem da superfície (momento crítico de muita percepção), essa braçada deve ser para trás e para cima, com a cabeça ainda baixa durante a braçada submersa

5. Se possível, retardar a respiração até o final do primeiro ciclo de braçada.
http://raia-quatro-blog.zip.net/images/wall17.JPG
Tais detalhes são importantes e o técnico/professor deverá estar atento a todo o momento durante a sua programação para uma melhora significativa de seu atleta/aluno.

Pesquisas realizadas por Thayer & Hay (1984) mostram que nas provas de 200m em piscina curta, os atletas gastam espantosos 39% do seu tempo dando saídas e viradas e completando as braçadas submersas.
Também reuniram ao longo de vários anos alguns dados importantes com relação à melhoria da técnica das saídas e viradas, podendo as mesmas reduzir os tempos das provas em pelo menos 0,30 segundos.

Tanto o atleta como o técnico devem considerar as velocidades (ritmo e percepção) existentes desde o momento da entrada na água e deslize até o início das braçadas.

Principais recomendações:


01. Velocidade adquirida no salto até os primeiros trabalhos de perna

02. Velocidade iniciada no trabalho de perna até início da primeira braçada

03. Velocidade do início da primeira braçada até o término do primeiro ciclo de braçada (como dito anteriormente, se possível em apnéia respiratória).

O atleta terá que perceber quando iniciar um movimento para não sobrepor a outro, perdendo assim movimentos propulsivos até os primeiros 15m, os quais são importantíssimos em provas curtas no cenário da natação.

Segundo Makarenko(2001), esse deslize ocorrerá em uma profundidade aproximada de 50cm do nível da água.
Para Vilas Boas(1997), o mesmo deve ser realizado a profundidades superiores a 50 cm, em contra partida Lyttle et al.(1999) encontraram o valor de 40cm como o ideal em seus estudos. Já Haljand(2002a) acredita que o deslize deverá ser feito em profundidades de forma a se efetuar longas ações subaquáticas. Cossor & Mason(2001) e Mason & Pilcher(2002) não encontraram diferenças significativas em estudos sobre a profundidade a que deve ser realizado o deslize e inter relações entre o maior tempo despendido e a maior distância percorrida na fase sub-aquática.

Porém, não podemos esquecer que cada nado tem a sua especificidade, havendo variações nas profundidades de deslocamento, tanto em função da prova como também na estratégia e resistência do atleta na competição.

Sabendo que esta posição hidrodinâmica, bem como golfinhadas após saídas e viradas, são um dos movimentos mais rápidos existentes no meio líquido, cabe aos técnicos/professores treinarem esses fundamentos logo no início dos programas de aprendizagem, ou incluírem em seus atuais programas de treinamento uma demanda de tempo maior para essas potencialidades, uma vez que as mesmas interferem diretamente no resultado de seus alunos ou futuros atletas.
http://www.frazierproductions.com/copyrightedimages/ric-frazier-swim-002799.jpg

Fontes Bibliográficas:

1. Maglischo, Ernest W. Nadando Ainda Mais Rápido”. 1999
2. Laughlin, Terry. “ Six Steps To a better Breaststroke Kick “. Total Immerson. 2001
3. Laughlin, Terry. “ Breaststroke Breakthrough “. Fitness Swimmer.1999
4. Salo, David. “ Teaching Breaststroke”. 1998
5. McCauley, Wayne. “ The Modern Breaststroke “. 1999

6.Prof. Dr. Antonio Carlos Mansoldo -Doutorado em Educação - Universidade de São Paulo, USP

7.Prof. Caio Graco Simoni da Silva -Integrante do Laboratório de Comportamento Motor (LACOM) - USP

8.THAYER, A.; HAY, J. (1984). Motivating Start and Turn Improvement.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pés de Pato (Nadadeira), Herói ou vilão?

Muitos Nadadores, mergulhadores e bodyboarders usam pés de pato há anos, mas só a pouco tempo começou-se a estudar as verdadeiras razões do seu prolongado uso.

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Razões básicas para se usar pés de pato nos treinos de natação:

1-Melhorar a flexibilidade dos tornozelos
Você já reparou que as pessoas sem experiência de natação têm muita dificuldade na batimento de perna?
A principal razão é a flexibilidade dos tornozelos que funcionam como ganchos, o que faz com que as pessoas nadem para trás.

Os bons nadadores, ao contrário, alongam os tornozelos de modo que os artelhos formem uma linha reta com a perna.

Por causa da carga extra com o aumento da superfície dos pés de pato, há um alongamento dos tornozelos ao bater a perna.

Seu uso constante os alonga, aumentando sua flexibilidade para se movimentar em todas as direções, tornando a batida de perna muito maiseficiente.

2-Aumentar a aptidão física e condicionamento cardiovascular
Embora a natação seja considerada um dos melhores exercícios aeróbicos, muitas pessoas esquecem de usar as pernas, onde se localizam os maiores músculos.

Todos sabem que quanto mais músculos do corpo forem usados, maiores serão os benefícios cardiovasculares, (é por isso que o remo e o cross-coutry ski são considerados dois dos esportes mais eficientes) faz sentido que os nadadores que usam os grandes músculos das pernas se beneficiem com um treino mais forte que queima calorias e aumenta o nível de aptidão.

Os pés de pato, ao ajudarem o alongamento das pernas aumentam o trabalho do sistema cardiovascular e como conseqüência, uma melhor aptidão física éalcançada.

3-Aumentar a força de perna
Bater perna com pés de pato é o mesmo que levantar pesos; a resistência da água ao tamanho do pé de pato exige mais dos músculos usados.

Músculos mais fortes puxam mais água, fazendo com que a pessoa nade mais depressa.

É preciso ter em mente que os pés de pato desenvolvem a força muscular das pernas especificamente para a natação do mesmo modo que os corredores, ciclistas, etc... Têm músculos fortes das pernas, porém treinados para estas atividades. A força das pernas adquirida com os pés de pato é uma das maiores, se comparada com os outrosexercícios.

4-Melhorar a posição do corpo e a técnica
Os pés de pato acrescentam propulsão extra à braçada, o que aumenta a velocidade do nadador.

Os bons nadadores deslizam horizontalmente à superfície da água, enquanto os que não nadam bem, arrastam as pernas em posição quase vertical, o que os atrasa.

Um dos objetivos de nadar com velocidade usando pés de pato é nadar também mais rápido ao tirá-lo, transferindo a sensação de nadar mais rápido na superfície com os pés de pato a nadar também mais rápido e mais leve sem eles, o nadador usa um fenômeno conhecido como padrão neuromuscular.

Os músculos e nervos lembram a sensação de nadar mais depressa e tentarão duplicar o padrão na próxima vez.

Quanto mais vezes se repetir o padrão (nadar mais rápido e mais na superfície com os pés de pato), mais fácil será duplicá-lo sem eles.

O resultado será: a técnica do nadador e a coordenação neuromuscular melhoram muito.

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Tipos de pés de pato eficientes
Modernamente o tipo de pés de pato que devem ser usados, precisam apresentar as seguintes características:

1.Devem ser de material bem flexível, para aproveitar os movimentos da água, mantendo a coordenação dosmovimentos;

2.A lâmina deve ter forma curva para imitar o rabo dos peixes e cortar a água com maiseficiência;

3.Devem concentrar a força bem atrás no pé para que todos os músculos da perna sejam utilizados. São os grandes músculos da coxa que precisam ser trabalhados, para que se obtenha uma batida de perna mais forte e mais veloz.

USAR OU NÃO ?

Todos,
treinadores ou atletas já passaram por este dilema.
Mesmo a resposta sendo variada, em nossa opinião o uso é algo que poderá contribuir e muito para o seu programa. Há algumas vantagens e pontos a serem observados no uso do pé de pato além de algumas sugestões de trabalho para serem implementadas.


Duas das maiores vantagens para o uso do pé de pato são:

1a. Força os calcanhares se tornarem mais flexíveis.

2a. Incrementa a força dos ligamentos e tendões que suportam os tornozelos.
Conclusão: Você tem ganho nos dois mundos: Força e Flexibilidade.

Entretanto, a mais importante razão para o uso do pé de pato é o fato do consumo de oxigênio ser aumentado assim como o condicionamento cardio-vascular.

O seu corpo não sabe que você está usando o pé de pato, somente que você está indo mais rápido.

E isso é um grande elemento para elevar o nível do seu condicionamento mais rápido.

Você pode incorporar o pé de pato no seu programa normal incluindo séries de intervalo ou objetivos mais fortes.

Até alguns dias, você pode fazer o treinamento completo de pé de pato, é o "seu tempero" para aquele dia.

Um grande benefício do pé de pato é o uso em séries de velocidade ajudada aonde o nadador tem sua velocidade de nado acelerada com estímulos que resultarão em movimentos mais seguros quando realmente acelerar o seu ritmo de nado.

A técnica é o outro fator muito beneficiado pelo uso do pé de pato.

Nadar com pé de pato, o corpo flue mais fácil, se move com mais leveza e menos esforço. Jovens nadadores e masters são altamente beneficiados pelo trabalho.

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Quando não Usar.

Esses acessórios devam ser utilizados de uma maneira consciente, ou seja, sem exageros. Se usados corretamente, auxiliam a técnica, além de oferecerem novos estímulos (dinâmica da aula).

Segundo o técnico Mathew Luebbers em artigo publicado, o pé-de-pato faz aumentar o tamanho dos pés.
E por vir em centenas de tamanhos, formas e cores lhe proporcionam uma série de vantagens no treinamento.

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Mas adverte:

1-não deixe que seus atletas fiquem dependentes deles!

2-Quanto aqueles utilizados pelo mergulhadores, não devem ser usados para a natação, porque apesar de serem ótimos para o scuba diving, são muito compridos e fazem os movimentos dos pés ficarem muito curtos e lentos trazendo poucos benefícios no treinamento. Mas eles ainda oferecem benefícios como melhora da flexibilidade, aumento da sobrecarga de trabalho e velocidade, embora não mais que as nadadeiras curtas, rígidas e/ou macias.
Segundo Mathew entre os principais benefícios do uso do pé-de-pato está o aumento da flexibilidade e ganho extra de força muscular nos tornozelos melhorando a performance de ataque no batimento de pernas.

E o melhor benefício, enfim é facilitar o equilíbrio da posição corporal, permitindo ao nadador se fixar mais na técnica, como o rolamento do corpo e o tempo de execução.

Lesões do joelho e o uso constante do pé-de-pato
A nadadeira proporciona um melhor deslocamento com menor gasto energético, por isso alguns alunos ficam dependentes da sua utilização.

Não tenho conhecimento de uma pesquisa específica sobre lesões pela utilização de nadadeiras e não acredito que o uso cause problema, mas sim o uso exagerado causa sobrecarga na articulação e ligamentos principalmente.
O trabalho na natação será benéfico se for programado, dosado e bem fundamentado e isto só será possível se o aluno permitir que o professor comande sua aula.

Caso o nadador "vicie" a melhor solução é tentar que ele utilize a nadadeira menor e mais rígida. É conhecida como "Zumer" .

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Ela tem uma ação reduzida sobre o joelho além de permitir um maior fortalecimento de membros inferiores.

Como tudo que é divertido, equipamentos como nadadeiras estão aí para facilitar o nobre ato de nadar, basta não exagerar e lembrar das diferenças individuais.

Bons Treinos!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NADA BORBOLETA MAS NÃO TREINA BORBOLETA? É POSSÍVEL?

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Parece até estranho, mas não é.
E mais é algo bastante comum em vários nadadores de nível nacional e até internacional.

A técnica de borboleta é complexa e principalmente requer uma demanda energética muito alta. Minimizar as distâncias de borboleta, ou pelo menos maximizar a qualidade do nado é algo bastante comum nos treinamentos que visam desenvolver o nadador de borboleta.

Ainda acrescidos os problemas de ombro, muitos atletas não conseguem render e nem suportar séries de borboleta durante o treinamento mas quando chegam na competição rendem sem problema.

Saber balancear a distância das séries e o volume total de borboleta é uma arte do técnico mas também um dado muito importante a ser discutido entre o atleta e seu treinador.

Limitações físicas, fisiológicas e técnicas são determinantes para se encontrar uma medida ideal da distância do nado a ser praticada.

Ainda existem as chamadas exceções de atletas que conseguem realizar grandes distâncias em nado borboleta mantendo um bom padrão.

Entre os casos mais famosos está o da americana Mary T. Meagher, que foi recordista mundial dos 100 e 200 borboleta em recordes que ficaram quase 20 anos sem serem batidos.

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Mary Meagher chegava a fazer séries de 4.000 metros nadando borboleta, muitas vezes ininterruptamente.

Mais recentemente, a atual recordista mundial dos 100 borboleta, Inge de Bruin, chegou a fazer uma série de 10 x 400 de borboleta sob o comando do técnico Paul Bergen.

Obs: Ela nunca nadou os 200 borboleta a nível internacional.

Duas vezes olímpico e um nome forte do México para os Jogos Pan Americanos deste ano, Juan Veloz também é outro que mantém um padrão muito bom de técnico mesmo em séries longas de borboleta.

Na época em que treinava no Mission Viejo Nadadores na Califórnia, Juan Veloz fez uma série de 100 x 100 de borboleta em piscina longa a cada 1:30. A média foi de 1:09, o pior foi 1:12 e o melhor foi o último 1:06!

Isto tudo, até agora, não passa de exceção.

Na verdade, a grande maioria dos atletas de nível internacional não conseguem manter por grandes distâncias a técnica correta e seus técnicos maximizam a execução perfeita limitando as séries de borboleta.

É o caso de Ian Crocker, atual recordista mundial dos 100 borboleta, que faz praticamente 90% do seu treino de crawl e quando nada borboleta nada em pequenas distâncias.

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Até mesmo Michael Phelps, seu maior adversário também não "abusa" do borboleta.

Phelps que é recordista mundial dos 200 borboleta nem gosta de treinar muito o nado.
Bob Bowman, seu técnico, prefere treinar borboleta em piscina de 25 jardas, onde Michael Phelps mantém melhor padrão de nado segurando a técnica por mais tempo.

Natalie Coughlin está entre as melhores americanas na prova dos 100 borboleta e hoje praticamente não faz qualquer série no nado.

Ela, que chegou a universidade como nadadora de 200 borboleta, hoje, faz apenas tiros curtos e de velocidade utilizando o borboleta.

Entre os nadadores brasileiros isto também é bastante comum.

Kaio Márcio Almeida quando era um nadador em formação nas categorias juvenil e júnior praticava muito do seu treinamento em fundo e medley.
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A orientação era da técnica Rosane Carneiro que está de volta agora a trabalhar com o Kaio que sente uma lesão de ombro e que teve de ser forçado a minimizar o seu trabalho no estilo.
Kaio hoje nada apenas 15% do treino em borboleta, e destes 15% grande parte é com o pé de pato.

Thiago Pereira, talvez o mais versátil nadador brasileiro de todos os tempos, também tem uma marca expressiva nos 100 borboleta.

Ele também não responde bem ao treinamento de borboleta em execesso.

Quando esteve nos Estados Unidos, foi uma grande dificuldade que passou pois não está acostumado a fazer grandes distâncias nadando borboleta.

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Na Universidade da Flórida, onde Thiago treinou por alguns meses teve de realizar os chamados "Flyday" numa substituição ao "Friday" que é onde o treinamento de base é feito todo de borboleta nas sextas-feiras.

Muitas vezes um mesmo técnico coloca seus nadadores de borboleta para fazerem trabalhos distintos.

É o que acontece, por exemplo, com os dois atuais campeões mundiais dos 200 borboleta, Otylia Jedrejzack e Pawel Kozerniowski ambos poloneses e que treinam com o mesmo técnico. Otylia faz grande parte do seu treino em borboleta, inclusive séries nadando borboleta com palmar.

Enquanto isso, Pawel faz seu treino praticamente todo de crawl voltado para o fundo.

Esta distinção e a capacidade de identificar qual nadador se adapta e quanto de distância ele se adapta faz parte do trabalho do treinador. O objetivo é sempre priorizar a boa técnica de nado e maximizar a qualidade do trabalho.

Não precisa nem falar dos nadadores de 50 borboleta, casos de Roland Schoeman, recordista mundial, ou Fernando Scherer, recordista sul-americano.

Estes nadadores nem borboleta fazem, e se fizerem somente séries curtíssimas de explosão.

Treinadores devem ser bastante cuidadosos na prescrição de trabalhos muito longos de borboleta.

Não faz sentido manter seu atleta executando uma metragem muito grande sem qualquer qualidade ou eficiência.

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Muitas vezes, séries em demasia do nado borboleta podem ser causadoras de lesões irreparáveis para a carreira do nadador.

Identificar os problemas antes que se tornem graves, é função do treinador.

Um exemplo é a recordista sul-americana dos 100 borboleta, Gabriella Silva que luta há anos contra uma lesão de ombro e sempre teve de balancear o trabalho e minimizar a distância de borboleta afim de não complicar sua lesão.

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Mesmo assim, Gabriella continua a baixar suas marcas e mantém a condição de recordista sula-americana dos 100 borboleta.

Você não precisa eliminar o treinamento de borboleta do seu programa, pelo contrário, apenas discuta a validade da super distância do nado borboleta principalmente quando não executada em uma técnica apropriada.

A real conclusão : É mais importante do que a distância a ser executada, é a técnica adequada e a intensidade desejada.

TÉCNICAS PARA A EXECUÇÃO DO NADO PERFEITO

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Para evitar o supertreinamento e a superdistância do nado borboleta, algumas dicas para maximizar a técnica do nado sem a necessidade do stress do estilo no treinamento:

  • Nadar borboleta sempre em boa técnica.
  • Optar pelas distâncias menores 25 e 50 metros. Em caso de controle da técnica perfeita, isso pode ir sendo incrementado.
  • Fazer séries de borboleta + crawl incentivando o nadador a manter a técnica perfeita no nado borboleta. Ou seja, tiros de 100 nadando borboleta até quando sentir que está perdendo a correta forma de nadar. Isto pode ser por 5 metros ou coisa parecida e ser incrementado com o treinamento e a prática correta.
  • Nadar borboleta com pé de pato para melhorar a técnica e diminuir a sobrecarga.
  • Nadar borboleta com uma braçada e três pernadas, nado que é mais fácil de ser controlado por distâncias maiores.
  • Executar educativos de nado borboleta diariamente para a fixação de uma técnica correta.
  • Aumento do trabalho de pernada e pernada submersa para a melhora do nado.

Para séries de ritmo de competição, muitas vezes o nadador fica exausto se nadar muito borboleta no aquecimento.

Ioan Gherguel nadador da Romênia e que duas vezes foi campeão dos 200 borboleta do NCAA executa uma série de 4 x 50 para ritmo com 15 a 20 segundos de intervalo, sendo que ele alterna um para borboleta e outro para crawl mantendo o mesmo esforço.

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Detalhe:Nadadores que conseguem manter a técnica de borboleta por grandes distâncias sem qualquer prejuízo a forma de nadar e conseguindo boa qualidade no trabalho podem realizar distâncias e até superdistâncias no estilo. Sendo que isso é exceção e não regra.

Técnica do Borboleta

Considerado um estilo de grande dificuldade, o nadador de Borboleta deve ter força para empurrar água e flexibilidade pra tirar os braços para fora da piscina na hora de partir para outra golfinhada.

Posição do corpo

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- Em decúbito ventral, mais plano possível para evitar atritos.
- Cabeça: posicionada em uma atitude "normal" com a linha da superfície da água. Existe um movimento de flexão e extensão.
- Quadril: sofre um movimento ondulatório , que é resultante do trabalho das pernas e movimento de cabeça.
- Pernas: os movimentos são simultâneos e representam forte ação propulsora. As pernas não batem, elas movimentam-se em decorrência da ondulação do corpo.
- Braços: 9 fases (em forma de R).

Entrada

Uma visão lateral do nadador deve mostrar seus braços "mergulhando" simultaneamente na água em um ângulo pequeno; os braços simultâneos ficam estendidos, na largura dos ombros; palma das mãos um pouco voltadas para fora;término desta fase com braços em extensão.

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Deslizamento

Braços na largura dos ombros para iniciantes e quando se nada mais calmo, esta fase é mais acentuada.

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Apoio ou Pegada

O movimento deve ocorrer de forma suave e rápida, evitando a tendência de "espirrar" água; o movimento das mãos é feito para fora da linha média (abdução) e um pouco para baixo; ligeira flexão do punho; inicia-se a flexão do antebraço sobre o braço; rotação medial de braços com elevação do cotovelo.

Tração ou Puxada

Movimento de braços para fora e para baixo; movimento das mãos para a linha média; palmas das mãos ligeiramente voltadas para dentro; aumento da flexão do antebraço sobre o braço.

Dominação

Mãos mais próximas da linha mediana;braços e antebraços foram um ângulo de 90 graus;fase de melhor posicionamento das alavancas; continua a adução dos braços;movimento das mãos para fora (abdução) e para tras.

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Empurrão ou Impulso

Braços em adução (colados lateralmente ao corpo), com os cotovelos elevados;palmas das mãos voltadas para traz; movimento das mãos para traz e um pouco para fora.

Finalização

Mãos no prolongamento dos braços; inicia-se aqui a elevação de mãos.

Recuperação ou Descanso

Cotovelos fletidos e elevados; mãos passam bem próximo do quadril do nadador;elevação dos braços pela lateral; braços estendidos e descontraídos; a completa extensão dos cotovelos no fim da fase de impulsão deve ser evitada;os cotovelos devem sair da água antes das mãos.

Ataque

Braços vão lateralmente para frente;flexão dos antebraços sobre os braços após a linha dos ombros; Palma das mãos voltadas para fora;

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Pernas

Movimentos simultâneos; existe maior eficiência na fase descendente;grande participação na propulsão do nada; na fase ascendente, sobe estendida e flexiona-se no final; desce estendida.

Respiração

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É realizada ao nível da água sem oscilações exageradas;inspiração pela boca e pelo nariz de forma explosiva (rápida e intensa);bloqueio se faz mais acentuado quando se nada devagar;expiração feita pela boca e nariz.

Coordenação

- Braços e pernas: Duas pernadas por ciclo de braços (estilo típico de competição) Uma pernada quando os braços entram na água e a outra quando a mão está na altura da cintura.As pernas se movem no sentido contrário do quadril: quando elas sobem, ele desce e vice-versa.

- Primeira pernada : término da entrada e início do apoio

- Segunda pernada: término da finalização e início da recuperação

- Braços e respiração: O nadador, pode respirar a cada ciclo de braços ou a cada duas braçadas ; a inspiração é feita no final do empurrão ou impulso e início da recuperação;termina na recuperação; o bloqueio é feito no início do ataque até o início do apoio; a expiração é feita no princípio do apoio até o final do empurrão.

Saídas

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O primeiro tipo de saída era balanceado . Jogavam-se os braços para frente e pra traz.

A primeira saída com bases científicas foi a "Clássica", em seguida a "Graab"ou "agarre". E mais adiante, a saída "scoop", que é de alto nível. No salto , se carpa o corpo, entrando de ponta.

Na parte submersa, eleva-se a cabeça e a força vertical se transforma em horizontal. Portanto, o nadador não vai ao fundo da piscina. Atualmente, é usada a saída "graab"associada ao "scoop". É a que dá melhor resultado.

Virada

Tocam-se as duas mãos na borda acima ou abaixo do nível da água; o toque deve ser simultâneo e simétrico; larga-se uma das mãos e a outra é abaixada em seguida lança-se o braço por cima, dando a impulsão na parede de preferência com os dois pés.

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Dicas de Aprendizagem :

O movimento de pernas flui naturalmente quando são dadas corretamente as primeiras braçadas.

Para facilitar o aprendizado o professor deve conduzir os braços dos alunos,acompanhando os contornos traçados na parede (fazer com giz ou outro material).

O aluno então acompanha várias vezes o movimento desenhado até assimilá-lo.

Em seguida , o professor repete o processo no chão, deixando o aluno no plano horizontal e por fim o aluno repete tudo na água.

Após os exercícios de respiração frontal, o aluno está preparado para a primeira golfinhada.

Mas para dar a segunda , precisa aprender a se deslocar.

O professor pede para que dê uma série de saltos à frente, deslizando na água.

Nas primeiras tentativas da segunda golfinhada, o aluno não precisa tirar os braços da água e nem se preocupar com a respiração.

Depois que estiver fazendo todos os movimentos bem, ele pode associar o movimento completo com a respiração e tudo mais. É como se fosse uma coreografia que se ensina passo a passo depois une todas as partes.

Borboleta é um Nado bastante explosivo, com coerência ele pode tornar seu treino mais divertido.

Bons Treinos!!!



A IMPORTÂNCIA DA CHEGADA NA NATAÇÃO

Você faz tudo direito: Se concentra na partida, impulsiona, entrada " limpa", desliza, perna, braço, respira, vira... e na reta final ...DESLIZA???
Com certeza seu técnico estará com ar frustrado e indignado.
E você apesar de todo esforço foi vítima de uma péssima chegada.
No mar, na piscina ou na represa, não importa onde esteja a chegada é muito importante, com apenas um erro você perderá todo seu trabalho desenvolvido.
Quem esquece Poliana Okimoto na chegada dos 5km no Pan Americano do Rio?
http://4.bp.blogspot.com/_hhREVfG9LpE/Srgr9aqM7_I/AAAAAAAAAb4/g8UviS0O-L4/S240/A+A+A+10+A+A+AAPolianaOkimotoFtMar.bmp
Ficou com prata na batida da mão, isso nas águas abertas.

ERROS MAIS COMUNS DE UMA PÉSSIMA CHEGADA
1) Automatização de máus hábitos em treinamento.
2) Desespero em respirar antes de chegar.
3) Desespero em olhar para o tempo antes de chegar.
4) Braçadas extras em chegadas mal calculadas.
5) Deslizadas na chegada por chegada mal calculada.
6) Chegadas não planejadas.

A DIFERENÇA DAS CHEGADAS APERTADAS EM ROMA 2009

Uma boa chegada pode valer muito, assim como uma péssima chegada vale também.
Analisando o último Mundial de Roma, um total de 16 provas entre individuais e de revezamento foram decididas com menos de três décimos de diferença entre o primeiro e o segundo colocado.
Confira o quanto valeu a diferença do campeão e o medalhista de prata no Mundial nestas provas em que a diferença foi de menos de três décimos:
200 peito masculino – 1 centésimo
50 peito feminino – 2 centésimos
100 costas feminino – 6 centésimos
50 borboleta masculino – 7 centésimos
50 peito masculino – 9 centésimos
4 x 100 livre feminino – 11 centésimos
50 livre masculino – 13 centésimos
100 borboleta masculino - 13 centésimos
200 costas feminino – 13 centésimos
50 livre feminino – 15 centésimos
50 costas feminino – 16 centésimos
100 borboleta feminino – 17 centésimos
50 costas masculino – 20 centésimos
100 livre masculino – 21 centésimos
100 costas masculino – 28 centésimos
http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/arquivos/File/imagens/3educacao_fisica/4nata4.jpg
CHEGADAS ERRADAS FAMOSAS


O famoso final de prova entre Phelps e Cavic em Beijing 2008


Chegadas erradas famosas que entraram para a história.
Feitos registrados pela incapacidade de fechar bem a prova resultando em derrotas inesperadas.
1) Milorad Cavic X Michael Phelps nos 100 borboleta dos Jogos Olímpicos de Beijing
Cavic havia se classificado com o primeiro tempo tanto nas eliminatórias como nas semifinais batendo Phelps por poucos centésimos (50:76 X 50:92 nas eliminatórias, 50:87 X 50:97 nas semifinais).

Na final, ele utilizou a mesma tática das suas provas anteriores, passou forte na frente quase um segundo a frente de Phelps que passou em sétimo lugar mas atacou violentamente no final.
http://e.i.uol.com.br/album/090801mundial_f_025.jpg
Cavic parecia que iria ganhar mas a chegada mal feita deu a chance para Phelps que tocou na frente por um centésimo: 50:58 X 50:59.
A delegação da Sérvia chegou encaminhar um protesto que foi analisado e fez com que a FINA reavalisse o resultado mas acabou confirmando a vitória de Phelps.
Experts dizem que Cavic não teria pressionado com força a placa da chegada permitindo a Phelps com um final melhor levar a medalha de ouro.
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2) Alex Popov 50 livre nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000
Popov não iria ganhar a prova mas não poderia ter terminado em sexto lugar.
O russo vinha disputando entre o segundo e o terceiro lugar e, sendo o então recordista mundial, se esperava muito mais dele afinal o recorde havia sido batido há poucos meses antes das Olimpíadas.
Popov não fez uma boa prova, nem uma boa competição mas a sua chegada nos 50 livre foi ainda pior.
Ele fez uma pernada de borboleta no final e levantou a cabeça para chegar.
Um movimento totalmente diferente do que fazia antes e que acabou lhe colocando em sexto lugar.
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3) César Cielo 100 livre no Mundial de Melbourne 2007
O primeiro Mundial de Cielo foi uma experiência muito válida.
Mesmo estreando, Cielo foi para cima dos maiores velocistas do mundo disposto a conseguir alguma coisa.
Na prova dos 100 livre, Cielo saiu forte na frente de todo mundo e liderou a prova em grande parte dela.
Os últimos metros de seus 100 livre, entretanto, foram dolorosos de se assistir.
Não só pelo cansaço, a perda da técnica mas acima de tudo a chegada desesperada, não preparada e que lhe custou um lugar no pódium.
Cielo com uma chegada melhor poderia ter levado pelo menos uma prata e com certeza um bronze.
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4) Anthony Nesty X Matt Biondi nos 100 borboleta dos Jogos Olímpicos de Seul
Matt Biondi foi para Seul conquistar seis medalhas de ouro (50 e 100 livre, 100 borboleta e os três revezamentos americanos).
Seu plano deu errado com uma chegada muito mal feita e que acabou propiciando uma vitória histórica para Anthony Nesty do Suriname, a primeira medalha de ouro da natação negra em Olimpíadas. Nesty venceu com 53:00 contra 53:01.
Biondi estava na frente e chegou de forma displicente.
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5) Otylia Jedrejzack X Jessicah Schipper nos 200 borboletea do Mundial de Montreal
Esta talvez seja a mais polêmica das chegadas.
A polonesa Jedrejzack, então campeã olímpica e mundial, nadou quase toda a prova atrás da australiana.
Mesmo avançando no final, Otylia sentia a força da australiana.
Desesperada e na busca da vitória a nadadora polonesa jogou um braço na parede chegando com uma mão, coisa que foi muito bem vista na imagem da TV mas passou despercebida pela arbitragem.
Otylia Jedrejzack nunca reconheceu que chegou com uma só mão.
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6) Jason Lezak X Alain Bernard no revezamento 4 x 100 livre dos Jogos Olímpicos de Beijing
O revezamento mais emocionante de todos os tempos também teve uma das piores chegadas da história.
Alain Bernard não só fracassou na técnica e estratégia da prova mas uma chegada infantil e chegou até a olhar para Jason Lezak antes de bater na parede.
Mesmo largando mais de meio segundo a frente, e sendo o então recordista mundial da prova, Alain Bernard não soube fazer uma boa estratégia e se desesperou com a aproximação fulminante de Lezak no final.
Além de errar a chegada, Bernard ainda deu uma olhadinha submersa coisa jamais vista em competições deste nível e para um nadador de seu quilate.
Os americanos venceram com oito centésimos de vantagem e Lezak fez o melhor parcial da história dos 100 livre em revezamentos.
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7) Eric Shanteau X Daniel Gyurta nos 200 peito do Mundial de Roma
O americano Eric Shanteau fez a sua estratégia de prova nos 200 peito em Roma.
Passou atrás e atacou na hora certa.
Até os primeiros 100 metros estava na quarta posição e só avançou para segundo na altura dos 150 metros.
Ele caminhava para a vitória e não se deu conta do ataque do húngaro Daniel Gyurta. Este, passou a prova toda em oitavo e virou os 150 metros em sexto lugar.
Mas o tal final do Gyurta foi desprezado pelo Shanteau bobeando na chegada acabou perdendo o título mundial por um centésimo: 2:07:64 X 2:07:65.
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Hábitos durante o treino que prejudicam chegada:

1) Chegada incorreta nas séries. Atletas têm de parar antes da borda pela grande quantidade de nadadores que se acumula na chegada.

2) Chegada incorreta nas séries por atletas que querem escutar o tempo dado pelo técnico e acabam levantando a cabeça antes de tocar a parede.

3) Chegada incorreta nas séries por atletas que querem visualizar o tempo no relógio ao invés de se concentrarem numa chegada perfeita.

4)Chegada incorreta de nados diferentes ( ex: virada olímpica no nado peito, bater com apenas uma das mãos no borboleta)

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A diferença entre vencer e perder muitas vezes está em um pequeno detalhe.

RESPIRAÇÃO NO NADO CRAWL

Você pode estar nadando perfeitamente, desenvolvendo uma boa metragem durante o treino mas se tem defeitos na respiração, pode estar perdendo todo o trabalho.
C
ansaço, pouco rendimento e falta de relaxamento durante e após o nado são consequências de uma respiração deficiente.
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PARA TER UMA RESPIRAÇÃO EFETIVA
1.Ritmo respiratório
Encontrar o ritmo adequado a prova, ao nadador, é fundamental para o sucesso da ação respiratória.
2. Velocidade
Aprender a executar o movimento de forma efetiva e rápida, sem afetar a técnica do nado.
3.Volume
Saber respirar de forma adequada deixando algum volume de ar nos pulmões. Este volume pode variar de acordo com a prova, o ritmo e até mesmo durante a própria prova.
4.Variedade
Durante a prova o atleta passa por diferentes momentos. Saber identificar as necessidades de cada destes momentos é fundamental para adequar a sua estratégia de respiração. Tal estratégia pode e deve ser mudada durante a prova e as provas.
5.Relaxamento
Saber respirar de forma tranqüila e efetiva é um grande passo para o nadador tirar proveito da ação respiratória.
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ERROS MAIS COMUNS NA RESPIRAÇÃO DO NADO CRAWL

  • Respirar em demasia.
  • Não respirar o suficiente.
  • Segurar a respiração.
  • Respirar de forma profunda.
  • Exalar de forma forçada.
  • Exalar de forma completa, ficando com o tanque vazio.
  • Exalar muito tarde.
  • Mover a cabeça em demasia para respirar.
  • Inspirar e exalar com a face fora d’água.
  • Respirar antes da virada.
  • Respirar durante a virada.
  • Respirar após a virada.
Estes erros bastante comuns e diversos, afetam a técnica da respiração, a técnica do nadador, a parte fisiológica do atleta. Pelo menos 50% dos nadadores possuem algum problema com a respiração.
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TIPOS DE RESPIRAÇÃO NO NADO CRAWL

BILATERAL
Podendo ser a cada 3, 5, ou qualquer número ímpar de braçadas.
Respiração utilizada em grande escala por fundistas que gostam de administrar e visualizar seus adversários durante suas provas.
Dara Torres talvez seja a grande exceção por conseguir nadar os 50 livre em nado bilateral a cada três braçadas.
Muitas vezes, o bilateral é utilizado em treinamento sob a ótica de correção de nado, ou seja, de forma a manter um melhor equilíbrio do nadador ao respirar para ambos os lados.
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UNILATERAL
Nadadores podem respirar para um só lado durante a prova, ou alternar um lado a cada distância.
A técnica é bastante utilizada mas muitas vezes podendo gerar alguns erros de “mau hábito” deixando o nado manco ou “pendente” para determinado lado.
BILATERAL NO MESMO CICLO
A estratégia foi utilizada na década de 80 por um nadador húngaro, Tamas DArnyi, que chegou a bater o recorde mundial dos 400 medley.
Tamas Darny tinha dificuldades para segurar a respiração e segundo seu técnico seria mais eficiente manter uma boa oxigenação do corpo ao final da prova.
O estilo só foi utilizado por este nadador e jamais foi repetido por qualquer outro atleta.
SEM RESPIRAR
Nada mais fácil e mais simples do que nadar sem respirar.
Muita gente pode até tentar, mas poucos, muito poucos conseguem fazer o trabalho com qualidade.
Normalmente quem segura muito o ciclo respiratório acaba terminando as provas de forma encurtada e com dificuldades de manter a técnica.
Exceções, são poucas mas merecem destaque.
No plano internacional, ninguém faz melhor do que o croata Duje Draganja que venceu a medalha de prata nos 50 livre dos Jogos Olímpicos de Atenas sem respirar uma só vez.
No Brasil, anos atrás, o recordista brasileiro dos 50 livre era Geraldo Moreira que aplicava tal estratégia após oxigenar os pulmões momentos antes da partida.
Ele hiperventilava os pulmões com respirações profundas e nadava a prova com facilidade completando os 50 livre sem qualquer respiração.
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RESPIRAÇÃO BALANCEADA




A Swimming World de Outubro trouxe uma matéria especial assinada por Glenn Mills apresentando a forma de respirar sem qualquer ação no movimento natural do corpo durante o nado.
A tese é apresentada com fotos do crawl de Ryk Neethling, sul-africano integrante do revezamento campeão olímpico do 4 x 100 livre em Atenas 2004.

Segundo Glenn Mills, um dos segredos no nado crawl é manter o corpo na completa extensão horizonal durante a respiração.

Mantendo tal posição, o nadador consegue minimizar a resistência e permitir melhor movimento do corpo na água sem qualquer esforço.
Confira a respiração de Ryk Neethling no nado crawl durante a final dos 100 livre do Campeonato Mundial de 2005 em Montreal.

A prova foi vencida pelo italiano Filippo Magnini e Neethling foi bronze.



Tamas Darnyi o húngaro que respirava para os dois lados ao mesmo tempo
Bottomlineaquatics

Duje Draganja celebra prata nos 50 livre sem respirar em Atenas