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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

RESUMO DE XANGAI 2011

Foi apenas uma semana de natação em Xangai, mas muita água correu nas piscinas.
 Apesar das polêmicas fora d'água, o Brasil cravou sua melhor participação em Mundiais, com quatro ouros.
 Michael Phelps deu lugar a Ryan Lochte como melhor nadador do planeta, um jovem astro chinês surgiu, e até o que parecia impossível aconteceu: dois recordes mundiais caíram, mesmo com a proibição dos supermaiôs.
 Confira abaixo os fatos mais relevantes do Mundial de Esportes Aquáticos.

O Brasil
O Mundial de 2009, em Roma, foi um divisor de águas para o Brasil.
Com um campeão olímpico no elenco, o país entrou definitivamente na elite da natação ao conquistar dois ouros, uma prata e um bronze, além de estar presente em 18 disputas de medalhas.
Em Xangai, os brasileiros reduziram em um terço o número de finais, mas carregaram na tinta dourada: foram quatro subidas ao degrau mais alto do pódio, garantindo pela segunda edição seguida a melhor marca do país na história.
 Todas as medalhas brasileiras foram de ouro: Ana Marcela Cunha na maratona aquática de 25km, Felipe França nos 50m peito e Cesar Cielo nos 50m borboleta e 50m livre.

A superação

Três dias antes do início das disputas da natação em Xangai, Cesar Cielo não sabia se poderia competir.
Absolvido pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) na acusação de doping, o brasileiro foi liberado para competir.
E fez bonito na piscina do Centro Esportivo Oriental. Venceu as provas de 50m livre e 50m borboleta e ficou em quarto lugar nos 100m livre.

A polêmica

Ao se tornar campeão mundial nos 50m borboleta, Cielo teve de enfrentar a resistência de alguns adversários, que não concordaram com a decisão do TAS de manter apenas a advertência imposta pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.
Logo após a prova, o queniano Jason Dunford fez sinal de negativo enquanto o brasileiro chorava com a conquista do ouro.
Dunford logo ganhou apoio do sul-africano Roland Schoeman, campeão olímpico em Atenas-2004, que também esteve no Mundial.
No twitter, Schoeman criticou a decisão do TAS e elogiou a reação do queniano.
O francês Alain Bernard e o americano Jason Lezak também criticaram o tribunal.
O ouro de Felipe França nos 50m peito também foi contestado.
Sites americanos acusaram o brasileiro de fazer um movimento de perna ilegal na hora da chegada.
Como nenhum adversário protestou e a Fina não aceita recursos em vídeo, o resultado foi mantido.

O novo astro
Quem pensou que o desempenho no Pan-Pacífico era apenas fogo de palha se decepcionou.
 Após superar Michael Phelps na competição do ano passado, o americano Ryan Lochte comprovou no Mundial de Xangai o posto de novo astro da natação mundial.
Na piscina do Centro Esportivo, não viu Phelps ou qualquer outro nadador à sua frente.
Faturou cinco ouros, sendo quatro individuais, e um bronze no revezamento 4x100m livre.
Tudo isso sem sequer vibrar, como se fosse apenas uma prévia do que vem por aí em Londres-2012.

Os recordes

Coube também a Ryan Lochte a missão de tirar os recordes mundiais da geladeira.
Desde a proibição dos supermaiôs, em 2009, as marcas estavam congeladas, mas o americano brilhou nos 200m medley e conseguiu o que parecia impossível.
No último dia de competição, outro recorde mundial foi quebrado: o chinês Yang Sun, de apenas 19 anos, baixou a marca dos 1.500m, que por sinal era a única a ter sobrevivido à era dos trajes tecnológicos.

Os donos da casa


Embalada pelo sucesso das Olimpíadas de Pequim-2008, a equipe chinesa fez bonito em casa e, por pouco, não tirou o título das mãos dos americanos.

A disputa pela liderança no quadro de medalhas se arrastou até o último dia da competição em Xangai, mas os americanos acabaram levando a melhor, por apenas dois ouros.
Yang Sun, xodó da torcida, garantiu dois ouros, uma prata e um bronze, para delírio da torcida.

Doping
A Federação Internacional de Natação (Fina) revelou que nenhum caso de doping foi registrado no Mundial de Esportes Aquáticos realizados em Xangai, na China.
Nenhum atleta acabou flagrado nos 362 testes antidoping encomendados pelos organizadores.
Ao todo, a Fina fez 311 exames antidoping de urina e 51 de sangue, reforçando a fiscalização sobre o possível uso de substâncias proibidas.
Também houve um cuidado especial com a presença de clenbuterol, comum nas comidas chinesas e considerado ilegal.
tema doping esteve muito presente no Mundial de Xangai depois que Cesar Cielo testou positivo para o diurético furosemida meses antes e foi liberado para nadar na China.
Já em território chinês, ele viu a Corte Arbitral do Esporte (CAS) manter a advertência aplicada no Brasil.
O resultado  revoltou alguns nadadores de outros países.

O queniano Jason Dunford chegou a fazer gesto com os polegares para baixo após a vitória de Cielo na final dos 50 m borboleta.
O brasileiro também foi campeão mundial nos 50 m livre, sua especialidade.

domingo, 24 de julho de 2011

Xangai 2011

Atual detentor do título mundial nos 50 m e 100 m livre, Cesar Cielo já tem que conviver com o fato de ser o "alvo" em uma nova prova: os 50 m borboleta.
Neste domingo,24/7/11,  o brasileiro avançou à final do evento no Mundial de Xangai com o melhor tempo (23s19); além disso, é dono da melhor marca do ano, conseguida em junho, em Paris (22s98).
 Mesmo assim, não se considera favorito na prova em que não é "especialista".
"Não (sou favorito), nos 50 não tem como prever", disse o velocista após a classificação à decisão.
 "Amanhã (segunda-feira) 25/7/11,  é prova de qualquer um, está todo mundo tão perto, 20 centésimos do primeiro ao oitavo.
E tem atletas que gostam de nadar nas posições em que caíram, como o Fred (Bousquet) na raia 8. Quem acertar a prova vai levar, e espero que eu acerte".
Cielo afirmou também que tem como objetivo bater o tempo alcançado em junho para ficar com a medalha de ouro dos 50 m borboleta, mas não possui uma marca específica em mente. Para o nadador, só depois do término da prova será o momento de se preocupar com os números.
A final dos 50 m borboleta é a chance do segundo ouro para o Brasil no Mundial
A estreia de Michael Phelps no Mundial de Xangai não resultou em ouro.


Com o astro abrindo o revezamento 4x100 m livre, os Estados Unidos ficaram com a medalha de bronze neste domingo, primeiro dia de competições de natação na China.
O ouro foi da surpreendente Austrália, seguida de perto pela França - Alain Bernard, fora da piscina, chegou a comemorar a vitória, para só depois perceber que os australianos haviam chegado na frente.
O resultado foi encarado como decepção por americanos e franceses, vistos como os favoritos para ficar com o primeiro lugar.
 Durante a cerimônia de premiação, foi nítido o desconforto das equipes, enquanto os australianos recebiam sorridentes as medalhas de ouro após o tempo de 3min11s00.
Phelps abriu o revezamento para os Estados Unidos, mas não entregou na primeira posição - ele foi batido pelo australiano James Magnussen, que fez 47s49 contra 48s08 da estrela americana.
Alain Bernard virou logo atrás, com 48s75.
Mesmo com tempos baixos de Jason Lezak e Nathan Adrian nos 200 m finais, os americanos - que não contaram com Ryan Lochte - não conseguiram tirar a diferença e ainda foram superados pelos franceses no final. Fabien Gilot, que vive grande fase nos 100 m livre, fez a melhor parcial da prova, com 47s22. Porém, não foi o bastante para alcançar a Austrália, que fechou muito bem com Eamon Sullivan (47s72).
O campeão olimpíco o sul coreano Park Tae-hwan,   venceu os 400m livres com 3: 42.04 , em segundo bateu o chinês Sun Yang  com 3:43.24, em terceiro o campeão do mundial de 2009 o alemão Paul Biedermann com bronze.
 
    No Feminino não faltaram emoções, a começar pelo primeiro  ouro que veio com as braçadas de Ana Marcela Cunha, campeã dos 25 km na maratona aquática.

    Alta Temperatura influenciou a prova?

    Como previsto muitos nadadores sofreram com a alta temperatura da água e passaram mal durante a maratona aquática dos 25 km masculina, realizada neste sábado, na praia artificial de Jinshan, a cerca de 1h30 de viagem do centro de Xangai.
    Com a temperatura da água chegando aos 31ºC, estipulados como limite máximo pela Fina (Federação Internacional de Natação), os atletas tiveram dificuldades para terminar a prova.
    Edoardo Stochino foi resgatado de barco


    O italiano Edoardo Stochino teve que ser socorrido pelos médicos da organização do Mundial
    Houve outros caso como do  francês Bertrand Venturi também sofreu com a alta temperatura da água e foi socorrido pelos médicos.
    Alguns nadadores  haviam anteriormente questionado a alta temperatura, mesmo antecipando o início da prova a variação de temperatura sem dúvida influenciou boa parte dos resultados.

    sábado, 23 de julho de 2011

    As Águas de Xangai em Chamas - 32graus

    Foi dada a largada para o Mundial de Xangai, China




    Brasileiros decepcionam nos 10km da maratona aquática
    De Bona termina em 45ª lugar e Allan do Carmo, em 50º.
     Prova foi vencida pelo grego Spyros Gianniotis

    Os nadadores brasileiros não foram bem nos 10km da maratona aquática do Mundial que está sendo disputado em Xangai, na China.
     Em prova disputada na manhã desta quarta-feira, 21/07/11, Samuel de Bona e Allan do Carmo terminaram na 45ª e 50ª colocações, respectivamente, muito distantes, portanto, de classificação para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 (somente os dez primeiros garantiram vagas).

    A medalha de ouro foi do grego Spyros Gianniotis, com o tempo de 1h54m24s, somente três segundos à frente de Thomas Lurz-ALE, que perdeu a chance do bi e ficou com a prata.
     Em terceiro lugar chegou o russo Sergey Bolshakov, com o tempo de 1h54m31s.

    Vencedor da Travessia dos Fortes em abril, De Bona completou o percurso em Xangai com o tempo de 2h02m17s, enquanto Allan fechou a prova em 2h05m42s.


    Os resultados no masculino contrastam com os obtidos pelas meninas.
    Na manhã de terça-feira, Poliana Okimoto terminou em 6º e carimbou passaporte para Londres.
    Já Ana Marcela Cunha ficou em 11º, e por muito pouco também não se garante no mais importante evento esportivo.

    Ana Marcela Cunha, de 19 anos, precisou se superar no Mundial de Xangai.

    Na manhã de sábado (23) ela venceu os 32 graus da água da praia de Jinshang para se tornar a primeira mulher brasileira a subir no lugar mais alto do pódio em toda a história do Mundial dos Esportes Aquáticos, depois de ter perdido a chance de classificação para os Jogos Olímpicos de Londres-2012 durante a semana por uma posição.

    Na ocasião, ela terminou a prova de Maratonas Aquáticas dos 10km na 11colocação (a compatriota Poliana Okimoto ficou no sexto lugar).
    Se tivesse terminado uma posição acima, teria garantido a vaga em Londres-2012 automaticamente.
     Ainda lamentando o resultado, ela não deixou de comemorar a marca inédita na história do esporte brasileiro.
    'Tenho consciência de que eu fiz tudo o que podia e o resultado está aí.
    Eu vim pra representar o país da melhor maneira possível.
     Estou muito feliz, o corpo dói, mas a gente até esquece a dor depois de um resultado desses.
     Fui do inferno ao céu.
    Quando perdi a vaga a Olimpíada foi horrível, parecia que as horas não passavam, mas tem uma música que eu gosto muito que diz que 'a vida me ensinou a nunca desistir'.
     Valeu a pena', disse.
    Ricardo Prado, Cesar Cielo e Ana Marcela Cunha são os três únicos atletas do país com o ouro no maior Mundial da Federação Internacional de Natação (Fina).
    O Brasil soma nove medalhas na história da competição (quatro ouros).
    As maratonas aquáticas, no entanto, trazem bons frutos para as atletas brasileiras.
     No Mundial de 2009, Poliana Okimoto ganhou o bronze na prova de cinco quilômetros e foi a primeira mulher do país a ganhar uma medalha na competição.
    Nos 25 quilômetros de Xangai, Ana demorou 5h29m22s9 para vencer, seguida da alemã Angela Maurer (5h29m25s), a campeã da prova em Roma, e pela italiana Alice Franco (5h29m30s8).
    Como participou de todas as provas, Ana nadou ao todo 40 quilômetros na China.
    'Acordei nervosa. Parecia que nunca tinha nadado uma maratona!
     Pensei: no que foi que me meti? Nadar 25 quilômetros, nesse calor', relembrou a atleta, que mudou de opinião logo ao cair na água.
    'Quando comecei achei o ritmo lento e pensei 'tá pra mim'! mais ou menos nos 20 quilômetros bateu um desespero.
    Parecia que não ia acabar nunca.
     Eu e a Ângela chegamos a abrir uma boa distância da terceira. A Ângela ainda tentou me passar umas duas vezes, mas dessa vez não deu pra ela', contou.
    Ana Marcela, baiana de 19 anos, foi escolhida a melhor maratonista aquática do planeta pela Fina em 2010, ano em que se sagrou a mais jovem campeã da história do Circuito da Copa do Mundo.
    A jovem de 1,64m e 70 quilos mostrou que ia dar trabalho neste esporte quando foi vice-campeã da Travessia dos Fortes de 2005, com apenas 13 anos.
    O Ouro de Ana Marcela pôs o Brasil em sexto no quadro geral de medalhas, empatado com Grã-Bretanha, Bulgária e Suíça, e na frente de Austrália, Espanha, Canadá e Itália.
    A natação, maior esperança brasileira de mais pódios, ainda está por começar (na noite deste sábado, no horário de Brasília).
    A prova masculina foi vencida pelo búlgaro Petar Stoychev (5h10m39s8), seguido pelo russo Vladmir Dyatchin (5h11min15s6) e pelo húngaro Casaba Gercsak (5h18m11s1).
     Allan do Carmo foi o sexto colocado (5h11min32s2) e Samuel de Bona, o 16(5h27m38s).
     GLOBOESPORTE.COM
    FINA

    quinta-feira, 21 de julho de 2011

    Jogos Mundiais Militares- Pentatlo Naval

    Com 'braçadas de dragão' e piercing no dente, brasileira rouba a cena


    Carioca Simone Lima deixa o Brasil em primeiro no pentatlo naval dos Jogos Mundiais Militares após a natação. Atleta alemão bate recorde mundial

    Ao sair da água, Simone Lima chamava a atenção na piscina do Cefan.
    Não apenas pela grande tatuagem nas costas.
    O desempenho da carioca de 29 anos superou todas as expectativas na terça-feira e levou o Brasil à liderança no invidual feminino e por equipes na disputa do pentatlo naval nos Jogos Mundiais Militares do Rio de Janeiro.
    Depois de ficar em segundo na natação de salvamento, Simone foi a vencedora da prova de natação utilitária, assumindo o posto de número 1, com 3.776 pontos após três provas.




    A ex-líder Caroline Buunk, da Noruegua, que venceu no primeiro dia a pista de obstáculos, agora ocupa a segunda posição, com 3.738. Ainda faltam as provas de habilidades navais e cross country anfíbio.


    Com a tatugem de um dragão, Simone Lima brilha no pentatlo naval (Foto: André Durão / Globoesporte.com)- Hoje deu tudo certo.
    Consegui ir bem na minha especialidade que é a natação.
    No prova de salvamento até poderia ter ido melhor, mas nadei acima do meu tempo porque a água estava muito fria.
    Mas tô na disputa e quero trazer a medalha de ouro para o Brasil - comemorou Simone.




    Ex-nadadora do Fluminense, a bicampeã brasileira dos 200m e 400m medley (2000 e 2001) tem um estilo um pouco diferente do padrão militar.
    Além da tatuagem de dragão, ela usa um piercing dental.
    - Acho que fica legal. O dragão tem muito a ver comigo. É guerreiro, lutador e traz boas energias e harmonia também - explicou.





    As competições de natação do pentatlo naval também fogem um pouco ao padrão.
    Na prova de salvamento, os atletas nadam 50m, regatam um boneco de 60 kg, para depois carregá-lo por mais 25 metros (confira no vídeo ao lado).
    No caso dos homens, a prova é feita de roupa, que eles têm de trocar debaixo d’água antes de pegar o boneco.
    Já na natação utilitária, os homens nadam 125m e as mulheres, 100m, tendo que ultrapassar obstáculos dentro da piscina.

    - As provas tentam simular um ambiente de combate. Você tem que fazer tudo muito rápido, porque sabe que do seu lado estão os militares mais bem preparados do mundo - disse o alemão Joerg Porschhoefer, que bateu nesta terça-feira o recorde mundial da prova de salvamento, com o tempo de 52s31.



    A equipe brasileira, formada por Simone, Jéssica Lessa (10ª) e Manuella Correa (4ª), lidera o pentatlo naval feminino com 7.459 pontos.
    A Suécia está em segundo entre as oito seleções, com 7.404, e a Noruega, em terceiro, com 7.384.

     
    Já no masculino, o alemão Mathias Wesemann segue na ponta, com 3.767 pontos, seguido por Joerg, com 3.761. Max Santos (7º), Carlos Lourenço (10º), Alex Santana (13º), Dilvan Tribuno (15º) e Vinícius Moraes (23º) não tiveram um dia muito bom e saíram da zona de pódio no individual.
    Entre as 11 equipes do masculino, o Brasil está em terceiro, com 14.625 pontos, atrás de Polônia (14.873) e Alemanha (14.753).


    As disputas do pentatlo naval seguem nesta quarta-feira com as provas de habilidades navais, a partir das 9h.

    Por Breno Dines

     
    Mas Afinal oque é?
    O Pentatlo Naval é uma competição individual e por equipes para competidores homens e mulheres.
     A modalidade é constituída por cinco eventos: Pista de Obstáculos, Natação de Salvamento, Natação Utilitária, Habilidade Naval e Cross Country Anfíbio.


    Foi inventado em 1949, quando integrantes do setor de esportes da Marinha Italiana, preocupados com a aptidão física de seus marinheiros, sentiram a necessidade de um cuidado maior com as tripulações embarcadas.
    A partir daí, foi estabelecido o programa de treinamento. Em 1951, conseguiram reunir em uma competição as cinco provas de técnica naval.
    Seu orientador, o Capitão Giuseppe Vocaturo, propôs ao CISM que a adotasse, já que, a esta altura, já existiam o Pentatlo Militar e o Aeronáutico.

    A primeira competição de Pentatlo Naval foi realizada em 1958, em Atenas.
    O Brasil é tricampeão Mundial de Pentatlo Naval, em 1967, 1972 e 1986.

    CAS mantém advertência, e Cielo está liberado para o Mundial

    Tribunal entendeu que atleta não teve culpa em caso de doping.
    Nicholas Santos e Henrique Barbosa receberam a mesma sentença

    Cesar Cielo escapou de uma punição mais dura no caso de doping por furosemida


    Cesar Cielo escapou da CAS (Corte Arbitral do Esporte) e está liberado para competir no Mundial de Xangai. Atual campeão nos 50m e 100m livre, o nadador teve sua advertência pelo uso da substância furosemida mantida e poderá defender suas conquistas.
    O Tribunal entendeu que o atleta não foi culpado nem negligente no caso de doping.
    Nicholas Santos e Henrique Barbosa receberam a mesma sentença.
    Vinícius Waked foi suspenso por um ano por ser reincidente.
    O resultado pode ser considerado um divisor de água em audiências de doping.
    Até então, todos os atletas flagrados por furosemida haviam recebido pena maiores.
    O exemplo mais recente é o da também nadadora Daynara de Paula.
    Julgada pela Fina (Federação Internacional de Natação) em agosto do ano passado em caso muito semelhante ao atual, ela foi suspensa por seis meses e perdeu o direito de ir às Olimpíadas 2012, em Londres.
     Para Cielo, porém, pesou o fato de se tratar de um campeão olímpico e mundial.


    O veredicto favorável marca ainda mais uma expressiva vitória na carreira do advogado Howard Jacobs.
    O norte-americano é um dos maiores especialistas em doping no mundo e em seu currículo constam clientes como Marion Jones, Tim Montgomery e Jessica Hardy.
    Já em Xangai para a disputa do Mundial, Cielo volta às piscinas no próximo dia 24, primeiro dia do torneio e data da eliminatória dos 50m borboleta.
    Além desta prova, ele irá nadar os 50m e 100m livre, além do revezamento 4x100m livre e 4x100 medley.

    Após tantos casos de doping na natação brasileira a imagem do esporte aquático nacional está desgastada, doping intencional ou não o fato é que os nadadores brasileiros serão vistos apartir de agora com maior atenção.
    O  Prejuízo foi grande, tendo bom ou mal desempenho  no Mundial será  visto com suspeita.

    A nossa torcida é sempre positiva...

    quinta-feira, 23 de junho de 2011

    2016- PRECISAMOS TORCER MUITO...

    2016 parece para a grande maioria muito longe, mas para quem pretende participar de uma Olimpíada não é .
    A estrutura dos esportes em geral necessita melhorar muito para auxiliar nossos talentosos atletas, com certeza você já ouviu esse discurso ou lamentação milhares de vezes.
    E lamentavelmete quase nada mudou.
    Idealizador do Projeto Rumo ao Ouro em 2016, que busca reunir a elite da natação brasileira, Cesar Cielo evitou entrar em polêmica com os clubes, que ameaçam boicotar sua ideia, de olho nos próximos Jogos Olímpicos.

    Cielo explicou que não pretende gerar atrito ou causar divisão entre atletas, clubes e confederações.
    O Pinheiros ameaçou cortar os nadadores Leonardo de Deus, Tales Cerdeira e Henrique Rodrigues caso eles aceitem participar do projeto de Cielo.
    "É um projeto que não rivaliza com a confederação e clubes, ele vem para somar ao que já exista na natação brasileira", declarou o campeão olímpico, em entrevista ao Sportv.
    volta ao Brasil, Cielo reiterou que pretende apenas criar um grupo de excelência na natação brasileira, sem exigir o fim do vínculo destes atletas com seus clubes. 
    De olho no futuro do esporte do País, Cielo acredita que a criação do grupo de treinos poderá compensar as deficiências da estrutura da natação brasileira.
    "A gente não tem nenhuma piscina coberta aquecida apta para competição.
     Nós precisamos de mais iniciativa dos nossos líderes nesse sentido. Precisamos de um controle de qualidade no treino também", declarou.

    projetos da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos –
    Lei de Incentivo ao Esporte
    Desde 2008 a CBDA está engajada em desenvolver projetos para a Lei de Incentivo ao Esporte, visando melhorar os esportes aquáticos brasileiros.  Esta nova etapa se tornou realidade devido a parceria fechada com o Banco Bradesco, que se propôs a patrocinar os projetos  desta Confederação já beneficiados pela Lei do Esporte. São eles:
    III Liga Masculina de Pólo Aquático – Processo Nº 58000.002014/2009-94, publicado no Diário Oficial da União em 04 de fevereiro de 2010. Captação total.
    O Projeto “III Liga Nacional de Pólo Aquático” tem como objetivo principal promover uma competição em nível Nacional, possibilitando a participação de equipes de todas as regiões do país – Norte/Nordeste, Sul/Centro-Oeste e Sudeste e com isso incentivar e promover a modalidade contribuindo para que seja minimizada a distância técnica existente entre os praticantes em todo Brasil.
    Projeto Olímpico de Saltos Ornamentais – Processo Nº 58701.001363/2009-91 – Nº SLIE 0902377-14, publicado no Diário Oficial da União em 19 de fevereiro de 2010. Captação parcial.
    O Projeto Olímpico de Saltos Ornamentais tem como objetivo principal planejar, estruturar e implantar ações que propiciem a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA – aprimorar a qualidade técnica dos Atletas e Técnicos da modalidade, visando a preparação das equipes brasileiras para a temporada de 2010 e a descoberta e preparação de novos talentos para a Olimpíada de 2012.
    Projeto Olímpico de Natação Ano I – Processo Nº 58000.002149/2009-50, publicado no Diário Oficial da União em 04 de março de 2010. Captação parcial.
    O Projeto Olímpico de Natação I tem como objetivo principal planejar, estruturar e implantar ações no ano de 2010 e 2011 que propiciem a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA uma sistematização de suas ações e programas com o intuito de posteriormente implantar um projeto de Ciclo Olímpico, no segundo semestre de 2010, preparando de forma adequada os Atletas com potencial para as melhores classificações nas Olimpíadas de Londres em 2012.
    Projeto Nado Sincronizado – Brasil Sincro Open – Processo Nº 58701.000533/2010-54, publicado no Diário Oficial da União em 10 de março de 2010. Captação total.
    O Projeto Nado Sincronizado tem como objetivo principal realizar o Brasil Sincro Open, uma competição amistosa Internacional, com a participação das principais equipes mundiais da modalidade. Essa ação faz parte do planejamento estratégico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA com o objetivo de aprimorar a qualidade técnica dos Atletas e Técnicos do Nado Sincronizado, visando a preparação das equipes brasileiras para a temporada 2010 e a descoberta e preparação de novos talentos para a Olimpíada de 2012.
    Projeto Treinamento Olímpico de Pólo Aquático – Processo Nº 58701.000695/2010-92, publicado no Diário Oficial da União em 07 de maio de 2010. Captação total.
    O Projeto Treinamento Olímpico de Pólo Aquático tem como objetivo principal a contratação do técnico Croata, Professor Goran Sablic, atualmente técnico principal da Seleção Japonesa de Pólo Aquático e com larga experiência internacional, com passagens por times da Austrália, Egito, Turquia e Espanha.
    A contratação de um técnico estrangeiro com experiente e consagrado visa promover uma melhora técnica na modalidade, através de uma verdadeira reciclagem e uma mudança na forma de treinamento, para elevar o Brasil a uma das potências mundiais até 2016.
    Projeto Copa do Mundo FINA / Arena de Natação 2010 – Processo Nº 58701.003856/2010-08, publicado no Diário Oficial da União em 22 de julho de 2010. Captação total.
    O Projeto Copa do Mundo FINA / Arena de Natação 2010 tem como objetivo principal realizar uma das etapas da Copa do Mundo FINA, em piscina de 25m, no Parque Aquático Municipal Maria Lenk, situado na Barra da Tijuca na Cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 10 a 12 de setembro de 2010.
    No momento a CBDA está aguardando a análise de alguns Projetos pela Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte e elaborando outros para garantir a continuidade dos projetos já aprovados e assim, alcançando seus objetivos: tornar o Brasil em uma das potências dos esportes aquáticos.

    Muitas palavras para poucas ações, palavras infelizmente que não facilita a evolução de jovens nadadores como Priscila Souza de 16 anos, quer representar o Brasil nas Olimpíadas de 2016.
    Para isso, ela acorda diariamente às 5h da manhã. Sai de casa, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e vai estudar na Zona Sul. Depois da escola, corre para a piscina do Botafogo, a uns 20 minutos da sede do Glorioso .
    A estória não é nova se repete a cada fênomeno das águas:
    Começou a nadar aos 2 anos para se curar de uma bronquite, migrou para o nado sincronizado. Aos 10 anos, decidiu voltar para a natação. Sempre se destacou nas provas velozes, de 50 e 100 metros livre.
    Porém, no momento, as nadadoras mais velozes do Brasil são a Tatiana Lemos, recordista Sul-Americana dos 100m, e a Flávia Delaroli, dona da melhor maca do país nos 50m.
    Mas a melhor do mundo é a alemã, Britta Steffen, a mais rápida nos 50 e nos 100m.
    Já na categoria Júnior, Priscila foi campeã carioca e brasileira. No Mundial, ficou em quinto lugar e em segundo por equipe.

    PROJETOS AQUÁTICOS QUE DERAM CERTO
    Se para o Brasil é uma obsessão ganhar o inédito ouro olímpico no futebol,  para a Austrália acontece algo parecido com a natação -o país-sede que sediou Jogos Olímpicos de 2000 , buscou a supremacia no esporte em questão, superando norte-americanos, alemães e chineses.
    Só que há uma diferença. Enquanto no Brasil lança-se  projetos no ano anterior ao evento, os australianos se preparam para lutar pela hegemonia nas piscinas há mais de 28 anos.

    Segundo Don Talbot, técnico-chefe da equipe australiana, o trabalho de formação de nadadores de ponta no país começou  em 1972, logo após os Jogos Olímpicos de Munique.
    “Descontentes com nosso desempenho naquele ano, começamos a investir num projeto que só daria frutos nos anos 90. É uma coisa curiosa, mas é assim que funciona o esporte.
     O Ian Thorpe (mais jovem campeão mundial da natação, título obtido aos 15 anos, e recordista dos 200 m e 400 m livre).
    Nos anos 70, foram construídas centenas de piscinas públicas, o que na natação equivale aos campos de várzea no futebol, para a descoberta de novos talentos. E deu certo,  fora Ian Thorpe nós temos atualmente;
    Nick D’arcy, Stephane Rice, Trickett e muitos outros.
    Um dos  melhores nadadores de longa distância do Brasil, Luiz Lima, treinou na Austrália e diz que só Perth (cidade dos Mundiais de 91 e 98) tem mais piscinas olímpicas do que o Brasil inteiro.
    Também nessa época, a Associação Australiana de Técnicos de Natação passou a receber recursos para formar um maior número de treinadores capacitados a descobrir e moldar os talentos.
    “Quando o Instituto do Esporte foi construído (em Canberra, capital do país, objetivando facilitar o trabalho dos esportistas e prepará-los para as Olimpíadas), usamos uma estratégia diferente das outras modalidades. E tivemos sucesso”, relata Talbot. “”
    Ao invés de nos concentrarmos lá, desenvolvemos um programa para identificar o bom técnico, o bom atleta e depois mandá-los para casa.
    Continuamos dando toda a assistência e os mantendo informados sobre o que há de mais  moderno acontecendo na natação.”
    Outro ponto importante, ainda de acordo com Talbot, é a descoberta e a formação de novos talentos.
     “É um pouco como no futebol. O técnico tem de ter o olho clínico para perceber quem tem futuro e investir no garoto.”

    Na fase final de preparação, o técnico tem enfatizado o preparo psicológico e profissionais de marketing esportivo. Os primeiros dão suporte emocional aos atletas, enquanto os segundos os ajudam a obter a independência financeira, mais agora que a natação está se  transformando num dos esportes mais populares do país.
    E, como prova , Talbot cita o fato de a audiência de algumas competições televisionadas ultrapassarem a marca de 4 milhões de espectadores, quando se sabe que a população australiana não chegava a 20 milhões de pessoas.
    “Desde 1995, quando começamos a perceber o boom da natação, passamos a vender camarotes para grandes empresas, assim como fazem no futebol da Europa, e a comercializar os ingressos pela Ticketek (uma espécie de versão australiana da Ticketmaster, responsável pela venda de bilhetes dos principais eventos esportivos norte-americanos).”
    “Se vocês têm o Ronaldo no futebol, hoje já temos o equivalente na natação, um Ian Thorpe (também integrante da equipe recordista mundial no revezamento 4 x 200 m) ou um Michael Klim (recordista do 100 m borboleta e companheiro de Thorpe no 4 x 200 m) e é hora de saber usá-los para tornar o
    esporte ainda mais popular. "

    Sem ídolos, uma modalidade não evolui
    E já que os temos, está chegando nossa vez.
    O espaço que tem conseguido conquistar na mídia, graças a performance dos nadadores australianos, Don Talbot usa para combater o doping no esporte e o Comitê Técnico da Fina -a Federação Internacional da Natação.
    “Defendo punições mais fortes para quem for pego com doping. Este é o maior mal não só da natação, mas de outros esportes, como o atletismo, mas infelizmente muita gente faz vista grossa.”
    Ele lamenta ainda a postura da Fina, que estaria, por interesses comerciais, dando maior atenção às provas mais curtas.
    “É um grande erro, que eu tenho combatido desde 1994. Embora na época ela (Fina) negasse, havia um plano montado para acabar com a prova de 1.500 m na Olimpíada, o que era uma imbecilidade. Os 1.500 m são uma competição extraordinária, porque quando eles são disputados você tem mais chances de identificar quem nasceu para nadar.”
    Nos Olímpicos, Barcelona-92 e Atlanta-96, os australianos dominaram amplamente a prova, conquistando as medalhas de ouro e prata.
    Nossos nadadores ainda tem de treinar no exterior, O Brasil deveria começar uma política para manter seus atletas no país. Com eles vão incentivos financeiros, patrocínios e muito mais.
    O Canadá investiu, com uma diferença grande o incentivo do setor privado impediam  que treinadores trabalhasem em conjunto. Com uma grande rivalidade interna, a natação no Canadá obteve um nível inferior do que o que poderia ter.
    Federações de outros países  como Usa Swimming, Federazione Italiana nuoto, Francesa seguem mpdelo de incentivo e organização regional de ligas escolares e universitárias no trabalho de base.
    Um ponto em comum é a quantidade de espaços para prática da natação disponíveis para população e é incentivo governamental e privado.
    Se você acha não ser possível mudar essa realidade no Brasil...
    Continuaremos vivendo de fenomenos...
    Basta-nos...

    Apenas Chorar.

    fonte:Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos/portal australia/O estado de sp/ Agência Folha/ Swim It Up! Clippin/usa swimming/Bristh Swimm/

    sábado, 12 de março de 2011

    Cielo faz sua primeira competição do ano e já inicia preparação para a Olimpíada

    Treinador do nadador avisa que até os Jogos de Londres'2012 o atleta não terá um dia de folga.
    O campeão olímpico e recordista mundial dos 50 m e dos 100 m livre (20s91 e 46s91) Cesar Cielo começa a se preparar neste final de semana para o Mundial de Natação, em julho, na China, na cidade de Xangai.
    O nadador esteve neste sábado no Multimeeting de Natação, no Parque Aquático Júlio Delamare, onde disputou sua primeira competição no ano de 2011.
    Esta é a primeira de uma série de testes do nadador para a Olimpíada de 2012, em Londres.
    Apesar de não ter dado todo seu esforço, Cielo mostrou que ainda está em grande forma e se reafirma como favorito para o Mundial.
    Nos 100m livres, o atleta nadou tranquilamente e conseguiu a primeira colocação com 50s68, seguido de Nicholas dos Santos , com 50s85, que quase tirou a primeira colocação de Cielo.
    "A prova foi bem pesada, foi bem difícil nadar, até mesmo porquê a competição começou um pouco mais cedo do que eu estou acostumado.
    Mas tá bom, a idéia era aplicar o que estamos fazendo nos treino e estou vendo que peguei bem pesado.
    Tomei uma canseira do Nicolas, quase perdi a prova, mas valeu, é sempre bom ter alguém para te lembrar que você pode ser derrotado.
    Estou aliviado por ter vencido", afirmou o nadador.
    Cesar também aproveitou e fez um apelo.
    Segundo o nadador,o esporte precisa ser mais valorizado no Brasil, e as pessoas precisam conhecer outros nomes que estão surgindo
    "Precisamos ter uma maior valorização do esporte.
    Às vezes um nadador consegue um terceiro ou quarto lugar em um mundial mais não é valorizado aqui no Brasil.
    As pessoas precisam conhecer mais nomes da natação brasileira", diz.
    O técnico de Ciello, Alberto Silva, afirmou que a competição deste final de semana vai servir como um parâmetro para o trabalho que vem desenvolvendo com o nadador e completou falando que até a Olimpíada de 2012, serão muitos meses de treinos e nenhuma folga.
    Cielo após a prova"Esta competição de hoje marca o fim de uma fase de musculação pesada e o início de uma nova fase de treinamento.
    Na prática, nadar bem ou mal não vai mudar em nada a trajetória, mas valeu para avaliar saída, virada, a consistência na volta.
    Serão muitos meses de treinos, sem folgas, até o Mundial e, depois, até a Olimpíada de Londres em 2012", afirmou o treinador.
    Depois do Mundial, haverá aclimatação da equipe para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara na altitude do Centro de Treinamento de Las Lomas, no próprio México, que fica em San Luis de Potesí, 2.000 metros acima do nível do mar.
    Cesar Cielo estará treinando com a equipe brasileira nos Estados Unidos, em abril que também participará do GP de Michigan.
    Em 2011, a prioridade do nadador brasileiro, recordista mundial dos 50 m e dos 100 m livre (20s91 e 46s91), é o Mundial de Xangai, entre 24 e 31 de julho.
    Em junho, irá para Londres, onde conhecerá o Crystal Palace, onde a delegação brasileira fará aclimatação para os Jogos Olímpicos'2012.
    Cielo também participará do Paris Open.
    Alguns dias atrás...
    Michael Phelps fatura mais dois ouros na natação em Indianapolis
    INDIANAPOLIS - Michael Phelps confirmou o favoritismo e encerrou sua participação no GP de Indianapolis, nos Estados Unidos, com duas medalhas de ouro.
    Em seu maior desafio, o americano superou o compatriota Ryan Lochte nos 200 metros medley, na noite deste sábado.
    Michael Phelps em ação durante prova nos Estados Unidos
    Phelps registrou 1min56s88, o melhor tempo da temporada, e deixou para trás Lochte, que é o atual recordista mundial da prova.
    Lochte completou a distância em 1min59s19 e teve que se contentar com a medalha de prata.
    O brasileiro Diogo Yabe chegou em sétimo, com 2min04s34.
    O supercampeão olímpico faturou ainda sua quarta medalha de ouro ao vencer os 100 metros livre.
    Ele marcou o tempo de 48s89, seguido por Matt Grevers, com 50s01, e Jason Lezak, 50s08.
    O brasileiro Nicolas Oliveira ficou com o sétimo tempo: 50s48.
    A nadadora Tatiana Lemos obteve a melhor marca entre os brasileiros.
    Chegou em quinto lugar na final dos 100 metros feminino, com o tempo de 55s84.
    O ouro ficou com a americana Dana Vollmer, com 54s36, seguida de Jéssica Hardy (54s70) e Victoria Poon (54s88). 

    sábado, 30 de outubro de 2010

    Morte de nadador gera críticas e atletas reivindicam mudança na Copa do Mundo

    Morte na água
    A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou nesta quinta-feira a criação de um comitê especial para investigar a morte do nadador norte-americano Fran Crippen, que morreu durante a disputa da última etapa da Copa do Mundo de Maratona Aquática, no sábado, em Al Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
    Campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, e vice-líder do ranking mundial nesta temporada, Fran Crippen tinha 26 anos, o nadador foi encontrado cerca de três horas após o término da prova.
    Ele passou mal durante a prova de 10 quilômetros, que foi disputada em águas muito quentes.
    A morte de Francis Crippen durante a última etapa da Copa do Mundo de maratona aquática gerou críticas à organização do evento nos Emirados Árabes.
    O falecimento do norte-americano de 26 anos provocou uma mobilização ainda maior e os nadadores se uniram para reivindicar mudanças no regulamento da competição, principalmente em relação à última etapa.
    Atualmente, a prova final vale o dobro de pontos e o nadador precisa terminar os 10 km em águas abertas para ter a pontuação do ranking validada.
    “A última etapa não tem que valer o dobro e não tem que ser obrigatório terminar para valer a pontuação de toda a temporada.
    Os nadadores de todos os países estão se juntando.
    O búlgaro Peter Stoychev é nosso representante na Fina [Federação Internacional de Natação] e era muito amigo do Francis. Queremos a mudança”, disse Ana Marcela Cunha.
    No ano passado, a brasileira somou pontos suficientes para terminar em terceiro lugar no ranking geral, mas não disputou as duas últimas etapas e ficou sem a classificação final.
    “É melhor prevenir uma vida do que um campeonato. O atleta vai competir e sabe que não pode parar na prova para continuar brigando pelo título. Talvez por causa disso o Francis tenha falecido”, falou Ana Marcela.
    Na mesma etapa em que o norte-americano morreu durante a prova, a brasileira obteve o bronze e conquistou o título da Copa do Mundo.
    Ana Marcela Cunha voltou ao Brasil nesta segunda-feira com o título da Copa do Mundo de maratona aquática. Nem por isso foi alvo do assédio da torcida.
    Mas foi recebida pela família e pela imprensa no aeroporto de Guarulhos.
    Na verdade, o status de campeã mundial ajudou mesmo a nadadora a driblar o overbooking e a embarcar antes do restante da delegação brasileira.
    O comitê especial da Fina terá cinco integrantes, incluindo um especialista em salvamento, um médico, um advogado e dois nomes indicados pela Federação de Natação dos Estados Unidos.
    Além disso, a entidade mandou um de seus dirigentes, Gunnar Werner, para acompanhar a investigação em Al Fujairah.
    As condições da prova não eram favoráveis.
    Ana Marcela afirmou que a temperatura na água era de 33ºC.
    O brasileiro Allan do Carmo foi um dos que sofreram com o calor excessivo e terminou a prova em 40º lugar.
    Ele sofreu uma desidratação e passou a noite de sábado internado, mas já recebeu alta e retorna ao Brasil nesta terça-feira.“Em 2007, teve uma prova em Portugal que a água estava a 14ºC. Largaram 27 competidoras e só oito terminaram. A partir daí, estabeleceram que o mínimo necessário para realizar uma prova era 16ºC, mas não colocaram um valor máximo. Para nós é melhor nadar no frio e pior no calor, por causa da desidratação”, explicou Ana Marcela.
    A nadadora de 18 anos evitou falar em negligência, mas criticou a organização da etapa dos Emirados Árabes. “A reunião para verificar as condições de prova duram 1h. Lá foram 10 minutos. O dinheiro comprou a etapa de lá. O dinheiro compra tudo. Mas eles mostraram que não tem competência para fazer uma prova linda, que era a final”, disse.
    Diante do luto pela morte de Crippen, a cerimônia de premiação foi cancelada. Ana Marcela recebeu o bronze e o troféu da etapa discretamente.
    O título geral da Copa do Mundo ainda não foi entregue. No masculino a situação é ainda mais complicada.
    Allan do Carmo espera decisão da Fina para saber se terminou a temporada em segundo ou terceiro. O norte-americano era o vice-líder.
    Enquanto isso Fabiola Molina leva bronze em etapa da Copa do Mundo de Natação nos 50 metros nado costas .
    A nadadora Fabiola Molina, faturou medalha de bronze neste sábado (30), no primeiro dos dois dias de disputa da quinta etapa da Copa do Mundo em piscina curta (25 metros), em Berlim, na Alemanha. O maior destaque brasileiro foi Thiago Pereira, com uma medalha de ouro e uma de prata. Fabíola Molina levou bronze nos 50 metros costas com o tempo de 27s50, atrás da australiana Belinda Hocking (26s99) e da russa Anastasia Zueva (27s41).
    Thiago venceu os 400m medley (4m02s83) na etapa de Berlim, deixando para trás o húngaro David Verraszto (4m04s62) e o japonês Daiya Seto (4m04s66).
    Mas não teve a mesma facilidade nos 100m medley. O alemão Markus Deibler (52s17) teve um melhor final de prova e impôs ao brasileiro a prata (52s59).
    O brasileiro Thiago Pereira segue como o principal nadador da Copa do Mundo em piscina curta deste ano.
    No segundo dia da etapa alemã do torneio, ele dominou a prova dos 200m medley neste domingo e conquistou sua 15ª medalha de ouro na competição.
    Ele começou segurando o ritmo e virou o nado borboleta apenas na quarta colocação, mas acelerou no costas e virou a segunda parte em segundo, apenas 3 centésimos atrás do sul-africano Darian Townsend.
    Pereira conseguiu assumir a liderança no nado peito, quando conseguiu virar com uma boa vantagem de 2 segundos, o suficiente para apenas administrar o resultado e fechar a prova com o tempo de 1min52s81.
    Completaram o pódio dos 200m medley da etapa de Berlim na Copa do Mundo de natação em piscina curta Darian Townsend, em segundo lugar com tempo de 1min54s91, e o alemão Markus Deibler, conseguindo o bronze com 1min55s85.
    A decisão de nadar ou não, pertence individualmente ao atleta e seu responsável técnico, todos os esportes tem riscos, muitos técnicos jamais arriscariam expor seu atleta a temperaturas tão extremas, as condições da prova são de responsabilidade dos organizadores, muitas provas no mundo são suspensas devido fênomenos naturais ou não .
    Causa e consequencia... Quem está disposto a pagar o preço?

    terça-feira, 14 de setembro de 2010

    O Brasil foi campeão isolado da Copa do Mundo de Natação de Piscina Curta-Etapa Rio de Janeiro

    Como dizem em algumas publicações no exterior "O Brasil do futebol faz bonito na água"

    O Brasil foi campeão isolado da Copa do Mundo de Natação de Piscina Curta com 59 medalhas, sendo 33 no masculino (11 de ouro, 12 de prata e 10 de bronze) e 26 no feminino (cinco de ouro, 10 de prata e 11 de bronze).

    O Japão ficou em segundo com 12 medalhas no total e Suécia em terceiro com nove.

    Foto: Satiro Sodré/CBDA

    Os destaques foram Cesar Cielo que superou o alemão Steffen Deibler por apenas dois centésimos de segundo nos 100 metros livre e Thiago Pereira que ganhou os 400 e os 100 metros quatro estilos. Nesta última prova, ele quebrou o próprio recorde sulamericano.
    A marca anterior tinha sido obtida com o supermaiô.

    http://www.clickpb.com.br/artigos/sendtmp/2010/20100912010752/cielo_grande.jpg

    O nadador do Flamengo Cesar Cielo iniciou bem a Copa do Mundo de piscina curta disputada no Maria Lenk, no Rio, na noite desta sexta-feira, com a classificação para a final dos 100m livre. Recordista mundial da distância, Cielo fez o tempo de 47s29, o melhor da série.

    O campeão olímpico sentiu um incômodo na coxa e abriu mão de disputar os 50m borboleta. A final dos 100m livre é na manhã deste sábado.

    "Acho que ainda posso fazer uma virada melhor e uma saída um pouco mais rápida. Mas foi uma primeira boa prova", acredita Cielo.

    Nicholas Santos que fez o segundo melhor tempo da série se mostrou satisfeito com seu desempenho.

    "Foi um tempo bom para uma eliminatória, mas decidi optar por não nadar a final. Fiz o tempo apenas para o revezamento. Meu foco nesta competição é os 50m borboleta", completou o outro atleta do Flamengo.

    Nas eliminatórias dos 50m peito Henrique Barbosa venceu sua série e terminou em segundo na classificação com o tempo de 27s07. Ele também fez bonito nos 200 metros peito marcando 2m07s90, terceiro melhor tempo na eliminatória.

    Encerrando sua participação na Copa do Mundo de Natação de Piscina Curta, o brasileiro Thiago Pereira conquistou mais duas medalhas de ouro na competição disputada no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. As vitórias vieram nos 200m medley (1min52s72), com direito a recorde sul-americano, e nos 200m livre (1min45s28).

    Thiano Pereira, natação
    Thiago Pereira nos 200m livre: mais uma medalha
    (Foto: Satiro Sodré / CBDA)

    Thiago Pereira chegou ao Rio de Janeiro dizendo que não estava em sua melhor forma física.

    Mas a semana de folga após o Pan-Pacífico, realizado no fim do mês passado, não o prejudicou dentro d’água.

    Pelo contrário. Com 100% de aproveitamento, o nadador brasileiro conquistou quatro ouros e dois recordes sul-americanos na etapa carioca da Copa do Mundo em piscina curta, que se encerrou neste domingo.

    No segundo e último dia de finais, neste domingo, Thiago venceu com facilidade os 200m livre (1m45s28) e os 200m medley (1m52s72).

    - Dois recordes sul-americanos, quatro medalhas de ouro... Eu fiquei impressionado principalmente com esses 200m medley. Antes de eu cair na água, ainda estava bem desgastado dos 200m livre.
    O nadador que treina em Los Angeles, nos Estados Unidos, já havia vencido as finais dos 100m e 400m medley. Em todas as quatro provas, Thiago conseguiu índice para o Mundial de Dubai, que será realizado em dezembro. Para completar, garantiu dois recordes sul-americanos nos 100m medley (52s35) e 200m medley (1m52s72).

    - Eu realmente tirei uma semana para descansar, não fiz nada. Então, eu não esperava que iria estar bem assim, fazendo os meus melhores resultados. Mas natação é isso. Eu brinco que a natação não tem muita explicação. Às vezes, a gente espera um bom resultado e não vem. Mas, às vezes, a gente acha que não vai dar em nada e acaba se surpreendendo.

    "Estou me sentindo muito melhor que no Pan-Pacífico. Não esperava esses tempos e os recordes porque estou me readaptando a nadar sem o traje e estou recomeçando depois de uma semana de folga. Essa melhora é resultado do período que estou treinando nos Estados Unidos. Consegui nadar bem, mesmo após disputar a final dos 200m livre", comemorou o especialista na modalidade, que treina desde agosto do ano passado com o técnico David Salo, no Trojan Swim Club, em Los Angeles (EUA).

    Além de bater o recorde sul-americano, que era dele próprio, Pereira também conquistou índice para o Mundial de Piscina Curta em Dubai. O pódio inteiro foi verde e amarelo, com Henrique Rodrigues em segundo (1min54s07) e Diogo Yabe em terceiro (1min58s68).

    Nos 200m livre, que Pereira disputa para aprimorar o nado crawl no medley, a vitória veio com o tempo de 1min45s28 e outro índice para o Mundial. "Foi um resultado expressivo", limitou-se a dizer. No mesmo estilo, Rodrigo Castro foi prata com 1min46s55 e o chinês Yuhui Jian o bronze, com 1min47s08.

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,14634346-EX,00.jpg

    Gabriella Silva também bateu o recorde continental com 25s93 nos 50m borboleta. O anterior pertencia a Daynara de Paula (25s94). Apesar da marca expressiva, a medalha de ouro da modalidade ficou com a sueca Therese Alshammar (25s35).

    http://e.i.uol.com.br/album/100812europeu_f_015.jpg

    Completando o pódio, aparece a brasileira Daniele de Jesus (26s47).

    Tatiana Lemos, natação
    Tatiana Lemos levou mais uma medalha na Copa
    do Mundo (Foto: Satiro Sodré / CBDA)

    Na primeira prova feminina do dia, os 100m livre, Tatiana Lemos conquistou sua segunda medalha de ouro na disputa. Com o tempo de 54s20, ele superou Flávia Delaroli (54s52) e a sueca Magdalena Kuras (54s88). A lamentar, só o fato de não ter alcançado o índice para o Mundial de Dubai.

    - Consegui fazer exatamente o msm tempo. Estava esperando nadar melhor hoje, mas o índice vai ficar para o Finkel mesmo. Mas estou satisfeita, duas medalhas de ouro. Estava nadando só piscina longa. Até me acostumar, demora um pouco.

    Pouco depois, Joanna Maranhão também conseguiu sua segunda medalha de ouro na competição. A nadadora venceu a prova de 400m medley com o tempo de 4m40s20, à frente de Larissa Cieslak (4m50s56) e Julia Siqueira (4m58s12).

    Ela ainda voltou à piscina para a prova dos 200m borboleta. E, mais uma vez, ficou com o ouro. Joanna marcou 2m09s72 e superou a japonesa Nao Kobayashi (2m11s26) e a também brasileira Yana Medeiros (2m18s55).

    - De uma forma geral, foi muito legal. Eu não fiz nenhum polimento, não raspei e não descansei nada desde que voltei do Mundial Militar. Então, é como se isso aqui fosse um treino para o Finkel. Agora, eu espero conseguir os índices para o Mundial daqui a dez dias.

    Joanna Maranhão, natação

    Felipe França, por sua vez, venceu os 50m peito em 57s64, à frente dos compatriotas Henrique Barbosa (58s40) e Tales Cerdeira (58s52).

    Os três obtiveram índice de Mundial, mas, por enquanto, apenas França e Cerdeira estão classificados. "Está bom para a primeira etapa. Pretendo melhorar para o Troféu José Finkel e para as próximas etapas da Copa do Mundo", projetou.

    Entre os outros brasileiros vencedores estão Lucas Kanieski, nos 1500m livre, com o tempo de 14mins53s19, e Joanna Maranhão, primeira nos 400m medley (4min40s20) e nos 200m borboleta (2min09s72). "Gostei. A competição foi ótima. Só me surpreendi com meu tempo no medley porque pensei que a prova de borboleta seria melhor", confessou.